Os tchetchenos que o apoiam chamam-lhe carinhosamente “o nosso Ramzan”, enquanto que os seus adversários políticos o acusam de numerosos crimes e a guerrilha separatista o transformou no mais importante alvo a abater. Mas o Presidente da Tchetchénia, diz ser apenas um “servo do povo”.
Ramzan Akhmatovitch Kadirov nasceu a 05 de Outubro de 1976 na vila de Tsentoroi, República Autónoma Socialista Soviética da Tchetcheno-Inguchétia, uma das regiões da Federação da Rússia e, por conseguinte, da União Soviética.
O actual dirigente tchetcheno não esconde que cedo pegou em armas, para combater as tropas russas que invadiram a Tchetchénia em 1994. Porém, na segunda guerra da Tchetchénia, em 1999, passa, juntamente com o pai, para o lado de Moscovo, acusando a guerrilha separatista de ter caído sob a influência do wahhabismo, corrente radical do Islão.
Quando o seu pai, Akhmad Kadirov, passou a dirigir o Governo pró-russo da Tchetchénia (2000), Ramzan acumulou vários cargos nas estruturas do poder, principalmente ligados à segurança.
A 10 de Maio de 2004, Akhmad Kadirov morre vítima de um atentado terrorista organizado pela guerrilha. No dia seguinte, Ramzan promete liquidar os autores do atentado e pede ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que altere a legislação para que ele se pudesse candidatar ao cargo de Presidente da Tchetchénia, mas recebeu uma recusa.
Nessa altura, Ramzan tinha 28 anos e, segundo as leis russas, o Presidente das repúblicas e regiões russas não pode ter menos de 30 anos.
Não obstante, o seu poder era cada vez mais forte na Tchetchénia e, logo que cumpriu os 30 anos, foi nomeado Presidente pelo Kremlin.
Kadirov escapou a mais de cinco atentados, mas conseguiu liquidar os mais conhecidos comandantes da guerrilha separatista: Salman Raduev, Chamil Bassaev, Aslan Maskhadov, etc. Conseguiu, através de conversações e amnistias, trazer para o seu lado muitos dos guerrilheiros, alguns dos quais ocupam, hoje, cargos importantes no sistema de poder da república. Porém, agora, aposta apenas na componente militar para acabar com o que resta da guerrilha.
A guerrilha está, presentemente, bastante enfraquecida, mas, não obstante, continua a organizar atentados terroristas e ataques em várias regiões da Tchetchénia, coordenando também as suas operações com as guerrilhas separatistas que actuam na Inguchétia, Daguestão e Cabardino-Balcária.
Moscovo tem canalizado importantes meios financeiros para a reconstrução da Tchetchénia, permitindo a Kadirov realizar alguma política social e conquistar o apoio de parte significativa da república, cansada da guerra.
Porém, alguns analistas consideram que o poder de Kadirov se baseia quase exclusivamente na repressão e na liquidação dos seus adversários.
“Uma pessoa que se orgulha de matar “federais” (soldados russos) desde os quinze anos é um bandido. Ele continua a ser bandido mesmo depois de Putin o ter condecorado com a medalha de Herói da Rússia”, considera Garri Kasparov, ex-campeão do mundo de xadrez e dirigente da oposição russa.
Ramzan Akhmatovitch Kadirov nasceu a 05 de Outubro de 1976 na vila de Tsentoroi, República Autónoma Socialista Soviética da Tchetcheno-Inguchétia, uma das regiões da Federação da Rússia e, por conseguinte, da União Soviética.
O actual dirigente tchetcheno não esconde que cedo pegou em armas, para combater as tropas russas que invadiram a Tchetchénia em 1994. Porém, na segunda guerra da Tchetchénia, em 1999, passa, juntamente com o pai, para o lado de Moscovo, acusando a guerrilha separatista de ter caído sob a influência do wahhabismo, corrente radical do Islão.
Quando o seu pai, Akhmad Kadirov, passou a dirigir o Governo pró-russo da Tchetchénia (2000), Ramzan acumulou vários cargos nas estruturas do poder, principalmente ligados à segurança.
A 10 de Maio de 2004, Akhmad Kadirov morre vítima de um atentado terrorista organizado pela guerrilha. No dia seguinte, Ramzan promete liquidar os autores do atentado e pede ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que altere a legislação para que ele se pudesse candidatar ao cargo de Presidente da Tchetchénia, mas recebeu uma recusa.
Nessa altura, Ramzan tinha 28 anos e, segundo as leis russas, o Presidente das repúblicas e regiões russas não pode ter menos de 30 anos.
Não obstante, o seu poder era cada vez mais forte na Tchetchénia e, logo que cumpriu os 30 anos, foi nomeado Presidente pelo Kremlin.
Kadirov escapou a mais de cinco atentados, mas conseguiu liquidar os mais conhecidos comandantes da guerrilha separatista: Salman Raduev, Chamil Bassaev, Aslan Maskhadov, etc. Conseguiu, através de conversações e amnistias, trazer para o seu lado muitos dos guerrilheiros, alguns dos quais ocupam, hoje, cargos importantes no sistema de poder da república. Porém, agora, aposta apenas na componente militar para acabar com o que resta da guerrilha.
A guerrilha está, presentemente, bastante enfraquecida, mas, não obstante, continua a organizar atentados terroristas e ataques em várias regiões da Tchetchénia, coordenando também as suas operações com as guerrilhas separatistas que actuam na Inguchétia, Daguestão e Cabardino-Balcária.
Moscovo tem canalizado importantes meios financeiros para a reconstrução da Tchetchénia, permitindo a Kadirov realizar alguma política social e conquistar o apoio de parte significativa da república, cansada da guerra.
Porém, alguns analistas consideram que o poder de Kadirov se baseia quase exclusivamente na repressão e na liquidação dos seus adversários.
“Uma pessoa que se orgulha de matar “federais” (soldados russos) desde os quinze anos é um bandido. Ele continua a ser bandido mesmo depois de Putin o ter condecorado com a medalha de Herói da Rússia”, considera Garri Kasparov, ex-campeão do mundo de xadrez e dirigente da oposição russa.






