quarta-feira, novembro 07, 2012

Dirigentes, políticos e analistas russos saúdam vitória de Barack Obama, mas não esperam facilidades


    
Dirigentes, políticos e analistas russos saudaram hoje a vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais, considerando que será benéfica para as relações entre Washington e Moscovo, mas disseram não esperar facilidades."Barack Obama. Congratulations!" [Parabéns!], escreveu o primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, na sua conta da rede social Twitter, sublinhando que o dirigente norte-americano é "um parceiro compreensível e previsível".
"Espero que a Rússia tenha com ele uma relação normal, pois é importante para a situação global", acrescentou o ex-Presidente russo.
"Alegro-me que na presidência de uma nação muito grande e muito influente não esteja uma pessoa que considera a Rússia o inimigo 'número um'", concluiu Medvedev, numa alusão ao candidato republicano Mitt Romney.
Antes, o Presidente russo, Vladimir Putin, saudara já a reeleição do homólogo norte-americano, esperando para breve um encontro.
Serguei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, assegurou, numa entrevista ao diário Moskovskie Novosti, que Moscovo vai continuar a colaborar com a nova administração dos Estados Unidos.
"Estamos dispostos a avançar, tão longe quanto a atual Administração estiver pronta a avançar, na base da igualdade, respeito mútuo e vantagens recíprocas", afirmou.
O politólogo Serguei Markov defendeu que "a Rússia ganha com a vitória de Obama", principalmente, porque "não tem assessores russófonos como os que se concentram em torno de Romney".
"Mais que um rival, Obama vê na Rússia um parceiro estratégico para resolver as tarefas comuns que se colocam perante o mundo", assinalou.
O senador russo Mikhail Marguelov foi mais pessimista nos prognósticos, frisando que a política de reinício entre Moscovo e Washington, no primeiro mandato de Obama, esgotou-se e as divergências sobre o escudo de defesa antimíssil norte-americano na Europa poderão criar problemas nas relações bilaterais.
"No segundo mandato, Obama enfrentará um contexto internacional bastante difícil, em particular no que respeita ao Irão, Síria, Afeganistão, consequências da "primavera árabe", bem como as relações com a Europa e a China", enumerou o senador.
O deputado e politólogo Alexei Puchkov defendeu que a vitória de Obama "impediu a desforra de direita, o que é melhor para o mundo".
"Nas, nos Estados Unidos, irá acentuar-se a divisão da sociedade e terá lugar uma escalada de ódio", escreveu Puchkov no seu blogue.

1 comentário:

Marshall Zhukov disse...

Para os Estados Unidos, a Rússia e a China oferecerão um buquê de flores... Elas serão usadas no funeral da América!!!