segunda-feira, setembro 01, 2008

Putin foi ao Uzbequistão comprar mais gás para pressionar UE

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, visitou, na terça-feira, o Uzbequistão e assinou acordos que podem provocar séries alterações no mercado do gás natural.
Os dirigentes russos e uzbeques acordaram construir um novo sistema de gasodutos, que irão atravessar o território do Uzbequistão.
Putin justificou essa decisão com o “crescimento do potencial e exportação do Uzbequistão e do Turquemenistão”.
Isto permitirá a Moscovo controlar mais uma via de fornecimento de gás natural da Ásia Central para a Europa através da Rússia.
Vladimir Purin e Islam Karimov, Presidente uzbeque, decidiram também que o gás será adquirido por Moscovo a Tachkent “a preços europeus”.
Economistas contactados pela Lusa em Moscovo consideram que estas decisões têm uma forte carga política.
Os novos preços poderão ser utilizados para exercer pressão política sobre a Ucrânia, pois o seu aumento brusco poderá ter sérias consequências negativas na economia ucraniana. Em troca de gás barato, Moscovo poderá exigir cedências políticas.
Se, em 2008, Kiev recebia gás, através de gasodutos russos, da Ásia Central a 179,5 dólares por mil metros cúbicos, no próximo ano, o preço poderá subir para 370 dólares.
Estes acordos significam também que o Uzbequistão se decidiu por uma maior aproximação com a Rússia, em prejuízo de semelhante processo em relação à Europa e Estados Unidos.
As posições da Rússia na Ásia Central são reforçadas pelo facto de a China não estar disposta a pagar preços tão altos pelo gás natural.
“Hoje, tornou-se conhecido que o Turquemenistão não conseguiu obter da China preços comaráveis aos russos. Por conseguinte, a Gazprom (o maior exportador russo de gás) tem possibilidades bem maiores de conseguir todo o gás possível desse países da Ásia Central no futuro”, considera Vitali Gromadin, perito da empresa financeira Arbat Kapital.
Segundo ele, isso ajudará a empresa russa a ocupar posições ainda mais sólidas no mercado europeu, “porque a dependência da UE dos fornecimentos da Rússia continuará a ser muito grande”.
“Provavelmente, essa circunstância será utilizada pela direcção russa nas conversações com a UE, que critica a Rússia pelas acções na Ossétia do Sul”, concluiu.

23 comentários:

Anónimo disse...

Não é à toa que os maiores jogadores de xadrez são Russos... Bem jogado!

jacqejolie disse...

Noossa, encontrei seu blog por acaso, estava lendo sobre adoçoes na Russia. E fiquei assustada com o que lí.
Pretendo daqui alguns anos, adotar uma criança Russa.
Parabéns pelo Blog.
Ah e agora falando em relaçao a esse post. Só tenho a dizer que essa situaçao só pode piorar. Infelizmente, a UE depende do gás. E querendo ou nao, vao ter que dançar conforme a música russa.

Anónimo disse...

sr jornalista, com a sua visão da sociedade russa que tem parece demonstrar que não tem muito contacto com o povo russo, senhor desculpe lá se estou enganado..
Os russos têm odio sobretudo aos americanos porque estão a ser cercados.. como diz o gorbachev; os americanos não são confiaveis.
A europa vive neste triste fado de ter um potencial amigo que é a russia que poderia resolver os problemas energéticos da europa, mas os americanos sabem bem isso bem e não vão aceitar de animo leve uma aliança entre a europa e a russia
De certeza que o sr. jornalista fala com os russos que sabem falar inglês, esses não representam a alma do povo russo.
Mas a bem da verdade seriam bom explicar aos leitores ocidentais porque a russia faz o que faz
esta critica não é pessoal

tudo de bom!

João Macedo, Coimbra

Jose Milhazes disse...

Caro João Macedo, pelos vistos, você deve conhecer melhor os russos. Admito. Eu não preciso de falar com os russos que falam inglês, porque falo muito bem russo e muito mal inglês (coisas da vida!). Talvez se você falasse mais com os russos, compreendesse melhor o que digo.

Anónimo disse...

