domingo, outubro 19, 2008

Ucrânia - O silêncio ecuménico

Este artigo foi escrito por mim para a revista Além Mar, dos Missionários Combonianos, em Setembro de 2005. Volto a publicá-lo no meu blog porque acho que não perdeu a actualidade e poderá ser útil caso a situação política na Ucrânia se continue a degradar.

Ao mesmo tempo que em todo o mundo se celebrava a Revolução Laranja, os analistas temiam a possibilidade de a Ucrânia se vir a fraccionar, em função das tendências pró-ocidentais ou pró-russas de vastas regiões e de partes significativas da população deste imenso país. Porém, a linha de fractura passava também pelo conflito entre Igrejas, que divide três ramos ortodoxos, católicos e uniatas fiéis a Roma. A situação continua a ser delicada, e o Papa Bento XVI já optou por apostar na moderação e no diálogo.

Aquando da «Revolução Laranja» na Ucrânia, em Novembro-Dezembro de 2004, o fantasma da divisão deste Estado, o segundo maior no continente europeu, voltou a pairar. No contexto da luta entre a Rússia e o Ocidente pela influência nesse país – o principal factor que poderia conduzir à cisão da Ucrânia –, alguns analistas destacaram também as causas religiosas, mais precisamente, as divergências entre a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo e a Igreja Greco-Católica (Uniata) Ucraniana. Porém, no campo religioso, as coisas não são assim tão simples. Por exemplo, Victor Iuschenko, líder pró-ocidental da «Revolução Laranja», é um fervoroso membro da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo.

Claro que o facto de esta Igreja ter mais fiéis no Leste e Sul da Ucrânia e a Igreja Greco-Católica ser mais numerosa no Ocidente pode ser utilizado pelos políticos que pretendam dividir a Ucrânia. Mas são muito mais preocupantes as divergências e confrontos entre as numerosas Igrejas cristãs existentes no país, porque não lhes permitem unir-se contra os desafios do mundo moderno. Aqui, é imperativo chamar a atenção para a forte divisão reinante entre os ortodoxos ucranianos. Existem três Igrejas ortodoxas na Ucrânia: a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo (IOUPM), a Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Kiev (IOUPK) e a Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana (IOAU).

Dos 60 milhões de habitantes do país, 35 milhões são, segundo dados de 2001 do Comité de Estado para Assuntos Religiosos da Ucrânia, fiéis da IOUPM, que se considera herdeira da primeira Igreja Ortodoxa que se formou em 988, quando o príncipe Vladimir baptizou a Rus de Kiev. Em conformidade com o estatuto aprovado no Concílio da Igreja Ortodoxa Russa, em 1990, a IOUPM é um membro dessa Igreja «independente nas esferas canónica, teológica e financeira», ou seja, tem um estatuto semelhante ao de outras Igrejas ortodoxas em relação ao Patriarca de Constantinopla.

Divisões da história

Quando a Ucrânia se tornou independente devido à desintegração da União Soviética, em 1991, a elite política ucraniana necessitou também de criar uma «Igreja nacional» a fim de se demarcar de Moscovo. Em 1992, parte do clero ortodoxo ucraniano separou-se da IOUPM e criou a IOUPK, dirigida, actualmente, por Filarete, Patriarca de Kiev e de toda a Ucrânia, com cerca de 3000 paróquias no país. O Patriarca de Moscovo cortou relações com a nova Igreja ucraniana, considerando-a «cisionista». Não obstante todos os esforços de Victor Iuschenko para restabelecer o diálogo, as duas comunidades ortodoxas continuam de «costas viradas».

A IOAU foi criada no estrangeiro entre a numerosa diáspora ucraniana. Em 1989, esta Igreja instala-se na Ucrânia mas, no ano seguinte, parte do clero e fiéis passou para a IOUPM e parte juntou-se à IOUPK. Actualmente, com cerca de 550 paróquias, a IOAU mantém contactos irregulares com as outras duas Igrejas ortodoxas.

Por sua vez, o mundo católico está representado no país por duas Igrejas: a Igreja Greco-Católica Ucraniana (IGCU) e a Igreja Católica Romana Ucraniana (ICRU). Se esta tem um peso pouco significativo na sociedade ucraniana – cerca de 800 paróquias –, a IGCU constitui a segunda mais numerosa comunidade eclesial no país, com mais de 3000 paróquias.

A IGCU foi criada em 1596 graças à União de Brest, tentativa do Vaticano de unir ortodoxos e católicos (daí o nome de Uniata) numa só Igreja sob a direcção do Papa de Roma. Em conformidade com outra denominação sua (Greco-Católica), os uniatas conservam os seus ritos e língua litúrgica tradicionais, mas reconhecem a autoridade do Santo Padre e a dogmática católica.

O catolicismo de rito oriental foi alvo de várias tentativas de proibição. Em 1839, o czar russo Nicolau I – de cujo império fazia parte a Ucrânia – dissolveu o Sínodo da Igreja Greco-Católica, ordenando aos fiéis que optassem pela Igreja Ortodoxa Russa ou a Igreja Católica. Porém, a maioria dos uniatas não obedeceu a essa ordem.

Em 1945, a pretexto de os hierarcas uniatas terem colaborado com o nazismo alemão, o ditador soviético José Estaline dissolveu a IGCU. Em 1946, as autoridades comunistas organizaram o «Concílio de Lvov da Igreja Greco-Católica Ucraniana», que votou pela passagem dos seus fiéis para a Igreja Ortodoxa Russa.

Porém, os uniatas não acataram tal decisão e passaram à clandestinidade. No Concílio de Lvov não participou nenhum bispo uniata, tendo os pastores greco-católicos preferido os campos de concentração ou a emigração à colaboração com o regime comunista.

