quarta-feira, dezembro 17, 2008

Redução das tropas do Ministério do Interior da Rússia suspensa devido a receios de levantamentos civis

As autoridades russas decidiram suspender a redução do número de efectivos das tropas do Ministério do Interior, alegando que eles serão necessários para garantir a segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, mas os analistas atribuem essa decisão ao facto de o poder recear desordens devido à crise económica e social no país.
Há dois anos atrás, o Conselho de Segurança da Rússia tinha decidido reduzir essas tropas de 200 mil para 140 mil até 2011, mas suspendeu esse processo agora, ao nível dos 170 mil efectivos.
As tropas do Ministério do Interior são constituídas por destacamentos de operações especiais, unidades de segurança de alvos particularmente importantes.
Vassili Pantchenkov, porta-voz dessa força militarizada, considera que o processo de redução foi suspenso com vista a garantir a ordem e segurança nos Jogos Olímpicos de Inverno, que se irão realizar em 2014 na cidade de Sotchi (Sul da Rússia), mas uma fonte do diário “Vedomosti” no Ministério do Interior tem uma opinião diferente: “Claro que ninguém irá anunciar abertamente que as tropas serão necessárias para reprimir desordens”.
Andrei Ilarionov, antigo conselheiro de Vladimir Putin e hoje seu adversário, qualifica de "catastrófica" a queda da produção industrial no país, chamando a atenção para o facto de ela ter análogo apenas nos finais de 1941 e início de 1942, ou seja, durante a Segunda Guerra Mundial.
Economistas do Clube Económico junto da empresa de consultadoria FBK não excluem a possibilidade de “levantamentos populares” em várias regiões da Rússia em Janeiro ou Fevereiro.
“As pessoas querem, talvez pela última vez, festejar calmamente o Ano Novo. Mas, depois, Janeiro e Fevereiro serão um período muito difícil. O número de desempregados poderá duplicar”, considera Evgueni Gontmakher, dirigente do Centro de Política Social da Academia das Ciências da Rússia.
“No nosso país, a estabilidade é a moeda com que o poder paga à população. O povo trocou-a pelos seus direitos políticos. Agora, o acordo é irrealizável, pois é impossível, num futuro próximo, restaurar a estabilidade”, defende Alexandre Auzan, presidente do Instituto “Contrato Social”.
Segundo ele, “nessa situação de desencantamento crescente, quais deteriorações irão ser mais dolorosas: avarias nos sistemas de aquecimento, aumento do preço dos serviços comuniais”.
Os economistas consideram que os recentes protestos populares no Extremo Oriente russo, provocados pelo aumento dos impostos sobre os veículos importados, poderão ser o primeiro sinal e não excluem levantamentos como os que têm lugar na Grécia.

43 comentários:

Anónimo disse...

Que tal um artigo a elogiar a coragem de Medvedev? Ontem apertou os deputados da Duma, por andarem a pôr entraves nas leis anti-corrupção, e o Ministro do Interior e o Comissário dos direitos humanos, por causa da repressão e prisões de manifestantes.
O homem é tão corajoso e decidido que sinceramente não sei se não levará um tiro antes do Obama.
Deus te guarde, Dima!

Anónimo disse...

Sr. Milhazes esse tipo de artigos como o seu é que causam danos na economia russa.
O sr. incentiva os investidores a fugir da russia.
se o sr. tiver rasão só um louco é que poderá investir ou fazer comércio com a russia.

Gilberto Mucio disse...

“No nosso país, a estabilidade é a moeda com que o poder paga à população. O povo trocou-a pelos seus direitos políticos. Agora, o acordo é irrealizável, pois é impossível, num futuro próximo, restaurar a estabilidade”(Aleksandr Auzan)

Perfeito.

“nessa situação de desencantamento crescente, quais deteriorações irão ser mais dolorosas: avarias nos sistemas de aquecimento, aumento do preço dos serviços comuniais”

Talvez seja somente impressão minha, gostaria até de saber do sr. Milhazes que também mora em Moscovo, mas estou sentido meu apartamento um pouco mais frio do que o de costume no inverno.

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hahaha

Agora a culta da Rússia está quebrando -- a desmoronar o castelo de cartas -- é do artigo do sr. Milhazes. =)

Gilberto Mucio disse...

ERRATA

*(...)culPa da Rússia está quebrando(...)

Anónimo disse...

Estando de partida de Moscovo onde permaneci durante alguns meses, só posso deixar uma palavra de apreço a este blog. Muito interessante e… útil para quem está neste país e pouco percebe de russo.
Parabéns ao autor.
Ana

Francisco disse...

palavra de apreço a este blog. Muito interessante e… útil para quem está neste país e pouco percebe de russo.
Parabéns ao autor.
Ana


Ana Moscovo não é a Rússia. É um mundo totalmente à parte. Creio que conhece bem essa realidade.
Cin.naroda

Francisco disse...

palavra de apreço a este blog. Muito interessante e… útil para quem está neste país e pouco percebe de russo.
Parabéns ao autor.
Ana

Francisco disse...

