quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Presidente francês convida homólogo a conversar sobre a Síria na companhia de uma garrafa de “Porto”



O Presidente francês, François Hollande, fez uma série de novas propostas sobre a normalização da situação na Síria, mas a discussão era para continuar em torno de uma garrafa de Porto.
O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu que o tema da Síria foi alvo de uma tempestuosa discussão no Kremlin e tentou “atirar água para o fogo”.
“Pareceu-me que, aqui, não basta uma garrafa de bom vinho, mas é preciso uma de vodka para compreender tudo logo. Devemos sentar-nos e pensar”, declarou ele numa conferência de imprensa com o seu homólogo francês.
“Será melhor com uma garrafa de “Porto””, propôs Hollande.
Putin, pelo seu lado, informou que “durante a discussão, o Sr. Presidente formulou algumas novas propostas, que, me parecem, podem ser discutidas com todos os parceiros e tentar realizá-las”.
Antes do encontro, Hollande defendeu a possibilidade do diálogo entre o Governo sírio e a oposição, mas depois de Bashar Assad abandonar a Síria.
O Presidente da Rússia lançou também um apelo à comunidade internacional para não permitir o envolvimento de grupos terroristas internacionais na crise síria.
“Não se pode permitir que a tragédia síria seja utilizada por grupos radicais, terroristas internacionais para seus objetivos”, declarou ele numa conferência de imprensa com o seu homólogo francês, François Hollande.
Putin manifestou uma vez mais o apoio do seu país aos esforços militares da França no Mali no sentido de “fazer regressar a situação ao campo constitucional e democrático”.
Os dirigentes dos dois países analisaram igualmente o programa nuclear do Irão, tendo Hollande constatado que as conversações entre o sexteto (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha) não deram resultado, mas acrescentou que é preciso insistir na via das conversações para que o Irão renuncie ao programa nuclear militar”

O dirigente russo anunciou que Rússia e França tencionam, no quadro do programa conjunto Souyz, lançar seis satélites do Centro Especial das Guianas, na segunda metade de 2013.
Além disso, os dois países irão cooperar em áreas como a construção de aviões e energia, incluindo a nuclear.

2 comentários:

observador disse...

Lá está a falta que faz Portugal nos grandes e pequenos fóruns Internacionais ...

Anónimo disse...
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