segunda-feira, janeiro 12, 2009

Fale com o Presidente russo...

O blogue do Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, está aberto aos comentários. Se quiser escrever ao dirigente russo, pode fazê-lo através de http://blog.kremlin.ru. Mas, para isso, terá de se registar previamente e ficar à espera da autorização. Terá também de escrever em língua russa, não são aceites mensagens em línguas estrangeiras, e cada mensagem não poderá ter mais de 2000 caracteres. Não faça pedidos pessoais, porque não serão aceites, nem envie mensagens racistas, xenófobas ou com insultos ao Presidente russo, pois elas não serão publicadas.
Nos primeiros dias, foram recebidos 476 comentários, 50 dos quais foram bloqueados.
Não se garante também se o Presidente irá ler e responder a todos os comentários, mas foi feita a promessa de responder a alguns.

18 comentários:

MV disse...

Não percebo. Falar, como? falar é com a voz. E aqui nem a escrever se vai lá. Exite uma versão do site em inglês. Porquê a discriminação?
Por outro lado, já havia a possibilidade de enviar e-mail ou carta. Se ele não responde, que raio de propaganda é esta? Quererá elogios online?
Ainda bem que Putin não alinha nestas infantilidades. Sinceramente, esperava melhor de Medvedev.
Já agoa, é verdade que a delegação russa chega dia 4 de Fevereiro a Lisboa? Ouvi dizer que vem uma data de ministros e que será uma coisa em grande. Por cá está tudo a fazer caixinha. Por aí, sabe-se alguma coisa?

Jest nas Wielu disse...

Se calhar, é possível perguntar o Sr. Medvedev, se ele leu o novo romance do Yevgeny Zubaryev: "2012. Crónicas dos Tempos Problemáticos" (em russo, Moscovo-St. Petersburgo: AST Asterl-SPB, 2008).

Paul Goble

Vienna, January 13 – In recent years, Russian writers have routinely dealt with many of that country's most difficult and intractable problems in dystopian novels, but most such books have been set in a distant or indeterminate future and thus strike many readers as early warnings rather than descriptions of what is taking place in Russia today.
But a new book, Yevgeny Zubaryev's "2012. Chronicles of a Time of Troubles" (in Russian, Moscow-St. Petersburg: AST Asterl-SPB, 2008), describes events so close to the present that it is leading readers and reviewers to treat it as a commentary on present-day Russian political and social life.
One reviewer, Rosbalt.ru's Tatyana Chesnokova, in fact argues that all of the events described in the book are entirely plausible extensions of the current political and social situation in the country, a conclusion that makes Zubaryev's novel more worthy of attention than might otherwise be the case (www.rosbalt.ru/2009/01/11/608605.html).
In his book, she writes, Zubaryev offers "a dramatic picture of the sudden degradation of the social order of Russia," a world in which "Moscow begins to lose control over the situation in the localities" and in which "the inability and unwillingness of the powers that be to restore order and take responsibility [for that] is masked by liberal demagoguery."
As public order decays around the country, the security services "work exclusively for themselves and for a narrow circle of the most senior bureaucrats," and Moscow remains "the single zone of relative order" because there "the corrupt bureaucracy seeks to preserve a peaceful life for itself." Everywhere else, according to Zubaryev's story, "chaos" continues to spread.
Criminals rule the streets, and the authorities do nothing, fearful that going after the criminals will only exacerbate "national, social and regional" tensions and make the bad situation even worse. And as things deteriorate, most people withdraw from public life hoping to avoid becoming victims of either criminal elements or corrupt officials.
But as is often the case with such dystopias, a hero emerges who stands up to these forces. In Zubayev's novel, it is a student of the St. Petersburg Polytechnic who having returned from military service agrees to organize the delivery of supplies from the northern capital to the city of Elista.
This group overcomes any number of difficulties and helps those in need, and "quite quickly around this small nucleus of decisive men begins to form a new structure – people who want order, who want to live, who want a strong and decisive leader." And these people, in what Chesnokova argues is "an entirely predictable way," save Russia.
But it is her comments about this group, on the one hand, and remarks about the social degradation, on the other, that are the most intriguing aspects of her review. With regard to the first, she notes that Zubaryev has displayed "ethnic political correctness" by including a Jew and an Armenian in the band, lest it look like some kind of restoration of the Third Reich.
Moreover, she points out that the leader of this group is "strikingly similar" to Vladimir Putin: "a simple resident of St. Petersburg, a true comrade, a leader who is not afraid to take tough decisions up to and including the use of force and who hates the rotten liberals and all those liars from the OSCE."
Chesnokova suggests that these parallels may not have occurred to Zubaryev but adds that they are obvious to any reader. However that may be, she insists that the real subject of this books is "about a society which is quickly losing its social capital," a society which she writes is "very similar to the one in present-day Russia."
According to the reviewer, social capital, a term taken from social philosophy, refers to "the system of informal rules and mechanisms which exist within a definite group of people, including within an entire country" and whose "chief component" is "trust and the readiness to help others."
"In essence," she continues, "this is the social cement which holds formal constructions together," and that is precisely what post-Soviet Russian society does not have. Before 1991, she says, "there wasn't freedom and sausages but there was social capital." Today, that doesn't exist, and "people do not believe the authorities [because] they understand that the latter often lie."
But still worse, Chesnokova continues, "people do not believe in themselves and do not believe in the essential goodness of human nature." Instead, they view others and they view themselves as fundamentally base creatures ready and able to commit the worst sort of crimes against others.
In her vision, and she suggests this is Zubaryev's as well, "corrupt oligarchic capitalism has been able to awaken in all nations and social strata of Russia their worst aspects" by destroying the social capital and cement that had held things together and thus opening the way to a new time of troubles.
Thus, writer and reviewer continue, the fundamental problem for Russia and Russians is "the total corruption which has penetrated the entire system of state institutions beginning fr4omt he very top. And if the authorities do not find in themselves the strength to resolve this problem, then the dark prophecy of "The Chronicle of a Time of Troubles" will be fulfilled."

