terça-feira, agosto 11, 2009

Ramzan Kadirov, o dirigente que não deixa ninguém indiferente


Os tchetchenos que o apoiam chamam-lhe carinhosamente “o nosso Ramzan”, enquanto que os seus adversários políticos o acusam de numerosos crimes e a guerrilha separatista o transformou no mais importante alvo a abater. Mas o Presidente da Tchetchénia, diz ser apenas um “servo do povo”.
Ramzan Akhmatovitch Kadirov nasceu a 05 de Outubro de 1976 na vila de Tsentoroi, República Autónoma Socialista Soviética da Tchetcheno-Inguchétia, uma das regiões da Federação da Rússia e, por conseguinte, da União Soviética.
O actual dirigente tchetcheno não esconde que cedo pegou em armas, para combater as tropas russas que invadiram a Tchetchénia em 1994. Porém, na segunda guerra da Tchetchénia, em 1999, passa, juntamente com o pai, para o lado de Moscovo, acusando a guerrilha separatista de ter caído sob a influência do wahhabismo, corrente radical do Islão.
Quando o seu pai, Akhmad Kadirov, passou a dirigir o Governo pró-russo da Tchetchénia (2000), Ramzan acumulou vários cargos nas estruturas do poder, principalmente ligados à segurança.
A 10 de Maio de 2004, Akhmad Kadirov morre vítima de um atentado terrorista organizado pela guerrilha. No dia seguinte, Ramzan promete liquidar os autores do atentado e pede ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, que altere a legislação para que ele se pudesse candidatar ao cargo de Presidente da Tchetchénia, mas recebeu uma recusa.
Nessa altura, Ramzan tinha 28 anos e, segundo as leis russas, o Presidente das repúblicas e regiões russas não pode ter menos de 30 anos.
Não obstante, o seu poder era cada vez mais forte na Tchetchénia e, logo que cumpriu os 30 anos, foi nomeado Presidente pelo Kremlin.
Kadirov escapou a mais de cinco atentados, mas conseguiu liquidar os mais conhecidos comandantes da guerrilha separatista: Salman Raduev, Chamil Bassaev, Aslan Maskhadov, etc. Conseguiu, através de conversações e amnistias, trazer para o seu lado muitos dos guerrilheiros, alguns dos quais ocupam, hoje, cargos importantes no sistema de poder da república. Porém, agora, aposta apenas na componente militar para acabar com o que resta da guerrilha.
A guerrilha está, presentemente, bastante enfraquecida, mas, não obstante, continua a organizar atentados terroristas e ataques em várias regiões da Tchetchénia, coordenando também as suas operações com as guerrilhas separatistas que actuam na Inguchétia, Daguestão e Cabardino-Balcária.
Moscovo tem canalizado importantes meios financeiros para a reconstrução da Tchetchénia, permitindo a Kadirov realizar alguma política social e conquistar o apoio de parte significativa da república, cansada da guerra.
Porém, alguns analistas consideram que o poder de Kadirov se baseia quase exclusivamente na repressão e na liquidação dos seus adversários.
“Uma pessoa que se orgulha de matar “federais” (soldados russos) desde os quinze anos é um bandido. Ele continua a ser bandido mesmo depois de Putin o ter condecorado com a medalha de Herói da Rússia”, considera Garri Kasparov, ex-campeão do mundo de xadrez e dirigente da oposição russa.

31 comentários:

Anónimo disse...

Muito longe de ser a solução ideal, é a solução possível.

Pippo disse...

Isso é quase "text book", JM.

Primeiro combate através da força; depois, ao mesmo tempo que cativa a população, entabula conversações para trazer o máximo possível de elementos da guerrilha; por fim, quando já se esgotaram as vias negociais (e neste momente porece-me ser esse o caso), mantém-se o controlo sobre a população e lida-se com a guerrilha através de acções policiais/militares.

