sexta-feira, janeiro 25, 2013

Confrontos no Cáucaso do Norte em 2012 provocaram a morte a 200 soldados e 400 rebeldes separatistas



 Mais de 200 representantes das forças da ordem e cerca de 400 alegados rebeldes foram mortos em 2012 no Cáucaso russo, informam as autoridades regionais.
Segundo o chefe da representação local do Ministério do Interior da Rússia, Serguei Tchentchik, 211 polícias e soldados foram mortos no Cáucaso do Norte, que reúne repúblicas instáveis como Tchetchénia, Daguestão e Inguchétia.
As forças policiais liquidaram 391 presumíveis rebeldes, entre os quais 50 comandantes, acrescentou, citado pelas agências russas.
Além disso, 461 rebeldes e cúmplices foram detidos pela polícia.
Tchentchik afirmou que 40 grupos de rebeldes continuam a atuar no Cáucaso do Norte, contando com cerca de 600 membros ativos.
Não obstante as numerosas operações com visa a neutralizá-los, as autoridades reconhecem que “os rebeldes continuar a atrair novos membros”.
Estes rebeldes são seguidores de correntes extremistas do Islão e combate pela separação dessa região da Rússia.
Os analistas atribuem a continuação das atividades da guerrilha separatista ao desemprego e corrupção existentes no Cáucaso, bem como aos excessos das forças da ordem contra os habitantes locais.

9 comentários:

PEDRO LOPES disse...

Os analistas atribuem a continuação das actividades da guerrilha separatista ao desemprego e corrupção existentes no Cáucaso, bem como aos excessos das forças da ordem contra os habitantes locais.

Dr Milhazes, quem são estes analistas?

No Mali são extremistas islâmicos, na Rússia são libertários?

Na Siria e Libia voltam a ser libertários?

No 11/set (A grande farsa) foram terroristas?

Terroristas vs rebeldes democratas
------> Que patetice.
Será que só eu é que vejo isto?

PEDRO LOPES disse...

Tomai e comei todos:

http://en.rian.ru/russia/20130125/179025773/Duma-Approves-Gay-Propaganda-Bill.html


Toma lá que já almoçaste.

Ainda há tomates para contrariar a descaracterização ocidental, de banalizar os mais profundos valores, de destruir tudo com base no consumismo cada vez virado para as multinacionais....



Viva a Rússia. É o único recanto que resta de sanidade.

Pippo disse...

O título da notícia tem de ser revisto pois, como vem adiante informado (e obviamente já se adivinharia), tratam-se de polícia e soldados, e sobretudo aqueles.

Quanto às razões para a "continuação das aCtividades da guerrilha separatista", obviamente NÃO SÃO ao desemprego e a corrupção existentes no Cáucaso, nem os excessos das forças da ordem pois, como bem o apontou o Pedro Lopes, se assim fosse não haveria guerrilhas islamitas em Marrocos, Argélia, Tunísia, Mali, Nigéria, Líbia, Egipto, ... É preciso continuar? A lista vai até à China, passando cá pelo burgo.

As razões para a existência de guerrilhas e movimentos terroristas islamitas prendem-se exclusivamente com a religião e a mundividência dos povos do Islão. Caso assim não fosse, a Índia, país paupérrimo onde milhões "sobrevivem" sabe Deus como, teria N organizações terroristas hindús e cristãs... e contudo... onde é que elas estão? Em compensação, a índia é vítima das exacções de vários grupos terroristas muçulmanos, não só na habitual Caxemira, mas até na Estado de Kerala, bem a sul...

José Milhazes disse...

Caro Pippo, você sabe bem que o movimento separatista na Tchetchénia era, inicialmente, laico. Ele adquiriu um cariz religioso durante a guerra, quanto à Tchetchénia começaram a chegar mercenários islâmicos. Dudaev era um ateu soviético que aprendeu a rezar depois de encabeçar a guerrilha tchetchena.
O desemprego, a corrupção e as medidas repressivas indiscriminadas da política e tropas russas contra os habitantes locais são as razões que levam os jovens a juntarem-se à guerrilha no Cáucaso.

Pippo disse...

"O desemprego, a corrupção e as medidas repressivas indiscriminadas da política e tropas russas contra os habitantes locais são as razões que levam os jovens a juntarem-se à guerrilha no Cáucaso."

Claro, claro, e tornam-se todos fanáticos islâmicos porque não arranjam o seu emprego de sonho e levam umas cacetadas da polícia... só ainda não compreendo como é que não há terrorismo cristão na América Latina ou terrorismo hindú na Índia.

