domingo, maio 20, 2012

Etnocentrismo e Russofobia.

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O autor deste texto é Cristiano Alves, baseado em uma análise sobre a obra do historiador britânico Eric Hobsbawn, “A Era dos Extremos”, utilizando-se também de outras fontes de pesquisa na construção do artigo.


"É muito comum ouvir o nome de Hobsbawm nos quatro cantos do mundo acadêmico, especialmente em faculdades de História. Sua obra é recomendada num dos mais bem conceituados concursos do Brasil, o da carreira diplomática, cujo programa recomenda as "Eras" do autor nascido no Egito de nacionalidade britânica. De fato, muitos o veem como "a última palavra em História", uma espécie de guru até, para alguns, ainda, influencia a chamada "esquerda verdadeira", isto é, esquerdistas que se autoproclamam, abertamente ou não, a "última palavra em termos de marxismo", o que pesa ainda mais em razão da militância deste no PCGB, isto é, o Partido Comunista da Grã-Bretanha. A verdade, entretanto, e a intenção de repassá-la nem sempre é um elemento contido nos livros de Eric John Hobsbawm, devendo ser buscada e espalhada, a fim de que novos erros não venham a ser repetidos e mentiras possam ser destruídas como uma muralha que impede a todos de ver a verdade.

A Era dos Extremos, assim como várias outras obras de Hobsbawm, é uma referência para muita gente no tocante à história do século XX, independente de suas visões políticas, de modo tal que o historiador britânico consegue congregar num mesmo universo, esquerdistas e conservadores, sendo classificado como tal por ambos os grupos. O próprio título do livro é tendencioso, pois ele infere, implicitamente (e é necessário ler todo o livro para perceber isso), que a "Era dos Extremos" é uma era de "extrema-esquerda" e "extrema-direita", que teriam influenciado fortemente o mundo em que vivemos. Não é nenhum segredo que tais tendência existem, entretanto, para Hobsbawm a "extrema-esquerda" nada mais é do que a tendência apresentada pela União Soviética e outros países que efetivamente buscaram o socialismo em seus países, diferente do PCGB, que apenas o faz verbalmente. Para Hobsbawm as ideias de Lenin e Stalin são ideias de "extrema-esquerda" e um trecho do livro que corrobora bem esta tese está no capítulo "O socialismo real"(página 363). Este capítulo traz uma vasta pesquisa a respeito do socialismo em alguns países da Cortina de Ferro, porém negligenciando que nem todos esses Estados de "orientação marxista" eram necessariamente Estados Socialistas, porém Repúblicas Populares, assim como cometendo um leve deslize ao negligenciar a defesa que Marx fazia da Economia Planificada e Centralizada, que é defendida pelo filósofo alemão já em O Manifesto Comunista. Até aí, nenhum problema, o autor inclusive faz uma aguçada análise que vai de encontro à do historiador belga Ludo Martens no tocante ao nome de Nikolay Buharin, que Hobsbawm acertadamente identifica como um "proto-Gorbatchev"1.

Segundo William Bland, marxista britânico, "antistalinismo" é anticomunismo, uma vez que o primeiro nada mais é do que uma forma de atacar não o homem I. V. Stalin, porém a sua obra no primeiro Estado Socialista da história, uma vez que seu trabalho seguiu praticamente à risca os escritos de Karl Heinrich Marx, e o antistalinismo é o grande totem de Hobsbawm. Ao falar de Stalin, cujo governo levou a Rússia da era do arado para a era da energia nuclear(então a mais avançada forma de tecnologia da época), nas palavras do próprio Winston Churchill, também britânico, Hobsbawm não esconde o seu impulso contra o ex-sapateiro georgiano, introduzindo-o como um "autocrata de ferocidade, crueldade e falta de escrúpulos excepcionais que para muitos eram "únicas"2. Essa visão, entretanto, pode ser facilmente refutada por uma série de autores que vai desde sua filha Svetlana na consagrada obra "Vinte cartas a um amigo", até o historiador Simon Sebag Montefiore (também britânico), autor de "O jovem Stalin", livro que fora sucesso de vendas na Europa ao demonstrar um lado desconhecido do líder soviético, um poeta do Cáucaso. Deve ser lembrado aqui que esse mesmo senhor Montefiore, em uma de suas obras, insinua que "a mãe de Stalin era prostituta, uma vez que era muito pobre e provavelmente não vivia bem apenas lavando roupas"(em poucas palavras, para S. Montefiore, Stalin era literalmente um "filho da puta"), tal era o seu elitismo3.

