segunda-feira, setembro 15, 2008

Música portuguesa estreia na Rússia


A Orquestra de Câmara do Kremlin, sob a direcção do maestro Misha Rachlevski, e o pianista Filipe Pinto-Ribeiro vão apresentar um concerto em que serão interpretadas obras de dois dos mais importantes compositores portugueses da actualidade: Eurico Carrapatoso e António Pinho Vargas.
O concerto, organizado com o apoio do Instituto Camões, irá realizar-se no próximo Domingo, na Sala Rakhmaninov do Conservatório de Moscovo.
“Trata-se de um desafio particularmente importante interpretar pela primeira vez na Rússia obras de dois compositores portugueses contemporâneos. Uma oportunidade para revelar ao público russo o que de melhor se faz na música portuguesa da actualidade”, declarou à Lusa Filipe Pinto-Ribeiro.
O pianista português, antigo aluno do Conservatório de Moscovo, revelou que a Orquestra de Câmara do Kremlin irá interpretar “Pequena Suite Lírica” de Eurico Carrapatoso (1962) e “Nocturno/Diurno” de António Pinho Vargas (1951).
Além dessas obras, o pianista português será solista no no “Concerto para Piano e Orquestra em Lá Maior, N.12, KV 414” de Wolfang Amadeus Mozart (1756-1791) e “Concerto em Lá Maior” de Carlos Seixas (1707-1742).
Serão interpretadas ainda obras do compositor russo Piotr Tchaikovski (1840-1893).
A Orquestra de Câmara do Kremlin foi criada em 1991 pelo maestro Misha Rachlevski e rapidamente conseguiu fama mundial. Regularmente realiza digressões pelos países da América, Europa e Ásia.
Além disso, a orquestra gravou mais de 20 discos, alguns dos quais venceram prémios como Diapason d’Or em Paris, Gramaphone Critic’s Choice em Londres, New York Times Critic’s Choice e “Disco do Ano” em Hong-Kong.
O pianista Filipe Pinto-Ribeiro nasceu em 1975 no Porto e é considerado um dos músicos portugueses mais relevantes da actualidade.
Professor de Piano na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa (Porto), Filipe Pinto-Ribeiro realiza também uma intensa actividade solística e camerística. Apresenta-se frequentemente a solo com diversas orquestras e maestros, em Portugal e no estrangeiro, como a Orquestra Filarmónica da Eslováquia, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Filarmónica da Arménia, Orquestra Clássica da Madeira, Camerata Caja Duero de Salamanca, Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direcção, entre outros, dos Maestros John Nelson, Charles Olivieri-Munroe, Gérard Caussé, Roman Brogli-Sacher, Luis Izquierdo e Marc Tardue.
Gravou diversos CD’s.

3 comentários:

ilda_m disse...

Reproduzo comentário à mesma notícia, retirado do site do jornal Público:

" 15.09.2008 - 17h32 - joaquim horácio serra leitao, coimbra
uma notícia desta importância( não nos esqueçamos que rússia é um país de enorme cultura musical) apenas merece um comentário e duas linhas dum jornal. se fosse um jogo de futebol, ou um penalty os comentáiros sram ás centenas,. mas a cultura fasz pensar, não é? E o futebor não, embrutece, da forma como é dado claro. isso interessa aos senhores que dominam o povo. e pela amostra conseguem o que querem. o povo português está mesmo a leste das questões cuturais. é pena, e talvez isso também ajude a exploicar o nosso cada vez maior atraso relativamente aos outros países da ue. sem cultura e sem intrução não se vai a lado nenhum. mas aui o que i mporta é a bola. a propósito quantas entrevistas na tv ou jornais do país deu este pianista? "

É lamentável mas é o país que temos...

Jose Milhazes disse...

Cara Ilda, esta notícia foi publicada na integra no sítio electrónico do Público, bem como de outros órgãos de informação. Isso já é muito bom.
Claro que devo reconhecer que a música e a cultura em geral não têm o mesmo destaque do futebol. o que muito me deixa riste. Mas, neste sentido, o Público não é o pior.

Mendonca Joao disse...

Caro Jose Milhazes,

Temos de agradecer o facto de noticiar este e muitos outros eventos. Juntamente com os demais correspondentes que temos na Russia tem zelado por dar a conhecer as iniciativas culturais que acontecem por estas bandas, iniciativas essas cuja visibilidade acaba por ser adiada para as calendas gregas pelos orgaos de informacao quando a noticia chega a Portugal.

E de saudar a sua militancia e coragem em continuar a informar um pais que so vibra com a bola, com as vicissitudes da vida pessoal dos presidentes de clubes, e com sangue.
No proximo dia 21, se a sala Rakhmaninov for tomada de assalto por terroristas, e se o numero de refens o justificar, talvez os orgaos de imprensa portugueses poderem a hipotese de noticiar o evento.