terça-feira, agosto 11, 2009

Medvedev entra na campanha eleitoral na Ucrânia



O Presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, adiou o envio do novo embaixador russo na Ucrânia devido à política anti-russa do país vizinho e espera a eleição de um novo Presidente ucraniano para normalizar relações bilaterais.
“Quero informá-lo que, no contexto da política anti-russa realizada pelos dirigentes ucranianos, tomei a decisão de adiar a chegada à Ucrânia do nosso embaixador”, declarou Medvedev numa mensagem aberta dirigida ao seu homólogo ucraniano, Victor Iuschenko.
A mensagem televisiva foi publicada no blog que o dirigente russo mantém no sítio da Internet http//:blog.kremlin.ru.
Medvedev explicou esta sua escolha com o facto de “as relações entre os dois países polarizarem a atenção dos cidadãos da Rússia e da Ucrânia, influindo directamente na sua vida quotidiana e no seu futuro”.
Depois de sublinhar que os ucranianos para a Rússia “sempre foram não só vizinhos, mas um povo irmão”, o dirigente russo sublinha que “os estadistas têm por tarefa proteger a amizade entre os russos e os ucranianos e cimentar as bases da cooperação em benefício dos dois países”.
Ao mesmo tempo, Medvedev exprimiu a sua “profunda preocupação” pela crise que atravessam no seu desenvolvimento as relações bilaterais, provocada pelo “abandono por Kiev dos princípios da amizade e cooperação com a Rússia reafirmados no Tratado de 1997”.
Entre os factores negativos que ensombram as relações entre os dois países, Medvedev citou o apoio da Ucrânia à “agressão do regime de Saakachvili contra a Ossétia do Sul”, o desejo “obstinado” de ingressar na NATO contra a opinião dos cidadãos do país e os esforços para “dificultar as actividades da Armada russa do Mar Negro”.
Segundo o líder russo, “fica-se com a impressão de que Kiev apostou na ruptura dos laços económicos existentes, antes de tudo, no sector da energia”, o que “põe em perigo a utilização estável do sistema único de transporte de gás que proporciona segurança energética à Rússia, à Ucrânia e a muitos países europeus”.
Dmitri Medvedev lembrou também que as autoridades ucranianas violam os direitos dos investidores russos, tentam rever a história comum e glorificar os sequazes nazis, assim como se esforçam por desalojar a língua russa da vida social na Ucrânia.
Após considerar de “provocação inédita no espaço post-soviético” a recente decisão de Kiev de expulsar dos diplomatas russos sem motivo algum, o Presidente da Rússia sublinha: “Eis a quintessência da actual política das autoridades ucranianas para com a Rússia”.
“Na Rússia esperam que a nova direcção política da Ucrânia esteja pronta para estabelecer entre os nossos países relações que correspondam realmente aos verdadeiros interesses dos nossos povos, aos interesses do reforço da segurança europeia”, concluiu.

Vladimir Dolin, jornalista russo que trabalha na Ucrânia disse-me por telefone: “Se esta mensagem de Medvedev constitui o início da participação da Rússia nas eleições presidenciais na Ucrânia (Janeiro de 2010), é um mau começo. A popularidade de Victor Iuschenko é extremamente baixa e os ataques de Moscovo contra ele apenas jogam a seu favor”.
Segundo o jornalista, “o Kremlin repete o erro de 2004, quando a sua ingerência nas presidenciais na Ucrânia a favor de Victor Ianukovitch levou à eleição de Iuschenko”.
“Eu ligaria este discurso de Medvedev ao projecto-lei por ele apresentado ao Parlamento, na véspera, sobre o emprego das forças armadas no estrangeiro”, continua o jornalista, considerando que “Moscovo está disposto a recorrer a um amplo leque de medidas, desde diplomáticas a militares, na sua política externa”.

116 comentários:

Anónimo disse...

É para contrabalançar a campanha eleitoral americana.

Anónimo disse...

Parece que Medvedev foi comprar roupa à Zara. :D

Ou se vestiu a propósito (a situação está negra) ou gosta de roupa escura (os tempos estão propícios para os negócios dos coveiros).

Anónimo disse...

Os russos vestem-se frequentemente de negro.

Já agora, reparei que não colocou fotos das férias do V Putin. São bastante engraçadas, sobretudo aquelas em que ele aparece a montar a cavalo em tronco nu.

Anónimo disse...

intolerável ingerência nos assuntos internos de um outro povo (no caso concreto, o povo ucraniano).

Anónimo disse...

Essas fotos do Putin em tronco nú a montar a cavalo, etc., são simplesmente ridículas, parece coisa de revista gay.

Não tarda, temos fotos a montar outra coisa (risos) essas ao menos, seriam mais ao estilo Berlusconi (ainda não temos as fotos deste na mais nobre arte de montar mas enfim, estamos perto).

Já agora, existe uma certa "cumplicidade" entre Putin e Berlusconi (aquele ofereceu a este uma cama).
De que forma terá Berlusconi retribuído? Puxem pela tola.

Dizem que Putin também matou um tigre (o ano passado, na altura terá utilizado um dardo tranquilizante, tipo, "tiro aos pratos" para não matar o tigre).
Que coisa tão poética, hein, porque não mata ele uma pulga, em vez de um tigre (talvez para não querer ofender os Tibetanos, para quem, até a vida de um piolho é sagrada - penso eu) (risos)

Em vez de andar a matar tigres (matar de verdade) podia dedicar-se à pesca com preocupações humanitárias, isto é, género, caça o peixe com a cana, e depois devolve-o à água (deste modo, afogando o animal).
(Risos).

Anónimo disse...

"intolerável ingerência nos assuntos internos de um outro povo (no caso concreto, o povo ucraniano)."

Ditaduras sempre agem assim...

Anónimo disse...

Quando o Putin mostra o tronco nu, esta a demonstrar aos machistas da Russia que ele esta forte e de boa saude.
Acho que o Putin ate fez bem em nao matar o tigre. Turismo na Russia inclui mais do que ver edificios e comprar brinquedos.
Pescar e libertar o peixe e practica comum nos EUA, especialmente em torneios, e nao afoga o peixe. Existe um certo "know-how".
Putin sabe quem ele deve agradar e ele sabe a quem deve provar que e forte. A mim nao e, mas eu compreendo a mensagem.

Perdao, mas o meu teclado na~o da para acentos portugueses.

Oh Well, Okay. disse...

Ãnónimo:

"intolerável ingerência nos assuntos internos de um outro povo (no caso concreto, o povo ucraniano)."

Ditaduras sempre agem assim..."

Ditaduras e democracias! Ditaduras e democracias!

anónimo russo disse...

“Eu ligaria este discurso de Medvedev ao projecto-lei por ele apresentado ao Parlamento, na véspera, sobre o emprego das forças armadas no estrangeiro”, continua o jornalista, considerando que “Moscovo está disposto a recorrer a um amplo leque de medidas, desde diplomáticas a militares, na sua política externa”.

Que devaneio. Sem palavras. Mas, sr. Milhazes, onde você procura todos esses "analistas"?

Jose Milhazes disse...

Leitor anónimo, no texto está escrito onde foi arranjar o jornalista, é muito competente, posso garantir. A guerra entre a Rússia e a Geórgia também parecia impossível.

anónimo russo disse...

As relações entre a Rússia e a Ucrânia é uma coisa completamente diferente das relações com a Geórgia.

Anónimo disse...

"Ditaduras e democracias! Ditaduras e democracias!"

Já falei que não te respeito. Vc é relativista moral.

Respeito mais um comunista, porque defende seu ponto de vista(monstruoso, mas vá lá), do que gente como vc.

Ítalo

Átila disse...

Que devaneio. Sem palavras. Mas, sr. Milhazes, onde você procura todos esses "analistas"?

Eu lhe respondo, companheiro. Este jornalista Vladimir Dolin, na verdade, é mais um codinome utilizado por Jest nas Wielu, o russófobo moçambicano-ucraniano que vive por aqui e toma chá com o Sr. Milhazes.

Aliás, o Jest está sumido porque anda às voltas com aquele navio de carga desaparecido.

Anónimo disse...