A ideia de que "Stalin era um ditador"(termo que Hobsbawm substitui por "autocrata" para não cair em clichê), é objeto de onanismo político dos defensores do liberalismo econômico, do conservadorismo político e de outras ideias da classe dos exploradores do povo, além de ser objeto também de onanismo político da extrema-esquerda, que para Lenin era uma "doença infantil do comunismo"4. A ideia do "Stalin ditador absolutista", entretanto, é tão realista quanto um cavalo alado ou um leão falante, já foi esclarecida num diálogo de Stalin com Eugene Lyons5, que o entrevistou pessoalmente, e refutada por autores como William Bland, que estudou seu governo e até sua personalidade baseado no testemunho de pessoas que estiveram com ele. Os estudos de Bland demonstram que Stalin, premier soviético, tinha um poder menor do que o do Presidente dos Estados Unidos, no governo soviético. Enquanto este era o secretário-geral do PCUS e chefe do governo soviético (mas não de Estado), o soberano americano executava as duas funções. Essa limitação do poder de Stalin é mais tarde reconhecida inclusive por Harry Truman, líder americano, que durante as negociações relativas às áreas de influência na Europa mencionava que não se podia adotar por parâmetro as "decisões do Tio Joe"(nota: Stalin)6, em razão deste ser um "prisioneiro do Politburo". Essa versão é corroborada pelo professor Grover Furr, dos Estados Unidos, ampliada num debate com um professor do Reino Unido que deu origem a um importante texto a respeito, mostrando as limitações do governo de Stalin7. Este mesmo professor, em "Stalin e a luta pela reforma democrática"8, apresenta várias limitações da autoridade do líder georgiano e até apresenta um fato ignorado por praticamente todos os estudiosos do premier soviético, uma proposta sua de eleições diretas para os postos do governo soviético a ser incluída na Constituição de 1936, vetada pelos outros membros do Politburo. Grover Furr, tomando por base os estudos de um renomado historiador russo, o Dr. Yuri Júkov, alega ser uma mentira o mito de Stalin como "ditador todo-poderoso". Ainda, o líder albanês Enver Hodja afirmou que "Stalin não era um tirano, um déspota", mas "um homem de princípios"9. Sidney e Beatrice Webb, em "Soviet Communism: A New Civilisation", também rejeitam a ideia de que o Estado Soviético era governado por uma só pessoa10.

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Um dos poucos pontos positivos da obra de Hobsbawm está em seu reconhecimento do surgimento de uma nova sociedade surgida com as ideias dos bolchevistas na União Soviética. Na foto, uma parada cívica de atletas soviéticas nos anos 30.

Refutada a idéia do "Stalin autocrata", é necessário questionar, investigar e fazer conclusões sobre a idéia do "Stalin cruel", adotando uma corrente que nada tem de "stalinista", mas de racionalista, mais próxima de Voltaire do que de Stalin. A imagem deste "Darth Vader vermelho", vendida por historiadores como Hobsbawm, cujo impulso antistalinista o leva a extremos, foi objeto de estudo do marxista-leninista britânico William Bland. Em seu documento "O culto do indivíduo"11, Bland demonstra que segundo o líder albanês Enver Hodja "Stalin era modesto e bastante gentil com as pessoas, os quadros e seus colegas", e segundo o embaixador dos Estados Unidos na União Soviética, Joseph Davies, citado no trabalho de Bland, Stalin era um homem simples, de gestos agradáveis. Contrastando ainda com essa imagem, a filha do próprio Stalin, Svetlana Alilulyeva, descreve o líder soviético como um pai atencioso, amável. Segundo Georgiy Júkov, Marechal da União Soviética, "Stalin conquistava o coração de todos com quem conversava"12. Como se não bastassem essas declarações, o "cruel Stalin" jamais ordenara a prisão de Mihail Bulgákov, um escritor que pensava diferente do Estado Soviético e lhe era crítico, apreciava o talento de Maria Yudina, pianista considerada louca na URSS mas admirada por Stalin, e tinha por um de seus hobbies não a caça ou a pescaria, mas tão somente plantar árvores ou plantas de jardim, características incomuns num "sujeito cruel". Para alegar que "Stalin era cruel" é necessário comprovar tal alegação, por exemplo, com algum documento de Stalin que demonstrasse atos de crueldade, documentos que inexistem, tornando a alegação de Hobsbawm pura sofistaria.13

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Stalin, segundo Eric Hobsbawm


Não bastasse o impulso anti-Stalin de Hobsbawm, de dar inveja a qualquer propagandista do III Reich, Hobsbawm chega a mais um extremo ao alegar que "poucos homens manipularam o terror em escala mais universal". É questionável o porquê de Eric ter adicionado esta descrição, será que chamar de "cruel e autocrata" já não era suficiente para o britânico? É de se supor que esta afirmação tenha sido inserida como forma de "blindar" o autor de A Era dos Extremos contra possíveis alegações de "stalinista" por parte de seus editores ou mecenas burgueses. Um elogio de Hobsbawm ao Banco Mundial no referido livro pode ser indicativo de uma de suas fontes de financiamento. É comum que certos indivíduos confundam "amor a uma coisa" com "ódio por outra", usando-se do ódio como forma de demonstrar "apreço" por uma outra coisa, como Hitler na Alemanha, que sendo austríaco, usava o ódio contra eslavos, negros e judeus como forma de demonstrar um suposto "amor" pelo país, ou como o marido que bate na esposa como forma de mostrar que "a ama". Mais uma vez, essa tentativa desesperada de Hobsbawm de doutrinarnos com sua sofistaria através de uma linguagem de ódio vai por água abaixo ante os estudos do Dr. Yuri Júkov e do professor Grover Furr. Mesmo o discurso de Nikita Hruschov no XX Congresso do PCUS, que talvez conferissem alguma legitimidade ao historiador britânico foi provado como falso pelo professor americano em sua obra "Hruschov lied", que demonstra que 60 das 61 acusações de Hruschov em seu discurso no referido congresso são falsas, discurso que, diga-se de passagem, é ignorado por Eric Hobsbawm, mesmo sendo um dos discursos mais importantes do século XX, sua obra carece de qualquer investigação séria desse discurso e de sua veracidade. O professor Grover Furr, responsável por investigar e desmascarar o discurso fraudulento de Kruschev demonstra como falsa a ideia de Stalin como "todo poderoso soviético", demonstrando que esse não exercia controle sobre o NKVD, órgão para a defesa da Revolução Bolchevique que nos anos 30 cometera sérios abusos de poder sob a direção de Genrih Yagoda e Nikolay Yejov, ambos exonerados, processados, julgados, condenados e executados, sendo este último substituído por Lavrenti Beria.

