quinta-feira, novembro 01, 2012

União Europeia faz lembrar a agonia da URSS?





À medida que a União Europeia se vai afundando nos seus problemas económicos, sociais e políticos, tornam-se cada vez maiores e mais perceptíveis as semelhanças com a União Soviética nas vésperas da sua desintegração em 1991.
A União Europeia e a URSS foram criadas, a crer na teoria, por motivos idênticos e com objectivos nobres. Tanto a UE como a URSS tinham como bandeira visível a união de povos numa base de igualdade, fraternidade, com vista a pôr fim a guerras, etc., etc.
Porém, a realidade era outra. Na URSS, os bolcheviques criaram, nas ruínas do Império Russo, uma plataforma para a “revolução mundial”. Na União Europeia, cada um dos membros entrou com os seus interesses nacionais.
A ditadura comunista conseguiu manter e alargar essa construção durante mais de 70 anos, mas logo que Mikhail Gorbatchov permitiu a liberalização do regime, o edifício começou a rachar e a desintegrar-se rapidamente.
A UE não é uma ditadura e, por isso, avançou enquanto foi possível superar as contradições existentes entre os membros. O problema complicou-se seriamente quando os membros foram convidados a perder parcelas da sua soberania e se viram perante uma profunda crise mundial.
Importa também dizer que a crise na União Europeia foi acelerada pelo alargamento demasiadamente brusco dessa organização, permitindo a entrada de novos membros com sistemas económicos, políticos e sociais pouco preparados para a adesão.
Estes e outros factores (nomeadamente o afastamento da burocracia de Bruxelas em relação às realidades nacionais, a falta de controlo sob os fundos atribuídos, a criação de uma moeda única sem a formação de órgãos comuns suficientes para a gerir, a crença ilimitada no mercado, a submissão do poder político ao poder financeiro especulativo, etc.) colocaram a União Europeia perante um dilema decisivo: ou avançar para reformas profundas rumo à criação de uma Federação de Estados Europeus, com uma economia moderna e a manutenção de um estado social sustentável, ou o declínio e desintegração com consequências imprevisíveis.
E aqui as semelhanças entre a UE e a URSS são muito fortes. Quem viveu na URSS ou acompanhou a situação desse país entre 1985 e 1991, lembra-se que logo que Gorbatchov permitiu abrir a boca aos soviéticos (ainda se estava muito longe da liberdade de expressão) e se constatou que o sistema económico de planificação centralizada era um travão ao desenvolvimento do país, começaram a ouvir-se vozes de que umas repúblicas da união davam mais ao centro e recebiam menos dele do que outras.
Nas três repúblicas do Báltico, esse argumento foi vital para dar início ao movimento que passou a exigir a saída da Letónia, Lituânia e Estónia da URSS. Primeiro vieram pedidos de autonomia económica, depois as exigências de independência.
Alguns dos dirigentes russos, com Boris Ieltsin à cabeça, aproveitaram a oportunidade para tirar o tapete a Mikhail Gorbatchov, Secretário-Geral do PCUS e Presidente da URSS, argumentando que a Rússia se transformaria num “paraíso” económico e social se lançasse fora o balastro que constituíam muitas das outras repúblicas da União Soviética.
Por outro lado, o próprio Gorbatchov não conseguia dirigir as ondas de mudança, nem reagir preventivamente. Por isso, quando tomava uma medida, quase sempre com vista a agradar a gregos e troianos, ela já estava ultrapassada. Ele próprio reconheceu isso em relação à forma tardia como tentou reformar a união das repúblicas. As repúblicas do Báltico estavam perdidas por motivos históricos, mas poderia ter sido salvo um núcleo bem mais numeroso, por exemplo, Rússia, Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão.
Quando o edifício ruiu, os que melhor se prepararam para a fuga foi os que menos sofreram com a desintegração da URSS. O exemplo mais real foi o da Estónia, que cortou rapidamente o cordão umbilical com Moscovo criando uma nova moeda e empreendendo reformas profundas em todos os sectores. Claro que se trataram de reformas extremamente dolorosas, mas mais vale cortar o rabo do gato de uma vez do que às fatias.
Na União Europeia, tal como na URSS, ouvem-se vozes de que os países do sul são uns parasitas que vivem à custa dos do norte, etc., etc.
O Dr. Durão Barroso faz lembrar Mikhail Gorbatchov no seu pior, pois revela toda a impotência da organização que dirige. Pode apresentar boas ideias, mas não consegue realizá-las, porque o poder está noutros centros de decisão. É difícil chegar a consensos com 27 membros e todos com direito a veto.
A sra. Merkel, um verdadeiro Ieltsin de saias, tudo faz para vencer as próximas eleições no seu país, mesmo que para isso seja preciso deixar a União Europeia em ruínas.   
O primeiro-ministro inglês, David Cameron, parece querer desempenhar na UE o papel da Jugoslávia no antigo campo socialista, uma espécie de testículos que participa, mas não entra.
Nesta situação, estou de acordo com aqueles que defendem que Portugal e outros países do Mediterrâneo devem elaborar planos para saída do euro.

