segunda-feira, setembro 06, 2010

Presidente interino da Moldávia anuncia intenção de marcar eleições parlamentares antecipadas

Mihai Ghimpu, Presidente interino e dirigente do Parlamento da Moldávia, anunciou que irá dissolver o Parlamento quando a Comissão Eleitoral anunciar oficialmente a invalidade do referendo constitucional ontem realizado.
“Lamento que os cidadãos da Moldávia  não tenham entendido a importância deste plebiscito para a superação da crise constitucional e política no país”, declarou ele à televisão moldava depois de terem sido anunciados os dados prévios sobre a aflûência às urnas.
Ghimpu considerou também que parte da culpa pelo fracasso do referendo é da “Aliança pela Integração Europeia”, porque os partidos-membros não criaram uma sede de campanha única e não coordenaram acções. 
O referendo constitucional na Moldávia, destinado a pôr fim a uma longa crise política, foi invalidado por não ter sido atingida a taxa de participação eleitoral mínima (33 por cento), segundo os resultados oficiais praticamente totais.
“A taxa de participação provisória de 29,67 por cento é representativa e quase definitiva”, declarou o secretário da comissão eleitoral central, Iuri Cocan, numa conferência de imprensa.
“Era necessário que um terço dos eleitores participasse no referendo para que este fosse considerado válido”, acrescentou.
O referendo constitucional, organizado pela coligação pró-europeia que venceu as últimas eleições legislativas, tinha por objetivo pôr fim à crise política que se arrasta desde os tumultos da primavera de 2009 e que levaram ao afastamento dos comunistas do poder.
A coligação liberal-democrata não conseguiu, até agora, fazer eleger o seu candidato a Presidente da República através do Parlamento. O referendo visava precisamente alterar a forma de eleição presidencial para uma eleição por sufrágio direto.
O Partido dos Comunistas da Moldávia (PCM), que dirigiu durante oito anos consecutivos este país de mais de quatro milhões de habitantes, situado entre a Ucrânia e a Roménia, apelou ao boicote do referendo. Os comunistas consideram que o plebiscito é um pretexto para evitar eleições antecipadas.
A convocação de eleições parlamentares antecipadas, que, segundo o Presidente moldavo, poderão realizar-se em Novembro próximo, é a única forma constitucional de sair da profunda crise política em que mergulha o país mais pobre da Europa.

4 comentários:

ALONE HUNTER disse...

Esse país ( se é que pode ser chamado ) é uma bagunça! Pelo o que eu acompanho nos noticiários, a Moldávia é uma terra de ninguem! Metade do país quer voltar para os comandos da Romenia, e a outra metade quer ficar sobre o guarda-chuvas russo!

Porém, ninguem quer pertencer á própria nação, Moldávia!!

Esse país vai se desmantelar, e metade do território vai para a Romenia, e a outra metade dividida entre a Ucrania e a Transnidria!

Marcelo Łukaczewski disse...

O Caçador Solitário diz: “Esse país vai se desmantelar, e metade do território vai para a Romênia, e a outra metade dividida entre a Ucrânia e a Transnidria!" Porém raciocínio idêntico se aplica à Ucrânia. Setenta por cento a Ucrânia é descaradamente russófila. Os que não são, habitam o território historicamente polaco.

Marcelo Łukaczewski

marceluca2@yahoo.com.br

Anónimo disse...

devia era ser o português

Jorge Almeida disse...

Aquele país foi uma criação de Estaline, que quis roubar uma parcela de terreno à Roménia por esta ter alinhado com os nazis na 2ª guerra mundial, e enfiou lá colonos russos, o que só veio complicar a situação.

Estou de acordo com Marcelo Łukaczewski. O simples raciocínio de desmantelamento do país pelas suas nacionalidade é perigoso de se aplicar, especialmente naquela região. Nem me lembrei da Ucrânia; o maior perigo viria duma divisão da própria Rússia por cada uma das nações que habitam no seu espaço (um país com poder militar nuclear ... fico arrepiado só de pensar nessa hipótese).

Os moldavos têm de olhar para o exemplo de convivência pacífica de diversas nacionalidades na Suíça, perceber que só têm futuro juntos, e arrepiar caminho. Em vez de criarem problemas, têm é de arranjar soluções.