Fazendo o papel de pícaro do marxismo a serviço de forças reacionárias, Hobsbawm descreve o crescimento do sistema soviético como o resultado de uma "força de trabalho de 4 e 13 milhões de pessoas prisioneiras(os gulags)", citando Van der Linden. Essa cifra absurda já foi contestada por uma vasta gama de autores e refutada pelos documentos desclassificados na época da Glasnost e assinados pelo Procurador-Geral da União Soviética R. Rudenko, o Ministro do Interior S. Kruglov e o Ministro da Justiça K. Gorshenin, que demonstram o número de cerca de 2 milhões de presos na URSS, um número inferior em termos absolutos e proporcionais ao número de presos nos EUA(que por volta de 2006 era de 7 milhões). Essa mesma tabela divulgada pelo governo anticomunista de M. Gorbatchov fora divulgada pelo sueco Mário Sousa14, por Alexander Dugin, Zemskov e Ludo Martens. Ela é a prova de que autores como Hobsbawm e outros de sua camarilha mentem deliberadamente quando o assunto é "União Soviética", algo que não se atrevem a fazer quando falam de seus próprios países, responsáveis pela morte de milhões de pessoas ao redor do mundo. Estima-se que a Grã-Bretanha, país de Hobsbawm, tenha provocado deliberadamente uma grande fome na Índia que matou cerca de 30 milhões de pessoas. Curiosamente, sua soberana, a Rainha Elizabeth II e seus primeiros-ministros, não recebem nem metade dos epítetos que o historiador lança furiosamente e irresponsavelmente sobre Stalin.

Adotando uma posição reacionária, Hobsbawm atribui como causa da fome na Ucrânia em 1932-33 a "coletivização da agricultura", medida adotada para promover a justiça social no campo e evitar a figura do kulak, o historiador britânico ignora completamente o papel destes na sabotagem da agricultura, do tifo e da seca, fatores abordados e detalhadamente pesquisados pelo historiador belga Ludo Martens15. Com muito pouca objetividade, E. Hobsbawm descreve Stalin como um "homem pequenino", de "1,58", embora registros médicos o indicassem como tendo 1,71, e observações de Wallace Graham, médico de Harry Truman16, o indicasse como tendo a mesma altura de Hitler, isto é, por volta de 1,73, e fichas de informação do governo tzarista o descrevessem como tendo 1,74. Na página 386 da edição em português de seu livro, Hobsbawm, com seu anti-sovietismo e russofobia, descreve a URSS como sendo responsável pelo "saque" dos países então libertados pelo Exército Vermelho. Num ato de vilania, ele omite ao leitor que estes países libertados eram ex-aliados da Alemanha nazista que, juntos com esta, participaram do massacre de mais de 20 milhões de soviéticos, países como a Tchecoeslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária, que cujo contingente enviado para a Operação Barbarrossa ultrapassava os 300 mil homens. Falando sobre a Hungria, a propósito, Hobsbawm se atreve a defender o levante de 1956, organizado pelos partidários do fascista Horty, aliado de Hitler durante a Segunda Guerra.

Sem dúvidas, um dos pontos mais curiosos em "A Era dos Extremos" é o impulso antistalinista latente de Eric Hobsbawm, levando-o a despir-se de todo método dialético para abraçar o método maniqueísta. Poucos nomes em sua obra impregnada de subjetivismo são tão demonizados como a figura de Stalin. Nem mesmo Hitler, cujo projeto político exterminou cerca de 60 milhões de pessoas17 e incluía na sua agenda um racismo aberto, é descrito como "cruel, perverso, tirano" no livro de Hobsbawm; nem mesmo Harry Truman, cujo governo introduziu a bactéria da sífilis em mais de centenas de indivíduos para usá-los como cobaias humanas, é descrito como "perverso"; nomes como Mussolini, Margaret Tatcher e outros personagens reacionários do século XX não recebem um espaço especial para demonização como o líder responsável pela destruição de mais de 70% das forças nazistas.

