
Catástrofe aérea pode ter provocado cerca de 150 mortos 50 feridos
Um Airbus da companhia aérea russa Sibir, que cobria a rota entre Moscovo e a cidade siberiana de Irkutsk, saiu da pista de aterragem, derrubou um muro de betão e foi embater contra um edifício. O choque provocou uma explosão e um forte incêndio que só acabou por ser extinto duas horas depois.
As equipas de resgate recuperaram sem vida cerca de 130 passageiros do Airbus que transportava cerca de duzentas pessoas. Uma fonte do Ministério do Interior citado pela agência TASS dava conta de que “35 passageiros e oito tripulantes foram hospitalizados e o resto dos ocupantes do aparelho – cerca de 150 – morreram” na catástrofe ocorrida durante a madrugada.
No aparelho encontravam-se numerosas crianças que iam descansar para o Lago Baikal, a maior reserva de água doce do planeta e um dos destinos turísticos mais importantes da Rússia.
Devido à parte da frente do avião ter ficado praticamente destruída, os feridos tiveram de ser evacuados pela parte traseira do aparelho.
Vladimir Putin, Presidente da Rússia, deu condolências às famílias das vítimas e ordenou a criação de uma comissão de investigação.
A Procuradoria Geral (Ministério Público) da Rússia considera que a causa mais provável desta catástrofe seja “problemas técnicos no aparelho”.
A bordo do avião seguia Serguei Koriakov, chefe da Direcção Regional de Irkutsk do Serviço Federal de Segurança (ex-KGB), mas o seu corpo ainda não foi encontrado pelas equipas de salvamento. Por isso, a polícia de segurança russa anunciou a criação de "um grupo operativo para investigar as causas da catástrofe aérea".
Em meados de Maio, outro Airbus - 320, das linhas aéreas arménias, despenhou-se no Mar Negro ao tentar aterrar no aeroporto da cidade russa de Sotchi, tendo o acidente provocado a morte de 113 pessoas.

3 comentários:
Duas notas:
1 - Esta noticia, pensando no artigo anterior deste bolgue, tem boas probabilidade de vir a aparecer em alguns canais de televisão em Portugal, pois é absolutamente fútil e inócua para o público, mas sensacionalista.
2 - Afinal não são só os aviões de fabrico soviético que caem, agora começaram a cair também os Airbus, o que leva a pensar que não será tanto o material, mas mais o modo como se lida com a segurança aeronáutica na generalidade dos países da ex-União Soviética.
Caro leitor, numa catástrofe aérea destas dimensões, é difícil falar em notícia "fútil" e "inócua para o público", e mais difícil ainda é chamá-la de "sensacionalista".
Quanto às causas da catástrofe, deixemos as autoridades competentes apurá-las. Infelizmente, os aviões caiem em qualquer regime político, até nos mais seguros. Se tiver dados estatísticos que provem outra coisa, cá estamos para publicá-los. Cumprimentos.
Caro José Milhazes,
Vou ter que me explicar melhor, pois não percebeu o sentido que quis dar às palavras 'fútil' e 'inócua':
Se por um lado todos os dias morrem centenas ou milhares de pessoas no mundo fruto de desastres, por outro lado é normal que aviões se despenhem uma vez por outra, mesmo sendo o meio de transporte mais seguro que existe, ainda assim nunca o será a 100%.
Uma noticia deste género é fútil e inócua, porque não leva a lado nenhum, a informação que dá às pessoas em Portugal é irrelevante, porque nada contribui para o seu bem-estar, evolução cultural ou cultura geral. Além do mais, poderá eventualmente criar medo de andar de avião ou voar na Air Sibir.
Por estes motivos a única consequência que vejo nela é o despertar de emoções, daí eu a conotar como sensacionalista. Faz todo o sentido no panorama usual das noticias dos noticiários dos nossos dias... o qual criticou no artigo anterior.
No entanto queria pedir desculpa se o ofendi com o meu comentário, não era essa a minha intenção.
Defendo que as noticias deveriam servir para instruir as pessoas, devendo ter algum tipo de mensagem ou informação pratica. Consegue-me dar algum exemplo de uma mensagem que um desastre de aviação como este dê às pessoas?
Penso que o seu blog tem muitas noticias deste género, por isso sou visitante assíduo.
Enfim, gostava de falar consigo sobre este assunto, mas aqui não há espaço.
Parabéns pelo blog.
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