Em resposta ao leitor …gostaria de defender o José Milhazes, pessoa que prezo muito pelo seu profissionalismo, embora ele com certeza não precise da minha defesa.
Estudámos na mesma universidade e também vivi mais de 14 anos em Moscovo. Por isso, acho que só idealiza a Rússia quem lá não viveu. Especialmente quem mora longe, como no Brasil e procura uma razão e uma alternativa aos Estados Unidos. Mas não tenham ilusões: na política, Moscovo não fica muito atrás dos americanos e não pode ser alternativa ideológica, pelo menos por enquanto. Também não sou de maneira nenhuma pró-americana e acho que devemos condenar as guerras que os americanos desencadearam nos últimos anos no mundo.
Na Rússia há muitas coisas extraordinárias, como as ímpares belezas naturais, as artes em geral, o ensino de algumas ciências e artes, a literatura, a bondade e generosidade das pessoas simples, a imponente arquitectura antiga e moderna, a espiritualidade, enfim há coisas que deixam saudades.
Mas a máquina altamente centralizada do Estado russo, a pouca de liberdade de expressão, a arbitrariedade na aplicação das leis, a sua política arrogante em relação aos países vizinhos, a relação xenófoba com os imigrantes no interior do país, a corrupção que impede o simples cidadão de resolver meras questões do dia-a-dia, tudo isso não pode deixar de merecer a nossa crítica.
Continua, Zé Milhazes, e coragem, especialmente nestes tempos de guerra!
Cristina Mestre, Portugal

Anónimo disse...

Uma questao interessante que tem passado um pouco despercebida, e a actuacao da Turquia.

A Turquia permitiu a passagem de armamento para a Georgia e as retaliacoes nao se fizeram esperar, apesar dos desmentidos do governo russo, os produtos turcos tem tido bastantes dificuldades em entrar no territorio russo nos ultimos dias, ao ponto de o Ministro Turco considerar tomar medidas de retaliacao para com a Russia.

Ora, a Turquia era, penso eu, a unica via (pelo Bosforo) que a Ucrania e tambem a UE de aceder ao gas das republicas independentes da Asia Central.

Com este negocio, a Russia nao so fica com a exlusividade do gas, como ainda da uma machadada no poder que a Turquia poderia vir a ter neste jogo.

Abraco,
Nuno, Moscovo.

PS: So quem nao anda por aqui e que pode dizer que o Jose Milhazes nao conhece os Russos. Parece-me e que os conhece demasiado bem.

Nuno Bento disse...

O Uzbequistão não mudou de política. Alias, não me lembro de nenhuma declaração pro-ocidental do presidente Karimov. Mas posso estar enganado.

Nuno Bento disse...

Este blog é a melhor fonte de informação sobre a Rússia que conheço em língua portuguesa. Existem outras fontes: o jornalista russo da RTP que em vez de fazer peças sobre a tensão na Geórgia, preocupa-se com as "Rave parties" em Moscovo (ou então tem as famosas saídas do género: "quando o submarino Kursk se afundou, estava debaixo de água"); e o "Pravda" em português. De facto, comparado com este ultimo, o blog 'Da Russia' é mais pro-americano. O que não faz mal, já que os russos escondem muitas vezes a sua admiração pela terra do Tio Sam. Ao José Milhazes, cumprimentos e um bem-haja pelo seu trabalho!

P.s.: Lembro-me que há uns 2 anos atrás o JM estava a traduzir as memorias de um oficial do KGB em Lisboa, durante os anos da "brasa". Esse livro chegou a vir cá para fora??

Jose Milhazes disse...

Caro Nuno, parte dessas memórias foram publicadas num artigo que escrevi para o Público.

Pippo disse...

Quando se iniciou a "Guerra ao Terror", o Uzbequistão aproximou-se bastante dos EUA. Aliás, à excepção do Cazaquistão, todos se aproximaram. Os norte-americanos usaram bases aéreas uzebeques e contruiram (ou reconstruiram) uma em Talas, Quirguistão, se não estou em erro. Portanto, de facto, houve uma aproximação. Estratégicamente havia a sua lógica, pois era uma alternativa a Moscovo.
Contudo, os governantes destes países não encontraram grandes vantagens nesta aproximação. As suas exportações não conseguem passar via Afeganistão; e políticamente os líderes da Ásia Central querem continuar a ser Sultões vitalícios, em lugar de enveredarem pela democracia. Em suma, os EUA não lhes servem para nada. Em compensação, a Rússia e os seus líderes são bons parceiros económicos, são bons parceiros de diálogo, e entendem muito bens estes líderes asiáticos (que sairam todos das cúpulas do PCUS).