Até ao fim da ditadura soviética, os quatro milhões de uniatas ucranianos viram-se obrigados a organizar cerimónias de culto clandestinas em casas particulares ou a frequentar os poucos templos católicos e ortodoxos russos que continuavam abertos.

Em 1990, o Comité para Assuntos Religiosos junto do Conselho de Ministros da Ucrânia legalizou os uniatas, que exigiram que a Igreja Ortodoxa Russa lhes devolvesse os numerosos templos que lhe tinham sido confiscados e entregues aos ortodoxos russos por José Estaline. Em 1945, a IGCU possuía mais de 4000 templos e capelas, seminários e uma Academia de Teologia.

Foi criada uma comissão, constituída por representantes do Vaticano, da Igreja Uniata, da Igreja Ortodoxa Russa e da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, a fim de controlar a devolução dos templos confiscados aos uniatas e evitar conflitos. Porém, devido à morosidade do processo, os fiéis da Igreja Greco-Católica Ucraniana começaram a ocupar os edifícios de culto que lhe tinham sido tirados em 1945.

O Patriarcado de Moscovo reagiu bruscamente, acusando o Vaticano de estar por detrás das acções dos fiéis uniatas, interpretadas como uma ofensiva contra a IOUPM. Este constitui um dos principais atritos entre o Patriarcado de Moscovo e o Vaticano, mas não é o único no que respeita à situação criada em torno da IGCU.

Em Julho de 2002, o Sínodo Greco-Católico da Ucrânia, reunido em Kiev, decidiu, por unanimidade, que o estágio de desenvolvimento alcançado pela própria Igreja exige que o seu chefe máximo, o cardeal Lubomir Juzar, receba o título de patriarca, e pediu ao Papa que sancionasse esse desejo. Além disso, a Igreja Uniata pretende transferir o seu centro de Lvov, na Ucrânia Ocidental, para Kiev, capital do país, onde começou a construir uma catedral.

As tensões com Roma

Se Roma for ao encontro deste anseio dos uniatas, corre o risco de ver suspenso o diálogo ecuménico com os ortodoxos russos. A susceptibilidade ortodoxa em relação a esse ponto tem raízes que atravessam mais de 1000 anos. Em Kiev, em 988, o baptismo do príncipe Vladimir – por obra dos missionários bizantinos – marcou o início da conversão ao Cristianismo dos distantes povos eslavos. Em Kiev foi estabelecida a primeira sede metropolitana, cujos bispos titulares, nos primeiros séculos, eram nomeados pela Igreja de Bizâncio, que ainda estava em comunhão com a de Roma. Naquele tempo, Moscovo nem sequer existia. Apostando em Kiev, os greco-católicos ucranianos afirmam ser os legítimos herdeiros do baptismo da Rus de Kiev.

Em 6 de Fevereiro de 2003, a questão do patriarcado na Igreja Uniata foi, pela primeira vez na História, discutida durante uma reunião de cardeais da Cúria Romana, responsáveis por importantes dicastérios vaticanos, convocados especialmente para o efeito por João Paulo II. As reservas ao reconhecimento vieram particularmente dos cardeais alemães Kasper e Ratzinger, e do cardeal de rito oriental Ignace Moussa I Daoud, prefeito do dicastério vaticano que lida com as Igrejas Orientais. Ao mesmo tempo, o cardeal secretário de Estado, Angelo Sodano, teria manifestado certa disponibilidade.

O cardeal Ratzinger – hoje Papa Bento XVI – pelos vistos, não quererá deixar marcado o início do seu pontificado com a deterioração de relações com o Patriarcado de Moscovo da Igreja Ortodoxa Russa. Pelo contrário, tem dado sinais no sentido inverso. No início de Julho, o sítio oficial do Patriarcado de Moscovo na Internet publicou fragmentos de uma carta enviada pelo arcebispo Antonio Mennini, representante da Santa Sé na Federação da Rússia. Na missiva, o prelado católico informa que a criação de uma diocese da Igreja Uniata na Rússia «não tem fundamento jurídico», prometendo empregar «algumas medidas de ordem canónica» em relação aos autores da criação dessa diocese.

A diocese da Igreja Greco-Católica na Rússia foi criada com vista a dar apoio espiritual aos uniatas que vivem no país. Segundo cálculos aproximados, vivem no território da Federação da Rússia entre 500 mil e um milhão e meio de uniatas. Trata-se, no fundamental, de cidadãos russos de origem ucraniana que vivem na Sibéria e Extremo Oriente.

O arcebispo Antonio Mennini apenas veio reafirmar um acordo, alcançado um mês antes entre o cardeal Walter Kasper, enviado da Santa Sé, e o Patriarcado de Moscovo, em que «o Vaticano se manifesta decididamente contra a criação de estruturas hierárquicas greco-católicas paralelas na Rússia».

Mas este desanuviamento no diálogo entre a Santa Sé e o Patriarcado de Moscovo pode não conduzir à melhoria das relações entre ortodoxos e uniatas, visto que estes últimos não participam nas negociações. A direcção da Igreja Ortodoxa Russa continua a considerar que os uniatas são uma criação do Vaticano e dependem completamente dele e, por isso, os uniatas não podem ser uma das partes das conversações entre ortodoxos e católicos com vista a normalizar as relações entre eles.

Mas, na Ucrânia, torna-se evidente também a necessidade de um diálogo directo entre as várias Igrejas cristãs existentes no país com vista a superar as divergências entre elas e juntar esforços com vista a dar resposta aos grandes desafios lançados pelo mundo moderno, nomeadamente no campo da superação dos graves problemas espirituais deixados pela ditadura comunista.

