sábado, janeiro 10, 2009

Sinais preocupantes entre "fumos de gás"



Não obstante a intermediação da União Europeia e as declarações de Moscovo e Kiev de que estão dispostos a chegar a um acordo sobre a passagem do gás russo para a Europa através de território ucraniano, o facto é que não existe ainda compromissos escritos.

Além do mais, se for acordado sobre o controlo internacional da passagem do gás russo para a Europa, faltará chegar a acordo sobre os preços do gás russo para a Ucrânia e da passagem rumo à União Europeia.

Por isso, e também porque as crises financeiras atingem as economias da Rússia e Ucrânia, a notícia que publico a seguir é preocupante.

"O Presidente ucraniano, Victor Iuschenko, assinou hoje um decreto sobre a realização das decisões do Conselho Nacional da Segurança e da Defesa da Ucrânia (CNSDU), informou o serviço de imprensa do chefe de Estado.

No passado 26 de Setembro, o CNSDU aprovou o documento “Sobre as tarefas urgentes para aumentar a capacidade de defesa da Ucrânia.

O CNSDU propôs ao Presidente que apoiasse uma série de medidas do Ministério da Defesa, que visam aumentar a capacidade de defesa do país. Nomeadamente, foi proposto suspender temporariamente a redução do número de efectivos das Forças armadas, que tem actualmente lugar. Foi também proposto ao Ministério da Defesa suspender o processo de total profissionalização das tropas ucranianas.

As autoridades ucranianas têm vindo a tentar profissionalizar completamente o corpo castrense, mas a falta de meios financeiros tem travado este processo.

Além disso, o CNSDU propôs ao Presidente Iuschenko que, até 2011, o número de militares seja elevado até 162 mil e o de funcionários de apoio das Forças Armadas 50 mil.

Nesta semana, o Ministério da Defesa da Ucrânia anunciou que iria processo a deslocação de tropas a fim de reforçar os flancos do Sul e do Leste.

Trata-se de um receio psicológico em relação ao vizinho oriental, provocado pela guerra entre a Geórgia e a Rússia e, agora, pelo conflito do gás entre a Rússia e a Ucrânia”, considera Vladimir Dolin, jornalista do canal televisivo Ukraína, em declarações à Lusa.

Segundo ele, “alguns sectores políticos ucranianos ponderam mesmo a possibilidade de o país voltar a possuir armas nucleares, como até 1991”.

Na fronteira ocidental da Ucrânia não existe qualquer tipo de ameaça, por isso, as tropas são deslocadas para o Sul e o Leste, onde se receiam problemas com a Rússia, principalmente na Crimeia”, acrescentou.

Vladimir Dolin considera, porém, que essa ameaça poderá surgir a longo prazo.

A Ucrânia não é a Geórgia e tem outra capacidade militar para responder a uma potencial agressão”, frisou."

61 comentários:

Nuno Bento disse...

Se a Rússia quiser invadir a Ucrânia, pode invocar a protecção dos cidadãos russos que vivem nessa zona geográfica. Mas a médio-prazo, é mais fácil à Rússia negociar com meia dúzia de fantoches da politica ucraniana.

Ricardo disse...

Apesar da Ucrânia ter herdado da URSS um grande aparato militar, com quase 400 aviões de combate, a falta de manutenção e upgrade dos mesmos fez com esses aparelhos se deteriorassem rapidamente e hoje se 8% desses aparelhos tiveram condição de vôou será muito! Apesar de todos os problemas enfrentados pela Rússia nos anos 90, as forças de Moscou ainda são muito superiores as de Kiev de modo que se a Rússia quiser invadir e derrubar o governo ucraniano, não precisará mover mais que 20% de suas forças.

Jose Milhazes disse...

Leitor Ricardo, contas fáceis de fazer! Os EUA também pensavam assim quando foram para o Iraque. Será que você tem dados para afirmar que as tropas russas estão mesmo prontas para uma guerra tão fácil e rápida. É que, por exemplo, a nível de mísseis, a Ucrânia está muito melhor equipada do que a Geórgia, possuindo mísseis de curto e médio alcance.
Espero bem que oos dirigentes russos não façam as mesmas contas que o leitor.

PortugueseMan disse...

Ricardo, não faz sentido nenhum pensar que a Rússia possa agir militarmente contra a Ucrânia.

A única coisa que a Rússia quer é impedir que esta adira à NATO. E está a consegui-lo, por pressões politico/económicas e nunca o fará militarmente.

A situação da Geórgia não tem nenhum tipo de comparação com a Ucrânia.

Wandard disse...

As dificuldades das forças armadas ucranianas são reais, em virtude das condições econômicas que o país atravessa. Leitor Ricardo permita-me corrigir alguns dados quanto ao percentual de aeronaves com capacidade operacional, conforme o Senhor citou, os 8% se referem aos Mig 29. A Ucrania herdou 181 dessas aeronaves com a desintegração da União Soviética, assim commo mísseis R-27 que são fabricados na Ucrania pela Indústria Artyon e mísseis R-73 (Russos), não houveram compras de novas unidades desde a desintegração e a validade destes mísseis já venceu.