O que Eric Hobsbawn pretende e quais os seus objetivos com o seu onanismo político? Será que ele acredita mesmo que todos os seus leitores são todos tolos ou acéfalos incapazes de pesquisar a respeito de um pesonagem de tão grande importância no século XX, considerado um dos três maiores nomes da história da Rússia na pesquisa "The Name of Russia", efetuada em 2008, mesmo após anos de vilania anti-stalinista e, portanto, anticomunista? Impressiona como a sugestão de livros a respeito do socialismo real do Sr. Hobsbawn não traga sequer um só autor que examine a URSS com objetividade e sem preconceitos. É este falsificador e farsante o "grande historiador marxista"? Que "marxistas" como Hobsbawn, com seu onanismo político, sejam exaltados e gozem de excelente reputação na mídia de massa, isso é perfeitamente compreensivo, porém cabe apenas aos tolos digerir o produto de sua diarréia mental. Aquele que de fato compreende a força dos valores iluministas, a importância da pesquisa, da investigação e da conclusão busca o conhecimento, não se acomoda com "historiadores marxistas recomendados pela mídia", eles denunciam pícaros do movimento marxista e fazem a verdade ir até o topo das montanhas, ressoar pelas paredes, eles fazem com que as nuvens façam chover essas verdades que cairão como uma espada afiada que destroça a vilania e a mentira!
Fontes:

1- HOBSBAWM, Eric J. A Era dos extremos: Breve século XX 1914-1991. 2ª edição. Tradução de Marcos Santarrita. Companhia das Letras
2- ibid., pg. 371
3- Artigo do jornal A Hora do Povo. Em: http://www.horadopovo.com.br/2009/janeiro/2733-14-01-09/P8/pag8a.htm
4- Ver "Esquerdismo, doença infantil do comunismo", por V. I. Lenin
5- E. Lyons: Stalin: Czar of All the Russias; Philadelphia; 1940; p. 196, 200, citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
6- No original: "I got very well acquainted with Joe Stalin, and I like old Joe! He is a decent fellow. But Joe is a prisoner of the Politburo." President HARRY S. TRUMAN, informal remarks, Eugen, Oregon, June 11, 1948. Public Papers of the Presidents of the United States: Harry S. Truman, 1948, p. 329.
7- FURR, Grover. Stalin foi um ditador? Tradução de Gláuber Ataíde Em: http://www.omarxistaleninista.org/2011/04/stalin-foi-um-ditador.html
8- Em http://pt.scribd.com/doc/62898033/stalinealutapelareformademocratica-parte-II
9- E. Hoxha: With Stalin: Memoirs; Tirana; 1979; p. 14-15, citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
10- Citados em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
11- Em http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
12- G. K. Zhukov: The Memoirs of Marshal Zhukov; London; 1971; p. 283. Citado em "The cult of the Individual", por William Bland. Em: http://www.mltranslations.org/Britain/StalinBB.htm
13- Há vários indícios de falsidade de um documento supostamente assinado por Stalin que ultimamente tem ganho grande popularidade, que revelaria sua "crueldade em Katyn": http://pt.scribd.com/doc/62732715/Katyn-49-sinais-de-falsificacao-do-pacote-secreto-n-1
14- Ver http://www.mariosousa.se/MentirassobreahistoriadaUniaoSovietica.html
15- Em Stalin, um novo olhar.
16- Citado em: http://humanheight.net/famous_people/sources/height_of_stalin_source.html
17- http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II_casualties"


26 comentários:

PEDRO LOPES disse...

Um bom texto sem dúvida.
muitas destas coisas também já tinha lido em outras fontes.

Há que ter cuidado com a manipulação a que somos bombardeados constantemente.

Para alguns basta ouvirem alguém na TV demonizar o Stalin e dizerem que matou 50 milhões que acreditam piamente e depois aquilo fica na cabeça como se de um facto se tratasse. E depois ainda vão emporcalhar blogs e foruns na net com essas boçalidades.
E de facto em muitas cabecinhas já está instalada a ideia que Stalin era tão ou mais grotesco que o Hitler.

Eu sempre disse (E eu nem sou comunista) que simplesmente não era possível á URSS ganhar uma guerra tão devastadora, inaugurar a era espacial, ter evoluído tanto tecnologicamente e economicamente em tão pouco tempo e com a guerra pelo meio, se o Stalin fosse assim tão brutal e cruel com o seu próprio povo como contam nesses contos de fadas nascidos em Londres ou outras capitais democráticas.

Falem mal do Stalin ao pé de um veterano de guerra Russo e sujeitam-se e levar uma cajadada.

E qual é a fonte mais credível para termos uma melhor noção desse dirigente?
O Povo Russo que ainda está vivo e que viveu no tempo dele ou um badameco que escreve aquela bagunça toda sem sair do seu escritório em Londres?

Jose Milhazes disse...

Este texto certamente foi escrito por pessoas que não viveram no regime comunista, nem falaram com as suas vítimas. Seguindo esta lógica, comecem a reabilitar Hitler, Mussolini, Salazar, etc.