33 comentários:

Anónimo disse...

"Dos 60 milhões de habitantes do país", de josé milhazes.

A ucrania tem de 40-45 milhões de habitantes (2008/2009), estatisticas sobre religião têm validade zero, depois do renascimento deixaram de existir guerras religiosas na europa, as pessoas já são evoluidas demais para perder tempo sequer a pensar no "drama" religioso.

bruno.

Jose Milhazes disse...

Caro Bruno, o artigo, como está lá escrito, foi publicado em 2005 e não me recordo a fonte onde foi buscar o dado sobre a população, mas na era soviética, a população ucraniana era superior a 50 milhões de habitantes. Durante a era do Presidente Kutchma, segundo alguns dados, cerca de oito milhões de ucranianos emigraram, daí a grande diferença de números. Quanto à sua segunda afirmação, eu não seria tão peremptório, talvez você não acompanhe os conflitos entre as várias igrejas na Ucrânia.

MSantos disse...

Infelizmente, por muito evoluída que seja uma civilização, a história já demonstrou que a barbárie está logo ao virar da esquina.

Na nossa época actual, a religião é um dos principais motivos da guerra no mundo e da divisão entre culturas.

Nuno Bento disse...

A religião está no centro da actualidade. Infelizmente, nem sempre pelas melhores razões. Ha dias, Tony Blair dizia que a religião está a marcar a nova fase de pós-globalização, citando nomeadamente o fundamentalismo islâmico. (Blair não é a melhor pessoa para o dizer já que foi um dos responsáveis pelo agitar da crise com a entrada no Iraque).
é pena que hajam pessoas altamente sapientes que não percebam que (1) as necessidades do espírito contam tanto ou mais do que as necessidades físicas, por isso existira sempre religião(ões) o que até pode ser salutar para um certo controlo dos comportamentos em sociedade; (2) o dialogo inter-religioso é fundamental de modo a evitar que as posições extremas se difundam e nos encaminhem para uma guerra generalizada.
Não concordam?... Reflictam nas origens das guerras actuais (ex-Jugoslavia; Afeganistão; Paquistão; Iraque; Libano; etc.)

Anónimo disse...

nuno,

As guerras devem sempre a sua origem a 1 factor; A luta pelo poder.

bruno.

Anónimo disse...

tony blair, durão barroso, antónio vitorino, sarkozy.. todos politicos que não consiguimos imaginar numa estátua.
A europa foi forte quando os lideres ficavam bem nas estatuas

Pippo disse...

A guerra tem por objecto o poder, mas a religião, entre outros motivos, é o que agita as massas para que estas combatam e morram. Ninguém combate por petróleo, mas muitos combaterão para a defesa da Pátria ou em nome de Deus.

Na Europa o Cristianismo perdeu a capacidade de seduzir a população, muito por culpa das medidas de desacralização da sociedade efectuadas pelo Estado.
Mas não sei até que ponto as pessoas "evoluídas" abandonaram a religião, pois o facto é que há uma permanente necessidade do espiritual. Por essa razão, proliferam as conversões às religiões Orientais, às religiões New Age, aos Evangélicos (nomeadamente às seitas Pentecostais) e ao Islão (a cuja conversão, na minha opinião, é em parte uma conversão de "protesto" contra a sociedade Ocidental).

Contudo, é bem provável que, devido às graves alterações que se verificam nas sociedades europeias, ocorra um retorno à religião, mais que não seja um retorno culturalmente motivado, em resposta à perda de valores e ao multiculturalismo "politicamente correcto".

A ver vamos como será o futuro.

Pippo disse...

Ah, e antes que me esqueça: Excelente artigo, JM!

Jest nas Wielu disse...

É um artigo bem equilibrado que tenta dar aos leitores uma visão honesta e desapaixonada da situação religiosa ucraniana. No entanto existem alguns problemas pontuais, que terei que apontar:
1. Não tenho a certeza do que o Presidente Victor Yushchenko, é membro da Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo, sempre achei que pertence à UPC – KP (IOUPK, no seu artigo).
2. Ucrânia nunca chegou à 60 milhões de habitantes, éramos 52.500 no máximo.
3. Igreja UAPC (IOAU) não foi criada no estrangeiro, mas em Kyiv (Kiev), em 1929.
4. Além de passar à clandestinidade, a UGKC (IGCU), foi perseguida pelo poder soviético, nos anos 50 – 70 os seus padres e fieis eram presos, nos anos 80 os padres eram multados em 50 rublos (1/3 do salário de um engenheiro) por cada missa / outro acto religioso celebrado.
5. Penso que neste momento o cardeal Lyubomyr Guzar já está instalado em Kyiv.
6. “Igreja Ortodoxa Ucraniana – Patriarcado de Moscovo é a última força pró – russa respeitável que ainda possuímos na Ucrânia” – Marat Guelman, “spin – doctor” russo (especialista em manipulação eleitoral), que durante a Revolução Laranja trabalhou para Viktor Yanukovich (embora pessoalmente não gostando dele, ex-criminoso do delito que afirmava ser um “proFFessor”, duas vezes “não julgado”), tentando elege-lo como o presidente do nosso país.

Portanto, qualquer diálogo directo com a UPC-KP (IOUPK) só será possível, quando aquela igreja ganhar a sua independência espiritual, deixando ser “a força pró – russa na Ucrânia”.

MSantos disse...

Caro José Milhazes

Pedindo já desculpa pelo assunto que proponho de seguida não ter a haver com o tema do post corrente.

