quarta-feira, outubro 08, 2008

Victor Iuschenko dissolveu Parlamento


O Presidente da Ucrânia, Victor Iuschenko, anunciou hoje a dissolução da Rada Suprema (Parlamento) do país e a realização de eleições antecipadas “Segundo a Constituição da Ucrânia, eu declaro a suspensão dos poderes da VI Rada Suprema e a realização de eleições parlamentares antecipadas”, declarou Victor Iuschenko, numa curta mensagem à nação transmitida pela televisão.
O dirigente ucraniano encontra-se de viagem a Itália e a mensagem à nação foi gravada hoje de manhã, depois de Iuschenko ter consultado os blocos e partidos representados no Parlamento.
O anúncio da dissolução da Rada Suprema não foi uma surpresa para os analistas, políticos e ucranianos em geral, visto que já terminára o prazo que o Presidente concedera aos partidos políticos para formar uma nova coligação. O dirigente ucraniano considerava que já podia ter dissolvido o Parlamento no passado dia 04 de Outubro, mas deu mais três dias aos deputados para que tentassem chegar a um acordo com vista à formação de uma base parlamentar sólida do Governo do país.
Victor Iuschenko não anunciou a data exacta da realização do escrutínio, pois é ainda é necessário rever o Orçamento de Estado de 2008 para encontrar dinheiro para realizar o acto eleitoral.Mas os seus apoiantes, citados por agências ucranianas, avançam que o mais provável é que elas se realizem em meados de Dezembro.
“Todos os participantes das consultas se manifestaram pela realização de eleições antecipadas”, declarou, hoje de manhã, Irina Vannikova, porta-voz de Iuschenko depois de uma reunião do Presidente com as forças políticas representadas no parlamento.
“As consultas realizadas são o início do processo de dissolução da Rada Suprema”, acrescentou Vannikova.
“Durante o encontro, o Presidente Iuschenko explicou as bases jurídicas da suspensão antecipada do funcionamento da VI Rada Suprema”, referiu.
O dirigente ucraniano tinha dado trinta dias aos blocos e partidos representados no parlamento para constituirem uma nova coligação parlamentar que viesse substituir aquela que sustentava o governo da primeira-ministra Iúlia Timochenko, entre os blocos Nossa Ucrânia-Autodefesa Popular e Iúlia Timochenko.
O prazo terminou na segunda-feira sem que as conversações entre as várias forças tivessem êxito.“O Presidente considerou que, inicialmente, é preciso fazer alterações no Orçamento de Estado para conseguir meios financeiros para a realização de eleições, e só depois pensará na dissolução da Rada”, declarou Simonenko.

Entretanto, o Bloco de Iúlia Timochenko já veio desmentir as palavras de Irina Vannikova de que todas as forças políticas teriam apoiado a decisão de convocar eleições antecipadas.

“O Bloco de Iúlia Timochenko manifesta-se contra eleições antecipadas para o parlamento. Falta-nos a legislação necessária e não existem meios no Orçamento de 2008 para a sua realização”, declarou Nikolai Tomenko, vice-presidente da Rada Suprema.

“Iremos fazer tudo para que as eleições antecipadas não se realizem”, frisou. Na semana passada, a primeira-ministra Iúlia Timochenko realizou uma viagem a Moscovo, onde se encontrou com Vladimir Putin para conseguir o apoio do Kremlin na luta contra o Presidente Iuschenko.

34 comentários:

jcb loader disse...
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caterpillar excavator disse...
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excavator attachments disse...
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Nuno Bento disse...

bizarro, a Julia não esta certa da vitoria??

osátiro disse...

Será que das eleições virá uma viragem pró Kremlin?
E neste caso, Yushenko não deveria ter feito mais pela não realização de eleições?
Era possível, face à Constituição, não convocar eleições?
Se o José Milhazes nos esclarecesse, agradecia.

Jose Milhazes disse...

Caro leitor, osátiro, é ainda cedo fazer prognósticos de qualquer tipo, porque as forças que vão disputar as próximas eleições não se formaram. Há deputados que saíram do Partido das Regiões para o Bloco do Presidente Iuschenko, há outros que saíram deste último para o de Iúlia Timochenko, etc.
Na Ucrânia diz que os partidos e blocos são uma espécie de projectos comerciais, onde os grandes grupos económicos investem hoje para obterem lucros amanhã.
Quanto a viragem para o Kremlin, ainda é cedo para concluir. Vamos esperar para ver como as forças políticas se irão arrumar e a forma como os agentes externos irão actuar durante esta crise política.

Diogo disse...

Money as Debt – Dinheiro é Dívida

Já alguma vez pensaram porque é que os bancos têm tanto dinheiro, enquanto os países, as empresas e os indivíduos estão tão endividados?

Neste vídeo, «Money as Debt» [Dinheiro é Dívida], Paul Grignon pega num assunto tabu e, de forma inteligente e divertida, torna-o num tópico facilmente inteligível. Costuma dizer-se que a verdade liberta, mas primeiro, costuma deixar-nos zangados. Depois de conhecer a verdadeira história do sistema bancário já não é possível voltar à crença mística da banca como um elemento útil da sociedade.

O vídeo revela os mitos e os conceitos relativos à história do dinheiro. Toda a gente gosta de dinheiro, toda a gente o deseja, toda a gente precisa e depende dele. O que quase ninguém percebe são os fundamentos do dinheiro. O que é o dinheiro e donde é que ele vem? Estas são algumas das difíceis realidades que Grignon expõe em linguagem simples.

Este curto segmento (8:20m) do vídeo conta a história de um ourives do Renascimento, e de como ele começou a cobrar juros de um ouro que não possuía e que não existia. Em suma, a essência da banca.

Os primeiros oito minutos e vinte segundos (8:20m) do vídeo 'Money as Debt' - legendados em português.

Jest nas Wielu disse...

Quem estiver interessado na História da Ucrânia, poderá participar na conferência em Lisboa, dedicada ao estudo da Guerrilha ucraniana - UPA (1944 - 1952)

A Associação dos Ucranianos de Portugal convida todos os interessados a participar na Conferência dedicada ao 66º aniversário da criação do Exército Insurgente Ucraniano (UPA), que terá lugar no dia 12.10.2008 (Domingo), no recinto CNAF – LUSIDOM.

Durante a conferência será debatida a Resolução que exorta a Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia e o Presidente ucraniano a reconhecer o UPA como a parte combatente da II G.M., reconhecendo também os combatentes do UPA como os veteranos legítimos da II G.M., tratando a questão das suas reformas, dos monumentos militares, etc.

Mais informação:
Associação dos Ucranianos em Portugal
Tel. +351 967135885
http://www.ukremigrantpt.ipsys.net

sérgio disse...

