terça-feira, janeiro 20, 2009

Não fui eu que escrevi, foi Budanov!


Um leitor do blog, que oresumo que seja cidadão russo, escreveu, num dos seus comentários, a propósiro do coronel Budanov(na foto): "Na minha opiniao, ele um simples soldado (nao é um general, é um coronel, Gilberto Mucio). Tambem é preciso esclarecer, para que as pessoas que nao entendem do assunto, nao pensassem que o coronel veio a uma aldeia pacifica, agarrou uma moça e a matou: é que na guerra na tchechenia do lado dos tchechenos participavam muitas vezes as mulheres atiradoras (ou como isso se chama em portugues, atirador-certeiro ou como); claro que matavam os soldaddos russos. Pois do lado da aldeia atuava uma dassas atiradoras, e quando as forças russas entraram na aldeia, a suspeita caiu sobre a moça. Se ela tinha culpa ou nao, isso eu nao sei, mas pode se entender o estado dos militares."

Não vou comentar essas palavras, mas apenas traduzir o reconhecimento de culpa desse coronel depois de se ter entregue às autoridades: "Eu, Budanov Iúri Dmitrovitch, quero pedir sinceramente perdão pelo que fiz e comunicar o seguinte: a 26 de Março de 2000, às 23.50 minutos, eu chamei a minha tripulação do automóvel blindado de infantaria e ordenei-lhes que fossem comigo a Tangui Tchu para liquidar ou deter franco-atiradoras... Na casa encontravam-se duas raparigas e dois rapazes. Quando perguntei onde estavam os pais, a mais velha disse que não sabia. Então, ordenei aos meus subornidaos enrolar num cobertor a rapariga mais velha e levá-la para o automóvel, o que eles fizeram. Depois trouxeram-na para o lugar onde estava aquartelado o batalhão. Ordenei aos subordinados que ficassem na rua. Depois de ficarmos os dois a sós, perguntei-lhe onde estava a mãe. Ela começou a gritar, a ferrar e a tentar libertar-se. Tive de empregar a forças. Lutámos e como resultado arranquei-lhe a camisa e o soutie. Disse-lhe para se acalmar, mas ela continuava a gritar e a tentar libertar-se, então tive de a atirar para o chão e começar a esganar. Esganei-a pelo pescoço...Não lhe tirei a parte inferior da roupa interior... Chamei a tripulação, ordenei-lhes enrolá-la no cobertor, levá-la para a floresta e enterrá-la. A tripulação cumpriu tudo".

Este "simples soldado" negou ter violado a jovem, embora pelo seu relato anterior se possa concluir o contrário. Mas um dos soldados que sepultou a jovem tchetchena descreveu a cena que viu quando foi chamado pelo "simplers soldado": "Budanov tinha vestido apenas as cuecas, não tinha vestido mais peça nenhuma de roupas. No canto ao fundo, estava deitada de costas para cima uma jovem completamente nua".

Estimados leitores, tirem as conclusões...

33 comentários:

Anónimo disse...

Fui eu que escrevi, e nao pretendo negar as minhas palavras.
È facil influenciar a opiniao publica se souber como. E se eu contar uma cena de cotre de cabeça a um refem russo pelos tchetchenos, ou uma cena de torturas de um soldado de 19 anos? Ou a maneira COMO as franco-atiradoras abatiam os militares russos? Tudo se pode descrever da maneira que produza ao leitor uma sensaçao inesquecivel. Mais uma vez lhe digo - foi uma guerra cruel. Deixe a Deus julgar.
E agora é tempo de reconciliaçao entre os russos e os thcetchenos. E a coisa mais tola seria despertar o passado.

MSantos disse...