É difícil, muito difícil, pois à guerrilha basta-lhe existir para vencer, mas é possível obter a vitória sobre a insurgência.

Anónimo disse...

e que tal por aqui o discurso aberto que Medvedev fez ao presidente da Ucrânia, José Milhazes?

PortugueseMan disse...

Caro JM,

Gostei de ver estes artigos, sobre esta zona tão flagelada.

Pelo o que li, deu-me a sensação que foi um visita rápida, onde o principal objectivo foi talvez a entrevista.

Deu para perceber o ambiente nas ruas? é uma cidade minimamente normal? as pessoas estão na rua? as crianças na escola? o que é o dia a dia, para quem vive aqui?

PortugueseMan disse...

Dado o tempo que levou toda esta guerra, toda uma geração foi afectada e que cresceu neste ambiente.

Ficou com alguma ideia sobre os jovens? como eles vêem o que passaram, a situação actual?

Jose Milhazes disse...

Caro PM, claro que a visita à Tchetchénia não foi tão longa quanto eu desejava e o objectivo principal era a entrevista, mas tive a oportunidade de falar com numerosas pessoas. Aparentemente, de dia, tudo está calmo em Grozni, vi muita gente na rua com crianças a passear. O quadro à noite é bem diferente. Tudo encerra às 11 horas e o movimento na rua é quase nulo, salvo alguns carros.
Quanto aos jovens, muitos deles apenas viram a guerra e as oportunidades de emprego e de carreira são limitadas. Resumindo, fiquei com uma impressão ambígua.

anónimo russo disse...

Kadirov escapou a mais de cinco atentados, mas conseguiu liquidar os mais conhecidos comandantes da guerrilha separatista: Salman Raduev, Chamil Bassaev, Aslan Maskhadov.


Não me lembro bem e posso estar errado, mas, parece, não foi o Ramzan Kadirov quem liquidou lideres da guerrilha citados, inclusive ex-terrorista número um Bassáev. Sem dúvida, participou na liquidação de muitos outros, mas os que citou eram os mais importantes (Maskhádov foi o segundo presidente do governo separatista, Bassáev esteve por detras dos vários atos terrorístas, entre os quais os mais crueis que a Rússia alguma vez viu). Por isso, eram alvo dos serviços respectivos federais. Raduev, se não me engano, foi capturado e morreu na prisão ainda antes de R. Kadirov se tornar presidente da Tchetchénia. Bassaev foi morto pelos serviços secretos na Inguschétia, numa explosão. Maskhádov, por sinal, era o mais adequado entre os tres citados, mas dizem que pouco poder tinha. Quando o cítio onde se escondia, foi cercado, decidiu não se render e morreu no tiroteio (se me lembro bem).

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, quando falo em liquidou, não tenho em vista pessoalmente, mas quando se encontrava já nas estruturas do poder pró-russo. Bassaiev foi assassinado na Tchetchénia durante uma operação especial.

anónimo russo disse...

Jose Milhazes disse...
Leitor anónimo, quando falo em liquidou, não tenho em vista pessoalmente, mas quando se encontrava já nas estruturas do poder pró-russo. Bassaiev foi assassinado na Tchetchénia durante uma operação especial.

Eu tambem não queria dizer "pessoalmente". Quero dizer que essas operações foram planeadas e conduzidas sob o comando dos serviços respectivos federais, e não locais, segundo eu entendo. Mas não vamos discutir.

Bassaev morreu na Inguschétia. Veja um dos links: http://www.newsru.com/russia/10jul2006/basaev.html

anónimo russo disse...

Porém, alguns analistas consideram que o poder de Kadirov se baseia quase exclusivamente na repressão e na liquidação dos seus adversários.
“Uma pessoa que se orgulha de matar “federais” (soldados russos) desde os quinze anos é um bandido. Ele continua a ser bandido mesmo depois de Putin o ter condecorado com a medalha de Herói da Rússia”, considera Garri Kasparov, ex-campeão do mundo de xadrez e dirigente da oposição russa.