Sr. José Milhazes como é que a Rússia vive esta crise mundial. Ainda pensará que consegue escapar incolume? Mais importante será que poderá afectar a sua posição em relação á UE, e em que medida. A economia Russa estará assim tão forte que para além de si também pretende salvar outros países a começar pela Islândia, ou e desculpe-me a expressão, é só fogo de artificio. Abraço

MSantos disse...

Caro José Milhazes, faço minhas as palavras do Sérgio. Seria importante um post sobre a situação económica actual e, exactamente como questinou o Sérgio, saber se o tesouro russo tem a sustentabilidade para suportar a Islândia ou é apenas uma manobra do tradicional fanfarronismo do Kremlin.
Cumpts

eleuterio disse...

Acho piada a essa cena da UPA...
De facto a guerrilha de Bandera estave operacional na Ucrânia ocidental, zona dos Cárpatos até 1949. Chamar a esses colaboracionistas nazis de patriotas, pode até ser muito ofebsivo para o prórpio povo Ucraniano...

A Ucrânia deve responsabilizar-se por quem vive no seu território, das quais talvez 45% nada têm de ucraniano...

Ou arrisca-se a uma guerra civil de consequências terríveis, com separação de zonas-chave do seu território. E é isto a política de estado, com os interesses nacionais sempre a serem elevados e não jogos sujos de nacionalistas com interesses particulares.

Jose Milhazes disse...

Caro leitor Eleuterio, no seu lugar, não me precipitaria a rotular de imediato movimentos como o UPA. Trata-se de um período extremamente complicado da História da Europa que merece uma reanálise profunda. Naquela altura, como deve saber, em vários países da Europa do Leste, actuavam grupos armados que, simultaneamente, combatiam contra dois inimigos: o comunismo e o nazismo.

Pippo disse...

Eleuterio, é verdade que alguns elementos do UPA foram integrados no Schuma, e outros integraram a 14ª Div. SS. Existiu algum nível de cooperação tácita entre os alemães e o UPA, que incusive adquiria armas juntos dos italianos, romenos, húngaros e eslovacos, aliados dos alemães. Contudo, classificar o UPA como colaboracionista "tout court" é, não simplista, mas incorrecto. O UPA era um grupo de resistência nacionalista basicamente igual aos Chetniks sérvios, os quais, como sabe, colaboraram pontualmente com os italianos ao mesmo tempo que combatiam os Partizans, mas não eram, de todo, colaboracionistas.
Abraço,

Jest nas Wielu disse...

2 eleuterio

1. Os soviéticos só conseguiram matar o mais carismático dos comandantes do UPA - general Roman Shukhevych em 1950, o seu sucessor, Vasyl Kuk, só foi capturado em 1954, por isso dizer que UPA terminou a luta em 1949 é incorrecto.

2. Pfr, deixe que o próprio povo Ucraniano escolha os seus próprios heróis, obrigado.

3. Na Ucrânia cerca de 78% da população são ucranianos, veja as fontes e não invente os números.

2 Filipe aka Pippo

Obrigado, por finalmente dizer alguma verdade sobre a Ucrânia.

A não esquecer que nas fileiras do UPA combatiam os judeus, tártaros, georgianos, uzbeques, etc. Houve os militares da Europa ocidental, libertados do cativeiro nazi pelas tropas do UPA.

Jest nas Wielu disse...

Para aqueles que gostam de falar sobre os russos étnicos da Ucrânia (sem perguntar a opinião daqueles, em nome do quem falam).

Vienna, October 6 --More than three million ethnic Russians living in Ukraine have re-identified themselves as Ukrainians since 1991, nearly a thousand times the number of Ukrainians who may have dual citizenship in the Russian Federation, a ratio that appears to be increasing and is of increasing concern to Moscow.

by Paul Goble
windowoneurasia.blogspot.com/2008/10/window-on-eurasia-ethnic-russians-in.html

Pippo disse...

Afric Dymon/Jest, como já deve ter reparado, eu não minto, não é o meu estilo. Sugerir-lhe-ia que fizesse o mesmo, ou pelo menos que abandonasse a sua retórica nacionalista que o impele a distorcer factos, como é o caso da transcrição que apresentou.

Uma leitura mais atenta de todo )e não de apenas parte) do artigo indica que as coisas não são assim tão liminares e que o processo identitário está mais ligado ao conformismo e à identificação com a nacionalidade (o que pode reflectir meramente a situação jurídica de nacionalidade), mais do que a étnica.
Assim, este artigo deverá ser lido "with a pinch of salt".

Acresce que o Paul Gobre é um homem do sistema anti-russo, como se comprova pelo seu CV: trabalhou para o Departamento de Estado, a CIA, o International Broadcasting Bureau e para a RFE/RL, foi condecorado pelos Estados bálticos pelo seu trabalho em prol das independências destes países...

Jest nas Wielu disse...

2 Pippo aka Filipe

/eu não minto, não é o meu estilo/
Pippo as vezes é tendencioso de mais. Exemplo: quando a Rússia mandou o navio às águas da Somália, disse que isso é sinal do falhanço do Estado ucraniano. Mas veja, quando os portugueses são evacuados do Líbano / DR Congo pelas tropas da NATO (sem ser portugueses), Pippo não vai dizer que isso é um falhanço do Estado português. Assim, como não é um falhanço do Estado italiano ou da UE, o facto de que o exército português evacuava os cidadãos italianos / da UE da Angola, da Guine – Bisão, etc.

2. Minha retórica pode lhe, de facto, parecer nacionalista, mas é mais cortês do que a sua retórica chauvinista anti - ucraniana (em termos gerais, não nessa matéria do UPA).

3. Falamos de dois artigos diferentes, eu falo do artigo do Sr. Paul Goble (e não Gobre) e você sobre a entrevista do Sr. Shulga.

4. Analise lá o seu estilo: "Paul Gobre é um homem do sistema anti-russo ... trabalho em prol das independências destes países".

Será que isso não é exemplo duma mentira? Na frase, você sugere (implicitamente), que o trabalho em prol das independências dos países Bálticos significa ser anti - russo. Mas é um disparate, M. Gandhi não era anti - inglês, E. Mondlane - anti - português, ou Charles de Gaulle - anti - alemão. Estes homens lutavam conta o colonialismo da GB, de Portugal, contra o nazismo.
Mas o Pippo (e a propaganda russa), misturam (de propósito) o conceito do povo russo e do império russo. Como dizem os próprios russos, "confundem o amor pela Pátria com o amor pelas Chefes".

Disso que eu chamo a sua atenção, esperando que um dia poderemos falar sobre a Ucrânia sem ter em conta os preconceitos contra o meu país que Pippo adquiriu durante os seus estudos na Rússia.

p.s.
A “grande” Rússia entregou duas ilhas suas (340 km/2) à China:
http://news.mail.ru/politics/2091491/

por isso pergunto: qual é a razão de chorar pela Crimeia?

