quinta-feira, agosto 21, 2008

Rússia termina recuo de tropas, mas deixa militares na Geórgia

“A Rússia terminou o recuo para a Ossétia do Sul das unidades que desempenharam o papel de forças de manutenção de paz”, declarou Anatoli Serdiukov, ministro da Defesa da Rússia, num encontro com o Presidente do país, Dmitri Medvedev.
Segundo Serdiukov, o recuo começou às 06.00 horas (03.00 horas em Portugal) e terminou às 19.50 horas (16.50).
“O recuo das tropas russas com funções de manutenção da paz significa o cumprimento incondicional pela Rússia do plano “Medvedev-Sarkozy””, frisou o ministro russo.
Serdiukov informou também Medvedev, que é igualmente comandante-supremo das Forças Armadas da Rússia, que parte das unidades militares russas já foram retiradas da Ossétia do Sul para os seus quartéis na Rússia.
Kakha Lomaia, secretário do Conselho Nacional de Segurança da Geórgia, declarou hoje aos jornalistas que “as unidades militares russas abandonaram completamente os arredores da cidade de Gori, bem como as cidades de Khachuri, Kaspi e Zugdidi”.
Segundo ele, os militares russos ainda não desbloqueram a estrada que liga Tbilissi, capital do país, à cidade de Sinaki, onde se encontra uma importante base militar georgiana, que os generais russos afirmaram continuar a ocupar.
Serguei Lavrov, ministro dos Negícios Estrangeiros da Rússia, declarára antes que o seu país deixará no território da Geórgia propriamente dito 08 postos de observação com um número de soldados até 500.

17 comentários:

Luiz Eugênio Marcondes disse...

Bem, em primeiro lugar gostaria de saber quem é Vossa Senhoria. O senhor é jornalista russo? O senhor trabalha em algum jornal? Bem em relacao a este grave problema entre russos e os EUA, eu quero iniciar me comentario dizendo que há muito tempo atrás, lá em 1962, os russos foram instalar um grupo de misseis em Cuba. E o que aconteceu? Os americanos fizeram um cerco e deram um ultimato aos russos para recuarem ou senao iriam sofrer um ataque inimaginario. Bem ... passaram todos estes anos e agora os EUA fazem e repetem o mesmo exemplo da historia passada e reclamam da atitude dos russos. Eu no lugar dos dirigentes russos, faria sim, um ataque surpresa aos poloneses para servir de exemplo aos demais, pois os EUA atraves da NATO e CCE acabaram por cercar a Russia com sua falsa campanha de democracia, justamente para chegarem e apoderarem das estruturas das antigas aliancas russas e montarem um sistema de defesa unicamente para ferrar a Russia. Este plano já é bem velho, já pensado lá no passado mas só agora que os fatos se fizeram mais claros. Portanto, eu acredito que hoje a unica saida desta crise, será uma resposta rápida dos russos, mostrando que os mesmos nao sao fracos, pois caso contario, se a russia ficar apenas na promessa de contra-atacar e nao fazê-lo, vai mostrar ao ocidente que eles estao minguados e acuados com medo das forças americanas e do apoio da NATO. É chegada a hora dos russos e de seus poucos aliados, mostrarem capacidade de tomar conta da situacao, enviando a Cuba e Venezuela uma isntalacao completa de misseis SS 24 para persuadir o inimigo. Há tempo atras eu havia falado, de que o escudo anti missile americano tinha apenas o interesse de cercar os russos, e nao dando chance a resposta. Agora cabe aos russos a decisao cruel de responder ou calar e ser dominado pelas forcas estrangeiras, da mesma forma que a Alemanha fez ao assinar um acordo de nao agressao na Segunda Grande Guerra e depois invadir a nacao russa. Naquela epoca ela foi capaz de responder a altura e chegar ao territorio inimigo. Sera que hoje ela estaria capacitada para a mesma empreitada? Vamos sentar e ver.

Anónimo disse...