O "analista" mencionado é Kasparov? È inclusive graças a esses "analistas" que a Rússia tem hoje a imagem que tem. Deus nos livre de ele ficar um dia no poder (o que duvído que acontecça). Correriam os rios de sangue no Caúcaso.
Falar é fácil - fazer é que é dificil.

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, reconheço o meu erro, foi na Inguchétia. As minhas desculpas.

anónimo russo disse...

Foi só pela "verdade histórica":)(ou como se diz)

Anónimo disse...

Boa reportagem. Muito completa. Parabéns, JM.
Que tal ir falar com o Presidente da Ingushétia, agora que ele vai voltar ao trabalho, e fazer o mesmo tipo de visita lá?

Wandard disse...

Kasparov mesmo aposentado continua sendo um dos maiores gênios do xadrez ao lado de Karpov, mas possui estreitas ligações com Washington, dupla nacionalidade russa e americana. Na verdade seu nome era (Harry Weinstein) cuja versão russa é "Garri" Weinstein, nascido no Azerbaijão, a mãe era armenia e o pai judeu, o Kasparov veio da famíla materna. Infelizmente seu fantástico histórico como enxadrista é hoje manchado, por aceitar ser um testa de ferro das manipulações americanas traindo a Rússia.

anónimo russo disse...

Wandard disse...
Kasparov mesmo aposentado continua sendo um dos maiores gênios do xadrez ao lado de Karpov, mas possui estreitas ligações com Washington, dupla nacionalidade russa e americana. Na verdade seu nome era (Harry Weinstein) cuja versão russa é "Garri" Weinstein, nascido no Azerbaijão, a mãe era armenia e o pai judeu, o Kasparov veio da famíla materna. Infelizmente seu fantástico histórico como enxadrista é hoje manchado, por aceitar ser um testa de ferro das manipulações americanas traindo a Rússia."

Exatamente. Mas será que muitos no estrangeiro sabem disso? Eu acho que é apresentado lá como um "lutador contra o regime", "lider da oposição russa" etc, sem pormenores "excessivos". Até aqui há gente (muito poucos, felismetne, esse fenómeno pode se ver, principalmente, na internet) que "partilha as ideias" dele. Será que sabem bastante dele?

Anónimo disse...

Seja lá o que se diga sobre Kadirov o facto é que o melhor é que os chechenos precisam e têm direito à paz. Isto não significa que se esteja a favor ou contra ele, mas o direito à paz e liberdade que todos tèm.

Anónimo disse...

Caro José Milhazes,
Agradecia que escrevesse Chechénia (no Brasil: Chechênia) da maneira correcta em português, ou seja sem a letra T.
Existem outras palavras que se escrevem de maneira semelhante como: chuvache, inguche, checo, malgache, chinês e outras mais.
Não interessa como se diz ou escreve em russo (com ч ) uma vez que aqui escrevemos em língua portuguesa e até essa letra russa se lê por vezes à portuguesa ( veja что, почта).
Afinal, a nossa maneira de escrever essas palavras resulta da história da língua portuguesa.
Cumprimentos e obrigado.

Jose Milhazes disse...

Caro An]onimo brasileiro, crie/se uma Academia da Língua Portuguesa que resoilva essas contradições. Quando não é uma palavra com transcrição tradicional, como é o caso da Tchetchénia, escrevo como ela soa em russo.

Infante D. Henrique, o Navegador! disse...

Escrever em português, como soa em russo!? Para isso é necessário falar e sentir o russo sem pronúncia! O que não é o caso do Sr. José Milhazes. Concordo com o (Anónimo, 18.09).
Agora ao anónimo russo, impõe-se a pergunta… Já reparou que a Rússia tem conflitos com todos os países com quem faz fronteira marítima e terrestre!!?

Anónimo disse...

