domingo, janeiro 27, 2008

Mikhail Kassianov considera que foi afastado das eleições por motivos políticos


O antigo primeiro-ministro russo, Mikhail Kassianov, considerou a decisão da Comissão Eleitoral Central da Rússia de o afastar das eleições presidenciais, marcadas para 02 de Março, uma decisão política .
O dirigente da União Popular Democrática acusou o Presidente Putin de estar por detrás dessa decisão.
“Não há dúvida que a decisão de não registar a minha candidatura, tal como todas as decisões políticas importantes no sistema da “vertical”, é tomada pessoalmente por Vladimir Putin” – declarou o candidato da oposição liberal numa conferência de imprensa, realizada hoje em Moscovo.
“O actual poder é o total responsável por isso” – frisou Kassianov.
Segundo ele, “as esperanças no desenvolvimento do processo político no campo constitucional não se justificaram”, acrescentando que “o actual sistema político na Rússia, tal como na URSS, não pode ser sujeito a nenhum melhoramento nem a partir de dentro, nem de fora”.
“Enganam-se os que pensam que perdemos. Nós, não obstante tudo, vencemos, porque conservámos a honra e a dignidade, fazendo tudo o que de nós dependia na actual situação. Enganam-se os que pensam que a nossa campanha terminou. Ela apenas começa. Cada um pode dar o seu contributo para a construção da nova Rússia” – frisa Kassianov.
O candidato liberal afastado das presidenciais agradeceu a todos os que o apoiaram nos últimos anos. Mikhail Kassianov anunciou que ainda não decidiu se vai ou não recorrer da decisão da Comissão Eleitoral Central da Rússia no Supremo Tribunal.
A Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia decidiu, por unanimidade, afastar Mikhail Kassianov, antigo primeiro-ministro e candidato da oposição liberal, da corrida eleitoral a pretexto da recolha incorrecta assinaturas em seu apoio.
Os membros da CEC consideraram que mais de 13 por cento das assinaturas apresentadas pelo candidato liberal ao cargo de Presidente da Rússia estavam “incorrectas”, enquanto que a lei permite apenas 05 por cento. Kassinov teve de apresentar um mínimo de dois milhões de assinaturas visto que não é apoiado por partidos com assento na Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo.
O candidato da oposição liberal ainda tem a possibilidade de contestar a decisão da Comissão Eleitoral Central no Supremo Tribunal da Rússia, que se deve pronunciar num prazo de cinco dias.
Se Kassianov não recorrer ao Supremo Tribunal e for afastado da corrida, nas presidenciais russas participarão quatro candidatos: Dmitri Medvedev, que goza do apoio de Vladimir Putin e da Rússia Unida, Guennadi Ziuganov, dirigente do Partido Comunista da Federação da Rússia, Vladimir Jirinovski, líder do Partido Liberal Democrático da Rússia e, Andrei Bogdanov, dirigente do Partido Democrático e grão-mestre da Grande Loja Maçónica da Rússia.

1 comentário:

xicoribeiro disse...

O caminho unico que estão a impor ao povo russo, só tem um destino, a ditadura.
Alias, penso que o povo russo se deixa(e deixou) submeter facilmente a esse destino, porque lhe falta, caracter,independencia intelectual e ética.