Prezado Luiz,

Considero sua opinião válida e bastante correta quando refuta o caso dos mísseis em Cuba. Infelizmente faltou pulso e coragem de Nikita Kruschev, o que acabou lhes custando o seu enfraquecimento e o posto de Premier. Porém os passos que a Rússia devem dar hoje tem de ser bastante calculados, a imagem que ela deixou nas ex-repúblicas da era Soviética é significativamente negativa, lembre-se das invasões da Tchekoslováquia em 1968 e da Hungria em 1956. A Polônia possui um ressentimento antigo em virtude de já ter sido repartida entre a Rússia, Alemanha e Austria e praticamente ter ficado sob controle Russo parcial ou total desde 1772 até 1989, excetuando-se o breve período Napoleônico e a ocupação Alemã na Segunda Guerra, além disso a Era Stalin e as ditaduras comunistas que ele apoiou em países como a Romenia por exemplo foram terríveis, custaram um número até hoje incálculável de vidas. A Rússia de hoje ainda é uma Superpotência, desde a ascensão de Putin o país vem se recuperando em ritmo acelerado apesar de ainda possuir muitos problemas internamente, problemas que na verdade são extremamente alardeados quando se compara com os demais países da Europa onde parte do território Russo está inserido, falo de problemas de infraestrutura e não dos problemas relacionados ao caldeirão de etnias que compõe a Federação Russa. Quanto à postura perante os Estados Unidos, esta já vem mudando e endurecendo gradativamente. Graças às manobras de Putin e Ivanov, foi evitada a destruição do arsenal estratégico por completo, mas um volume considerável de bombardeiros, rampas de lançamento, belonaves e outras peças militares diversificadas acabaram desmontadas e destruídas em uma permissiva e absurda conivência do Governo de Boris Ieltsin. No governo Ieltsin mais erros foram cometidos, como a cessão da Criméia para a Ucrania, o estabelecimento de um caos generalizado com a privatização de inúmeras estatais a preço de banana, tornando funcionários públicos em magnatas da noite para o dia. Ocorreram a independência das ex-repúblicas, sendo que muitas se apossaram de diversos equipamentos militares Russos que estavam em seus territótios, dos quais a Federação conseguiu reaver parte, após negociações . Foi um período negro para o país. A Rússia não deve recuar, porém a União Européia tem que mudar sua postura e deixar de participar de um jogo, em que na verdade eles são as peças do tabuleiro, as duas grandes guerras foram travadas em solo Europeu, quantos países não europeus são componentes da NATO? De todas as nçãoes que fazem parte da NATO, quais podem contribuir com produção de equipamentos militares? Hoje aviões como o Eurofighter, dependem de um consórcio europeu para ser produzido. Até mesmo o F35 americano foi repartido com a Inglaterra e Israel. Só a França ainda mantém certa independência, além de não possuir bases Americanas.

Jose Milhazes disse...

Caro Luiz Eugenio Marcondes, pode encontrar a minha biografia na wipédia em português. Quando me perguntam se sou russo, respondo o que o Pedrito, filho de um respeitado colega jornalista, diz à mesma pergunta: "Sou poveiro pela graça de Deus e português duas vezes", ou seja, sou português nascido na Póvoa de Varzim.
Brincadeiras à parte, considero que tanto o seu comentário, como o do autor anónimo são um tanto tendenciosos e, por isso, algo simplistas.
Caros leitores, não faltou pulso e coragem a Khrutchov. Sei onde querem chegar e, se assim fosse, não estaríamos aqui a conversar.
Nem tudo na história pode ser explicado pelos erros crassos dos EUA na política internacional, pois não são os únicos a cometer erros. A nossa análise deve ser mais calma, deve abranger a análise de todas as partes das relações internacionais.
Como o leitor Luiz parece-me ser do Brasil, país que respeito muito, colo-lhe uma pergunta: Como é que o Brasil está a utilizar esta crise internacional? O que é que esse grande país quer ser nas relações internacionais.
Considero que o Brasil, com as potencialidades que tem, se pode transformar num pólo importante das relações internacionais, e num pólo positivo.

Fernanda Valente disse...

Penso que o comentador Luiz Eugénio tem é que se insurgir contra os centros de decisão da União dos Estados Europeus de que a Polónia faz parte integrante.
Até a Rússia que não é burra nem nada, já compreendeu que a melhor maneira de atingir os seus objectivos a partir deste conflito, é através do consenso pela via diplomática, alargado ao maior número de Estados possível, inclusive os EU.
O que o estimado comentador propõe, para além de se traduzir num golpe mortal à integridade territorial europeia, seria estimular a eclosão de uma terceira guerra, desta vez com repercussões inimagináveis.