Caro José Milhazes
A Rússia é governada por uma clique que no mínimo pactua com o crime organizado e os mais obscuros interesses. A política que estão a desenvolver não é claramente a desenvolver a sociedade civil russa e temos de o dizer, a cultura democrática dos russos deixa muito a desejar. Sobre tudo isto, ponto assente. No entanto se é isso que os russos desejam e tudo aponta para que a maioria do povo russo aceite isso, e desde que não haja interferências externas hostis por parte deste "império", temos que o respeitar. A História já demonstrou que teremos de aceitar a sua ânsia de grandeza e teremos mais a ganhar em tentá-los compreender e tambem dar passos ao seu encontro do que tomar a posição gratuita de pura não aceitação e desconfiança, tão caractrística duma facção política que tomou conta do nosso querido Ocidente "democrático". A outra alternativa é armar-mo-nos até aos dentes, de preferência com armamento nuclear e esperar-mos a investida do urso ( o que seria desejável para essa dita facção política). Mais: se ganharamos a confiança da Rússia, estaremos a contribuir que esta própria mude exactamente contra os seus maus hábitos.

Tudo isto para lhe dizer que apesar de apreciar o seu trabalho não concordo de todo com o seu frequente antagonismo relativamente á Rússia, apresentando-a sempre como a culpada e mesmo quando não o é, deixando sempre essa dúvida no ar. Permita-me o atrevimento de lhe dizer que talvez por viver os problemas russos amiúde e estar unicamente aí focado, o José Milhazes vê os podres do regime mas esquece todo o mundo que o rodeia, o seu contexto na situação geoestratégica mundial e até a própria maneira de ser e pensar russa.

Um exemplo flagrante é a sua maior tolerância com os regimes hostis a Moscovo, só porque o são contra Moscovo como é o caso da Ucrânia cujos líderes embora opostos são precisamente o espelho dos seus irmãos russos, com a agravante de se estarem a vender a uma potência estrangeira. Apesar de tudo, aqui a Rússia desempenha um papel mais digno pois está a defender a sua indepêndência relativamente a influências externas.

O caso do gás, no qual deixou a dúvida, é flagrante. Obviamente que a Ucrânia roubou e mais: quer se aliar a uma organização militar hostil e ainda quer que a Rússia a subsidie (ainda conseguem ser piores que a nossa má fama a pedir subsídios). Enquanto li os seus posts, lia também este elucidativo artigo:

http://www.economico.pt/noticias
/os-maus-da-fita_1307.html

Relativamente a este criminoso de guerra, o que pretende provar? que temos de associar isto apenas á tropa russa?

Não há exército nenhum no mundo que saia éticamente incólume de uma situação de guerra, porque essa mesma guerra e sob situações limite, transforma o mais civilizado de nós na mais brutal e preversa besta animalesca capaz de atrocidades que pensaríamos não serem possíveis.

Referiu o exército russo ou soviético a cometer atrocidades, a par dos nazis. E o que têm feito os "civilizadíssimos" norte-americanos por onde têm passado (até estão isentados de TPIs e afins)?
Não é preciso ir tão longe: um familiar meu, um pachorrento senhor de meia idade simpático e de bigode farfalhudo, ao contar-me as aventuras da tropa no ultramar e como aí se divertiam quase que despertou em mim ganas de o esganar ali mesmo.

Lembro-me uma vez de abrir um filme inadevertidamente, daqueles que recebemos a toda a hora via e-mail e deparar com a cena macabra que o anónimo russo referiu.

Numa guerra assim não é de admirar que haja Budanovs, sejam eles russos ou de qualquer nacionalidade.
E ao referir isto não estou a desculpar criminosos. É apenas um facto.

Cumpts
Manuel Santos

Gilberto Mucio disse...

Caro leitor, perdoe-me pelo equívoco. Na verdade é coronel, e não general. De qualquer forma, é um oficial de alta patente, com uma infinidade de subordinados. Uma autoridade militar, e não um "simples soldado".

Agora, lamentável é o senhor minimizar, ou relativizar, esse ato macabro desse assassino e estuprador(violador).

Esse Budanov tem mesmo cara de mau elemento, de psicopata.

Jose Milhazes disse...