Sr. Milhazes, é certo que a Ucrania não é a Geórgia, além do mais a Ucrania possui uma indústria militar, mesmo com deficiências possui capacidade de produção própria de vários ítens de armamentos, e vale relembrar que industrialização da União Soviética, começou na então hoje independente Ucrania, mas estratégicamente falando, e neste caso com visão militar, o Sr. deve se lembrar que a base de Sebastopol é espetada na Ucrania, e que esta própria vendeu de volta 60% do que herdou da Frota do Mar Negro para a Rússia, e as belonaves que manteve se encontram em sérias dificuldades operacionais. Os efetivos das forças armadas sofreram violentas reduções devido à falta de dinheiro e hoje se encontram bem distantes do potencial que possuiam em 1997, ano do acordo das CFE, fora a insurreição e o apoio que a Rússia pode contar na região da Criméia, afinal são 8 milhões de Russos . É evidente que no caso de um conflito o efeito não seria o mesmo da guerra da Geórgia e o número de baixas e destruição seria alarmante para ambos os lados, porém não acredito que o problema caminhe para um conflito, este não é o interesse da Rússia e muito menos da Ucrania, mas com certeza as pressões contra a adesão à Otan continuarão, só não podemos saber ainda até que ponto e quais as consequências.

Inácio Cristiano disse...

Eu não gosto de fazer futurologia, mas penso...que a Ucrânia não pertencerá à OTAN enquanto a questão "Crimeia" não estiver resolvida entre aquela e a Russia.
A vocação da OTAN para muitos europeus é ser forte para perservar a paz, e não tanto "juiz em causa própria", como no consulado do G.Bush ou mesmo de B.Clinton na crise dos Balcans.
Veja-se o caso do Kosovo, parecido com um orfão que ninguem quer adoptar, depois de se menospresar os "verdadeiros" pais.

MSantos disse...

A probabilidade do cenário de conflito militar será ínfima.
Geralmente este é um dos "fantasmas" que alguma ala tendenciosa costuma embandeirar, a par do eventual plano de reconquista dos Bálticos, que estes se servem muito bem como vitimização e pretexto de hostilizar ainda mais a Rússia.
Provavelmente o Kremlin esperará por governantes ucranianos menos hostis e tentará arranjar outras vias de distribuição do gás, como é o caso do gasoduto do Báltico, de maneira a não ficar dependente da Ucrânia. Embora o que sobressaia seja a dependência na Rússia em matéria de cpmbustíveis, neste caso para chegar á UE, a Rússia está completamente dependente da Ucrânia.

O cenário de confronto só será viável com as seguintes duas condições reunidas:
- Iminência de integração da Ucrânia na NATO, com eventual instalação de bases e tropas americanas a par do aumento da retórica belicista contra Moscovo.
- Se Moscovo estiver convicto que nas já desfalcadas FAs ucranianas há a mesma cisão que na sociedade civil e que poderá contar com uma parte significativa a combater ao seu lado, isto é tomar uma das partes numa já declarada guerra civil provocada pelo avanço da Rússia.

Penso que também existam militares nas FAs ucranianas saudosos do velho império e que se possam passar para o outro lado, por outros factores (vinganças, corrupção, etc.)

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

Banco quebra e clientes ficam sem dinheiro na Rússia

Clifford J. Levy

Roman Malinovsky depositava seu salário em um banco local para pagar por seu curso de pós-graduação na Alemanha. Yelena Samoilova, supervisora em uma editora, tinha uma conta de poupança na mesma agência, para comprar um Ford Focus. Olga Sudakova, que se sentia um pouco envergonhada por ainda estar vivendo com os pais aos 33 anos, já tinha juntado dinheiro quase suficiente para pagar a entrada de um apartamento.

» Entenda a crise do crédito
» Opine sobre a crise nos mercados financeiros

Eles são parte da nova classe média de Moscou, e acreditavam que a retomada do crescimento econômico da Rússia e as garantias do governo permitiriam confiar no sistema bancário, apesar dos problemas que este sofreu ao longo de sua história. Mas quando foram ao pequeno banco, na rua Kalanchyovskaya, em Moscou, para sacar seu dinheiro, nos últimos dois meses, passaram por um choque que os fez questionar se a vida realmente mudou em seu país.

"Eles me disseram que não havia dinheiro", disse Malinovsky, 26 anos, que tinha cerca de US$ 3,5 mil depositados no Capital Credit, o banco em questão. "Explicaram que estavam sem caixa".

O que aconteceu em seguida oferece um vislumbre sobre a insatisfação pública que pode despertar na Rússia à medida que a crise financeira do país se aprofunda. Os depositantes do Capital Credit, que em sua maioria jamais haviam promovido agitações contra o governo, começaram a fazer exatamente isso.

"O governo tinha feito promessas", disse Samoilova, 25 anos. "O presidente estava todo dia na televisão nos dizendo que nossos depósitos estavam garantidos, que as pessoas podiam depositar dinheiro nos bancos sem medo. Na verdade, a situação não é como eles retrataram".

Um depositante chamado Denis Davydov, 30 anos, que trabalha para o sistema ferroviário, deu início ao movimento. Usou a internet e localizou outras pessoas com queixas semelhantes contra o banco. Eles contataram políticos e começaram a divulgar petições exigindo a revogação da licença do Capital Credit pelo banco central russo, o que tornaria os depositantes elegíveis para a garantia do governo e lhes devolveria ao menos parte de seu dinheiro.

A Rússia pós-soviética tem um histórico de corridas aos bancos e outras tribulações financeiras que muitas vezes abalaram seriamente a fé do público. Com a atual crise, o governo russo alocou bilhões de dólares em um esforço para apoiar o sistema bancário. Ainda assim, os depositantes do Capital Credit se sentiam esquecidos.