Se fosse como diz, JM, a guerrilha seria nacionalista laica ou comunista, como o ETA, o IRA, as FARC ou os maoistas nepaleses ou indianos. Mas não. A guerrilha é islamita, radicalmente religiosa, e isso vai muito para além das meras aspirações políticas. A própria deriva islamita durante a 1ª Guerra Chechena é testemunho de que o problema não é apenas político mas também, ou sobretudo, sócio- religioso.
Há dúvidas? Veja quantos ataques terroristas "cristãos" ocorreram na Europa Ocidental e quantos ocorreram pela mão de islamitas. E agora veja os porquês....

Ricardo disse...

Depois da primeira guerra (1994-1996) a Rússia deixou a Chêchenia por sua e como resultado o estado se transformou no caos dominado por várias gangues que se degladiavam entre si, e não satisfeitos com a Chechênia eles partiram para dominar a Daguestão, como a Rússia não aceitou, fizeram atacas em Moscou. O resto todos sabem. Agora vamos olhar pelo Brasil que é uma democracia sem constentações, o desemprego é baixo, todos tem oportundiade de estudar e ninguém mais passa fome graças a programas do governo. Bom, na Síria a guerra já provocou 60.000 mortes, no mesmo periodo no Brasil foram 90.000 assassinatos. Em suma, é facil perceber que a violência é muito mais complexa que os "especialistas" podem imaginar.

José Milhazes disse...

Caro Pippo, eu concordo consigo, mas, no caso do Cáucaso, e concretamente na Tchetchénia, o conflito, inicialmente, não tinha carácter religioso, mas económico, social e político. Você sabe que, durante a era soviética, o Islão, tal como outras religiões, era rigorosamente controlado. Por isso, só a pouco e pouco começou a ganhar terreno no Cáucaso, nomeadamente as correntes mais radicais.
A Rússia tem de encontrar soluções para não perder o Cáucaso do Norte e uma delas é tentar ganhar o apoio da população com o melhoramento das condições de vida e não prender pessoas a torto e a direito.

Pippo disse...

Concordo, não se podem prender pessoas a torto e a direito, aliás, as operações anti-guerrilha e anti-terrorismo têm um cariz policial e social onde a participação das forças militares devem corresponder, grosso modo, a 10% da acção, ao passo que a recolha de informação e a actuação política e social junto das populações deve corresponder ao restante. A título de exemplo poderemos ler os livros "Manual de Estratégia Subversiva", "Como Vencemos a Guerra" e "Guerra do Povo, Exército do Povo", do Nguien vo Giap, e "A Guerra de Guerrilha" do Che Guevara, onde estão explanadas as necessárias actuações político-sociais, nomeadamente, junto dos camponeses vietnamitas, a "luta pela terra" destes contra os latifundiários.

Contudo, na luta contra grupos islamitas, esta lógica não funciona pois a par de eventualmente legítimas justificações para a luta subversiva (trabalho, pão, habitação, etc., e a luta pela independência), temos o elemento intemporal e inegociável da religião, sendo que, no caso do Islão, estamos perante uma religião que nos seus fundamentos e até mesmo na sua génese, com Maomé, é fundamentalmente uma religião violenta e que se impõe pela força. E que vê o Mundo não islâmico como a "Casa da Guerra" (que não é, como alguns o dizem, uma expressão figurativa). E que só negoceia como forma de "ganhar tempo" até à nova jihad (que historicamente nunca foi interpretada como "interior" mas sim como "exterior", isto é, violenta).
Só a reeducação da população através de imams oficialmente aprovados e a eliminação de líderes religiosos radicais poderia atenuar este problema. No entanto, no Islão sunita isso é impossível pois não existe um "clero" regular, como no xiismo, mas sim líderes religiosos carismáticos, que podem surgir do nada, e que interpretam o Alcorão e os Hadiths à sua maneira.

Em suma, o terrorismo "independentista" no Cáucaso não pode ser quebrado só com políticas sociais, pois a sua essência reside na religião e esta, no caso sunita, sob influência de líderes radicais transnacionais, é de difícil, senão de impossível controlo.

Wandard disse...

"Agora vamos olhar pelo Brasil que é uma democracia sem constentações, o desemprego é baixo, todos tem oportundiade de estudar e ninguém mais passa fome graças a programas do governo."

Gostei da Ironia.

O Brasil teve 49.932 homicídios em 2010, com uma taxa de crescimento médio de 4,4% ao ano, se formos analisar todos os dados estatísticos veremos que foi aumentando desde a campanha do desarmamento e a burrice continua, apoiada pela mídia demagógica da Globo por uma grande leva de marionetes e papagaios de pirata. As estatísticas do número de mortos na Síria não é considerada como verdadeira, visto que é propagandeada conforme os interesses dos Estados Unidos e os cupinchas da Otan e os seus parceiros jornalistas, para sensibilizar a população leiga mundial.

Ou seja, a sujeira continua a mesma.