sábado, maio 16, 2009

Gays em desgraça na cidade de Moscovo


A polícia de choque do Ministério do Interior da Rússia impediu hoje a realização de uma parada gay, tendo detido cerca de 40 pessoas.
Os manifestantes concentraram-se no miradouro das Colinas Vorovie (antigas Colinas Lénine) em Moscovo a fim de realizar uma parada, não obstante a proibição das autoridades municipais.
Algumas dezenas de pessoas, que portavam nas mãos cravos brancos e cartazes onde se lia: “Direitos Iguais sem Compromissos” e “Homofobia é a vergonha do país”, conseguiram estar reunidas pouco mais de cinco minutos, porque apareceu a polícia de choque e deteve praticamente todos os participantes daquilo que pretendia ser uma parada gay.
Os gays russos pretendiam aproveitar a realização da final do Festival da Eurovisão em Moscovo para se manifestarem em defesa dos seus direitos e tentar realizar uma parada na capital russa aproveitando a presença de numerosos turistas da Europa.
No entanto, as autoridades municipais declaram que “não permitimos, nem iremos permitir no futuro paradas-gay em Moscovo”. “Semelhantes manifestações não só destroem as bases morais da nossa sociedade, mas provocam conscientemente desordens que irão ameaçar a vida e a segurança dos moscovitas e dos hóspedes da capital”, declarou Serguei Tzoi, porta-voz da Câmara de Moscovo.
A Igreja Ortodoxa Russa condenou também a parada pela voz de um dos seus mais conhecidos teólogos, o padre Andrei Kuraev: “A propaganda da homossexualidade é, em qualquer dos casos, um crime contra a infância”. “Há vinte anos atrás, eles diziam que era preciso anular o respectivo artigo do Código Penal (na URSS, a homossexualidade masculina era castigada com três anos de prisão), porque isso tinha lugar num quarto fechado entre dois adultos e não dizia respeito a mais ninguém. Nós acreditámos e anulámos o artigo. Agora, dizem que isto diz respeito a todos!”, acrescenta o teólogo ortodoxo.
“Se queriam um quarto escuro, que fiquem lá. Para que querem sair à rua?”, interroga o padre Kuraev.

54 comentários:

Jest nas Wielu disse...

País bastante homofóbico (negrofóbico, estoniafóbico, ucranianofóbico, georgiafóbico, UEfóbico, NATOfóbico, americanofóbico, etc, etc, etc), nada a fazer...

Vejam as fotografias da Natalia Medvedeva sobre as atrocidades do exército russo na Chechénia. Em 1995 ela ofereceu-se voluntariamente para ficar no lugar dos reféns durante a operação da guerrilha chechena na cidade russa de Budyonnovsk. Depois, publicamente recusou receber a ordem “Coragem”, das mãos do presidente Boris Yeltsin.

Ver as fotografias da Natalia:
http://photopicture.us/chronicles/exhibition_01.php
http://www.liveinternet.ru/users/alparslan/post82432234

p.s.
Eurovisão:
Pena que Anastasiya Prikhoddko não recebeu mais votos, a canção era bonita, o rapaz da Noruega falava em todas as línguas, menos na sua língua supostamente nativa, em belaruso, sinto pena daquele país.

Jest nas Wielu disse...

Os jornalistas contam que OMON (polícia de choque), desta vez agia do modo extremamente bruto para com os jornalistas, os agentes batiam e tentava arrancar as câmaras, dificultavam as filmagens, etc.

Entre os manifestantes estava o deputado britânico Peter Tatchell (http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Tatchell)

Ver as fotografias:
http://drugoi.livejournal.com/2943942.html

Anónimo disse...

Onde é que estavam as atrocidades dos russos? Não vi nada de extraordinário...

Pippo disse...

Confesso não entender bem a utilidade destas paradas. Parece que o objectivo consiste em chocar as pessoas! Depois queixam-se que a acção gere reacção.

Não tenho muitos amigos homossexuais, mas os que tenho são tipos fantásticos, 5 estrelas. Talvez o facto de não serem escandalosos ajude. A sua orientação sexual fica entre portas. Penso que isso seria o normal.
Mas neste caso, com as Gay Parades, o que é uma questão íntima passa a ser uma questão social, com o objectivo de escandalizar, chocar toda a sociedade. É, no fundo, uma agressã.
Neste caso tenho de concordar com o padre.

Anónimo disse...

É isso aí.Se foi proibido, existe uma LEI deve-se ser respeitada.Muito interessante pessoas de outras partes do mundo estarem querendo impor suas ideías, na democracia à maioria vence.Então cana para esses desocupados.

Raffo disse...

Os gays em todos os lugares reclamam que estao a sofrer preconceitos, violencias, mas muitos deles querem impor o estilo de vida homossexual aos outros, atravez de programas de TV, radios e paradas em cidades. Como muitos deles estão a dizer que o que estao a fazer no quarto, restringe-se somente a eles, entao vao a algum lugar nao publico organizar paradas. Porque ideologizam suas sexualidades, um absurdo isto.