Por semanas, o banco central ignorou seus apelos, e o mesmo vale para o Capital Credit. Nenhuma das duas instituições quis responder a perguntas sobre o assunto. Muitos depositantes tentaram sem sucesso obter mais informações, em novas visitas ao Capital Credit.

"Os funcionários informavam que os executivos já tinham saído ou que não queriam falar conosco", diz Davydov.

Os depositantes eram instruídos a ir a uma pequena sala no porão e a preencher fichas sobre suas contas. Muitos depositantes afirmam que posteriormente receberam telefonemas nos quais foram informados de que seu dinheiro estava disponível. Alguns conseguiram receber. Mas outros foram à agência e lá receberam a informação de que os telefonemas eram um engano.

"Nosso medo é que os dirigentes do banco tenham fugido para o exterior com o nosso dinheiro", disse Sudakova, que dirige um serviço de tradução e tinha cerca de US$ 35,5 mil no banco. Frustrados, os manifestantes saíram às ruas em protesto.

Fizeram uma demonstração diante do banco, com faixas em que se lia "Acorda, Banco Central!", e gritavam, exigindo que as autoridades regulatórias federais fizessem alguma coisa. Outro slogan "1998 2008", era referência à crise financeira russa de 1998, quando o governo decretou uma moratória, bancos quebraram, o rublo sofreu severa desvalorização e muitos russos perderam tudo que tinham.

A analogia é incômoda porque o Kremlin gosta de se vangloriar de que, no governo de Vladimir Putin, resgatou o país da desordem daquela era. No mês passado, o presidente Dmitri Medvedev garantiu ao público que "não há motivo para alarme ou histeria".

Mesmo assim, um importante funcionário do Ministério do Interior alertou, também, que a Rússia poderia enfrentar sérios protestos pelo desemprego e outras dificuldades financeiras que a crise pode causar. A economia da Rússia se baseia em larga medida na exportação de petróleo, gás natural e outros recursos, e assim foi seriamente prejudicada pela queda acentuada nos preços das commodities.

No protesto em frente ao Capital Credit, no mês passado, as autoridades limitaram o número de presentes a algumas dezenas, mas não tentaram impedir a manifestação. Aparentemente, relutavam em tomar medidas repressivas, porque as queixas são legítimas e não têm fundo político.

Quando os manifestantes estavam se preparando para novo protesto diante do banco central, foram informados de que as autoridades haviam agido e cassado a licença do Capital Credit, o que permite que eles apelem ao governo por restituição de até US$ 24,8 mil do montante que tinham depositado.

Mas os depositantes ainda assim temem que precisarão enfrentar semanas de burocracia sufocante antes de conseguirem seu dinheiro. O que quer que venha a acontecer, dizem, sua confiança no governo e nos bancos sofreu sério abalo.

"Isso realmente nos lembra os anos 90", disse Sudakova. "A situação é verdadeiramente assustadora. Sempre acreditei em nosso governo e em nossas autoridades. Eu amava o presidente. Acreditava nele. Agora, isso mudou. Só temo pelo futuro".

Ricardo disse...

Bom, eu não disse que a Rússia deve invadir a Ucrânia, mesmo porque isso não é algo interessante pra Moscou, a menos que Kiev inicia uma. O que eu disse é que a Ucrânia não tem hoje mínimas condições de enfrentar a Rússia, teriam que investir pesadamento no exército, coisa que não fizeram nos ultimos anos, alias é por isso que querem entrar desesperadamente na OTAN, só que esbarram (entre outras coisas) na República Autônoma da Criméia que é pró-Rússia, a maioria da população da Criméia fala russo e não ucraniano e o parlamento da Criméia já baixou uma lei na qual declara à Criméia área livre da OTAN.

Anónimo disse...

Quando o gasoduto no Mar Báltico estiver pronto, a UE estará quase auto-suficiente em energia.

Ricardo disse...

Bom quando me referia a "aviões de ataque" ucranianos, me referia a todos em geral, mig-29, su-27, su-25 e su-24.

Anónimo disse...

Tanto quanto a Ucrania tem russos quanto a Rússia tem ucranianos. Esqueceram dos 3 milhões de ucranianos na Rússia?

Se a Rússia intervir militarmente na Ucrânia (um país de quase 40 milhoes de pessoas) será a maior burrice da história!!!!
Imagina que na época da URSS, os russos foram corridos de uma país pobre como o Afegansitão, imagina agora sem todo esse poderio.
E vocês não acham que indiretamente, a OTAN não iria ajudar a Ucrânia? Pois tanto a Polonia, Hungria e Eslovaquia são vizinhas da Ucrania, o que não era o caso da Geórgia, por exemplo!!!

augusto

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, como é que a Europa ficará auto-suficiente se o gasoduto através do Báltico também virá da Rússia?

Anónimo disse...

Genetic studies show that modern Russians do not differ significantly from Poles or Ukrainians.

Karl

Anónimo disse...

Se os planos europeus para até 2020 sobre energias renováveis derem certo, esse gasoduto estará obsoleto quando ele estiver pronto. Assim a UE não terá mais tanta necessidade do gás russo.

MSantos disse...

É preciso que fique claro que com a tecnologia actual, as energias renováveis não conseguem satisfazer a demanda de um diagrama de carga de consumo em mais de cerca de 30% na melhor das hipóteses, atingindo uma curva de saturação impossível de contornar por mais eólicas, fotovoltaicos ou outro tipo de geradores que se possa instalar.