Talvez houvesse interesse na análise do seguinte artigo e se poderá ser credível ou não:

In TSF, 20-10-2008, 20:29

"Missão russa na ONU confirma pedido de doação para campanha de McCain

A missão diplomática russa junto das Nações Unidas revelou, esta segunda-feira, ter recebido e rejeitado um pedido de doação financeira para a campanha do candidato republicano John McCain à Casa Branca.
Em comunicado, a representação russa refere que recebeu «uma carta do senador John McCain solicitando uma contribuição financeira para a sua campanha presidencial».

«Sobre este aspecto, queremos reiterar que nem os funcionários russos, nem a missão permanente da Federação Russa na ONU, nem o governo russo financia actividades políticas em países estrangeiros», lê-se na mesma nota.

A carta de quatro páginas está assinada pelo senador republicano John McCain e tem como destinatário o embaixador russo na ONU, Vitaly Tchourkine.

O documento apresenta um resumo das principais posições do candidato republicano à presidência norte-americana, acompanhado por um formulário que permite devolver a contribuição para a sede da campanha McCain-Palin.

Um porta-voz da campanha de McCain, Brian Rogers, afirmou não ter conhecimento do envio de tal carta, sugerindo que poderia ter sido um erro."

Cumpts
Manuel Santos

Nuno Bento disse...

Humm Sr. Manuel Santos, a fonte que referiu não deve ser muito do agrado do amigo Milhazes ;)
Enfim, acho que à distância dos acontecimentos já não deve ser um assunto tão sensível que não permita uma graçola!..

Jest nas Wielu disse...

2 MSantos

Obrigado por trazer este assunto tão delicioso e muito interessante.

a) Será que a carta realmente existe? Alguém a viu? Os russos mostraram a carta à imprensa? Não foram eles próprios a fabrica-la?

b) A empresa “Davis Manafort & Freeman, Inc.” (lobistas próximos do senador McCain), trabalhou na Ucrânia na qualidade da conselheira política para o Partido de Regiões do Viktor Yanukovich, uma força política ucraniana, aparentemente, pró – russa. Entre os consultores seniores da empresa, podemos citar: Paul Manafort, Philipp Griffin, Richard H. Davis (gestor da campanha do McCain em 2005), Rick Ahearn, todos eles republicanos, todos eles apoiantes do McCain, etc.

c) Então não será tão estranho que algum dos seus lobistas podia mandar a tal carta, pois como se diz “o dinheiro não cheira” e o Kremlin, desde algum tempo prefere os republicanos, pois estes não se preocupam muito com a violação dos direitos humanos no estrangeiro, desde que eles próprios podem os atropelar de vez em quando.

Fonte:
http://www.nytimes.com/2008/06/12/washington/12agent.html?_r=1&oref=slogin

Jorge Pinto disse...

A situação na Ucrânia está tão agitada que até os jornalistas da Lusa se enganam...


Porto, 21 Out (Lusa) - A PSP do Porto destacou 400 polícias para garantir a segurança no encontro entre o FC Porto e o Dínamo de Kiev, com início marcado para as 19:45 de hoje no Estádio do Dragão.

Segundo a PSP, os agentes vão ser divididos entre o exterior e o interior do estádio para "assegurar a ordem pública e prevenir a ocorrência de situações ou actos perturbadores da mesma", assim como "garantir a segurança das equipas intervenientes no jogo".

Neste policiamento vão estar envolvidos elementos da URID - Unidade Regional de Informações Desportivas -, elementos em patrulhamento preventivo, elementos com funções de observação, binómios cinotécnicos e ainda elementos do Corpo de Intervenção.

A PSP estima que cerca de 200 adeptos russos se desloquem até ao Porto para assistir a este jogo da terceira jornada da Liga dos Campeões.

Jest nas Wielu disse...

2 Jorge Pinto disse...

A situação na Ucrânia está tão agitada que até os jornalistas da Lusa se enganam...

Ah, é normal, já damos Graças à Deus que não dizem que Dynamo Kyiv é uma equipa russa, se calhar é a culpa do super - computador Magalhães :-)

xico ribeiro disse...

Sr. Milhazes peço-lhe que comente e aprodunde um artigo da revista do DN, de 19/10/08, no qual aborda o tema da independencia da siberia.
Como está bem colocado e poderá eventualmente ter outros conhecimentos , seria de todo que nos podesse esclarecer.

osátiro disse...

Para o Bruno e cª:
Os maiores assassinos e carrascos da História da Humanidade foram (são) ateus, apesar de existirem há poucos anos.
Vejamos:
LENINE, que deixou morrer milhões à fomr no início dos anos 20 para dar de comer aos militares e aparatchics( recentemente passou na RTP2-claro, isto não pode passar na 1- um documentário sobre isso).
ESTALINE: dezenas ou centenas de campos de concentração onde morreram cerca de 15 milhões de seres humanos-tb da RTP2.
MAO: segundo o livro "MAO a Histórtia desconhecida",de Jung Chang, Bertrand Editora, 70 (SETENTA)milhões de mortos.
POL POT: 2 milhões num país de 6 milhões.
HITLER: tornou-se ateu e foi o que se sabe.
Por isso, não venham com embustes da cassete,mentiras porque a História é implacável.

osátiro disse...

