quarta-feira, junho 06, 2007

Arquivos confirmam que o filho de José Estaline morreu num campo de concentração nazi


Arquivos confirmam que o filho de José Estaline morreu num campo de concentração nazi

Nos arquivos do Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB) da Rússia há confirmações documentais suficientes de que Iakov Djugachvili, filho de José Estaline, foi realmente feito prisioneiro plos alemães, anunciou hoje Vassili Khristoforov, chefe dos arquivos do FSB.

“Nos arquivos há numerosos testemunhos de pessoas que estiveram com Iakov na prisão fascista” – declarou Khristoforov, acrescentando que “o filho de Estaline se comportou de forma digna”.

Porém, Khristoforov sublinhou que os serviços secretos alemães poderiam ter utilizado as notas dos interrogatórios do filho de Estaline “para a sua propaganda e para a organização de diversas provocações contra a União Soviética no período da Grande Guerra Pátria”.

Segundo a historiografia oficial soviética, o primeiro tenente Djugachvili, comandante de artilharia, foi feito prisioneiro em Junho de 1941 na Bielorrússia por tropas alemãs e foi internado num campo de concentração. Em 1943, encenou uma fuga e foi fuzilado pela guarda nazi.

Porém, recentemente, o historiador russo Serguei Deviatov, que ocupa o cargo de chefe do Centro de Imprensa do Serviço Federal da Guarda (FSO), organização encarregada de garantir a protecção dos dirigentes russos, anunciou que os arquivos nacionais e internacionais, nomeadamente o arquivo da família de Estaline, confirmam “indirectamente” a versão de que o filho mais velho de Estaline “não foi feito prisioneiro durante a Grande Guerra Pátria”.

Segundo o cientista, os alemães poderiam “ter encenado a prisão do filho de Estaline”.

“Existem cerca de 10 fotografias de Iakov Djugachvili na prisão– continua Deviatov. – Os especialistas de um dos centros do Ministério da Defesa analisaram-nas. Trata-se de fotomontagens bem feitas. O mais provável é que tenham sido utilizadas as fotos que foram encontradas no cadáver do primeiro tenente Djugachvili”.

O historiador fundamenta também a sua tese com o facto de não existir sequer uma imagem de Djugachvili filmada durante o seu cativeiro no campo de concentração nazi.

Porém, Deviatov deixou de lado os protocolos dos interrogatórios do filho do ditador soviético, bem como a certidão de óbito passada no campo de concentração de Saxenhauzen e os testemunhos dos guardas.

Há três anos atrás, a filha de Iakov, Galina, que actualmente reside em Moscovo, ofereceu cópias desses documentos ao Arquivo Nacional de Washington.

5 comentários:

anton disse...

uma interrogacao: por que chamar o senhor de "José Estaline" a manheira aportuguesada mas, por exemplo, no caso do historiador, utilizar "Serguei" e nao "Sérgio"? por que nao uniformizar?

Jose Milhazes disse...

Caro Anton, estou plenamente de acordo consigo, mas existe uma coisa que se chama tradição. A uns grandes estadistas, escritores, etc. traduzimos os nomes: Leão Tolstoi, czares Pedro, Nicolau, etc. Outros: Fiodor Dostoevski e os simples mortais não têm direito a isso. Eu sou da opinião de que nenhum nome deveria ser traduzido, mas deve saber que em Portugal não existe Academia da Língua Portuguesa para unificar estas coisas. Se existe, pouco faz.

António disse...

Hmm...curiosamente, nunca li em lado nenhum os nomes Guilherme Shakespeare ou Honório de Balzac...o que me leva a pensar que o critério em que se baseou a tradição foi a total ausência do mesmo.

Alegra-me que a coisa esteja a cair em desuso...obedecendo à tradição, seríamos forçados a chamar Valdemar ao presidente da Federação. :)

António Campos

Ralf Wokan disse...

Prezado José,

econtrei mais notícias sobre a captura do filho de Stalin:
http://forum.axishistory.com/viewtopic.php?t=9331

abraço
Ralf

José Silva disse...

No livro "Os últimos dias de Estaline", o autor Joshua Rubenstein escreve que Vassili foi com a sua irmã à dasha onde Estaline estava moribundo. Será verdade?