domingo, janeiro 04, 2009

Nuvens negras pairam nos céus do Leste da Europa


Previsão para 2009 escrita por mim para a Agência Lusa
"Quando da guerra entre a Rússia e a Geórgia, em Agosto, o discurso do Kremlin era de tal forma firme, duro e agressivo que alguns analistas se apressaram a anunciar o regresso da Rússia ao clube das grandes potências, mas, quatro meses depois, discute-se se os dirigentes russos serão capazes de conduzir o país, através da crise mundial, a bom porto. Os dirigentes russos recusam-se a falar em crise e repetem exaustivamente que o fundo de estabilidade de cerca de 800 mil milhões de dólares, reunido graças aos altos preços do petróleo e gás natural, permitirá superar “os reflexos da crise mundial na economia russa”. Porém, a politóloga russa Lilia Chevtsova recorda que as empresas russas, entre as quais estão gigantes como a produtora de gás Gazprom e a petrolífera Rosneft, devem a bancos ocidentais entre 500 e 550 mil milhões de dólares e que, se os preços do crude continuarem a descer, as reservas monetárias rapidamente terminarão. Em declarações à Lusa, um funcionário público altamente colocado que pediu o anonimato reconheceu que, “mesmo que as reservas cheguem para atravessar a crise com custos sociais menores, o país não terá dinheiro para investir na modernização quando ela estiver a chegar ao fim”. Isto é tanto mais grave num país como a Rússia, com uma economia pouco diversificada e quase completamente dependente do preço do petróleo e do gás. Nesta situação, alguns economistas e politólogos prevêem o aumento dos protestos sociais nas regiões russas mais atingidas pela crise. Para enfrentar a onda, Lilia Chevtsova considera que, não obstante todos os desmentidos de Vladimir Putin, este deverá regressar ao cargo de Presidente da Rússia “antes da crise chegar ao seu ponto alto, sendo prováveis eleições presidenciais antes do Verão”. As dificuldades internas fazem com que o Kremlin “amacie” o seu discurso na política externa, mas não o levam a moderar o discurso com alguns dos vizinhos. Em relação à Geórgia, já foi dito que o diálogo só será reatado depois da substituição de Mikhail Saakachvili no cargo de Presidente desse país. No que respeita à Ucrânia, o Kremlin continua a ser um dos jogadores mais activos na forte crise interna que afecta esse país. A corrupção, a sede de poder dos políticos e a teimosia dos oligarcas em fazer dos partidos políticos “projectos comerciais” fazem com que as forças políticas não consigam criar uma coligação governamental sólida capaz de enfrentar a crise económica e social no país. Segundo analistas ucranianos contactados pela Lusa, a situação criada poderá levar à antecipação de eleições, mas, desta vez, não só parlamentares, como pretende o Presidente Iuchenko, mas também presidenciais, como quer a oposição".

33 comentários:

Gilberto Mucio disse...

A situação é basicamente essa mesmo.

Caro, Milhazes, o senhor ve, politicamente falando, alguma alternativa a curto e médio prazo(próximos dez anos) ?

Eu sinceramente não vejo nada viável, o que me deixa mais preocupado.

A Rússia é um caso tao único e preocupante, que eu falo mal do Putin aos quatro ventos-- o considero um dos piores presidentes que já ví, lí ou estudei sobre -- mas mesmo assim talvez até votasse nele se fosse russo. (to brincando, não votaria. Certamente votaria em branco ou nulo)

Não há alternativas. O Kremlin/KGB controla tudo. Desde grupelhos fantoches liberais a grupelhos nacionalistóides.

O único Partido(com "P" maiúsculo) que existe nesse país é o não menos abominável KPRF stalinista.

E minha tese é que num hipotético, porém não impossível, quadro de caos social, o plano b da turma do Kremlin/KGB é o partido comunista.

É o único partido do país. Edinaya Rossya não é partido, mas o Putin. Esses grupelhos artificiais, também não o são.

E o futuro(não tão distante) dirá.

Anónimo disse...

Ola JM
Pelos vistos, so recentemente que o Sr Mucio " foi buscar o seu ganha pão na Russia" e que não conseguiu encontrar no seu Brasil natal, pelo que deve respeitar um pouquinho esse pais e os seus dirigentes. Uma coisa é criticar e outra coisa é estar a fazer constantemente chacota do país que te acolheu. Pelos vistos não sabe e nem teve noção do que foi a Russia nos anos 90, com os oligarcas no poder - autentico "forobodo". Falências fraudelentas (caso do Menatep), fome, assinatos encomendados, roubo do patrimonio publico, presidente etilizado (podia ver na TV - nos aeroportos de Alma Ata e Dublin), politica economica desastrosa - o famoso plano de 500 dias (passagem de comunismo para capitalismo) e a guerra da chechenia - autentico desastre. Portanto, antes de escreveres, tente perguntar os teus amigos conhecedores da realidade russa, como é que estava o pais e como é que está agora; Para finalizar e o JM pode-te confirmar, há 20 anos atrás como estrangeiro não podias deslocar de S. Petersburgo a Moscovo, sem pedires uma autorizção emitida pela OVIR (tipo SEF), mesmo estando a residir na Russia.

