sexta-feira, abril 17, 2015

Falar tanto para dizer tão pouco



O que disse Putin em quase 4 horas de "diálogo" com o povo russo através da televisão? A minha opinião no Observador.

http://observador.pt/opiniao/falar-tanto-para-dizer-tao-pouco/

quinta-feira, abril 16, 2015

O que estará por detrás dos assassinatos de políticos e jornalistas da oposição na Ucrânia?

Será que a Ucrânia se estará a transformar numa gigantesca Chicago dos anos 30? O meu comentário áudio:
 https://www.youtube.com/watch?v=m7hogYQlTBU

quarta-feira, abril 15, 2015

Notícia publicada na Agência Lusa sobre o meu livro "O Favorito português de Pedro o Grande"


Lisboa, 14 abr (Lusa) – A história de um português que ascendeu à aristocracia russa do século XVIII é retratada agora em livro, que aborda também as suas origens judaicas e o percurso dos seus descendentes.
António de Vieira é um judeu português cuja família fugiu à Inquisição, e encontrou com o czar Pedro I na Holanda ou na Inglaterra, que o levou para a Rússia onde fez uma excelente carreira: esteve envolvido na construção da cidade de S. Petersburgo, organizou os serviços de bombeiros e de defesa civil e chegou a conde, título que usou até morrer”, resumiu, em declarações à Lusa, o historiador e jornalista José Milhazes.
O livro “O Favorito Português de Pedro o Grande” conta a “extraordinária” vida de António Manuel Luís de Vieira, nascido “provavelmente” no Minho e que morreu em S. Petersburgo em 1745, tendo ascendido à aristocracia da Rússia, um processo que foi marcado também por vários problemas com as autoridades.
Depois da morte de Pedro o Grande, meteu-se em lutas palacianas e foi parar à Sibéria durante 15 anos a mando de Catarina I”, explica o historiador sublinhando que a condenação sob condições climatéricas adversas acabou por agravar o estado de saúde do português, que tinha sido figura influente da corte.
O livro que cita documentos da época – registos, cartas diplomáticas e estudos geneológicos – recorda a construção da capital fundada pelo czar Pedro I, após a Grande Guerra do Norte (1703) no delta do rio Neva e o papel que António de Vieira desempenhou na construção de S. Petersburgo.
O livro não se limita à investigação sobre o português do século XVIII na corte de Pedro o Grande porque o autor acaba por descobrir e estudar os descendentes de António de Vieira até aos dias de hoje.
A parte mais gratificante deste livro, como historiador, foi ter descoberto os descendentes de quem não se sabia praticamente nada e que acabei por encontrar na Rússia, na Bielorrússia e no Chipre”, diz José Milhazes referindo que ainda em vida o conde “afrancesou o apelido” para “Deviere”, tendo o nome sido mantido por várias gerações.
Pintores, jornalistas, poetas e heróis militares das guerras napoleónicas, dos vários ramos da família, fazem parte de conhecidas figuras da história contemporânea russa que o historiador descobriu “com surpresa” porque inicialmente supunha que iria “encontrar” familiares até à revolução comunista de 1917 e à guerra civil que se seguiu.
Entre os descendentes destacam-se, entre outros, os realizadores de cinema Andrei e Nikita Mikhalkov, filhos de uma descendente direta de António de Vieira.
Segundo José Milhazes muitas das pessoas que encontrou com o apelido “Deviere” conheciam a proveniência portuguesa do nome e a origem judaica.
A História da Inquisição demonstra que Portuga (1536-1821) perdeu pessoas de grande valor mas com a lei que foi aprovada recentemente [permitindo o acesso à cidadania portuguesa a descendentes de sefarditas] pode-se, pelo menos, recuperar alguns destes descendentes”, afirma o autor da investigação.
Segundo o autor, graças a esta investigação, uma descendente direta do conde Vieira, uma médica dentista russa residente no Chipre, vai pedir a nacionalidade portuguesa.
José Milhazes, historiador e jornalista residente em Moscovo desde 1977 é autor de vários livros de História contemporânea.
O livro “O Favorito Português de Pedro o Grande” (Editora Livros D’Hoje/D. Quixote, 190 páginas) inclui fotografias e reproduções de retratos da época, foi lançado na terça-feira e pode vir a ser traduzido para russo ainda este ano.
PSP // PJA
Lusa/fim

terça-feira, abril 14, 2015

Para os que ainda acreditam nas palavras de Putin

Putin afirmou em 2008: "A Crimeia não é um território disputado", frisando que a península é ucraniana e não russa. Depois os putinistas que digam que sou eu o mentiroso.
Ver em: 

http://www.svoboda.org/media/video/26946640.html

segunda-feira, abril 13, 2015

"O Favorito Português de Pedro o Grande"




Caros amigos e leitores, é já no dia 14 de Abril que chega às livrarias portuguesas o meu livro "O Favorito Português de Pedro o Grande".
Esta foi, talvez, a obra que mais trabalho me deu, mas também a que escrevi com maior prazer . Quando comecei a escrever sobre António de Vieira, não imaginava que iria encontrar personalidades tão variadas entre os seus descendentes, alguns deles muito famosos na Rússia actual.
Ficaram mais uma vez provadas duas coisas: em qualquer país do mundo há sempre algum português que dignifica o nome do seu país e, com a expulsão dos judeus, perdemos grande parte do nosso poder criador.
O livro é publicado pela D.Quixote, o que para mim constitui uma grande honra.
Boa leitura e fico à espera das críticas.