Leitor MSantos, repito pela milésina vez: quando se critica o que de mal se faz num país não significa que não se goste dele e do seu povo. Não confunda a árvore com a floresta. Também já disse que as patifarias feitas por uns não justificam as feitas por outros. Se eu fosse correspondente nos Estados Unidos e tivesse um blog DaAmerica, certamente que você teria a oportunidade de ler textos sobre temas semelhantes. Eu sou dos que ainda defendem que na política interna e mundial deve haver alguma moral. Pois os políticos utilizam o princípio defendido pelo leitor anterior "Deixe a Deus julgar", porque, até que se chegue a Deus (principalmente se se é ateu), muitas patifarias se pode fazer neste mundo.
Quanto ao caso do gás, não se apresse a tirar conclusões. A Gazprom ainda não recorreu aos tribunais, nem se sabe ao certo que preço a Ucrânia irá pagar. Uma coisa é certa: a reputação da Rússia e da Ucrânia é que nada ganhou com este conflito.

Gilberto Mucio disse...

Sem querer fazer papel de advogado de ninguém, mas já fazendo:


""Relativamente a este criminoso de guerra, o que pretende provar? que temos de associar isto apenas á tropa russa?""

Creio que as críticas quando a esse caso do coronel, sejam mais pela impunidade da justiça russa, do que pelo ato em sí.

O indivíduo estuprou(violou)e matou uma moça, ponto. Atrocidades desse tipo podem acontecer em qualquer exército. Mas não deixam de ser atrocidades e precisam ser punidas como tal.

Um elemento como esse, ser condenado a apenas 10 anos de prisão e nem ao menos cumprir a pena, é um verdadeiro acinte, uma afronta, um deboche à dignidade humana.

Jose Milhazes disse...

Caro Gilberto, estou de acordo consigo. Um crime como este pode ser cometido em qualquer exército do mundo, mas este teve lugar no exército russo.

Anónimo disse...

MSantos,
Obrigado por tentar entender o que se passa. Se os jornalistas ocidentais tambem tentassem fazer isso... Realmente, podiam contribuir muito para melhorar as relaçoes entre a Russia e os paises ocidentais, pelo menos melhorar a opiniao publica da Russia quanto ao Ocidente. Porque a propaganda mais perigosa anti-ocidental é o que muitos e muitos dos midia europeus e norte-americanos dizem quando falam da Russia. Para que isto se faz - resta só adivinhar. Porque apos a queda da Uniao Sovietica os russos olhavam para o Ocidente com a boca aberta de admiraçao e os braços abertos, prontos para dar-lhe um abraço. Mas o Ocidente traiu as suas espectativas, preferindo "dividir e governar" (estou a falar, antes de tudo, dos Estados Unidos da America). Pelo que se ve, os nossos lideres queriam muito ficar parte da civilisaçao europeia, pelo menos, parece assim, mas nao foram aceites. Na sua opiniao, por exemplo, Putin é uma pessoa anti-ocidental? Ele, que viveu na Alemanha por algum tempo? Nao acho.
Tambem queria deixar uma observaçao: o nosso governo nao é ligado ao crime organizado mais que muitos governos ocidentais. Parece, pelo contrario, que conseguiu por fora do jogo uns oligarcas mais odiosos e ligados ao crime (estou a falar, antes de tudo, de Berezovsky, e nao de Khodorkovsky). Ou o senhor acha que as elites dos EUA, por exemplo, sao tao "limpas" e nao perseguem fins economicos pessoais? Duvido. E o lider da Itália, por exemplo, é um santo (mas eu o respeito). È que eu tenho um parente - funcionario publico (claro que de nivel baixo) e tem tambem um outro, parente dos meus parente, já dum nivel mais alto. Garanto-lhe que nunca foram criminosos nem ligados ao crime organisado. A corrupçao, o roubo (nao estou falando daqueles quem conheço) - isso existe, sim, admito que, bem pode ser, numas dimençoes mais elevadas que na europa. Mas o nosso sistema de poder nao é totalmente diferente do dos paises europeus (quanto a corrupçao, etc.)
Quanto a coltura democratica e sociedade civil. A Russia nao tem um sistema politico estabelecido ainda, um sistema tipo bipartidario ou alguma coisa semelhante, que fosse estavel.
Como mostraram os anos noventa, a liberdade politica total neste periodo em que vivemos leva ao enfraquecimento do pais, ate pode surgir o risco de desintegraçao, e por enquanto nao podemos se permitir isso. Por isso, parece que a formula mais eficaz do sistema politico neste momento é aqilo que temos. A gente nao quer experimentos por enquanto, tanto mais que a qualidade de vida melhorou, por vezes significativamente, nos ultimos anos.