Gilberto Mucio disse...

Caro "Anónimo", obviamente não lhe devo satisfações, mas não busco "ganha pão" nenhum aqui, mas uma experiancia de vida, que está sendo bem proveitosa, por sinal.


Presto serviços, a uma compania franco-brasileira com várias filiais, que eu trouxe pra cá, na qual emprega mais de 20 funcionários russos(e vamos contratar mais, a despeito da crise, que na verdade só nos beneficia).


Mas mesmo que estivesse aqui em busca de "ganha pão", isso não tira meu direito de ter opniões, a respeito de seja lá o que for. Principalmente a respeito de governos. Sobre a década de 90, não preciso perguntar a ninguém, vivo no seio de familias russas e sei bem como foi uma época traumática. Mas esses mesmos oligarcas que matavam e pilharam o país nessa época, são os que dão as cartas hoje em dia.

E outra: não seja tolo, não faço chacota do país, mas sim de seus governantes. Faço e continuarei a fazer. Do povo, nunca. Esse eu somente defendo.


Acorde, amigo. A coisa se acalmou no país, porque – grosseiramente falando -- já roubaram, praticamente, tudo o que tinham de roubar, demarcaram os territórios que tinham de demarcar, os oligarcas(eufemismo de mafioso)-- que por sinal se multiplicaram – estão felizes da vida com Putin. Só quem sai um pouco da linha – vide Khodokovky – é quem se dá mal, mas para os amigos, esses tem tudo, vide Abramovich e similares...



Agora... Pegar o país num dos maiores periodos de pujança da história do capitalismo, ganhar dinheiro como nunca, com crescimento de 8% ao ano, as custas de vendas de matéria-prima, não só não modernizar o parque industrial arcáico que tinha, como ainda acabar com ele, transformando o país num exportador de matéria-prima e importador de manufaturas, tal qual uma republiqueta.... Isso é ser uma péssimo presidente.


Qual será o legado de Putin fora a lista de bilionários da Forbes? Por que educação não melhorou(na verdade piorou), a saúde idém(minha área de estudos), a expectativa de vida caiu progressivamente em sua época(de Putin), chegando a níveis de países africanos. O IDH do país caiu muito em seu goveno e continua caindo, já está atrás do Brasil e continua em queda livre – ainda mais agora que a fonte secou.

Para onde foi tanto dinheiro? Eu sei, pra lista da Forbes... Putin deixará um país mais atrasado e dependente do que o que pegou.


Só um GRANDE cretino e idiota, pra conhecer minimatente a realidade da Rússia(não é o seu caso) e não ver isso. Olha, mas tem que ser MUITO idiota.

Minas críticas passam longe de críticas ideológicas.

Francisco disse...

Senhor Mucio então qual é a alternativa aceitável que o Senhor vê para Rússia a não ser Putin?
O Senhor apontou o PCFR , parece que não está a par da realidade, sabe o perigo que representava para a Rússia o P. Comunista nas actuais circunstâncias ascender ao poder? Tenha um pouco de contenção nas análises que faz!
Já que diz se um critico de Putin. Talvez preconize uma solução tipo Ucrânia, ou Brasil? Tem que não esquecer que a Rússia apesar da sua debilidade actual está ainda muito longe de chegar a esse ponto!
A Rússia está na actual situação deve-o só e apenas só a um presidente muito apoiado e louvado por os países Ocidentais que se chamava Boris Nikolaievitch Yeltsin. O Putin com todos os seus erros foi capaz de restaurar o respeito e a credibilidade da Rússia, dando ao mesmo tempo confiança ao Russos.
Ataca-se Putin, para esconder a realidade. Como tivesse o dever de uma forma mágica, resolver o descalabro provocado por uma década de governação desastrosa. Não se conhece outro caso semelhante na história para um desastre económico e social , em tempo de paz idêntico ao Russo.
Não pense que eu defendo ou apoio a governação do «Sr.» Putin. Não tolero é hipocrisias.
A Rússia está nas actuais condições, tem causas e nomes que contribuíram para tal. E são esses é que devem ser apontados.
Cin.naroda

Nuno Bento disse...

Caro Milhazes,

a exportação de gás para a Europa é uma das principais fontes de receitas da economia russa. é preciso ter em consideração as formas contratuais do gás. Em especial, no que diz respeito às clausulas de indexação do preço do petroleo que prevêem um período de ajustamento que não é imediato. Além do mais, o inverno tem sido frio na Europa - onde o gás russo é vendido mais caro - e clemente na Rússia, o que terá um efeito positivo nas finanças da Gazprom. Finalmente, a historia demonstra que os contratos do gás são sempre passiveis de serem renegociados.