Essa notícia foi publicada em vários órgãos da imprensa entre eles o Vodomosti. Valeri Rashskin já tinha advertido para esse perigo, não é novidade. Os nossos amigos aqui do burgo que nos mostraram números fabulosos sobre a economia Russo. O que têm para dizer agora? Já há muitas empresas a fechar temporariamente, mandam os empregados para casa, esperando o desfecho da crise. Só que lá vão para casa sem quaisquer direitos.
E a calamidade dos ordenados em atraso está a atingir números gigantescos. Se a situação não mudar esperam-se grandes convulsões na Rússia, aliás já começaram. A seguir a isso é o pânico que se começa a gerar, na medida em que os Russos ainda não esqueceram o colapso financeiro de 1998. Esta noite estive a falar para Moscovo, a pessoa com quem contactei tem cerca de 1 milhão de Rublos (aprox. 28 mil €) está aflita. Eu já aqui o disse a Rússia tem obtido um imenso volume monetário com a venda de matérias primas, só que uma parte fica nas mãos dos oligarcas, a outra que entra tem sido mal aplicada.
Isto era de esperar o país não se moderniza. A par disso é o consumismo desmedido, as maiores cadeias de hipermercados estão instaladas na Rússia. Nijni Novogorod tem um Hipermercado, mas qual Colombo? São quatro marcas gigantes no mesmo espaço!
Cin.naroda

Afonso Henriques disse...

Ó diacho!

Realmente, aquilo que se passa na Grécia, assusta. Mas parece que por lá já é tradição...

E eu estou muito chateado com o senhor Milhazes, então não nos falou dos "levantamentos populares no Extremo Oriente?" Agora fiquei curioso e queria saber mais...
Não obstante, duvido que algo do género aconteça na Rússia até porque, a escumalha antifa é considerávelmente mais reduzida na Rússia que na Europa Ocidental, e os Antifas na Rússia não são donos das ruas... Em Portugal também, uma rusgasita não fazia falta para prevenir certos e determinados "levantamentos de jovens"...

Mais uma coisa que eu não compreendo:

"No nosso país, a estabilidade é a moeda com que o poder paga à população. O povo trocou-a pelos seus direitos políticos."

Direitos Políticos? Mas então não tinhamos chegado á conclusão que os opositores ao regime são poucos e não têm qualquer expressão? Não é verdade que a esmagadora maioria dos Russos apoia o "sistema" actual Putin/Medvedev apesar de todas as dificuldades?

Afonso Henriques disse...

Sim Fransisco, um dia destes, o senhor acorda e a Rússia é Comunista outra vez... fruto da crise.

Olhe, tenho aqui um blog Canadiano de teorias da conspiração que o Fransisco decerto vai apreciar:

http://once-upon-a-time-in-the-west.blogspot.com/

Wandard disse...

Caro José Milhazes,

Sei que nada tem haver com o blog ou o tópico, mas já que não fluiu em nenhum dos comentários, aqui vai um acontecimento que todos estão sabendo, mas entre o riso e a dor, não pode se deixar que seja esquecido:


Publicado por Marco Santos [15/Dezembro/2008]. Categoria: Cromos [165]

BUSH E O PODER MORAL DE UM SAPATO

Ilustração e dedicatória de Zack Furness ao jornalista Muntadar al-Zaidi, o iraquiano que lançou os sapatos a Bush. Zack Furness apresenta-se como um membro do sítio Bad Subject e um indíviduo actualmente desagradado pelos reflexos rápidos do presidente dos EUA




O presidente dos Estados Unidos da América, o intrépido George Bush, conseguiu sobreviver a um ataque de sapatos. Estes saíram dos pés de Muntadar al-Zaidi, correspondente do canal de televisão Al- Baghdadiya, estação iraquiana que opera a partir de Cairo, no Egipto.

Não foram os agentes dos Serviços Secretos que o salvaram, pois o chefe resolveu o assunto sozinho. Bush desviou-se dos sapatos com tanta calma e agilidade que muitos na Web especulam se terá sido realmente esta a primeira vez que alguém lhe atirou qualquer coisa à cabeça. Seja como for, com a CNN a elogiar os «reflexos do presidente», Bush ficou bem na fotografia: está visto que o homem reage muito melhor a sapatos cheios de lama do Iraque do que a perguntas incómodas sobre o que ficou soterrado na lama do Iraque.

Também não é possível criticar os Serviços Secretos por não terem conseguido antecipar o ataque. Contra o presidente da nação mais odiada do mundo espera-se uma declaração esmagadora, aviões, bombas, rockets, tiros, qualquer coisa que desfaça corpos e crie nascentes de rios de sangue que percorram a América de Norte a Sul - um ataque à sapatada é demasiado extravagante para qualquer americano maior de idade que já tenha ultrapassado as suas divergências com o irmão mais velho. Os elementos dos Serviços Secretos usam sapatos e estou convencido de que também os tiram - mas apenas na intimidade e nunca quando o seu superior se encontra presente na mesma sala.

A explicação óbvia para tanta barbaridade é que não se tratavam de sapatos americanos, mas árabes - o que significa que a intenção do atacante não era tanto partir o nariz mais poderoso do mundo, mas sobretudo faltar-lhe ao respeito da maneira simbolicamente mais terrível de que um árabe é capaz.

Compreender as motivações de alguém que coloca a carreira profissional em risco para produzir uma única declaração moral com escassas consequências práticas - «O teu beijo da despedida, cão», gritou o jornalista enquanto lançava os sapatos - exige uma abertura de espírito que eventualmente esperamos de Barack Obama, mas nunca do ignorante Bush - por isso acredito que o assunto ficará para sempre arrumado na sua memória como o dia em que conseguiu desviar-se de um sapato com uns reflexos de atleta de basebol.

Mostrar a sola do sapato ao interlocutor é uma atitude considerada grave entre os árabes, quanto mais lançar-lhe o sapato inteiro. Se alguém se sentar diante de nós, cruzar as pernas e virar a sola dos sapatos na nossa direcção o mais provável é não darmos conta - para um árabe, que a considera a parte mais suja do corpo, é uma grave ofensa.

Bush não pareceu sentir-se muito ameaçado ou sequer ofendido, até porque não se pode comparar o poder de um sapato ao poder de uma bomba lançada por um daqueles aviões furtivos que parecem ter sido fabricados em Marte.