Quererão os europeus guerra?

À primeira vista, parece uma pergunta absolutamente ridícula, mas o facto é que as guerras podem voltar em força ao Continente Europeu. Neste sentido, estou plenamente de acordo com a entrevista concedida hoje pelo capitão Vasco Lourenço à Agência Lusa.
Noutros tempos, crises como a actual eram resolvidas através de guerras mundiais, o que hoje parece impossível, pelo menos nos mesmos moldes a que estávamos habituados a ver.
Porém, depois do erro crasso, diria mesmo crime, que foi o reconhecimento do Kosovo pelos Estados Unidos e União Europeia (abriram uma autêntica caixa de Pandora), a guerra poderá ser uma forte realidade caso a Europa não consiga arranjar curas para os seus pesados males.
E nós, portugueses, devemos ter em conta que a guerra pode acontecer junto das nossas fronteiras, na vizinha Espanha, o que poderá ter pesadas consequências para nós. Se a Catalunha for para a frente com o referendo e vencer o sim à independência, o que impede o País Basco e outras regiões de Espanha de seguirem o exemplo? Poderá ser o efeito do dominó que se alargará a França, Bélgica, etc.
E qual é o argumento dos separatistas catalães? Se sairmos de Espanha, iremos viver melhor, porque temos somos mais desenvolvidos, etc., etc. Onde é que eu já ouvi isto?
E para terminar, gostaria de ser optimista, mas não posso, pois a Europa é governada por uma elite muito pouco competente e, muitas vezes, promíscua, que coloca os seus interesses pessoais acima dos interesses comuns.
Difíceis tempos nos esperam…
 

27 comentários:

Fausto Tamen disse...

Caro Milhazes,
Porque diz que o reconhecimento do Kosovo é um crime?

Jose Milhazes disse...

Porque abriu um perigoso precedente de alteração das fronteiras na Europa.

Fada do bosque disse...

Obrigada por este excelente artigo que irei divulgar.

Fada do bosque disse...

Alguém que corrobora a sua visão:

O "capitão de Abril" Vasco Lourenço considera que uma guerra na Europa é inevitável, se esta se continuar a "esfrangalhar", e defende a rápida saída de Portugal do Euro, preferencialmente em conjunto com outros países na mesma situação.

http://paginaglobal.blogspot.pt/2012/11/guerra-na-europa-e-inevitavel-diz-vasco.html

Miguel Loureiro disse...

Boa comparação e o mesmo sentimento em relação à saída do euro. Mais viver pobremente com o fruto do nosso trabalho do que ser subjugado por ladrões "inteligentes" e sem autoridade legal e democrática.
Se quiser uma boa análise sobre a Europa, leias isto:
http://contra-faccao.blogspot.pt/search?updated-max=2012-10-30T10:30:00Z&max-results=10

Anónimo disse...

Que saudades do tempo do Salazarismo... Bem dizia o Doutor Salazar, mais vale pobres do que colónias do capital estrangeiro.

OMI

Benedito Venturoso disse...