Não nego que a crise tenha chegado à Rússia, nem que ela trará importantes movimentações sociais. Mas acho que o problema principal esta nos investimentos necessários para manter os compromissos da Gazprom nomeadamente em relação à Europa.

Cumprimentos!

Gilberto Mucio disse...

\\\Senhor Mucio então qual é a alternativa aceitável que o Senhor vê para Rússia a não ser Putin?///


Caro, Francisco.

Talvez você tenha alguma dificildade com o português do Brasil...

Não apontei nenhum partido como solução, muito menos o KPRF, muito pelo contrário, seria uma catástrofe. E até brinquei dizendo que talvéz votasse até no Putin.

Minha preocupação é justamente essa: Não há uma "luz política" no fim do túneo. E não há alternativas políticas, forças políticas alternativas no país a curto e médio prazo.

Anónimo disse...

Russos saindo na rua para protestar? Se for, é meia dúzia, porque acho muito difícil. É só o Putin invadir qualquer naçãozinha do Caúcaso ou Àsia Central que o povo russo se acalma. "Nós estamos na m. mas olha só como nosso país é poderoso!"


augusto

Francisco disse...

Senhor Mucio eu entendo-o muito bem. O senhor é que não me entendeu a mim. Mas vou ser mais claro. A catástrofe não seria provocada pelo KPFR, na medida em que tem capacidade suficiente para tomar a responsabilidade da governação da Rússia. Mas se o fizesse nas actuais condições seria um suicídio. Já imaginou os boicotes e os bloqueios que iria sofrer se não seguisse as orientações de subserviência imposta pelo capitalismo. Primeiro; se não fizesse mudanças de fundo no país desacreditava-se internamente. Segundo; se as fizesse tocava em interesses muito profundos, então era mesmo a tal catástrofe que refere.
Cin.naroada

Jose Milhazes disse...

Leitor Francisco, o partido de Ziuganov é tão incompetente e corrupto como os outros, por isso não pode ser alternativa. Ziuganov vive bem, porque o seu partido vota em quem o Kremlin quer e como quer. Na Duma Estatal, votou contra a lei que aumenta o mandato presidencial e parlamentar, mas, em mutitos parlamentos regionais, os comunistas votaram a favor. É gente desse que irá endireitar as coisas na Rússia?

Francisco disse...

Senhor J. Milhazes, eu não disse que o KPFR era mais competente que qualquer outro, eu disse apenas que tinha competência suficiente para governar a Rússia. Quanto a corrupção são temas que desconheço por isso não vou discutir, nem pretendo tornar-me defensor seja de quem for. Estou em Portugal , obtenho noticias por as televisões ou alguns jornais que me vão chegando à mão ou ainda quando para aí falo, mas as pessoas com quem contacto estão alheias da politica.
Mas como tenho verificado que o Senhor Milhazes zurze nos partidos e nos políticos todos da Rússia, já agora para eu ficar devidamente informado, qual é o partido ou o politico com capacidade para governar a Rússia? Não me vai falar no Kassianov? Pois não.
Cin.naroda

Jose Milhazes disse...

Leitor Francisco, considero que não existe nenhum partido capaz de dirigir a Rússia, porque o Kremlin tem feito a política de terra queimada nesse campo. Para que haja partidos capazes de governar, eles devem representar correntes da opinião pública, coisa que não existe na Rússia, bem como não existia na era soviética.

Anónimo disse...

Eu, como russa, vivendo ha pouco tempo em Portugal, surpreendo-me com estes comentarios vindos de portugueses e brasileiros.

A Rússia viveu tempos dificeis durante o periodo sovietico e ainda mais com o periodo de transição. Os Srs não fazem a minima ideia do que era viver na Rússia nesse tempo. Ha muito que agradecer ao Sr Putin pela "estabilidade" que se vive nos ultimos anos. Ninguem nega que muitos erros foram cometidos e ainda acontecem, mas mesmo nos vossos paises estas acontecem e algumas bem piores, como sabem. A Rússia foi, é e sempre será uma grande nação mundial, e o que chateia muita gente é que estamos no bom caminho e isso assusta muitos.

O povo russo, e lembrar (muita gente o esquece) que somos o pais MAIOR do mundo, vivemos toda a nossa historia sob o jugo de uma figura paternal (o czar, Estaline, ..., Putin) e essa é a única forma de governar um país do tamanho, de tantas culturas, de tantas mentalidades diferentes.
Para a Rússia os caminhos ou são este da figura paternal, ou um regime de estados federais, mas que na minha opinião para funcionar na Rússia teria que ser realizada com tempo e muito organizada.

Anónimo disse...

