quinta-feira, outubro 18, 2007

Vladimir Putin destaca problemas internos em diálogo com russos


O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, concentrou-se hoje nos problemas internos do país, na conferência interactiva com a população, transmitida em directo por quatro cadeias de rádio e televisão russas.

Putin dialogou com os russos não só enquanto chefe de Estado, mas também como cabeça de lista do Partido Rússia Unida nas eleições parlamentares de 07 de Dezembro.

O chefe de Estado russo fez um balanço dos resultados do desenvolvimento económico da Rússia em 2007, sublinhando que "foram melhor do que esperados".

Segundo Putin, um dos maiores aumentos foi no sector da construção, que nos últimos cinco anos, registou uma taxa de crescimento anual de 15 por cento.

"Em 2007, a construção de casas sofreu um aumento de 34,4 por cento em relação ao ano anterior", sublinhou o Presidente russo. "Dois terços do crescimento económico pertencem a sectores como a construção civil, transporte, comércio retalhista, comunicações e investimentos", constatou.

Segundo Putin, nos primeiros oito meses do ano, os investimentos estrangeiros directos somaram 16 mil milhões de dólares, constituindo um aumento de 150 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Vladimir Putin defendeu que a Rússia deve desenvolver armentos além dos previstos na "tríade nuclear" (forças nucleares terrestres, aéreas e navais).

"Evitaremos concentrar todos os nossos esforços na "tríade" nuclear. Aprovámos um programa de armamentos até 2015 que prevê o desenvolvimento de todas as componentes das forças armadas", disse em resposta a uma pergunta colocada por um militar do centro militar espacial de Plisetski (norte).

Comentando as declarações que "se ouvem às vezes no Ocidente, de que é injusto que a Rússia tenha concentrado nas suas mãos tantas riquezas naturais, Putin sublinhou que o país "tem suficientes forças e recursos para se defender a si própria, assim como os interesses nacionais tanto no próprio território como noutras partes do mundo".

A pretensão às riquezas russas, segundo Putin, é "uma espécie de erotismo político que, no melhor dos casos, satisfaz alguns, mas dificilmente conduzirá a um resultado positivo".

Como exemplo, o Presidente russo mencionou o caso do Iraque, "um país pequeno que dificilmente poderá defender-se e que possui enormes reservas petrolíferas".

"Todos vemos perfeitamente o que se passa no Iraque. Sabem disparar, mas não conseguem impor a ordem. E é pouco provável que o consigam, pois não tem absolutamente nenhum sentido lutar contra o povo", declarou Putin numa clara alusão aos Estados Unidos.

Vladimir Putin defendeu a necessidade de Washington anunciar uma data para a retirada das tropas do Iraque.

"Se isso não for feito,sentindo-se sob a defesa segura do guarda-chuva norte-americano, a direcção iraquiana não terá pressa de desenvolver as suas próprias forças armadas e polícia", defendeu o dirigente russo.

Ao mesmo tempo, Putin disse concordar com o Presidente norte-americano, George W. Bush, quando afirma que as tropas norte-americanas devem estar no Iraque até que seja necessário para manter a segurança.

"A retirada do contingente militar dos EUA do Iraque só deve ocorrer quando a direcção do país puder, sozinha, manter a segurança e a estabilidade na região", declarou.

Sobre a informação de um alegado atentado durante a visita a Teerão, Putin considerou-a "uma tentativa de abortar a visita", frisando que era "prejudicial para a comunicação internacional".

"O diálogo directo com os chefes de Estado, em torno dos quais se acumularam alguns problemas, é sempre mais produtivo e um caminho mais rápido para o êxito do que as ameaças, sanções, para já não falar de uma intervenção militar", declarou o dirigente russo.

Putin frisou que "a Rússia construiu e vai continuar a construir relações de boa vizinhança com o Irão e desenvolve com ele importantes projectos de cooperação no sector energético, incluindo a energia nuclear, de modo que era necessário debater estes temas ao mais alto nível".

O chefe do Kremlin começou por felicitar os russos pela vitória da selecção de futebol do país sobre a Inglaterra, que abre as portas ao apuramento para o Campeonato da Europa de 2008.

O diálogo de Putin, que começou por saudar a vitória da selecção de futebol no jogo com a Inglaterra no apuramento para o Campeonato europeu de 2008, com os russos durou três horas, mas o Presidente russo não teve tempo para responder a mais de dois milhões de perguntas.

2 comentários:

Diogo disse...

Simon Wiesenthal – onze milhões de mortos no Holocausto

Portanto onde é que Wiesenthal foi buscar o número onze milhões, incluindo cinco milhões de não-judeus?

Numa conversa privada, Bauer colocou-lhe essa questão. E Wiesenthal contou a Bauer onde fora buscar esse número. Wiesenthal contou-lhe que o tinha inventado. É verdade, ele tinha-o fabricado! E porque o tinha ele inventado? Wiesenthal inventou-o, escreveu Bauer em 1989, "para fazer com que os não-judeus se sentissem como se fizessem parte de nós." Wiesenthal já tinha manifestado a um repórter do Washington Post em 1979, quando lhe disse que "Desde 1948 eu procurei com outros líderes judeus não falar dos aproximadamente seis milhões de judeus mortos, mas antes de onze milhões de civis mortos, incluindo seis milhões de judeus."

AQUI

Jose Milhazes disse...

Caro Diogo, já o avisei várias vezes de que os seus comentários nada têm a ver com o conteúdo das postagens. Será que tem dificuldades de entender isso?