sábado, outubro 25, 2008

Boa notícia de Portugal chega à Rússia


Em primeiro lugar, quero pedir aos leitores desculpa por ter andado ausente, mas a vida também tem momentos complicados. Ultrapassados alguns, estou de voltar e espero ser mais assíduo.
Estou a escrever não para abordar temas políticos ou económicos, inevitáveis em tempo da crise que atravessamos, mas para falar de uma notícia sobre Portugal que apareceu na imprensa russa. Ela ganha mais importância por três razões: porque se trata de uma boa notícia do nosso país em tempo de crise, porque se trata de uma inovação científica e porque ela ocorre na Aguçadora, aldeia da Póvoa de Varzim, minha terra natal (aqui, perdoem-me pelo meu patriotismo, ou melhor, bairrismo, que pode parecer saloio e balofo, mas é sincero).
Trata-se da primeira instalação para produzir energia das ondas do mar.
Os sítios electrónicos www.membrana.ru e www.infuture.ru dão um grande destaque a essa notícia, chamando a atenção para o facto de, inicialmente, essa central eléctrica a ondas permitir gerar energia para 1600 casas, mas que, no futuro, a potência será aumentada de forma a que permita abastecer 25 mil casas.
O membrana.ru chama também a atenção para o facto de o projecto estar a ser realizado pela empresa escocesa Pelamis Wawe Power "com a participação de várias empresas portuguesas".

7 comentários:

Jorge Pinto disse...

Caro amigo José Milhazes, julgo que esta instalação não é a primeira. Existe uma, que não estou certo se é piloto, nos Açores. De qualquer das maneiras esta tecnologia ainda está a dar os primeiros passos pois muito poucos países investem na investigação nesta temática. É mais uma alternativa ao combustíveis fósseis, não única, mas sim mais uma.

Jose Milhazes disse...

Caro Jorge Pinto, devo reconhecer que não sou forte no tema das energias renováveis, por isso acreditei na notícia publicada na imprensa russa, que escreve que esta instalação é a primeira. Mas o principal é Portugal aparece na imprensa russa não a propósito do futebol ou de alguma desgraça.

MSantos disse...

Viva José Milhazes.

Seja muito bem aparecido.
Tenho o prazer de informar que conheço razoavelmente bem este projecto dado a empresa onde trabalho estar a fornecer produtos e soluções á Enersis, empresa parceira da Pelamis (creio que a Enercon também participa), alguns dos quais, para esta mesma instalação.

A Enersis é uma empresa de energias renováveis (eólica, fotovoltaica, biodiesel etc) e está a utilizar esta instalação como protótipo para R&D (Investigação e Desenvolvimento).

Cumpts
Manuel Santos

Jorge Pinto disse...

Sim msantos mas julgo que o caso na Póvoa é já um protótipo "prático" por assim dizer. Vamos lá ver como esta tecnologia desenvolve. Tenho algum conhecimento nesta área (energias/ambiente) e esta em particular é bastante complexa. Há que referir que as ondas utilizadas não são as de superfície, mas sim as sub-aquáticas pois são mais constantes e se não me engano a instalação está a cerca de 4 km da costa. Como acérrimo defensor das renováveis fico contente com esta notícia embora não pense que nos próximos 7/8 anos não vá evoluir muito, a não ser que países como Portugal apostem e provem que vale a pena. Aí sim, teríamos um grande trunfo nesta área.

Fernanda Valente disse...

Ao contrário da imprensa russa, a imprensa portuguesa tem criticado imenso este projecto argumentando que é custoso e de resultados práticos muito discutíveis.
Existe a boa e a má imprensa destinada a atingir fins políticos, e, no momento, em Portugal, é esta última que lidera.

Sérgio disse...

Sim senhor este deve ser o caminho a seguir, só peca por tardio. Mar é coisa que não nos falta, por isso toca a instalar.

José Pedro Costa disse...

Aproveito para deixar aqui as minahs saudações de "vizinho" (Vila do Conde).
São de facto boas, todas as notícias que nos despertem para outras ondas, que não o vulgar chapinhar na poça lamaçenta da política nacional...