JM
O Garry Kasparov, Gussinski, Abramovith, Kodorkovski, Platon Lebedev; Kassianov, Boris Berezovski ou Ilarionov podem ser grandes alternativas ao Putin; Tem ou não tem muita aceitação junto do eleitorado russo ???!!!

Francisco disse...

Amiga anónima dou-lhe toda a razão e tem todo o meu apoio nas condições em que a Rússia se encontrava duvido que alguém conseguisse fazer melhor que o Putin. Ainda ontem aqui frisei isso, muito embora não esteja de acordo com muitas das sua politicas. Sou de opinião que ele devia ajudar a dinamizar a industria Russa com o dinheiro da venda das matérias primas em vez de importar bens de consumo reenviando esse dinheiro de novo para o estrangeiro. Quanto à politica internacional está a fazer um excelente trabalho.
Há vinte anos fui trabalhar para a região do Volga, e casei aí, vou à Rússia periodicamente, trabalho num serviço que não posso ter férias de verão, no inverno não me convidem para ir à Rússia nem naquele tempo quando caí neve e chove ao mesmo tempo, é horrível. Quando posso vou no verão ou no Outono, uma das coisas que mais admiro é quando as florestas começam a mudar de cor no Outono é lindo!
Muita gente por desconhecimento julgam muitos mal do povo Russo. Já aqui tenho perguntado mas quais Russos é que são maus? São os Tártaros, os Kalmikes, os Basquirios, os Buriatios, são tantas etnias. Sabe foram muitos anos de propaganda a martelar na cabeça das pessoas a dizer que os Russos eram terríveis. Vocês têm sabido levantar-se de muitas situações difíceis desta vez também de hão-de levantar.
Paká
Cin.naroda

Hugo Albuquerque disse...

Também vejo Putin, entre as possibilidades reais da política russa, como a melhor. Como observador externo, parece me que o governo dele teve mais êxitos do que derrotas na medida em que pegou o país em uma situação difícil. Ainda que a situação agora não seja boa - e não o é no mundo inteiro. Claro, a Rússia também vai precisar superá-lo tão logo se quiser chegar a algum lugar, mas ele tem a sua importância histórica, sem dúvida. Agora, os senhores que pensam o contrário e até conhecem a Rússia melhor do que eu, qual saída seria a melhor? Qual nome poderia substitui-lo, por exemplo, meu caro José Milhazes?

Anónimo disse...

Eu como russo morando há 7 anos no Brasil, acredito que meu país está caminhando para o abismo com o Putin. E o meu povo age como a banda do Titanic.

alexander

Wandard disse...

Hugo, Srª Anônima e Francisco, concordo plenamente com vocês. O problema é que talvez seja difícil na visão de um europeu ocidental, com algumas raras exceções enxergar a Rússia de forma diferente, infelizmente é o que foi comentado, ou seja muitos anos de propaganda contrária do ocidente contra o "Monstro Soviético", e o pior é que os soviéticos se foram e os russos continuaram sendo montros, falsos, maus, impossíveis de confiar e outras balelas mais. Além do mais é complicado cuturalmente falando, para os cidadãos dos países da europa ocidental, que cresceram e que nasceram no pós-guerra, com a reconstrução da europa, com forte presença da participação americana e a subvenção da democracia (capitalismo) e a pecha dos Estados Unidos serem a vanguarda da liberdade do mundo ocidental contra o comunismo, conseguirem entender a Rússia se nem as pessoas que vivem lá (não russos) a entendem. É certo que a Rússia passa por sérios problemas originados pela crise financeira, é claro que uma economia que tenha grande dependência da exportação de recursos naturais e não tenha uma indústria preparada para a economia de mercado enfrente sérias dificuldades neste momento, mas como já comentei antes, se for assim o Brasil vai afundar, assim como a China e a Índia. Pois bem, vamos fazer a seguinte análise, não se abre hoje um notebook, desktop, processador de injeção eletrônica, placa de qualquer equipamento eletrônico que não seja "Made in China". Só que a China apesar de seu imenso território é um país desprovido dos recursos naturais que sua indústria precisa, de seus mais de 9 milhões de km quadrados, tem apenas 5% de terras cultiváveis e boa parte do seu subsolo contém carvão, é um país de 1.3 bilhões de habitantes, com uma classe média de 80 milhões, acredito que só por esses números já é a mais desigual distribuição de renda do planeta. A proporção de desempregados que apresenta desde o início da crise, é a maior entre todos os países do mundo, sem falar que a tão exemplificada emergente China, tem a sua pujança baseada em uma industrialização com mão de obra quase que escrava, com baixíssimos salários, sem direitos trabalhistas e que vivem em péssimas condições sociais, que geram produtos acabados quase sem taxação de impostos e obrigações sociais, que tanto encarecem o custo final nos demais países. Agora quanto à diversificação da indústria e a importação de produtos estrangeiros em relação à exportação de materia prima, o Brasil não fica atrás, pois também exportamos matéria prima, e a mais, que os Russos temos produtos agropecuários que tem peso nas exportações, mas não temos representatividade de produtos transformados, mesmo possuindo uma indústria em determinados segmentos mais moderna que a da rússia e em outros mais atrasada, como a indústria aerospacial e militar, além de muitas multinacionais que levam o dinheiro de volta para seus países. E quanto a oligarcas e o enriquecimento de muitos, o Brasil na época de uma certa administração não etílica, porém sociologicamente desmedida, vimos estatais e a administração de inúmeros recursos naturais e estratégicos para as grandes potências, irem parar na mão de oportunistas e neste caso foi muito pior, pois boa parte era de estrangeiros ou de seus testas de ferro, travestidos pelo veniz, de democráticos representantes do povo eleitos pelo voto.