José, excelente discrição da situação Cristã da Ucrânia.
Posso acrescentar que no actual Sínodo dos Bispos Católicos participou pela 1ª vez na História o Patriarca de Constantinopla, que proferiu uma alocução, e em bispo dos Greco-Latinos que pediu expressamente a União com os Católicos sob a égide de Roma.
Cristo disse a S. Pedro: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha IGreja ( e as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela).
Daqui vem a primazia canónica do Papa-Bispo de Roma, sucessor de Pedro, que foi crucificado no Vaticano(de cabeça para baixo)e que apenas foi quebrada em 1054 com os Ortodoxos( a questão dos protestantes é mais complexa).
Este Sínodo marca assim o isolamento dos Ortodoxos da Rússia.
A minha opinião pessoal, como católico, é que o Vaticano tem sido demasiado complacente com Moscovo.
Lembre-se que Yeltsin convidou João Paulo II a visitar a Rússia e o Patriarcado de Moscovo se opôs, apesar de JPII ter sido o Papa que deu um safanão na falta de liberdade religiosa na URSS e foi baleado muito por causa disso.
Mas creio que o isolamento do Patriarcado de Moscovo será cada vez maior.

osátiro disse...

Oops "excelente descrição".
Quanto à carta de McCain: o velhote é tão burro que ia mandar uma PROVA ESCRITA para se queimar?
O Kremlin é composto por ex-KGBs, não perderam as técnicas da Guerra fria.

osátiro disse...

Caro José, li na msnbc que Karina Moskalenko (espero ter escrito bem), célebre advogada russa, tinha sido envenenada, com marido e 3 filhos, com uma substância parecida com mercúrio, e fora hospitalizada.
Também escrevi um post sobre isto.
Como nos lembramos de Litvinenko, pode nos falar dela?
Grato.

Jest nas Wielu disse...

Um pouco off top, mas mesmo assim:

1. O jornal russo Commersant (www.kommersant.ru/doc.aspx?DocsID=1044775) escreve que de acordo com os jornalistas turcos, quase todos os 46 presos no caso de Ergenekon são mais ou menos amiginhos e adoradores da Rússia. Dos ultra – nacionalistas à comunistas, todos gostam muito do “amigo Vladimir e Kº”.

2. Aqui pode ser lida (em italiano) a carta aberta do Paulo Guzzanti ao Sílvio Berlusconi sobre “o nosso grande amigo Vladimir”:
http://www.paologuzzanti.it/?p=830

Anónimo disse...

osátiro o que é que tenta provar?

Quem mata é assassino, seja ateu ou crente, é irrelevante se quem comete um crime acredita em anjinhos, na raça ariana ou se acredita na teoria da evolução.

A sua lista está errada, Hitler não era ateu, o sr pretendia fazer uma lista forte para impressionar, mas de futuro seja mais rigoroso.

bruno

Anónimo disse...

Caro Bruno,

Deus me livre de ser impetuoso, como se isso fosse o último juízo com que certos indivíduos se servem para cometer delitos funestos. Porém, a sua moralidade está conspurcada pelo que chamo de «falta de bom-senso»; é muito simples: o que o senhor propala como moral irrevogável – que, afinal, não passa de uma mera depreciação de um comentário - é uma injustiça para certos homens. O senhor não pode, seja em que sentido for, culpar as pessoas – por muito que elas se empertiguem – pelos seus actos «pouco rigorosos», e que aliás não passam de «conhecimentos recentemente adquiridos»; não pode, dizia eu, dar azo à sua moral como última estância para ajuizar sobre os comentários – isto, porque está a tratar de matérias «necessárias» com recurso a ordem psicológica.

frederico

Anónimo disse...

sr padre frederico,

amen!

bruno.

Anónimo disse...

O assunto sobre a Ucrânia é muito interessante. Acredito que retrata como a divisão social da Ucrânia passa pelo campo religioso, e como católico, acredito que quanto mais longe a Ucrânia se mantiver da I.O.R. melhor, pois poderá ser mais independente da Rússia, mas não necessariamente a ser um país "Ocidental" (ela deve seguir seu próprio caminho...). O que acho estranho são ateus e não religiosos dizerem que religião não mais existe, que só trouxe divisão, não trouxe progresso...Isso chega a ser burrice. Há uma terrível mania de dizer que tudo que está vinculado à religião é atrasado, totalitário, não ser religioso é ser inteligente, pensador,..., tolerante. Afinal, o assunto não era para falar sobre as religiões e sim da situação religiosa na Ucrânia. Isso ficou claro no texto!
Ah, o comunismo ateu e a especulação financeira com certeza não são obras papais.


Rodrigo

Anónimo disse...

Caro Bruno,

Não fico magoado com sua intervenção. Apesar de não ser padre, sou absolutamente a favor dos ressabiados: não merecem o castigo, assim como o senhor o não merece.

Bem-haja,

Frederico

Diogo disse...

Jon Stewart dirige-se a Paulson e a Bernanke: querem que vos demos quase um bilião de dólares para o entregarem a bancos falidos?

O secretário do Tesouro, , e o presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, foram ao Congresso americano pedir um empréstimo de 700 mil milhões de dólares. Jon Stewart, do Daily Show, faz o papel de avaliador de empréstimos, aproveitando as declarações dos distintos financistas:


Stewart: Com os mercados financeiro a transformar os gestores de fundos em criados de mesa, o casal mais poderoso da América, composto pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, foram esta semana ao Congresso de mão estendida, para aquele que foi com certeza, o pedido de empréstimo mais embaraçoso de sempre.

Então, meus senhores, Paulson, Bernanke, é um prazer vê-los aqui… novamente.

Paulson: Quero dizer-lhe que esta não é uma posição na qual eu queria estar. Eu não queria estar nesta posição…

Stewart: Descontraia-se, meu caro… sendo avaliador de empréstimos ouço isto todos os dias. Agora passemos a algumas formalidades. Como foi a sua carreira profissional?

Paulson: Fui director executivo da Goldman Sachs desde… Janei… Desde Maio de 1999 até sair, para vir para cá, em meados de 2006.

Bernanke: Nunca trabalhei em Wall Street, não tenho esses interesses nem essas ligações.