Um dos grandes problemas da energia eléctrica é a grande dificuldade de armazenamento, e para obter todo o rendimento das renováveis seria necessário dispor de uma tecnologia de baterias/armazenamento que não possuimos.

Como tal presentemente só temos opção nos combustiveis fósseis ou na nuclear.

O hidrogénio é apenas uma forma de transporte/armazenamento de energia e não é energia por si só.
Para criar a economia do hidrogénio a grande escala, seria necessário produzir este também a grande escala e necessitariamos de energia para o produzir voltando ao problema inicial.

Tudo isto para frisar que as renováveis são apenas uma pequena ajuda mas não conseguem ser a opção principal.

Cumpts
Manuel Santos

Nuno Bento disse...

Se eu estivesse no Kremlin não deixaria de lado a hipótese de invadir a Ucrânia de relâmpago. Nem os países vizinhos, nem os EUA iriam enviar homens para defender os ucranianos, disso podem ter a certeza. Por outro lado, a Rússia não pode ficar parada quando a Ucrânia tenta instalar no seu território misseis para serem despejados sobre Moscovo e S. Petersburgo. Isso sim é que é preocupante, e disso ninguém fala.

Anónimo disse...

Nuno

Por que vc tem tanta certeza? Tem algum contato com o Kremlin? hehehe

engraçado que parece que tem gente torcendo para uma nova invasão russa

augusto

Anónimo disse...

Pois é Augusto. Tem gente aqui que quer depender cada vez mais do gás russo e ver Rússia a invadir o maior número de nações possíveis.


Não só energias renováveis ,mas diversificar ao máximo as fontes de energia da UE, até que lá por 2050, ela seja auto-suficiente. Um dos caminhos é terminar a construção do gasoduto Nabucco.

Hoje a dependência da UE do gás russo está ao redor dos 20%



sérgio

Anónimo disse...

concordo com você nuno, por isso que a Ucrania deve fazer o possivel e o impossivel pra entrar na OTAN antes que a Rússia se torne mais selvagem.

Anónimo disse...

tânia
rio de janeiro


Pergunto aos que dizem que a Ucrania não deve sair da órbita russa, como se sentiriam se eu disesse que Portugal não deve abandonar a zona de influência espanhola a que pertence há tantos tempo ou que o Brasil deva estar sempre na zona de influencia dos EUA?

"pimenta nos olhos dos outros é refresco"

PortugueseMan disse...

"...Hoje a dependência da UE do gás russo está ao redor dos 20%..."

A dependência do gás russo está a crescer na Europa e vai continuar a crescer e é a Europa a dizer isso.

E quando estiver pronto as novas ligações tanto a norte como a sul, essa dependência aumentará.

O nabuco não resolverá nada e poderá nem ser muito viável, dado a origem do seu gás.

Anónimo disse...

PortugueseMan

Você está bem por fora mesmo. Há 10 anos a dependência da UE do gás russo era de 40%. E olha que ingressaram na UE vários países do leste muito dependentes!!!!Esqueceu?


sérgio

PortugueseMan disse...

Eu estou por fora? É a sua opinião. Não a minha.

Consulte http://ec.europa.eu/dgs/energy_transport/figures/trends_2030/5_chap4_en.pdf

Pág.7 - Tabela 4.7

"EU-25 Energy And Transport Outlook to 2030"

E veja os dados para gás natural para o intervalo de 1990 - 2030

O país que melhor posicionado está para responder às necessidades crescentes europeias é a Rússia e é com ela que a Europa conta.

PortugueseMan disse...

http://ec.europa.eu/dgs/energy_transport/figures/trends_2030/5_chap4_en.pdf

O link é este

PortugueseMan disse...

http://ec.europa.eu/dgs/energy_transport/

figures/trends_2030/5_chap4_en.pdf

Lamento estes posts, mas não consigo colocar o link por inteiro

Ricardo disse...

A Rússia deten 1/3 de todas as reservas de gás descobertas e a UE caminha para se tornar ainda mais dependente, visto que o consumo de gás não para de crescer na europa, caso é que a europa deve sim diversificar suas vontes, mesmo porque a Rússia começa a se voltar para os mercados gigantes da Asia (Índia e China), o gasoduto de nabuco pode no máximo suprir 5% do consumo europeu. Até 2013 os gasotudos que ligam à Rússia diretamente à Ítalia (South Stream) contornando à Ucrânia e o que liga à Rússia à Alemanhâ (Nord Stream) e que também contorna à Ucrania estarão prontos e a Rússia não dependerá mais da Ucrânia.

Anónimo disse...

agora eu sei porque portuga tem fama de burro no Brasil, os caras comemoram a crescente dependencia da UE com a Rússia!
só rindo dessa piada lusitana

geraldo

Anónimo disse...

Bem-vindo à escravidão da UE pela Rússia!!!

PortugueseMan disse...

Acrescentando o que disse Ricardo,
Quando esses dois pipelines estiverem prontos, mais a ligação para a Ásia, a Rússia terá a opção de castigar todos os países que lhes estão a ameçar militarmente.

Com o pipeline do Norte, a Rússia pode cortar o fornecimento à Polónia, pois a Alemanha vai passar a ser fornecida directamente e Alemanha será um novo país de trânsito para outros.