Anónimo disse...

a ucrania dia após dia está a morrer, tal como a russia. No entanto o sr.Jest nas Wielu continua a olhar para o lado e a alinhar em ideias fantasiosas sobre a história e o futuro da ucrania.
A realidade é que a independencia da ucrania é um falhanço, a ucrania está entregue a corruptos e gente sem escrupulos, os ucranianos que conheço já a muito abriram os olhos e agora nem sequr querem ouvir falar de politica na ucrania porque sabem muito bem que os politicos na ucrania são TODOS corruptos.
A ucrania este momento tem 45 milhões de habitantes(menos do que a espanha, quando em 1991 era um pais de 52 milhões e a espanha 39 milhões.
Alem disso um ucraniano vive muito pior do que 1989, queria que o sr me explicasse o porquê do total falhanço da independencia da ucrania, eu sei os motivos, mas aposto que a vai passar a culpa para o colonialismo russo certo?
É humilhante demais afirmar que os ucranianos/biélorrusos/etc foram colonizados pelos russos, eu penso que essa visão não é tolerada sequer nesses países.
Os politicos ucranianos se conseguirem ao menos manter o país unido e sem uma guerra civil já é muito bom.

v.

Jest nas Wielu disse...

Para o Anónimo V(ovan ?)

1. Me dê alguns exemplos CONCRETOS da nossa morte e assim poderei lhe responder com mais exactidão.
2. Corrupção: já escrevi que a nossa corrupção não se compara com vários outros países do mundo. Mais, nunca diga TODOS, pois eu já ouvi dizer que TODOS os anónimos que assinam v. neste blogue são mentirosos. Serei enganado?
3. A Europa ocidental está envelhecer, sem a emigração brutal afro – asiática a Alemanha, Espanha, França, Portugal também iam diminuir no número dos habitantes.
4. O que significa a sua frase “um ucraniano vive muito pior do que 1989”? Eu vivo, sem duvida, melhor, assim vários outros amigos & conhecidos meus. Especifique, pfr.
5. “É humilhante demais afirmar que os ucranianos ... foram colonizados pelos russos” – é humilhante para quem? Para si? Para Kremlin? Pfr, deixe que nos próprios resolvemos o assunto, sem a interferência dos luso – tropicalismos alheios.
6. Não sei se consegui reparar, mas os ucranianos conseguiram manter o país unido e sem uma guerra civil desde 1991. Apesar dos comunistas, KGBistas e saudosistas soviéticos dentro e fora do país desejarem o contrário.

P.S.
A Comunidade Ucraniana de Portugal escreve ao Sr. Medvedev:
http://ucrania-mozambique.blogspot.com/2008/10/carta-ao-presidente-medvedev.html

Pippo disse...

Bom, Afric Dymon / Jest, já começa a ser fastidioso falar consigo, e já foram vários os que lhe apontaram os erros no seu tipo de retórica. Quando é ó um ainda vá, mas quando são vários a fazer o mesmo é sinal que algo está mal.

Vou responder às suas questões:

1. Eu sou bem menos tendencioso que o Jest, que em todos os seus comentários ataca a Rússia. Ainda não lhe vi nada de laudatório relativamente a este país ou sequer aos seus habitantes, o que revela um forte preconceito. Esse preconceito, diria mesmo xenofobia, revela-se quando diz que os russos que são cidadãos ucranianos têm falar uma língua que não é a sua. Isso é verdadeiramente ofensivo. Muitas guerras já começaram por menos que isso.

2. Quanto ao exemplo do navio, que eu saiba não existe nenhum convénio entre a Rússia e a Ucrânia quanto a assistência mútua relativamente a expatriados dos dois países. Ao invés, existem acordos entre os países da NATO e os países da UE para esse propósito. Mais: caso um cidadão da UE não tenha, no seu país de residência, uma Embaixada do seu país, ele pode solicitar os serviços à Embaixada de outro país da UE. Isto resulta de acordos.

Mas quando um país que procura por todos os meios afastar-se da órbita do seu vizinho, pretendendo aliar-se a uma organização militar cuja postura é cada vez mais claramente anti-Rússia, e que até faz grandes paradas militares para comemorar aniversários da independência, se revela incapaz de assegurar a protecção dos seus cidadãos e assiste, impotente, à substituição do seu poder de Estado pelo poder do Estado rival, então pode-se, de facto, falar do falhanço do Estado. É pura análise política e militar. Se o Jest/Afric Dymon não o consegue fazer, e se não consegue admitir o fracasso do seu país, isso é problema seu.

3. A sua retórica não só É (não parece, É!) nacionalista, e reflete um forte chauvinismo. Em todos os seus comentários você ataca a Rússia, e mais ainda, ataca os que a defendem de qualquer modo, optando pela personalização do articulado. Afirma-se cortês, mas duvido que algum russo concordasse consigo quanto a isso.

4. Quanto ao meu estilo, um homem que trabalhou para a CIA, o Departamento de Estado e a Radio Free Europe/Radio Liberty é um homem do sistema anti-russo. Ou será que estas organizações são isentas? Quem sabe a CIA defenda os interesses da paz mundial...

Em compensação, o seu estilo está patente quando trunca a minha frase, a qual, completa, permitia a total compreensão da minha afirmação. Cortando-a, tal como fez com o artigo que abaixo transcrevo, muda-lhe o sentido.
Ora, o facto do Paul Goble ter tabalhado para aquelas organizações (que são certamente neutras ou mesmo pro-russas!) e de ter colaborado com os Estados bálticos para lutar contra o "colonialismo russo" (ele, um norte-americano? O que é que ele tem a ver com os Estados bálticos para lutar pela sua independência? Ah, mas é claro, ele trabalhou para a CIA...), certamente indica o seu grau de comprometimento politico.
Agora, se acha que eu menti acerca do indivíduo, indique-me claramente onde, em quê, ou seja, prove que eu estou a faltar à verdade.

Para sua informação, eu consigo falar da Ucrânia e de qualquer outro país sem preconceitos, preferindo fazê-lo aliás com pos-conceitos. Uma vez que o Afric Dymon se entretêm no seu blog a atacar a Rússia (apesar de estar em Moçambique), parece-me que um de nós é, de facto, preconceituoso. Mais: uma vez que eu não falei assim tanto da minha experiência russa, podemos ser levados a concluir que o Jest também mente quando afirma que eu adquiri preconceitos anti-Ucrânia durante a minha estada na Rússia. É que, não tendo informação nenhuma sobre mim ou sobre a "propaganda" de que terei sido alvo, ou sobre a minha experiência de vida, o Jest fez uma afirmação sem qualquer valor acerca da minha pessoa, baseada numa conjectura que tem por base um simples facto: estudei na Rússia.