Jose Milhazes disse...

Leitor MV, sei que em Fevereiro vem a Portugal uma delegação ministerial russa e uma das questões a discutir será a criação de uma base aérea em Portugal para aviões russos de combate a incêndios, bem como outros programas de cooperação.

Jest nas Wielu disse...

Quem sabe ler russo, poderá ler o artigo do jornalista ucraniano Ihor Tkalenko sobre a história da fuga da família dele da Ucrânia Central (onde nunca existiu o Holodomor nenhum, inventado pela CIA), à Ucrânia Ocidental (Galiza ucraniana), onde os maus "banderivtsi" andavam a matar os bonzinhos comunas russos:
http://zaxid.net/article/32015/

Jest nas Wielu disse...

Também é possível perguntar Medvedev, o que o seu representante em Duma fazia no helicóptero, que, alegadamente, fazia a caça clandestina no Altay...
http://varfolomeev-v.livejournal.com/62184.html

Gilberto Mucio disse...

Será que alguém tem dúvidas que perguntas mais comprometedoras(porém sérias) não serão censuradas... =)

Jest nas Wielu disse...

Ontem não escrevi nada, de tanto espanto perante ingenuidade de alguns leitores, mas hoje achei que é sempre melhor comentar a frase do MV: “Ainda bem que Putin não alinha nestas infantilidades”.

Meu deus, que crendice, Putin foi o primeiro líder russo após a saída do Yeltsin que renovou a velha prática soviética: as pessoas previamente escolhidas, fazem lhe as perguntas previamente aprovadas e o Putin mostra as suas grandes capacidades de grande líder em responde-las “espontaneamente”.

Mais uma pergunta para Sr. Medvedev

Será verdade que a administração da cidade de St. – Petersburgo, província de Leningrad e cidade de Kirovsk planeiam fazer o aterro sanitário na zona das Colinas de Siniavski, onde em 1941 – 44 havia combates pesados entre exército vermelho e 3º Reich, onde morreram cerca de 360.000 soldados soviéticos, dezenas de milhar deles, ainda não foram sepultados.
http://drugoi.livejournal.com/2830734.html

Kremlino disse...

ò sr. jest: por acaso Putin tem algum blog? Não tem pois não? então porque mistura alhos com bogalhos? blogs são coisa muito pouco de Estado e por isso o MV tem toda a razão no que escreveu, o que não quer dizer que ele não saiba das manobras propangandísticas de Putin.
Não se percebe o quer Medvedev com tais contradições, enquanto de Putin já se sabe que ali é certinho. Entendemo-nos?

Jest nas Wielu disse...

2 Kremlino
Entendemo-nos? Claro que não. Putin se posiciona como o tzar, tipo Ivan o “Terrível”, Pedro o “Grande” ou Stalin “Gestor Eficiente” №2. Como tal, para ele, manter o seu próprio blog seria “rebaixar-se”, onde que é visto que o Imperador vai sujar os dedos no teclado. Sempre existem os “criados” para lhe fazer o “amarelo”. Por exemplo Maxim “Mr. Parker”, já uns 3 anos está manter um blog em nome do Putin (não vou dar o endereço, pois não faço a publicidade gratuita).
Mas posso lhe contar uma piada, posta no dia 12 de Janeiro de 2009
“... V.V. Putin visualizava o blog do Medvedev. /.../ V.V. Putin imediatamente premiu o botão “Deixar o comentário”. Abriu-se a forma.
– Primeiro, pr´a c@ralho! - escreveu V.V. Putin e premiu o botão “Adicionar”.

Agora entendestes?

Anónimo disse...