É portanto natural que Bush tenha arreganhado a tacha depois do incidente: uma bomba usada como sapato mete medo; um sapato usado como bomba dá vontade de rir. E foi com deleite que Bush fez questão de transmitir «os factos correctos» aos jornalistas, ao informá-los de que os sapatos eram de «tamanho 42.»

Uma descrição dos factos bastante adequada à sua mentalidade, não acham?

A ilustração não sai, no comentário mas está no endereço abaixo:

http://bitaites.org/cromos/bush-e-o-poder-moral-de-um-sapato

Wandard disse...

Bom,

Estarei esperando também as demais convulsões no resto do mundo, além das que já estão ocorrendo. Quando cidades inteiras se tornarem fantasmas na Rússia por falta de empregos certamente causará um enorme alarde. Acho que neste caso o Regime Comunista Chinês se sai melhor, pois está em uma crise pior que a Rússia, com indíces de desemprego na estratosfera só nos últimos dois meses, mas esconde muito bem, para quem faz questão de não querer enxergar. Nos Estados Unidos a quebradeira de empresas e bancos é diária, fora os escândalos e fraudes, e em virtude da magnitude do gigante industrial e econômico está à altura de sua majestade ou seja milhões de desempregados, por sinal em termos de cidades fantasmas por fechamento de empresas, este país é recordista. Mas pelo visto só a Rússia afundará, pois é, fico admirado como um país é tão focado pelo negativismo dos que sobre ele falam. O que fazer, a não ser aguardar 2009.

Afonso Henriques disse...

"«O teu beijo da despedida, cão», gritou o jornalista enquanto lançava os sapatos - exige uma abertura de espírito que eventualmente esperamos de Barack Obama, mas nunca do ignorante Bush"

Esta é baixa... como se pode chamar ignorante a Bush? Especialmente quando comparado a Obama? Obama, a sério??? Por amor de Deus... bem, esse é o maior insulto de toda o comentário mas se até a brilhante Sara Palin conseguiu passar por inergúmio...

"Bush não pareceu sentir-se muito ameaçado ou sequer ofendido"

Bolas! O Bush tem é de se sentir orgulhoso com esta palhaçada!
É que antes da invasão/libertação por Bush, os Iraquianos podiam ficar até mais lixados com o mundo e engolir os sapos todos mas não havia liberdade para atirar sapatos a quem por lá mandava.

Se pelo menos os Wanards do mundo tivessem a noção de que ao dizerem o que dizem, estão a por-se do lado do senhor Hussein. Huh, quem vai á bola com um Hussein, também pode ir com outro...

Wandard disse...

Afonso Henrisco,

Não comentei nada, apenas copiei e o endereço do site está logo no final do post.

Leia com mais atenção.

Se tem problemas com o Barack Obama, resolva com ele, pois é problema teu.

Wandard disse...

Afonso Henriques,

Agora quanto ao Sr. George W. Bush, que ele vá em paz. Se existe justiça além dos homens, ele certamente enfrentará seu julgamento. Lamento mesmo é pelo jornalista, pois deve ter sido muito espancado e quem sabe o quanto ainda não o será, mas admiro a coragem dele. Talvez o berço em que nasceu o Sr. Bush, seja muito superior ao de Obama, porém em formação acadêmica Obama nada deve ao outro, possuindo diplomas das Universidades de Columbia e Harvard(Ciências Políticas e Direito) e Bush Yale (História) e Harvard( após uma interessante dispensa da Força Aérea arranjada por papai) em Administração de Empresas.

Se ele é ignorante não sei, mas deixará um bom legado histórico de trapalhadas, gafes, desacertos na administração interna, terríveis erros na condução da política externa, endividamento do país, e a evidente crise financeira que está deixando de herança.

Anónimo disse...

Os últimos e preciosos posts demonstram que:

1-As notícias em Portugal são doentias, facciosas e obsessivas.
Só falam da Grécia, apesar da China estar um caos (vejam o "asianews")e, pelos vistos, a Rússia para lá caminha.
A razão é simples: o governo grego é de direita, e só se diz mal da direita, por mais asneiras e bem mais graves que faça a esquerda;

2- Os ex-KGBs do Kremlin estão a cometer erros piores que os da URSS, como aliás já aqui disse; ficaram eufóricos com a subida dos preços do petróleo e gás e toca de gastar em armas; nada de melhorar o nível de vida da população.
Não admira, por isso, que haja revoltas agora que os $$$ do petróleo baixaram.

Aliás, penso que os USA sairão mais fortes do que os outros países da crise, porque têm uma estrutura política, social, económica e judicial capaz de a enfrentar.
Veja-se a rapidez com que prenderam o Madoff...
ou as alhadas do Governador do Illinois, que já metem amigos de Obama!
Ali não há inimputáveis, como em quase todo o resto do Mundo.

3-A China apostou na exploração dos trabalhadores (engraçado como o PCChinês foi tão gabado no Congresso do PCP!!!) e na exportação dos bens. Agora que a UE e os USA não os compram, e como não deram poder de compra ao povo, mantendo-o na miséria, as fábricas não conseguem vender e fecham.
Milhões, Milhões, no desemprego!

Mas nada disto se noticia; dá vontade de rir(se não fosse trágico), os media quererem impingir que a crise é só USA... no

Anónimo disse...

O Wandard é uma máquina.
Reconhece que o nível de desemprego na China está na estratosfera, mas o regime está andando bem(!) porque esconde.
AH!AH!AH!
Para resolver o problema é fácil: esconde-se!!!

Espaço Democrático de Debates disse...