Hugo Albuquerque disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Hugo Albuquerque disse...

Atitude patética do Estado russo. Sobre a Igreja Ortodoxa, é curioso ver como uma organização que se queixa - justificadamente - das perseguições sofridas durante o período soviético se pôr ao lado de perseguições contra outros grupos. E se alguém dissesse um "tudo bem, vocês podem ser ortodoxos, mas só desde que aceitem se manifestar tão somente em um quarto escuro e ajam atesticamente em tempo integral"?

Anónimo disse...

^^
patético é o estado russo!

Gilberto Mucio disse...

O russo em geral não é homofóbico. Nunca ví nenhuma manifestação de homofobia por parte de ninguém aqui. São indiferentes.

Sobre a proibição, eu acho ridícula.

Não cabe ao Estado ditar o que é moral e o que não é. Isso é patético. Isso imbeciliza(ainda mais) a população.

MSantos disse...

Mais uma vez tenho de concordar com o Pippo.

Os homossexuais são cidadãos de pleno direito, mercem o seu lugar na sociedade, inclusive o direito legal ao matrimónio, apenas não concordo que devam ter o direito á adopção pois aí já envolve terceiros em particular crianças e provavelmente o objectivo na maioria das vezes é de se constituirem um "casal normal" ficando o objectivo de acarinhar uma criança para segundo plano. Mas isso é apenas a minha opinião pessoal.

A sociedade necessita de todo o potencial de todos os seus cidadãos inclusivé os homossexuais e eles próprios já provaram que podem dar contributos válidos e significativos.

No entanto a comunidade homossexual tem de amadurecer e mudar o seu comportanmento assumindo as suas limitações (como todos nós, ao fim ao cabo) e aprendendo a viver com elas e terão de se livrar dos tradicionais complexos nomeadamente em que um hetero é apenas um homo á espera de ser convertido (tal como o contrário também é errado) e outros que tais.

Outro muito importante também é largar o obssessivo exibicionismo pois não é a desfilar pelas principais avenidas das cidades, meio nús, com um penacho enfiado no traseiro á laia de bacanal(desculpem a expressão mas não há meio de tornar os factos mais claros) que vão ganhar o respeito e conquistar o seu lugar na sociedade.

Mais uma vez temos de deixar de ser escravos do políticamente correcto e apontar as coisas como elas são.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

patético é o ser humano!

Sempre cheio de moralismos e dispostos à querer ser sempre uma fonte de verdade e pureza, tal qual à DEMOCRACIA de vários países ditos ocidentais.Uma enorme hipocrisia!

O Recuperado disse...

"“não permitimos, nem iremos permitir no futuro paradas-gay em Moscovo”. “Semelhantes manifestações não só destroem as bases morais da nossa sociedade, mas provocam conscientemente desordens que irão ameaçar a vida e a segurança dos moscovitas e dos hóspedes da capital”, declarou Serguei Tzoi, porta-voz da Câmara de Moscovo.
A Igreja Ortodoxa Russa condenou também a parada pela voz de um dos seus mais conhecidos teólogos, o padre Andrei Kuraev: “A propaganda da homossexualidade é, em qualquer dos casos, um crime contra a infância”. “Há vinte anos atrás, eles diziam que era preciso anular o respectivo artigo do Código Penal (na URSS, a homossexualidade masculina era castigada com três anos de prisão), porque isso tinha lugar num quarto fechado entre dois adultos e não dizia respeito a mais ninguém. Nós acreditámos e anulámos o artigo. Agora, dizem que isto diz respeito a todos!”, acrescenta o teólogo ortodoxo.
“Se queriam um quarto escuro, que fiquem lá. Para que querem sair à rua?”, interroga o padre Kuraev. "

A Rússia parece mesmo e cada vez mais o último país Europeu.
Quase certamente, a última potência Europeia e a última chance da Civilização Europeia se revitalizar.

Um salve à Rússia!!!

Obrigado.

Daniel Rocha disse...

é triste que ainda se veja os homossexuais como uma doença que vai destruir a sociedade...
tristes tempos se vivem na Rússia.

Pedro Morgado disse...

O Estado russo é verdadeiramente patético. Este Festival da Canção foi um verdadeiro Festival Eurovisão da Censura perante a completa passividade das democracias europeias. Até onde vai a nossa tolerância para com os atropelos aos Direitos Humanos?

Jacob disse...

Os gays, lésbicas e transgêneros devem continuar sua luta pelo reconhecimento público de seu direito de não serem discriminados.

Povo civilizado não discrimina e não possui preconceito.

Sempre imaginei que os países do antigo bloco socialista já tivessem avançado em suas concepções a respeito da livre orientação sexual, vejo que estava enganado. É um atraso mental e político injustificável.

