sexta-feira, maio 29, 2009

A felicidade de Alexandra acima de tudo


Caros leitores, eu não tenha prestado a devida atenção ao blog devido ao facto de as minhas actividades profissionais me impedirem se ser mais frequente na escrita.

Tenho acompanhado passo a passo "o caso Alexandra" na Rússia e, por isso, peço a todos os leitores deste blog que tenham o maior respeito por todas as partes, pois só assim será possível ajudar a menina.

Vi-me obrigado a apagar um comentário insultuoso sobre a Rússia e os russos, porque jamais poderei concordar com isso. Nem os russos, nem os portugueses têm culpa pelos erros dos seus juízes, diplomatas ou governantes.

Sublinho a minha posição de sempre: não há no mundo povos maus e bons, mas sim pessoas boas e más, dirigentes competentes e incompetentes. Vivo há 33 anos na Rússia e tenho o maior respeito por este povo. Defendo a existência de boas relações entre Portugal e a Rússia, pois não há problemas nos nossos contactos que não possam ser superados.

Mais, se consultarem as petições na Internet e os comentários no espaço cibernauta russo, verão que existe uma intensa discussão e muita simpatia pelo casal de acolhimento português.

Claro que é importante acompanhar este caso, chamar a atenção para os problemas, mas de forma calma e sensata, sem sentimentos "patrioteiros".

O despertar da opinião pública russa para a situação de Alexandra é extremamente importante, pois levou as autoridades russas a tomarem medidas. A ida de membros da Câmara Social junto do Presidente da Rússia à aldeia onde vive a menina é um factor importante, significa que, no mínimo, as autoridades russas pretendem mostrar que sabem preocupar-se com os seus cidadãos. A menina apenas ganhará com isso.


51 comentários:

Pippo disse...

Interessante.
Já agora, JM, o que é, concretamente, a "Câmara Social" e o que é que ela faz?
Outro aspecto interessante parece ser a acção da opinião pública neste caso.
No seu entender, enquanto jornalista no terreno, qual parece ser a postura da maioria das pessoas face a esta situação? Estão a favor da manutenção do status quo, acham que a miúda deve ficar com os portugueses, ou acham que deve ficar na Rússia mas com outra família?

Anónimo disse...

Talvez se o Presidente da Rússia for visitar a miuda, lhe leve rosas perfumadas e um ursinho de camisola amarela cheio de chocolates, bem aí acredito que fará alguma coisa por ela.Algo definitivo. A criança ficará na paz eterna.

Jest nas Wielu disse...

Concordo, rádio “Liberdade” cita o seu nome, entre outros blogueiros que seguem o caso da Xana:
http://www.svobodanews.ru/content/
article/1741562.html

Anónimo disse...

Também admiro todas as pessoas de bem, sejam de que nacionalidade forem e nesta disputa o que crítico é que não tenha sido observada a desvinculação progressiva, pois seria a única forma possível de dar algum conforto à menina.Nenhuma mãe que ama o seu filho quer vê-lo sofrer,o problema aqui é que os laços biológicos muitas vezes não são garantia de coisa nenhuma.Neste momento, preocupa-me o facto de a diplomacia dos dois países não mostrar sinais de abertura para a ida da família à Rússia, para cumprir a promessa que fez à menina. Esta família, apesar de não ter direitos legais, foi a única que até este momento demonstrou que a ama e sabemos todos que é este casal que a menina sente como pais. Esta é a realidade que todos devem respeitar, portugueses e russos. Bem hajam todas as pessoas que amam desinteressadamente as crianças e têm como fim último a promoção do seu bem estar.Uma pergunta: porque não se empenhou a embaixada russa em ensinar russo à menina antes do seu regresso?

Jose Milhazes disse...

Caro Pippo, coloca questões tão importantes quanto difíceis de responder.
Não existem estudos da opinião pública que mostrem que a maioria dos russos está contra ou a favor. Apenas há inquéritos feitos por jornais e rádios que mostram que a Alexandra não deveria ter vindo para a Rússia.
Mas o problema agora é outro: garantir uma vida normal à menina e isso só depende das autoridades russas competentes.
A Câmara Social junto do Presidente é um órgão consultivo junto de Dmitri Medvedev, constituído por um número significativo de advogados, historiadores, médicos, sociólogos, etc. que estão atentos a problemas sociais, chamam a atenção das autoriades para as violações dos Direitos Humanos e é um órgão ao qual as pessoas podem recorrer para verem resolvidos os seus problemas.
Esta Câmara é uma espécie de contrapeso ao aparelho democrático, ou melhor, um sinal de alarme para o Presidente.

Aggio Piaggio disse...