No panorama da geopolítica internacional, a Rússia ainda continua a ser a superpotência que já em tempos foi, assentando os seus poderes em bases mais estruturadas e antevendo-se o seu futuro económico bastante promissor, dada a sua capacidade no fornecimento de combustíveis fósseis à Europa.

Penso que a metodologia adoptada pela Rússia está a ser a mais correcta; inclusive o cessar as conversações com a NATO. Só a pressão exercida (através do compasso de espera) e toda a sua determinação demonstrada, são factores suficientes para deixar os EU inseguros, tanto que a administração Bush tem vindo a moderar as suas posições em relação a todo este conflito.

Os tempos mudaram e a metodologia do conflito armado, apanágio dos norte-americanos, está a ficar ultrapassada, sobretudo no seio dos países mais desenvolvidos. O futuro, na era da economia globalizada, está na retaliação, não através das armas, mas das sanções económicas e do isolamento compulsivo dos grandes centros de decisão ao nível mundial.

Wandard disse...

Caro José Milhazes e Fernanda Valente, primeiramente gostaria de dizer que aprecio bastante os seus comentário e principalmente a disposição de idéias que são difundidas e debatidas neste blog. Com relação ao posicionamento que Nikita Kruschev adotou em relação à questão dos mísseis em 1962, foi considerada sim um derrota para a União Soviética, que unindo-se aos erros na condução à economia agrícola Soviética, o que foi tomado como humilhação perante os demais membros do Politburo, e que acabou culminando em sua queda em 14 de outubro 1964, permancendo os sete anos seguintes em prisão domiciliar até sua morte em 11 de setembro de 1971.É claro que a questão dos mísseis resultou em um acordo secreto com os EUA, em que a não instalação dos mísseis cubanos tinha a contrapartida da retirada de mísseis Americanos na Turquia. Em termos internacionais seu posicionamento não seja considerado fraco porque talvez com esta atitude ele tenha evitado a Terceira Guerra. Fernanda parabéns mais uma vez, sua análise foi de precisão cirúrgica. A Rússia não pode recuar em nehum de seus posicionamentos, deve ser enérgica e dura, e para cada passo Americano deve realizar uma manobra igual ou mais forte. Mais uma vez digo que a Europa tem que começar a tomar posicionamento independente e deixar de ser uma peça a ser movida pelos Estados Unidos como hoje se comporta primordialmente a Inglaterra. Se aceitarem a Ucrania na NATO, estarão assinalando mais um ítem para o estabelecimento de um conflito de grandes proporções.

Pippo disse...

... para não dizer que, caso a Ucrânia seja aceite na NATO, a metade leste do país certamente que se sublevará, com o apoio mais ou menos directo de Moscovo. O que fará a NATO nestas circunstâncias, irá ela suprimir a revolta popular, matar russos, expulsar milhões de pessoas da sua terra? A entrada da Ucrânia na Organização seria uma óptima maneira de se dividir o país pela força e, mais uma vez, se darem trunfos a Moscovo.
Concordo por isso com a Fernanda quando ela diz que a diplomacia russa não pode recuar nas suas posições, mantendo-se firme nas suas calculadas decisões e confrontando o "Ocidente" em todas as afrontas. SE recuar a Rússia fará o que fez há quase uma década relativamente ao Kosovo. Tivesse ela, na altura, apoiado a Sérvia com "especialistas" e equipamento e a guerra teria corrido de modo diferente para os aventureiros da NATO...

Jose Milhazes disse...

Caro leitor Wandard, a julgar pela sua forma de raciocínio e argumentos, deve ser uma pessoa de esquerda. Não tenho nada contra a esquerda, desde que ela seja democrática, plura e não totalitária.
Se assim for, gostaria de lhe perguntar: acha que a política interna e externa de Putin-Medvedev corresponde a uma política de esquerda?
Quando leio e ouço algumas opiniões de pessoas de esquerda, fico com a impressão de que, para elas, o actual regime na Rússia é de esquerda.

Fernanda Valente disse...

Aproveito o comentário de JM para tentar marcar a minha posição de modo a que os meus comentários possam ser interpretados à luz de uma total ausência de critérios ideológicos, dizendo – parafraseando um autor de blogue - que não sigo nem pela direita nem pela esquerda, sigo em frente. Identifico-me com aquilo que se convencionou chamar a “esquerda” em alguns aspectos e com a “direita” em outros.

