terça-feira, agosto 25, 2015

Para onde o Presidente Lukachenko irá virar a Bielorrússia?


As eleições presidenciais na Bielorrússia estão para breve. O "grande timoneiro" Alexandre 

Lukachenko irá recandidatar-se pela quinta vez e tenta "mamar em duas tetas" para se 

manter eternamente no poder. A minha opinião no 

Observador: http://observador.pt/opiniao/para-onde-o-presidente-lukachenko-ira-virar-a-bielorrussia/

terça-feira, agosto 11, 2015

Eleições sim, mas sem oposição



Na era comunista, na URSS dizia-se que se podia votar, mas não escolher. Hoje, o Presidente Putin fala em "democracia soberana", que de democracia tem apenas a fachada. Ele quer realizar eleições, mas sem oposição. Os mais velhos lembram-se das eleições em Portugal antes do 25 de Abril de 1974. O meu comentário no Observador.

http://observador.pt/opiniao/eleicoes-sim-mas-sem-oposicao/

sexta-feira, agosto 07, 2015

Sanções russas chegam aos preservativos


O "anti-preservativo importado"

Pois é, quando se trata de defender o "orgulho nacional", vale tudo, nem os preservativos são poupados. Texto de opinião no Observador.

http://observador.pt/opiniao/sancoes-russas-chegam-aos-preservativos/ 

quarta-feira, julho 29, 2015

Qual a razão do veto russo no CS da ONU?



A Rússia vetou, no Conselho de Segurança da ONU, a proposta de criação de um tribunal para investigar e julgar os autores da destruição do Boeing malásio nos céus do Leste da Ucrânia. 11 membros do CS da ONU votaram a favor da criação desse tribunal, três abstiveram-se e a Rússia vetou. Mas qual será a razão? O crime, que matou 298 pessoas, não teve lugar na Rússia e Moscovo afirma nada a ter a ver com o assunto...

Chamo a atenção para o facto de até a China se ter abstido. Quanto aos dois restantes países que se abstiveram: Venezuela e Angola,que dizer? Mais dois grandes "regimes democráticos"?

domingo, julho 26, 2015

Os “amigos europeus” da Rússia



A Crimeia parece que se vai transformar num lugar de peregrinação dos deputados europeus que apoiaram a anexação dessa península ucraniana, havendo na lista de inscrições um deputado europeu português.
Os primeiros “peregrinos” que lá desembarcaram no dia 23 de Julho foram 8 deputados e dois senadores da Assembleia Francesa, a maioria dos quais membros do partido dirigido por Nicolas Zarkozy.
A oposição da diplomacia francesa a essa viagem transformou os parlamentares em autênticos heróis na Rússia, onde estão a ser recebidos entre uma enchurrada de elogios.
Num encontro com os deputados franceses, Serguei Narichkin, dirigente da Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento Russo, considerou a decisão deles de “passo decidido e ousado”, e explicou de forma original (mais um versão a juntar às muitas que os dirigentes russos apresentaram para justificar a violação do Direito Internacional) a história da Crimeia depois da desintegração da União Soviética.
Conheço os vossos planos de passarem dia e meio na Crimeia, tinham planeado isso com antecedência. Conversem com os habitantes simples da península. Estou convencido de que eles falarão honestamente do que sentiram e como viveram duram 23 anos (1991-1994) quando, devido a uma série de circunstâncias, a Crimeia foi, no fundo, pacificamente, mas anexada pela Ucrânia”, declarou Narichkin.
Ora, como é sabido, a Ucrânia não anexou qualquer território em 1991, mas a Crimeia tinha-lhe sido entregue em 1954.
Narichkin explicou também que as autoridades ucranianas “mentem e dizem asneiras” quando afirmam que tem lugar uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia, pois, se isso fosse verdade, as tropas de Moscovo resolveriam o caso em “três, quatro, num máximo de cinco dias”.
Esperemos que as actuais autoridades russas não decidam concretizar o famoso mito das “aldeias de Potemkine”. Diziam as más línguas da época (acusação que os historiadores não conseguiram confirmar) que esse marechal e amante da Catarina II, a Grande, preocupado com o que a czarina, na sua viagem à Crimeia (1787), iria ver ao olhar para vilas, lugarejos e aldeias, de bordo do seu barco real ao longo das marges do rio Dniepre, resolveu construir fachadas de casas novas e pintadas, vestir os camponeses com trajes novos e limpos.
Até porque as “aldeias de Potemkine” irão servir mais vezes. O deputado russo Vassili Likhatchov anunciou que, no Outono, 15 dos 751 deputados do Parlamento Europeu tencionam visitar a Crimeia. Segundo ele, trata-se de deputados europeus que fazem parte do grupo “Amigos da Rússia”. Entre eles estão Elisabetta Gardini, do partido Força Itália, Nandi Morano, do partido dirigido por Sarkozy, bem como representantes da Inglaterra, Alemanha e Portugal.
Não consegui até agora confirmar o nome do deputado ou deputados portugueses que irão ajudar a legitimar a ocupação da Crimeia, mas, a julgar pelos comentários do jornal Avante e as posições do Partido Comunista, poderão ser deputados europeus desta força política.
Como é sabido, a Rússia não se esquece dos amigos. Helmut Schroeder, antigo chanceler alemão, trabalha hoje para a gazífera russa Gazprom; Silvio Berlusconi, antigo primeiro-ministro italiano, revelou ter recebido de Vladimir Putin, Presidente russo e seu amigo, a proposta de cidadania russa e o cargo de ministro do Desenvolvimento Económica da Rússia.
Bem diz o ditado português: "diz-me com quem andas e eu digo-te quem és".