Com o do Sul, permite parar o fornecimento à Ucrânia, sem colocar em perigo os outros clientes.

Com a abertura do pipeline para a Ásia, irá permitir à Rússia escolher os seus clientes, e se a Europa (ou parte dela) está de costas voltadas e a ameaça, a Rússia não verá nenhuma razão em fornecer-lhes energia e muito menos a preços subsidiados, quando o poderá vender a preços de mercados a países asiáticos àvidos de energia.

Em poucos anos, os paises bálticos, Polónia, Rep. Checa e Ucrânia para citar alguns exemplos, poderão deixar de receber gás russo, pois a Rússia não venderá energia a quem lhes ameaça.

Entretanto estará assegurado a energia para a Alemanha, França, Grécia e Itália, para citar também alguns.

Anónimo disse...

hein Portuguese Man...vendo essa teu documento observo que entre 2000 e 2030 consumo de gás natural pela UE aumentará em apenas 1,7%!!! Você acha isso muito???

Anónimo disse...

ricardo espertão, vc acha que a Alemanha deixaria de fornecer gás para a Polônia ou Rep. Checa se a Rússia inventasse de cortar o gás hahahaha....não seja ingênuo


tomas

Anónimo disse...

Se a Rússia, deixar de fornecer gás para países da UE como a Polônia ou Rep. Tcheca....bye bye Rússia...Aí a confiança dos países da UE com a Rússia acaba.
Não esquece que embora a Rússia forneça parte da energia para a UE, a UE exporta para esse país produtos tecnológicos com valor agregado. Porque esse país, apesar da riqueza dos recursos naturais que tem, não foi capaz de produzir um computador se quer. Enquanto hoje, já se vêm várias marcas chinesas espalhadas pelo planeta. Até hoje, nunca vi uma russa.

augusto

Anónimo disse...

Se a Rússia ficar se fazendo de gostosa, vamos construir mais Usinas Nucleares, como o Sarkozy falou mês passado. E não vamos mais exportar tecnologia para esse país. Aí meu filho, eu quero ver a cara do Putin!!!

sérgio

Anónimo disse...

http://img407.imageshack.us/my.php?
image=eudependenceforgashs5.gif

A Europa produz 40.4% do gás natural que consome...

PortugueseMan disse...

"2000 e 2030 consumo de gás natural pela UE aumentará em apenas 1,7%!!! Você acha isso muito???"

Acho que precisa de ver com mais atenção

Anónimo disse...

sônia

Enquanto os bancos russos estão falindo e o país está sendo jogado em uma recessão brutal, o seu governo fica de briguinhas com a Ucrania para distrair o seu povo da realidade terrível. Ainda bem que o Lula não faz o mesmo...

Anónimo disse...

o pipeline do Norte nunca será construído devido às questões ambientais.

Anónimo disse...

Pra mim, todos esses acontecimentos tem só uma causa: a grave crise econômica e social tanto na Ucrânia quanto na Rússia. E para evitar uma revolta popular contra os seus governos, os líderes de cada país apelam para uma das estratégias políticas mais antigas do mundo: achar um inimigo externo!

zé carlos

Ricardo disse...

Claro a Rússia ta quebrada com 450 bi de doláres de reserva e ainda cresceu 6% esse ano passado, apesar da crise, agora olhe os outros paises europeus e veja quem está "quebrado".

=)

Francisco disse...

Pergunto; quais são os outros países da Europa por onde passa o seu gás que a Rússia tem qualquer contencioso? Isso é tudo uma mistificação artificialmente criada! Há quem seja pago para criar esse alvoroço.
cin.naroda

Anónimo disse...

Ricardo

se atualize....

Fonte: Folha de São Paulo (4/1/2009)
http://www.global21.com.br/materias
/materia.asp?cod=23048&tipo=noticia


Kremlin queima reservas em pacote e na defesa do rublo, e recessão dá sinais de chegada, com demissões e quebra de empresas.

Hidrocarbonetos respondem por 60% das exportações do país, e queda acentuada do petróleo pode obrigar governo a desvalorizar moeda.

A pujança econômica decorrente da fome mundial por commodities que permitiu a cunhagem da era Putin na Rússia, com o ressurgimento do país como ator central do jogo político internacional, está ameaçada. Com isso, o risco de a economia russa tornar-se mais centralizada e o ambiente de negócios, mais restrito, são ameaças que irão rondar o maior país do mundo em 2009.

A trombeta do apocalipse foi tocada no começo de dezembro, quando os sábios da agência de risco Standard & Poor's rebaixaram, pela primeira vez desde 1999, a nota dada à Rússia. O que está por trás disso é a rápida erosão das enormes reservas internacionais do país -que caíram de US$ 583 bilhões para US$ 437 bilhões de agosto para o começo de dezembro. A marca de US$ 450 bilhões equivale a 85% da dívida externa russa e servia de baliza para os analistas.

A queda nas reservas é o sinal mais preocupante dos efeitos da crise global na Rússia, que apenas no fim do ano começou a chegar à chamada vida real com um acumulado de 45 mil demissões nos setores automotivo e de metalurgia e a quebra de duas empresas aéreas. A recessão já dá seus sinais de chegada (veja quadro).

A queima rápida de reservas pelo Kremlin se deve ao uso de parte delas no pacote de salvamento da liquidez bancária, que entre injeção direta de dinheiro e oferta de linhas de crédito superou os US$ 200 bilhões, e à tentativa de defender o rublo contra o dólar.