Grande manifestação, Milhazes!
E que coragem de citar Kosovo como um precedente trágico para a disseminação da barbárie na Europa! Kosovo é uma criação do cinismo europeu e mantém-se à custa dessa reserva infinita de hipocrisia, que é a matéria-prima mais abundante na Europa. Não há raciocínio ou argumento que justifique que a Europa tenha apoiado a existência do estado artificial de Kosovo e não apóie a demanda secular do povo Basco de viver em sua própria nação. É mais do que óbvio que a oportunidade da partição chegou, com Madri de joelhos diante da crise econômica à qual governos de todos os matizes se mostraram incapazes de resolver; com a casa imperial dando sinais melancólicos de decadência com o rei boquirroto que envergonha a Espanha com seu mau-caratismo de caçar elefantes na Europa enquanto o país sucumbe na crise e no desemprego.
Milhazes, acho que as suas advertências fazem sentido na Europa contemporânea. É apavorante observar os comportamento belicistas a conquistar espaço à elegância e civilidade européia.
O mau-exemplo já se propaga além das fronteiras européias. Párias da civilização política ocidental como Lukashenko já estão a se sentir trinfantes diante a debilidade do democratismo europeu, o que é lamentável. Não nos esqueçamos que Putin, quando reeleito, como primeiro gesto internacional viajou à Minsk e selou a cumplicidade política com o regime ditatorial belorusso. Todo o desprezo da Rússia ao pluralismo político agora é reforçado pelo caos político pan-europeu. Ou seja, os autocratas da periferia européia estão sendo vitaminados pela debilidade política do regime da União Européia. Impossível ser otimista nessa conjuntura européia!

Pippo disse...

"E para terminar, gostaria de ser optimista, mas não posso, pois a Europa é governada por uma elite muito pouco competente e, muitas vezes, promíscua, que coloca os seus interesses pessoais acima dos interesses comuns."

Este é um dos meus principais argumentos quando afirmo que na EU-ropa não há democracia, há, isso sim, uma partidocracia ou uma plutocracia disfarçada.

Já agora, Vladimir Bukovksy também se referiu a esta semelhança União Europeia - URSS:
http://www.brusselsjournal.com/node/865

Cristina Mestre disse...

Artigo muito lúcido, totalmente de acordo. Sim, podemos vir a ter uma guerra na Europa. Devemos fazer tudo para o evitar porque isso seria dramático.

Fada do bosque disse...

A crise" da dívida é a forma de se iniciarem guerras e é com estas guerras que o capitalismo se perpetua.

Penso que desta não nos livramps, imfelizmente. A UE do pensamento único, nunca foi uma democracia, Se o o fosse, os povos tinham sido consultados sobre a adesão à UE, ao euro, ao vergonhoso Tratado de Lisboa e ao MEE, por exemplo. Tudo isto foi imposto.

Diabolicus disse...

Excelente artigo de opinião José Milhazes.

Completamente identificado o problema no egoísmo político e pessoal e na forma precipitada ou "em cima do joelho" como foi criada a moeda única.

Os países pertencem a uma união mas continuam-se a comportar como independentes.
Os partidos pertecem a países mas continuam a comportar-se como independentes.
As pessoas pertencem a partidos e continuam a preocupar-se apenas com o seu umbigo. A política foi invadida de párias sem valores.

everardo disse...

Alô, caro José Milhazes!

Satisfação ao "revê-lo".
Te confesso não ter lido o texto completo - apenas o primeiro parágrafo - e, francamente, não concordo com essa comparação da "agonia da antiga URSS" com a atual desintegração da UE. O que nos foi passado àquela época, 1991 até hoje não é mais que uma versão ocidentalizada para objetivos truculentos com fim de seduzir e dominar mais zonas comerciais, que eu chamo de expansionismo ocidental degenerado, que, aliás, fracassou hoje. O modelo da administração Putin é que está a sobressair-se salvar-se melhor.

E como de costume o ocidente com sua democracia dispendiosa, frágil, totalitária e mal-cheirosa, tem insistido em avanços para dominar a cultura russa, o fazem a esquecer de apontar os teóricos do neoliberalismo capital, quais sejam, Margareth Tacther, Ronald Reagan, Bill Clinton, John Major e mais todos que foram alunos de Oxford, Yale, etc. Caberia uma pergunta que eu não mais repetirei, por motivos de censura.

É isto, meu caro, um abraço e até a próxima. Lembranças a Medvedev.

everardo, de Teresina, Brasil.

Fada do bosque disse...