Stewart: Não estejam nervosos rapazes. Ambos são brancos, ambos são ricos, logo é claro que isto não é um daqueles empréstimos “sub-prime” com que nós tivemos de lidar. Muito bem, chega de conversa fiada, passemos aos números. Quanto é que estão a pedir?

Paulson: 700 mil milhões de dólares.

Stewart: 700 mil milhões? É que, segundo os meus registos, já cá esteve quatro vezes este ano, a pedir 25 mil milhões para a indústria automóvel, 85 mil milhões para uma companhia de seguros, 200 mil milhões para umas tais de Fannie e Freddie não-sei-quantas…

Paulson: É preciso mais.

Stewart: Pois, bem… Só de aceitares um cheque, ó careca. Aliás, um cheque careca. Um cheque sem cabelo… Digo cobertura… Só mais uma perguntas, minha gente, para quem é que vai esse dinheiro? Para o povo, calculo?

Paulson: Uma vasta gama de instituições… Bancos grandes, bancos pequenos, de depósitos e empréstimos, cooperativas de crédito…

Stewart: Porque é que não disse logo? Eles são de confiança, vão devolver-nos o dinheiro, certo? Barbudo (Bernanke), tens estado para aí calado.

Bernanke: Vai ser recuperada uma percentagem substancial, mas se será o total é difícil saber.

Stewart: É difícil saber… Interessante. Normalmente exijo uma resposta melhor, mas tendo em conta que foram vocês que nos meteram nesta crise, não terei o mesmo grau de exigência. Vamos ver se percebi bem: querem que vos demos quase um bilião de dólares para vocês os entregarem a bancos falidos, geridos por tipos que usam notas para acender os charutos e o melhor que me conseguem dizer é que talvez nos devolvam algum do nosso dinheiro?

Bernanke: Os contribuintes americanos verão o seu dinheiro bem empregue. Não consigo prever o futuro e já me enganei diversas vezes.

Stewart: Sabem que mais? Que se f… levem lá o dinheiro. Mais um empréstimo perdido? Tanto faz.


Vídeo legendado em português - 3:35m

MSantos disse...

Está enganado Osatiro, mas isso você já o deve saber. Os criminosos que referiu, cometeram as barbaridades que cometeram em nome das suas ideologias independentemente de serem ateus ou não. Infelizmente não se pode dizer o mesmo das 3 religiões do livro. Ou a inquisição não foi nada? e os extremistas islâmicos? O comunismo rejeitava as divindades por que ele próprio era muito ciumento em relação á sua adoração.

E já agora, já pensou na hipótese de existirem ateus dignos, com a sua moral e código de valores muito superiores a muitos crentes? Assim como o inverso, como é óbvio.

Talvez a qualidade do carácter de cada um não tenha nada a haver com o facto de ser ou não, crente.

A eventual crença ou não, deve partir do íntimo de cada um, e todos deverão respeitar e ser respeitados por isso.

Fiz este reparo porque acho que as pessoas não devem ser julgadas ou tidas em conta por serem ou não crentes.

Que hoje em dia, as religiões são factores de divisão e guerra, é um facto até reconhecido por líderes religiosos e estudiosos da religião (teologia).

PS: pelo facto de ter sido um místico (tinha crenças nos deuses pagãos nórdicos), Hitler não pode ser considerado ateu

Diogo disse...

Jon Stewart entrevista Bill Maher. Este não poupa as religiões, incluindo e sobretudo o Cristianismo. A Sarah Palin também vem à conversa

Jon Stewart, do Daily Show, traz-nos um momento de humor corrosivo que pode, a espaços, magoar os mais religiosos. Bill Maher com o seu novo documentário de comédia que se chama “Regilulous” [Religious + Ridiculous], coloca em causa tudo o que se relaciona com religião. Sarah Palin, possível vice-presidente dos EUA, é metida ao barulho e não pelas melhores razões.

Maher: Xenu trouxe-nos para aqui há 75 milhões de anos. Amontoou-nos à volta de vulcões e fê-los explodir com uma bomba nuclear. Estas são as doutrinas da Cientologia... Somos mais antigos do que o Universo. A Confederação Galáctica durou 80 triliões de anos. Têm de se livrar do implante, dos ditadores extraterrestres! Estes implantes são almas maléficas, chamadas Thetans.

Maher: Sim, acho que neste momento há duas Américas. Há um país progressista, europeu, no qual muitos de nós vivemos ou gostávamos de viver, que está a ser estrangulado pelas Sarah Palin do mundo, e que não pode nascer porque este outro país, parolo e estúpido, não permite. Não quero ser bruto, mas...

Maher: 60% dos americanos acreditam literalmente na história da Arca de Noé. Acreditam que aquilo é literalmente verdade.

Maher: A questão é que nós nos rimos disto porque a Cientologia é uma nova religião. Mas não é tão ou mais disparatado ou estranho do que o Cristianismo, lamento dizê-lo. Simplesmente estamos habituados a essa religião. Mas se, hoje, alguém viesse ter contigo e te contasse a história que nunca tinhas ouvido. Se te dissesse: “Deus teve um filho. Era um pai solteiro. E disse ao filho: ‘Jesus, vou mandar-te para a Terra numa missão suicida, mas não te preocupes, não podem matar-te porque, na verdade, tu és eu. Mas vai doer um bocado, não vou mentir-te. Vais odiar-me, mas é o melhor para ti, filho. Para mim! É o melhor para mim! Eu sou tu e tu é eu.