Caro Amigo José Milhazes,
Sinto falta da sua visita ao meu blog.Gostaria que pudessemos manter uma maior parceria de cooperação que nos permitissem avançar de maneira conjunta.
Respeitosamente,
Thiago Pires_Editor blog Interesse Nacional

Espaço Democrático de Debates disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo que escreve que "este tipo de artigos causam danos na economia russa" faz-me lembrar as autoridades russas que proibem de pronunciar a palavra crise. Se nós, jornalistas, não escrevessemos que a morte existe, a humanidade passaria a ser eterna?
Leia com atenção o comentário do Francisco e verá que a opinião está muito longe de ser só minha ou dos analistas citados.

Pippo disse...

A notícia é interessante e mostra que:
1 - o poder russo leva as questões de segurança a sério;
2 - as crises económicas geram conflitos sociais;
3 - estamos todos, mas mesmo TODOS no mesmo barco;
4 - a economia "virtual" é absolutamente perniciosa.

Wandard disse...

Caro anônimo das 00:32

Talvez não tenha entendido o que eo escrevi, mas o que quis dizer é que a situação da China, é bem mais caótica que a Rússia, mas o regime chinês esconde a realidade, apesar dela estar tão clara para o resto do mundo, mas a maioria faz questão de não enxergar, só enxergam a Rússia como se a Europa e principalmente os Estados Unidos estivessem em uma situação maravilhosa, o anônimo das 00:25 foi bem em cima desta realidade.

Abraço,

Anónimo disse...

sr. milhazes, o facto dos jornalistas falarem ou não da morte não tem relevancia nenhuma, porque ela existe e é real, em contraste, quando os jornalistas falam de crise essa situação tem consequências. O governo russo tem a perfeita noção que a economia russa é frágil e extremamente vulnerável. Geral especulação é uma enorme ameaça para a economia russa. Os jornalistas deviam ser mais consciêntes que exercem uma influência forte na economia.
o sr. não está a par, mas nos países ocidentais, já se começaram a investigar os jornais financeiros para descobrir até que ponto a "crise" financeira não estará a ser fomentada propositadamente.
esta crise financeira é obscura e só pderá ser compreendida quando acabar.
Os jornalistas de areas não económicas deviam remeter-se a falar de temas que dominam, apesar de reconhecer que o sr. milhazes é uma pessoa inteligênte não lhe reconheço competencia para estar a falar das finanças russas.
é mais complexo do que aparenta o tema..

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, se sabe mais de economia e finanças russas, diga de sua verdade. Eu, no meu artigo, citei economistas profissionais, nem sequer dei a minha opinião.
Mas digo-lhe que, por aquilo que assisto, a situação na Rússia está a ficar negra. Um euro valia 35 rublos há uma semana atrás, hoje já vale 40. O desemprego aumenta. E isto não é crise?

Afonso Henriques disse...

"Lamento mesmo é pelo jornalista, pois deve ter sido muito espancado e quem sabe o quanto ainda não o será, mas admiro a coragem dele."

Ora Wandard, finalmente, algo em que ambos concordamos! Só não acredito é que ele seja espancado até porque o tio Hussein que governa é agora do outro lado do Atlântico. Quanto á carreira dele é que não sei...

E depois, antes de dizer o que diz tendenciosamente acerca das competências académicas de Bush e Hussein, veja em que Universidades tiraram eles os respectivos cursos, em que épocas e quem foram os professores de quem. Também interessante é ver para onde foram parar os colegas académicos de Bush e os de Obama...

Cristina Mestre disse...

O anónimo das 20.51 disse que o JM causa danos à economia russa. O que causa danos é a ignorância da situação. O dever dos jornalistas é informar sobre o que se passa, seja bom ou mau.

Esperando não ser maçadora, aproveito para compartilhar a tradução de um artigo publicado há umas semanas no jornal russo VZGLIAD, onde se relata a situação do desemprego na Rússia.