É lamentável a atitude da igreja em colaborar com a perseguição, mas é condizente com o papel que as religióes sempre desempenharam no mundo. A Igreja Católica colaborou com o nazismo, contribuiu com o tráfico negreiro, auxiliou no genocídio indígena, patrocinou a inquisição que tanto atraso causaram aos países ibéricos. Já a Igreja evangélica, nos dias que correm, explora o povo pobre e inculto com sua cobrança de dízimo, contribuindo para aumentar a miséria de todos os brasileiros.

Merece uma visita o site da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. Cadastre-se e colabore:

http://www.abglt.org.br/port/index.php

Francisco disse...

Entendo que todos merecem o direito à diferença. Pois se as pessoas decidem enveredar por um certo tipo de vida, que o façam com toda a liberdade, nenhuma lei ou preconceito os deve privar de tal opção. No entanto façam-no em privado nos recantos do seu mundo fantasioso. Nada têm que se exibir em público realizando espectaculares desfiles carnavalescos ornamentados de plumas e adornos afugentadores de demónios, que mais parecem tribos primitivas. Se essas pessoas consideram que contrariar as leis da natureza estabelecidas por milhões de anos de evolução é um direito, mais direitos têm aqueles que não transvertem as leis naturais. Esse anacronismo é uma faceta dos humanos, talvez isso se deva à capacidade de raciocinar. Por esse facto não pretendam transformar a moral em imoralidade.
Por essa ordem de ideias os machões e as senhoras sensuais se o desejarem também começam a praticar desfiles escandalosos para exibirem os seus dotes?
Que haja ordem, porque a ordem é a primeira de todas as leis universais!
Quanto a adoptar crianças; isso nunca! Sempre ouvi dizer que casa de país é escola de filhos.

Anabela Santos disse...

É absurdo, vergonhoso, inaceitável!
Os homossexuais e lésbicas não têm de se fechar “dentro de portas” só porque há uma ideologia arraigada nas sociedades hodiernas, que se imiscui em homofobia e sexismo.

Devem lutar pelos seus direitos na rua, em debates e nos média com vista a promover a livre expressão de ideias, sexualidades e vivências que transcendem o socialmente instituído (que é assumido como verdadeiro, quando não passa de uma mera construção!).

Qual é o problema de permitir o casamento entre homossexuais?
Qual é o problema de permitir a adopção?
Por acaso os heterossexuais julgam-se detentores da boa moral e correcção para julgar com tamanha sobranceria que as/os homossexuais são cidadãs/aos de 2 classe?

A defesa dos direitos dos homossexuais não é uma luta dos impuros e imorais – como tantas vezes se faz crer! É uma luta de todas e todos para a erradicação de práticas discriminatórias, cujos corolários redundam não raras vezes em abusos e mortes. Não são só os homossexuais e lésbicas que devem assumir a liderança dos movimentos de reivindicação. São também os/as heterossexuais que devem contestar a homofobia institucional – explícita nesta acção da polícia de choque – e a indiferença da sociedade civil.

Uma sociedade mais justa e igualitária passa indubitavelmente pelo reconhecimento dos direitos civis de TODAS/OS cidadãos/ãs.

ver: http://idahomophobia.org/wp/

Antes de terminar, deixo um agradecimento especial a José Milhazes pelo facto de nos dar a conhecer a realidade russa, nos seus diversos campos;)

Saudações cordiais,
Anabela Santos

Francisco disse...

Anabela cada qual puxa brasa à sua sardinha. Eu sei que sou muito normal premiado com todos os dons atribuídos pela mãe natureza para permitir a continuidade da minha espécie. Também sei que como todos os seres caminho da harmonia para o caos. Nunca para a decadência.
Já aqui o afirmei nada tenho contra as preferências ou orientação dessas pessoas. Mas por favor se pretendem mostrar o espectro solar da sua imaginação, façam-no sem espectáculos loucos e escandalosos.
Porque quando afirmam que são descriminados estão a faltar à verdade. Auto-marginalizam-se criando as suas próprias fantasias. Não há muito tempo cruzei-me com um desfile na Av. da Liberdade, pergunto apenas onde reside a dignidade e o respeito pela ética moral e social naqueles exibicionismos todos?
Eu como cidadão normal também mereço respeito na defesa e preservação das minhas tradições culturais e morais. Isto não é ser-se conservador. É desejar manter aquilo de mais nobre que herdei dos meus antepassados.
Em privado façam o que muito bem entenderem. Porque a fazer cedências, se hoje pedem a unha daqui por uns tempos pedem o braço e assim sucessivamente até que conquistam a sociedade em geral, começando a impor as suas regras.

Afonso Henriques disse...

"Eu como cidadão normal também mereço respeito na defesa e preservação das minhas tradições culturais e morais. Isto não é ser-se conservador. É desejar manter aquilo de mais nobre que herdei dos meus antepassados."

Caro Fransisco, ora, mas isso é exactamente ser-se conservador! :-)

Os Gays ou o que lhes queiram chamar, não têm qualquer direito de se apoderarem da rua e atentarem contra os seres normais - ou o que lhe quiserem chamar - dos países em que vivem. Os Russos apenas tomaram a única medida digna a ser tomada, não há aqui qualquer espaço para discussão.