Não sei qual é o actual regime da Rússia, mas em termos de política externa penso que as suas posições estão correctas. Penso também que a Rússia está a viver um período de transição, entre o exercício autocrático do poder e a via da democratização do seu sistema político. E um regime democrático tem que se ir construindo aos poucos, de outro modo, é um salve-se quem puder…!
Não duvido que se trata de um povo eslavo, nos antípodas da latinidade. Esse facto é comprovado pela forma como têm agido no plano da política interna: a morte dos jornalistas, o conflito na Chechénia e as formas pouco ortodoxas de aniquilamento dos revoltosos afectando civis, o afastamento de Kasparov das eleições para o parlamento e muitas outras coisas mais que decerto preencherão a agenda do JM, atendendo à especificidade do seu trabalho.

Por outro lado, gostaria que os EU não dispusessem de tanto protagonismo no teatro da geopolítica internacional, porque também eles têm cometido muitos erros. A sua política externa de guerra armada preventiva tem-se verificado desastrosa, repercutindo-se negativamente a todos os níveis, sobretudo do ponto de vista social e macroeconómico. Analistas políticos de todo o mundo e de várias correntes ideológicas são unânimes na crítica feroz às políticas fomentadas pela administração Bush, não significando esse facto que sejamos todos anti-americanos.

Wandard disse...

Prezado José Milhazes,

Não tenho tendência nem de esquerda nem de direita, muito pelo contrário sou apolítico. O que não suporto é a forma como o uso da DEMOCRACIA, se tornou um bordão, uma bandeira empunhada por, políticos profissionais de digamos assim Democracias já Estabelecidas como as Européias, e políticos oportunistas de Países até então oprimidos por regimes ditatoriais e/ou comunistas, políticos estes que eram opositores destes regimes, que eram pobres não tinham dinheiro e defendiam a Bandeira da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade). Depois que assumem enriquecem, e as câmaras, parlamentos, congressos, radas, dumas etc... Terminam por tomar decisões em que o povo não é consultado. Infelizmente a democracia mesmo na Grécia era um engodo, pois o "povo" propriamente dito não era participante das decisões. Hoje temos a democracia sendo usada como justificativa para ameaças, ataques, invasões, ocupações etc... Não temos hoje o confronto de ideologias políticas e o mundo unipolar de quase vinte anos, não foi uma experiência agradável, não se pode ter uma só nação impondo sua vontade, sua economia e principalmente dividindo a riqueza e as oportunidades comerciais do mundo com mais 6 outras nações e o resto do mundo que se dane. O mundo não pode continuar com os Estados Unidos e a União Européia comendo Caviar e o resto do mundo comendo farelos, principalmente porque os recursos naturais que esses poderosos centros industriais e financeiros necessitam para girar suas economias, não se encontram dentro dos seus territórios.

Jose Milhazes disse...

Caro Wandard, não posso deixar de estar de acordo consigo, apenas tenho de fazer uma observação. O caviar de que fala é para muito poucos, pois, principalmente o preto, é só acessível para muitas poucas bolsas. A esmagadora maioria só o vê no cinema ou compra no supermercado imitações baratas (estas, por vezes, também são utilizadas, porque aqueles que querem mostrar riqueza, mas nada têm).
Quanto ao caviar vermelho, pelo menos aqui, é ainda bastante acessível e sabe bem acompanhado com panquecas. Eu comi ontem, mas já não sei o que é caviar preto há alguns anos.
Resumindo, com este andar, a classe média vai tornando-se uma raridade nos EUA e na Europa e arriscamo-nos a passar a farelo.

Pippo disse...

Cara Fernanda: para a análise do que a Política russa se tornou, em termos ideológicos, pode investigar um pouco a aliança entre comunistas e nacionalistas em torno do conceito ideológico e geopolítico do Eurasianismo (o José que me corrija mas tanto quanto sei o Aleksander Dugin tem, ou teve, alguma influência no Kremlin).

Quanto ao caviar, folgo muito que não o comam, ao preto, pelo menos. É que o esturjão já foi levado quase à extinção por causa dessas patifarias gastronómicas de classe alta. O vermelho é bem bom, sobretudo, precisamente, se comido com um blintchiki (panqueca/crepe).