URAGAN disse...

A União Soviética existiu e teve suas malezas. Tudo isto para implantar o seu sistema político socialista, cujo objetivo era suplantar o democrático, americano.

E o maior responsável pela expansão soviética foi Stalin, as pessoas se esquecem, mas foi sobre o seu comando que a União Soviética derrotou os nazistas, tornando o socialismo russo a 2ª superpotência global. E as condições sociais do povo soviético melhoraram durante seu governo. A Rússia se expandiu e chegou ás ilhas KURIL!!!

Falem mal ou falem bem, Stalin foi um líder muito habilidoso! Ocorreram massacres porém isso ocorreu em outros países, é normal ocorrerem crimes de guerra em expansões territoriais e mudanças políticas. Isso ocorreu na Líbia, recentemente.

Stalin iniciou as campanhas de industrialização que promoveu o avanço soviético. Foi nessa época que foram construídos os reatores nucleares!

Stalin é um nome eterno na história russa, no principal período da história russa.

Jest nas Wielu disse...

Trabalho de qualidade intelectual bastante indigente, usa adjetivos absolutamente inaceitáveis num trabalho académico: “tolos”, “acéfalos”, “onanismo político”, “diarréia mental”, trabalho tem erros gramáticos: “pesonagem”, etc.

Os meus maiores reparos são estes:
1) Se a obra do Stalin na URSS segue “praticamente à risca os escritos de Karl Heinrich Marx”, então como que fica a obra do Lenine? Será que a sua obra é uma obra revisionista, ou seja, que não segue à risca os escritos de Karl Marx?
2) A visão de Estaline como “prisioneiro de Politbureão” é bastante ridícula, sabendo que alguns membros do mesmo Bureão Político tinham os familiares mais próximos presos no GULAG ao mando do próprio Estaline. Ainda mais, a corroborar pelas palavras do Enver Hodja líder da Albânia, quase único país comunista onde a profissão da religião era proibida.
3) Crueldade: extermínio de uma parte significativa da liderança do RKKA, da inteligência soviética (ucraniana, georgina, belarusa), ampliação do arquipélago GULAG…
4) Stalin e NKVD: se os abusos eram de exclusiva responsabilidade do Yagoda e Yejov, quem os exonerou, processou, julgou, condenou e executou? Quem os substituiu pelo Beria?
5) Gostaria eu de saber onde e de que maneira Checoslováquia era ex-aliada da Alemanha nazi.
6) Creio que Cristiano Alves não deveria usar a palavra “onanismo” tantas vezes neste pequeno trabalho, pois isso suscita certas dúvidas...

Wandard disse...

Svyatoslav Sheremet (no chão), líder da organização Gay-Forum, é agredido por pessoas não identificadas em Kiev, na Ucrânia. Agressores fugiram quando perceberam que estavam sendo fotografados Anatolii Stepanov/Reuters

Jest nas Wielu disse...

p.s.
Estaline era de tão maneira humanista, que quando a sua filha Svetlana se apaixonou pelo cineasta judeu Aleksei Kapler, Estaline desaprovou de forma veemente o romance. Mais tarde, Kapler foi sentenciado a dez anos de confinamento em um GULAG em Vorkuta:
http://pt.wikipedia.org/wiki/
Svetlana_Alliluyeva

Wandard disse...

Jest,

Não se trata de um trabalho acadêmico e sim de um texto que faz uma análise sobre um livro, portanto a característica informal da escrita é perfeitamente compreensível.

Com base no livro de Hobsbawm, o qual possuo assim como toda a sua obra a análise segue uma linha correta, pois o posicionamento de Hobsbawm como historiador não é imparcial.

Os outros livros citados na bibliografia já tive a oportunidade de ler e o referencial corresponde.

Os sites, dos quais não sou adepto ainda não verifiquei mas quando possível entrarei.

Wandard disse...

"Este texto certamente foi escrito por pessoas que não viveram no regime comunista, nem falaram com as suas vítimas."

Sr. Milhazes,


O senhor foi para a URSS em 1977, era membro do PCP. Foi embalado pelo sonho comunista ou pela oportunidade de cursar a universidade gratuitamente na URSS? Quando foi que se desapontou e resolveu abandonar a ideologia?

Pippo disse...

A República Eslovaca foi de facto aliada da Alemanha Nazi e participou na invasão da Polónia e da URSS.

http://www.feldgrau.com/a-slovakia.html

PEDRO LOPES disse...

Pippo,

Não foi só a eslováquia.
em http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Barbarossa podemos ver claramente os beligerantes (lado direito da página)que deram carne para canhão ao lado do Hitler.

E além destes países oficialmente existiam voluntários de outros países, como franceses, Holandeses, Dinamarqueses Ucranianos e mesmo alguns Russos.

O mesmo aconteceu com a invasão Francesa. Foram vários países a fornecer divisões que se juntaram a Napoleão.

E a Rússia é que é o bicho papão que assusta o mundo livre e democrático.

Jose Milhazes disse...

Wandard, o processo de desilusão foi longo e doloroso, mas não podia deixar de acontecer. A realidade na URSS não me deixou margem para dúvidas.

