domingo, outubro 14, 2012

Crise das Caraíbas/50 anos: Mísseis continuam a envenenar relações entre Moscovo e Washington

  A crise dos mísseis de Cuba aconteceu há 50 anos, o comunismo ruiu em 1991 e o mundo mudou radicalmente, mas não se pode excluir uma crise semelhante no futuro, embora, desta vez, junto das fronteiras da Rússia.
A crise nas Caraíbas aconteceu quando, em outubro de 1962, a União Soviética instalou mísseis nucleares em Cuba, a poucos quilómetros dos Estados Unidos.
Então, a guerra foi evitada graças a cedências de ambas as partes. Washington retirou os seus mísseis Júpiter da Turquia e Itália e Moscovo os seus de Cuba.
Na quarta-feira passada, o atual ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, reconheceu que Washington e Moscovo não conseguem encontrar solução para o problema da instalação pelos norte-americanos de um sistema de defesa antimíssil na Europa.
"A parte americana não está pronta a aceitar quaisquer garantias que limitem as possibilidades potenciais da criação e instalação de elementos do escudo de defesa antimíssil", declarou num discurso na Câmara Alta do Parlamento da Rússia.
"As nossas propostas sobre a arquitetura conjunta com vista a reagir aos possíveis riscos de mísseis vindos de fora da Europa são ignoradas, alegando que a NATO não pode transmitir a ninguém parte da sua responsabilidade na manutenção da defesa dos territórios dos países membros da aliança", acrescentou.
O chefe da diplomacia russa afirma que o seu país está disposto a continuar o diálogo, mas as expectativas não são as melhores, pois pouco irá depender dos resultados das eleições presidenciais nos Estados Unidos.
"Independentemente do vencedor, a posição norte-americano sobre o escudo antimíssil não deverá mudar substancialmente. Se acontecer, só para pior", declarou à Lusa uma fonte diplomática em Moscovo.
"A política externa em relação à Rússia de "reset" de Obama pouco deu e a de Mitt Romney também não promete mais", sublinhou a fonte.
"Em qualquer dos casos, a Rússia poderá envolver-se numa nova corrida aos armamentos, com consequências imprevisíveis", concluiu.

2 comentários:

PortugueseMan disse...

Para não falarmos só de foguetes que falharam, vamos falar também de casos de sucesso já que são a maioria...

Construção do sistema de posicionamento Galileo alcança grande êxito

O segundo grupo de satélites Galileo, o Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês), da União Europa, foi lançado ao espaço, na última sexta-feira (12), com sucesso. Atualmente, existem quatro satélites do sistema Galileo no espaço, eles vão formar uma rede e iniciar a operação de posicionamento.
A empresa européia, Ariane Space, anunciou que os satélites foram lançados por um foguete russo, Soyuz, no Kourou Space Center, na Guiana Francesa....


http://portuguese.cri.cn/561/2012/10/15/1s157166.htm

Portanto o sistema GPS europeu, vai avançando, cabendo a responsabilidade de colocar os satélites no espaço aos russos.

Para os americanos também algo foi colocado no espaço:

Proton-M russo coloca Intelsat-23 americano em órbita

Um foguete Proton-M da Rússia foi disparado às 5h37min (hora de Brasília) deste domingo, 14, da base de Baikonur, no Cazaquistão, para colocar em órbita um satélite de telecomunicações americano, o Intelsat-23....


http://www.diariodarussia.com.br/tecnologia/noticias/2012/10/14/proton-m-russo-coloca-intelsat-23-americano-em-orbita/

Marshall Zhukov disse...

Apenas gostaria de lembrar á todos que ainda se encontram perfeitamente operacionais os submarinos balísticos da classe DELTA IV!!! E eles estão por aí, patrulhando, ao longo da costa leste americana...

E não se esqueçam dos submarinos de ataque, classe AKULA!!!

Ambos são LETAIS!!!