Por último, já fora do tópico, infelizmente partilho da opinião do José: a classe média europeia está a caminho de se afundar para se criar a sociadade dos "have" e dos "have not". Sem mais.

Wandard disse...

Meu amigo gostei das informações a respeito do Caviar, particularmente desconheço a iguaria. Porém o sentido figurado a que me referia ao alimento, não muda as diferenças de condições dos países desenvolvidos para as demais nações do mundo, muitas delas que sofrem com a seca e a falta generalizada de alimentos. Mesmo assim a classe média Européia, faz turismo nestes países na condição de Classe A.

Grande abraço

Fernanda Valente disse...

wandard:

Olhe que não perde muito, quanto ao «caviar». Já provei e digo-lhe que não gostei nada; as ovas são salgadas e sabem a peixe cru.
Eu acho que a maior parte das pessoas que comem essa "iguaria", fazem-no por ser chique, porque se trata de um produto caro, de difícil acesso à maior parte das bolsas.
Aqui há muitos anos atrás, as referidas ovas serviam de alimento aos pescadores que pescavam o esturjão nas águas frias do mar Cáspio.
O caviar deve ser aconpanhado de "vodka" e servido sobre "blinis" (uma espécie de panqueca) barrados com "crème fraîche" ou manteiga.

Já agora convem esclarecer que só se pode chamar «caviar» às ovas do esturjão cuja cor anda entre o preto e o cinzento, havendo uma variedade ligeiramente dourada.
Aquilo a que se chama de «caviar vermelho», são as ovas de salmão.
Enfim, estratégias de mercado...

Fernanda Valente disse...

wandard:

Olhe que não perde muito, quanto ao «caviar». Já provei e digo-lhe que não gostei nada; as ovas são salgadas e sabem a peixe cru.
Eu acho que a maior parte das pessoas que comem essa "iguaria", fazem-no por ser chique, porque se trata de um produto caro, de difícil acesso à maior parte das bolsas.
Aqui há muitos anos atrás, as referidas ovas serviam de alimento aos pescadores que pescavam o esturjão nas águas frias do mar Cáspio.
O caviar deve ser aconpanhado de "vodka" e servido sobre "blinis" (uma espécie de panqueca) barrados com "crème fraîche" ou manteiga.

Já agora convem esclarecer que só se pode chamar «caviar» às ovas do esturjão cuja cor anda entre o preto e o cinzento, havendo uma variedade ligeiramente dourada.
Aquilo a que se chama de «caviar vermelho», são as ovas de salmão.
Enfim, estratégias de mercado...

Jose Milhazes disse...

Cara Fernanda, não estou de acordo consigo quanto ao sabor do caviar preto. Quando é de boa qualidade, não é salgado e tem um sabor divino. O problema é que as pessoas se comportam como bárbaros e vampiros em relação à natureza e não conseguem parar mesmo quando podem matar a galinha dos ovos de ouro. O caso do extermínio quase total do estorjão é um exemplo claro do que foi dito.

Fernanda Valente disse...

JM:

Já vi que é um apreciador!
O que eu comi foi da marca Petrossian, capturado na Rússia e tratado em Paris.
Conheci a dona desta empresa que, quando um dia me desloquei a Nova Iorque com a minha família, nos ofereceu um jantar no seu restaurante. O caviar era à descrição, mas eu nem lhe toquei, preferi o salmão fumado e o foie gras de ganso com trufas. Então o Ossetra, o tal com tonalidades douradas, ainda por cima é "pastoso".
Acho que assumir isto publicamente não é fácil, pelas críticas a que estarei sujeita, num país com tantos apreciadores de caviar!

Alexandre Augusto disse...

Fiquei espantado com a quantidade de informação disponível neste blogue!Ajudou e ainda ajuda,encontrei este blogue hoje e está sendo bem proveitoso para mim tanto em meus trabalhos escolares quanto para me atualizar!Pelo que vejo até agora,aqui existem muitos formadores de opiniões,o que é excelente!A discussão do caviar tornou a conversa mais amena e quem sabe,um dia eu experimente(15 anos de vida são muito poucos para os mais de 2 milênios de nossas culturas,tanto brasileiras,portuguesas e outras que freqüentam este blogue.

Agradecido pela atenção e continuem assim pois debates levam à soluções que sejam necessárias.

(desculpe pela fuga do tema,mas não consegui encontrar um lugar específico para escrever o que tinha de escrever.)