sábado, setembro 06, 2008

Moscovo saúda Nicarágua pelo reconhecimento da Ossétia do Sul e da Abkházia

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia saudou a decisão da Nicarágua de reconhecer a independência da Osséria do Sul e da Abkházia e espera que esse exemplo seja seguido por outros países.
“Em Moscovo provocou profunda satisfação a decisão de Nicarágua reconhecer a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. Não se trata apenas de um testemunho de uma abordagem ponderada e profunda da direcção de um país latino-americano face às realidades internacionais, mas também de um contributo sério para a formação de um sistema internacional baseado no respeito rígido dos princípios do Direito Internacional”, lê-se num comunicado publicado hoje em Moscovo.
O MNE da Rússia chama a atenção para o facto da Nicarágua, “país distante do Cáucaso”, “estar profundamenta preocupada com os destinos daqueles que, através do sangue e da sofrimento, chegaram à afirmação do próprio Estado”.
“Sem dúvida que ela (decisão) tornar-se-á um marco no posterior desenvolvimento das relações russo-nicaraguenses, irá para o mealheiro dos nossos êxitos comuns, ajudará a consolidar a parceria da Rússia com a América Central e Latina em geral”, considera a diplomacia rusa.
“Nicarágua foi o primeiro país da América Latina que deu tão forte apoio aos povos ossete meridional e abkhaze. Gostaríamos muito que outros países seguissem esse exemplo e considerassem possível reconhecer a realidade”.
O presidente nicaraguense, Daniel Ortega, oficializou ontem por decreto-lei a sua decisão de reconhecer as repúblicas separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia como "nações independentes".
A Nicarágua foi o primeiro país depois da Rússia a reconhecer a independências destas repúblicas separatistas da Geórgia.

19 comentários:

Xico Ribeiro disse...

DANIEL ORTEGA, ACUSADO DA PRATICA CONTINUADA DE incesto, PELA SUA enteada, na data, menor.

Este reconhecimento parte de uma figura "figurão" esquerdista que devia envergonhar todo o poder russo. Aceitar uma oferta de tão ignobil e vil pessoa, só testemunha e bem , que vale tudo em politica, alias uma pratica que a russia actual herdou da sua EX.

http://www.mujeresenred.net/spip.php?article883;

http://www.mujeresenred.net/news/article.php3?id_article=883;

http://www.elpais.com/articulo/internacional/violacion/Zoiloamerica/elpepuint/20080628elpepuint_12/Tes.

antonio everardo disse...

Eu não sei mesmo o que "incesto" tem a ver com um ato oficial legitimado. Seria o mesmo que dizer aqui que o vice-presidente americano, Dick Cheney, embrigado quase matou um amigo a tiro. Esta acusação contra Ortega somente podia ser mesmo através do midia americano.

Anónimo disse...

A acusação contra Ortega é fundamentada e tem obstado a que ele participe em reuniões na América Latina. Qualifica-o com um homem torpe, sem princípios morais e desqualifica-o politicamente.

antonio everardo disse...

Muito bem, snr. Anónimo. Dessa vez eu gostava de saber o dia em que um opositor da ditadura monetária norte-americana foi convidado para "reuniões" das quais insinua. Eu saberia se me dissesse agora. Abraço.

Xico Ribeiro disse...

A antonio everardo.

O que tem para o caso em concreto, chamar à liça dirigentes de outros países?

Eu referi o caso real, do esquerdista daniel ortega, como um tipo que praticou incesto ao longo de muitos anos, foi a propria vítima que o afirmou publicamente
à imprensa do seu país, movendo um processo crime nos tribunais locais.
Porque razão esse sr. faz um pacto com a extrema-direita e em conjunto aprovam uma lei em que tentam por essa via passar uma esponja sobre o passado?
Com isto termino. Sinto nojo por um tipo de perfil desprezivel, ao qual a russia deveria ter recusado tal reconheciemnto.
E já agora, antonio everardo,pelo seu argumento e outros que tenho lido, é mais um dos que vomita por tudo que cheire a americanismo, é um comportamente muito primario, que muito identifica os pseudo-comunistas burgueses que por aí há. Só quem não conhece a sociedade americana na sua dimensão é que pode ter esse tipo de argumento. Não há sociedade no mundo, onde as minorias ascendam ao mais alto nível de decisão. Na politica, no Militar, na Ciencia, nas artes e cultura, etç, não há paralelo em mais nenhuma sociedade do mundo. Onde existe um país em que o Presidente pode ser destituído, pela pratica de actos contrarios à constituição? Em cuba não, na coreia não,no zimbabué não, na china não, na russia não?..

Eu sei que vocês revolucionarios não tendes a humildade suficiente, talvez inteligencia,para reconhecer essa realidade.A isso se chama inveja ou complexo de inferioridade.
Todos os revolucionarios da passado, acabaram em regimes corruptos,africa,Ex-leste e asia, agora caminham para lá, chavez, ortega e os outros muchachos.
Por aqui me fico.

