Terça-feira, Maio 21, 2013

Eurovisão: Rússia promete resposta a desaparecimento de votos na sua representante

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, declarou hoje que o seu país não deixará sem resposta o "desaparecimento" de votos na representante do seu país no Festival da Eurovisão.
"Não é nada alegre ver que à nossa participante roubaram 10 pontos, principalmente da forma como foi organizado esse evento", declarou Lavrov numa conferência de imprensa realizada com o seu homólogo azeri Elmar Mamedianov.
Os russos, através de votação por SMS, atribuíram ao concorrente azeri o máximo de votos: 12, mas a cantora russa Dina Garipova não recebeu nem um voto azeri.
"Depois da televisão do Azerbaijão receber, através dos tribunais, todos os esclarecimentos necessários, acordaremos passos comuns para que essa ação indignante não se repita", frisou o chefe da diplomacia russa.
"Segundo os dados de todos os operadores de comunicações móveis, a Rússia ficou em segundo lugar (10 votos). A nossa televisão tem de explicar para onde foram esses votos", acrescentou Mamedianov.
"Muitas pessoas votaram pela participante russa. Trata-se realmente de uma história de detetives", concluiu.
Na final do Festival da Eurovisão, que se realizou na Suécia, a vitória foi para a representante da Dinamarca, Emmelie De Forest, que venceu com 281 votos. A cantora russa ficou em 5.º lugar, com 174 votos, atrás da Dinamarca (281 votos), Azerbaijão (234 votos), Ucrânia (214) e Noruega (191).
O Festival da Eurovisão, em que os países que constituíam a antiga União Soviética começaram a participar apenas após a queda do comunismo, em 1991, continua a ser muito popular no antigo espaço soviético, sendo utilizado para fins políticos, como aconteceu em 2009, quando a Geórgia boicotou a final do concurso, realizada em Moscovo, em sinal de protesto pela invasão do seu país por tropas russas no ano anterior.

Segunda-feira, Maio 20, 2013

Estudantes são-tomenses em Moscovo tentam atrair turistas russos para o seu país


Os estudantes são-tomenses que estudam na Rússia realizaram, neste mês, um evento para atrair turistas russos para o seu país sem ficarem à espera de apoios institucionais.
“Na Universidade da Amizade dos Povos da Rússia realizou-se um importante evento com a participação de estudantes de cerca de 80 países e milhares de pessoas, tendo nós aproveitado a oportunidade para mostrar que São Tomé poderá ser um destino turístico para os russos”, declarou à Lusa Leonardo Mendes, presidente da Associação de Estudantes de São Tomé na Rússia.
Como não receberam materiais publicitários e outros das autoridades do seu país, os estudantes decidiram resolver os problemas com os seus próprios meios.
“Juntámos algum do artesanato que tínhamos nas nossas residências, reunimos fotos e imprimimos panfletos sobre o nosso país”, precisa Leonardo.
“Não posso deixar de sublinhar o auxílio prestado pela Embaixada de Portugal que nos forneceu algumas fotos, bem como por um particular. De resto, tudo foi feito por nós”, acrescentou.
Segundo Leonardo Mendes, “durante o evento, numerosas pessoas quiseram saber junto de nós informações sobre São Tomé e Príncipe, um país praticamente desconhecido e nós queremos fazer com que ele se transforme num destino turístico para os russos”.
Atualmente, o número de turistas russos que visitam São Tomé é muito pequeno, mas os estudantes estão confiantes que conseguirão mudar a situação.
“Estamos a procurar agências que queiram vender o nosso país como destino turístico e há interesse”, frisou.
Caso os esforços dos estudantes são-tomenses tenham êxito, eles esperam que a transportadora aérea portuguesa TAP consiga dar resposta a este fluxo turístico, pois, para os russos, a escala em Lisboa será a forma mais cómoda de chegar àquele país lusófono.