VZGLIAD – 2 de Dezembro de 2008
OS RUSSOS JÁ SENTEM A CRISE

Os números do desemprego e dos salários em atraso crescem em flecha.
Na primeira semana de Dezembro, diversas entidades publicaram estatísticas relativamente à crise. Assim, o número de inscrições no Serviço de Emprego tem vindo a aumentar a ritmo acelerado. Em Moscovo, semanalmente inscrevem-se 10 mil novos desempregados, tendo o número de pessoas sem trabalho oficialmente registadas em todo o país atingido 1,3 milhões de pessoas. Só desde o início de Outubro até fins de Novembro foram despedidos mais de 26.000 russos. Aumentam não só os despedimentos mas também os salários em atraso.
Assim, de acordo com dados do presidente da Federação de Sindicatos de Moscovo, Mikhail Nagaytsev, os salários em atraso na capital aumentaram em cerca de 10% em comparação com o ano anterior.
Conforme o departamento de Moscovo do Serviço Federal de Estatísticas, a 1 de Novembro os salários em atraso atingiam 73,7 milhões de rublos em seis empresas. O maior montante verifica-se na “SKB Topaz” (38,1 milhões de rublos), o que equivale a 51,8% do valor total de salários em atraso na capital.
Elena Panina, presidente da Confederação de Industriais e Empresários de Moscovo, informou que, em comparação com o período análogo do ano passado, o número oficial de desempregados em Moscovo aumentou 4%, mas os pedidos de colocação no Serviço de Emprego por parte de trabalhadores em Moscovo aumentaram mais de 30%.
“Depois dos feriados de Janeiro, os despedimentos já não serão formais, mas reais: se o desemprego apenas duplicar, já será uma grande felicidade”.
“Se antes no Serviço de Emprego eram atendidas cerca de 7.000 pessoas por semana, nos últimos meses dirigiram-se ao Serviço cerca de 10.000 pessoas por semana”.
Nos últimos meses, aumentou 2,5 vezes o número de declarações oficiais feitas pelas empresas sobre despedimentos colectivos.
De acordo com os dados de Novembro, 728 empresas Moscovo fizeram despedimentos colectivos. Só nas últimas três semanas de Novembro em Moscovo perderam o emprego 4.600 pessoas, o que equivale a 30% do número total em 2007.
O aumento do desemprego verifica-se não só em Moscovo mas em todo o país. Como refere um comunicado do Ministério da Saúde e Desenvolvimento Económico, esta tendência irá continuar. “A 26 de Novembro de 2008, de acordo com a informação dos serviços de emprego, 5.233 empresas e entidades anunciaram a intenção de proceder a despedimentos”, é referido no comunicado.
De acordo com o presidente do Instituto de Problemas da Globalização, Mikhail Deliaguin, o número real de desempregados no país deverá atingir 4.600 milhões de pessoas, o que representa 6,1% da população activa do país. “O que nos assusta é a dinâmica”, disse Deliaguin ao jornal Vzgliad. “Acontece que há um enorme número de pessoas que as empresas e fábricas mantêm de forma artificial: estas passam para semanas de quatro dias, obrigam os trabalhadores a entrar de férias não pagas, fazem aumentar artificialmente o ciclo tecnológico”.
Mikhail Nagaytsev também sublinha o facto de, em algumas empresas de Moscovo, se estarem a efectuar reduções de 20%-50% do pessoal e de os salários estarem a ser reduzidos, muitas vezes até 2/3 da tabela salarial. De acordo com o presidente da Federação de Sindicatos de Moscovo, actualmente, colectivos inteiros na capital são praticamente obrigados a ir duas semanas de férias não pagas e, se juntarmos a isso os dez dias de feriados do Ano Novo, as empresas praticamente pararão um mês em Janeiro.
Na última reunião da Câmara Municipal de Moscovo, o presidente do Comité de Relações Públicas, Aleksandr Chistiakov, veio em defesa dos desempregados.
“Os trabalhadores deveriam ter a possibilidade de adquirir novas especialidades ainda antes da rescisão do contrato de trabalho”, disse.
Uma vez que esta perspectiva é nebulosa, resta aos desempregados o mísero subsídio de desemprego. Assim, o valor mais baixo do subsídio é de 781 rublos por mês, cerca de 28 dólares (será 850 rublos a partir de Janeiro de 2009) e o seu valor máximo em qualquer circunstância é de 3.124 rublos, o que equivale a pouco mais de 100 dólares (será 4.900 rublos a partir de Janeiro).

Comentário de Alexei Chadaiev, membro da Câmara Social da Federação Russa

"A principal característica do desemprego na Rússia foi sempre a de ser como um iceberg, com a sua maior parte invisível. Nos últimos anos tenho sido confrontado com a prática de as autoridades tentarem manter a qualquer preço o maior número de postos de trabalho na sua região (nomeadamente na Função Pública e quase sempre com salários baixíssimos). As pessoas, por seu lado, “colocam” nessas empresas as suas cadernetas laborais, unicamente para que os anos de trabalho sejam contabilizados, na prática não trabalhando. Quando a empresa (ou serviço público) recebe encomendas, as pessoas “virtuais” são chamadas e trabalham.
Por isso, a taxa de desemprego deve ser calculada não de acordo com o número de postos de trabalho “teoricamente” ocupados, mas sim de acordo com o número de postos de trabalho com salários acima de um determinado mínimo (pelo menos igual ao valor mínimo de subsistência).
A única região com uma taxa de desemprego oficial de 70%, a mais alta do país, é a Chechénia. (…)
Preocupa-nos especialmente o desemprego entre os “colarinhos brancos”, os trabalhadores de escritório e operários qualificados. Esta é uma situação para nós absolutamente nova, especialmente no que se refere aos trabalhadores de escritório.
O sector dos escritórios sempre viveu num plano à parte, muitas vezes sem descontos para a Segurança Social, sem participação do Estado e agora estas pessoas, não tendo direito a subsídios de desemprego ou outros, deverão finalmente perceber em que país vivem.
Muitos não recuperarão do choque".

Wandard disse...

Afonso Henriques,

E depois, antes de dizer o que diz tendenciosamente acerca das competências académicas de Bush e Hussein, veja em que Universidades tiraram eles os respectivos cursos, em que épocas e quem foram os professores de quem. Também interessante é ver para onde foram parar os colegas académicos de Bush e os de Obama...

Eu acho que as Universidades estão bem claras no texto, e são coincidentes em Harvard porém em cursos diferentes.

Eu não conheço os professores do Bush ou do Obama e muito menos os amigos, mas até tenho alguns amigos que possam ter conhecidos os professores, mas para mim isto pouco importa. se um se formava em um curso quando o outro tinha 7 anos, e o outro se graduava no último dezoito anos após o primeiro, o que é que tem a haver? As Universidades são extremamente conceituadas, mas isto a mim também não diz nada. Suas alegações não tem absolutamente nenhuma base lógica ou consistente, que não seja, como sempre a sua maneira de pensar, suas opiniões e sua visão do mundo e só, como sempre digo são suas.

Quanto a ser tendencioso, será que o Sr. não precisa se olhar mais no espelho, quem é que trata o Barack Obama de Tio Hussein? Sempre se referindo ao segundo nome, talvez por este nome deixar mais evidente a origem Muçulmana.

Wandard disse...

Se o assunto é a crise, então vamos:

07/11/2008 - 19h17
Desemprego e montadoras reforçam pessimismo nos EUA

Novos dados relativos à economia dos Estados Unidos e montadoras americanas no terceiro trimestre do ano, divulgados nesta sexta-feira, reforçam a percepção de que o país está vivendo uma forte desaceleração e o princípio de uma possível recessão.

