quarta-feira, dezembro 24, 2008

Excelente notícia!


O ministro para Situações de Emergência da Rússia, Serguri Choigu, anunciou hoje em Moscovo que o seu ministério planeia negociar com Portugal a criação de uma base europeia de aviões de combate a incêndios em território português.
“Em Fevereiro próximo vamos realizar conversações com vista à instalação de uma base europeia (de aviões de combate a incêndio) em Portugal”, declarou Choigu.
Nesse mês, Serguei Choigu visitará Portugal à frente da delegação russa que participará nas conversações da comissão mista de cooperação russo-lusa.
Fontes da Lusa contactadas por telefone em Moscovo, disseram que essa questão já tinha sido abordada no encontro entre Serguei Choigu e Basílio Horta, presidente da Agência Portuguesa de Investimentos, que se realizou na capital russa no início de Dezembro.
A futura esquadrilha, cuja função será a luta contra os incêndios florestais na Europa, incluirá principalmente aviões russos Beriev-200.
“O projecto já adquiriu contornos ao nível de documentos e agora é preciso criar a base”, precisou o ministro russo. Choigu recordou que a Rússia já assinou acordos de cooperação nessa matéria com a Alemanha.
O Beriev-200 é o maior avião anfíbio do mundo, destinado a combater incêndios, prestar ajuda em regiões afectadas por catástrofes naturais, a realizar operações de busca e salvamento, a servir de ambulância e a transportar cargas.
O aparelho, que já foi durante vários anos utilizado no combate a incêndios em Portugal, pode transportar 12 toneladas de água de uma vez e atirá-la sobre focos de incêndio. Graças à forma como está construída a sua fuselagem sua fuselagem, converte-se facilmente num avião de passageiros ou de carga.

11 comentários:

Pippo disse...

Para além de ser, de facto, uma excelente notícia, não posso deixar de exprimir a minha curiosidade relativamente a este plano.
Qual é o ganho para a Rússia? Será a produção de mais aviões? Receberá contrapartidas? Isto certamente que não será grátis, por isso gostaria de saber qual é o preço por podermos gozar destes excelente aviões nas nossas forças de combate a incêndios.

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, a Rússia rentabiliza os seus aviões Be-200 ao instalá-los em Portugal, pois ficam mais perto dos locais dos incêndios, a zona mediterrânica da Europa. Moscovo ganha por fretar os aparelhos e Portugal por ceder as infraestruturas. Acho uma excelente ideia e, pelo que sei, será um bom negócio para ambos os países. Portugal não tinha dinheiro para comprar aviões Be-200, nem sei se valeria a pena comprá-los para uso exclusivo, mas pode não só recorrer aos serviços dos aparelhos que estiverem no nosso país, como ganhará meios com a cedência de infraestruturas e outros tipos de apoios aos aviões russos. No fundo, trata-se de uma união inteligente de sinergias.

Wandard disse...

Independente de ser um negócio, acho excelente, pois os incêndios, principalmente os florestais se tornaram um grande problema mundial quando chega o verão. Eis um bom tipo de cooperação pacífica, que deveria ser tomada como exemplo em muitas outras situações.

Manolo heredia disse...

Zé Milhazes, de acordo. Vamos esperar que os que têm lucrado cá dentro com este negócio, ou outros de países da CEE, não fiquem ciumentos por perderem tamanha oportunidade de negócio. Os Russos saberão lidar com essas situações, como de costume...

Anónimo disse...

Ora, JM, eu bem disse que isto vai ser uma farturinha...russa. Depois do navio, aviões. E mais o quê? Não duvido que o investimento russo cá no burgo vai ser a todos os níveis, repito, a todos.
Já ouviu falar numa fábrica de componentes de helicópetros que era para ser em Espanha e vem para cá? Os espanhóis estão fulos, segundo o que ouvi.
O que virá a seguir? Aceitam-se apostas.O sócrates deve achar que lhe saiu a lotaria e, se calhar, até saiu...

Manolo Heredia disse...

A desculpaé que temos muitos emigrantes na Venezuela. O tio Hugo a fazer das suas...

Pippo disse...

Mas deveríamos ficar preocupados com tais investimentos? Todos os investimentos na nossa indústria, desde que legítimos, são vem vindos.
Se passarmos a construir Mils e Kamovs, não será isso bom para a nossa economia? Claro que é!
Se pudermos usufruirde tais aparelhos para a nossa Protecção Civil ou para as nossas FA, não será isso positivo? Claro que é.
A diversificação da nossa economia é sempe boa, e a par dos investimentos económicos podem vir os investimentos científicos e culturais, e nesse campo só temos a aprender com os russos, e eles conosco.

Por isso, a notícia é, para todos os efeitos, realmente excelente!

MSantos disse...

Não deixa de ser bizarro todo este interesse quer em Portugal, quer na localização da base de combate a incêndios. Em termos geográficos, o nosso país é periférico, estando, sob a perspectiva de combate a incêndios a nível europeu, países como a França, Itália mais localizados centralmente.

Também bizarra é a subita preocupação russa em combater os incêndios na Europa.

De qualquer forma, se após nossa eventual correcta análise, o assunto se revelar "sem espinhas", venham eles.

O Beriev é um excelente avião para Portugal, pois pode fazer a recolha de água em oceano e atingir rápidamente o foco de incêndio devido á maior velocidade que o jacto dá em relação aos habituais turbo-hélices.

Provavelmente com cerca de 3 aviões destes a "atacar" simultâneamente uma frente, a sua eficácia seria tremenda.

Na minha opinião, teria de ser forçosamente operado pelo Estado, pois pôr privados a ganhar dinheiro com os incêndios, vai ser um desastre, como demonstra o nosso catastrófico passado recente.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

Esta cooperação so pode ser benefica. Nos ultimos anos os incendios em Portugal têm sido em bom negocio para muita gente.

Anónimo disse...

A ver se nos entendemos: eu sou pro total colaboração com a Rússia. Venham os aviões e o resto. O mistério é porquê este súbito interesse por Portugal. Ando a fazer a pergunta há mês e meio e ainda não tenho resposta. Pode ser que se saiba com o passar do tempo e com o que aí virá.

Maquiavel disse...

"Eis um bom tipo de cooperação pacífica, que deveria ser tomada como exemplo em muitas outras situações."

Assino de cruz.
Aqui o burgo é responsável por mais de 50% da área ardida por fogos florestais *em cada ano*, logo não só é *lógico* como *caído do céu* (literalmente) esta medida.
Se ajudar a acabar com o flagelo que destrói o nosso "ouro verde", venham russos, americanos, marcianos, esmrlafombitas, pezotóides, tiroliros, ...