A forma de argumentar desta equipa (vários), em relação ao Kasparov é dos tempos da SOVDEPIA!
Primeiro vão as origens, ficamos a saber que é judeu (na Rússia é muito negativo). A seguir, tem dois passaportes (na Rússia é como se fosse traidor) e por ultimo trabalha para os americanos!
Em Portugal esta mensagem não passa!

Anónimo disse...

A forma de argumentar desta equipa (vários), em relação ao Kasparov é dos tempos da SOVDEPIA!
Primeiro vão as origens, ficamos a saber que é judeu (na Rússia é muito negativo). A seguir, tem dois passaportes (na Rússia é como se fosse traidor) e por ultimo trabalha para os americanos!
Em Portugal esta mensagem não passa!

Anónimo disse...

"Já reparou que a Rússia tem conflitos com todos os países com quem faz fronteira marítima e terrestre!!?"

- Finlândia
- Suécia
- Noruega
- Bielorússia
- Cazaquistão
- China, etc, etc

Os conflitos são só com a Georgia e Ucrania.

O factor comum destes 2 países é que querem entrar para a Nato e puxar bases americanas para a fronteira russa.

Será por isso?

Infante D. Henrique, O Navegador! disse...

Anónimo 13.56
China - problemas com fronteiras
Finlândia, Japão - território ocupado.
Suécia, Noruega – conflitos com fronteiras marítimas e não só.
Falar da Bielorrússia, Cazaquistão - devia ter vergonha.
Não andamos a dormir!

MSantos disse...

Caro Navegador

Não vejo em que é que os conflitos fronteiriços ACTUAIS da Rússia diferem da grande maioria dos países, estou a lembrar-me do caso que temos com Espanha ou até os EUA com o México.

Conflitos de alguma gravidade efectivamente estão a acontecer nos países em que as manobras norte-americanas estão a acontecer como o Anónimo referiu.

Não esquecer os Bálticos e Polónia.

Ou seja, quanto maior a proximidade aos EUA maior o índice de conflituosidade. Isto é quase científico e deveria ser evidente para todos.A não ser que andem efectivamente a dormir ou saibam-no mas não o admitam.

Já agora explique sff a vergonha do caso da Bielorússia e Cazaquistão, pois se ando a dormir gostava de acordar.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

O Canadá é o país que mais fronteiras tem com os E.U.A., mas nada de conflitos. Parece-me que MSantos sofre de anti-americanismo. Os Estados Unidos não são santos nenhuns! ...mas ao menos Obama usa as suas energias em problemas importantes, como resolver a crise.

De facto, Finlândia, Noruega, Suécia, países bálticos, Polónia, Ucrânia, Geórgia e até a China têm tido um problema comum, a Rússia.
Seria mais inteligente, simpático e amigável se a Rússia que até tem afinidades culturais e históricas com vários países vizinhos explorasse e aprofundasse os laços culturais e económicos com esses países em vez de criar nojo e repugnância.
Que a Alemanha seja um exemplo. Eles também tiveram conflitos de sobra com os vizinhos, mas souberam corrigir erros passados e são agora capazes de cooperar com os países vizinhos. Putin que até viveu na Alemanha e fala um bocado de alemão podia aprender com os erros passados desse vizinho europeu.

Anónimo disse...

Peço outravez que o José Milhazes comece a escrever Chechénia da forma correcta em português, ou seja, sem T.
A consulta de dicionários da língua portuguesa, como o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa mostram que (veja p.791 do mesmo) a única forma correcta é em Portugal sempre Chechénia. Com isto esclareço que há uma única forma correcta que um português como José Milhazes deve usar.
Não sou an/onimo brasileiro, mas sim um anónimo português.
Com os meus melhores cumprimentos.

MSantos disse...

Já sofri de pró-americanismo, mas infelizmente tive que me curar mas ainda hoje reconheço nos EUA uma grande nação.