Quanto às críticas ao JM, poderemos criticar a sua posição ou as suas opiniões, desde que fundamentemos as nossas, mas acho que dizer que ele, José Milhazes, não conhece a Rússia é, no mínimo, ridículo. E agradeço-lhe o ele ter feito este blog.

Saudações a todos

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, obrigado pelo apoio. Só lamento é que as pessoas que por cá passaram, não falem da sua experiência. Sempre mostrei disponibilidade para publicar opiniões, mesmo que não concorde com elas.

Anónimo disse...

em relação ao comentário da sra Cristina Mestre queria dizer que eu não quero viver na russia nem acho que estes são alternativa aos americanos isso não é relevante aqui.
Todos os defeitos que atribuiu á sociedade russa não têm nada a ver com o facto do país estar a ser cercado por uma aliança militar á qual não pertence.

sr jose milhazes, então se sabe falar o idioma russo concerteza que sabe que o governo russo tem o apoio da população.
Como português aconcelho-o a sair de moscovo porque isto vai aquecer ainda mais.

João Macedo, Coimbra

Jose Milhazes disse...

Caro João Macedo, o povo nem sempre tem razão. Foi o povo alemão que elegeu Hitler. Além disso, acompanhe a propaganda a que a maioria da população russa tem acesso. E veja como são feitas as eleições na Rússia.

antonio everardo disse...

Para esclarecer, não sei se é o caso, os senhores devem saber que a dependência da Europa na questão energética se alargou ao longo desses cinco anos e deveu-se à habilidade dos dirigentes russos; mas, quem começou foram os moradores da White House, com a incursão ao Iraqui, e Afeganistão.

Certo dia eu disse num grande fórum (já extinto), que, os russos ao fincarem sua bandeirola no ártico (4.000 metros para baixo), me veio a impressão de que um dia os USA dependerão do petróleo prospectado de lá, e, eu volto a repetir, a baixo custo. Claro, as empresas de W.Bush fariam de tudo para impedir...

E, para completar, no Lago Baikal, já está sendo estudada a viabilidade também de prospecção. A White House não suportaria...!

É isso mesmo. Teremos que seguir o capital até onde for, mas os capitalistas ocidentais não sabem mexer com as ferramentas que tem e ficam a enervar o mundo contra a Rússia. Que coisa!

Anónimo disse...

sr José Milhazes certamente que conheçe muito melhor do que eu a sociedade russa, mas eu não acredito que os russos sejam ignorantes como os cidadãos americanos, pelo que sei é um povo culto com um nivel educacional muito superior ao cidadão médio americano, na verdade os americanos são ignorantes com um sistema economico prospero.
Sendo assim, penso que a lavagem cerebral da comunicação social funciona melhor nos EUA do que na russia.
A russia neste momento é uma democracia, o governo faz o que o povo escolhe, enquanto que nos EUA os americanos nem sequer sabem localizar no mapa as guerras do seu proprio país e não apoiam o governo.
O povo alemão elegeu hitler que foi um tirano, como o "povo" americano elegeu Bush( humm perdeu as eleições em 2001 por 500,000 votos mas pronto) e fez guerra a um país sobrado e provocou milhares de mortes tudo numa base de uma mentira. A diferença com o hitler é que quando bush fez a guerra ao iraque não havia uma potencia para fazer frente aos EUA como hitler teve quando atacou a polónia.

Boas tarde

João macedo

Cristina Mestre, Portugal disse...

Sr. João Macedo, deve estar a brincar quando diz que a Rússia actualmente é uma democracia e que o governo faz o que o povo escolhe. Digo-lhe que é tão democracia como a que tínhamos no tempo do Dr. Salazar, quando também havia "partidos", "assembleias" e eleições. A única diferença é que os actuais governantes russos são muito mais espertos do que os nossos eram na altura e sabem convencer toda a gente das suas intenções pacíficas. O povo russo (desengane-se!) não escolhe nada. Aliás é difícil existir um sistema tão cientificamente eficaz e sofisticado de controlo da população (quer da opinião pública, quer do resultado das eleições). É por isso que Putin tem tais valores nas sondagens. Se fosse uma verdadeira democracia, com oposição e comunicação social livre, há muito que Putin não seria governante. Ao pé dos russos, as actuais maquinações políticas portuguesas, pela sua sofisticação parecem brincadeiras de crianças

Anónimo disse...