Caro José Milhazes,
porque entendo que não é o momento correcto para se produzirem certas afirmações, distanciei-me um pouco do objectivo primário do blog xaninhanossa.blogspot.com, onde expressei a seguinte opinião:

"Desculpem que vos diga isto, mas tendo em conta que a criança não vai voltar de forma alguma para Portugal e para junto da família de Barcelos, é preciso ponderar bem as opções.
Não acham que será melhor para a Alexandra que de ora em diante lhe demos todo o apoio possível - e à família russa - para evitar que ela passe por todo este trauma novamente?
É que por aquilo que estou a ver, toda esta atenção e pressão mediática, é bem capaz de ter o efeito perverso de colocar Natalia sobre um escrutínio excessivo, e à mínima falha, retiram-lhe a Alexandra para a colocar numa instituição. E muito sinceramente, isso é algo que eu não desejo que aconteça. Quero ver a Alexandra feliz e não novamente enredada em teias burocráticas.
Neste momento creio que prolongar eventuais animosidades e agir com o coração - algo que é inevitável em casos destes - será contra-producente. Não quero dizer com isto que ponhamos esta história de lado e esqueçamos a Alexandra. Nada disso. Vamos, isso sim, ajudar a Alexandra da melhor forma possível. Vamos torná-la feliz na sua nova realidade. Ela tem a cadelinha Lúcia, agora com cãezinhos, ela tem a irmã Valéria, a quem se afeiçoou desde o princípio. Creio que ela pode vir a ser feliz com o passar do tempo.
Não vamos mais diabolizar a Natalia, esse tempo já passou e isso não produziu efeitos.
Sugiro que centremos os nossos esforços em algo igualmente válido e importante: evitar que situações como esta voltem a acontecer.
Aquilo que o Juiz de Guimaraes disse é grave, mas sucede mesmo nos Tribunais de Relação. Os recursos são julgados apenas através de papéis, de documentos, não há testemunhos, não há audições, não há o conhecer as pessoas e ouvir os factos e olhá-las nos olhos e perguntar às crianças com quem elas querem ficar. Isto porque a quantidade de trabalho que um juiz tem de ter para analisar processos é inversamente proporcional à hierarquia dos Tribunais...
Ser promovido tem que ter as suas benesses, claro.
Sugiro que se utilizem as assinaturas das Petições para criar um documento, elaborado por alguém idóneo ligado ao meio e que sabe de facto o que está a dizer - não me ocorre alguém mais capaz que o Dr. Luís Villas-Boas, do Refúgio Aboim Ascensão - e o ajudemos neste demanda, para que seja enviada à Assembleia da República, juntamente com as assinaturas, uma proposta concreta para que esta debata, com urgência, alterar e agilizar as leis e os procedimentos relativos à protecção de menores em risco. Para que as crianças sejam de facto protegidas, e o seu superior interesse seja expressamente colocado na lei como sendo algo mais importante que tudo o resto.
Sugiro também que se crie uma conta em nome da Alexandra, para onde serão canalizadas as verbas obtidas com a conta que entretanto foi criada."

Li atentamente o comunicado da UNICEF que, como seria expectável, não se pronunciou sobre o caso em concreto. Antes reafirmou o que move a UNICEF e o que é necessário ser feito em prol dos superiores direitos das crianças.

Cumprimentos,
João Pedro Patriarca

007 disse...

eu não diria melhor. basta ver as petições internacionais onde a maioria dos signatários são russos e pessoas bem sensatas. Ao que parece isto foi uma farsa ensaiada pelo MNE russo e com a colaboração das autoridades portuguesas. Toda a gente em Portugal sabia que a mãe era prostituta alcoólica e drogada que abandonou a filha. O tribunal de Barcelos foi sensato, mas depois claro que houve uma intervenção de outras instâncias para o processo ter outro desfecho(Guimarães). Ao que parece na véspera de levar a filha foi encontrada completamente bêbeda na Rua em Braga e houve necessidade de chamar o 118. Na Rússia também estava tudo preparado para mostrar a heroína que voltou a casa triunfante, e a noticia oficial era favorável em todos os jornais e não se esqueciam de dizer bem da justiça portuguesa que colaborou na farsa. Mas como se diz em Portugal o diabo tem uma manta que tapa outra que destapa e a verdade veio ao de cima embora na Rússia parece que as autoridades continuam a querer tapa-la. Esta brincadeira não ficou nada barata as autoridades russas pagar advogados em Portugal, viagens e ainda movimentar influencias. tanto fica mal na fotografia as autoridades russas como as portuguesas. As portugueses pela forma como colaboraram na farsa e as Russas que fariam melhor serviço se aplicassem o dinheiro que aqui gastaram onde realmente é necessário. As autoridades Russas se tivessem consciência devolviam menina, mas acho que não sofrem de tal estado de alma.