Encontrei esta informação que gostaria de aqui deixar:

Ordem política do belicismo estrutural

Na dimensão política da crise se constituiu um "novo" comando, pautado pela ordem armada do capital, que é cada dia mais violento. Essa articulação passou por uma reformulação no sentido de unificar o bloco de forças que tem na defesa do neoliberalismo, a sua agenda constante. Essa síntese política e ideológica sacralizou, numa inflexão à direita, um conjunto de forças que antes tinha pequenas divergências de método, mas que agora unificaram-se na perspectiva de um padrão de disputa que encontra fundamentos na americanização da política. Portanto, temos um projeto do bloco conservador que é operado na esfera política e na sociedade civil, por uma política e dois partidos, com todo o seu arcabouço montado a partir de uma estrutura de coalização política e nos aparerelhos de hegemonia.

Uma política e dois partidos, mas também, uma direita e dois partidos. Esse projeto originário do sistema eleitoral estadunidense, com o acirramento da luta de classes, a burguesia agiu para torná-lo perene em amplos espaços da cena política mundial, como forma de dominação sem risco através de eleições "seguras". Passamos a ter esse modelo na política alemã, isso tem ocorrido na França, na Espanha, em Portugal, Canadá, India, Chile, México, Itália, Paquistão, Austrália, e está consolidado na Inglaterra. A partir da primeira década do século XXI, o Brasil iniciou a sua adesão a esse modelo, com a indiferenciação, a grosso modo, das políticas entre o PT [6] e o PSDB [7] (...)
Essa americanização da política tem, no modelo estadunidense, uma "forma enfim encontrada" para permitir à "disputa" eleitoral manter intacto o aparato ideológico conservador, realizando o ciclo jurídico da "democracia" burguesa, do qual sairá vencedor o partido republicano ou o partido democrata, mas principalmente a burguesia, que apenas realiza a disputa entre as suas frações, para saber quem será hegemônico no bloco que controlará o poder (POULANTZAS, 1971).


http://resistir.info/brasil/belicismo_do_capital.html

DMDL disse...

Sr milhazes,

So faltam as filas, o racionamento de generos as filas do pao, os gulags, as proibiçoes de viajar, a invasao do afeganistao, as purgas, as fomes, pequenas e grandes, uma unida de criada de uma guerra civil, um estaline, um lenine, um dzerzinki e todo um grupo de carrascos, etc e estamos la mesmo, ou talvez nao. Ate ver os supermercados estao abastecidos e nao temos de pagar aos camaradas das lojas... Nao concordo por nada com o q escreve nem isso faz qualquer sentido. Cumprimentos DL

PortugueseMan disse...

Eu não me revejo nestas ideias.

Eu considero que o caminho que está a ser seguido (a criação da União Europeia) é um excelente caminho a seguir.

Agora, é claro os problemas existem. Más opções foram tomadas e existe um preço a pagar por cada uma delas.

Mas concordo com a direcção que a Europa está a seguir.

Na minha opinião quanto mais velha for a geração, maior é a resistência á união de valores, ao sentimento de perda de identidade da nação.

Mas as gerações mais recentes cada vez vêem com mais naturalidade a Europa como um todo. Se gerações assistiram ainda à passagem do escudo para o euro, os filhos dessa geração, já não conhecem o escudo.

Com a explosão da internet, com a abertura das fronteiras, com as viagens low cost, a facilidade de comunicação é enorme, penso que as novas gerações, vão rever-se numa nova entidade, são europeus.

Agora, isto é um longo caminho a percorrer, a UE é um projecto de muito longo prazo e claro, vai encontrar muitas tempestades pela frente.

Estamos num periodo complicado, e vamos estar nele por uns anos, mas a vida não é só rosas. E por muito mal que estejamos, estamos muito melhor que muitas partes do mundo. E estamos melhor que as gerações anteriores.

Não há rosa sem espinhos, não há bela sem senão e quem se casa não vive feliz para sempre num castelo.

Existem sempre vozes discordantes, independentemente do caminho escolhido e sempre que aparecem adversidades, as vozes discordantes falam mais alto.

Mas eu sou daqueles que acha que o caminho a seguir é o correcto, uma união a todos os níveis.

Acho impensável que Portugal saia da União, que abandone o euro. Ficarmos na periferia da Europa e com uma moeda fraca, penso que ficariamos completamente entregue aos bichos.

O caminho que estamos a percorrer é o melhor caminho para não assistirmos a guerras neste continente e penso que seja o melhor caminho a percorrer pelos os Europeus.