Grande abraço,

Gilberto Mucio disse...

As soluções para a Rússia são:

--[1]Total e irrestrita liberdade de imprensa(liberdade de informação).

--[2]Total e irrestrita liberdade de opnião (e expressão).

--[3]Total e irrestrita liberdade política.

E nessa ordem. Só é possível ter opinião[2] se a pessoa tem informação[1]. E só apartir daí é que ela toma um posicionamento político[3]. Nada disso existe na Rússia. Principalmente a liberdade de informação, que é a base de tudo.

Para aí sim, quem sabe, daqui a uns anos, surgirem grupos políticos digamos... normais(!).

Gilberto Mucio disse...

A pergunta é "Será que vão querer largar o osso?".

Jose Milhazes disse...

Leitor Hugo e outros, será que entre 140 milhões de habitantes da Rússia não havia uma alternativa a Putin com os preços altos do petróleo e gás? Claro que havia e há, só que é preciso criar condições para que apareçam e aí estou de acordo com o Gilberto.
Com a situação económica de que dispunha Putin, muitos políticos fariam muito, mas mesmo muito mais. Gorbatchov falhou as reformas, porque, entre outros factores adversos, podia vender o petróleo russo a 11 dólares por barril.
Leitor Francisco, não confunda russos com dirigentes da Rússia. Criticar Putin não significa ser russófobo.
E ainda não ouvi uma explicação da esquerda comunista e radical para tanto amor a Putin. Não será porque vêem nele uma possível projecção do Zé dos Bigodes?
Leitora russa anónima, fazer da Rússia uma verdadeira federação demora muito tempo, estou de acordo, mas isso só será possível se algum dia se começar... Essa dos russos gostarem sempre do "poder paternal duro" tem uma explicação. Um cego que nunca viu a luz, não pode decidir se pode ou não gostar dela. Por isso, acho que os russos merecem melhor sorte, até porque são pessoas inteligentes.

Anónimo disse...

Ao imigrante na Russia ou Delegado da propaganda medica (Sr Mucio):
Vai-me dizer que no Ocidente a informação que consumimos não esta dependente das linhas editoriais, que estão sob controle de um punhado de pessoas ou agencias de comunicaçãoes e que trabalham para certos governos; È isso que o Sr chama de liberdade de informação?
Qualquer russo hoje em dia pode aceder a qualquer informação via net. Não estamos nos anos 70, 80 ou 90, em que o unico meio de informação na altura eram as radios ou televisões nacionais; O sr na russia foi alguma vez censuardo por aceder a informação; Vai-me dizer que a informação fornecida aos americanos é a mais desejavel? É por isso que uma candidata a vice presidencia confunde Africa com um pais; Russia não é a China em que as pessoas não podem aceder por exemplo ao goggle.
Vai dizer que estou escrevendo " bobagens" não é ???
Sr Mucio diga graças a Deus ao Putin, por ter garantido estabilidade na Russia e permitindo que gente como o Sr possa imigrar para aquele pais. Pena que não tenhaas conhecido ex URSS ou Russia dos anos 90 ?

Wandard disse...

As soluções para a Rússia são:

--[1]Total e irrestrita liberdade de imprensa(liberdade de informação).

--[2]Total e irrestrita liberdade de opnião (e expressão).

--[3]Total e irrestrita liberdade política.