Posto isto, há uma coisa que aprecio muito que é a honestidade intelectual. No seu caso ela não existe. Sugiro-lhe que reveja a sua postura e que use mais as informações e intelecto, e menos as emoções. As emoções são boas para o amor, mas muito más para a análise.

5. Por fim, para que não haja confusões entre os restantes leitores: falo mesmo do artigo do Paul Goble, do qual acrescento o link e o artigo, para que não haja dúvidas:

http://windowoneurasia.blogspot.com/2008/10/window-on-eurasia-ethnic-russians-in.html

Window on Eurasia: Ethnic Russians in Ukraine Re-identifying as Ukrainians

Paul Goble

Vienna, October 6 –More than three million ethnic Russians living in Ukraine have re-identified themselves as Ukrainians since 1991, nearly a thousand times the number of Ukrainians who may have dual citizenship in the Russian Federation, a ratio that appears to be increasing and is of increasing concern to Moscow.
On the one hand, this pattern suggests that ethnic Russians in Ukraine increasingly identify themselves with that country and its titular nation, an attitude that makes it more difficult for Moscow to play this ethnic card against Kyiv. And on the other, it points to the weakness of Russian ethnic identity more generally, something few Russian nationalists want to admit.
In an interview posted on Moscow’s Politcom.ru at the end of last week, Nikolai Shul’ga, deputy director of the Kyiv Institute of Sociology and head of the Foundation for the Support of Russian Culture noted that the number of people in Ukraine identifying themselves as Russians fell from 11.3 million in 1989 to 8 million in 2001 (www.politcom.ru/article.php?id=6969).
Emigration explains only a few hundred thousand of that 3.3 million decline, he said. Most of it reflects “ethnic conformism,” a feeling on the part of many there that it is “more suitable” to declare oneself an ethnic Ukrainian, even if one speaks Russian and feels himself part of Russian culture.
Indeed, he continued, what is happening in Ukraine is a separation of language and national self-identification, with the number of Ukrainians who declared Russian to be their native language actually increased by more than a million between the 1989 Soviet and 2001Ukrainian censuses.
There are at least three reasons for this: First, some of the Russians who had re-identified as Ukrainians nonetheless declared Russian as their native language. Second, the two censuses asked questions about identity and language in a different order, with language first in the former and identity first in the second, an order that by itself may have contributed to this change.
And third – and this may be the most important finding for both Ukraine and the Russian Federation – the changes between the two censuses suggest that for many but far from all people in Ukraine, national identity and native language are not nearly as tightly linked as many have assumed in the past.
For Kyiv, this means that national identity in Ukraine is increasingly strong, with people retaining their Ukrainian national identity even if they continue or decide to begin to speak Russian, a pattern few Ukrainian nationalists find acceptable but one that points to the success rather than the failure of Ukrainian statehood.
And for Moscow, this pattern means that promoting Russian language in Ukraine as the Russian government and its allies continue to try to do – most recently by a new website directed at Russian speakers in Ukraine (www.rus.in.ua) – may not have the identity or political consequences that the Russian government would like.
Asked whether he believed that the number in Ukraine of those who identify themselves as ethnic Russians will continue to fall, even if the use of Russian continues to be widespread, Shul’ga said that over the next several years “the number of Russians and Russian speakers will decline significantly.”
Meanwhile, another report last week calls attention to another aspect of the relationship between Russian and Ukrainian identity. Next year marks the centenary of completion of the tsarist program to resettle Ukrainians (and others) in the Russian Far East in order to strengthen the central Russian government’s control of that region (odnarodyna.ru/articles/4/305.html).
The Ukrainians who were moved there called their place of settlement “zeleniy klin” [‘the green triangle”] and were able to maintain not only their language but even their identity well into the 20th century despite the efforts of the Soviet authorities to russianize and russify them.
The identity of this several hundred thousand-strong community played a key role in the defeat of the White Russian forces in the Far East during the Russian Civil War because the Whites unlike the Reds refused to promise to respect the right of the Ukrainian nation to self-determination.
Soviet researchers, émigré historians like Ivan Svit, and American scholars like John Stephan pointed out that many residents in the Far East retained their Ukrainian identity even when under pressure from the Soviet authorities they learned Russian and declared themselves to be ethnic Russians.
(In the mid-1980s, in a move few now recall, the United States broadcast to the region from Japan in Ukrainian, the only time in the history of US international broadcasting to the Soviet Union when the US broadcast to a region in a language different than the one the Soviet government declared was the language of the titular nationality.)
And in the wake of the collapse of the Soviet Union, some in the Ukrainian parliament called for the recognition of the Zeleniy klin as Eastern Ukraine, a proposal that went nowhere but did call attention to the millions of people in the Russian Federation who continued to define themselves as Ukrainians even if they had to declare something else.
Now, this anniversary of the formation of the Green Triangle is likely to call the attention not only of many in Moscow and Kyiv but of analysts in the West that Ukrainian national identity is stronger than many have thought and that Russian national identity for many, except when supported by a strong state, may very well be weaker.
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Pippo disse...

PS - e obviamente, a regularização de um problema fronteiriço no rio Ussuri que data dos anos 60 relativamente a duas ilhas não estratégicas não se pode comparar à da Península da Crimeia, muito maior e de uma importância estratégica fenomenal.
É o mesmo que se estar a comparar uma barraca com um palácio.

Só lamento é a sorte das espécies selvagens classificadas que vivem na Grande Ussuri. Enfim, talvez sobrevivam à modernidade...

Anónimo disse...

caro Jest nas Wielu, talvez viva melhor porque emigrou para fora da ucrania como alguns amigos ucranianos que foram forçados a essa vida, porque não tinham futuro na ucrania, mas se falar da esmagadora maioria do povo ucraniano vive sem duvida, muito pior que o nivel de 1989, isto é censo comum, não perca tempo em porvar o contrário, seria ridiculo da sua parte.
A ucrania de 1989-1999 perdeu 2/3 do PIB, penso que se não foi a pior recessão da história de um grande país, foi certamente uma das piores.
A ucrania está a morrer porque está a perder população massivamente devido a baixos indices de natalidade, crime, baixa condição de vida, baixa longetividade, etc...
Em 20 anos a ucrania perdeu 7 milhões de habitantes(1/6 da população actual da ucrania!), indique-me um outro país no mundo que tenha perdido tanta população sem ter estado em guerra.
Muito bem, os politicos não são todos corruptos , mas devem ser na ordem de 95% corruptos, está mais feliz assim?
No maximo a ucrania seria um estado vassalo, nunca uma colonia, apelidar a ucrania de ex-colonia russia reduz a ucrania a um país ao nivel de moçambique.
Não sei para que quer o meu nome, chamo-me vicente.

MSantos disse...