Jose Milhazes disse...

Leitores de países lusófonos, apelo a que leiam com atenção os comentários do leitor russo, porque ele exprime a opinião de uma parte significativa, talvez até maioritária, da sociedade russa. Escrevo isto sem ponta de ironia e com toda a seriedade.
No que respeita aos "jornalistas ocidentais", eu já estou habituado a ouvir de tudo. Já nem sei de quantos países sou agente... até do Vaticano!

Gilberto Mucio disse...

Eu tenha lá minhas dúvidas se isso é apenas ingeuidade...


Mas, mesmo assim, eu não vou proferir aquele velho clichê que diz que "cada povo tem o governo que merece", ou mesmo aquele que fala "Um governante é um reflexo de seu povo", pois não é bem assim, a coisa é mais complexa....

Gilberto Mucio disse...

*errata

ingenuidade

Gilberto Mucio disse...

E sim... É verdade.

Como o José Milhazes bem ressaltou. O pensamento do "anónimo"* é o fiel retrato do pensamento de talvez uns 70% da população russa.

O retrato fidelíssimo.

E pior que, *dada as circunstâncias*, não julgo ninguém, de forma alguma, por pensar dessa forma.

(* Apesar de ser um direito que o cabe, é meio desagradável discutir com anónimos)

Anónimo disse...

Sr. Milhazes,
obrigado pela sua observaçao. Quero dizer que nada tenho contra si pesssoalmente, mas claro que nao estou de acordo com certas opinioes suas quanto a Russia

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, penso que é saudável a troca de opiniões diferentes

Anónimo disse...

Gilberto Mucio,
È que eu sou novo aqui, neste espaço de blogues, nunca tive um blogue, quase nunca li blogues de outros. Quando conhecer melhor isso tudo, talvez me inscreve.

Jest nas Wielu disse...

Um soldado (no sentido lato) brioso, libertou a terra genuinamente russa de uma agente de influência ocidental e sepultou ela (agente) de acordo com as mais exigentes regras da religião muçulmana (no julgamento Budanov insistia nisso)...

Gilberto Mucio disse...

Ok, caro anómino. Sinta-se a vontade, claro.

Anónimo disse...

È preciso dizer tambem que aqueles meios de comunicaçao portugueses que eu vejo (é quase exclusivamente a RTPi, pois nao tenho algum outro canal portugues, e os jornais eu muito raramente leio (falta do tempo, habitualmente, mas agora pretendo conhecer mais a imprensa portuguesa), pois a RTPi, por exemplo, claro que eu nao posso chamar de um canal anti-russo (quando se fala da Russia lá:) Mesmo quando aconteceu a guerra com a Georgia, houve ate as tentativas de compreender o que se passa, quando o locutor, que apresenta normalmente o telejornal das 20 horas, ficou enviado especial da RTP no local e declarou logo, que aquilo que estava a acontecer era um jogo, antes de tudo, entre os EUA e a Russia. Claro que a imagem foi dada só do lado da Georgia, mas outro eu nao podia esperar :)Pelo menos, nao acusou a Russia de querer destruir a "jovem democracia" georgiana.
È interessante tambem que, bem no inicio da propria guerra com a Georgia, o enviado especial da RTP na Russia, Moravich, tinha aparecido no telejornal duas vezes do lado da Ossetia já quando ela foi quase libertada das tropas georgianas e, logico, nao tinha outro remedio senao dizer que os ossetas cumprimentavam com muita alegria e muito animo as tropas russas, que para os ossetas os russos eram verdadeiros herois. Mas depois sumiu, e a imagem da Ossetia com a sua capital em ruinas nao apareceu mais nas noticias da RTP, ficou só a imagem da Georgia.
Pois, destrai-me um pouco. Queria dizer que, pelo menos a televisao portuguesa que eu vejo de vez em quando, eu nao posso chamar de anti-russa. O que nao posso dizer da imprensa norte-americana e inglesa, e infelismente de muitos dos jornais de outros paises europeus (já nao falo da Polonia e dos paises balticos).