1-é favor perceber que não é Putin quem diz isto.Que quer Medvedev? Só ele saberá. Este discurso é despropositado nesta altura.
2-Putin fica muito bem dde preto, mas também de branco. Quanto às fotos, os invejosos que se calem.É gays, é gajas, é toda a malta a aplaudir, que o senhor está ali para as curvas.Considerado o político mais sexy do mundo, tanto no Ocidente quanto no Oriente.E incrivelmente simpático e generoso: deu o famoso relógio Patek Philippe a um miudo pastor. Não é só ser um relógio caro, mas é por ter sido dele. Quanto valeria num leilão? Quantos políticos fariam o mesmo? Foi uma demonstração de desapego material.Por isso Putin é unico.
Já agora e sempre, vão lendo de quem sabe:
www.foreverputin.blogspot.com

Anónimo disse...

Porque não te calas anónimo russo. A Ucrania vai ser nossa quer queiras ou não.

Anónimo disse...

Como outros já o disseram. Intolerável ingerência nos assuntos internos doutro país.
Medvedev como em todos os países de certeza que não quer que outros mandem no seu país, mas não tem o direito de com arrogância querer dar ordens aos países estrangeiros. Esse tipo de ingerência costuma ser contraproducente como tem acontecido no passado.

MSantos disse...

PortugueseMan

Dado você já ter dito que anda a acompanhar o caso, provavelmente vai achar interessante este artigo:

http://www.flightglobal.com/
articles/2009/08/11/330688/
russias-united-aircraft-reaches-maturity.html

Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Obviamente se fosse um presidente norte-americano a fazer este tipo de apelos, nos quais são useiros e abuseiros ( e não vem mal ao mundo quando se ficam só pelos apelos) aí já não haveria qualquer problema.

Aliás, pode ser que ainda um determinado Secretário de Estado o faça.

Cumpts
Manuel Santos

PortugueseMan disse...

A popularidade de Victor Iuschenko é extremamente baixa e os ataques de Moscovo contra ele apenas jogam a seu favor

Jogam a favor? Mas ele vai recuperar o quê mais 1% dos votos?

Isso não é possível. Posso estar completamente errado, mas ele está acabado.

Eu ligaria este discurso de Medvedev ao projecto-lei por ele apresentado ao Parlamento, na véspera, sobre o emprego das forças armadas no estrangeiro”, continua o jornalista, considerando que “Moscovo está disposto a recorrer a um amplo leque de medidas, desde diplomáticas a militares, na sua política externa”.

Esse jornalista está a insinuar que Moscovo está disposto a usar a força na Ucrânia? é completamente insano. Mas acredito que venda jornais.

Dada a gravidade da situação vivida na Ucrânia, é necessário chegar a um compromisso sobre as contas e a Rússia é um factor chave neste assunto. Nem é preciso mais nada para pressionar a Ucrânia. Eles é que terão que decidir o seu destino,quando forem a votos.

Wandard disse...

"Eu lhe respondo, companheiro. Este jornalista Vladimir Dolin, na verdade, é mais um codinome utilizado por Jest nas Wielu, o russófobo moçambicano-ucraniano que vive por aqui e toma chá com o Sr. Milhazes."

Átila,

Acredito que você esteja de gozação, mas realmente parece um codinome, pois se não me engano existe um ucraniano chamado Waldimir Dolin que é editor de uma revista de zoologia e que reside em Kiev.

Sr. Milhazes,

Poderia me responder se o nome é uma coincidência, pois não consegui achar referências deste jornalista, que não em declarações da Lusa.

No aguardo.

Abraço,

Pippo disse...

Ingerência, hã?

Interessante.

Os políticos ocidentais fazem amiúde campanhas nos países vizinhos (ex. Sócrates a discursar nos comícios do PSOE, ou o José Manuel Barroso a intervir nas campanhas pelo "SIM" ao referendo da Constituição Europeia, etc.), mas isso não é considerado ingerência. É "democracia"

Mas quando são os russos, aí já é outra conversa: são ingerências imperialistas. Pois é.

Anónimo disse...

"Mas quando são os russos, aí já é outra conversa: são ingerências imperialistas. Pois é."

Óbvio; A Rússia é uma ditadura. Portugal é uma democracia. Essa é a diferença.

OU QUER QUE EU DESENHE?

ÍTALO

Anónimo disse...

"Mas quando são os russos, aí já é outra conversa: são ingerências imperialistas. Pois é."

Óbvio; A Rússia é uma ditadura. Portugal é uma democracia. Essa é a diferença.

OU QUER QUE EU DESENHE?

ÍTALO

Anónimo disse...

Nada como a grande inteligência do Ítalo para esmagar a ignorância do Pippo

Sérgio disse...

Caro Pippo da última vez que tinha confirmado nem Portugal tinha aspirações sobre a Espanha, nem a Espanha pretendia incluir Portugal na sua esfera de influencia, ao contrário de um certo país que todos nós conhecemos. Ignorar isto e fazer comparações como fez, o que dizer?

Sérgio disse...

Turista atira caneca contra 'Mona Lisa' no Louvre


http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/08/11/turista-atira-caneca-contra-mona-lisa-no-louvre-757356660.asp


Se tiverem curiosidade para saber qual a nacionalidade ai têm o endereço.

Anónimo disse...

Os nazis ukranianos da Lviv levantarão a cabeça e vao criar problemas com Israel e EU.

Anónimo disse...

Ukrania e uma democracia? So sera uma democracia das mafias... Ladroes lutar por salo, e o povo ukraniano esta a sofrer.

Wandard disse...

"ao contrário de um certo país que todos nós conhecemos. Ignorar isto e fazer comparações como fez, o que dizer?"


Sérgio neste caso é fácil acertar qual é o país:

EUA :)))

Wandard disse...

"Se tiverem curiosidade para saber qual a nacionalidade ai têm o endereço."


Sérgio,

A turista tem problemas mentais a polícia já declarou. Ela tirou a xícara da bolsa e jogou por cima dos visitantes que contemplavam o quadro, seque se moveu do lugar após praticar o ato.

Bem um italiano roubou o quadro em 1911, que foi devolvido em 1913 e um desconhecido atirou ácido em 1956.

Notícia antiga:
Um auto-retrato do século XVII, de autoria do pintor holandês Rembrandt, foi o mais novo alvo da série de roubos e atentados que tem tumultuado a rotina dos museus europeus. O quadro, que pertence à National Gallery, de Londres, foi manchado com tinta amarela na terça-feira passada, dia 4, por um jovem de 26 anos, não identificado, detido logo após o incidente. Como a tela é revestida de um verniz especial, bastou uma rápida intervenção dos especialistas do museu para salvar a obra, que mostra o artista aos 63 anos. A segurança dos grandes museus europeus tem sido colocada a prova nos últimos meses. O roubo de um quadro de Camille Corot no Museu do Louvre, em maio, no horário de grande movimento de visitantes, revelou a fragilidade dos sistemas de segurança dessas instituições. No mesmo mês, a Galeria Nacional de Arte Moderna de Roma foi assaltado por homens armados. Roubaram duas telas de Vincent Van Gogh e uma de Paul Cézanne, todas recuperadas há um mês.

Interessante que fora o roubo da Monalisa que teve identificado o italiano nas demais ocorrências as pessoas não tem sua identidade ou nacionalidade revelada quando são presas, mas neste caso deram destaque porque a moça era russa é claro.

Pippo disse...

A Rússia é uma ditadura e Portugal é uma democracia?

Essa é para rir!

Portugal é uma democracia em quê? Porque podemos, quais carneiros, colocar um boletim numa urna?

Portugal é democrático mas os partidos que são eleitos nem sequer cumprem o seu programa eleitoral, o qual se confugura como um CONTRATO SOCIAL entre o partido e os seus votantes.
EU VOTO num contrato, aprovo-o, sou parte contraente, mas esse contrato é violado pelos outros contraentes, ou seja, os partidos e os eleitos, os quais são, legalmente, MEUS REPRESENTANTES.

Como meus representantes e parte contraente, os deputados deveriam fazer aquilo para que eu os MANDATEI. Mas nada disso ocorre. E somos nós uma democracia.

Em Portugal só podemos votar em partidos políticos, os quais escolhem os seus representantes, através de processos pseudo-democráticos, e esses representantes DOS PARTIDOS vão para a Assembleia da República legislar... e acabam por fazer e aprovar leis que os beneficiam A ELES e prejudicam boa parte da população. São mandatados para isso? Por mim não foram. Ah, mas somos uma democracia...

Em que é que diferimos da Rússia? Porque há controlo de informação? Cá também há. Lembram-se do caso do Prof. Marcelo?
Porque jornalistas morrem? Cá morrem à fome depois de serem despedidos.