Maher: O plano é o seguinte, filho: eu, Deus, o Pai, vou à Terra primeiro. Dividimos o trabalho porque somos dois. Na verdade, não! E vou ver se arranjo uma mulher palestiniana para engravidar. Para que ela possa dar-te à luz. A mim, quero eu dizer! É a coisa mais disparatada que alguma vez se ouviu!

Maher: Eu limito-me a fazer perguntas. Por exemplo, o que é que a fé tem de bom? Porque é que Deus simplesmente não derrota o Diabo? O próprio Diabo… Perguntei a muita gente, por exemplo, qual é a diferença entre o Diabo e o Anti-Cristo? Sabes?

Stewart: Tem com certeza algo que ver com o Judaísmo e de certeza que fomos responsáveis por alguma coisa. Mas não sei a diferença exacta. Ninguém sabe.

Maher: Foi o que nós descobrimos. As pessoas religiosas sabem muito pouco sobre religião. Eu não sabia. Perguntava: “O Diabo e o Anti-Cristo são o mesmo?” Todos disseram que não. E eu perguntei se o Diabo trabalhava para o Anti-Cristo. Ou é o anti-Cristo que trabalha para o Diabo? Ou são como o Joker e o Enigma? São os dois vilões e, às vezes, juntam-se para derrotar o Batman.

Stewart: Pessoas como Sarah Palin, pessoas muito religiosas... Barack Obama, que também é muito religioso. Não acho que as crenças deles sejam muito diferentes em termos de religião. Conseguem separá-las?

Maher: Primeiro, não sei se Barack Obama é muito religioso. Claro que tem de dizer que é, porque é candidato à Presidência nos Estados Unidos da América, Portanto, tem de o dizer. Mas espero que esteja a mentir. Eu não tenho problema nenhum com quem é falsamente pio. McCain é outro que não é nada religioso. O meu problema são as pessoas que acreditam mesmo. Sarah Palin acredita mesmo. E pode estar a um passo da Presidência. É uma pessoa que... Até as pessoas estúpidas agora pensam: “Bolas, ela é mesmo estúpida.”


Vídeo legendado em português

Diogo disse...

Jon Stewart entrevista Bill Maher. Este não poupa as religiões, incluindo e sobretudo o Cristianismo. A Sarah Palin também vem à conversa

Jon Stewart, do Daily Show, traz-nos um momento de humor corrosivo que pode, a espaços, magoar os mais religiosos. Bill Maher com o seu novo documentário de comédia que se chama “Regilulous” [Religious + Ridiculous], coloca em causa tudo o que se relaciona com religião. Sarah Palin, possível vice-presidente dos EUA, é metida ao barulho e não pelas melhores razões.

Maher: Xenu trouxe-nos para aqui há 75 milhões de anos. Amontoou-nos à volta de vulcões e fê-los explodir com uma bomba nuclear. Estas são as doutrinas da Cientologia... Somos mais antigos do que o Universo. A Confederação Galáctica durou 80 triliões de anos. Têm de se livrar do implante, dos ditadores extraterrestres! Estes implantes são almas maléficas, chamadas Thetans.

Maher: Sim, acho que neste momento há duas Américas. Há um país progressista, europeu, no qual muitos de nós vivemos ou gostávamos de viver, que está a ser estrangulado pelas Sarah Palin do mundo, e que não pode nascer porque este outro país, parolo e estúpido, não permite. Não quero ser bruto, mas...

Maher: 60% dos americanos acreditam literalmente na história da Arca de Noé. Acreditam que aquilo é literalmente verdade.

Maher: A questão é que nós nos rimos disto porque a Cientologia é uma nova religião. Mas não é tão ou mais disparatado ou estranho do que o Cristianismo, lamento dizê-lo. Simplesmente estamos habituados a essa religião. Mas se, hoje, alguém viesse ter contigo e te contasse a história que nunca tinhas ouvido. Se te dissesse: “Deus teve um filho. Era um pai solteiro. E disse ao filho: ‘Jesus, vou mandar-te para a Terra numa missão suicida, mas não te preocupes, não podem matar-te porque, na verdade, tu és eu. Mas vai doer um bocado, não vou mentir-te. Vais odiar-me, mas é o melhor para ti, filho. Para mim! É o melhor para mim! Eu sou tu e tu é eu.

Maher: O plano é o seguinte, filho: eu, Deus, o Pai, vou à Terra primeiro. Dividimos o trabalho porque somos dois. Na verdade, não! E vou ver se arranjo uma mulher palestiniana para engravidar. Para que ela possa dar-te à luz. A mim, quero eu dizer! É a coisa mais disparatada que alguma vez se ouviu!

Maher: Eu limito-me a fazer perguntas. Por exemplo, o que é que a fé tem de bom? Porque é que Deus simplesmente não derrota o Diabo? O próprio Diabo… Perguntei a muita gente, por exemplo, qual é a diferença entre o Diabo e o Anti-Cristo? Sabes?

Stewart: Tem com certeza algo que ver com o Judaísmo e de certeza que fomos responsáveis por alguma coisa. Mas não sei a diferença exacta. Ninguém sabe.

Maher: Foi o que nós descobrimos. As pessoas religiosas sabem muito pouco sobre religião. Eu não sabia. Perguntava: “O Diabo e o Anti-Cristo são o mesmo?” Todos disseram que não. E eu perguntei se o Diabo trabalhava para o Anti-Cristo. Ou é o anti-Cristo que trabalha para o Diabo? Ou são como o Joker e o Enigma? São os dois vilões e, às vezes, juntam-se para derrotar o Batman.

Stewart: Pessoas como Sarah Palin, pessoas muito religiosas... Barack Obama, que também é muito religioso. Não acho que as crenças deles sejam muito diferentes em termos de religião. Conseguem separá-las?

