
O homem mais procurado pelas autoridades russas nasceu na Tchetchénia a 14 de Abril de 1965. Em 1987, ingressou no Instituto de Engenheiros Agrónomos de Moscovo, de onde foi expulso. Chamil Bassaev participou desde a primeira hora no movimento separatista tchetcheno, que teve início em 1991. Em Novembro desse ano, desvia um avião civil soviético para a Turquia em sinal de protesto contra o anúncio de estado de sítio na Tchetchénia por parte Moscovo, mas é reenviado para casa em troca da libertação dos reféns. Em 1993-94, combate ao lado dos separatistas abkhazes contra o Governo central da Geórgia. É nessa altura que recebe treino dos serviços secretos russos que apoiavam os secessionistas daquele território georgiano.É em Junho de 1995 que Bassaev salta para as primeiras páginas dos jornais, quando, à frente de um comando tchetcheno fez mais de mil reféns num hospital da cidade russa de Budionovsk, numa acção que causou 129 mortos e 415 feridos. A partir daí, o seu nome aparece ligado a todos os ataques tchetchenos que provocaram centenas de mortos, incluindo as tomadas de reféns no Teatro Dubrovka de Moscovo (2002) e na Escola de Beslan (2004), bem como várias explosões no metro da capital russa.Em Setembro de 2004 o Kremlin anunciou uma recompensa de dez milhões de dólares (quase oito milhões de euros) por toda a informação que permitisse capturar ou matar Bassaev. Depois da morte de Aslan Maskhadov, líder dos separatistas tchetchenos, a 8 de Março de 2005, Bassaev tornou-se, de facto, no principal dirigente dos separatistas muçulmanos.

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