Eu também tenho muitas críticas sobre opções politicas tomadas, mas concordo com o rumo que a Europa está a tomar e espero que se consiga resolver as coisas como um todo. Que existem mais coisas positivas que negativas nas opções tomadas.

Jose Milhazes disse...

Caro PM, eu gostaria que as minhas previsões falhassem e as suas se realizassem. Eu considero que a Europa só sobreviverá junta, unida, com políticas comuns.
Caro DL, discordar é a coisa mais normal deste mundo.

Fada do bosque disse...

Para quem quiser ficar esclarecido com o que se passa com a Grécia e não só veja este documentário excelente... é que coisas destas não passam nos Media e logo se ficará a perceber, o que se está a passar no Sul da Europa e com o que vamos levar em cima.

Catastróica

http://www.youtube.com/watch?v=Qam7h1jMIwI&feature=share

Fada do bosque disse...

Aliás, esse documentário é também uma comparação do que se está a passar na UE, com o que já se passou na Rússia.

Fada do bosque disse...

Peço desculpa, aqui vai o doc. desde o início:

http://www.youtube.com/watch?v=RXYAJF9ZmkY

PortugueseMan disse...

O futuro o dirá.

Eu estou confiante no futuro da Europa, tal como estou positivo no caminho que a Rússia percorre.

Penso que o caminho que ambos percorrem tem mais aspectos positivos que negativos.

Fada do bosque disse...

Portuguese Man,

Se vir o documentário, não sei se permanecerá tão optimista...

PortugueseMan disse...

Fada do Bosque,

Na sua opinão, o que acha que vai acontecer?

PortugueseMan disse...

Fada do Bosque,

Na sua opinão, o que acha que vai acontecer?

Fada do bosque disse...

Portuguese Man,

Sinceramente eu acho que isto vai dar guerra. No que me parece, vão-se começar a despoletar guerras civis nos países da UE, a não ser que as pessoas estejam numa escravidão cerebral de tal forma e anestesiadas pelos media, que já nem sequer saibam lutar para defender os seus direitos... ou então vai dar mesmo em guerra.

Isto porque há um século atrás, ou nem isso, as pessoas não tinham as condições de vida que agora têm, nem o mesmo nível cultural a nível geral e submetiam-se com mais resignação. Com a disseminação da cultura do ego e do imediatismo (tão apoiada pela Tatcher) juntamente com a qualidade de vida, os europeus não vão gostar minimamente de se submeter a outros povos e muito menos ao poder bancário como escravos, a não ser que a ditadura neoliberal, como penso, tenha já um dispositivo de controle policial e reprima toda e qualquer revolta, como se passa já nos EUA e que irá também, mais cedo ou mais tarde despoletar uma guerra civil. Com a legislação americana do Patriot Act, todo o Ocidente irá ficar debaixo do domínio de corporações. O povo europeu não se vai querer submeter... Sabia que já disponibilizaram os dados biométricos e genéticos dos portugueses aos EUA? Logo de seguida encontraram cá George Wright... Logo que esta coligação tomou posse foi a 1ª coisa que P. Portas fez.

Toda a Agenda 21 é desfavorável aos povos desde o Ocidente ao Oriente, mas os ocidentais vão retaliar, caso tenham hipóteses e digo isto, porque o poder financeiro possui já uma tecnologia tão avançada, que a escravatura está aí. Quanto aos povos se voltarem uns contra os outros, isso já é notório embora estejamos mais isolados uns dos outros que há um século atrás e pouco saibamos uns dos outros... caso não fosse a net, então nem se fala. Esse é o "muro invísivel" construido pelos Media que impede que as coisas não tenham já degenerado em guerra sangrenta.

A despopulação é um dos objectivos da Agenda21 mas até lá, muita coisa se vai passar. Lembrei-me esta semana do pós URSS, quando ouvi a notícia de que a tuberculose começou a aumentar muito em Portugal. Para mim esse indicador é assustador. Depois temos as regiões separatistas, focos de tensão em potência. Isto faz-me lembrar algima coisa... e a história tem o condão de se repetir.

Se a crise de 1929 foi mitigada com uma lei Glass Steagall, imagino esta, sem medida nenhuma por parte dos Estados, que por isso mesmo estão a ser despojados de Soberania.