Gilberto Mucio disse...

POsso está sendo injusto, pelo pouco que lí, mas a justiça portuguesa foi vergonhosa nesse caso. Cade o bom senso na jurispridencia? Ninguém sabe, ninguém viu.

Entregar uma criança pequena, há anos adaptada a nova família(uma família de verdade), para uma mãe biológica sem a mínima estrutura moral, e mesmo financeira, é de uma canalhice ímpar, atróz.

Ana Maria Mendes disse...

Parabéns.
Pela primeira vez leio a clarividência de "ajudar a mãe e a integração da criança".
Isso sim, deve ser o que nos deve mover a todos.
Neste e em todos os outros casos.
Só em casos extremos se deve ir por outras vias.
Já agora, o que é que a assistência social em portugal fez para ajudar a transição, hein?

Anónimo disse...

Nós os portugueses respeitamos a soberania russa e compreendemos esta mãe, não estamos contra ela, ela não soube ser boa mãe e deve sofrer com isso. Apelamos às autoridades russas que escutem a Alexandra, que lhe perguntem o que ela quer, ela ama aqueles que considera seus pais, foram eles que lhe deram a segurança e o afecto que estrutura a vida das crianças, tem o português como língua materna, a sua terra é Barcelos e os seus amiguinhos estão lá. Não foi ela que escolheu essa realidade. As suas raízes são importantes para a sua segurança psicológica. Respeitem isso e dêem ao mundo uma prova suprema de amor e de respeito pelo supremo direito das crianças; devolvam à Alexandra a sua família, ajudem a mãe e promovam as suas visitas à criança.

Anónimo disse...

vamos fazer de tudo para nao faltar por agora que nao se pode fazer algo mais ate ver nao deixem esquecer a menina

Jaroslav Bruckner disse...

Ainda bem que a menina foi para a Russia. Em Portugal provavelmente iria ser maltratada e até morta.
Portugal é um país pobre e miserável tentando a todo custo passar uma imagem de país desenvolvido e que respeita os direitos do homem. Todos os anos Portugal, essa faixa de gaza da europa do sul, aparece na lista negra da amnistia internacional, violando os direitos elementares do homem, das crianças, das mulheres, dos imigrantes, do ambiente...enfim de tudo. Por isso acho muito bem que a menina volte ao seu país onde terá sem duvida alguma um futuro promissor.

Anónimo disse...

Deixe lá, Sr Yaroslav!
Mulheres há muitas e pesos na testa desaparecem com o tempo.

Sabe como é, os portugueses não perdoam ;)

Jaroslav Bruckner disse...

Ainda bem que a menina foi para a Russia. Em Portugal provavelmente iria ser maltratada e até morta.
Portugal é um país pobre e miserável tentando a todo custo passar uma imagem de país desenvolvido e que respeita os direitos do homem. Todos os anos Portugal, essa faixa de gaza da europa do sul, aparece na lista negra da amnistia internacional, violando os direitos elementares do homem, das crianças, das mulheres, dos imigrantes, do ambiente...enfim de tudo. Por isso acho muito bem que a menina volte ao seu país onde terá sem duvida alguma um futuro promissor.

Anónimo disse...

Ainda bem que a menina foi para a Russia. Em Portugal provavelmente iria ser maltratada e até morta.
Portugal é um país pobre e miserável tentando a todo custo passar uma imagem de país desenvolvido e que respeita os direitos do homem. Todos os anos Portugal, essa faixa de gaza da europa do sul, aparece na lista negra da amnistia internacional, violando os direitos elementares do homem, das crianças, das mulheres, dos imigrantes, do ambiente...enfim de tudo. Por isso acho muito bem que a menina volte ao seu país onde terá sem duvida alguma um futuro promissor.

Anónimo disse...

Caro senhor jornalista,

Tenho muita esperança no seu trabalho e acredito que pode continuar a chamar a atenção de organismos importantes na Rússia (como tem feito, questionando) para que o caso tenha um desfecho feliz. Peço-lhe que continue, nunca desista, pois bem sabemos que a agenda da comunicação social não é a mesma que a da vida real e dentro de duas semanas já havemos de ter outra situação que por muito importante que seja e atenção que mereça não pode fazer que com a vida da Xaninha caia no esquecimento- Ela deve estar num sofrimento imenso que nenhuma criança deveria ter de passar. Por favor, aproveite as efemérides (um mês, seis meses, um ano) para fazer ponto de situação com notícias. Tenho muita confiança em si e vejo que é um homem bom.
Obrigada,

Marta Mendes
Braga

Anónimo disse...

