O Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, ameaçou recorrer à força para reaver o território de Nagorno-Karabakh caso não chegue a um acordo com o seu homólogo arménio num encontro marcado para Domingo.
“Se esse encontro terminar sem resultados, as nossas esperanças nas conversações esgotar-se-ão e, nesse caso, não nos resta outra via. E nós devemos estar prontos para isso”, declarou Aliev, citado pela agência Interfax.
“Claro que o trabalho feito no campo militar, nos últimos anos, tem o seu objectivo. Gastamos milhares de milhões, compramos novos armamentos, reforçamos as nossas posições na linha de contacto. Fazemos isso porque nunca excluímos essa possibilidade. Temos todo o direito de libertar o território por via militar. As leis internacionais dão-nos esse direito”, acrescentou.
O Presidente azeri assinalou que as conversações sobre Nagorno-Karabakh não deram resultado e, por isso, a cimeira de amanhã, que se irá realizar em Munique, deverá ser decisiva.
O conflito em torno de Nagorno-Karabakh, enclave em território azeri onde a maioria população é arménia, começou em 1998, quando os seus dirigentes declararam a saída da República Socialista Soviética do Azerbaijão e a adesão à Arménia. Essa decisão provocou uma guerra entre essas duas repúblicas da União Soviética.
A 10 de Dezembro de 1991, 99,89 por cento da população de Nagorno-Karabakh votou, num referendo especialmente preparado para o efeito, a favor da separação do Azerbaijão. Esse passo atiçou ainda mais o conflito, que terminou com a derrota das tropas azeris: os arménios de Nagorno-Karabakh passaram não só a controlar esse território, mas conquistaram um corredor que o liga à Arménia.
O conflito entre arménios e azeris, que foi congelado com a assinatura de um armistício em 1994, provocou mais de 15 mil mortos e cerca de um milhão de refugiados.
Este é um dos mais antigos conflitos provocados pela desintegração da URSS. Desde 1992 que o chamado Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, constituído pelos Estados Unidos, Rússia e França, tem tentado conseguir um acordo entre o Azerbaijão e Arménia, mas sem êxito.
Baku insiste na libertação dos territórios ocupados pelos arménios e o regresso dos refugiados, deixando para depois disso a definição do estatuto de Nagorno-Karabakh. A Arménia, pelo seu lado, apoia as pretensões separatistas dos dirigentes dessa região.
“Se esse encontro terminar sem resultados, as nossas esperanças nas conversações esgotar-se-ão e, nesse caso, não nos resta outra via. E nós devemos estar prontos para isso”, declarou Aliev, citado pela agência Interfax.
“Claro que o trabalho feito no campo militar, nos últimos anos, tem o seu objectivo. Gastamos milhares de milhões, compramos novos armamentos, reforçamos as nossas posições na linha de contacto. Fazemos isso porque nunca excluímos essa possibilidade. Temos todo o direito de libertar o território por via militar. As leis internacionais dão-nos esse direito”, acrescentou.
O Presidente azeri assinalou que as conversações sobre Nagorno-Karabakh não deram resultado e, por isso, a cimeira de amanhã, que se irá realizar em Munique, deverá ser decisiva.
O conflito em torno de Nagorno-Karabakh, enclave em território azeri onde a maioria população é arménia, começou em 1998, quando os seus dirigentes declararam a saída da República Socialista Soviética do Azerbaijão e a adesão à Arménia. Essa decisão provocou uma guerra entre essas duas repúblicas da União Soviética.
A 10 de Dezembro de 1991, 99,89 por cento da população de Nagorno-Karabakh votou, num referendo especialmente preparado para o efeito, a favor da separação do Azerbaijão. Esse passo atiçou ainda mais o conflito, que terminou com a derrota das tropas azeris: os arménios de Nagorno-Karabakh passaram não só a controlar esse território, mas conquistaram um corredor que o liga à Arménia.
O conflito entre arménios e azeris, que foi congelado com a assinatura de um armistício em 1994, provocou mais de 15 mil mortos e cerca de um milhão de refugiados.
Este é um dos mais antigos conflitos provocados pela desintegração da URSS. Desde 1992 que o chamado Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, constituído pelos Estados Unidos, Rússia e França, tem tentado conseguir um acordo entre o Azerbaijão e Arménia, mas sem êxito.
Baku insiste na libertação dos territórios ocupados pelos arménios e o regresso dos refugiados, deixando para depois disso a definição do estatuto de Nagorno-Karabakh. A Arménia, pelo seu lado, apoia as pretensões separatistas dos dirigentes dessa região.