O Departamento do Trabalho informou que o desemprego atingiu o nível mais alto em 14 anos, atingindo 6,5% da população economicamente ativa.

Em relação às montadoras, a General Motors (GM) anunciou um prejuízo operacional em todo o mundo de US$ 4,2 bilhões e a Ford, de US$ 2,98 bilhões.

As duas empresas anunciaram que terão que cortar mais vagas de trabalho para equilibrar suas contas.

Fusão suspensa?
As montadoras têm sofrido com a queda nas vendas de veículos, especialmente nos Estados Unidos.

A GM disse que vai promover mais demissões, que devem afetar diretamente funcionários que não trabalham diretamente nas linhas de montagem (como, por exemplo, nas áreas de administração e de recursos humanos).

Em um comunicado, a empresa também indicou que suspendeu as negociações para uma possível fusão com a Chrysler devido aos problemas que enfrenta.

Embora não tenha citado diretamente a Chrysler, a nota diz que a empresa está deixando de lado as considerações sobre uma "aquisição estratégica".

Por sua vez, a Ford anunciou que, apesar do prejuízo operacional bilionário, conseguiu contornar as perdas com medidas administrativas para reduzir custos - obtendo um prejuízo líquido total de US$ 129 milhões.

A empresa ressaltou que vai prosseguir com a estratégia de diminuir o investimento na produção de veículos maiores e se concentrar na fabricação de veículos mais compactos e econômicos, cujas vendas têm sido menos afetadas pela crise financeira.

A Ford quer reduzir em cerca de 10%, ou 2.260 funcionários, sua força de trabalho nas fábricas da América do Norte.

As ações da montadora registraram uma queda de mais de 70% até agora neste ano e atingiram em outubro o nível mais baixo em 26 anos.

Desemprego em alta O setor automotivo tem sido um dos que mais tem pressionado para cima o índice de desemprego nos Estados Unidos.

O Departamento do Trabalho informou que 240 mil pessoas ficaram sem trabalho em outubro.

Trata-se do décimo mês seguido de corte nas vagas de trabalho nos Estados Unidos, e é mais um sinal dos problemas econômicos enfrentados pelo país - que teve crescimento negativo do PIB (Produto Interno Bruno) no trimestre passado.

No acumulado desde janeiro, 1,2 milhão de americanos ficaram desempregados.

Apenas na última semana de outubro, o Departamento do Trabalho registrou novos pedidos de seguro-desemprego de 481 mil americanos.

Alguns economistas já prevêem que a taxa de desemprego no país cresça para 8% ou até mais no ano que vem, especialmente se os Estados Unidos entrarem em recessão (dois trimestres seguidos de crescimento negativo da economia).

Na recessão entre 1980 e 1982, a taxa de desemprego americana chegou a ser de 10,8%.

Texto retirado da BBC Brasil

Afonso Henriques disse...

Wandard, com todo o respeito, quem é você para me falar de lógica?

"Quanto a ser tendencioso, será que o Sr. não precisa se olhar mais no espelho, quem é que trata o Barack Obama de Tio Hussein?"

Ele não se chama Barack HUSSEIN Obama?
Barach Hussein Obama já mostrou quem é a quem se quis ter dado ao trabalho de manter uma mente crítica.

Repare, Bush andou sempre em instituições de ensino de alto nível, eu sei que para si talvez isto não queira dizer nada, mas qualquer pessoa com dois dedos de testa (portanto, por entre os Comunas, só a elite Judaica) repara que são instituições onde não se passa "com a ajuda do papá".
Depois, licenciou-se em História na Yale do início dos anos 60 com professores ilustríssimos e tirou um "MBA" em Harvard no início dos anos 70.

Se você acha que o Ensino Americano nos anos 80 não era de inferior qualidade, só pode estar a gozar connosco; já para não falar dos professores extremistas de Obama (etrema esquerda como Bill Ayers e outros terroristas) e o currículo do tio Hussein em pseudo disciplinas como aquela que mencionou.

Mas reparemos na educação de Obama: Um filho de uma porca "brain dead liberal" que um dia foi engravidada por um Africano islâmico alcoolico, Africano esse que já era casado e pouco depois abandonou o filhinho Hussein. Depois, a porca da mãe dele foi se meter com um muçulmano indonésio e viver para lá onde Obama estudava em madrassas de terceiro mundo onde eram obrigados a decorar o Corão.
Apesar de isto tudo e de Obama ter sido educado pelos seus avós maternos que lhe deram tudo do bom e do melhor, ele torna-se membro de uma igreja supermacista negra que prega o ódio aos Europeus.

"Jesus was a black man. Jesus was killed by the Romans, the Romans were Italians, thus the Romans were white. Jesus was a Jew and to the white society, Jesus was not white enough, Jesus was a black man and white people killed him because he was black. The whites have to pay for it, it did not started with us, black americans, being enslaved. Whites are evil by nature and they will have to pay"
Excerto de uma "missa" do pastor de Obama.

No entato, Obama tem este Homem como o grande inspiração e escreve um livro "The Audacity of Hope" cujo título deriva de um sermão deste pastor. No livro, Obama idealiza os seus parentes não Ocidentais e arrasa com os seus avós maternos e a sociedade Americana. Experimente ler o livro.
Quem apoia Obama ou é ingénuo ou tem intenções muito, muito obscuras. Experimente ler uma qualquer biografia de Obama e verá que ELE NUNCA FEZ NADA DA VIDA. Foi "organizador de comunidades" (ridículo) e Senador durante pouquíssimo tempo. É uma marioneta. Veja isto se quiser:

www.howobamagotelected.com mas não conte a ninguém.

Portanto, meu caro, não me volte a mencionar a lógica pois aparentemente não conhece o significado da referida palavra.