Anónimo disse...

Jest nas Wielu,
Onde eu disse isso? Da influencia ocidental e outras tolices?
Eu entendo que um "alaranjado" nem em Moçambique se pode sentir em paz sem "picar" a Russia. Mas nao seria melhor começarem a aprender a construir relaçoes NORMAIS com os vizinhos? Para depois nao perderem o rosto perante todo o mundo.

Ricardo disse...

Guerras não são justas e muito menos bonitas, todo tipo de absurdo acontece nelas.

MSantos disse...

Caro José Milhazes
Respeito a sua posição apesar de continuar a achar que o caro amigo é sempre mais célere a apontar os males da Rússia e não tão célere quando se trata de oponentes, por vezes em vertentes mais gravosas.

Apesar de evitar a todo o custo puxar a questão religiosa,há só um ponto em que tenho de rebater, mais propriamente quando afirma:

"porque, até que se chegue a Deus (principalmente se se é ateu), muitas patifarias se pode fazer neste mundo"

Sendo eu ateu, posso informá-lo que respondo unicamente pela minha consciência. Mas é dela que dependo para dormir o sono dos justos quando me deito todas as noites, e é também dela que dependo para acordar, enfrentar o dia a dia e encarar os meus semelhantes com a devida dignidade e humildade humanas.

Em resumo: procuro fazer o bem e ser um ser humano digno e decente não porque posso ser castigado por alguma divinindade, mas sim porque a minha própria consciência o dita.

Posso lhe garantir que como eu, existem também muitos ateus com esta visão de humanismo/secularismo.

Em contrapartida, pelos vistos, a crença em deuses não impede qualquer patife de ser tal e qual é, seja ele cristão, muçulmano, indu, etc.

Como em tudo, há do bom e do mau na religião e no ateísmo/agnosticismo.

Isto só para lhe relembrar o perigo dessas generalizações.

Mais espero que haja também o devido senso de não conotar o ateísmo com nenhuma ideologia política.

Cumpts
Manuel santos

Jose Milhazes disse...

Caro Manuel Santos, mas nem sequer me passou pela cabeça criticar os ateus. Estou de acordo consigo que há pessoas que dizem crentes e são autênticos patifes. Para mim, o crer ou não crer em Deus é uma questão íntima e que respeito.
Quanto a ser célere a falar dos maus da Rússia, tem razão, mas isso faz parte da profissão dos jornalistas. Se você criar um órgão de informação que só publique boas notícias, irei trabalhar para ele de boa vontade.
Mas, no meio de tantas desgraças, também publico boas notícias, ou não acha que a notícia de um concerto de música portuguesa em São Petersburgo não é uma excelente notícia?

MSantos disse...

Caro José Milhazes
Essas suas boas notícias só pecam por serem pouco frequentes. Dado o nosso moral luso andar tão embaixo, é sempre reconfortante saber que temos tão valiosa e qualificada gente entre nós, como esse jovem maestro.

Seria também importante haver mais exposições/eventos de todas as áreas culturais, científicas, tecnológicas aqui em Portugal, desse povo com o qual poderíamos aprender tanto (em especial no sistema de ensino/ aprendizagem, dado as crianças russas/ucranianas fazerem um brilharete nas nossas escolas com uma perna ás costas, e na malfadada matemática).

Como sou um apaixonado do período histórico clássico/pré-clássico, nem liguei á passagem da exposição do Hermitage, em Lisboa.

Ainda hoje me penalizo por isso.

Cumpts
Manuel Santos

Wandard disse...