Os países que saíram da esfera soviética querem afirmar, nem que seja pela senda da guerra, a sua independência e vontade próprias, tudo canalizado num ódio obsessivo á Rússia. Pelo que aconteceu no passado, era de prever. No entanto haveria mais superioridade em saberem ultrapassar isso. O que acho extremamente lamentável, e como o Pippo afirmou e muito bem, é a sua desonestidade intlectual e falta de patriotismo em relação ao seu próprio país. Baralhados? Pois é isso mesmo!
Querem manifestar tão alto e tão forte o seu nacionalismo face á Rússia, que estão a entregar os seus países aos mais obscuros interesses de meia dúzia de falcões em Washington. Grande patriotismo, trocar a vassalagem a um por outro.

Na mesma linha: como já referi, os estaleiros navais de Nicolayev na Ucrânia são os únicos que podem construir porta-aviões no espaço eslavo. Uma das primeiras hipóteses que surgiram sobre quem iria construir os 6 porta-aviões para o plano megalómano da armada russa, seria serem comprados á Ucrânia. Isto é um dos muitos exemplos em que estes países podiam florescer economicamente. Acham que em contrapartida os EUA estarão em condições de fornecer financiamento e taxas de emprego semelhantes?
Os interesses do Kremlin são obscuros, é um facto. No entanto na minha opinião estes países deveriam virar-se para o ocidente, mas não no aspecto militar, mantendo o elo de ligação com a Rússia e o seu gigantesco mercado, e aí teriam muito a ganhar e prosperar. Mais: ao establecerem esse elo de confiança, provavelmente a própria Rússia seria forçada a abandonar as visões paranóicas e criar outra mentalidade.

Mas não. Há que alimentar e fundamentar os receios dos paranóicos, rodeando-os de bases militares hostis e apontar mísseis ao coração do país.

Mas como é habitual, isto é só a minha opinião.

Cumpts
Manuel Santos

Jest nas Wielu disse...

2 Pippo

Bom, Filipe, quem são TODOS? Tipo tu, bruno (t) e mais 2 pessoas?

1. Não disse que os russos tem que falar ucraniano, disse que os cidadãos ucranianos (independentemente da sua origem), tem que falar ucraniano.

2. /convénio entre a Rússia e a Ucrânia quanto a assistência mútua/ - sabe mal, pois a Ucrânia é membro da CEI e os acordos existem.

/admitir o fracasso do seu país/ - sorry, não vejo o fracasso, à título de exemplo, estamos construir o cosmódromo no Brasil (Alcântara), algo que o seu país nem sonhar pode.

4. Continua a confundir o povo russo e os dirigentes russos, Anna Politkovskaya não é igual ao Putin.

Se Filipe sendo português advoga o seu direito legítimo de defender o Kremlin, também Paul Goble tem o mesmo direito de ter colaborado com os Estados bálticos para lutar contra o colonialismo russo, mesmo sendo um norte-americano.

Honestidade intelectual & emoções: Ucrânia, país que tem 17 de Independência produz as coisas que o seu país não produz (falo de tecnologia), por isso quem tem usa as emoções aqui?

2 Pippo, .s.

/rio Ussuri/ - eu vejo ai um falhanço fundamental do estado russo, que precedeu a venda do seu território ao país que implicitamente reivindica uma parte da Sibéria.

2 Vicente

Bom, meu caro Vicente, se não estou enganado, vivem cerca de 800.000 portugueses na França, mesmo número na RAS, grande comunidade na Venezuela... Todos os anos milhares de portugueses vão apanhar fruta na Espanha...

Isso significa que Portugal é perdido de tudo ou Vicente consegue visualizar uma saída condigna?

É possível que de 1989-1999 a Ucrânia perdeu algum PIB, mas estamos em 2008, será que não recuperou nenhum? Nenhum mesmo?

Percas da população:
Cerca de 5 - 7 milhões de ucranianos emigraram para a UE, Canada e EUA. Fala em baixos índices de natalidade e crime, mas esqueceu a catástrofe do Chornobyl. Sabe quantos % subiu o nível dos cancros no país? Quer ver algumas fotos? Não fique com medo, lá em Caparica sempre pode gozar com o meu povo...
http://www.unicef.org/ceecis/4164.html

Corrupção: mais de 30 anos, desde a presidência do Ramalho Eanes, as crianças são violadas diariamente na Casa Pia em Lisboa. Até agora, me parece, que ninguém foi condenado, Vicente acha que é por corrupção ou por algum outro motivo?

2 Manuel Santos

1. Se não estou enganado, existe uma base militar dos EUA em Portugal. MSantos acha que isso é sinal de "desonestidade intelectual e falta de patriotismo em relação ao seu próprio país"? Ou se calhar é uma "entrega dos seu país aos mais obscuros interesses de meia dúzia de falcões em Washington?" Me diga, pfr.

2. Pelo que eu sei, ninguém proíbe aos russos construir os seus "porta-aviões megalómanos" em Mykolaiv. Se a Rússia tenta comprar o nosso sistema de trânsito de gás, pode construir em Mykolaiv à vontade.

3. Os interesses do Kremlin são obscuros, é um facto.

O comportamento ucraniano / georgiano não altera nada, atingidos pelo o complexo de superioridade, os russos olham em seu redor com muito desprezo (nem lhe vou dizer o que acham dos povos mediterrâneos, senão ficará escandalizado), é um pouco como os portugueses da velha guarda olham para a África. Os p...os sempre serão p...os para eles, não adianta comerem batalhão e beberem o Vinho do Porto...

MSantos disse...

Caro Wielu
Recordo-me ainda da NATO ser uma organização defensiva contra o ameaçador bloco soviético nos anos 80 (tenho 40 anos), e pela análise que faço agora, A NATO representava o garante da democracia e liberdade no mundo livre (é um facto: nessa altura, a democracia era verdadeira e éramos mais livres). Os EUA eram a ponta da lança da nossa defesa, e embora tivessem sempre as tentações imperiais, a aliança era constituida por verdadeira parceria, e os EUA eram dignos de admiração. Hoje em dia, tenho vergonha que o meu país siga (no sentido mais humilhante do termo) uma administração americana, que á luz dos valores dos anos 80, seriam julgados por crimes de guerra.Senti imensa vergonha pelo meu país, pela sua longa história e valores ao ver um primeiro ministro que deveria ser o primeiro a honrar esse mesmo país a servir de porteiro a uns malfeitores a planearem uma guerra de massacre e mentira, sem nenhuma glória nem causa nobre (se é que é possível ir para a guerra por causas nobres). É exactamente esta linha de pensamento que mantém a minha integridade intelectual e não me considero menos português por isso. Muito pelo contrário. Como tal respondo afirmativamente á sua pergunta se o meu país se vergou a outros obscuros interesses. E é triste ver sempre um país sucumbir a interesses externos pelo que é triste ver o antigo bloco de leste sucumbir á política de cerco dos EUA, no final vão ficar com uma mão cheia de nada e ainda vão ter o urso ferido e raivoso á perna.