Afonso Henriques disse...

Quanto á crise, é evidente que a maioria das pessoas que aqui comentam, incluíndo o dono do blog, têm "agendas" o mais á esquerda possível e são, uns mais, outros menos, nostálgicos de uma Rússia que reresentava uma potência "do proletariado".

Portanto só mostram parte da imagem - a parte da crise. Crise essa que é práticamente inexistente. O que existe na Rússia é miséria. Miséria e uma forte quebra do crescimento económico que pode ser fácilmente explicável pelo contexto internacional, desde a Guerra na Ossétia á crise financeir que se originou nos Estados Unidos, passando pela baixa dos preços do petróleo e Gas Natural (que vão subir para preços records num mês ou dois, mas não interessa...).

Mais notório ainda é o quanto estes indivíduos se focam em situações microeconómicas e não na macroeconomia, na capacidade que a Economia Russa tem de crescer e de se proteger a si própria de crises externas.

Mas, como se pode esperar de um Comunista, para eles tudo é explicável e resumível ao plano económico. Tudo o que toma lugar é porque uns são pobres e explorados e outros ricos e exploradores. O Comunismo é sem dúvida a mais materialista das ideologias inventadas pelo Homem.

O Wandard fala da crise nos Estados Unidos mas, em quê que esta crise se traduz? São os Estados Unidos agora um país miserável? Vão ser já em 2009? É claro que não!

Se calhar devia era focar-se nas consequências dessa crise em vez de focar-se em desgraças microeconómicas.

Anónimo disse...

A russia corre sérios riscos neste momento.

são 3 problemas sérios que enfrenta

1- Baixa dos preços do petroleo( neste momento dez. de 2009 a us40$ qunado o orçamento foi feito para us70§)

2-crise do sistema financeiro que afecta todos os países incluido a russia.

3-Convulsões sociais e especulação

A russia está a passar por uma adaptação a economia de mercado digna de ser comparada a um filme de terror.
Sofreu uma recessão nunca vista na história moderna de 1989-1999 em que o produto encolheu quase 50%. Se a russia em 1989 já tinha problemas sérios economicos, financeiros, sociais e industriais em 1989 então em 1999 a situação era de cãos.

A economia russa em 1999 não tinha qualquer tipo de qualificação possivel, um economista sério ao abordar a economia russa nesse periodo era incapaz de sequer a compreender

A russia recuperou em alguns aspectos nos 9 anos seguintes e agora enfrenta novamente o abismo.

Nos proximos tempos a resposta da sociedade russa será fundamental para compreender qual é a verdadeira capacidade da russia para criar uma economia sã.

Eu pessoalmente não tenho duvidas que os russos consiguirão aguentar novos sacrificios, porem, não deixa de ser injusto e lamentavel que o povo russo esteja constantemente a sofrer duras privações economicas.

apesar disto tudo não compreendo as criticas que se continuam a fazer em relação a adaministração russa nos governos de putin, considero que têm sido excelentes, a russia foi muito bem governada a todos os niveis nos ultimos anos.

A russia em 1999 tinha um atraso economico colosal em relação ao ocidente e a coluna dorsal da recuperação economica(energias) está a ser duramente atingida, meus amigos, assim não há hipoteses...

Muita gente constuma dizer no cumulo da ignorancia que o dinherio do pretroleo foi mal aplicado´.. esse é exactemente a linha de pensamento de um socialista que constua sem preceber como pode ou deve funcionar uma economia de mercado avançada.
Tem de ser a sociedade civil a criar emprego, empresas, industrias e não o governo e na russia numa sociedade tão marcada pelo comunismo isso irá demorar decadas ou gerações.
Muitas das pessoas que escrevem aqui são ou forma comunistas e mesmo aqueles que afirmam que não o são consituam inconsciêntemente a pensar como um comunista e não compreendem a utopia de certyas coisas que afirmam.
Essas pessoas tÊm de parar de pensar que o estado tem de resolver os problemas dos individuos, são os individuos que têm de resolver o problema do estado, é este o dilema..

É preciso tempo para saber como se irá comportar a economia russa durantes esta fase, não vale a pena atacarem o sistema capitalista e fazerem futorologia, quando tudo isto for "analisado" já cá não estaremos. A economia de mercado é uma ciência em evolução e são estes "percalços" que a tornam mais forte e a aperfeiçõam, a bem da humanidade e para um futuro mais prospero o sistema economico internancional tem de se reorganizar e eliminar lacunas graves no seu funcionamento.

O trágico desta situação é que muita gente sofre sempre com estes ajustamentos economicos.
Temos de ser pragmáticos e aprender com os erros, experiências de socialismo e comunismo, que faça quem acredita no pai natal

Luis:::::::::

Coimbra

Afonso Henriques disse...

Luís, gostava de ser tão comedido e escrever tão claramente como o senhor.

"Tem de ser a sociedade civil a criar emprego, empresas, industrias e não o governo e na russia numa sociedade tão marcada pelo comunismo isso irá demorar decadas ou gerações."

E e eu creio que a Rússia, tendo em conta o seu passado recente reagiu espetacularmente bem. Daí um indivíduo ter comentado á pouco tempo "Moscovo é uma realidade á parte".

É claro que os Russos não vão ficar ricos de um dia para o outro, isso é impossível, haverá muita miséria na Rússia durante largos anos mas, se se continua assim, daqui a uns trinta anos estão os Russos melhor que nós e a União Europeia ou Europa Ocidental ao nível de uma América Latina ou pior, de um Sudeste Asiático...

Bem haja!

Anónimo disse...