Pelo que verifiquei viajando pelos Blog's russos, este caso não está a gerar uma onda de solidariedade na Rússia, mas sim uma onda de antipatriotismo e censura às autoridades russas.
Se me dão licença, deixo aqui a minha opinião, lembrando que eu próprio sou pai de uma menina que é cidadã da Federação da Rússia e o é porque eu autorizei.
Não se deve de maneira alguma enveredar pelo caminho da critica à Rússia ou a qualquer outro país. O problema não está nas condições ou a falta de condições da família Zarubin, mas sim no problema alcoólico de que sofre a mãe biológica.
Em meu entender o casal português nunca quis ficar com a menina. A sua única preocupação era o bem-estar da Alexandra e o horror por verificarem que isso não era possível junto da mãe biológica, a qual nunca fez nada para se integrar na sociedade portuguesa, antes pelo contrário, estava, pelo menos, dependente de bebidas alcoólicas.
É minha opinião que as autoridades russas devem fazer todo o possível para tratar a mãe biológica e para que a Alexandra não perca o contacto com os pais de acolhimento. Destes dois factores depende o futuro da menina. O bem-estar emocional da menina tem que estar em primeiro lugar, mesmo que a situação material não seja a melhor.
Conforme me foi dado verificar pelas imagens que vi do canal russo NTV (no original), a avó da Alexandra e de sua meia-irmã Valéria não deixará que a menina seja maltratada. Pela forma como a Valéria fala nota-se que ela gosta da Alexandra e que foi alvo de boa educação. Pela forma como a Alexandra se relaciona com a irmã nota-se igualmente que ela tinha e tem consciência da existência de uma mãe biológica e um pai biológico.
É por isso que apoio não só o bom entendimento entre as autoridades portuguesas e as autoridades russas, mas também sou pelo bom entendimento entre a mãe biológica e os pais de acolhimento.
Aconselho a que em vez de ir para qualquer Tribunal Europeu, onde a Rússia não deixará de mostrar que é uma nação forte e soberana, os pais biológicos devem antes negociar com as autoridades russas a concessão do direito de visita na Rússia e acolhimento temporário em Portugal da Alexandra.
Creio que com base nesta plataforma o futuro para a Alexandra será bastante melhor, do que andar novamente a percorrer tribunais, onde os juízes nunca irão ver por detrás “da matéria de facto” e do “corpo da lei” a Alexandra e as suas emoções.
Autor: Carlos Caseiro

Carlos Caseiro disse...

No entanto, se quiserem ir pelo Direito português e pelo direto comunitário, faça-se o seguinte:
1 - A Alexandra tem um ASSENTO DE NASCIMENTO português;
2 - Nele consta como pai o senhor Heorgiy Tsyklauri;
3 - O Consulado da Federação da Rússia concedeu a nacionalidade russa a Alexandra Tsyklauri.
CONCLUSÃO - (a verificarem-se os seguintes pressupostos)
a) O Pai de Alexandra não deu autorização para que a Alexandra obtivesse a nacionalidade russa;
b) O Pai de Alexandra não autorizou que a criança fosse inscrita no passaporte da mãe;
c) O Pai de Alexandra não assinou nenhuma autorização para que a menor Alexandra abandonasse Portugal na companhia da mãe.
POR CONSEGUINTE: A menor Alexandra (Zarublina) Tsyklauri foi RAPTADA de Portugal com o concluiu das autoridades fronteiriças de Schengen e da companhia de aviação que a transportou.

Anónimo disse...

Boa Senhor Carlos Caseiro. É que parece que anda tudo tapado neste caso. Foram cometidas todas as ilegalidades que está dizendo e eu tenho 100% de certeza que é certo e ninguém parece conhecer o facto. Eu penso que dado se falarem diferentes línguas as pessoas não se andam a entender muito bem. Já agora de registar que a dita mãe não queria a filha para nada mas sim agarrou-se a elas como tábua de salvação para não ser deportada, depois com a intervenção do consulado russo segui a farsa até ao fim , mas ela não tem nenhum plano para o que vira a seguir, simplesmente está a ir na onda. Não se admirem se a filha daqui a uns tempos quando isto acalmar aparecer morta e vendida sabe-se lá para onde. Quanto ao comentário desse senhor russo é melhor ele estar calado porque a Rússia tem muitos anos(séculos)pela frente para se civilizar e chegar aos calcanhares de Portugal. Ao será que pensa que não há em Portugal quem os conheça profundamente. Não me puxe pela língua porque então terá que ouvir a vossa triste realidade, porque eu posso descrever-lha perfeitamente.

Anónimo disse...