Boa Noite

Sra Cristina Mestre, fazer distinções entre democracias é um acto já por si pouco democratico, eles têm a democracia possivel de momento.
A russia só irá ser considerada uma democracia pelos países ocidentais quando a conseguirem controlar e manipular.
Logicamente que a russia não tem uma democracia que se possa orgulhar, muito pelo contrário, mas eu acredito na russia, a seu tempo terão uma democracia mais perfeita.
Os EUA têm um sistema politico democrátio?
A polica é dominada por 2 partidos que pouco ou nada são diferentes, os americanos vão votar para escolher o que?
( quando se criticam os EUA, muitas vezes é-se acusado de anti-americanismo, é um fenomeno parecido como quando se criticam os judeus, isto é so para dizer que não sou adespto do anti-americanismo e outras coisas que terminam em ismo)


João Macedo.

Pippo disse...

Vou fazer um pequeno sobre as questões geo-económicas para falar sobre estas críticas às alegadas "faltas de democraticidade" de certos países, as quais fazem-me rir...

Nós, aqui em Portugal, teremos nós uma democracia? Vamos lá pensar bem:
- Os partidos do centro alternam-se no Governo; os partidos das franjas falam mas nada podem; quem anda na política, ou é incapaz, sacana e corrompe-se, ou é capaz, honesto e é "corrido" do partido "para não fazer sonbra". Tudo isto sei por experiência própria.
Mas há mais: modo geral, nós só podemos votar em partidos políticos, os quais posteriormente "elegem" os seus representantes. Ou seja, quem está na AR não nos representa, a nós, mas sim aos partidos que os nomearam para o cargo. As decisões que eles tomam são, frequentemente, à nossa revelia e mais grave ainda, à revelia do programa eleitoral que fez com que nós votássemos "naquele" partido e não "no outro". Segundo a teoria vigente do Contrato Social entre governantes e governados, o não cumprimento, por parte dos governantes, do dito Contrato, ditaria o seu afastamento imediato de funções e a sua responsabilização política, cível e mesmo criminal. Mas nada disso ocorre.
Querem um exemplo básico? O referendo ao Tratado de Lx. O actual partido do Governo, no seu programa eleitoral, PROMETEU que levaria a Constituição Europeia a referendo. Era o que todo o povo parecia desejar. Mas depois, como o documento final se chamou "Tratado de Lisboa" e não "Constituição Europeia", o Governo, sabiamente, entendeu que não tinha nada que levar o tratado a referendo pois tratava-se de um documento "diferente" (mas só de nome, como sabemos).

- Temos liberdade de expressão e de associação. Porreiro. Mas qual liberdade? A de fazer blogues e isso? Na Rússia eles também têm essas liberdades, e os nossos, se versarem sobre política "politicamente incorrecta", são monitorizados pelos serviços de informação;
Teremos a liberdade de nos associarmos politicamente? Nem por isso: se quisermos fazer um partido nacionalista ou fascista estamos tramados (mas podemos criar um partido radical de esquerda que aí já não há problema);

- Temos uma sociedade civil e os russos não a têm. Que bom! Como a deles não existe, os seus políticos não auscultam o povo; a nossa sociedade civil, em compensação, é em boa parte controlada pelos partidos e grupos económicos, e a que não o é bem pode dizer o que quer que é como as vozes de burro, que não chegam ao céu.