Jest nas Wielu disse...

2 Wandard

Ou seja, numa análise de um livro podemos usar termos como "onanismo" e cometer os erros gramáticos. Ok, passo a saber.

2 PEDRO LOPES

"mesmo alguns russos" foram cerca de 3 milhões de cidadãos da etnia russa a colaborar com as diversas unidades militares de 3 Reich, citando só alguns: o exército do general Vlasov - 130.000, Divisão Russland - 6-10-000 http://de.wikipedia.org/wiki/1._Russische_Nationalarmee_der_Deutschen_Wehrmacht

Divisão RONA http://en.wikipedia.org/wiki/29th_Waffen_Grenadier_Division_of_the_SS_RONA_(1st_Russian)

Cossacos russos de Don e Kuban:
http://www.istpravda.com.ua/articles/2012/05/10/84906/

PEDRO LOPES disse...

"mesmo alguns russos" foram cerca de 3 milhões de cidadãos da etnia russa a colaborar com as diversas unidades militares de 3 Reich, citando só alguns: o exército do general Vlasov - 130.000, Divisão Russland - 6-10-000 http://de.wikipedia.org/wiki/1._Russische_Nationalarmee_der_Deutschen_Wehrmacht

Está ver sr Jest, e mesmo assim os Soviéticos venceram os seus idolos.

Mesmo com todas essas ajudas de estados marionetas dos Nazis e até de Russos traidores á pátria.

Isso ainda abrilhanta mais o génio militar do lendário Marechal Zhukov.

Wandard disse...

"Ou seja, numa análise de um livro podemos usar termos como "onanismo" e cometer os erros gramáticos. Ok, passo a saber."

Jest,


Se você quiser se prender a isto pode sugerir um copy writer ao autor ou em outros casos revisar todas as postagens existentes neste blog e começar a discussão entre erros gramáticos, ortografia revisão ortográfica, erros de digitação etc...

O que não vem ao caso, a discussão é relativa a obra de Hobsbawm em questão.

Quanto ao "onanismo", podemos levar a discussão em relação ao "Gênesis", Onã e cada um segue sua opinião.

Sinceramente o autor até salvaguardou, eu usaria diretamente como na gíria brasileira "masturbação mental"

Pippo disse...

"mesmo alguns russos" foram cerca de 3 milhões de cidadãos da etnia russa a colaborar com as diversas unidades militares de 3 Reich, citando só alguns: o exército do general Vlasov - 130.000, Divisão Russland - 6-10-000”

Foram mesmo, Jest, tem MESMO a certeza? Ou será que confunde o termo empregue (nomeadamente pelo alemães) com a etnia em causa?

Os alemães, sobretudo nesta época, usavam o ter "russo" (russische) para designar tudo o que viesse da URSS e fosse eslavo, usando outras denominações étnicas (galizien, georgieschen, etc) apenas quando isso era politicamente interessante. Por exemplo, a expressão Weißrussischen designava os russos Brancos (opostos aos Vermelhos), e não os Russos Brancos, aka bielorrussos.

Além disso, os próprios russos Brancos emigrados usavam as expressões “russo” e “Rússia” para designar todos os habitantes e todo o espaço do antigo Império Russo, como se pode constatar pelas designações usadas nas entidades criadas por esses mesmos emigrados, tais como a “União de Todos os Soldados Russos” (Русский Обще-Воинский Союз) ou a “Fraternidade da Verdade Russa” (Братство Русской Правды), entre outras.

Para exemplificar o uso erróneo (sob o ponto de vista étnico) do termo “russo”:
A 30ª Divisão Waffen-Grenadier SS “Russland”, oficialmente designada por “russische Nr. 2” era, na realidade, composta por bielorrussos, russos e ucranianos…
http://en.wikipedia.org/wiki/30th_Waffen_Grenadier_Division_of_the_SS_(1st_Belarussian)

Já a 14ª Divisão W-G SS ucraniana (galizien Nr. 1) era, essa sim, composta exclusivamente por ucranianos, e contudo, até ela acabou por incorporar alguns checoslovacos e até holandeses.
http://en.wikipedia.org/wiki/14th_Waffen_Grenadier_Division_of_the_SS_Galicia_(1st_Ukrainian)

Quanto ao termo “Exército Russo de Libertação”, nunca os alemães poderiam ter baptizado o ROA como "Exército Soviético de Libertação" pois isso seria politicamente absurdo, e certamente ser-lhes-ia difícil usar a expressão “Exército Russo-Ucraniano-Bielorrusso-Georgiano-Azeri-Armeno-Bashkiro-Etc. de Libertação”. Como tal, usou-se o termo genérico “russo” o qual continuou a ser (mal) utilizado para designar o cidadão soviético e o Exército Soviético.

Jest nas Wielu disse...

2 PEDRO LOPES

Não me importo com a sua maneira soviética de criticar o meu trabalho atribuindo me as preferência que não tenho. Na URSS era muito em voga, os dissidentes eram internados sob os pretextos de serem loucos, etc. Afinal o comunismo é mesmo um irmão gémeo do nazismo.