Sábado, Maio 18, 2013

Conversa com Mário Crespo a propósito do meu livro sobre Angola

Para ver e ouvir em: http://sicnoticias.sapo.pt/2159138


Quarta-feira, Maio 08, 2013

Putin ordena reforço de fronteiras meridionais da Rússia

  A Rússia necessita de reforçar o sistema de segurança junto à fronteira com o Afeganistão, nomeadamente a sua componente militar, declarou hoje o Presidente Vladimir Putin numa reunião do Conselho russo de Segurança.
"Precisamos de reforçar o sistema de segurança no sentido estratégico do sul, incluindo a componente militar, empregar todo o arsenal de meios preventivos próprios, bem como o potencial da Organização do Tratado de Defesa Coletiva (OTDC) e da Organização de Cooperação de Xangai", frisou o dirigente russo.
Putin afirmou que é preciso reforçar a segurança da fronteira estatal, o sistema de controlo da imigração e acelerar o fornecimento de armas modernas às forças coletivas de reação rápida da OTDC.
O Presidente russo considerou que existem todas as razões para esperar a deterioração da situação no Afeganistão nos tempos mais próximos e que os grupos terroristas internacionais poderão transferir as suas atividades para essa zona.
Além disso, chamou a atenção para outros riscos para a Rússia, como o aumento do tráfico de drogas, do crime internacional e da onda incontrolada de refugiados e emigrantes.
"É preciso aumentar várias vezes a eficácia do trabalho com vista a fechar os canais de tráfico de drogas. Peço que preparem propostas concretas em todos esses sentidos", ordenou.
Depois de considerar que "a garantia da estabilidade na região é a soberania sólida” e “o desenvolvimento social seguro dos Estados da região", Putin prometeu ajudar os países vizinhos, incluindo o Afeganistão.
"A Rússia irá prestar a ajuda necessária ao Afeganistão. Trabalhamos tanto ao nível bilateral como no quadro dos esforços internacionais conjuntos. Ajudamos o Afeganistão na preparação de especialistas civis, militares e polícias, enviamos ajuda humanitária", precisou.
O Presidente russo acusou as Forças de Manutenção da Segurança (ISAF) de nada fazerem para pôr fim à produção de drogas no Afeganistão.
"As forças internacionais praticamente nada fazem para acabar com a produção de drogas no Afeganistão. As propostas russas sobre esta questão ficam sem resposta. Há todas as razões para esperar a deterioração da situação nos tempos mais próximos", lamentou.

Terça-feira, Maio 07, 2013

Popularidade de Putin em alta um ano depois do início do terceiro mandato presidencial

 O Presidente russo, Vladimir Putin, continua popular um ano depois do início do seu terceiro mandato presidencial, mas são cada vez mais os russos que querem um novo líder.

"Durante o ano, a popularidade de Putin não diminuiu. Um grande número, 72 por cento, considera mesmo que essa popularidade tem ainda potencialidade de crescimento", declarou Nikolai Mironov, diretor do Instituto de Projetos Regionais Prioritários.
Comentando os resultados de uma sondagem realizada pelo Fundo Opinião Social, Mironov acrescenta: "Essa popularidade depende da confiança para com o Presidente Putin que se foi criando durante muitos anos, bem como da sua capacidade de resolver problemas complicados".
Segundo outro estudo, realizado pelo Instituto Levada Tsentr, apenas 26 por cento dos inquiridos quer ver Putin à frente do país depois de 2018, ou seja, após o termo do terceiro mandato.
Porém, 55 por cento querem que a Rússia passe a ter um novo líder. Entre eles, 14 por cento esperam que ele continue a política do atual Presidente e 41 por cento querem um homem que "proponha outra solução para os problemas do país".
Palavras de ordem como “Rússia sem Putin” e “Putin deve sair” recebem o apoio de 24 por cento dos russos.
"Embora se sinta necessidade de um novo dirigente, por enquanto não há figura que substitua Putin. Por isso, enquanto não for encontrada essa figura, parte significativa dos descontentes irão resignar-se com a presença de Putin no poder", considera Alexei Grajdankin, vice-diretor do Levada Tsentr.
O politólogo Oleg Mastveitchev é da opinião que Putin se tornou mais seguro de si próprio.
"Vemos que, agora, ele se sente mais seguro em si próprio e no que faz. E leva à prática as decisões de forma mais dura, mais rápida, exige mais do que antes", afirmou.
Paralelamente, a oposição extraparlamentar vai perdendo força. O comício anti-Putin realizado na segunda-feira teve uma participação muito reduzida se comparada com iniciativas anteriores.

Segunda-feira, Maio 06, 2013

Lançamento de livro sobre Nitos Alves - alteração de data de lançamento!


Caros amigos, por questões alheias ao autor, o lançamento do livro "Golpe Nito Alves" e outros momentos da História de Angola vistos do Kremlin" terão lugar no dia 15 de Maio às 18.30 horas, e não no dia 14, como tinha sido anunciado.

Quarta-feira, Maio 01, 2013

"Golpe "Nito Alves" e outros momentos da história de Angola vistos do Kremlin"




Neste livro, o leitor pode não encontrar explicações definitivas
para os acontecimentos de 27 de Maio de 1977,mas tem a possibilidade de conhecer novos testemunhos, neste caso, de diplomatas e militares soviéticos, sobre um dos dias mais dramáticos da história de Angola. Esses depoimentos apontam para que possa não ter existido qualquer tentativa de golpe de estado organizado por Nito Alves,mas para um incidente provocado por Agostinho Neto e seus correligionários com vista a terem um pretexto para liquidar qualquer oposição dentro do seu próprio partido.
Este livro não aborda apenas os acontecimentos de 27 de Maio de 1977, ele é também a continuação da linha traçada no meu anterior livro: “Angola: o Princípio do Fim da União Soviética”, sendo uma parte substancial da obra dedicada à publicação de novos documentos, memórias, depoimentos de militares, diplomatas soviéticos, com vista a lançar luz sobre episódios ainda pouco claros da história angolana, a contribuir para completar retratos de dirigentes como Agostinho Neto ou José Eduardo dos Santos.
O livro será apresentado no dia 14 de Maio às 18.30 na Livraria Aletheia, Rua do Século, Nº 12 (ao Bairro Alto), Lisboa.