Anónimo disse...

Caro josé milhazes ao editar este artigo não pretende dar a entender que só países pouco recomendaveis aceitam a opinião da russia? E já agora em relação ao artigo; Mais um jornalista assassinado na russia, não pretenderá tambem transmitir a ideia de que não existe democracia na russia?.. os seus artigos aparentam ser tendenciosos. Sou leitor a muito pouco tempo e fiquei com esta impressão.lamento se estou a ser injusto

Cesar

Anónimo disse...

ortega já foi um assassino a soldo dos assassinos soviéticos. Fiquei a saber k é pedófilo. Figura asquerosa, o tipo d gente aliado da URSS e agora d Putin. Pedia ao José Milhazes k nos falasse do impacto da guerra na chechénia, daguestão e inguchétia e pq é k os ossetas do norte não. podem ser independentes-hoje um jornal português dizia k o chefe era um criminoso d delito comum. E obrigado pelo excelente blog. Vladimiro

Jose Milhazes disse...

Caro César, quando escrevo mais um jornalista assassinado, apenas quero dizer que essa profissão é muito perigosa na Rússia. Quanto à democracia na Rússia, é uma longa conversa, mas eu considero que, por exemplo, as eleições aqui pouco ou nada têm a ver com um sistema político.
Quanto ao meu "tendenciosismo", leia alguns artigos do arquivo deste blog. Eu não acredito no jornalismo frio e neutro, mas dou a voz a todas as partes.
Quanto ao comentário de Vladimiro, peço-lhe que me diga o nome do dirigente para que eu possa concretizar ou não as acusações.

Fernanda Valente disse...

Uma coisa é ser-se de esquerda, outra coisa é ser-se insensato de esquerda.
Pelo passado histórico e presente político da Nicarágua e seus dirigentes, não abona nada à Rússia estes reconhecimentos públicos das tomadas de posição de países em que a ética declaradamente não impera.

antonio everardo disse...

Meu caro Xico Ribeiro e ao Anónimo:

Eu (antonio everardo) compreendo bem o que quis dizer. Mas lamento o produto de tudo isso. Eu vi o Ortega (em fotografia no Kremlin} há exatos 24 anos e meio (14-02-1984) com a sua notável susidez; Eu quero lhes confessar que, em tempo algum pretendo discordar do ato de Ortega no que diz respeito à Abcasia e Ossétia do Sul. Repare o tema da notícia: nele não lerá nada a respeito de “incesto”, como quis cá relatar. Se tenta desviar a atenção dos leitores a justificar um tal “incesto”, eu lhe sugiro ir as universidades e escolas dos USA; lá, sim, terá uma infinidade de escândalos intoleráveis, que não caberão neste blog. Um, abraço.

Anónimo disse...

A estatura moral de um homem que deixou a Nicarágua mais pobre, mais doente e absolutamente sem esperança. http://www.sandino.org/zoila.htm

Anónimo disse...

http://istmocentroamericano.blogspot.com/2008/08/ujeres-doman-ortega.html

Xico Ribeiro disse...

Ao se crer justificar um acto ignobil, com outros actos semelhantes onde quer que seja, não é a meu ver o melhor caminho. É a cegueira partidaria a não deixar vêr.Para mim todos são de rejeitar e criticar. Porém há uma diferença. Nos EUA, pelo que vi e li, a justiça funcionou o que não vai acontecer enquanto esse sr. estivar no poder em aliança com a extrema-direita do país e certo clero religioso.Há actos dos homens que nada tem a ver com esquerda ou direita, mas sim com sua dimensão humana de respeito pelos direitos humanos. O passado de Daniel Ortega em nada abona a seu favor.
Bem, mas cada escolhe o seu campo, o meu está bem definido.

Anónimo disse...

Estimado José Milhazes: vi no Expresso de sábado, o tal osseta k ajudou os russos na Geórgia é Vitali Kaloyev, mas não explicam o cargo. Mas o k me intriga(?) é k só os ossetas do sul têm direito à "independência"; parece k os do norte não são gente! E ninguém em Portugal-e creio k na UE- ache isto relevante!! Além d agradecer ao Zé por nos manter bem informados, agradeço ao Xico ribeiro e todos os k mostraram o carácter vil e asqueroso do Ortega k eu desconhecia. Por cá a paranóia anti Bush e anti Israel dos media escondem os podres animalescos da esquerda. Vladimiro

osátiro disse...

Mas será k o Kremlin ainda não percebeu k o perigo a médio prazo são o islão e a China? Se for possível ao Mr José Milhazes falar-nos da grave crise interna na Ucrânia, se Yushenko corre o risco de perder a Presidência e o país virar para Moscovo, o k fez a Timoshenko virar d campo e se o partido está com ela. Grato.

Jose Milhazes disse...