A mesma integridade intelectual que me permite ver na Rússia uma potência com tendências imperiais, governada por gente obscura (tal como Washington, neste momento) e me permite apontar os seus defeitos (com os quais você concordou) mas conservando também a lucidez de que embora tratando-a com firmeza e vigilância, não é pela via da hostilização que se deve seguir (assim como seria loucura hostilizar os EUA).

Para finalizar: quando mantemos a nossa integridade intelectual, somos livres para criticar ou enaltecer tudo e todos, mediante a razão. Quando perdemos essa mesma integridade, ficamos presos a um dos lados, juntos das suas qualidades mas também defeitos ou até crimes.

Cumpts
Manuel Santos

Pippo disse...

Bem, vou responder a mais esta e acabou-se. Gosto de dialogar com quem tem capacidade (e honestidade) para tal. Consigo é impossível.

1. Se não sabe distinguir entre a palavra "VARIOS" (pois eu disse "e já foram vários") e a palavra "TODOS" (a qual eu não usei), volte para as aulas de português que bem precisa. Até eu, com o meu fraquíssimo russo, sei distinguir entre mnoga lyudi e vce lyudi;

2. Se até o Manuel Santos o critica, é melhor que leve isso bem a sério. Ele não é um rapaz intelectualmente pouco dotado, como talvez - talvez - já tenha reparado. Mas provavelmente ainda não se apercebeu disso, o que tambén não me espantaria;

3. O Jest disse que os cidadãos ucranianos (independentemente da sua origem), tem que falar ucraniano. Isso inclui os russos que são cidadãos da Ucrania. E como os russos da Ucrania são étnicamente russos, eles não devem ser obrigados a falar uma língua que lhes é estranha, que não é a da sua etnia. Eles não são estrangeiros na sua terra, não são imigrantes (ao contrário de si em Moçambique) nem nada de parecido, eles são tão nativos como os ucranianos do Oeste. E têm os mesmos direitos de cidadania que os demais. Por isso não podem ser obrigados a falar uma língua que não é a sua.

4. Se existem acordos de assistência mútua a expatriados entre a Rússia e a Ucrânia, nomeadamente através da utilização de forças militares de um país para resgatar cidadãos do outro, muito bem, ficamos conversados. Mas se a Ucrânia, que até faz portentosas paradas militares, não tem capacidade para enviar navios para o Mar Vermelho para resgatar um navio ucraniano e 17 marinheiros ucranianos, então de facto existe um problema. É que Portugal, que é pequenino, tem capacidade para enviar fragatas para a Guiné-Bissau e Angola, e não só;

5. "estamos a construir o cosmódromo no Brasil (Alcântara), algo que o seu país nem sonhar pode." Parabéns! Afinal parece que os tais "colonialistas" russos até foram porreiros, pois implantaram na Ucrânia dezenas de fábricas para produção de mísseis, foguetões e material espacial. Os bondosos norte-americanos não nos deram nada...
Quanto a Portugal, apenas se pode contentar em dominar o mercado das grandes superfícies na Polónia (Jerónimo Martins) e as redes de distribuição de água em Marrocos, entre outras coisas. Também temos um pézinho de meia na economia do Brasil, mas isso é pouca coisa.

E claro, como se poderia esperar, só temos capacidade para mandar navios proteger os nossos cidadãos em Africa ou ajudar à sua repatriação, o que em nada se compara ao poderio ucraniano que constroi parte do Centro de Lançamento de Alcântara para o lançamento dos foguetões Ciclone mas nem sequer consegue mandar uma fragata para proteger os seus navios e cidadãos no Mar Vermelho...

6. Ao contrário do Paul Goble, aqui o Filipe não foi condecorado pela Rússia por lutar pelo que quer que seja em prol deste país. E aqui o Filipe não trabalhou para o KGB/FSB, ou o GRU, ou a Novosty, ou o MNE russo, enquanto que o Paul Goble trabalhou para a CIA, a RFE/RL e o US State Departament. E depois, "só por acaso", labutou para tirar os países bálticos da órbita russa e até foi condecorado por isso.
De facto, nada tem de estranho. Eu e ele, nas nossas acções e CV, somos perfeitamente equiparáveis. Qualquer um vê isso.

7. "A Ucrânia, país que tem 17 de Independência produz as coisas que o seu país não produz (falo de tecnologia), por isso quem usa as emoções aqui?"
Sim, e a Ucrânia também produz mais máfias violentas e mais escravas sexuais do que Portugal (já que estamos numa onda de comparações absurdas...).
O que é que a comparação entre o que a Ucrânia produz e o que produz Portugal têm que ver com honestidade intelectual, racionalidade & emoções?...

Olhe, esqueça, não precisa de se esforçar para compreender a minha pergunta. Seria exigir demais de si.

Da minha parte a paciência esgotou-se. Não preciso de perder tempo a falar com chavinistas nacionalistas e pseudo-patriotas (mas que convenientemente preferem ser imigrantes a viverem no seu país, onde têm de penar), que só sabem atacar países estrangeiros (ao contrário de lutarem pelo seu "in loco") e cujos argumentos que usam comprovam que nem sabem ler o que os outros escrevem.

Jest nas Wielu disse...

2 Filipe aka Pippo

1.a) De facto, errei, você disse “VARIOS”, mas não deixa de ser verdade que Pippo, bruno (t) e mais 1 ou 2 pessoas não formam vários. b) finalmente você quer me dar a lição de português, formidável (para quem escreve com mais erros que eu), além disso, Filipe só vai me ensinar o português, quando saber falar o ucraniano tão bem, quando mal anda o meu português. C) “mnoga lyudi” ... e eu ainda acreditava que o seu russo era razoavelmente bom... d) você usa a palavra “tambén”, isso significa que deve voltar à escolhinha?

3. Bom, se os mirandeses de Portugal são obrigados a falarem o português, então as minorias étnicas na Ucrânia devem falar ucraniano. Eu aprendi ucraniano, milhões de outros também, não é Filipe que vai determinar isso.

4. Fofo, a Ucrânia tem a capacidade de enviar os navios à onde quiser, mas os nossos interesses naquele caso representa a marinha da NATO.

5.a) Não foram os colonialistas russos que implantaram na Ucrânia dezenas de fábricas para produção de mísseis, foguetões e material espacial. A Ucrânia Soviética sustentou este esforço com o seu PIB, os seus cérebros, seus operários, seus impostos, etc. b) /Os bondosos norte-americanos não nos deram nada/ - não é inteiramente verdade, a vossa força aérea e algumas fragatas são o second – hand das FA dos EUA, para que esconder este facto?
c) Duvido muito que Jerónimo Martins está “dominar o mercado das grandes superfícies na Polónia”, mas os meus conhecidos polacos em Moçambique queixam-se que JMartins paga piores salários, oferece más condições de trabalho, etc. Enfim, os polacos preferem as redes alemãs.