Homofobia hoje não existe. O Homosexualismo como ideologia é que é utilizado para atacar tudo e todos. Só têm é que ser bem reprimidos. Sem qualquer espaço para discussão aqui, creio.

Anónimo disse...

O Homossexualidade é uma doença psiquiátrica e devia haver um plano de prevenção e tratamento.

Pippo disse...

"Por acaso os heterossexuais julgam-se detentores da boa moral e correcção para julgar com tamanha sobranceria que as/os homossexuais são cidadãs/aos de 2 classe?"

Não, os heterossexuais não detêm nada disso. Nem precisam.
Não detêm igualmente o "bom gosto" de exibir a sua sexualidade perante outros, com plumas e lantejoulas.
Não têm a capacidade de agredir os outros com provocações e insinuações sexuais, nem têm a pretenção de fazer terceiros "sair do armário". Não.

O que os heterossexuais detêm é tão somente e apenas uma condição básica: eles são normais. A sua sexualidade é normal e está de acordo com a Natureza. E isto não é moral ou correcção, é simplesmente um facto natural.

Quem o aceita, muito bem. Quem acha que a afirmação destes factos constitui "homofobia", pois bem, que continue a negar a realidade. São opções. Tal como as sexuais.

Anónimo disse...

quem se importa com esses viadinhos...na Rússia quase não existem homossexuais, a maioria é estrangeiro

Jose Milhazes disse...

Ao último leitor anónimo apenas posso dizer que está muito longe da verdade. Mesmo na era soviética, não obstante a homossexualidade masculina ser punida com pena de prisão até 03 anos, havia homossexuais e mesmo dentro do Partido Comunista. Hoje também os há e não são poucos, o problema é que não querem ou não podem assumir-se.

Anabela Santos disse...

Caros senhores,

Fico perplexa com o cariz homofóbico que inebria estes últimos comentários.

Desde a apologia do “Nós” contra os “Outros” à constituição da homofobia como uma patologia, estes argumentos são prolixos em incongruências, ignorância e omissão da verdade.

1-) “Cada um puxa a brasa à sua sardinha”: a minha sardinha é a defesa veemente dos direitos de mulheres e homens, independentemente da sua orientação sexual. O que depreendo das suas palavras, caro Francisco, é que concebe a heterossexualidade como a única e verdadeira orientação sexual. Os /as que diferem deste imperativo são catalogados como avessos à natureza, à moral. Isto não é sobranceria?!

Explique-me ainda: por que razão não admite as manifestações públicas da sexualidade de homossexuais e lésbicas, se eles/as suportam a tão assídua troca de beijos entre heterossexuais. Ah, essas são as relações amorosas verdadeiras (as mesmas que, subjacentemente, acolhem directrizes do patriarcado!).

2-) “Porque quando afirmam que são discriminados estão a faltar à verdade”: Estão? Por que razão não lhes é reconhecido o casamento e a adopção, tal como aos “puros” dos heterossexuais? Por que razão, em muitos países, são perseguidos, detidos, violentados e mortos? Porque é que o vocábulo “gay” ou “homossexual” prevalece como um atributo assaz pejorativo?

3-) “Porque a fazer cedências, se hoje pedem a unha daqui por uns tempos pedem o braço e assim sucessivamente até que conquistam a sociedade em geral”: é indubitável o medo que nutre em relação à perda do seu território. É uma posição comum: aconteceu com os negros, reiterou-se aquando da concessão dos direitos às mulheres e tende a perpetuar-se, agora, no caso das lésbicas e homossexuais. Resta-me esperar que a sociedade cresça sem concepções empoeiradas, sem a ridícula apologia das “tradições morais e culturais” que tão-só vivificam relações de poder desiguais.
Mais: reconhecer direitos não é nenhum favor, um gesto de benevolência. É um dever das sociedades que se denominam de democráticas!

4-) “Não detêm igualmente o ‘bom gosto’ de exibir a sua sexualidade perante os outros, com plumas e lantejoulas”. Caro Pippo: quantas vezes participou activamente numa manifestação LGBT? Não vou negar que não haja “lantejoulas e plumas”, mas este tipo de iniciativas transcende largamente estes acessórios. Há movimentos sociais representados, cidadãs e cidadãos conscientes de que a negação da concessão de direitos aos/às homossexuais corresponde à violação dos direitos humanos.
Percebo que alimente esta concepção, pois é, em grande medida, a visão que os média privilegiam. Há sempre a valorização do espectáculo, mas a violência e castração exercida contra estes/as cidadãos/as é obliterada.

5-) “O que os heterossexuais detêm é tão somente e apenas uma condição básica: eles são normais”. Pergunto-lhe: o que é a normalidade? Para as sociedades contemporâneas, a normalidade resume-se a isto: indivíduos homens, brancos e heterossexuais! É isto que é a normalidade. O resto é a escumalha, apagada e empurrada para o gueto! Que sociedade que apologia, caro Pippo!