terça-feira, julho 21, 2015

Fragmentos da Memória-2 (Gil Eanes)



Aproveitando uma rápida passagem pela bela cidade de Viana do Castelo, não pude deixar de visitar com a minha família o Navio-Hospital Gil Eanes, hoje museu atracado num dos cais. Isto porque foi o seu pessoal médico que salvou a vida do meu pai no final dos anos de 1960.
Nessa altura, o meu defunto pai, José Marques Pinto, era tripulante do navio bacalhoeiro “Vaz”, que pescava perto da Terra Nova. Durante a faina, em alto mar, rebentaram-lhe duas úlceras no estômago e ele teve de ser urgentemente transportado para St. John's (São João da Terra Nova). Foi precisamente o corpo médico do Hospital Gil Eanes que lhe prestou os primeiros socorros e o conseguiu transportar para um hospital canadiano, onde foi operado com êxito.
                                       Sala de Operações
Naquela altura, as comunicações não eram tão rápidas como hoje. A notícia da doença do meu pai chegou-nos através de uma carta, o que nos deixou bastante preocupados e angustiantes durante algumas semanas. Mas, um dia, inesperadamente, chegou a casa são e salvo.
Não sei se existe ou não alguma obra publicada sobre a história do “Gil Eanes” e sobre os homens que nele trabalharam, mas mereciam muito. Salvaram muitas vidas, aliviaram as dores de muitos dos pescadores do bacalhau.
                                 Enfermaria

Antes do 25 de Abril de 1974, o pescador de bacalhau era das profissões mais ingratas, tratava-se de autênticos escravos. Recordo muitas histórias que o meu avô materno, pai, tios, primos e irmão contavam sobre esse trabalho, relatos inacreditáveis sobre seis meses no mar sem as mais elementares condições sanitárias, com uma alimentação extremamente pobre e um horário de trabalho que podia ir até às 16 ou 18 horas de trabalho.
O salário vinha apenas no fim da viagem, por isso, as mães e mulheres tinham que frequentemente de recorrer “ao prego” para conseguir algum dinheiro para sustentar a casa.
                            Para recordar mais tarde
Por esta e outras razões não compreendo aqueles que defendem que se vivia melhor antes da “Revolução dos Cravos”. Alguns, muito poucos, até podiam viver. Enquanto hoje, muitos dos netos e bisnetos dos pescadores de bacalhau são médicos, enfermeiros, biólogos, engenheiros, jornalistas, etc. Basta visitar a Póvoa de Varzim, Caxinas, Matosinhos, Aveiro, Ílhavo e muitos outros lugares de onde eram originários os pescadores do bacalhau para se compreender que Portugal deu um salto civilizacional depois de 1974.
Aqui fica o meu tributo ao Navio-Hospital “Gil Eanes”.


P.S. Recentemente, visitei o Museu do Bacalhau em Ílhavo e não gostei. Os espaços estão mal aproveitados, a exposição, à excepção do aquário com bacalhaus, é pouco viva, pouco interessante.  

segunda-feira, julho 20, 2015

Um sonho em Santiago de Compostela



Ao visitar Santiago de Compostela, não pude deixar de contactar com aqueles patriotas galegos que sonham com a adesão da Galiza a Portugal. Fiquem tão impressionado com esses encontros e conversas que até tive um sonho: "os irmãos galegos, que vivem há séculos sob o domínio imperialista castelhano, pediram-me para que eu trouxesse uma mensagem para o Presidente Aníbal Cavaco Silva, missão imediatamente por mim aceite.
Nela, o povo galego oprimido pedia que o Palácio de Belém enviasse tropas para o defender e proteger, sublinhando que fosse realizado o sonho secular de adesão da Galiza a Portugal. 
Nessa missiva evocava-se o mais recente precedente da Crimeia : o direito dos povos à autodeterminação, e a coragem do Presidente russo, Vladimir Putin,de desafiar a comunidade internacional enviando tropas russas para lá. Frisava-se o facto de os militares portugueses puderem entrar na Galiza disfarçados de peregrinos a Santiago". 
De súbito, tocou o despertador. Só é verdadeiro o facto de que eu estive  na Galiza, o que ficou documentado com esta fotografia tirada durante o sonho.