Porque só há um partido político que elege gente, e que é o partido do Putin e Medvedev? E aqui, que partidos são eleitos? São sempre os mesmos que fazem governo, e os presidentes da República são... olha, quem diria, são desses dois partidos! Que coincidência!

Na Rússia há um partido que tudo controla e o resto é paisagem; em Portugal há dois, que tem a mesma ideologia e os mesmo modus operandi, e que tudo (mas acreditem, TUDO!) controlam, e o resto é paisagem.

Mas nós sim, somos uma grande democracia. Porque podemos votar em promessas que nunca são cumpridas e em leis que nunca aprovámos.

Anónimo disse...

Tem gente neste blogue que esta a ter fetiches com o Putin em tronco nu... Estão a olhar por demais o Putin em suas férias...risos

Pippo disse...

A Espanha não pretende incluir Portugal na sua esfera de influencia?

Está a brincar?

A banca espanhola já controla a nossa; a sua agricultura esmaga a nossa, o mesmo com a sua pesca; os nossos projectos de mega-investimentos são dependentes das vontades espanholas (vide TGV); as nossas águas teritoriais são constantemente devassadas pela pesca espanhola; o nosso espaço aéreo (nas Selvagens, que ainda são nossas) é constantemente violado pela passagem de helicópteros militares espanhóis; os nossos rios mais importantes dependem de convénios e, consequentemente, da vontade de Madrid; os espanhóis compram cada vez mais Alentejo; e penso que isto já basta.

Eles têm-nos seguros pelos ditos, e o Sérgio acha que eles não têm "pretensões"?
Pois, se calhar não precisam de pretender, já têm o que querem.

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

Agradeço-lhe o link. Eu de facto ando em cima destes assuntos e gostei muito deste artigo.

Cumpts,
PortugueseMan

PortugueseMan disse...

A guerra entre a Rússia e a Geórgia também parecia impossível.

Meu caro... Mas há quantos anos isto estava para acontecer. São situações completamente distintas, completamente, não é possível fazer comparações.

Anónimo disse...

Concordo, concordo.
Quanto a essa treta da Espanha já estar a dominar economicamente Portugal. E quanto à perda da nossa soberania em temos de meios económicos, recursos naturais, etc., agradeçam ao Cavaco que mandar Alvaro Barreto negociar à pressa com Bruxelas.
Basicamente, recebemos fundos comunitários em troca de cedências muito graves.
Existem países cujos governantes foram muitíssimo mais cuidadosos na hora de negociar com Bruxelas, e ainda hoje mantém áreas de interesse crítico para os respectivos países, protegidas. mas connosco não foi assim, tratava-se de trocar soberania, por dinheiro (Fundos Comunitários)
Claro que todos sabemos quem dividiu o bolo dos fundos comunitários.
A democracia portuguesa, não presta, está podre, existe ampla liberdade, é certo, até liberdade para recusar apertar a mão ao Presidente da República (em forma de cumprimento) porém, a liberdade que temos, não dá para resolvermos o que é essencial.
O pai do monstro (o aborto de regime que temos) é Cavaco Silva.
O avô, é Mário Soares.

Entretanto, a Espanha está falida. Pese embora tenha negociado muito melhor que nós, e mamado à grande e à francesa em termos de sacar dinheiro de Bruxelas.

Anónimo disse...

Pippo não é de se admirar os vossos comentários, como sempre são lamentáveis. Não se compara Portugal com um país atrasado e sem democracia como a Rússia!!!! Cá estamos todos bem melhor que os russos.

Sérgio disse...

Pippo é mesmo não ter vontade nehuma em querer ver, até parece que o dominio que a Russia pretende sobre a Ucrania é o económico, e se isso fosse verdade no que é que interferiria com a integração da Ucrania na UE (aqui integração politica)e na Nato (integração militar). Não, o que a Russia pretende sobre a Ucrania vai mais além do que existe entre Portugal e Espanha (que dentro do quadro da UE a que ambos pertencem até é natural a sua maior integração), vai muito além do que é aceitavel em termos de respeito de soberania por um país vizinho, mas os Ucranianos que decidam. A propósito seria engraçado se Portugal quisesse agora meter os países lusofonos na sua esfera de influencia dizendo-lhes o que poderiam fazer ou não, se poderiam integrar aquela instituição ou não, gostaria de ver a reacção desses mesmos países, o Wandard certamente que consideraria ser a coisa mais natural do mundo,:).

Sérgio disse...

Wandard, seguramente que é esse o país a que me referia, quem mais poderia ser...,:).

Anónimo disse...

"...seria engraçado se Portugal quisesse agora meter os países lusofonos na sua esfera de influencia dizendo-lhes o que poderiam fazer ou não, se poderiam integrar aquela instituição ou não"

O Sr Sérgio já deveria saber que é precisamente isso que os Estados Unidos da América têm feito nos últimos 60 anos nos mais diversos e distantes pontos do globo, seja com amigos ou aliados, neutros e inimigos.

Sugiro-lhe uma leitura muito fidedigna neste domínio: "Diplomacia" de Henry Kissinger

Cordiais saudações
João Antunes

Wandard disse...

Sérgio,

Se houvesse realmente uma integração entre os países lusófonos seria de grande contribuição para todos os cidadãos destes países, claro, se se todos os preconceitos fossem deixados de lado e os conceitos de "europeu", "sulamericano" e "africano" não tivessem a relevância que tanto apresentam em todas as discussões acaloradas, como muitas que temos aqui. Mais estou tendo devaneios e relembrando da leitura da "Utopia" de Thomas Morus.


Quanto a interferências, influência e intromissão nos assuntos internos de uma nação, os Estados Unidos sempre fizeram isso, já é cansativo relatar a Nicarágua, Filipinas, Panamá, El Salvador, Honduras, Cuba....... são muitos, por sinal quando tiver tempo pesquise a famigerada e alardeada ajuda que os americanos deram a Rússia na segunda guerra que eles tanto propagandearam, veja o que realmente foi entregue e que impacto teve, e mais, o que aconteceu com a Inglaterra no acordo de "Empréstimo e Arrendamento" assinado no Canadá. Quanto à Rússia um dos ítens que você pode encontrar são os caminhões StudBaker entregues quase no final da guerra, quando o rolo compressor soviético já estava na fronteira com a Alemanha, tem mais alguns ítens como alimentos, mas estes ítens jamais foram os responsáveis pela vitória soviética no leste, se possível revise a "eficiência" das forças anglo-americanas na Sicília e qual foi a qualidade das tropas que o desembarque da Normandia enfrentou.

Abraço,

Wandard disse...

Aos amigos portugueses.

Se a constituição européia for votada nos moldes que a França e a Alemanha hoje pressionam, Portugal será um dos grandes prejudicados. A cegueira que os acordos de Bruxelas causou na maioria da população com o crescimento ecônomico, impede de enxergar que a soberania do país está sendo perdida gradativamente, o Brasil segue pelo mesmo caminho e aqui ninguém está prestando atenção também.

Wandard disse...

Digo que o Brasil segue pelo mesmo caminho com a política populista do governo Lula.

Abraço

Jose Moura disse...

"Não se compara Portugal com um país atrasado e sem democracia como a Rússia!!!! Cá estamos todos bem melhor que os russos."

Rússia não e nenhum país atrasado, asima de tudo em comparação com Portugal, muito mais ao contrario, caro Anonimo... Mas não vale pena perder tempo como a gente dessa mentalidade como Italo/Jest e companhia...

Wandard disse...

Para quem gosta de falar na crise na Rússia:

Quarta, 12 de agosto de 2009, 6h12
Fonte: INVERTIA

Economia internacional
Desemprego no Reino Unido bate recorde no 2º trimestre

O Escritório Nacional de Estatísticas do Reino Unido anunciou nesta quarta-feira que 2,435 milhões de pessoas estão desempregadas no país, o número mais alto desde 1995. Agora, as pessoas sem emprego representam 7,8% da população ativa do país, a maior porcentagem relativa desde 1996, antes do Partido Trabalhista chegar ao poder. Os cálculos se referem ao segundo trimestre deste ano. As informações são do jornal The Guardian.

As estatísticas também mostram uma baixa de 271 mil pessoas no número de pessoas trabalhando em três meses, a maior queda desde que as estatísticas começaram, em 1971 - ainda que entre fevereiro e abril deste ano tenha ocorrido uma queda similar no país.