Descobri o seu blog à já algum tempo e gostaria de felicitá-lo pela qualidade da informação, mesmo que nem sempre concorde com a opinião expressa.
A propósito do Gás vou tentar contribuir um pouco.
Acabo de chegar de um jantar com algumas pessoas de países como: Bulgária, Eslováquia, Servia e Croácia.
As consequências deste braço de ferro, não fazendo juízo de valor, vão ser o grande ponto de viragem da relação da Europa com a Rússia e o verdadeiro teste à capacidade de sobrevivências dos “pequenos” novos membros da UE.
Países que pararam a produção de energia nuclear, a bem das condições impostas pela UE, dependem hoje a 100% do Gás Russo. A Eslováquia tem 8 dias de reserva de Gás e mesmo a electricidade é produzida com este mesmo Gás.
Vai ser a falência do sistema económico até que a Europa faça o que a Rússia espera:
Assuma a divida da Ucrânia e passe a ter medo não só dos mísseis mas sim dos recursos…..

Jest nas Wielu disse...

2 Anónimo

Desculpe, não sei o seu nome, por isso lhe chamo de anónimo:

Qualquer país que depende de apenas um único fornecedor de energia não é um país sensato. “Dono” do sector energético russo, Anatoliy Chubays já desde 2005 anda avisar que brevemente o gás russo não vai chegar nem para os consumidores russos. E ai o que farão os tais países?

Sérvia deixou Gazprom comprar 51% do seu holding público do gás, agora estão se queixar do que Gazprom não cumpre o prometido. Mas o Gazprom é uma empresa “política”, como tal, pode se dar ao luxo de ter o prejuízo de 800 milhões de USD e fechar 100 furos (palavras do Putin, veja o meu blog), só para dar a “lição” à estes, estes ... ucranianos.

Já agora, os tártaros do Tatarstão oferecem o gás a Ucrânia gratuitamente!
http://blogs.mail.ru/mail/dina175/76B322E7B93B1E9E.html

kremlino disse...

Ó JEST, já percebi duas coisas a teu respeito. Primeiro, não entendes o que eu escrevo, no que ou és burro, ou fazes-te. Disse e mantenho que não é próprio de estadista ter blogs e mantenho que Putin não tem nenhum, exactamente por causa disso.
Segundo, não sabes escrever português, porque essa piada ninguém a percebe.
Terceiro, então o Putin paga a uns escravos para fazerem blogs em nome dele? Essa é de rolar a rir. Terás de me provar que blogs que existam com o nome dele têm mesmo a ver com ele. Eu conheço uns tantos em nome de celebridades que nada têm a ver com celebridades, onde muitas pategas caem na treta do engate e acabam na cama com um blogger espertalhão e não com os célebres cobiçados.
Portanto, vamos a jogo: url do tal blog que é mesmo do czar e depois falaremos. Ou então, fecha a matraca!
E já que sabes tanto, sabes o que vai ele fazer a Dreden e porquê? Vai perguntar ao blog. hahaha

Jest nas Wielu disse...

2 Kremliadino
Já que optas por me faltar o respeito, não te queixas.
1. Blogs: não sabia que era impróprio, achava que era uma coisa bem democrática.
2. Se não percebeste a piada, é pk não “pescas” nada na actualidade russa.
3. Ninguém disse que Putin paga, na Rússia ´ta cheio de sujeitos que se lutam para fazer o melhor “amarelo” ao ganda lider.
4. URL. Ninguém disse que era do Puten, disse que era mantido por um “criado”, até te dei o nick dele, Mr. Parker. Não sabes como se usa a ferramenta criada pela CIA (para humilhar a classe operária), chamada Google? Vá mas é tirar um cursinho informático.
5. Dreden fica à onde? Faz parte de geografia para os adiantados mentais?

kremlino disse...

Jest:
1. vai aprender a escrever português.
2. vai aprender a ler português.
3. vai aprender o que é próprio de estadistas.
4. vai aprender sobre Putin.
5. deixa de te armar em especialista do que não sabes.
6. vai dar banho ao cão; não ao do Putin, que é cadela e ele não deixa.
------
Para os outros:
Putin não tem blogs nem se mete em blogs. Medvedev tem e não devia ter.
Putin vai a Dresden amanhã. Ouvirão falar do que ele lá fará atempadamente.

Jose Milhazes disse...

Caros leitores, apelo a dois deles que não publiquem insultos nos comentários. Respeitem-se ou serei obrigado a recorrer à censura.

Anónimo disse...

aonde andam o Bruno, pipo, afonso henriques, zeca, vicente, wandard???

já tou farto de ouvir burros, isto assim não tem interesse nenhum

falar de gás!!!!!???

meu deus!

sr. milhazes, este blogue tá bem frequentado tá...

carlos eugenio guilherme junior disse...

alguem diz meu DEus o que que eu fiz para esse filho.
... responde olhe daniel Eu estou aqui!
tchau bos sorte.. que o espirito de sabedoria possa dissipar o que não conseguem ver.

superior disse...

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