sábado, julho 14, 2007

Putin suspende participação da Rússia no Tratado sobre controlo de tropas convencionais na Europa



O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decretou que suspende a participação da Rússia no Tratado Sobre Forças Armadas Convencionais na Europa, bem como todos os acordos internacionais a ele ligados, informou hoje o serviço de imprensa do Kremlin.

O dirigente russo justifica a sua decisão “com circunstâncias excepcionais, relativas ao conteúdo do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa de 19 de Novembro de 1990, que afectam a segurança da Federação da Rússia e exigem a tomada de medidas inalienáveis”.

Além desse Tratado, Moscovo manifesta intenção de não cumprir o Acordo sobre os níveis máximos de armamentos e tecnologia militar detidos pela Bulgária, Hungria, Polónia, Roménia, União Soviética, Checoslováquia, assinado a 3 de Novembro de 1990, e o documento assinado pelos Estados membros do Tratado sobre Forças Armadas Convencionais na Europa, que é uma adenda ao documento final da primeira conferência desses membros, realizada entre 15 e 31 de Maio de 1996.

O Presidente Putin, no documento publicado, ordena também ao ministro dos Negócios Estrangeiros que envie a sua decisão aos depositários do Tratado.

Segundo as leis internacionais, o Tratado e os documentos a ele ligados são suspensos dentro de 150 dias após a sua comunicação.

O Presidente Putin esclarece que a vigência do Tratado é suspensa “até que todos os países da NATO retifiquem o Acordo sobre a adaptação e comecem a cumpri-lo honestamente”.

Quanto às “circunstâncias extraordinárias”, o dirigente russo aponta o facto de os países da NATO, após o seu alargamento, terem “superado as limitações impostas pelo Tratado” e considera que “a planeada instalação de armas convencionais pelos Estados Unidos na Bulgária e na Roménia refectir-se-á no cumprimento das limitações impostas pelo Tratado”.

Putin considera que os países da NATO são os únicos culpados do não cumprimento do Tratado: “os resultados da conferência e consultas internacionais no quadro do Conselho Rússia-NATO mostram que os países da aliança continuam a ligar o início da ratificação do Tratado sobre Forças Convencionais adaptado ao cumprimento, por parte da Rússia, dos acordos de Istambul”.

Os membros da NATO acusam a Rússia de não cumprir os Acordos de Istambul de 1992, que prevêem a retirada das tropas russas da Moldávia e Geórgia.

“Eles (os países da NATO) – continua Vladimir Putin – ignoram também as propostas da Rússia com vista a tirar esse Tratado da crise, limitando-se a promessas de discutir isso depois”.

“A situação criada tornou necessário tomar as medidas adequadas para suspender a vigência do Tratado” – conclui o dirigente do Kremlin.

Putin já vinha fazendo a ameaça de abandonar esse Tratado, especialmente depois dos Estados Unidos anunciarem a intenção de instalar sistemas de defesa anti-míssil na Polónia e na República Checa.
O Kremlin endurece o seu discurso no campo militar. Pode-se atribuir esse endurecimento a "necessidades internas", ou seja, nas vésperas de eleições parlamentares (17 de Dezembro) e presidenciais (2 de Março) na Rússia.
Porém, essa não é a única razão. Neste país observa-se uma clara política de rearmamento, que os seus dirigentes parecem considerar fundamental para que a Rússia se volte a transformar numa suportência.
Neste caso, seria bom que o Kremlin tirasse lições do passado recente. Uma das causas da queda da União Soviética deveu-se ao facto de os seus dirigentes se terem deixado embarcar na corrida aos armamentos, deixando de ter meios para modernizar a economia e indústria russa. Perderam a corrida e muito mais...

5 comentários:

Ralf Wokan disse...

Prezado José,

eis algumas fotografias do jovem Putin:
http://www.krusenstern.ch/

obrigado pelo al´arme !
Bom domingo
Ralf

Diogo disse...

Que letras tão garrafais, Milhazes!

Portanto, em sua opinião, Putin não deveria ficar preocupado por os tipos que invadiram o Iraque por causa das «armas de destruição maciça», e que se preparam para uma devastar com bombas atómicas o Irão por causa do «enriquecimento do urânio», se lembraram de colocar bases de mísseis «anti-mísseis» à sua porta.

Brilhante Milhazes!

Jose Milhazes disse...

Caro Diogo, devo observar que o Sr. lê com pouca atenção o~s meus textos. Reconeço que as letras garreafais são feias, mas, por vezes, não consigo metê-las à medida que pretendo, ~devido ao facto de não dominar bem estas novas tecnologias.
Quanto à NATO, eu comentei a posição russa e não apoiei as posições da NATO.
A minha posição sobre a invasão norte-americana do Iraque, como manifestei várias vezes, é negativa: um erro de palmatória.
Quanto à existência da NATO, as coisas são um pouco mais complexas. Acho que ela tem razão de existir, mas não para isolar ou "sufocar" a Rússia. Há outros perigos bem maiores.
Mas volto a reafirmar que o Kremlin está a enveredar por um caminho perigoso, o do rearmamento. Você acha que a NATO irá tentar invadir a Rússia?
E quanto aos comentários que você faz no post mais ãbaixo, tente ser mais claro. Tenho dificuldade em desvendar teorias da conspiração.

Diogo disse...

Milhazes, você sabe inglês, não sabe?

Nuclear War against Iran

A preemptive nuclear attack using tactical nuclear weapons would be coordinated out of US Strategic Command Headquarters at the Offutt Air Force base in Nebraska, in liaison with US and coalition command units in the Persian Gulf, the Diego Garcia military base, Israel and Turkey.

Joint Functional Component Command Space and Global Strike has the mandate to oversee the launching of a nuclear attack in accordance with the 2002 Nuclear Posture Review, approved by the US Congress in 2002. The NPR underscores the pre-emptive use of nuclear warheads not only against "rogue states" but also against China and Russia.

MBC disse...

O tempo passa e a política mundial continua a mesma coisa!!!!!!!!!!!!
Meu Blog é www.imperadordomundo.blogspot.com