sexta-feira, março 20, 2009

Bom exemplo de iniciativa municipal

Uma delegação da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, chefiada pelo vice-presidente Marco António Costa, esteve na capital russa na tentativa de conseguir atrair investimentos russos para vários projectos a realizar não só na cidade, mas também na Região do Douro.
A delegação, de que também faziam parte o vereador Barbosa Ribeiro e o Consul da Rússia no Porto, Couto dos Santos, realizaram encontros com dirigentes da Câmara do Comércio e da Indústria da Rússia, bem como com vários membros do Governo de Moscovo.
“Tradicionalmente, os municípios portugueses são vistos como gastadores de dinheiro, mas o de Gaia aposta na atracção de investimentos estrangeiros”, declarou à Lusa Marco António Costa.
O vice-presidente da edilidade gaiense sublinhou que veio a Moscovo à procura de investimentos em projectos no campo da construção de habitações de luxo e do turismo de qualidade, ligando esses projectos ao plano de recuperação do centro histórico de Gaia e ao Vinho do Porto.
“Pretendemos explorar e aproveitar o triângulo de Gaia, Região do Douro e da cidade do Porto no campo do turismo de qualidade, não só atrair investimentos para esse projecto, mas também trazer turistas para a região, nomeadamente russos”, acrescentou.
“Viemos também mostrar aos russos” – continua Marco António Costa- “que podem investir em sectores tecnológicos de ponta, que estão a ser criados ou já existem no concelho de Gaia. Estão a ser criados um parque tecnológico, em parceria com as universidades do Porto e de Aveiro, com empresas como a Salvador Caetano e a Teixeira Duarte) e dois parques industriais”.
“Queremos também abrir portas para as empresas da Região Norte na Rússia e para empresários russos nesta região portuguesa”, frisou.
“Acordámos com a Câmara de Comércio e Indústria da Rússia apresentar uma lista de oito empresas portuguesas que pretendem fazer negócios na Rússia e ela apresentará um igual número de empresas que estejam interessados em investir na nossa região”, concretizou.
A cooperação bilateral passará pela Amigaia Investors Club, organização que visa apoiar o investimento no concelho de Vila Nova de Gaia.
Marcos António Costa criticou o facto de a transportadora aérea portuguesa TAP ter organizado cinco voos por semana entre Lisboa e Moscovo e se ter esquecido do Porto.
“É inconcebível que pelo menos um desses voos não ligue Moscovo ao Porto, ao Norte de Portugal, onde se encontram muitas empresas que trabalham com o mercado russo. Além disso, a nova linha faria aumentar o fluxo de turistas russos para esta região”, declarou o autarca.
A TAP irá ligar Lisboa a Moscovo a partir do dia 10 de Junho.
Abertas as primeiras portas, a cooperação irá materializar-se com uma visita de Luís Filipe Meneses, presidente da Câmara de Gaia, a Moscovo, prevista para finais de Maio e durante a qual irão ser assinados documentos sobre cooperação em áreas concretas.
Marco António Costa revelou também que Gaia pretende estabelecer estreitos laços económicos e sociais com Sotchi, cidade russa do Mar Negro onde se irão realizar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014.

2 comentários:

Pippo disse...

Nem mais!
Em primeiro lugar, é sempre bom procurar atrair investimentos para uma dada região, e a região do Porto tem grandes possibilidades; o IDE é sempre uma mais valia para qualquer país, e as empresas russas serão, certamente, um bom investimento (do mesmo modo que o mercado russo apresenta oportunidades); é sempre bom ver os nossos municípios a apostar em parques de desenvolvimento (por ex., Oeiras tem o seu Tagusparque).

De igual modo, gostaria de ver maior interacção entre as Universidades russas e portuguesas, bem como a interacção lusa com as Academias de Ciências de Moscovo e de S Peterburgo.
O JM poderá esclarecer-nos como vão as relações académicas entre os dois países?
Lembro-me, quando fui para ai, em 2002, do pessoal da Embaixada russa me ter dito que eu era o único candidato a uma bolsa de estudo da Federação nos últimos sete (!) anos...

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, não estou ao corrente dos contactos académicos, mas pelos vistos não serão muito intensos.