sexta-feira, abril 18, 2008

Rússia deportou cinco sectários bielorrussos que esperavam o fim do mundo


As autoridades judiciais russas decidiram deportar cinco cidadãos bielorrussos que se encontravam entre os 35 membros de uma seita religiosa que esperavam o fim do mundo na aldeia Nikolskoe da região de Penza.
“O mais provável é que eles cheguem a casa, na Bielorrússia, onde ficarão à disposição dos órgãos do poder local, médicos e psicológos” – declarou à agência Interfax uma fonte na polícia russa.
As autoridades russas abriram uma excepção para uma família de bielorrussos, parte da qual se encontra ainda entre os sectários que se recusam a abandonar o refúgio subterrâneo. “A mãe e duas crianças, cujo marido e pai ainda se encontra debaixo da terra irão ficar a viver numa casa da aldeia Nikolskoe” – informou Oleg Melnitchenko, vice-governador da região de Penza.
O tribunal russo condenou também os membros da seita deportados ao pagamento de uma multa de cerca de 50 euros, porque “se encontravam ilegalmente no território da Federação da Rússia”.
35 cinco membros de um seita religiosa, dirigida por Piotr Kuznetsov, que actualmente se encontra internado num hospital psiquiátrico, entraram para um refúgio subterrâneo na aldeia Nikolskoe em Novembro do ano passado a fim de esperar o fim do mundo. Segundo Kuznetsov, o juízo final deverá ocorrer a 27 de Abril, dia em que os ortodoxos russos celebram a Páscoa. Após longas conversações, sete sectárias subiram à superfície no passado 28 de Março, 14 no dia 01 de Abril e mais três no dia seguinte. Porém 11 membros da seita continuam a recusar-se a abandonar o refúgio subterrâneo.
Vitali Nedogon, um dos chefes da seita que abandonou o refúgio, declarou que duas das mulheres que se encontravam na caverna tinham falecido, mas as autoridades ainda não conseguiram confirmar essa informação.

2 comentários:

Eduardo Jorge disse...

Viva meu caro José Milhazes,
Somente quero deixar-lhe um grande abraço pelo seu excelente desempenho como excelente jornalista que é.
Bem-haja.

Jose Milhazes disse...

Caro Eduardo, obrigado