A organização também mostrou que 1,58 milhões de pessoas estão buscando o seguro-desemprego no país, um aumento de 25 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. O número é equivalente a 4,9% da população economicamente ativa do país, a taxa mais alta desde outubro de 1997.

Pippo disse...

Anónimo das 03:48, em lugar de se lamentar, preferiria que elaborasse. Isto é, se for capaz de o fazer.

Fala tanto do atraso da Rússia. Será que já lá esteve? Já lá viveu?

É curioso como um país "sem democracia" permite tanta liberdade de expressão. Até permite a existência deste blog, ou a existência do "subversivo" Milhazes. Na China, no Irão ou na Coreia do Norte não seria assim e no nosso anfitrião não gozaria de boa saúde.

E já agora, assine os comentários. Assim sei com que "nick" estou a falar. É um acto de respeito e de coragem moral. Espero que isso, ao menos, não lhe falte, já que lhe falta a capacidade argumentativa.

Pippo disse...

Sérgio, o que eu estou a dizer é que também a Espanha nos controla cada vez mais. E só não nos controla politicamente porque neste momento isso não lhe convém. Mas já o tentou por várias vezes. Como o Sérgio bem sabe.
E se um dia a ocasião se prestar a isso algo me diz que o voltará a tentar.

E a participação de figurões políticos espanhóis em comícios portugueses, não é isso uma ingerência? Ou só as palavras dos dirigentes russos o são?

Mas ao contrário de Portugal, que sempre foi independente, ainda antes de Espanha existir, a Ucrânia nunca o foi, sobretudo enquanto Estado unificado.

Portanto, as pretenções russas face à Ucrânia são compreensíveis e justificáveis. Sobretudo quando esta última pretende entrar em alianças anti-russas e quando boa parte da população ucraniana é russa e se sente russa.

Ao invés, Portugal não participa em alianças anti-espanholas e a nossa população não se sente espanhola, apesar de muitos pacóvios acharem que estariamos a viver melhor se fôssemos Espanha.

PS - E Portugal tenta manter o espaço lusófono dentro da sua esfera de influência. ou o que é que acha que são os acordos militares bilaterais entre Portugal e Angola, S. Tomé, Guiné e Timor? Pensa que lhes damos formação na Academia Militar porquê? Por amizade? Ou por desejo de manter uma certa influência? E se tivessemos poder para mais (que o não temos), acha que nos ficaríamos por aqui?

Sérgio disse...

Pippo ainda bem que pensa assim, porque ainda hoje há muitos Brasileiros que se sentem Portugueses e muitos têm mesmo a nacionalidade Portuguesa, a maior parte da população têm ascendencia no nosso país. Não confundamos as coisas Pippo, apesar dessas afinidades todas e ligações, não temos legitimidade nehuma para nos metermos nos assuntos desse país e vice-versa. Qualquer integração maior entre os nossos países deve ser de comum acordo e não porque eles fazem parte da nossa esfera de influencia ou o contrário. Deveria então por isso ser completamente aceitavel essa ingerencia de um ou outro país?! Pelo contrário, apenas procede assim quem ainda não se regula pelo direito internacional e tem "tiques" de grande potencia que não pode passar sem o seu quintal. Agora só porque se gosta muito da Russia, ou porque se tem ligações com esse país, ou ainda porque se odeia muito os EUA, deve-se ignorar tudo isto? Eu acho que não, ainda para mais quando é claro que esse país pretende construir a sua zona de influencia a expensas da UE e das instituições Ocidentais, nas quais nos inserimos.

Sérgio disse...

Pippo não acredito que alguma vez Espanha controle politicamente Portugal sem o consentimento dos Portugueses.

Anónimo disse...

Pippo, sabe qual foi a resposta que Sr. Milhazes me deu quando eu fez comentarios de mesmo genro? Foi assim: O meu blog chama-se Da Rússia, e por isso mesmo estou a escrever as merdas sobre a Rússia. E o senhor pode criar o seu blog De Portugal para escrever merdas sobre Portugal... Mesmo lamentavel, mas este blog esta dominado com pessoas tipo Jest e Italo, que nem sabem, nem querem saber, são obsecados com russofobia... Por ocaso já não me lembro bem pq JM abandonou o PCP?! Será que foi mal influencia da Gorbachev?

anónimo russo disse...

A Rússia não está contra UE. È que a UE, pelo que se vê, não apresenta hoje uma força (ou não quer isso), capaz de conduzir a sua própria politica externa sem olhar para a boca dos EUA. Pelo contrário, a Rússia faz todos os esforços para melhorar e estreitar as relações com muitos países europeus. Porque piorar essas relações naõ corresponde nada aos interesses da Rússia. Mas tudo tem seus limites, eu acho.

Cristina Mestre disse...

Tomo a liberdade de compartilhar convosco um artigo publicado hoje na RIA Novosti sobre o tema em causa. As opiniões são de analistas russos.

RELAÇÕES ENTRE MOSCOVO E KIEV ATINGEM PONTO CRÍTICO

A carta pública que o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, enviou ontem ao seu homólogo ucraniano, Víctor Yúschenko, é o tema mais comentado na imprensa de hoje.
Medeved acusou o seu colega de aplicar uma política marcadamente anti-russa e adiou indefinidamente a partida para a Ucrânia do novo embaixador da Rússia. Foi como se tivesse chamado um embaixador efectivo para consultas, medida que costuma preceder a ruptura ou a minimização dos contactos diplomáticos.
O presidente russo recordou todas as ofensas que Kiev infligiu a Moscovo ultimamente, escreve o diário Vedomosti. A Ucrânia fornece armas à Geórgia, país que a Rússia enfrentou em Agosto passado na Ossétia do Sul; põe obstáculos à permanência da Esquadra russa do Mar Negro, na Crimeia; negoceia nas costas de Moscovo o fornecimento de gás à Europa; retira a língua russa das escolas públicas, da investigação e cultura. Apresenta à sua maneira alguns episódios dramáticos da história comum, como a fome da década de 30; apresenta a guerra entre a União Soviética e a Alemanha nazi como um conflito entre dois sistemas totalitários; menospreza os direitos patrimoniais dos investidores russos; mantém a linha de adesão à NATO; permite às instigues públicas imiscuir-se nos assuntos da Igreja Ortodoxa e insiste na expulsão de diplomatas russos.
Muitas destas críticas pareceriam estranhas se aplicadas a outro país, por exemplo, a Suissa, em vez da Ucrânia, destaca o jornal ao recordar que um país soberano tem o direito de aderir a alianças militares, de vender armamento a outros Estados, a não prestar atenção a uma língua estrangeira etc.
No seu editorial de hoje, o Vedomosti compara o caso a uma “luta de gémeos siameses”, que dependem os dois um do outro. A Rússia não ganha nada em lutar com a Ucrânia, pelo contrário. Uma autêntica cooperação com Kiev, desenvolvida naturalmente e não à força, tem importância vital para Moscovo. Qualquer tentativa de pressão, através de cortes no fornecmento de gás ou no plano psicológico, só contribuirá para que os políticos ucranianos insistam mais no antagonismo com a Rússia.
O diário Kommersant constata que Medvédev aplica na realidade o “esquema georgiano”: zero relações com o Sr.Yúschenko até que o poder mude em Kiev. Desta vez, a Rússia envolve-se outra vez na campanha eleitoral das presidenciais na Ucrânia, tal como fez em 2004, indicando claramente quem deverá perder as eleições.
“Uma posição adequada relativamente à Ucrânia importa muito mais que a presença do embaixador em Kiev”, considera o analista russo Dmitry Orlov, citado esta quarta-feira pelo jornal RBC Daily. Medvédev “apontou claramente o quadro do diálogo com a Ucrânia e as posições básicas em que Moscovo não pensa ceder”.
O ucraniano Mikhail Pogrebinski, do Centro de Estudos Políticos e de Conflitos de Kiev também considera que “o Kremlin pôs os pontos nos iis ao exigir que os candidatos à presidência da Ucrânia dêem respostas inequívocas a uma série de perguntas práticas”.
Independentemente da forma como a “guerra” entre Moscovo e Kiev venha a terminar, os países pós-soviéticos preferirão distanciar-se ainda mais da Rússia, adverte a Nezavisimaya Gazeta. Ninguém deseja ser objecto da política de bastão, ainda que haja argumentos a favor dela.
Uma sondagem realizada recentemente pelo Centro Levada e citada hoje no diário Kommersant demonstra que 47% dos russos têm uma atitude negativa em relação à Ucrânia. Em relação à Geórgia, esta percentagem é de 63% e, em relação aos EUA, é de 40%.