Marechal Jukov é um outro caso a expor, conhece a sua famosa frase ao General Paton dos EUA: "Tanque custa o dinheiro, os soldados são esterco, as gajas vão parir mais"?

2 Wandard

Ainda bem que de todos os pontos por mim apontados V. Excia só consegue falar da "masturbação mental" e dos erros gramáticos. Eis o limite da capacidade intelectual dos estalinistas, independentemente do seu local de residência...

Wandard disse...

Jest,

Eu comentei os pontos que vc referenciou ao meu comentário. Infelizmente não sou estalinista ou qualquer outro ista ou ata, mas concorto que qualquer um que enverede por ideologias tem a visão e o pensamento limitados ao que acredita e costuma pensar e assim passa a atuar , seguindo por um caminho emparedado guiado pelas verdades comuns entre si e os seus correligionários.


Se a referência à capacidade intelectual foi direcionada a mim só tenho a lamentar, que vc venha a adotar esta forma de tratamento.

PEDRO LOPES disse...

Jest,

Essa frase do Zukhov, não encontro qualquer referência na net a ela excepto aqui neste blog, onde voçê já a repetiu diversas vezes.

Mas sei de uma que foi real, e pode-a encontrar em muitos sites, que diz o seguinte:

"Military men are dumb, stupid animals to be used as pawns for foreign policy"

Esta frase pertence a um globalista e grande democrata chamado Henry Kissinger.

http://answers.yahoo.com/question/index?qid=20080829163144AAAY2UB

ou

http://en.wikiquote.org/wiki/Henry_Kissinger

A Página Vermelha disse...

Olá!

Primeiramente, gostaria de agradecer ao autor do blog pela reprodução do meu texto. Algumas pessoas parecem ter cismado com o artigo e sua natureza em razão de determinados termos e, embora não seja um "artigo acadêmico", parafraseio a fala do professor Grover Furr, da Universidade Monclair, acerca da polêmica em torno de um livro seu, "Antistalinistskaya podlost"(em tradução livre, "Vilania Antistalinista"): "o artigo tem citações bibliográficas e dados". Agradeço, a propósito, a correção da palavra "personalidade", o que se deu em razão de um pequeno problema em meu velho teclado.

Me chamo Cristiano e sou jornalista, também sou do ramo jurídico, não fumo e nem bebo, dedicando o meu lazer ao esporte, conduta que recomendo aos leitores do meu blog. Sou fluente em 4 línguas, uma delas o russo, embora em processo de aprendizagem, o que facilita bastante a minha pesquisa e ainda posso me vangloriar de ter uma obra que expõe a visão soviética dos acontecimentos, "História da URSS: Período do socialismo 1917-57", tenho orgulho desse livro por que ele expõe a visão dos acontecimentos soviéticos sob o ponto de vista soviético. Não se trata de um historiador antissoviético falando da URSS. Se eu quero fazer uma crítica acerca da URSS, então eu tenho que conhecer o ponto de vista soviético também, caso contrário isso seria parcialismo, panfletarismo, seria uma crítica sem qualquer dialética. E uma crítica sem dialética é descartável, é bitolada à ideologias, é preconceituosa e nada acrescenta ao debate.

Particularmente, nunca estive no "regime comunista"(ô termo infeliz), até por que eu não acredito em "regime comunista" pelo mesmo motivo que não acredito em "regime capitalista". Nunca vi alguém falar de um "regime capitalista", "regime de Obama", "regime de A. Merkell", etc. Eu conheço sim, por exemplo, o "regime de Kim Jong", isto é, a dieta alimentar do saudoso líder coreano, uma vez que estava um pouco cheinho. Conheço, todavia, grandes amigos que moraram na URSS, pessoas como o professor Carlos Ruiz, físico e funcionário da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. que morou em Minsk, gente como o professor Guilhermo Bernazza, que cursou sua faculdade em Voronyezh, ambos de 1979 a 1985, todos com excelentes recordações do país. Além disso, também tenho perfil na maior rede social russa e européia, o "VK", onde tenho contato com diversos russos, onde tenho amigos com quem me correspondo inclusive por cartas e que tem avós veteranos da IIGM. Ademais, também acompanho diversos programas de debate da TV russa que são efetuados inclusive com pessoas que viveram na época, com politólogos como Sergey Kurginyan, dentre jornais e pesquisas de opinião.

Europeísta disse...

Um texto imenso e prolixo só pra dizer que "Stalin nao era esse monstro todo assim", deculpa, prefiro nao ler esse lixo!

Anónimo disse...

Esse Cristiano é um militar brasileiro estalinista, eu já tive oportunidade de ler algumas menssagens dele no fórum da comunidade Eu Falo Russo na página de relação social Orkut. Que vergonha para o exército brasileiro! Espero que seus superiores vejam isso e apliquem as devidas punições.

A Página Vermelha disse...