Neste filme documentário,de extrema qualidade e realismo, vemos a revolta por causa da privatização da água na Bolívia:

http://www.youtube.com/watch?v=FaiuQX1epts.

Fada do bosque disse...

Nem sequer consigo imaginar a UE privatizada sem que isso dê guerra. A guerra sustenta o loby do armamento, destrói para que corporações como a Haliburton possam construir e ajuda a controlar o nível populacional, no nosso caso preferem a redução drástica porque o petróleo faz mover o mundo e não dura sempre. Vai chegar a um preço que só quase o 1% de priveligiados irá poder usufruir dele. Antes vamos ter uma guerra para ultrapassar e se o conseguirmos, nem quero imaginar a ditadura que será imposta subsequentemente.

Aqui vai o excerto de um doc. que William Cooper fez sair das sombras no seu livro Pale Horse, o que fez com que perdesse a vida.

http://marecinza.blogspot.pt/search/label/armas%20silenciosas

O intrigante, é que a Skynet pertence aos Rothschild.

Aqui vemos também que controla a net:

http://www.radioislam.org/islam/english/jewishp/internet/jews_behind_internet.htm



Este site mostra os objectivos dessa mesma família:

http://www.larouchepub.com/other/2010/3738rothschild_imperial_genocide.html

Algo sobre o Inter Alpha Group. Veja os membros:

http://en.wikipedia.org/wiki/Inter-Alpha_Group_of_Banks.

A Skywatch

http://sky-watch.dk/application.aspx

é também desta mesma família. As sete irmãs, estão debaixo da alçada deles e de mais meia dúzia de famílias.

Já para não falar na Arca de Noé que foi construída com o dinheiro dos europeus na Noruega, mas retiraram quase de imediato a reportagem da Globo do Youtube. Tenho pesquisado mas na net tudo desapareceu ou quase, sobre o assunto.

Uma reportagem esclarecedora é a de Jonh Pilger, The War you dont see, mas estão constantemente a retirá-la do youtube, mas deixo aqui este artigo:

http://marecinza.blogspot.pt/2012/03/por-que-as-guerras-nao-sao-relatadas.html




Não me parece que o império não esteja já consolidado e penso que mais cedo ou mais tarde irá haver guerra, tanto entre povos de uma Nação, como Nações entre si. Acho que já começou mas ainda não a sentimos na pele.


A crise foi forjada para a despoletar.

O que está como pano de fundo? O pico do petróleo e controlo.

Esta é a minha opinião, infelizmente...

Fada do bosque disse...

Só para ter a certeza vim ver se os links não tinham sido desactivados a partir deste blogue e hélas, o da Wikipédia foi, como já me tem acontecido. Através do email dá acesso, mas eu deixo aqui o conteúdo:

The Inter-Alpha Group of Banks was created in 1971 by six European Community banks in order to provide a platform for the regular exchange of ideas and to explore areas for cooperation between its member banks. The Group is a non-hierarchical association and is maintained by mutual agreement with each bank retaining its full autonomy and independence.
Contents

1 Function
2 Members
3 Source
4 See also
5 External links

Function

The Group’s function has evolved to:

- Provide a platform for the regular exchange of ideas at the executive and senior management level
- Allow specialists to meet and discuss topics of particular interest
- Establish areas of cooperation, particularly in international trade
- Train bank management through annual Inter-Alpha Banking School and annual Inter-Alpha Banking Management Programme at INSEAD at Fountainbleau near Paris
- Create a framework for individual banks within the Group to work together.
Members

Membership of the group has now grown to eleven banks, representing fifteen European countries, namely:

AIB Group, Ireland
Banco Espírito Santo, Portugal
Commerzbank, Germany
ING Group, Netherlands
Intesa Sanpaolo, Italy
KBC Bank, Belgium
Nordea, Denmark, Finland and Sweden
National Bank of Greece, Greece
Royal Bank of Scotland Group, UK
Santander, Spain
Société Générale, France

Mauro Guillén, The Rise of Spanish Multinationals, European Business in the Global Economy

See also

European Financial Services Roundtable
Financial market
Financial services

External links

Inter-Alpha Group of Banks

Fada do bosque disse...

Sobre o Inter Alpha Group:

http://octopedia.blogspot.pt/2011/01/grupo-inter-alfa-um-dos-tentaculos-do.html