Gilberto,

O que você acaba de colocar como fatores que a Rússia necessita, de maneira idêntica à bandeira da oposição contra a ditadura no Brasil, era exatamente isso que toda a esquerda lutava, que a esquerda pregava. E temos hoje? Sim, claro, temos liberdade de imprensa, sendo que cada corporação a usa de acordo com os seus interesses, ou seja a Globo por exemplo, publica o que lhes interessa, eleva, elege, enaltece quem lhes trás benefícios políticos e principalmente quem não a enfrenta, destroi e esmaga quem se opõe. Quando determinada matéria, investigada por um repórter consegue chegar à mídia sem o controle das corporações, mesmo que seja de uma que apóia determinado partido ou político contra outros, mas o assunto compromete toda a estrutura governamental, acaba de comum acordo sumindo, não vou citar nenhuma por motivos óbvios. Liberdade de opinião, temos demais, opinião de artistas, escritores, políticos principamente e até de jogadores de futebol. Por exemplo, a Ex VJ Soninha, durante a campanha do desarmamento, teve participação massiva a favor do desarmamento, fazendo como muitos dos fantoches que dela participaram, seu apoio durante os comícios, agora, claro grande parte da população simples acreditou na opinião que era formada por estes personagens, porque não era revelado o que existia por trás da pretensa campanha, que era a manipulação, por parte de ongs americanas, da Glock Alemã etc...
Liberdade política, esta certamente é a grande conquista que beneficiou toda a população de oportunistas, candidatos, empresários e principalmente a esquerda, que defendia uma sociedade proletária de igualdade social. Cidadãos que se diziam comunistas e hoje são renomados empresários, políticos que criticaram os poucos casos de corrupção durante o regime militar e hoje descaradamete fazem parte de verdadeiras redes que roubam o erário público diáriamente. Hoje temos liberdade de escolher em quem votar, só que obrigatoriamente, exercemos obrigatoriamente a cidadania, ao votarmos e escolhermos, quando não as mesmas figuras que mamam nas tetas do dinheiro público, ou seus herdeiros ou afilhados. Sem falar no custo que cada político e sua corriola de auxiliares custa à nação, e os projetos que esses dignos representantes da democracia votam nas seções das câmaras e do congresso, 95% não serve para nada. No regime militar, que quero deixar claro que discordo e lamento o período negro que representou no país, greves eram julgadas legais pela justiça, mesmo com a repressão do governo. A partir do primeiro presidente civil praticamente todas foram julgadas ilegais. Tirar carteira de habilitação no regime militar custava somente a taxa do laudo, hoje custa 23% do salário do mês de um cidadão que tenha uma boa remuneração e quase duas vezes o salário de mais de 90% da população trabalhadora do país.

Esta onda de exploração desenfreada a Rússia sofreu nos anos 90 e ainda sofre atualmente. Mas com certeza se o país seguir o caminho que seguiu o Brasil, aí sim vai se desintegrar, pois foi o que quase aconteceu naquela época e com muita ajuda externa, principalmente.

Caro Sr. Milhazes,

Sei que vive na Rússia há muitos anos e com toda certeza, o seu conhecimento sobre este país é muito superior ao meu, apesar de me dedicar a pesquisá-lo duraante anos. Porém o Sr. pelo menos tem de concordar, que não foi dada à Russia chance para que conseguisse planejar uma reconstrução e modernização em paz, por várias vezes já debaatemos este assunto aqui. Talvez os europeus se sintam confortáveis com a presença americana em seus países, como brasileiro não me sinto confortável em ter uma base americana em meu país, e me sentíria muito menos ainda se caso o Brasil fosse a Rússia da América do Sul e de uma hora para outra começasse a ver americanos, ingleses, francesses e até russos, coordenando a desmontagem de nossa estrutura, ou o que já ocorre, bases americanas sendo instaladas no continente e interferências nas zonas de comércio do Brasil com os demais países da América Latina. Foi exatamente isso o que ocorreu após a desintegração da União Soviética, fora todo o conjunto de humilhações que a Rússia sofreu.

Abraços

Hugo Albuquerque disse...

Wandard

"E quanto a oligarcas e o enriquecimento de muitos, o Brasil na época de uma certa administração não etílica, porém sociologicamente desmedida (...)"

Seria cômico se não fosse trágico, mas foi isso mesmo: Nós cá às voltas com o elitismo e eles lá sofrendo as agruras do etilismo - com o perdão do infâme trocadilho.

Gilberto Mucio

"soluções para a Rússia são:

--[1]Total e irrestrita liberdade de imprensa(liberdade de informação).

--[2]Total e irrestrita liberdade de opnião (e expressão).

--[3]Total e irrestrita liberdade política.
"

Se me permite uma ressalva, eu creio que não é possível existir "total e irrestrita liberdade" em nenhum tipo de sistema, Gilberto. Nem mesmo na Democracia.

Com o perdão do contratualismo, mas no momento em que o homem abandona o estado de natureza, ele abre mão de sua liberdade total e irrestrita em troca de segurança, portanto, a liberdade limitada é própria da civilização.

O que ocorre no sistema democrático é que o Estado procura garantir o máximo de liberdade possível, ou seja, ele trabalha para alargar ao máximo os limites de todos os tipos de liberdade, no entanto, é óbvio que eles não deixam de existir - nem podem, sob o risco do comprometimento da própria civilização.

Não concordo com alguns pontos do que o Wandard colocou, pois sou um tanto mais otimista do que ele em relação à democracia brasileira, mas se você analisa a mídia brasileira pós-88, você constata que ela quase tomou vida própria e sob a prerrogativa de uma liberdade de imprensa total e irrestrita, ela se tornou quase um quarto poder, sem no entanto, ter responsabilidades e fiscalização como os poderes de jure.