@Europeísta

O fanatismo apresenta as seguintes características:

1. Agressividade;
2. Preconceitos vários;
3. Estreiteza mental;
4. Extrema credulidade quanto ao próprio sistema, com incredulidade total quanto a sistemas contrários;
5. Ódio;
6. Sistema subjetivo de valores;
7. Intenso individualismo;
8. Demóra excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância.

A partir do momento em que um indivíduo deixa de considerar a opinião alheia somente por que esta opinião é diferente da sua, isso é no mínimo tagarelice e covardia. Pessoas assim, no meu humilde entender, carecem de coragem, honra e decência intelectual e moral. E de tais indivíduos eu prefiro apartar-me.

O verdadeiro mal do século XX e XXI é o capitalismo, que desde os anos 70 tem aumentado a quantidade de miseráveis em nosso planeta, degenerado recursos naturais em ritmo progressivo e produzido guerras imperialistas que não se limitam só à figura de Hitler, mas também a Bush, Truman, Tatcher, Sarkozy, Chirac e muitos outros tiranos, marionetes de grandes empresas capitalistas. Não foi Stalin que criou o Apartheid, nem Stalin que criou a Lei Jim Crow, muito menos foi Stalin que cometeu os piores crimes contra os povos do Vietnã, Irã, Iraque, Afeganistão, Líbia, Iêmem, Somália, Haiti ou algum outro dos mais de 20 países invadidos e devastados pelos EUA e pelas tropas da NATO/União Européia.

PEDRO LOPES disse...

A mentalidade de pessoas como o Anónimo ou o Europeísta é idêntica ao extremismo religioso da idade média.
Bastava alguém dizer que uma mulher era Bruxa, só por ter um gato por perto que as pessoas automaticamente a passavam a ver como tal e a humilhar essa pessoas e finalmente eram condenadas á morte sem terem cometido algum crime.

Aqui basta alguém falar qualquer coisa de Estaline que ficam logo com o pelo eriçado e desatam a apontar o dedo "Estalinista, que horror, não acredito", sem lerem sequer os argumentos.
Para eles o Estaline é visto não como uma personagem histórica que existiu na realidade, mas sim um personagem qualquer de um filme Americano em que há os bons e os maus.
Mas isto é muito comum em foruns e blogs. Está tudo empestado desses parasitas.
O ideal é evitar responder a esses indivíduos. Se ninguém lhes ligar patavina eles acabam por zarpar.

Ao menos o Jest(Raramente concordo com o que ele posta por aqui) ainda se dá ao trabalho de colocar argumentos, e fazer alguma pesquisa(Enviesada é claro), embora de características extremistas e propagandistas, esses anónimos nem isso, limitam-se a largar uns cagalhões.

Wandard disse...

Cristiano,


O seu ingresso nas discussões deste blog, vieram oxigenar e quem sabe estimular antigos participantes que se afastaram, em virtude de cansaço devido ao constante caráter negativamente trndencioso em relação a Rússia que tem dominado este espaço nos últimos meses.

Pippo disse...

O problema não está em saber se o Holomodor (tema já enjoativamente discutido aqui!) é ou não um genocídio, pois as opiniões divergem, mas sim no facto de certas correntes nacionalistas rutenas e russófobas (eu uso o termo “rutenazi”) tentarem colar a responsabilidade do Holomodor à Rússia, argumentando absurdamente que a Rússia, por ser herdeira dos direitos e deveres (na esfera internacional) da URSS, também deve ser responsabilizada pela sua História.

Aliás, essa até é a opinião a expressa pelo partido nacionalista de extrema-direita ucraniano VO Svoboda (antigamente designado por Partido Nacional-Social da Ucrânia), cujo deputado municipal Bohdan Melnychuk até teve direito de publicação de um artigo seu aqui, neste blog. O tradutor e remetente é um habitué…

“Curiosamente”, este rutenazis são de uma duplicidade de critérios extrema. Para esta malta, quaisquer exacções que os ucranianos tenham cometido contra outros povos no passado são justificadas, ao passo que o que quer que russos, polacos, húngaros ou outros tenham feito aos ucranianos, não só é injustificável como é crime!

Para além disso, temos ainda:

- Propaganda em larga escala aquando do aniversário da Divisão SS 'Galizien';
- Repetidas tentativas de interromper celebrações em honra de polacos assassinados pela UPA;
- Apelos aos residentes russo de Lvov para 'ucranianizarem' os nomes dos seus filhos;
- Etc.

http://www.osw.waw.pl/en/publikacje/osw-commentary/2011-07-05/svoboda-party-new-phenomenon-ukrainian-rightwing-scene

Wandard disse...

"Etnocentrismo é um elemento essencial do programa do Svoboda. A nacionalidade de um cidadão se tornará uma categoria de público. Um censo étnico deve ser implementado nos órgãos do poder executivo, as forças armadas, a educação, a ciência, e até mesmo na economia: sua composição nacional é estritamente correspondente à proporção de ucranianos e minorias étnicas. A única língua oficial das estruturas estatais (incluindo a esfera da educação) deve ser o ucraniano, e os direitos das minorias nacionais devem ser restritos à criação de associações."

Se esta realmente for a proposta do partido!!!!!!