A luta vem sendo inglória, já que a moeda russa perdeu 20% de seu valor em dólar desde agosto, mas grandes consultorias como a Renaissance Capital acreditam que o valor deverá se estabilizar. Chegou ao seu patamar mais baixo em três anos na semana passada.

Pesadelo do óleo barato

O problema só se agrava devido à queda do preço dos hidrocarbonetos -commodities que respondem por 60% das exportações do país.

A Rússia tem as maiores reservas de gás natural do mundo, e a vitória na guerra sobre a Geórgia, em agosto, abortou os planos europeus de criar um corredor alternativo para o fornecimento vindo da Ásia Central por vários anos.

Mesmo não sendo membro da Opep, a Rússia tem a oitava maior reserva da commodity no mundo e negocia com a entidade um eventual corte de produção para evitar o pesadelo do barril a US$ 30.

Se isso acontecer, prevê Chris Weafer, analista-chefe do banco de investimentos UralSib, o governo talvez desista de defender o rublo, tornando uma maxidesvalorização preferível a um calote da dívida interna. A dívida em si não é alta -US$ 80 bilhões-, mas o problema é que os maiores tomadores de empréstimo da Rússia são as megaestatais Gazprom e Rosneft, do setor de energia. Ou seja, o governo terá de honrar com as dívidas, e as reservas podem não ser suficientes caso o petróleo mantenha-se barato por mais de três trimestres.

Também segundo a análise do UralSib, o mercado de capitais não deverá ter nenhuma recuperação expressiva até o segundo semestre. A Bolsa perdeu, nas contas do Banco Mundial, cerca de US$ 1 trilhão até aqui, e passou dias seguidos sem operar.

Mais protecionismo

Com tudo isso, o Kremlin reage com mais protecionismo na área agrícola, algo que pode vir a afetar as exportações brasileiras para o país em 2009, e com intervenções que são vistas com desconfiança pelos setores mais liberais do próprio governo russo. A começar pela lista de empresas que "não podem quebrar", anunciadas no mês passado.

Primeiro, houve um ataque aos oligarcas sobreviventes da era Putin -poucos, já que esses novos-ricos que fizeram fortuna primeiro com privatizações desreguladas e, depois, com o beneplácito do Estado, já vinham cedendo seu espaço ao governo. O caso mais simbólico é o do ex-homem mais rico do mundo Oleg Deripaska: sua mineradora, a Norilsk Nickel, conseguiu se financiar com o banco estatal VEB, mas em troca cedeu 25% de seu controle ao governo. Não por acaso, uma das "inquebráveis".

Até aí, não é muito diferente do que aconteceu na Europa e nos Estados Unidos. Mas se trata da Rússia, um país que não perdeu nenhuma oportunidade de estatizar os setores que considera estratégicos e que haviam sido perdidos na confusão da dissolução da União Soviética. Há precedentes: a superpetroleira Yukos foi destruída em 2003 por ações legais, e seu dono, preso.

E a Yukos de hoje, a empresa-símbolo do cerco do Kremlin, é a Uralkali. Seu dono, o "rei do fertilizante" Dmitri Ribolovlev, está sob ameaça de ser multado de forma arrasadora após o governo ter reaberto uma investigação sobre um acidente em uma de suas minas. O oligarca acusa o Kremlin de perseguição política e consultorias são unânimes em avaliar que o "risco-Rússia" crescerá muito se ele tiver o mesmo fim de Mikhail Khodorkovski, da Yukos: uma cadeia na Sibéria.

Assim, o protagonismo que Moscou alcançou em 2008 talvez se mantenha em 2009, mas por motivos menos agradáveis aos ouvidos do Kremlin.


augusto

Anónimo disse...

Crise do gás não ameaça abastecimento, dizem analistas


Um fator muito simples impede que a Rússia prolongue o corte das exportações ou a Ucrânia bloqueie o seu transporte para o restante do continente: ambos os países precisam de apoio da União Europeia - seja esse suporte sobretudo econômico, no caso do primeiro, ou político, para o segundo.

A região enfrenta este problema há quase 20 anos, mas que desta vez um fator novo dá um tom diferente às negociações: pela primeira vez, a Rússia aceitou que a União Européia intercedesse nos problemas "internos" do antigo bloco soviético. "Pela primeira vez, esse assunto se tornou triangular. Não estamos mais diante de um litígio bilateral, o que pode significar que a UE ampliou influência no bloco pós-soviético, algo que a Rússia sempre abominou",


a maioria dos países ou possui reservas satisfatórias para um longo período de tempo de abstinência, ou, como a França, apelou para fontes alternativas de energia, como a nuclear. "Um bloqueio completo do fornecimento só aconteceria se a Ucrânia decidisse a definitivamente não pagar mais suas dívidas. Mas ela não não tem nenhum interesse nisso e não o fará".


As analistas destacam que o papel da crise financeira e econômica foi essencial para que o conflito do gás estourasse. "Ficou mais difícil para a Ucrânia pagar, e mais urgente para a Rússia receber o dinheiro",



http://noticias.terra.com.br/mundo/
interna/0,,OI3438433-EI8142,00-
Crise+do+gas+nao+ameaca+abastecimen
to+dizem+analistas.html


augusto

Anónimo disse...

Pois é Ricardo,



Acho que um país onde os Hidrocarbonetos respondem por 60% das exportações não pode dar certo ao final do jogo, não acha?

zé carlos

Ricardo disse...