Pegue o gigantesco caso de corrupção Daniel Dantas e veja como o delegado e o juíz que o prenderam estão sendo bombardeados pela mídia brasileira, simplesmente porquê muitos setores dessa dever favores para ele e entenda o que eu quero dizer. Por aqui saímos da total falta de liberdade e fomos para um cenário de liberdade total, onde volta-se ao estado de natureza porque a lei do mais forte volta à baila.

Mas sim, concordo com a idéia de que as liberdades de informação, opinião e de participação política devem ser exercidas no máximo grau possível, pois não é apenas uma obrigação dos Estados Democráticos, mas sua forma de sobreviver.

Ainda assim, nossos argumentos confluem no seguinte: Eu disse que Putin, dentre as possibilidades reais da Rússia era o melhor nome - não que o julgue ideal - e perguntei qual nome seria capaz de substituí-lo nesse momento. Daí você me respondeu com as condições necessárias para a Rússia ficar melhor, portanto, é isso que eu quero dizer, a Rússia precisa superar Putin, mas nesse momento não há o que fazer, ele acabou sendo a cola que o sistema precisava e tocou o país adiante.

A política em si não é uma ciência, é uma prática onde sempre tratamos das melhores saídas reais, possíveis, tangíveis etc. Analisando Putin por meio da perspectiva da Filosofia Política, creio que ele não tenha mesmo defesa, mas através do prisma da Ciência Política ele tem sim.

Líderes são produtos do seu povo, como a sociedade russa apresenta determinadas limitações e problemas - e partindo do pressuposto de como a sociedade russa é e não de como ela deveria ser -, Putin foi a melhor saída possível - torno a frisar o "possível".

E dentro do cenário de maior estabilidade e de sim alguns avanços que ele proporcionou depois da inércia dos anos 90 que os russos terão de se mover para superá-lo.

Anónimo disse...

Como é evidente que a Rússia não tem nenhuma alternativa além do Putin, fica mais claro então que o povo russo está condenado em aceitar que o seu país se torne uma autocracia exportadora de matéria-prima como uma Arábia Saudita da vida. Enquanto a UE se torna um bloco cada vez mais forte e avançado. Pobre povo russo!

carlos

Anónimo disse...

o "modelo Putin de Rússia" está superado...ele foi importante por um tempo, mas tá mais do que na hora do povo russo tomar consciência que esse modelo já tá mais do que obsoleto para não correr o risco de condenar as futuras gerações.

augusto

Anónimo disse...

Rússia corta gás para Bulgária, Grécia e Turquia

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3429529-EI8142,00.html

ainda dizem que a Rússia é um parceiro confiável...

MSantos disse...

Nunca visitei a Rússia/URSS ou países de leste. O meu contacto com a cultura eslava é mínimo para não dizer inexistente. Uma das coisas boas que o meu trabalho me permitiu foi conhecer vários povos, entre eles, o russo na pessoa de alguns elementos. Conheço também alguns russos em Portugal (todos excelentes pessoas). O que sobressaiu desse contacto foi exactamente essa noção da grandeza russa, não da forma arrogante e insolente que por vezes se vê em alguns americanos, alemães e até ás vezes nos nuestros hermanos, mas de uma forma mais inerente ao seu espaço eslavo e seus feitos (temos de o dizer, apesar daquelas ditaduras brutais conseguiram feitos grandiosos, nomeadamente o seu glorioso programa espacial) isto porque "vi" exactamente o que referi no comentário da Anónima russa, e de facto pode-se viver na Rússia anos a fio, mas se os olharmos com a nossa mentalidade ocidental de facto não os conhecemos, e ainda menos os podemos compreender.

Por outro lado há outro reverso neste fascinante povo que é o seu anseio de ser como ou atingir o nível do Ocidente.
Pedro o Grande encetou todas aquelas reformas nas várias vertentes da sociedade russa exactamente para ser como uma nação europeia. Fundou Petrogrado/São Petersburgo para rivalizar com Versailles ou outra metrópole representativa da Europa.
Até mesmo o georgiano cometeu todas aquelas crueldades do Plano Quinquenal para industrializar instantâneamente a URSS e pô-la a par do Ocidente. E foi sempre esta a Ânsia dos líderes bons ou maus e do próprio povo russo, tudo isto a par da sua noção de grandeza inerente.

Efectivamente existiu uma oportunidade de ouro quando Gorbachov subiu ao poder em 85.
Mas nem os povos soviéticos conseguiram esperar nem o Ocidente resistiu á tentação de mais uma vez seguir na crista da onda dos Falcões e cometer os erros que cometeu, transformando a primavera russa naquilo que ela é hoje.

