
A "telenovela" em torno das manobras militares da NATO na Geórgia está a ter uma continuação cada vez mais tensa. A Aliança Atlântica expulsa dois espiões russos, Moscovo promete responder e, ao mesmo tempo, chama a si a segurança das fronteiras da Abkházia e da Ossétia do Sul, o que mais não é do que um novo passo para anexar esses territórios georgianos.
A Rússia assinou hoje com a Abkházia e Ossétia do Sul acordos bilaterais sobre vigilância conjunta da fronteira estatal.
Para sublinhar a importância dob acto, celebrado no Kremlin, assistiram à cerimónia de assinatura dos documentos o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e os dirigentes da Abkházia e Ossétia do Sul, Serguei Bagapsh e Eduard Kokoiti.
Em conformidade com os acordos, a a Abkházia e a Ossétia do Sul “delegam na Rússia as atribuições em matéria de vigilância da fronteira estatal (com a Geórgia) até que sejam formados corpos de guarda-fronteiras pelas repúblicas separatistas georgianas que proclamaram a sua independência com o apoio da Rússia em Setembro de 2008.
O Serviço Federal da Rússia (FSB, ex-KGB) será o organismo responsável pela realização desses acordos.
Em Agosto do ano passado, Moscovo enviou tropas para a Ossétia do Sul a pretexto de defender os seus cidadãos do ataque das tropas georgianas.
Nos finais desse mês, o Kremlin reconheceu a independência da Abkházia e Ossétia do Sul. Como resposta, Tbilissi rompeu relações diplomáticas com Moscovo.
Ao discursar no acto da assinatura dos documentos, Dmitri Medvedev considerou uma “provocação aberta” os planos da NATO de realizar manobras militares no território da Geórgia, programadas na Geórgia entre 06 de Maio e 01 de Junho.
“Por muito que tentem provar o contrário, as manobras são uma provocação”, frisou o dirigente russo.
“São possíveis provocações nessas regiões e elas devem ser impedidas”, concluiu.
Entretanto, a NATO expulsou dois funcionários da representação permanente da Rússia junto da NATO e o Kremlin prepara-se para responder.
Segundo fontes da Aliança Atlântica citadas pela agência Reuters, esta expulsão está ligada ao processo de Herman Simm, alto funcionário estónio que foi condenado a doze anos de prisão por fornecer à Rússia cerca de 3000 documentos secretos relacionados com as actividades da NATO.
Segundo um relatório da KAPO, serviços de informação da Estónia, públicado pelo diário estónio Postimees, um dos elos de ligação entre Simm e o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia era o agente russo Serguei Iakovlev, que se fazia passar pelo cidadão português António de Jesus Amorett Grafa, sendo portador de um passaporte luso.
Segundo o jornal britânico Financial Times, um dos diplomatas espulsos é o filho de Vladimir Tchijov, representante permanente da Rússia junto da União Europeia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia confirmou a expulsão dos seus diplomatas e prepara-se para responder.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia está a estudar as circunstâncias de dois diplomatas russos para determinar as possíveis acções da nossa parte”, declarou Igor Liakin-Frolov, porta-voz da diplomacia russa.
A continuação segue dentro de momentos...
A Rússia assinou hoje com a Abkházia e Ossétia do Sul acordos bilaterais sobre vigilância conjunta da fronteira estatal.
Para sublinhar a importância dob acto, celebrado no Kremlin, assistiram à cerimónia de assinatura dos documentos o Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, e os dirigentes da Abkházia e Ossétia do Sul, Serguei Bagapsh e Eduard Kokoiti.
Em conformidade com os acordos, a a Abkházia e a Ossétia do Sul “delegam na Rússia as atribuições em matéria de vigilância da fronteira estatal (com a Geórgia) até que sejam formados corpos de guarda-fronteiras pelas repúblicas separatistas georgianas que proclamaram a sua independência com o apoio da Rússia em Setembro de 2008.
O Serviço Federal da Rússia (FSB, ex-KGB) será o organismo responsável pela realização desses acordos.
Em Agosto do ano passado, Moscovo enviou tropas para a Ossétia do Sul a pretexto de defender os seus cidadãos do ataque das tropas georgianas.
Nos finais desse mês, o Kremlin reconheceu a independência da Abkházia e Ossétia do Sul. Como resposta, Tbilissi rompeu relações diplomáticas com Moscovo.
Ao discursar no acto da assinatura dos documentos, Dmitri Medvedev considerou uma “provocação aberta” os planos da NATO de realizar manobras militares no território da Geórgia, programadas na Geórgia entre 06 de Maio e 01 de Junho.
“Por muito que tentem provar o contrário, as manobras são uma provocação”, frisou o dirigente russo.
“São possíveis provocações nessas regiões e elas devem ser impedidas”, concluiu.
Entretanto, a NATO expulsou dois funcionários da representação permanente da Rússia junto da NATO e o Kremlin prepara-se para responder.
Segundo fontes da Aliança Atlântica citadas pela agência Reuters, esta expulsão está ligada ao processo de Herman Simm, alto funcionário estónio que foi condenado a doze anos de prisão por fornecer à Rússia cerca de 3000 documentos secretos relacionados com as actividades da NATO.
Segundo um relatório da KAPO, serviços de informação da Estónia, públicado pelo diário estónio Postimees, um dos elos de ligação entre Simm e o Serviço de Inteligência Externa (SVR) da Rússia era o agente russo Serguei Iakovlev, que se fazia passar pelo cidadão português António de Jesus Amorett Grafa, sendo portador de um passaporte luso.
Segundo o jornal britânico Financial Times, um dos diplomatas espulsos é o filho de Vladimir Tchijov, representante permanente da Rússia junto da União Europeia.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia confirmou a expulsão dos seus diplomatas e prepara-se para responder.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia está a estudar as circunstâncias de dois diplomatas russos para determinar as possíveis acções da nossa parte”, declarou Igor Liakin-Frolov, porta-voz da diplomacia russa.
A continuação segue dentro de momentos...



