Maher: Primeiro, não sei se Barack Obama é muito religioso. Claro que tem de dizer que é, porque é candidato à Presidência nos Estados Unidos da América, Portanto, tem de o dizer. Mas espero que esteja a mentir. Eu não tenho problema nenhum com quem é falsamente pio. McCain é outro que não é nada religioso. O meu problema são as pessoas que acreditam mesmo. Sarah Palin acredita mesmo. E pode estar a um passo da Presidência. É uma pessoa que... Até as pessoas estúpidas agora pensam: “Bolas, ela é mesmo estúpida.”


Vídeo legendado em português

Afonso Henriques disse...

Os problemas que surgem não são religiosos, são étnicos ou, em casos extremos, questões de poder. Mas os únicos problemas verdadeiramente grandes são de cariz étnico.

Ora dêem me lá um exemplo de um conflito recente religioso que não tivesse a componente étnica? Porque se dão Protestantes e Católicos bem na Alemanha mas terrívelmente mal na Irlanda do Norte? Pensem gente, pensem...

Afonso Henriques disse...

"A europa foi forte quando os lideres ficavam bem nas estatuas"

Filho, a isso chama-se Nobreza, e não falo de nobreza apenas de sangue mas de carácter, enfim, Nobreza de Espírito. E isso só se alcança seguindo os preceitos Tradicionais Monárquicos.

Desta feita, e como vossa excelência de certo não é a monárquica, a culpa é tanto sua como desses políticos... filho... :) Aliás, é mais sua pois presumo que o senhor tenha contribuído para por essa "corja" de políticos onde eles hoje estão:

"Hate the game, don't hate the player."

Oh yeah, baby!

Afonso Henriques disse...

"Na Europa o Cristianismo perdeu a capacidade de seduzir a população, muito por culpa das medidas de desacralização da sociedade efectuadas pelo Estado."

Errado. O Cristianismo vinha perdendo essa capacidade há muito (Reforma Protestante, Renascimento e por aí). Mas, porquanto o Cristianismo em si perdia essas funcionalidades, os Europeus redescobriam o mundo Pagão e o divino Ariano/Indo-Europeu.
Esta celeberação dos antigos, que também já vinha de longe (Renascimento) ou que, nunca mesmo chegou a desaparecer (ver as origens das "Moiras encantadas" em Portugal e na Galiza) atingiu o auge com o movimento Nacional Socialista na Alemanha.

Após 1945 a Europa ficou desfeita e o Homem Europeu voltou-se para o Comunismo e o Laicismo - dos quais Sartre terá sido le plus grand do século XX - entre outras práticas e idologias aberrantes que são, no fundo, destruídoras da Tradição, das Civilizações e também dos Homens, práticas e ideologias das quais o Multiculturalismo é apenas o último grito. Aliás, apenas não porque o multiculturalismo tem o potencial de erradicar culturas para sempre, por exemplo, os Russos levantaram-se após a longa experiência Comunista e hoje em dia a cultura Russa abunda e floresce. Na Cova da Moura não haverá Portugueses para recriar a Tradição Portuguesa. É este o perigo do multiculturalismo. Aplicando-se á Europa Ocidental e Estados Unidos e especialmente se combinado com as taxas de Natalidade que se registam nos diversos grupos, aliando-se ainda mais á extrema violência praticada pelas minorias étnicas face aos povos autóctones da Europa (ainda há dias três africanos assaltaram e violaram uma funcionária de uma papelaria por ser uma jovem Portuguesa, leia-se, Europeia) podemos mesmo esperar o fim da Europa e, porque não várias guerras civis por onde a União Europeia tem conseguido enraizar a sua ideologia... adiante...

Após 1945 o Homem Europeu perdeu-se na sua espiritualidade e ainda para mais, o maior baluarte da Civilização Europeia, a única instituição que sobreviveu á desagregação do Império Romano, isto é, a Igreja Católica Apostólica Romana, renega o Espírito Santo e a sua Tradição ao vender-se no Concílio Vaticano II. E por causa disso podemos agora ver reportagens onde "padres" dizem que é possível concíliar Marx com Cristo...

No fundo, a questão não é o Cristianismo, no fundo a questão é a Espiritualidade da Europa. Arrancou-se a Espiritualidade e a Tradição da Europa em 1945. No entanto, tenho visto grandes sinais que emanam do Leste da Europa, nomeadamente na Igreja Ortodoxa Russa.

Afonso Henriques disse...

Jest nas Wielu,

O corpo estranho na Ucrânia não são as "forças pró-Russas" mas as forças das Revoluções Coloridas financiadas, entre outros, por gente do nível do Judeu Soros...

Viu-se o que aconteceu na Geórgia... Não sei porque alguns Europeus de Leste preferem baixar as calças á América só para esta mostrar o dedo do meio á Rússia. É que são os Europeus de Leste a levar com o Urso...
Ou então porque fogem da Rússia acusando-a de "comunismo" e preferem entrar para a União Europeia. Loucos.

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Caro MSantos, essa notícia é dúbia e é feita com o intento de prejudicar McCain. É só necessário conhecer minimamente o carácter de McCain para saber que a Rússia seria a última potência a quem ele pediria ajuda.

Já a Rússia beneficiaria imenso com a eleição de Obama que tentaria desmontar a América como hoje a (não) conhecemos e de certo será menos incisivo na política externa, baixará o nível do exército Americano e não fará tanto de árbitro em relação á Rússia. Basicamente, McCain vai apertar os Russos enquanto que Obama vai transformar a América num país quase de terceiro mundo e para isso não se pode dar ao luxo de andar a apertar os Russos.
Os Russos vão ter muito gosto em ver YouMomma na presidência dos EUA.