Eu pasmo com todas estas tretas. Os russos estão sempre péssimos e têm o maior território e , atenção, que não brinco, as maiores reservas de tudo e mais alguma coisa do planeta: água, madeira, cereais, vegetais, minerais, gasosos, o que queiram. Estão lá e só está no início a sua exploração.Esta colheita de cereais foi a maior dos últimos 40 anos!
E nós, que nem caganitos temos em condições, andamos a rogar pragas a quem tem? Ora, vão-se catar, que isto é tudo inveja.Haja decência, senhores!

Wandard disse...

Continuo dizendo que o senhor é tendencioso sim e a única lógica que conhece é a sua, sem falar da absoluta falta de respeito que como sempre direciona a todos por quem não se integra às suas ideologias e opiniões como o exemplo abaixo:

"Mas reparemos na educação de Obama: Um filho de uma porca "brain dead liberal" que um dia foi engravidada por um Africano islâmico alcoolico, Africano esse que já era casado e pouco depois abandonou o filhinho Hussein. Depois, a porca da mãe dele foi se meter com um muçulmano indonésio e viver para lá onde Obama estudava em madrassas de terceiro mundo onde eram obrigados a decorar o Corão".

Agora eu é que pergunto, quem é o senhor para falar de quem quer que seja, principalmente desta forma tão baixa, pelo menos comparado ao Senhor Barack Obama não é ninguém, que tenha poder para fazer nada do que defende, nem muito menos ter o prazer de ver suas "idéias" terem um emprego prático, ele é o Presidente eleito dos Estados Unidos, e queira o Sr. ou não vai ter de engolir e viver com isso.

Quanto a mais um site por vós indicado, é mais um que não serve como referência para nada, ou ninguém, fora quem pense como você.

Mas, faça o seguinte não conte a ninguém, assim não fica tão evidente o quanto são ruins suas fontes.

Afonso Henriques disse...

Wandard, não é por negar a realidade, que ela desaparece. Aliás, é por causa disso que o Comunismo não deu certo.

Wandard, daquilo que eu digo de Obama e que o senhor realça, só o termo "porca" aplicado á mãe do presidente Americano é, digamos, duvidoso. Eu esclareco. Quando digo que a mãe dele é uma "porca" refiro-me apenas ao sentido figurado do dito substantivo; ao significado que essa palavra tem na gíria do Português moderno. E olhe que aí, é muito difícil não considerar a mãe de Obama "uma porca".

Anónimo disse...

Sr. Milhazes, dia 20 de dezembro de 2008

1 rublo = 24.73$ dolares americanos
1 rublo = 35.58 € euros

a moéda russa está a aguentar-se muito bem, não desvalorizou significativamente desde o inicio da "crise" como o sr. pretendia fazer entender. A verdadeira força de uma moéda é a sua estabilidade e o sr. ao lançar noticias fantasiosas sbre a moéda russa está a fazer exactamente aquilo que não se deve fazer, o anónimo tem toda a rasão, é devido a estas noticias e especulação que a economia funciona muito mal. os media internacionais têm de ser mais responsaveis.

Se procura argumentos sobre a fragilidade da economia russa olhe que está a atirar para o lado.

V.

Jose Milhazes disse...

Leitor V., está muito ultrapassado, nos bancos 1 euro já é igual a 40 euros, uma diferença de cinco rublos. Acha pouco em quinze dias?

Anónimo disse...

sr milhazes eu estive a cruzar informação na internet de vários sites de conversão de moéda e não tive a mesma informação que o sr.

1 euro vale 35.5 rublos,20/12/2008

V

Jose Milhazes disse...

Leitor V., hoje, 20 de Dezembro de 2008, troquei cem euros numa casa de câmbios e recebi 3.965 rublos, mas o preço de venda pelos bancos já ultrapassa os 40 rublos. Não acredita, venha a Moscovo.

Jose Milhazes disse...

Leitor V., se for a um sítio electrónico russo de informação verá que o câmbio do Banco da Rússia é de 1 euro= 39.5475 rublos.

Afonso Henriques disse...

Caro José Milhazes, o anónimo tem toda a razão. O senhor deveria saber que quando vai efectuar uma troca de câmbios nos bancos, estes cobram uma taxa.

Para mais, a moeda forte a nível mundial não é o Euro, mas o dólar pelo que você teria de comparar o Rublo com o Dólar e não com o Euro.
O Dólar tem vindo a descer. Como é óbvio também desce face ao Euro e, como o dólar é a moeda forte a nível mundial, quando desce, as outras moedas seguem a mesma tendência. Ora, podemos comprovar isso uma vez que, face ao Euro:
O Dólar;
A Libra;
O Franco Suiço...
têm caído significativamente. Nós somos os (mais ou menos) priveligiados por termos uma moeda que se tem valorizado, o Euro, face a esta crise, o resto do mundo não teve a mesma sorte.

A Rússia, por seu teu turno, tem tido uma moeda razoávelmente estável face ao dólar; um exemplo do contrário seria por exemplo o do Real Brasileiro que aqui há dias caiu 50% face ao dólar em menos de dois dias. Isso significa que o Brasil FICOU MAIS POBRE QUANDO COMPARADO COM O RESTO DO MUNDO, na ordem dos 50%. Ora, o mesmo não tem acontecido com a Rússia - nem quando a guerra na Ossétia teve a sua reconância económica.

Anónimo disse...

sr. milhazes que má impressão o sr. causou com este erro crasso em relação á moéda.

o sr. não tem conhecimentos minimos de economia e faz um artigo destes!!!

no minimo chocante, pelo menos publique um novo artigo a corrigir o seu "erro"

luis

Francisco disse...

Sobre a cotação do rublo se alguém tiver interessado consulte este Site www.nn.ru em cima do lado esquerdo está bem visivel em letras latinas. Euro 39.54 $ 27.73

Cin.naroda