Que se saiba que o consulado russo em Portugal funciona como uma organização mafiosa trata os seus compatriotas abaixo de cão e todo o sistema está montado para lhes roubar o pouco dinheiro que ganham em Portugal. É uma triste realidade, e de repente aparecem como muito humanistas a ajudar a sua compatriota contratando-lhe advogados e pagando-lhe todas as despesas. podiam poupar esses gastos usando-os onde são necessários e começarem a comportar-se civilizada mente e não a extorquir dinheiro aos compatriotas. É que isso de consulado só tem o nome na realidade é uma associação de bandidos.Quem nunca contactou com eles não conhece a realidade. A mim não me surpreendem que negassem o visto á família pinheiro. Quem pensa que na Rússia existe uma democracia anda muito enganado 95% ou mais da população russa vive como a família da Alexandra ou seja para os portugueses perceberem o salário da senhora dá para comprar pão uma semana e mais nada. que viva como quiser cada dia é uma luta pela sobrevivência. Quando fazem alusão á segurança social da Rússia mais parece uma anedota de humor negro. Alguém no planeta terra sabe o que é a segurança social na Rússia? eu também não . A Rússia é uma selva em que cada um cada dia tenta sobreviver mais um dia.

Anónimo disse...

Concordo plenamente com este último comentário, porque também vivi na Rússia vários anos na década de 2000 e, embora fosse casado com uma cidadã russa, nunca consegui uma simples autorização de residência.

Anónimo disse...

Aliás, o consulado trata os seus cidadãos abaixo de cão, da mesmíssima forma que eles são tratados no seu próprio país pelo Estado.

Sérgio disse...

Deixem os Russos falar, pode ser que assim alguns por aqui abram os olhos.

Anónimo disse...

Não podemos deixar o MIn dos Negócios Estrangeiros( consulado ,Embaixadae demais autoridades russas e portuguesas saírem bem desta farsa. É um favor que prestamos aos cidadãos russos e portugueses. O povo não é essa cambada de bandidos s corruptos que tanto governam em Portugal como na Rússia, por isso se entendem muito bem. O Putin até fechou a praça vermelha a todos para o senhor Sócrates simular uma corridinha matinal. Corrupto ajuda corrupto.

Anónimo disse...

REZEM À NOSSA SENHORA DE FÁTIMA PELO REGRESSO DA ALEXANDRA A PORTUGAL!


SÓ QUANDO OS PORTUGUESES TÊM FÉ É QUE CONSEGUEM ALGUMA COISA!

SE DEUS NOS AJUDAR, A ALEXANDRA VOLTARÁ!

TENHAM FÉ!

Anónimo disse...

Claro!

Fizemos a asneira e agora para remediar rezamos.

Andamos á tantos anos a rezar e qual é o resultado?

O portugalinho dos 3 F

Anónimo disse...

Para quem não sabe na Russia este caso já é conhecido como o projecto federal para arranjar uma heroina russa que voltava a casa ganhando em tribunal estrangeiro. tudo foi premeditado e pago pelo MNE russo. Não foi por acaso que o tribunal de guimarães decidui assim não há acasos nem enganos há sim corruptos e troca de favores.

Jest nas Wielu disse...

Uma centena de pessoas, na sua maioria cidadãos russos e ucranianos, juntaram-se ontem no centro de Braga numa manifestação pelo regresso da pequena Alexandra.

O mote para o início da manifestação foi dado por um médico russo, Alexandre Afanasiev, que num discurso revoltado explicou o objectivo do movimento. "Hoje não temos nacionalidade, estamos aqui pela Alexandra e para lhe mostrar que estamos com ela. A menina deve voltar o mais rápido possível para junto dos pais", disse.

Num tom de voz cada vez mais exaltado, Alexandre explicou que "um juiz pode enganar-se, mas o Governo não". Dito isto, retirou o passaporte russo do bolso e queimou-o perante os manifestantes.

"Sempre tive dupla nacionalidade, mas a partir de hoje sou só português. Vou queimar o meu passaporte porque tenho vergonha dos governadores russos", acrescentou o médico.

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=6841902C-96A9-4F59-BAB7-21A4BB9110E8

Susi disse...

Obrigado por tambem se preocupar aí na Russia por esta menina e nos orientar para tambem a poder-mos ajudar.

Já escrevi ao Exmo Presidente da Republica a solicitar a intervençao a nivel do poder Diplomatico

Susi disse...

Obrigado por tambem se preocupar aí na Russia por esta menina e nos orientar para tambem a poder-mos ajudar.

Já escrevi ao Exmo Presidente da Republica a solicitar a intervençao a nivel do poder Diplomatico

viseu disse...

