A novela em torno da fuga de Eduard Snowden,
ex-consultor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos, vem colocar
numerosas questões no que respeita aos sistemas de segurança dos países e ao
seu funcionamento.
Se, antes do aparecimento dos computadores e da
Internet, um agente secreto podia desviar dezenas ou até algumas centenas de
documentos, hoje, ele pode dar a conhecer ao mundo muitos milhares.
Por um lado, isso poderá obrigar os próprios
serviços secretos a atuarem com mais cuidado e respeito, em maior conformidade
com os direitos dos cidadãos. Através de Snowden, soubemos, por exemplo, que as
autoridades norte-americanas têm acesso aos dados pessoais de milhões de
pessoas que utilizam as redes sociais ou outros serviços na Internet, o que não
é nada agradável.
Soubemos também, que os serviços secretos
norte-americanos escutaram as conversas dos dirigentes mundiais durante uma das
cimeiras dos G-8, o que também nada tem de agradável.
Porém, mesmo sem estas revelações, a maioria das
pessoas com o mínimo de inteligência desconfiava, tinha quase a certeza de que
os serviços secretos faziam essas e outras atividades ilegais. A história desse tipo de instituições mostra
que ela, muitas vezes, atua à margem da lei, mesmo nas sociedades mais democráticas,
com um forte controlo dos serviços secretos por parte dos governos.
Às vezes, são apanhadas “com as mãos na massa” e
muitos cidadãos ficam indignados com algumas dessas ações. O caso de Eduard
Snowden é um exemplo claro disso.
Todavia, sem querer justificar alguns dos métodos
utilizados pelos serviços secretos para resolver certos problemas, gostaria de
chamar a atenção para o facto de todos nós, incluindo os que criticam os
serviços secretos, exigirmos que eles nos garantem a segurança, pois para isso
foram criados.
Ora, numa época em que o terrorismo e o crime
organizado assumiram proporções nunca vistas, talvez seja demasiado pedir aos
agentes para atuarem sempre de forma mais limpa, pois trata-se de um combate, à priori, sujo e sem regras definidas.
Se observam estritamente a lei e, depois, os
atentados terroristas acontecem, os serviços secretos são acusados de
negligência. Mas, quando são apanhados em situações menos legais, também
ninguém lhes perdoa.
Tarefa ingrata, pois “levam por ter cão e levam por
não o ter”. O ideal seria puderem atuar no mais restrito respeito da lei, mas
será isso possível?
P.S. Este texto é discutível apenas entre aqueles
que não acreditam que os serviços secretos são os próprios organizadores de
todos os males do mundo.
10 comentários:
Era capaz de escrever o que escreveu se fosse o FSB?
;)
Cumpts
Manuel Santos
Manuel Santos, como sempre curto e conciso.
Cumprimentos
Elio Tavares
"P.S. Este texto é discutível apenas entre aqueles que não acreditam que os serviços secretos são os próprios organizadores de todos os males do mundo."
Ahahah! Bom, sempre há os outros, os que acham que os males do mundo têm mão judia... ;)
Manel Santos: touché! :)
No meio desta salganhada, o que é engraçado é ver o John Kerry muito indignado por a China e a Rússia não terem extraditado o Edward Snowden, ainda tendo a lata de ameaçar com "consequências"...
É para rir!
Caro MSantos, claro que sim.
Caro Pippo, tinha-me esquecido desses, peço desculpa.
Pippo e restentes,
Então vossemecês acham normal(a ate gostam pelos vistos) que por exemplo, nos EUA que tem uma população com menos de 2% de judeus, a sua influência na politica americana, nos média(os mainstream são praticamente todos como donos judeus), na banca, no entretenimento, no cinema e ONGs.
Acham normal uma população de 2% esteja no comando e sobre-representada desta forma em tantos sectores tão poderosos?
Eu acho estranho. A maioria desse poder devia estar entregue a Americanos.
Putin, ainda há dias disse que os primeiros governos comunistas na Rússia tinham mais de 80% de judeus, mas na Rússia não havia mais de 4~5% de judeus.
É normal, normalíssimo na Europa existir um parlamento judeu(paralelo ao parlamento europeu) com 120 deputados. Devia haver também um parlamento islâmico na UE, um parlamento africano e um parlamento chinês.
Continuem a meter a cabeça debaixo da areia, continuem.
A isto chama-se masoquismo, gostam de ser liderados por mestres que vos tratam como lixo e vos usam para os servir.
"A maioria desse poder devia estar entregue a Americanos."
AAAAAhahaha!
Olhe, como eu até gosto de me divertir, vamos lá:
Você disse "Americanos"??? Defina-me lá então quem são os "americanos".
Refere-se aos ameríndios? Ou será que se refere aos WASP? E os hispano descendentes, serão eles "americanos" ou não? E os descendentes de portugueses, como o famoso Peter Francisco, serão eles "americanos"? E um descendente de inglês e queniano, pode ser "americano"? E um descendente de judeu, por exemplo do Haym Solomon, é "americano" ou não?
Os judeus são "influentes e poderosos", como você diz, só porque são judeus e estão reunidos numa cabala (olha uma palavra tão judia!) contra os não-judeus, ou será que são "influentes e poderosos" porque, entre outras coisas, têm mais estudos e seguem profissões de alto valor acrescentado (já seguidas pelos seus antepassados, devido a proibições impostas pelos não-judeus), enquanto os tais "americanos", e "russos" e afins são mais boçais, não tem estudos e dedicam-se mais a trabalhos de baixa qualificação?
Será que o facto da média de rendimentos das famílias judaicas norte americanas ser de 54,000,00 USD, ao passo que a média para as restantes famílias norte-americanas é se 42,000,00 USD, se deve apenas ao facto dos primeiros serem judeus ou se deve mesmo ao facto destes terem estudado?
Um artigo interessante sobre a Síria:
http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/tal-kalakh-syrias-rebel-town-that-forged-its-own-peace-deal-8673695.html
O que me faz pensar que se não houvesse tantos interesses externos, muito possivelmente esta carnificina já teria acabado.
Pippo,
Concordo plenamente. Ameaça dos Estados Unidos à Rússia e China é para rir mesmo. Mas ainda não é o troco em relação à Vicktor Boult.
Oooora cá está, Wandard!
Não o referi, mas lembrei-me logo desse negociante de armas, que nada tinha feito contra os EUA, pelo menos directamente, mas que foi preso, sem apelo nem agravo, pelas autoridades norte-americanas.
Os EUA libertaram-no? Não. Então, porque raio é que Moscovo deveria dar uma borla a Washington?
http://www.publico.pt/mundo/jornal/vladimir-putin-desafia-washington-e-recusa-extraditar-edward-snowden-26741642
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