Infelizmente de há uns anos para cá tornei-me não anti-americano mas mais anti-falcão, porque entre outras, encaro esta como uma das maiores ameaças presentes. Assim como já fui anti-soviético e anti-comunista quando estes eram a ameaça.

Sobre Obama não acho que ele seja o problema, acho apenas que está manietado fruto do que a "democracia" americana se tornou que é como quem diz que se puser com aventuras provavelmente será o JFK II. E Biden assim como a Sra Clinton já fizeram passar claramente a mensagem a quem realmente manda nos EUA que estão à altura de dar continuidade aos seus propósitos.

Como tal é esta a maneira como encaro a dita ameaça americana, e como eu muita gente mesmo nos países ocidentais e democráticos.

E uma questão que os seguidores desta linha dura se deviam questionar é que sendo os EUA tão benevolentes e democráticos, pretensamente e falaciosamente com o melhor sistema do mundo, qual a razão de cada vez mais as pessoas chegarem ao extremo de ganharem ódio à América mesmo nos países aliados, facto que refuta o clássico argumento da inveja.

Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Sobre a questão da má vizinhança russa transcrevo na íntegra uma questão que acabei de colocar ao José Milhazes:

"Tirando os países que já sabemos pelas razões que todos conhecemos acho que a Rússia ultimamente tem feito tudo para sanar os problemas de vizinhança, estou a recordar-me das últimas concessões territoriais que fez com a China e o Japão. Não creio que existam também grandes problemas com os nórdicos ou até na fronteira a sul, com as antigas repúblicas soviéticas islâmicas para além do que é habitual. É de recordar que por mais benévolo que um estado seja existem sempre problemas com os vizinhos e tirando os países antagónicos, não me parece que a Rússia tenha problemas mais graves que os demais."

E relativamente a não haver disputas fronteiriças entre os EUA e Canadá aconselhava-o a informar-se melhor. Entre os mais notórios sugeria-lhe procurar "estreito San Juan de Fuca" havendo outros mais, em particular no Alasca. E presentemente, causa da corrida ao Ártico temos vários países da NATO a disputarem entre si.

A Rússia por seu lado, quando não estão presentes as incursões da NATO, tem demonstrado ser um parceiro fidedigno nomeadamente nos vários acordos que tem mantido com países mais estáveis como a Alemanha, França, Itália e até EUA.

A Rússia nunca foi subjugada em combate como tal não esperem uma submissão tipo Alemanha pós-guerra.
Exige ser respeitada e está no seu pleno direito como qualquer nação soberana assim como está no direito de se acautelar contra as ameaças que alguns países lhe pretendem colocar nas suas fronteiras.

Relativamente à vergonha, o Sr acabou por não me explicar.

Cumpts
Manuel Santos

Nuno disse...

A opinião do Kasparov (ou melhor dos servicos secretos americanos) não cai bem neste artigo.

Pippo disse...

A Alemanha só encerrou os seus conflitos com os vizinhos devido a três factores:

1- derrota total na 2GM e subsequente ocupação, o que a deixou à mercê da comunidade internacional;
2- expulsão da maior parte da população alemã que vivia fora das fronteiras alemãs (Volksdeutsche), caso dos Sudetas, Silésia, Dantzig/Gdansk, e partes da URSS (os que lá ficaram foram transferidos para o Cazaquistão);
3- complexo de culpa pós-nazi (penso que não preciso discorrer sobre isto)

Vanessa Couto disse...

Estamos aqui a milhares de quil"ometros de dist"ancia, opinando sobre uma realidade desconhecida, apresentada, na internet, de forma maquiada.
CRIAN;AS DE GROZNI apresenta uma vis'ao bem distanciada desta dos artigos.
O povo da Chech"enia vive sob a repress'ao da milicia de kadirov. La se pratica a violencia abertamente, porque n'ao se respeitam os direitos humanos. A lei que imopera e a for;a, o abuso, assinados pela uniao Putin-Kadirov.