Acho que pode e está dando, afinal nenhum país vive sem petroleo, ou vive? 450 bi ainda é mais que o dobro que as reservas brasileiras e colcoca a Rússia a frente de qualquer outro país europeu em termos de reservas, perdendo apenas para Japão e China. Agora a crise está ai, não se pode negar e ela atinge todos os países que estão integrados no sistema capitalista, exemplos?
Algumas notícias da crise:

Desemprego nos EUA sobe para maior patamar em 16 anos

Desemprego nos EUA é o maior desde a 2ª Guerra

Nissan corta 1.200 empregos na Grã-Bretanha

À beira de recessão, Grã-Bretanha estuda novo corte de juros

PIB do R.Unido cai pela 1ª vez em 16 anos

Fiat demitirá 2 mil funcionários na Itália a partir de fevereiro

Itália entra oficialmente em recessão ao confirmar segunda queda do PIB

Crise e desemprego fazem França adiar reformas polêmicas

Sob os efeitos da crise, França tem aumento de déficit comercial

PIB da França cresce 0,1% no terceiro trimestre

Desemprego sobe em setembro e atinge 2.625.368 na Espanha

Inadimplência triplicou na Espanha em 2008

Impacto da crise mundial se faz sentir em toda a China, afirma governo

Fim de fábricas de brinquedo deixa 2 milhões sem emprego na China

Índia aponta terrorismo e crise financeira como seus grandes 'desafios'

Produção industrial japonesa cai 8,1% em novembro

PIB do Japão cai 0,6% no trimestre ante período anterior

Como se vê essa crise não é uma crise russa e sim global =)

Anónimo disse...

Pois é, mas alguns países da Europa Central, se você verificar, como a Eslováquia, Rep. Tcheca e Polônia estão sofrendo muito menos que a Rússia...


augusto

Anónimo disse...

De nada adianta Rússia ter todo esse capital se isso não reverte para o seu povo...
O maior exemplo da "Era Putin" é verificar o IDH russo, queda de 6 posições em relação ao ano retrasado. Inclusive se vc notar, o Brasil está acima da tua Rússia tão amada.

IDH 2008
70 ▬ (0) Brazil ▲ 0.807
71 ▲ (2) Kazakhstan ▲ 0.807
72 ▲ (17) Ecuador ▲ 0.807
73 ▼ (6) Russia ▲ 0.806


augusto

Gilberto Mucio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gilberto Mucio disse...

Não se iludam com essas reservas, jovens.

160 bilhões evaporaram em poucas semanas.

Num cenário mais otimista*, as reservas da Rússia durarão 18 meses.

Isso no cenário mais otimista(leia-se: improvável).

E depois disso ---> caos

*Contando -- entre outras coisas -- com a não quebradeira geral do sistema financeiro; e com o barril do petróleo a um mínimo de 50 USD.

Jest nas Wielu disse...

Já agora, leiam isso, os cidadões do extremo oriente russo exigem que Putin "volte a RDA"...

Window on Eurasia: Demonstrators in Russian Far East Demand Putin be Dismissed

Paul Goble

Vienna, January 9 – Despite brutal cold and holiday celebrations, more than a hundred automobile owners assembled yesterday in Blagoveshchensk, a city in the Russian Far East, to demand the reversal of Moscow's imposition of new import taxes on foreign cars, government respect for their constitutional rights, and the dismissal of Prime Minister Vladimir Putin.
The demonstration, which was organized by a group of car owners with the support of the local committee of the Communist Party of the Russian Federation (KPRF), was part of the broader protest launched in Vladivostok on December 20 and now including meetings in more than a dozen Russian cities (www.amurpolit.ru/28/socium/society/id_126029.html).
The militia harassed the demonstration but did not prevent the drivers from holding up placards saying "We have a right to elections!" and "We won't sit in Russian junk heaps" and listening to speakers who denounced the government's efforts to restrict the importation of foreign cars.
"Protest actions are the only way of starting a dialogue with the authorities," Nikolay Dobrynsky, a participant, told Amurpolit.ru. "We insist that this dialogue be a two-way street," even though the authorities have shown themselves unwilling to talk and responsive only when there were real protests.
Demonstrations have worked in the past, he continued, and consequently, Russians must use them again. In 1993, outrage greeted and ultimately forced Moscow to back down from its plans to ban cars with steering wheels on the right. And in 2005, protests forced officials to pull back from their plans to increase some charges for communal services.
But what are most striking and important about this and other recent meetings of car owners are not these calls for more demonstrations but rather the increasingly political nature of their demands.
One speaker in Blagoveshchensk said to the cheers of the crowd, "We must demand from Russian President Dmitry Anatolyevich Medvedev the dismissal of the government and Premier Putin," a demand that was echoed in the resolution the meeting adopted and sent to the Kremlin (babr.ru/?pt=news&event=v1&IDE=49813).
The demonstrators said that in addition to posting the resolution online, they hoped to publish it in a newspaper. But they refused to say which one given the attacks on journalists in Vladivostok (www.sobkorr.ru/news/49533FC762A37.html) and the apparent firebombing of a newspaper office there (www.sobkorr.ru/news/49609D4C59045.html).
But the resolution contained yet another point going beyond the question of the import duties on cars: It called for officials to end their "practice" of seeking to block peaceful demonstrations by Russian citizens and employing "force" against those who succeed in coming together to put forward their demands.
The Blagoveshchensk meeting was also addressed by a government supporter. Natalya Pugacheva, a United Russia Duma deputy, told the group that demanding the dismissal of the government was "incorrect" over the import fees because Moscow had taken this step because it "cares about the people."
Those in attendance were dismissive, especially when Pugacheva quickly departed from the scene in her own silver-colored Land Cruiser, a car that as everyone there knew is not of domestic Russian manufacture.
While the Blagoveshchensk demonstration was taking place, similar meetings were occurring in other cities in the Russian Far East and also in the northern capital, St. Petersburg. Although city officials had given organizers there permission, the militia harassed and briefly detained some participants (www.sobkorr.ru/news/4965F3123164D.html).
That meeting too also featured some calls for political change, but they apparently originated not so much from the automobile owners as from political activists who took advantage of the assembly to advance their agendas, yet another way in which these protest actions could grow into a broader challenge to the regime.
And consequently, it is not surprising that the authorities have moved against meetings that government-controlled media have largely neglected to cover, steps which one opposition figure said this week show how Medvedev and Putin are creating "a unified police space" in the country (www.kasparov.ru/material.php?id=495899DF8F318).