O que aconteceu com a garota é extremamente lamentável, mas a História das Guerras é permeada de fatos como esse, a Guerra do Vietnam é um bom exemplo, além do Massacre de Mai Lai que talvez tenha sido um dos mais divulgados e também esquecidos pela mídia ocidental, existiram muitos outros, com estupros de jovens vietnamitas massacres de famílias inteiras e aldeias. Um destes casos chegou ao tribunal militar, através da denúncia de um dos integrantes de uma companhia, no final nenhum dos réus, foi condenado, mas o soldado que denunciou foi perseguido implacavelmente pelo governo americano.

Wandard disse...

No tocante a crimes de guerra, temos os mais recentes sendo cometidos no Iraque, podendo ser citado o caso de Haditha, em que mulheres e crianças foram massacradas por marines americanos. Desde a ocupação, já são 650000 Iraquianos mortos, diversos casos de estupros e assassinatos já foram registrados por jornalistas free lancers, já que os jornais ocidentais, principalmente dos países que lá possuem soldados, não publicam estes fatos, mas são costumazes em publicar os ataques dos grupos rebeldes, quando soldados da coalizão são feridos ou mortos, nestes casos arrolam os civis que morreram para consternar a opinião pública ocidental. Mas não importa, seja qual for o acontecimento que envolva a Rússia, sempre será um prato cheio de opiniões negativas, desconfiadas, russófobas etc... Pois foi sempre assim que a mídia ocidental a tratou e sempre será.

Wandard disse...

Caro Manuel,

Concordo plenamente com você, pois não existe maior hipocrisia do que os Estados Unidos e a crença em Deus tão exarcebada pela grande maioria da população, sem falar nas expressões "Deus salve a américa" ou "Deus proteja os Estados Unidos", enquanto seus soldados matam civis pelo mundo afora.

Anónimo disse...

Wandard
Obrigado pelas suas palavras.
Mas é muito importante dizer o sequinte: nao se pode comparar de maneira nenhuma o procedimento (ou como dizer melhor em portugues)do exercito russo na Tchetchenia com os atos do exercito norte-americano no Vietnam e Iraque, por exemplo. Se os russos na tchetchenia tivessem procedido como os americanos nas guerras mencionadas, nunca a metade das formaçoes militares tchetchenas adeririam ao exercito russo na segunda guerra tchetchena e os tchetchenos prefeririam combater até ao fim contra o exercito russo. Mas, como estamos a ver, assim nao aconteceu. De maneira nenhuma se pode comparar o Vietnam com a Tchetchenia. O alvo dos russos sempre foi minimizar as vitimas entre a populaçao civil e atrair a seu lado quanto mais possivel da populaçao e das formaloes militares tchetchenas. Claro que houve muitas vitimas entre civis, especialmente na primeira guerra. Mas eu proprio me lembro que a ofensiva a Grozny, por exemplo, foi anunciada a 3 ou quatro dias antes do começo e foram abertos os corridores humanitários para as pessoas poderem sair. Claro que na primeira guerra o comando militar russo cometeu muitos erros e mostrou muitas vezes pouco professianalismo, o que levou a grande numero de vitimas entre tchetchenos e soldados russos. Felizmente, pelo que se ve, conseguiram aprender com os próprios erros, o que demonstrou a segunda guerra.
Anónimo russo.

Jose Milhazes disse...

Caro MSantos, se em Portugal não há mais manifestações culturais russas é só porque as autoridades russas não se preocupam muito com a sua imagem no estrangeiro. Para criar uma imagem positiva de um país no estrangeiro, é preciso investir dinheiro, e não em clubes de futebol, mas em exposições, traduções de obras literárias, espectáculos, etc., etc.

Anónimo disse...

Sr. Milhazes
As autoridades russas nao investem em clubes de futebol estrangeiros. Sao os empresários quem o faz. A escolha é sua.

Anónimo disse...

Desculpem, esqueci me de deixar assinatura
Anónimo Russo.

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, você compreendeu bem eu que eu quis dizer...

Anónimo disse...

Nao é culpa das autoridades que os bilinários russos compram clubes de futebol estrangeiros:)
Acho que nao vale a pena discutir sobre este assunto, nao é o mais importante agora:)
Anónimo russo.

Anónimo disse...

bilionários

superior disse...

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jordan shoes