Orações contra a crise



A recuperação da economia da Rússia parece não estar para breve, por isso todos os meios são bons para se resolverem os problemas do país: desde as orações pelas casas hipotecadas até ao combate ao fast food ocidental.
Os irmãos Mikhailkov, Andron e Nikita, ambos conhecidos realizadores russos de cinema, decidiram “expulsar” cadeias de fast foot ocidentais como a Mac'Donalds da Rússia criando um equivalente, mas de cozinha russa: “Comemos em Casa!”.
A esposa de Andron já detém uma cadeia de restaurantes de luxo em Moscovo.
O projecto, que foi acompanhado de um pedido de apoio ao governo russo no valor de cerca de mil milhões de rublos (cerca de 20 milhões de euros), foi enviado ao Presidente russo em Março e recebeu o apoio imediato do Kremlin. Ele prevê a construção de uma fábrica de produtos alimentares nacionais, 41 cafés e lojas em Moscovo e em duas regiões dos arredores,
Há uns anos atrás, Iúri Lujkov, então presidente da Câmara de Moscovo, patrocinou a criação da rede “Russkoe Bistrô” com o objectivo de levar à falência a Mac'Donalds na capital russa, mas, não obstante as regalias fiscais e a autorização de venda de bebidas alcoólicas, ela rapidamente faliu, enquanto o número de cadeias de fast foot ocidentais continuou a aumentar por todo o país.
A propósito, Iúri Lujkov já veio propor os seus produtos para o novo projecto "patriótico".
A Igreja Ortodoxa Russa também não quer ficar atrás nas iniciativas patrióticas. O governo russo decidiu organizar um programa para substituir os produtos alimentares ocidentais, cuja importação foi proibida como resposta às sanções impostas à Rússia pela ocupação da Crimeia, por carne, fruta e legumes russos.
A fim de ajudar os camponeses, a Igreja Ortodoxa decidiu instituir orações pela produtividade agrícola.
Esperamos que as orações ajudem os lavradores que querem trabalhar em paz”, anunciou o sacerdote Roman Bogdossarov, vice-dirigente do Patriarcado de Moscovo para a interação da Igreja Ortodoxa e da opinião pública, acrescentando que “o campesinato foi sempre toda a força da Santa Rússia”.
Outro sacerdote ortodoxo de Moscovo, Vselovod Chaplin, decidiu, desde Março, instituir uma oração para pedir a ajuda de Deus para “ajudar aqueles que têm dificuldade em pagar a hipoteca pela habitação”.
A crise atinge particularmente milhares de famílias que pediram aos bancos empréstimos em moeda estrangeira para comprar habitação própria. Com a forte desvalorização do rublo, ocorrida no início deste ano, muitos russos deixaram de poder pagar as prestações mensais.
Quando os russos em dificuldades não depositam esperança nos seus dirigentes, resta-lhes Deus.




sábado, abril 11, 2015

O que difere o comunismo do nazismo?



As autoridades ucranianas proibiram tanto o nazismo, como 

o comunismo. A Rússia protestou, pois o Kremlin não quer 

pôr um sinal de igualdade entre os dois regimes ditatoriais 

mais cruéis do séc. XX. A minha opinião no Observador:

http://observador.pt/opiniao/o-que-difere-o-comunismo-do-nazismo/

quinta-feira, abril 09, 2015

Descendentes de português ao lado de Vladimir Putin


Caros amigos e leitores, hoje, dia 9 de Abril, a Revista

 "Sábado" dedicou duas páginas (68 e 69) ao meu novo livro

 “O Favorito português de Pedro o Grande”. A jornalista 

Susana Lúcio conversou, por telefone, com alguns dos

descendentes de António de Vieira, ilustre judeu português 

que fez uma brilhante carreira na corte russa no inicio do 

séc. XVIII. 

Susana Lúcio levantou um pouco do véu sobre alguns dos

descendentes de Vieira, personalidades ilustres da cultura. 

Por isso, não fiquem surpreendidos quando virem, numa 

fotografia, dois dos descendentes de António de Vieira ao 

lado do Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Consegui fazer o que não esperava: descobrir descendentes
 
de Vieira na Rússia e no mundo atual, mas ao leitor 

pertence sempre a última palavra.


P.S. O livro chegará às livrarias a 14 de Abril.