Pippo disse...

"não acredito que alguma vez Espanha controle politicamente Portugal sem o consentimento dos Portugueses."

Sérgio, a Espanha já nos controla economicamente. E eu não dei o meu consentimento. A UE controla-nos políticamente, igualmente sem o meu consentimento.

Portanto, explique lá bem isso de consentimento, para ver se nos entendemos.

Está a referir-se ao controlo, por parte de terceiros, das principais figuras políticas nacionais de forma a que estas actuem à revelia dos eleitores? Se calhar já o fazem.

Ou será que se refere à entrada de umas brigadas mecanizadas para assim controlarem militarmente o país? No presente isso não é necessário.

Ou o Sérgio acha que um país controlado economicamente pelo seu vizinho é independente? A sério, acha mesmo?

Mas numa coisa o Sérgio tem razão. Apenas procede assim (isto é, tenta ingerir-se nos assuntos internos de outros países) quem não se regula pelo direito internacional e tem "tiques" de grande potencia.
E ainda bem que referiu, e bem, os EUA, expondo a sua política externa, ao dizer que "esse país pretende construir a sua zona de influencia a expensas da UE e das instituições Ocidentais, nas quais nos inserimos.".

De facto, os EUA constroem as suas zonas de influência a expensas da UE. Exemplos? O caso do Kosovo, a pressão para a entrada da Turquia na UE ou ainda os apoios ao aventureiro Saakashvili.

Mas enquanto isso acontece, outros, talvez com ilusões ocidentalizantes e com complexos de moralização das RI, apontam o dedo à Russia sem verem que outros, bem mais próximos de nós, fazem bem pior.

Sérgio disse...

Percebeu mal Pippo como percebe tudo o resto, estava a referir-me à Russia e não aos EUA. Eu nunca disse que os EUA nunca haviam cometido erros e não neguei que por vezes os seus próprios interesses possam colidir com os Europeus, acho no entanto bizarro, estranho mesmo, é que derivado ou não destas situações, hajam pessoas que queiram saltar de imediato para o colo Russo, fechando os olhos a tudo de errado que possa existir, como por exemplo, agressões aos seus vizinhos como a Geórgia, intimidação de outros como a Ucrania, querer monopolizar as fontes energeticas para a UE a todo o custo, até à Nigeria já tentaram chegar. Não há qualquer futuro numa relação com a Russia enquanto se mantiver com essa postura. Pippo eu se tivesse estudado lá até poderia pensar da mesma forma, mas isso não significaria que estivesse a ser isento na minha opinião.

Jest nas Wielu disse...

Estimado, Sr. José Milhazes,

Tenho algumas coisas a dizer sobre o seu artigo.

1. Eu entendo que o jornalista não deve tomar as palavras do político algum, como a “verdade verdadeira”, por isso seria mais bonito de dizer sobre a tal “política anti-russa” – a “alegada política”, “alegada pelo presidente Medvedev”, etc.
2. Também não é o mais correcto dizer, que “Medvedev lembrou … que as autoridades ucranianas violam os direitos dos investidores russos, tentam rever a história comum e glorificar os sequazes nazis, assim como se esforçam por desalojar a língua russa da vida social na Ucrânia”. Pois são alegações de uma das partes do conflito.
3. “decisão de Kiev de expulsar dos diplomatas russos sem motivo algum” – não acredito que MNE da Ucrânia expulsou os diplomatas sem uma nota formal, que explica a sua expulsão.
4. Sem querer interferir no seu trabalho, mas será que nenhum político / jornalista ucraniano podia comentar essa notícia. Porque no fim fica isso: Medvedev alega francamente discutíveis e um jornalista russo dá a sua opinião sobre elas. E a voz da outra parte do conflito fica a onde?

5. Meu comentário:
a) A Rússia, de facto entrou no processo eleitoral ucraniano;
b) Em 2004 Rússia, alegadamente, gastou 600 milhões de USD na campanha de Yanukovich e perdeu;
c) Neste ano da crise profunda na Rússia (vejam as palavras do Medvedev sobre a “Rússia que está se afundar mais rapidamente que outros”, o Moscovo decidiu poupar nas finanças, tentando a chantagem emocional do cidadão ucraniano, do tipo: “Querem ser nossos amigos, votem em Yanukovich”.
d) Daí as declarações do Yanukovich, no sentido “quando for presidente, serei o amigo da Rússia”.
e) Kremlin acabou por mais uma vez optar pelo Yanukovich /PR, em detrimento da Yulia Timoshenko, com o medo que a Sra. Yulia esquecerá as suas promessas no dia seguinte após as eleições.
f) Como cenário alternativo (possível, mas pouco provável), é um exercício das RP, para empurrar o eleitorado ucraniano para a Yulia (criando o papão Yanuk de um lado e descrevendo Yushchenko como o inimigo mortalmente mortal da Nigéria do Norte);
g) A forte crença quase religiosa dos russos, que TODOS os ucranianos (pequenos russos, entende-se), sonham acordados com a bota e tanque do irmão mais velho, faz com que muitas das vezes, numa situação francamente favorável, acabam por perder as batalhas importantes pelo excesso de confiança. Acredito que mais uma vez poderemos estar perante um cenário destes. Única força que pode possibilitar a vitória dos russos é a nossa própria Ruína. Mas é uma outra história…

Sérgio disse...

Apenas quero ressaltar o seguinte do artigo da Cristina Mestre,

"Muitas destas críticas pareceriam estranhas se aplicadas a outro país, por exemplo, a Suissa, em vez da Ucrânia, destaca o jornal ao recordar que um país soberano tem o direito de aderir a alianças militares, de vender armamento a outros Estados, a não prestar atenção a uma língua estrangeira etc."

Falta saber a opinião dos Ucranianos, eles é que sabem se querem ter opinião própria ou não.

Jest nas Wielu disse...

Sérgio, muito boa, podes indicar o link do artigo?

Sérgio disse...

Jest expliquei-me mal, retirei essa parte que transcrevi, do artigo que por sua vez a leitora Cristina Mestre retirou da Ria Novosti intitulado "RELAÇÕES ENTRE MOSCOVO E KIEV ATINGEM PONTO CRÍTICO". Pode encontra-lo na totalidade no próprio comentário da leitora.

Sérgio disse...

http://www.atimes.com/atimes/China_Business/KH12Cb01.html

Se tiverem curiosidade em saber quais as verdadeiras opções estrategicas para o futuro da Russia em termos de parceiros.

CAMOES disse...

Meus caros compatriotas,
que grande pontapé na gramática, é Suiça que se escreve, e não Suissa !!!

Sérgio disse...

http://www.atimes.com/atimes/China_Business/KH12Cb01.html

Desculpem é este o endereço correcto.

Quem cometeu o erro Camões foi o jornal em questão.

Anónimo disse...

http://www.atimes.com/atimes/China_Business/KH12Cb01.html

Sérgio disse...

China Business
Aug 12, 2009



China quietly reshapes Asia
By Stephen Blank

China on April 21, 2009, formally concluded an agreement to lend US$25 billion to Russian state-owned oil company Rosneft and pipeline monopoly Transneft in exchange for the completion of an oil pipeline from Skovorodino in Russia to Daqing in China. Russian commentators claim that the deal was not commercially favorable to China [1]. That contention, however, is arguably misplaced.

Admittedly, the price of the oil was set at the floating price of Brent crude oil when it arrives at the projected Kozmino Bay terminal and Russia has finally gained an Asian entree for its energy exports. Yet, while Chinese leaders may cringe at the deal's price tag, Beijing has gained serious geopolitical advantages over Moscow in the Russian Far East (RFE) because



of the effect that the global economic crisis is having on the latter's economy and on Moscow's ability to control the RFE.

Moscow also now looks favorably on China's investments in Central Asia. By opening up the RFE to Chinese investment and blessing similar investments in Central Asia, Moscow is reversing its policies toward both the Far East and Central Asia. In effect, this and other similar deals opens the door to a huge expansion - with Moscow's assent - of China's strategic profile in both regions. The creation of a new regional order in the RFE and Central Asia is beginning to take shape and China is set to become the region's security manager, ensuring foremost that its portfolio investments are safe and secure.