Ricardo disse...

18 meses de crise poderia significar à quebra do sistema capitalista =)

Anónimo disse...

"18 meses de crise poderia significar à quebra do sistema capitalista RUSSO"

A maior riqueza de um país, meu caro, não estão nas suas reservas, mas no seu povo.

Gilberto Mucio disse...

/\
||
|| chovinismo infantil.
--------

Ricardo,

Então se prepare, pois a crise, certamente, não vai durar 18 meses, mas -- tudo indica-- anos. Aliás, essa nem começou ainda. =)

As atuações, de governos e instituições, consistirão em minimizar os danos.

Wandard disse...

Gilberto,

Nos anos 90 foi pior, mas foi superado. Veremos adiante o que ocorrerá.


Abraço,

Gilberto Mucio disse...

Foi pior, mas são contextos diferentes, wandard.

A primeira crise(anos 90) ainda foi consequencia do desmantelamento desorganizado e predatório do regime soviético.

Essa é, de fato, a primeira crise pela qual a Rússia -- como país com uma economia inserida, e inter-dependente, na economia global -- atravessará.

E no mais, um boom de crescimento como esse que tivemos nos últimos dez anos(um dos maiores desde o século XX, senao o maior), poderá só acontecer em algumas décadas.

Foi esse boom que foi responsável por esse castelo de cartas chamado Rússia.

Apesar de genios em "politicagens", os dirigentes da Rússia já se mostraram deveras incompetentes e inexperientes em administraçao pública(fora a já sabida corrupção).

Fora o fato de não modernizar a economia, não promover reconversão industrial, ter tornado o país cada vez mais vulnerável e dependente, etc, etc, etc, e todas as coisas que quem conece minimamente a situação russa deve saber...

...as atuações de Putin e sua trupe --desde que começaram os rumores sobre a dimenção da crise no final de 2007 -- foram simplesmente ridículas, atrapalhadas, desastrosas e primárias.

Gilberto Mucio disse...

PS.:

"Nos anos 90 foi pior, mas foi superado. Veremos adiante o que ocorrerá."

Eu suponho que voce quis dizer que anos 90 foi pior para Rússia, não é? Aí tudo bem.

MAs mesmo assim, os efeitos dessa atual, tendem a ter mais duradouros.

Por que?

Porque, como disse no post anterior, como a crise dos anos 90 foi causada principalemnte pelo desmantelamento desordenado e predatório da URSS, se configurando uma mudança ultra-radical na maneira de se fazer economia(sendo uma crise de causas locais e em situação totalmente atípica) ...

...logo depois disso, a Rússia foi contemplada pelo fantástico boom economico(influenciado por crescimento chines, etc, etc, etc), que hiperinflacionou suas commodities. Fazendo chover dinheiro "fácil". Dinheiro porcamente aproveitado, diga-se de passagem...

Agora a estória é outra. As previsões mais otimistas são de anos de "apenas" estagnação; as menos otimistas são de recessão; e as pessimistas de depressão.

Por isso que agora Rússia não tem para onde correr. Está literalemente "pendurada da brocha".

(pendurado na brocha é quando um pintor de paredes está pintando com uma brocha em cima de uma estada, daí alguém tira a escada, e o pintor fica pendurado na brocha. Essa é a situação da Rússia.)

Como crise mundial(financeira e economica), propriamente dita, nada se compara a essa. Somente a da grande depressão dos anos 30.

(sim, fui meio prolixo nas últimas postagens. hehehehe)

Gilberto Mucio disse...

Errata:

*em cima de uma esCada

Ricardo disse...

Para aqueles que notoriamente torcem contra a mãe Rússia só tenho algo a dizer: para um país que derrotou Hitler e Napoleão uma crise financeira não passa de uma brisa!

Gilberto Mucio disse...

/\
||
|| chovinismo infantil.[2]

Anónimo disse...

ahã..a Rússia derrotou Hitler e Napoleão. Acreditas em papai noel, por acaso?

sandro

Anónimo disse...

Ricardo, esqueceu que 20 - 25% do Exército Vermelho era formado por ucranianos?
Outra coisa, alguns estão dizendo que Moscou nunca foi invadida. Foi sim, em 1612 pela Polônia. Até por isso que a data é um feriado nacional russo.

zé carlos