Caro Vladimiro, o caso de Kaloev é um verdadeiro drama, mas com contornos contraditórios. Se o leitor de recorda, há três ou quatro anos atrás, dois filhos e a esposa de Kaloev voavam no avião russo que chocou no espaço aéreo suíço com um avião da DHL.
Kaloev não aguentou o choque psicológico e, segundo disse no tribunal, foi pedir ao controlador aéreo suíço, culpado da tragédia, que lhe pedisse desculpa, mas acabou por o matar.
Depois de passar alguns anos na prisão suíça, foi libertado antes de cumprir toda a pena e enviado para Ossétia do Norte, de onde é originário. Foi recebido como um herói e nomeado ministro da Construção. Durante a guerra, apareceu na Ossétia do Sul.
Com estes dados, cada leitor pode tirar as suas conclusões..

Jose Milhazes disse...

Caro leitor Osátiro, é muito difícil prever o que irá acontecer na Ucrânia, pois qualquer circunstância pode virar tudo de pernas para o ar. A julgar pelos últimos elementos que possuo, penso que Iuschenko e Timochenko voltarão a dar marcha atrás e a não destruir completamente a coligação. Hoje, a realização de eleições antecipadas não irá fazer aumentar a popularidade destes políticos. E se Timochenko fizer uma coligação com os pró-russos do Partido das Regiões, poderá perder parte dos seus apoiantes.
Há um factor importante: até que ponto e de que forma a Rússia, UE e EUA irão envolver-se no conflito político interno na Ucrânia.
Outro factor está ligado ao facto de os dirigentes ucranianos, de todas as cores políticas, terem revelado imaturidade política, irresponsabilidade. Vamos continuar a seguir a situação.

tiago santos disse...

deve ser o argumento mais reles dizer que a decisão do sr ortega é má por o homem ter cometido incesto e ser pedofilo...combatam a sua decisão argumentando contra a decisão...nao contra o que ele fez em tempos ou outras coisas que faz...entao se o homem nao fosse pedofilo já a decisao era boa?é o tipo de sofisma que nao leva a lado nenhum...orientem a argumentaçao para a tese e nao para o sujeito...ele reconheceu a independencia da abkhazia e da ossetia do sul...o que é que o senhor xico ribeiro e mais alguns têm a dizer sobre isso...ah mais ele é pedofilo...e todos vamos para casa a sentir que a abkázia e a ossétia do sul nao merecem a independencia...ficamos todos elucidados com estas argumentações...
p.s. um abraço para o sr josé milhazes...embora por vezes eu possa nao concordar com as opiniões por si expressas neste blog, mas tenho de admitir que o seu conhecimento acerca do que aqui é falado me obrigam a reconhecer o excelente trabalho feito...

Pippo disse...

Bem, aqui temos em análise duas situações distintas envolvendo o mesmo homem, mas que alguns dos nossos leitores pretendem misturar.

No campo da política internacional temos o reconhecimento "de iure" da independência da Ossétia do Sul e da Abkházia. Este reconhecimento é tão ou mais legítimo que o reconhecimento, por parte de inúmeros países da UE, da independência do Kosovo, o qual foi arrancado à Sérvia pela força das armas. O facto destes reconhecimentos provirem de democracias não justifica, moralmente falando, o facto, que é ilegal e injusto.

Ainda assim compreendo - ainda que não o aceite - que por motivos políticos, passionais ou outros, alguns classifiquem este reconhecimento nicaraguense como uma acção ignóbil. São opiniões.
Mas o que eu não compreendo é que queiram condenar esta acção de política externa com base nos actos torpes do dirigente máximo da Nicarágua, actos esses que são da esfera privada e que são censuráveis (e condenáveis) somente no foro cível e criminal na Nicarágua.
Mas temos mais. Pelo que eu li, ele (Ortega) teve sexo com a enteada. Ora, se ele a adoptou, juridicamente foi cometido incesto (pelo menos penso que seria assim à luz da lei portuguesa). Mas se não a adoptou, não houve incesto, juridicamente falando. Em qualquer dos casos, não havendo consanguinidade entre a rapariga e o dito dirigente, técnicamente não houve incesto.
O acto foi cometido sobre uma menor. Aqui teremos de avaliar a situação legal e cultural existente na Nicarágua e naquele caso específico (em Portugal, por exemplo, existem casamentos entre ciganos no qual um dos nubentes - geralmente a mulher - é menor. Será isto violação de menores?).

Em todo o caso, penso que comparar7avaliar factos jurídicos e/ou da vida privada de dirigentes com a sua condução da política externa é inútil, a não ser que aqueles interfiram nesta. Só nos casos em que há interferência é que devemos tomar uma posição (por exemplo, tanto me faz que o Sarkozy ande com esta ou com aquela, é irrelevante. Em compensação, por fazer perigar a segurança nacional, D. Inês de Castro teve de ser degolada).