- Ah, é verdade, nós, as "democracias", temos liberdade de imprensa... mas só em sonhos. Pois todos nós sabemos que os orgãos noticiosos têm determinadas linhas editoriais escolhidas em função da cor política e do grupo económico que os controlam (lembram-se do caso "Marcelo Rebelo de Sousa vs Pais do Amaral/TVI?); e que os jornais e televisões não só copiam e retransmitem as notícias uns dos outros como nem sequer fazerem a análise e triagem da informação, para tirarem o "ruído" (o que entre outras coisas revela uma enorme pressão sobre os jornalistas e um péssimo trabalho destes profissionais). Por isso é que no actual conflito a Geórgia transformou-se na vítima e a Rússia no agressor, do mesmo modo que na guerra do Kosovo os albaneses transformaram-se nas vítimas e os sérvios nos agressores, e na guerra da Bósnia a campanha de desinformação e de ocultação de informações politicamente desinteressantes serviu exclusivamente para diabolizar os sérvios. Aliás, nestas coisas de guerras acho muita piada aos "directos" de Tbilissi quando os combates são em Gori, ou os directos de Tirana quando os combates são em torno de Prizren...

Portanto, se falamos contra as democracias dos outros, nomeadamente dos russos, é melhor que começemos por olhar para a nossa porcaria de democracia. Acabaremos por constatar que ambas são falhas ou mesmo inexistentes, com a diferença da nossa ser mais hipócrita.

Anónimo disse...

É cômico alguns "socialistas" portugueses (brasileiros) defenderem a Rússia. Só totais imbecis podem defender um país onde o capitalismo selvagem mais cruel dominado por uma elite bilionária (a oligarquia) manda e desmanda em um povo passivo e submisso, inflado por um nacionalismo imbecil e alienado.
Vão para o interior da Rússia, ver o grau de pobreza desse país, como eu fiz.

Bom, não posso falar nada. Conheço alguns ditos "comunistas" que são tão anti-americanos que chegam a defender que o mundo seria melhor se Hitler tivesse vencido a Guerra com a URSS.

armando soares
sao paulo-brasil

Anónimo disse...

Existe tanta democracia na Rússia que o partido de Putin ganhou com mais de 95% dos votos na Chechênia...até as mães e mulheres que perderam seus filhos e maridos para a guerra do Putin votaram no seu partido. Incrível essa democracia! Viva a Rússia!!!

jaques

Anónimo disse...

Em relação aos ultimos dois comentários, queria apénas dizer que para fazer comentários sobre o desenvolvimento economico da rússia convem estar devidamente informado e não atirar frases feitas para o ar.A russia em 1998 estava num cãos total, a maior recessão economica da história da europa, foi em resultado de decadas de economia estatisada, incompetencia de governação, mudança de politicas economicas, oligarcas, currupção etc.
Entretando Putin chega ao poder e querem o que? que fizesse o milagre de fazer em 8 anos o que não foi feito( e destruido) durante decadas?. Não é possivel fazer uma obra de arte de algo podre, e era assim que a rússia estava e ainda infelizmente está.
Para quem anda a viajar pela russia não se esqueçam de levar um casaco.. não se vão constipar e culpar putin.

Tudo de bom
João Macedo

Jose Milhazes disse...

Caro João Macedo, apenas uma pergunta: com tanto dinheiro do petróleo e gás não seria possível fazer mais além de enriquecer um punhado e de dar umas migalhas aos restantes? E o que foi ou está a ser feito para modernizar a Rússia?

Anónimo disse...

O Sr José milhazes é notóriamente um critico de putin e dos seus governos(o que é legitimo) mas não pode negar o expectacular progresso que o país fez, em todos os niveis desde que putin chegou ao poder.
Não entendo como pode ter uma visão tão negativa desde a evolução de 1998/1999, nem percebo porque critica tanto putin/medvedev,a alternativa a estes é melhor? quem acha para si que modernizaria a russia? gostaria de saber para o compreender melhor a sua perspectiva.

Seria maçador estar a escrever aqui politicas e a obra dos governos de putin, mas olhe, dou-lhe um exemplo de uma politica que na minha opinião é talvez a mais importante; A politica natalista que putin criou para combater a crise demográfica do país, não acha extremamente importante? nos países ocidentais isso não acontece( portugal alemanha etc) sabe porque? porque estas politicas são politicamente incorrectas e os governos seriam logo acusados de facismo e politicas de direita, esta é a tal democracia saudavel..
Penso que o sr. José Milhazes se refere a reformas de fundo, sobretudo no sistema judicial mas essas vão ter de esperar porque esse tratamento seria a morte do paciente.
Infelizmente o nosso sistema judicial( portugues) é ainda mais vergonhoso que o rússo, e quem lida com ele como eu( sou solicitador) sabe bem isso.


João Macedo