Saudações cordiais,
Anabela Santos

Pippo disse...

Cara Anabela, a expressão "homens, brancos e heterossexuais" é uma paráfrase da autoria de uma ex-deputada do BE, Joana Amaral Dias. Para ela, e para os que partilham da sua visão, o "homem branco, heterossexual, de 50 anos" é a súmula de tudo o que é negativo na nossa sociedade. É, na sua essência, uma visão alter-realista, uma visão racista, sexista e heterófoba da sociedade europeia ocidental, a qual se pretende mudar para uma nova, na qual os conceitos morais e sociais que criaram a nossa estrutura civilizacional devem ser abolidos de forma a erguer uma nova sociedade "progressista", relativista, que é "o que se deseja".

Mas deixe-me que lhe explique. A normalidade é aquilo que a Natureza determinou como sendo normal.
Uma pessoa com um só olho não é normal. Outra sem pernas não é normal. Uma que tenha trisomia 21 não é normal. E uma cuja sexualidade não seja com indivíduos do sexo contrário não é normal.
Bem sei que lhe deve custar a admitir isto, mas se quer chamar racista, homófoba e intolerante a alguém, chame-o à Natureza. Foi ela quem nos fez, não eu.
A Natureza fez machos e fêmeas com um propósito, o da reprodução; e o sexo, quer para fins reprodutivos, quer para fins lúdicos, quer para fins sentimentais, se normal, é exercido com indivíduos da mesma espécie (seres humanos) e de sexo contrário (macho-fêmea).
Isso é a normalidade, e a moral social nada mais fez do que cristalizar, regular a realidade.

Mas se para si, "normal" é aquilo que não o é, então estamos conversados.

A Anabela faz a apologia de um bela sociedade!

Pippo disse...

Outras questões:

1- aos homossexuais não é impedido o casamento. Eles podem casar-se, desde que seja com pessoas do sexo contrário. Foi para isso que foi criado o casamento, não para unir duas pessoas do mesmo sexo. É assim em todos os países que não têm legislações "progressistas" (o que nos fará questionar a palavra "progresso"...)

2- Aos homossexuais não deveria ser tão problemático "suportar" a "tão assídua troca de beijos entre heterossexuais". Afinal de contas, isso é o normal. Não é apenas o que está estatuído, é o normal, o natural.

3- Outra coisa ainda: qual a razão para os defensores dos homossexuais tenderem sempre a incluir, num sentodo pejorativo, a Igreja (leia-se Igreja Católica)? Aqui ninguém falou de religião, que eu saiba. Qual a razão de tal fobia?
E já agora, nunca referem o Imamato Ismaelita, ou a Comunidade Islâmica, ou as outras confissões religiosas. Mas todas elas são contra a homossexualidade. Porquê essa omissão?

Anónimo disse...

É caso para dizer que o "OMOH" não gosta dos HOMO. Ah, ah, ah.

MSantos disse...

É por estas e por outras que os homossexuais e outras minorias muitas vezes vivem em guetos ( e não só físicos, entenda-se), porque além dos males da sociedade eles próprios cavam o fosso entre si e os restantes e assumem posições de intransigência que desafiam toda a lógica e razão.

Será expectável que uma sociedade que viveu condicionada desde que o homem é homem a tomar como padrão o relacionamento homem-mulher, mude de um dia para o outro e passe a apoiar e a vibrar com turbas ululantes e exibicionistas
(atentatórias á própria dignidade humana dos que nelas participam e mais ninguém) apenas por "estar na moda" ou ser politicamente correcto? E é por isso que quase nos vamos tornar "anómalos" só por sermos hetero e não gostarmos deste tipo de exibicionismos?

Para establecermos pontes de diálogo, entendimento e compreensão mútuas é preciso trilhar um longo caminho e por vezes fazer concessões, por muito que nos custe, porque a intransigência só vai trazer radicalismo.

Penso que também existam homossexuais que concordam com isto.

Infelizmente isto não acontece só com os homossexuais.

Relativamente á quantidade dos mesmos na Rússia, aqui não deve ser diferente de qualquer sociedade humana o que anda á volta dos 10% da população.

Cumpts
Manuel Santos

O Recuperado disse...

Quer ver que o Milhazes ainda me vai dizer que os homossexuais são a maioria na Rússia??

Muitos!?

Quantos??? 70%? 65%? 50%? 33%?

25%? 20%? 15? 10? 7,6,5,4?

Quantos!??

MSantos disse...

Pippo

Apenas uma coisa no que disse: a ICAR é sempre o primeiro alvo e distanciam-se como se os católicos tenham lepra. Por muito má que seja mesmo assim, a ICAR é das religiões vigentes mais tolerantes que há.

Relativamente ás barbaridades fundamentalistas islâmicas já não há qualquer problema.

E mais uma vez não são só os homossexuais.

Cumpts
Manuel Santos

Anabela Santos disse...