The deal provided the impetus for significant increases in Chinese access to the development of Russian energy assets in the RFE that has hitherto been blocked (China loan turns Russian oil east, Asia Times Online, February 24, 2009). Since Moscow failed to develop the RFE under present economic conditions, it had to invite Chinese participation starting in late 2008 when it began to negotiate this loan.

Although the direct cause of this move is the global economic crisis, the root cause is the mismanagement of the Russian energy industry, which is Moscow's main - if not only - trump card in the Far East. Yet, in doing so Moscow is undermining what experts say has been the strategic rationale behind its East Asian policy. That policy operated on the premise that Moscow would use its energy revenues to develop the RFE and Eastern Siberia further and promote Russia's full integration into Northeast Asia as a major great power [2]. The failure of this policy does not bode well for Russia's quest to be recognized as an independent and key player in Asia.

On May 21, Russian President Dmitry Medvedev admitted in a rare public acknowledgement that unless China invested in large-scale projects in the RFE, Moscow's plans to develop the region could not materialize. The acute decline of the Russian economy is clearly illustrated by the contraction of foreign trade, which has declined by one-third since the start of the year to May 2009. As of June 2009, forecasts predict an 8% decrease in GDP, and the government is now cutting the budget and being forced into ever more crisis-driven polices [3].

Medvedev candidly stated that the economic development of the RFE cannot depend on Russia's ties with Europe but rather its ties with Russia's main Asia-Pacific partners. He also stressed that the RFE's regional development strategy must be coordinated in tandem with China's regional strategy of rejuvenating its old industrial base in Northeast China (for example Heilongjiang province). Other officials quickly followed suit.

Sérgio disse...

Army General Nikolai Patrushev, secretary of the Russian Security Council, subsequently conceded the weaknesses of the RFE's infrastructure and outlined the RFE's most important priorities: "The development of cross border cooperation with neighboring countries, enhancement of transit possiblities, development of infrstructure and capacities for wood processing, seafood processing and output of products competititve on the world market."

While liberal and other critics of the regime continued to warn about Chinese encroachment in the Far East, the government's leading spokesmen praised Russo-Chinese relations as being at their highest point ever. Russian Deputy Foreign Minister Sergei Rybakov actually lauded Chinese investment in Central Asia for its "transparency" [4]. Furthermore, Rybakov declared that, "We believe that our friends and partners in Central Asia are appropriately meeting the situation and solving the task facing them in the sphere of economic and social development using the opportunities that present themselves as a result of cooperation with China. Hence this can only be welcomed." [5]

The Russian leaders' statements constitute a reversal of Moscow's past policy of trying to prevent Chinese economic penetration of Central Asia, which was meant to avoid economic competition, and probably confrontation, with China in the region. Moscow's elite has hitherto regarded any gain by Beijing in Central Asia with unease, and the Russian media has repeatedly speculated about China's economic "conquest" of Central Asia. [6] As a 2007 report of the Russian-Chinese Business Council observed, "Being a member of the SCO [Shanghai Cooperation Organization], China views other members of the organization as promising markets. It is China that wishes to be the engine behind the trade and economic cooperation within the framework of the SCO ... China's intentions to form [a] so-called economic space within the SCO are well known. Owing to that fact, experts have been speaking about greater Chinese economic expansion in various parts of the world, including Central Asia … Beijing has activated ties with all Central Asian countries and strives to comprehensively strengthen economic relations and the dependency of these countries on its market."

Rybakov's remarks reveal a significant change in Russian policy and a major concession to China. Yet the real payoff to both sides - although primarily to China apart from this unprecedented concession - can be found in the new and recent energy deals.

Beijing naturally welcomed this initiative. At the June 16-17 summit with China, Medvedev admitted that, "We riveted much attention to investment breakthrough". Medvedev stressed both sides' acceptance of the need for a qualitiative breakthrough and the readiness of Chinese firms to make sizable investments in energy facilities, timber processing and transport infrastructure in the RFE.

Russia's Bank for Development and Foreign Economic Affairs, Vnesheconombank (VEB), had to borrow money from China. As a major stockholder in Russia's largest oil company, Lukoil, China also indirectly has leverage over that firm. After having excluded foreign firms from bidding on the huge Udokan copper mine in Southeast Siberia, Moscow had to reopen the bidding to Chinese, South Korean, and Kazakh mining and refining enterprises.

All these moves constitute a major reversal of past Russian policy in energy and mineral investment dating back to 2003. Similarly, under the terms of the new agreement, Russian companies may invest in oil exploration and natural gas distribution in China (for which they lack the captial at present) but that Chinese firms (who have huge amounts of capital for investment) may also invest in developing oil and gas fields in Russia along with liquefaction plants. It appears that the following deals were consummated at the June 16-17 Sino-Russian summit in Moscow, some of which were listed above.

Sérgio disse...

More specificially, "On June 17, Medvedev and Hu signed a joint statement. Both sides also signed memoranda of understanding (MOU) on gas and coal cooperation, trade promotion, an investment cooperation blueprint, a framework agreement on [a] $700 million loan from China's Export-Import Bank to Russia's VEB (Vnesheconomobank), and an additional MOU between Renova and China's state gold mining corporation. ... [Also on] June 17, Lukoil and Sinopec signed a contract to supply 3 million tons of crude oil from the South Hylchuyu deposit in Nemets Autonomous Region in Russia between July 1, 2009 and June 30, 2010." (see Russia, China numbers missing, Asia Times Online, July 22, 2009).

Since then the Liaoning Xiyang group announced that it will invest in the development of a 1 billion-tonne iron ore deposit at the Berezov deposit, 20 kilometers north of the Inner Mongolian border town of Shiwei.

Aside from these events, China has become Russia's largest trading partner as a result of the current crisis. Russia and China are discussing co-production arrangements in oil, gas, and electric power settlements and deals totaling $100 billion, the use of their national currencies in mutual settlements, and Russian officials are even promoting both the rouble and the yuan as new international reserve currencies.

On June 17, Medvedev claimed that he had clinched deals with China on energy totaling $100 billion by a "special mechanism", a reference to the April 21 deal.

China's strategy triumphs
China has naturally welcomed these opportunities for expanding its influence over Russian and Central Asian energy and other assets and is moving to take advantage of them through these deals and energy purchases in Russia, Turkmenistan, and Kazakhstan, and by expanding its loans and investments in the Central Asian states. Given the subtlety that characterizes Chinese policy toward the region, Beijing will not loudly proclaim a new order in Asia, but it is finally in a position to realize the goals it set out to achieve in 2002-03 when it first began to invest in Russian and Central Asian energy in anticipation of beocming an energy importer.

China first sought to buy into the Slavneft oil firm in 2002 and to deal with Yukos under Mikhail Khodorkovsky's leadership in 2002-03. After those deals were rebuffed by direct state interference, Moscow played a game with China and Japan, first promising one and then the other that it would build a pipeline to their Asian destination of choice, but failing to deliver on any of these proposals.

Russia failed to live up to many of its previously-announced commitments to China in energy through 2008. [7] Now we can expect considerably more Chinese investment in both the Russian Far East and Central Asia as Moscow is in no position to object and desperately needs the capital that China can provide.

Conclusion
These deals demonstrate not just the failure of Russian policy in the RFE, but also China's growing dominance, through its economic power, of Russia's policy toward Asia - a situation facilitated by the global economic crisis.

Russia has seemingly renounced its autocratic dreams in the Far East and solicited Chinese investment. Courting Chinese power has forced Russia to reverse long-standing Russian policies in the RFE. For all those who are watching for the emergence of China as a dominant economic and political player in Asia, these new deals with Russia have a profound significance that we overlook at our peril.


Não consigo introduzir o endereço correctamente por isso aqui fica o artigo na totalidade.

PortugueseMan disse...

Cristina Mestre,

Esse artigo que indica da Novosti é interessante e curioso.

No entanto que eu saiba a Novosti não publica em português, apesar de já o ter feito no passado.

Pode indicar o link desse artigo?

Obrigado.

PortugueseMan disse...

A Rússia não está contra UE. È que a UE, pelo que se vê, não apresenta hoje uma força (ou não quer isso), capaz de conduzir a sua própria politica externa sem olhar para a boca dos EUA. Pelo contrário, a Rússia faz todos os esforços para melhorar e estreitar as relações com muitos países europeus. Porque piorar essas relações naõ corresponde nada aos interesses da Rússia. Mas tudo tem seus limites, eu acho.

