
A polícia russa realizou centenas de detenções em São Petersburgo e noutras regiões da Rússia para impedir manifestações de protesto durante o encontro do G-8. Os militantes antiglobalização, reunidos no Fórum Social da Rússia, pretendiam fazer várias manifestações na cidade, mas as autoridades limitaram todas as suas actividades ao estádio de futebol Kirov, onde se juntaram cerca de 800 pessoas.
Os adversários da cimeira prometem chegar hoje ao centro da cidade mas, mesmo que o consigam, a dimensão dos protestos será muito menor do que aqueles que acompanham as cimeiras do G8 quando se realizam em cidades do Ocidente.
A operaçãoSão Petersburgo policiada e de cara lavada
As fachadas dos edifícios de São Petersburgo nas ruas por onde passarão as delegações foram apressadamente pintadas, as estradas receberam novas camadas de alcatrão e "elementos indesejáveis", como prostitutas e sem-abrigo, foram "aconselhados" a abandonar a cidade durante a cimeira. Além disso, as autoridades encerraram o aeroporto Pulkovo, que liga Petersburgo ao mundo, e o porto marítimo e controlam todas as entradas. Foi também decidido encerrar o maior cemitério da cidade, por ficar situado junto à estrada que liga o aeroporto ao Palácio de Constantino, onde terão lugar as reuniões oficiais. Serguei Ivanov, Ministro da Defesa da Rússia, revelou que os céus da cidade serão permanentemente vigiados por 21 caças, enquanto perto de cinco mil soldados e um número não divulgado de polícias, agentes de segurança e mergulhadores zelarão pela segurança dos convidados em terra e no mar.

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