Caro Pippo,

A expressão “homem, branco e heterossexual” não é exclusiva de Joana Amaral Dias. A sua utilização é recorrente em vários estudos académicos, nomeadamente naqueles que incidem nas relações de género nos seus diversos âmbitos, etc.

Depois, tentando ser telegráfica, digo-lhe apenas isto: a normalidade que acolhe como uma determinação da natureza corresponde a uma mera construção cultural. A natureza nada determina, mas sim os indivíduos que, integrados nos seus grupos de pertença, disseminam as suas assunções ideológicas para garantir a sua posição dominante. Constroem verdades, crenças, modos de ser, pensar e agir que tendencialmente são apreendidos como verdadeiros, reais….mas não são!

É incrível como o seu argumento da “natureza” cheira a mofo, ainda que tantas vezes dê sustento aos que preconizam, por exemplo, que o lugar das mulheres é em casa! Acolhendo as suas palavras, aboliríamos os movimentos sociais, ONG’s, etc. Lutar para quê, se é a natureza que funda a homofobia, xenofobia, racismo e sexismo? Enfim…que argumentação ridícula, sem quaisquer laivos de congruência!

O que a “moral social” faz, meu caro Pippo, é “cristalizar e regular” as desigualdades e injustiças sociais. Não há uma realidade fixa ou predeterminada; a realidade é tão-só uma criação.
Num ponto convergimos: na verdade, eu apologizo uma “bela sociedade”, onde não há falsos moralismos, hipocrisia, sobranceria e guetos!

Cordialmente,
Anabela Santos (a questionar a razão por que perde tempo em debates infrutíferos)

O Recuperado disse...

"Relativamente á quantidade dos mesmos na Rússia, aqui não deve ser diferente de qualquer sociedade humana o que anda á volta dos 10% da população."

Afinal o M Santos já tinha respondido à minha pergunta. Onde estão as provas meu caro?

Tenho lido que o "normal" é 1%, ou seja, não é que seja normal - como o próprio número indica - o que é normal é o número baixo que representa exactamente um número padrão de afastamento da realidade.

Repare meu caro, acredita mesmo que um em cada dez homens é homossexual??? Por amor de Deus!!!

Uma em dez mulheres, lésbica!??

Não sejamos ridículos a discutir o número de homossexuais. Dá para ver que é baixíssimo, e como tal dá para ver o quão ridículo são estas manifestaçõezinhas e estes "direitos" desta gentalha.

Digo e repito, a Rússia vai no bom caminho, ao contrário do resto do mundo Ocidental, com a excepção, talvez, da Itália(?).

O Recuperado disse...

"Anabela Santos (a questionar a razão por que perde tempo em debates infrutíferos)"

Olha! Uma proposição inteligente.

Não resisti Anabela, não leve a mal...

Anabela Santos disse...

Não caro "Recuperado", não levo a mal...porque estava precisamente a questionar o mesmo;)

E, alimentando ainda a mesma dúvida, acho que terei de recorrer ao prontuário.

cordialmente,
Anabela Santos

Anabela Santos disse...

Caro "Recuperado"

Ups! Parece que não apreendi o âmago da sua asserção;)Enfim...é o olhar cansado sobre o ecrã que me faz distorcer as suas palavras.

Cordialmente,
Anabela S.

MSantos disse...

Faça favor Dom Recuperado e lembro-me de ter visto algures a mesma percentagem nos EUA e noutro sítio qualquer que a percentagem mundial também andaria á volta dos 10%

http://diario.iol.pt/noticia.html?id=628641&div_id=4071

Não subscrevo o seu comentário quanto aos direitos pois estamos a falar de seres humanos.

Relativamente ás quantidades lamento desiludi-lo.

:o)

Cumpts
Manuel Santos

Jest nas Wielu disse...

Bom, neste caso, o que está em causa não é o direito dos homossexuais a se manifestar em público, embora mesmo os países mesmo em vias do desenvolvimento (Brasil, México, África do Sul) não proíbem tal coisa, mas os direitos das liberdades básicas, como o direito de reunião livre, direito a expressão, etc.

Quem esqueceu, na Alemanha nazi os homossexuais foram primeiros a sofrerem as repressões, depois foi a vez dos judeus, comunistas, ciclistas e toda a gente. Mas enfim, os pequenos burgueses, só começam a perceber a gravidade da situação, quando o Gestapo / KGB bate na sua porta. Até ai, acha que “é com os outros, aqueles ai, não é comigo”, etc.

Pippo disse...

Cara Anabela,

Por norma, os estudos das relações de género, com grande ênfase nos que tiveram origem em Princeton, veiculam uma ideologia “politicamente correcta” que condena a sociedade “Ocidental” e “burguesa”, à qual se culpabiliza por todos os dersmandos do Mundo. A expressão, negativa, “homem, branco e heterossexual” (falta-lhe o “de classe média”) é o cumular dessa visão, manifestamente intolerante, acusatória, extremista, andrófoba e eurófoba. Não está muito longe daquilo que procura condenar, apenas olha em sentido contrário.
A expressão por si utiliada, com alterações mínimas poderia ter sido proferida por um nazi. Cuidado com isso.