Anómimo russo,

Tenha em mente que ao contrário dos EUA e Rússia, a UE não é um país. A política externa é deveras complicada, pois existe internamente diversas linhas de orientação. É sempre complicado emitir o que quer que seja em nome da UE, porque colide sempre com algum membro da UE.

A UE tem esse problema e a sua resolução irá estender-se para as gerações futuras.

Resta neste caso à Rússia, negociar não com a UE, mas sim com os membros da UE que assim também o desejam. E de facto é isto que tem estado a acontecer. Não é a situação ideal, é a situação possível.

anónimo russo disse...

Cristina Mestre

Podia dar um link para o texto em russo? Eu não consigo encontrar no site da RIA o que voce colocou aqui. (È que a maneira de compor esses trechos de artigos parece-me um pouco anti-russa).

anónimo russo disse...

PortugueseMan ,

Em vez da UE talvez fosse mais correto escrever "Europa" na minha mensagem.

Anónimo disse...

Quando a Ucrania recebeu por fim o desejado emprestimo da UE para poder pagar o gás à Rússia e assim evitar mais atritos, uma clara vitória de Putin que por isso tanto se bateu, aparece agora Medvedev a ameaçar com o fantasma de problemas. O rapaz perdeu o comboio e esta a por-se em bicos de pés. So que mesmo assim não chega aos calcanhares de Putin. À parte disto é uma irresponsabilidade este tipo de provocação. Se quer protagonismo vá fazer telenovela.

PortugueseMan disse...

Em vez da UE talvez fosse mais correto escrever "Europa" na minha mensagem.

Nem por isso. Se disser Europa, teremos nesse caso os países que pertencem à UE e ainda os que estão fora desta organização.

Não existe uma política externa europeia, ela está a ser feita individualmente, de acordo com os interesses de cada um. E por isso é bastante difícil de negociar com a UE. Os países pensam primeiro nos seus próprios interesses e depois nos interesse da UE.

Exemplo: É desejável ter mais ligações energéticas com a Rússia? é. Mas essas ligações favorecem apenas alguns países europeis, como por exemplo a Alemanha com o Nord Stream. Mas enquanto que isso é desejavel e necessário para a Alemanha, é uma ameaça aos fornecimentos da Polónia, pois este também depende dos fornecimentos russos e tem os mesmos neste momento garantidos pois serve de país de trânsito para a Alemanha. Mas como a política de defesa da Polónia é hostil à Rússia, esta prepara-se para responder energéticamente, mas precisa de arranjar meios alternativos de fornecimento à Alemanha.

Num caso destes, nunca na UE seria aprovado este pipeline, porque uma série de países de leste, consideram uma ameaça à sua segurança energética (e é de facto), como tal a Alemanha negociou directamente com a Rússia e apresentou o facto como consumado.

PortugueseMan disse...

Se tiverem curiosidade em saber quais as verdadeiras opções estrategicas para o futuro da Russia em termos de parceiros.

"Verdadeiras opções?"

A única coisa que eu vejo é a preocupação dos EUA, ao ver que a China se prepara para se expandir por onde não a conseguem impedir.

Apesar dos EUA terem a China contida pelo o mar, aqui não têm como fazê-lo. E poderá estar para breve algo que os preocupa sériamente, que será a entrada da China na Àsia Central por meios militares, de modo a garantir que o fluxo de energia vá na direcção pretendida por eles.

anónimo russo disse...

PortugueseMan disse...
Em vez da UE talvez fosse mais correto escrever "Europa" na minha mensagem.

Nem por isso. Se disser Europa, teremos nesse caso os países que pertencem à UE e ainda os


Está bem, então a "burocracia da UE", os representantes formais desta organização. Claro que a única saída é negociar com cada país que é necessário, o que está a acontecer.

Cristina Mestre disse...

Para o anónimo russo e PortugueseMan:

É este o link do artigo publicado pela RIA Novosti.
http://sp.rian.ru/analysis/20090812/122660062.html

O artigo original está em espanhol, limitei-me a traduzi-lo para português. Aliás, não é bem um artigo, é uma resenha dos materiais publicados em diversos jornais russos de hoje sobre o tema.

Já agora, há uns anos fiz parte da redacção portuguesa da RIA Novosti, quando esta emitia em português. Belos tempos!

Cristina Mestre

Pippo disse...

"Percebeu mal Pippo como percebe tudo o resto, estava a referir-me à Russia e não aos EUA"

Eu não percebi mal, Sérgio, pelo contrário, percebi muito bem que queria falar da Rússia. O que eu lhe mostrei, usando as suas palavras, é que a sua acusação serve para outros actores.

O que lhe falta, Sérgio, é comparar as acções russas às dos outros. Não pode isolar aquele país dos demais. É isso que eu, ou o Wandard, ou outros lhe tentam explicar, mas o Sérgio insiste em não perceber. Faz mal, pois o Mundo não é preto e branco, não é bom ou mau. E se aos polacos lhe enojam os russos, aos mexicanos lhes metem asco os "gringos".

Quanto a eu ter estudado aqui ou ali, é a tal história, eu estive em sítios onde o Sérgio não esteve. Por isso falo com conhecimento de causa sobre a Rússia, a Turquia, etc.
Sei que não gosta que lhe atirem as experiências pessoais à cara, mas quem as tem, tem, quem não as tem melindra-se. Se acha que a minha experiência russa origina falta de isenção, eu acho que origina, isso sim, conhecimento empírico.

anónimo russo disse...

Cristina Mestre

Mas não há versão em russo?

PortugueseMan disse...

Já agora, há uns anos fiz parte da redacção portuguesa da RIA Novosti, quando esta emitia em português. Belos tempos!

Mas que interessante!

Eu na altura tinha achado muito curioso, o facto da Novosti ter decidido ter uma secção em Português, eu até na altura pensei que era um investimento para chegar ao Brasil e ex-colónias.

Foi a Novosti para português, foi a Euronews para Russo (que também achei interessante) e foi o facto da Euronews na TvCabo, ter passado para inglês, quando tinha disponível o português o que me irritou profundamente, pois era o único canal de informação em português disponível que não tinha origem em Portugal.

Ah! e o Pravda! eu lembro-me que esse jornal, também abriu uma secção de Português.

Você tem alguma ideia da razão de terem deixado de investir no português? é que eles passaram a ter disponível muito mais línguas e cortaram a nossa.

P.S. - E obrgado pelo link em espanhol, grande trabalheira ter traduzido isso tudo...

Cristina Mestre disse...

Penso que na altura (2005), a nova administração da RIA Novosti decidiu investir em determinadas línguas (correspondentes a áreas geográficas onde a Rússia tem interesse externo) e os países lusófonos ficaram de fora. Manteve-se o espanhol (América Latina) e foram introduzidas outras línguas orientais.
São opções.

Sérgio disse...

Pippo, que eu me recorde o Pippo é que usa as suas "experiencias pessoais" para falar com uma maior autoridade sobre este ou aquele assunto. A propósito como é que pode ter tanta certeza acerca de eu ter estado neste ou naquele país se eu nunca referi nada, apenas não gosto de me gabar das minhas "experiencias pessoais" para passar por pessoa "experiente", quando eu até já aqui referi que na nossa sociedade dos dias de hoje, não é à toa que é chamada de sociedade de informação, isso acaba por não ser tão importante assim, tal é a informação que cada um de nós pode aceder sem sequer sair de casa. Olhe a "experiencia pessoal" da Russia eu cá passo, só de pensar que corro o risco de apanhar com pessoas como o anonimo russo, até me dá nauseas. Da Russia cada vez me convenço mais que apenas quero é distancia.

PortugueseMan disse...

Pois eu tinha essa ideia, o principal destinatário do português, era para estabelecer pontes com o Brasil, dado ser o ponto de entrada para a Rússia, para a América do Sul e fiquei surpreendido ao ver desaparecer.

São realmente opções.

Obrigado pela tradução e por partilhar um pouco de conhecimento sobre si.

Cumprimentos,
PortugueseMan

anónimo russo disse...

Olhem o que esses Geórgias fazem! Hoje ouve 2 explosões na Abkházia, uma pessoa morreu, quatro ficaram feridas. Deve ser por causa da visita do Putin para lá, que ele fez hoje. E depois aqui as pessoas estranham e não entendem as declarações de Medvedev em relação a alguns vizinhos nossos.

Por sinal, amanha vou a Abkházia passar uns dias nas praias, espero qeu ninguem me estrague as férias.

anónimo russo disse...