Bom dia

Não tenho por hábito fazer comentários, mas este caso da Alexandra tem-me deixado bastante preocupada e angustiada. Sou mãe de uma menina com 2 anos e ela para mim é tudo na vida, querendo sempre o melhor para ela. O caso da Alexandra é um caso bastante preocupante, porque foi tirada do seio de uma família onde tinha amor e todas as condições necessárias, para passar a ser criada num meio que ela não conhece nem se reconhece, sem as minimas condições: qual é a mãe que logo de manhã bebe um copo de cerveja??? Só isso diz todo acerca da sua nova vida na Rússia.
Agora pergunto eu, será que não existe uma forma de arranjar um acordo entre Portugal e a Rússia para que esta menina tenha sempre presente na sua vida os pais biológicos, que são os alicerces da sua educação, e o apoio da sua vida. Poder ter visitas da Família Pinheiro para que ela nunca se esqueça deles por afinal foram eles que a criaram e lhe deram amor e carinho quando ela mais precisou. Afinal é mãe quem dá amor e carinho e não quem os têm, e falo com conhecimento desta realidade pois está presente na minha vida também.

viseu disse...

Peço desculpa, mas no meu comentário enganei-me, queria dizer pais afectivos e disse pais biógicos, A ALEXANDRA DEVE TER SEMPRE PRESENTE NA SUA VIDA OS PAIS AFECTIVOS, POIS ELES É QUE SÃO OS ALICERCES DA SUA EDUCAÇÃO, ELES É QUE LHE DERAM AMOS E CARINHO

Anónimo disse...

por que essa macaca portuguesa não tira suas mãos sujas da pequena alexandra?

MSantos disse...

Caro JM

Vi hoje de relance à hora do almoço, um membro de um orgão governativo russo (não recordo qual mas teria a ver com a Seg.Social) a declarar a sua grande preocupação pela possibilidade de a família biológica não ter condições de ficar com a menina e haver a eventualidade de retorná-la à família afectiva.

Isto será possível?

Cumpts
Manuel Santos

Zortea Zukov disse...

Eu vejo esse caso igual ao de crianças adotadas por macacos, lobos selvagens, etc...a coitadinha é uma pequena "tarzan" hehehe. O melhor que poderiamos fazer é deixar o governo russo tomar conta da educação dessa criança...vivo há 6 anos em Portugal, e constatei a droga que é a educação portuguesa. Por isso, acho melhor essa menina voltar para a sua raça.

Anónimo disse...

desceu muito baixo Zortea Zukov
então se portugal não é suficientemente bom para si faça-nos um favor e a si próprio vá-se embora, mas antes de ir, não se esqueça de limpar o seu cheio nauseabundo.

os adeptos da imigração que tomem em atenção aos comentários destes novos "cidadãos" que adoram portugal

vasco,

Anónimo disse...

Vasco


este comentário que criticou não é de um imigrante brasileiro,mas sim de um tradutor russo do FSB, que normalmente só sabem a variante brasileira do português. Ele não deve estar em Portugal,mas sim num gabinete em Moscovo.
Como sabe, neste blogue há uns quantos desses.

Anónimo disse...

Acrescento: outro exemplo é o anónimo das 22:24 . Um português ou um brasileiro a viver em Portugal nunca escreveria tal coisa.

viseu disse...

É mãe quem cria e dá amor, não quem dá á luz. REFORÇO NOVAMENTE ESTE LEMA. Qual é a mãe que quer o pior para os seus filhos? Qual é a mãe que quer que os seus filhos passem necessidades? A prova de que a Natália TAMBÉM FOI boa mãe foi quando entregou a filha para ser criada pela família Pinheiro, quando admitiu que não tinha condições para a criar. Mas neste momento, só prova que é uma egoísta que nem na Alexandra pensa, só pensa em ser reconhecida como a primeira cidadã russa a conseguir ganhar uma acção em tribunal deste género. Porque se ela fosse boa mãe deixava a menina vir para Portugal, voltar a ser criada com a Família Pinheiro, onde tem amor e carinho para receber, além de todas as outras condições (habitação condigna, os amiguinhos do infantário). Nunca lhe foi negada as visitas á menina, não era agora que a Família Pinheiro o iria fazer, tenho a certeza disso. Peço a Deus que a Natália reconsidere e pense bem nas atitudes que está a tomar, privando a sua filha de todo aquilo que ela considera felicidade, coisa que ela não encontra na Rússia. Temos sempre de pensar no bem estar dos nossos filhos, a Natália pensa que o melhor é a filha estar com ela, assim como pensam todas as mães, mas no meu entender a menina estaria melhor com alguém que lhe mostra-se amor e carinho, o que nas reportagens não se vê por parte da Natália, ela mostra uma atitude fria e distante da menina.

viseu disse...