6. /Ao contrário do Paul Goble, aqui o Filipe não foi condecorado pela Rússia por lutar pelo que quer que seja em prol deste país/ - se calhar, esforçou-se pouco...

7. /Ucrânia também produz mais máfias violentas e mais escravas sexuais do que Portugal/ - de facto, são comparações absurdas, pois as máfias & as escravas são na sua grandíssima maioria compostas por tais “russos étnicos” que têm imensas dificuldades de aprender a língua ucraniana e por isso preferem viver em Portugal onde não precisam de fazer os tais sacrifícios.

8. O que é que a comparação entre o que a Ucrânia produz e o que produz Portugal têm que ver com honestidade intelectual, racionalidade & emoções?
Bom, já que Pippo estudou na Rússia, devia conhecer o provérbio russo sobre as pessoas que: “Reparam num grão de arreia na horta do vizinho e não visualizam o tronco inteiro na sua própria horta”. Este é o caso do Filipe, desculpa os crimes horríveis e genocídios inteiros perpetuados pela Rússia e inventa & exagera qualquer deslize ucraniano, manda as bocas sobre o meu domínio de português e escreve pessimamente o russo, a língua ucraniana desconhece de tudo.

Enfim, um verdadeiro moscovita das margens do Tejo.

2 Manuel Santos
Como vê, não somos únicos nos nossos pecados, só peço um pouco de honestidade intelectual quando analisam a Ucrânia, só isso.

Jest nas Wielu disse...

p.s.
e já que muita gente insiste em falar sobre o barco ucraniano (em Somália), eis a informação correcta: embarcação «Faina» possui a bandeira do Belize e pertence à empresa do Panamá – Waterlux.

Anónimo disse...

Caro Jest nas Wielu eu não quero defender ninguem, apesar de não conheçer o sr. pippo a linha de pensamento deste leitor segue um pensamento metodico e cientifico, coisa que o sr. não parece ter, o sr fala com base em premissas falsas.
Quanto aos erros, de facto está de parabens por escrever muito bem português, mas a maioria dos leitores aqui presentes escreve rasoavelmente bem.Isto não é um concurso de escrita, eu ligo mais ao conteudo e não a forma.
A maioria das pessoas que frequêntam este blogue gostam da russia, uma parte defacto critica o regime russo, mas gostam da russia, o sr não aprecia o país nem o regime e tenta provar(de forma pouco logica) que o mal da ucrania foi causado pela russia, se todos pensássemos assim, estavamos a culpar os franceses por terem invadido portugal em 1807, como sabe foi um acontecimento trágico para portugal.

1-Portugal tem bem mais de 800,000 imigrantes em frança, são já na ordem dos milhões os descendentes de portuguêses nesse país, a comunidade de portugueses é muito apreciada, é conhecido o dinamismo e o contributo muito importante para o Estado françes dessa comunidade.De qualquer forma é no novo mundo que a emigração portuguesa teve um impacto muito forte. De 1500-2000 emigraram para o brasil quase 3 milhões de portugueses, a população do brasil é na totalidade ou quase na totalidade de origem portuguesa, nos restantes países da america latina/norte a imigração portuguesa foi tambem relevante e importante. Portugal fundou nações e colonizou-as, pretender falar de imigração no sentido de apontar algo a portugal é injusto e evidencia uma visão anti-europeia da historia.
A ucrania de 1989-1999 não perdeu algum PIB ,perdeu 66% do PIB, a economia ucraniana ficou destruida e vão ser precisas várias gerações para recuperar desse colapso total, a ucrania em 2008 é uma miragem do que era em 1989. Nessa altura a ucrania era uma potência industrial com um peso importante no mundo, hoje a ucrania( infelizmente) é ainda uma economia muito debil e ainda não atingiu o nivel de 1989!! estamos a falar de 20 anos de atraso.
Os ucranianos tal como os russos passaram por uma mudança selvagem que lhes foi imposta por pessoas que prometeram um dia melhor logo a seguir e falharam, dessa mentira resultou o sofrimento de povos e as marcas vão demorar gerações a desaparecer.
O sr fala que emigraram 5-7 milhões de ucranianos, e saberá certamente que oficialmente a ucrania terá 45/46 milhões de habitantes, mas se contabilizar esse exodo então o numero mais realista será na ordem de 40 milhões.
Quando fala de chernobil fala de um assunto que se tornou num mito, eu fiz um trabalho a 2 anos sobre chernobil para a faculdade e estudei bem esse assunto, o impacto de chernobil foi quase todo na biélorussia, e mesmo nesse país a subida do nivel de casos cancerigenos foi muito baixo.
Se pretende provar que uma das causas da redução da população da ucrania foi esse acidente sugiro que se informe antes de falar, desculpe mas está completamente errado, se quiser posso-lhe enviar o relatorio que fiz e certamente que irá concordar.
chernobil é uma arma utilizada para
aqueles que se opoem a energia nuclear, para causar medo e panico nas pessoas desinformadas. chernobil foi um acidente trágico, mas felizmente o seu impacto na população foi muito reduzido, todos os dias o sr. recebe mais radiação ao passear na rua em moçambique do sol, do que se deslocar a chernobil.
Quanto ao sistema de justiça português ele é na minha opinião uma vergonha, tal como o da maioria dos paises ocidentais, mas isso não significa que os actores desse sistema sejam corruptos, eu acho que a maioria dos portugueses não são corruptos, diria que são mais activos no trafego de influências, em portugal o factor c(cunha) é um realmente o "problema" nacional.

Eu gosto da ucrania e a maioria das pessoas que conheço tambem, a imigração dos ucranianos em portugal é muito bem vista, mas alguma criminalidade violenta está associada a emigração de leste, por isso é normal algum ressentimento de sectores da população portuguesa.
acho que o sr. devia ser mais flexivel nas suas opiniões e não estar sempre a tentar denegrir pessoas têm opiniões interessantes como o sr pippo , bruno etc.

vicente.

MSantos disse...

...e os tanques T-72? Também são do Belize ou do Panamá? É engraçado a comunicação social ocidental não falar neste assunto, mas se fosse um país do "eixo do mal" a vender armamento pesado a grupos guerrilheiros (presume-se), nomeadamente ás hordas mais barbaras e violentas do planeta, provavelmente o caso já estava na ONU. Nem sequer se dignam a investigar os verdadeiros destinatários.

Jest nas Wielu disse...

2 Vicente

Pfr, me cita alguma “premissa falsa” minha.