Tivesse havido outro tipo de apoio, menos político e paranóico, de guerra fria, e poderíamos ter na parte oriental uma potência continental forte mais ocidental e democrática, a fazer contrapeso (desta vez duma forma mais amigável e mais desanuviada) á outra superpotência global que também se quer forte, mas não pode ser deixada em roda livre.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

Considero que é de senso comum para toda a gente que não existe em nenhum país verdadeira leberdade de expressão, imprensa, .... Assim como se reconhece que todos os sistemas poderiam e deveriam ser mais perfeitos, seja ele qual for em que país for. Nem em Portugal, ou Brazil, ou Russia se pode dizer tais coisas.

Eu, como russa e vivendo em Portugal, tenho a opinão de que dificilmente algum europeu possa compreender na sua planitude a mentalidade russa. E aquí falo numa metalidade russa em termos gerais, sendo certo que a Rússia é constituida por muitas culturas e povos diferentes. É com base nesta ideia, Sr Milhazes, que eu afirmo e defendo que a figura paternal está imbuida no espirito do povo russo há já muitos e muitos seculos na sua história, não só como factor muito importante de união do seu vasto territorio, mas tambem da sua existencia. A ideia da figura paternal não é uma questão de mentalidade, mas antes da propria essencia do povo russo, como é exemplo a ideia da Mãe Russia, o culto da mãe e sua especial relevancia.

Eu tenho alguma pena que a grande maioria dos europeus não se tente informar mais sobre a Russia e fundamentalmente a sua cultura, antes de emitirem opiniões com base apenas na imprensa "independente" do seu pais.

Maria

Anónimo disse...

Caro Sr. Manuel Santos foi com agrado que li o seu comentário e permita-me referir que deveria pensar em visitar a Russia quando puder. Já visitei esse país várias vezes nos ultimos anos e verifiquei como este tem evoluído. Claro que tem os seus problemas, alguns sérios, mas nao deixa de ser um grande pais e especialmente um grande povo. Nunca terá um amigo, como um amigo russo (assim como nunca terá um inimigo como um russo).
Nós portugueses gostamos muito de falar sobre tudo e temos opiniao sobre tudo, o que até é bom, mas por vezes temos de reconhecer que estamos errados ou desconhecemos do que falamos!
A política, para mim, nunca eliminará a grandeza de um povo e todos temos de reconhecer que culturalmente devemos tanto à Russia e que é pena que na Russia nao conheçam a cultura portuguesa como deveriam (por inépcia nossa e dos nossos agentes culturais e politicos).

Flávio Pereira

Gilberto Mucio disse...

Wandard, Hugo e demais amigos:

Então ignorem o "total e irrestrito". E relevem somente o "liberdade".

Nenhuma imprensa, de nenhum país é 100% isenta.

Mas o modo que se dá na Rússia é surrealmente descarado para um país que se auto-intitula "democrático".

A mídia de massa(televisão, principalmente) aqui é propaganda pró-Kremlin 24 hs por dia. É uma coisa constrangedora de ver. Em 6 anos de Rússia nunca ví nada, nenhum comentário, ou nada que não fosse favorável ao governo, nos principais canais daquí. Pelo contrário, só propaganda barata.

Voces aí no Brasil, ou em Portugal, não tem noção do que é isso. Por isso relativizam.

A imprensa russa, mesmo até a escrita, é uma imprensa amedrontada. Apesar de haver excelentes e bravos jornalistas aqui.

Hugo Albuquerque disse...

Glberto Mucio,

Eu entendo o que você quer dizer, perdoe-me se pareceu que eu quis relativizar o que ocorre nesse sentido, mas apenas o alertei que as coisas não são tão simples.

O x da questão é que a propaganda de hoje não é nada comparada a propaganda de antes. Não que ela não deva ser criticada, ao contrário, mas em um análise histórica que abranja um período histórico de mais ou menos vinte anos, constata-se uma evolução nesse sentido.

Sobre o Governo Putin, eu não me engano; trata-se de um despotismo esclarecido, mas já é uma evolução: Russos podem viajar para o exterior, estrangeiros podem viver e viajar para a Rússia, há um avanço nas liberdades individuais etc.

É óbvio que todos nós gostaríamos de um outro governo, um governo melhor que conseguisse conjugar um projeto nacional com democracia, mas dentro da atual conjuntura russa qual o nome capaz de aglutinar as forças políticas locais em seu entorno tocando um projeto que não seja totalitário e que ao mesmo tempo não seja uma tragédia à la Ieltsin?

A sociedade russa precisa superar Putin, não destrui-lo - não nesse momento, pelo menos.

Anónimo disse...

Como dizia Nelson Rodrigues, o grande dramaturgo brasileiro: "toda unanimidade é burra". Pois se todos concordarem com você, dizia ele, alguma coisa está errada.
Isso se aplica bem ao caso russo.

augusto

Anónimo disse...

jornalista russo com opinião contrária ao Putin, misteriosamente sempre morre né!!