É curioso que classifique o argumento natural como bafiento...
Contesta então a minha visão da normalidade? Diz que os conceitos são “apreendidos como verdadeiros, reais….mas não são!”??? Então como explica que da união sexual entre macho e fêmea possa haver geração, e da união entre dois seres do mesmo sexo não nasça nada? Será que esse facto é uma mera “construção social” destinada a garantir a “posição dominante” dos “homens brancos heterossexuais”? Cara Anabela, tal assunção é totalmente desprovida de senso.

O que a “moral social” faz, minha cara, não é cristalizar e regular as desigualdades e injustiças sociais mas sim a realidade, que sim, é fixa ou pre-determinada, pelo menos no que toca à realidade sexual.
Na verdade, e lamento não poder ser telegráfico, a moral social é o que regula as relações entre os indivíduos e os domestica. Sem moral social, sem educação, sem princípios, as crianças estabelecem a lei da selva e crescem com esse princípio em mente. É, pois, o conceito de bem e mal, de correcto e de incorrecto, de ordem e disciplina, de recompensa e punição, que transforma os homens de animais em seres sociais com regras de convivência.
Mas no campo sexual não é necessário impor conceitos. As próprias crianças os têm, e sabem distinguir entre macho e fêmea, homem e mulher, e sabem que o normal é a união entre os dois. A afirmação de que a moral social é uma mera construção, que nada tem a ver com a realidade, e que só serve para perpetuar o domínio dos fortes, essa sim, é uma afirmação bacoca, pretensamente intelectual e com muito cheiro a bafio, neste caso bafio norte-americano.

E lamento desiludi-la, mas não convergimos. É que a alter-realidade que a Anabela propõe é hipócrita, falsa, amoral (quando não mesmo imoral!), sexista, oikófoba, e conduz à destruição dos conceitos que formaram a nossa sociedade e cultura, enfim, que formaram a Civilização na qual vive e da qual disfruta, mas a qual tanto critica e pretende eliminar.
Eu estou no lado oposto.

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Aplaudo a ação das autoridades russas. Essas manifestações são nojentas.

Eu.

CTRL disse...

Existem fortes suspeitas que o Putin é gay. Há 3 anos, uma jornalista descobriu um relacionamento secreto que o ex-presidente tinha com um jovem 20 anos mais novo que ele. Interessante, que ela chegou a apresentar fotos dos encontros, gravações de telefone, etc...em pouco menos de uma semana a mulher desapareceu e nunca mais foi encontrada. Seu marido e filho estão a procura dela até hoje.

Anónimo disse...

Tu queres ver que o Putin também está envolvido na Casa Pia? e também conhecia o Bibi?

O facciosismo de algumas pessoas é notável

Gilberto Mucio disse...

""Bom, neste caso, o que está em causa não é o direito dos homossexuais a se manifestar em público, embora mesmo os países mesmo em vias do desenvolvimento (Brasil, México, África do Sul) não proíbem tal coisa, mas os direitos das liberdades básicas, como o direito de reunião livre, direito a expressão, etc.""

Perfeito, Jest.

É isso que está em questão.

Eu mesmo acho essas paradas um pouco extravagantes, e acho as "táticas" desses movimentos equivocadas, opinião minha. Mas daí a ser a favor de proibí-las são outros quinhentos. Acho ridícula a proibição.

Coisa digna de países islamicos.

Francisco disse...