1. Vicente esteve na Ucrânia em 1989? Já visitou a Ucrânia em 2008? Ou apenas ouviu falar que alguém escreveu isso ou daquilo na Internet?

2. Emigração: Ucrânia teve 52 milhões, emigraram 5-7 milhões, houve a emigração dos russos étnicos a Rússia, dos judeus para Israel, EUA e Alemanha, além das emigrações menores dos cidadãos de origem grega, alemã, etc.

3. Chornobyl na Ucrânia é um mito?! A minha educação não permite de lhe chamar nomes, mas o reactor número IV (aquele que explodiu) se encontra à menos de 200 km de Kyiv (Kiev), um dos afluentes do rio Dnipro (o Pripyat) passa lá, enfim, vejo a sua postura como completamente indigna.

O impacto real não se mede pelos relatórios, visita o Chornobyl (já que é tão seguro) e depois falamos. Os ocidentais que defendem a “segurança” de Chornobyl, normalmente nem visitam a Ucrânia e quando visitam nem a nossa água bebem, perfeitamente segura, apenas pela precaução...

4. Quer dizer, Ucrânia é “95% é corrupta” e em Portugal “apenas gostam de cunhas”... Bela visão.

Só dei lhe estes exemplos, para demonstrar que não pode atacar a Ucrânia por algo, com que convive no seu próprio país, as vezes na mesma ou até na maior proporção.

P.S.
Pelo que eu saiba, a criminalidade violenta em Portugal não está associada à emigração ucraniana. Ou estou a ser enganado?

2 MSantos

Posso estar equivocado, mas me parece que não existe nenhum embargo internacional contra a Quénia. MSantos também insinua que os T-72 são vendidos aos “grupos guerrilheiros”, mas não conheço nenhum grupo guerrilheiro na Quénia que saiba operar o T-72... (talvez o Magalhães?...)

p.s.
e já agora, entre a tripulação do navio também há cidadãos russos, talvez por causa deles a Rússia mandou o seu navio da guerra. Alguém sabe o que a marinha russos conseguiu em termos práticos?

Anónimo disse...

Jest nas Wielu,~
1/3 um exemplo de premissa falsa foi o facto de julgar que eu disse que chernobil não aconteu, eu disse mito no sentido em que esse acidente(trágico) se transformou numa arma politica.
Outra premissa falsa é julgar que foi a ucrania que mais sofreu com chenobil o que é incorrecto, foi a biélorussia e tambem os países nordicos.
Eu tenho factos e 1 relatorio que prova a minha posição.
Quando referi que que foi um acidente que não causou mudanças demograficas, não invalida que morreram 56 pessoas directamente e de 2-6 mil(estimativas)por aumento de taxa de cancros, o que não deixa de ser um acontecimento ue causou sofrimento a muita gente.

1-Não tive o prazer de visitar a ucrania, mas como estudei economia tenho alguns conhecimentos sobre o sistema produtivo ucraniano, a ucrania neste momento 2008 ainda não recuperou do nivel industrial de 1989( a russia em 2007 voltou a recuperar a posição que tinha em 2007).
De qualquer forma a ucrania tem hoje uma economia mais moderna e sofisticada, apesar de ser mais pequena.

2- A ucrania tem apostar na natalidade como os russos estão a fazer para impedir uma catastrofe demografica.A ucrania ainda não verificou um exedo de russos para fora da ucrania como aconteceu na asia central e ainda bem para a ucrania que isso aconteceu são 1/5 da população.

4- O sr não compreendeu o que eu disse, eu disse que 95% dos politicos são corruptos e não 95% do povo ucraniano. O povo tem de se adaptar as circunstancias, nesse capitulo(corrupção) ninguem tem o monopolio, existe em todo o lado e a corrupção tem varias faces.

5- A criminalidade violenta não está associada aos ucranianos nem aos russos mas sim a máfia russa que como deve saber é controlada por judeus, no entanto, a criminalidade violenta aqui é quase toda cometida por africanos.



vicente.

Jest nas Wielu disse...

2 Vicente

1. Nunca disse que Vicente negava o facto do acidente do Chornobyl ter acontecido, mas sim, a esta distorcer por completo a realidade. Claro, que a Belarus sofreu, mas Chornobyl se situa na Ucrânia, a zona “morta” – 30 km em seu redor está na Ucrânia e nossa capital está, salvo erro, à 180 km do Chornobyl. Não me fala dos nórdicos, eu sei que as coitaditas das renas deles tiveram algumas problemas da saúde, a título do exemplo a minha avo morreu de cancro (duvido que ela e milhares como ela estejam contempladas nas suas estatísticas)...

2. Mas quem é que disse que a Ucrânia deve recuperar o nível industrial de 1989? Naquele ano, o Leste da Ucrânia trabalhava para uma boa parte da URSS (às 7h00 de manha na cidade de Zaporizhia não era possível respirar por causa do labor das fábricas), mas a Ucrânia independente não precisa de toda essa maquinaria pesada do século passado. (Duvido que Vicente quer lá saber, se calhar podemos lá morrer todos, mas as renas dos nórdicos é que não...)

(Finalmente a verdade: a Ucrânia tem hoje uma economia mais moderna e sofisticada, apesar de ser mais pequena). Pois é, em vez de apostar na metalurgia, etc., apostamos nos serviços.

3. A Ucrânia já apostou no crescimento da natalidade (em termos reais e não declarativos até mais que a Rússia), cada mãe recebe por cada nascimento um certo valor (5.000 USD se não me engano) e mais algum valor todos os meses até 2 anos de idade. Além disso a licença pós – perto é de 3 (!) anos.

4. Bom, já que ninguém “tem o monopólio” para ser corrupto, assim ficamos conversados.

5. Desde que a criminalidade violenta não esteja associada aos ucranianos, não me ralo quem são os criminosos: albaneses, russos, romenos ou africanos. Não quero os créditos alheios para o bem ou para o mal :-)

p.s.
Aos amantes do futebol

Nesta Terça – Feira, dia 21 de Outubro, a equipa ucraniana de futebol FC Dynamo Kyiv joga no Porto para a Liga dos Campeões com o FC Porto.

A Associação dos Ucranianos em Portugal organiza a viajem dos adeptos ucranianos para assistir o jogo na cidade do Porto, informação adicional pode ser obtida pelo telefone:
+351 968655555 ou na página da Associação: http://www.ukremigrantpt.ipsys.net

Jest nas Wielu disse...

Chornobyl

Quem se interessar sobre o tema do Chornobyl à sério, sobre a "zona morta", sobre as vítimas reais, etc., poderá escrever aos autores do filme "Epiphany At Chornobyl" (Epifania em Chornobyl":

info@lifeinthedeadzone.com ou irenezabytko@yahoo.com