
Com a liquidação física de Chamil Bassaev desaparece toda uma geração de comandantes tchetchenos carismáticos, o que faz prever o enfraquecimento quase total do separatismo na Tchetchénia.
A vítima inicial dos serviços secretos russos foi Djokhar Dudaev, primeiro presidente da Tchetchénia independente. Um míssil lançado por um avião russo a 21 de Abril de 1996 punha fim à vida do "pai do separatismo" no Cáucaso do Norte.
Salman Raduev, um dos mais cruéis comandantes da guerrilheira, foi capturado a 12 de Março de 2000 e faleceu dois anos depois numa prisão russa, onde cumpria a pena de prisão perpétua. A 20 de Março de 2002, Moscovo anuncia a morte de Emir Hatab, comandante da guerrilha de origem jordana e, segundo os serviços secretos russos, com ligações à Al-Qaeda.
Já em Fevereiro de 2004, agentes russos liquidam Zelimkhan Ianderviev, vice-presidente do governo independentista que se encontrava refugiado no Qatar.
Mas o golpe mais forte na direcção separatista tchetchena foi desferido com o assassínio de Aslan Maskhadov(na foto ao lado de Bassaev), a 8 de Março de 2005, por tropas especiais russas. Maskhadov tinha sido eleito Presidente da Tchetchénia nove anos antes, num escrutínio reconhecido pela comunidade internacional e por Moscovo, mas, mais tarde, desautorizado pelo Kremlin.O seu sucessor, Abdul-Halim Saidulaiev, foi também liquidado a 15 de Junho deste ano.
Resta Doku Umarov, um dos comandantes mais radicais da guerrilha separatista que veio substituir Saidulaiev.
"Umarov já não é uma figura carismática e tem muito má fama, mesmo entre os tchetchenos. Moscovo já não tem de se preocupar com a guerrilha, mas com Ramzan Kadirov, o chefe do governo tchetcheno pró-russo", considera Vladimir Dolin, especialista em assuntos do Cáucaso. "Kadirov e os seus 5000 homens armados, a maioria antigos guerrilheiros separatistas. Eram bons para matar, mas não se sabe bem o que irão fazer quando a guerra acabar."

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