Anabela peço perdão mas por muito distanciado que me pretenda manter do rumo que a discussão está a tomar, não posso suster-me mais no meu reduto sem interferir de novo no debate.
Isto na medida em que a Anabela está a levar o assunto para o campo sentimental tentado associar ética com libertinagem . Muito bem quando diz que a posição dominante constrói todo o tipo de obstáculos. Então como pretendia que fosse? Ou desconhece que todas as sociedades se regem por códigos? Embora alguns sejam reprováveis porque limitam as liberdades de alguns grupos ou sectores sociais ! Anabela o problema da liberdade individual não se põe entre as sociedades primitivas porque elas não a sentem necessária, mas põe-se entre os homens ditos civilizados com cada vez mais premência à medida que se tornam civilizados. Quero que a Anabela entenda que nada tenho contra as preferências ou tendências dessas pessoas. Repito; nesta matéria nada tenho a obstar que se organizem da forma como muito bem entenderem, mas que o façam por baixo da manta como diz o Ney Matogrosso. Não tolero são as predicas (sermões) filosóficos dos defensores dessas práticas ao tentar comparar esses movimentos a outros de cariz social bem distintos. Isso não é mais que tentar fazer de uma inutilidade, utilidade. Muito menos intitular de xenófobos e racistas, homófobos, quem não aceita essas regras. Se essas pessoas exigem o direito à liberdade da sua existência, não me queiram tirar a mim a liberdade de não concordar como agem em público, com o seu comportamento predatório e bizarro. Aliciando e provocando, sem respeito os demais, tentando atrair os mais frágeis da sociedade empurrando-os para marginalidade e a delinquência. Quantas crianças não têm sido suas vitimas? Também ignora essa realidade Anabela?
Quando falo em moral não defendo a moral instituída e imposta pela sociedade, porque essa sempre foi assente em pressupostos, que até ao presente se revelou estéril e ineficaz, porque é concebida como fazendo parte da consciência social, isso é pura mistificação, porque apenas conduz ao homem abstracto.
Muito menos defendo a moral religiosa na medida em que apaga a lucidez da liberdade do ser humano pensar e agir autonomamente ao transforma-lo num objecto mecanicista que nada mais pode reclamar que aquilo que constam nas escrituras, aceitando sem discutir todos os conceitos que giram na sua órbita, (vontade, verdade, bem e mal). Fustigando tudo o que não diga respeito às suas próprias regras, embora obedeçam aos mesmos rituais mas com estilos diferentes daqueles que criticam.
Portanto para o teísta tudo é imoral desde que seja condenado pelas sagradas escrituras. Ao contrário do ateu, que se rege pelos valores da sua consciência porque tem autonomia para distinguir o bem do mal, não está subjacente ao domínio de um ser supra natural.
Portanto e reportando-me ao caso presente, ao contrário dos defensores da moral e dos bons costumes. Como atrás referi! Critico sim as acções predatórias e provocatórias que muitas pessoas com essas tendências exercem sobre os demais elementos da sociedade em geral, principalmente sobre os jovens pobres e desprotegidos.

Não vale a pena enumerar casos por enquanto, mas se a Anabela tiver duvidas dou-lhe os que desejar. Portanto quando falo em moral é esta, e não a instituída ou imposta!
Anabela no meu anterior comentário não ousei ir tão longe, mas já que é tão determinada a atacar os falsos moralismos. Não me resta mais que defender a verdade e a justiça em nome das vitimas. Também deve saber muito bem que os senhores endinheirados até algum tempo patrocinavam grandes orgias (ainda o fazem em países pobres) usando crianças!
Cumprimentos:

Jest nas Wielu disse...

2 Gilberto Mucio

Discordamos em muita coisa, até que enfim encontramos algo em comum. Gostei.

Mas a mae – Rússia parece que ouviu os meus argumentos e ofereceu uma prenda colossal, dando a perfeita razao aos meus argumentos, quando dizia que hoje sao os geys, amanha ciclistas e depois de manha só Putin – Medved é que sabem...

Quando discutimos o direito das pessoas se manifestar na Rússia actual, os adoradores da Rússia estavam a dizer que OMON fez muitíssimo bom em dispersar os gays, pois são contra a natureza e não tem nada que andar por ai com as suas bandeirinhas coloridas.

Mas na mesma manifestação, o OMON também prendeu alguns fascistas – nacionalistas russos, conhecidos na Internet como GEYorgievcy (é uma irmandade de São Jorge qualquer, que advogam a re – criminalização do homossexualismo na Rússia, gostam de “ajudar” a polícia de “fazer limpezas”, isso é espancar todos aqueles que lhes são diferentes). Então, um deles (na foto) foi preso e o polícia (por ventura asiático, acho que pertence à etnia buryat), lhe partiu (!) a mão, com apenas uma única pancada do cassetete.

Lindo, acho eu, cá se faz, cá se paga!

Queridos adoradores da URSS / Rússia putleriana, por favor, vejam as fotos e começam a ligar os vossos cérebros, não esperam que a máquina repressiva russa vai parar apenas nos gays, não senhora, amanha serão outros, depois de manha são vocês...
http://geroev.livejournal.com/204703.html

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Jest nas Wielu disse...

Não entendo a mania dos homens brancos, cristãos, heterossexuais e europeus de escrever o nome de Portugal com a letra minúscula. Bom, porventura é algum código secreto da irmandade ariana, qual por agora desconheço.

RAHOWA 2 U 2!

Anónimo disse...

jest és africano, nesse sentido não percebes muita coisa.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Jest nas Wielu disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Vangelis D'Megara disse...

uhauhauhauhhuhuahua

Russia é terra de macho^^

falando serio:nada contra os gays, mas essas paradas são ridículas , como falaram :toda ação gera reação.
Simples.

Anónimo disse...

Viviane.
Para Anabela Santos.

"a questionar a razão POR QUE VOCÊ PERDEU SEU tempo em debates infrutíferos."

Maicon Fuzon disse...

Por que se fossem feitos paradas héteros, voces acham que os gays iam gostar? Pra que esse negócio de parada cambada colorida? Seus direitos já são garantidos!! Façam o que quiserem da sua sexualidade. Mas parada é vergonhoso.

Anónimo disse...

idiota só ha ordem se houver caos, a ordem leva a estagnaçao, nao ha evoluçao na ordem,