Há uma situação de que nunca se fala, ou raramente: Onde está o pai da Alexandra???????
Ele autorizou a ida da menina para a Rússia????? Ele deu autorização para se conceder nacionalidade russa á menina??????? Sim porque se não me engano ele é ucraniano, portanto a menina podia ter nacionalidade ucraniana, uma vez que ela foi reconhecida por ele como filha. É que a Alexandra só poderia sair de Portugal com autorização dos dois pais. Julgo também que só agora é que a Alexandra obteve nacionalidade russa, pergunto agora também: NÃO ESTANDO O PAI EM PORTUGAL MAS SIM EM ESPANHA A TRABALHAR, COMO DEU ELE AUTORIZAÇÃO PARA ISTO TUDO, DESDE A NACIONALIDADE, Á SUA SAÍDA DE PORTUGAL.

ElsaTS disse...

Tenho lido comentários ao vídeo onde se vê a mãe dar uns sopapos na filha, no sentido de se estar a fazer uma escandaleira por umas palmaditas quando todos nós já «corrigimos» os nossos filhos dessa maneira.

Não são as palmadas per se que me chocam. Eu também já dei um sopapo na mão ou uma palmada no rabo da minha filha e ela é bem mais pequena. Parece-me apenas que, nestas circunstâncias, seria de esperar mais paciência da parte da mãe, fosse qual fosse a asneira da filha. Aceite-se ou não a decisão do tribunal, defenda-se ou não o regresso da criança ou a entrega à mãe biológica, é preciso ver que, à margem de todas as leis e guerrilhas, a criança foi vítima de uma grande violência súbita, cuja culpa pode ser de toda a gente mas nunca é dela.

De um dia para o outro, viu-se transplantada para o meio de pessoas que nunca viu, numa terra longínqua e estrangeira, com uma mãe que pouco conhece, onde todos falam uma língua que lhe é estranha. Estas coisas podem ser umas culpa dos pais de acolhimento, outras da mãe biológica, não interessa. A verdade é que a menina está certamente em estado de choque, sente-se sozinha e fora do seu ambiente, não compreende provavelmente como nem porquê a sua vida deu uma volta de 180 graus e as suas condições se modificaram de forma tão extrema.

Neste cenário, fosse qual fosse a asneira, peço desculpa, mas a minha opinião é esta: a mãe só tinha era de ter paciência. Tinha a obrigação de tornar a transição o menos dolorosa possível, tinha o dever de não fazer a menina sentir-se malcomportada e mal-educada por ter tido uma educação diferente da que ela lhe daria. Não pode começar a «emendá-la» à palmada dois dias depois de a ter com ela, como se a tivesse criado desde a nascença.

Eu tenho o direito de dar uma palmada na mão da minha filha se ela mexer no forno; a Natalia ainda não tem o direito de dar palmadas à Alexandra por ela fazer uma birra.

revoltado disse...

Pelo que pesquisei aqui neste blog, chamou-me a atenção umas palavras ditas por um anónimo em que faz referência á irmã de Alexandra, Valéria, diz que lhe parece que a rapariga é educada, que foi alvo de boa educação, ora bem educação essa que não foi dada pela mãe Natália, uma vez que ela também abandonou esta filha com a avó, ora se ela tem agora 15 anos e a Natália estava cá há 7 ou 8 anos, aos 7 ou 8 anos, Logo a educação de Valéria não é fruto da Natália. Vi nas noticias de hoje que a Natália alega que cá em Portugal nunca a ajudaram, não se consegue ajudar uma pessoa quando ela não quer. O que a Natália queria cá em Portugal era boa vida, viver ás custas das outras pessoas, como é o caso da Família Pinheiro, que só ia ver a filha quando precisava de dinheiro, para a bebida e tabaco. Se ela fosse boa, como agora quer dar a entender a dizer que tem que arranjar um emprego para sustentar a filha, porque não o vez aqui em Portugal? Porque tenta tanto ela esconder a sua vida aqui em Portugal? Diz que lhe tentaram tirar a Alexandra, mas na verdade foi ela que a entregou, para poder andar mais á vontade a beber e a fumar e sabe lá mais o quê. Agora vem fazer-se passar por anjinho. Ora, ora, ainda há quem acredite na Pai Natal.

Cristina Mestre disse...

JM, acabo de ver um vídeo de uma reportagem tua bastante neutra na casa da Alexandra, ao lado de um artigo inqualificável de dois jornalistas russos que, ainda por cima, chamam à família de acolhimento "canalhas estranhos" ("A verdadeira mãe é que irá criar a Sandra na Rússia e não canalhas estranhos"- sic)
http://kp.ru/daily/24303/497191/
http://kp.ru/daily/24301/496190/

Como foi isto possível?

Paula disse...

http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20090601/1/4/

Depois de lerem esta reportagem, percebi porque é que a Valéria é uma menina educada!! - foi criada com a avó!!!

Tenho muitas dúvidas quanto ao amor da Natalia por alguém... até pelas filhas...

Cumprimentos Sr. josé Milhazes!
Não esqueça a Alexandra!!

Eu já estou marcada. NUNCA a esquecerei!!

Anónimo disse...

faço um apelo ao mundo: tirem as mãos dessa mulher simiesca de cima da pequena alexandra!!!Volte para a Mãe Rússia que é o seu verdadeiro lar...

Anónimo disse...

Boa tarde,é dificil termos paz interior,enquanto esta criança não tiver tambem,merece todo o nosso apoio e carinho,a mãe se quiser tambem terá todo o nosso apoio se entender que o melhor para ela e para a filha é regressar a Portugal,bem haja e não desista desta criança por favor.

Anónimo disse...

Tenho respeito pelas pessoas de bem de todos os países, tenho respeito por todas as pessoas pobres que lutam diariamente para viver com dignidade e que mesmo assim não capazes de amar e cuidar dos filhos. Mas neste caso, nada disto está em causa! Está em causa o facto de todas as pessoas que tinham responsabilidades legais sobre esta menina terem deixado que fosse portuguesa de língua e de coração até aos seis anos e depois, sem qualquer respeito pelos seus vínculos afectivos duradouros, aqueles que estruturam a vida de uma criança, tenham decidido que era do seu interesse superior voltar para um país distante, cuja língua não é a sua, para casa de estranhos com os quais partilha o ADN e que afinal pouco têm para lhe oferecer, comparado com o que ela tinha antes!
Quem garantirá o seu futuro? Quem a protegerá?
Que danos este choque emocional trará à sua vida?
É a falta de respostas a estas perguntas que nos angustia, porque queremos o bem desta menina, acima de qualquer outra coisa!

Anónimo disse...

continuação:
Eram estas perguntas que o juiz se deveria ter colocado e, não conseguindo encontrar respostas para elas, deveria ter optado pela segurança da menina, que era mantê-la onde estava.A mãe merecia ser ajudada, a cuidar de si própria, primeiro, e depois da filha, mas para isto não era necessário colocar a menina nesta situação dramática. Maria Ferreira

Jest nas Wielu disse...

Comunidade russa, criada no Live Journal em apoio do regresso da menina Alexandra para Portugal:
http://community.livejournal.com/
help_alexander

viseu disse...

Muito obrigado por nos ter dado noticias da Alexandra. Fiquei contente por a ver sorrir e já saber algumas palavras em russo. Prova que é uma menina muito forte.
Descreve a aldeia como igual a todas as outras aldeias, casas velhas casas novas, estradas boas estradas velhas, apesar de referir que a casa delas não tem condições (não tem água canalizada, está quase a cair, além de que a Alexandra está a viver num meio que ela não reconhece como seu - alcool e dificuldades - e que quase vivem na miséria.
Uma vez que se torna quase impossível o seu regresso a Portugal - NUNCA DEVEMOS DIZER NUNCA HÁ SEMPRE UMA ESPERANÇA - não haverá um orgão competente aí na Rússia que lhe conceda uma habitação com condições de habitabilidade, para elas poderem morar. Assim já teria um quartinho para ela, uma casa idêntica a que tinha cá em Portugal, e já suavizava um pouco o seu sofrimento - em Portugal existem as habitações sociais atribuidas a pessoas carenciadas (o que nem sempre é verdade). Claro está que a mãe teria que provar que tem a capacidade de criar a Alexandra, teria que arranjar um emprego e dar á menina todos os seus direitos: AMOR, SAUDE, BEM ESTAR, PROTECÇÃO, ETC. Já sabemos que não podemos dar nada de mão beijada a esta mulher, teria que provar ser capaz de cuidar da filha.
Deve-se também garantir que a menina nunca perca o contacto com os pais afectivos e com Portugal, pois foram eles que a acolheram e lhe deram amor quando ela mais precisava. Deve-se garantir que a Natália nunca a proiba de conviver com eles.
Não haverá maneira de a Embaixada de Portugal na Rússia tratar destes assuntos e assegurar o bem estar desta menina que já sofreu bastante quando era bébe.

Anónimo disse...

Vi a sua reportagem á hora de almoço, e continuo a ter a mesma opinião - a menina deveria regressar a Portugal. Li também que o irmão dela ficou desempregado, tendo agora como único rendimento as reformas dos avós. A Natália pede ajuda, essa ajuda já lhe foi prometida, ela é que não quer aceitar, pois os pais afectivos da Alexandra estão dispostos a dar-lhe emprego cá em Portugal - ela que aceite. Ela que pense no bem estar da menina. Haja alguém que lhe faça ver isso.