Sérgio disse...

Olhe a "experiencia pessoal" da Russia eu cá passo, só de pensar que corro o risco de apanhar com pessoas como o anonimo russo, até me dá nauseas.

1. Não se assuste, sou pacífico.
2. Claro que ninguem pode ter uma ideia exata sobre o país (especialmente as pessóas) sem nunca estar lá. Porque senão, tem de acreditar nas palavras alheias, que nem sempre podem ser verdade ou toda a verdade.

Anónimo disse...

""A Rússia é uma ditadura e Portugal é uma democracia?

Essa é para rir!""


RELATIVISMO CULTURAL E MORAL. NEM DISCUTO.

ÍTALO

MSantos disse...

Boa noite

Relativamente à cessão da tradução do EURONEWS esta era feita obviamente com financiamento português.

Vieram as vacas magras e com elas as tesouras.

Não sei se na NOVOSTI foi um processo semelhante.

Cumpts
Manuel Santos

Cristina Mestre disse...

No caso da RIA Novosti,os novos directores acharam que a secção portuguesa tinha poucos leitores (em comparação com as outras) e,por uma questão de racionalização de custos e também de alteração das prioridades políticas, encerraram a secção portuguesa e despediram todos os colaboradores. Enfim, para nós foi uma fase triste, mas que já pertence à história.

MSantos disse...

Relativamente a esta tão "brutal" ingerência russa nas eleições ucranianas, faz-me espécie estas vozes não se terem levantado há muito poucos dias quando o vice Joe Biden andou por estes países a fazer declarações encorajatórias a nível do alargamento da NATO.

Aliás, o tom georgiano subiu logo a seguir a esta visita. Ninguém notou? Provavelmente é mera coincidência.

O período eleitoral ainda não acabou e vamos ver quanta ingerência do lado oeste vai surgir. Ou serão meras declarações.

Sobre as declarações de Medvedev são apenas isso, declarações de apelo ao presente presidente ucraniano na expectativa que este retome algum bom senso (sob a perspectiva de Medvedev). Fiquei siderado ao ler hoje numa notícia do público a mencionar que este apelo era um ultimato.

Acho que até a NOVOSTI consegue ser mais imparcial do que isto.

Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Relativamente à alegada irmandade russo-ucraniana, na verdade é muito mais do que isso. É família, consanguinidade, relações muito estreitas.

Conheço uma ucraniana que também é anti-Rússia, embora não ao ponto de alguns russófobos que por aqui andam, e estas férias vai à Rússia ver a mãe que está doente. Tanto ela como outros já me confirmaram que estes casos são bastantes e normalíssimos.

Não sei se isto se passará também com os "irmãos e restante família" do Texas ou do Arizona.

E aqui não há ironias. Não é a esposa do presidente que até há bem pouco era americana e trabalhava numa firma conceituada? ;)

Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Sobre a hipótese de uma intervenção militar, na minha opinião isso é um perfeito disparate.

A Rússia só interviria na Ucrânia, numa hipotética guerra civil declarada ou provocada e contasse com substancial apoio das FAs ucranianas.

Cumpts
Manuel Santos

PortugueseMan disse...

secção portuguesa tinha poucos leitores (em comparação com as outras)...

Também tinha menos artigos traduzidos. Eu tive sempre que recorrer ao que existia disponível em inglês.

PortugueseMan disse...

MSantos,

Dado que você também gosta de coisas de aviões, deve estar a par dos problemas do Boeing 787.

Espreite este, está muito engraçado.

E caro JM, dado que até faz uma pequena referência ao sukhoi superjet, até nem se pode dizer que está fora do âmbito deste blogue...

http://www.youtube.com/watch?v=BF_P77VEPKA

MSantos disse...

PortugueseMan

Está EXCELENTE! :o)

Ainda tive esperanças que fosse para a EMBRAER, mas obviamente tinha de ir para o Eixo.

Já tinha visto outro semelhante com os desaires do Benfica.

O filme original é soberbo e é um verdadeiro documento histórico.

Obrigado e cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

Abaixo a Russia e a Ucrania e Georgias e companhia.

MSantos disse...

Relativamente aos problemas do avião, infelizmente aplica-se em todos os países e todos os sectores de mercado.

Devido a mercados extremamente concorrenciais, os deptos de marketing são pressionados a porem cá fora estimativas e promessas de modo a ganharem posição.

Obviamente como geralmente estão desligados ou desfocados da parte técnica, não contabilizam tempos de desenvolvimento, problemas de juventude, defeitos a corrigir etc.

É um mal geral. Quanto mais técnico é o produto, pior é.

Mesmo numa escala muito menor acontece o mesmo na empresa onde trabalho.

Cumpts
Manuel Santos

PortugueseMan disse...

Eu francamente acho que se excederam. Confesso que não acredito neste avião, as coisas estão a ser feitas duma maneira, que a meu ver arruinam o bom nome da Boeing.

A Boeing tem demasiadas coisas em jogo com este avião e se não fosse a componente militar eu não sei o que aconteceria à Boeing.

Longe vão os tempos em que a Boeing dominava o mercado e a Airbus nada era. Agora a Boeing não se pode dar ao luxo, de prometer coisas desta maneira e de uma maneira tão pouco profissional.

A mim cheira-me graves problemas neste avião e não estou a ver como a Boeing vai descalçar esta bota.

Camioes disse...

estou constantemente a deparar-me coma palavra russa Oblast e desconheço o significado da mesma.

Alguma alma caridosa que queira esclarecer qual a corrspondente palavra em português (Região, Província, Distrito, Comarca, Paróquia, Lugar, Sítio, Coiso?)

Desculpem-me mas estou muito desactulizado, fruto da idade avançada, estou caduco, na realidade, já batí a caçuleta.

Antecipadamente grato, espero o favor de uma resposta.

Pippo disse...

Sérgio, quem foi a outros países fala sempre disso. Não conheço nenhuma pessoa que tenha ido a outros lugares e não o refira, nem mesmo quando a sua experiência foi apenas ir de Belém a Cacilhas.

Quanto a essa conversa da "sociedade da informação", só lemos o que nos dão a ler, e como sabe, na "sociedade da informação" cada vez mais esta é controlada pelos poderes políticos e económicos.

Lembra-se da cobertura das guerras da Bósnia e do Kosovo? Enormes mentiras foram retransmitidas à saciedade e diabolizou-se propositadamente uma das facções em favor de outras. Onde é que esteve a informação?

Para se conhecer um país é preciso bem mais do que ler sobre ele. É preciso ir lá, conhecer as pessoas, falar com elas. Ler entrevistas ou sondagens é falacioso.

Mas pelo menos confirmou-me umas coisas: O Sérgio não só não conhece a Rússia como até se recusa a conhecê-la. Isso é sinal de preconceito, na verdadeira acepção da palavra: pré-conceito, criação de um conceito antes de se conhecer a realidade.

Eu sempre optei pelo pós-conceito. "Ler sobre" não me basta, prefiro, sempre que possível, ver e ouvir por mim próprio. Mas cada qual que adopte o método que lhe parecer melhor. Se o Sérgio fica contente com o seu, muito bem.

Anónimo disse...

Off topic

A Rússia está numa económica difícil. Ela deveria esquecer a Ucrânia!

Rússia sofre contracção recorde no segundo trimestre
A economia russa recuou 10,9% no segundo trimestre, registando a maior descida homóloga do PIB de que há registo.

Numa altura em que a recessão parece estar a ficar menos agressiva na generalidade das economias ocidentais, na Rússia só agora ela parece ter chegado com toda a força.

Segundo dados hoje divulgados pelo instituto nacional de estatística, a economia russa recuou 10,9% no segundo trimestre, registando a maior descida homóloga do PIB de que há registo.

Esta queda segue-se aos -9,8% que haviam sido observados no primeiro trimestre. Ainda assim, neste segundo trimestre o Produto cresceu mais 7,5% quando comparado com o trimestre imediatamente anterior, o que sugere que os meses vindouros serão de estabilização da conjuntura recessiva.

Por detrás do colapso da economia russa está a quebra na procura e no preço do petróleo, de que é um dos principais exportadores mundiais, e o impacto da crise financeira mundial, que derrubou os índices bolsistas e privou de capital muitos bancos e empresas do país, que tiveram de ser socorridos por um Estado que terá acordado tarde demais para a crise.

“Não podemos mais desenvolver-nos deste modo. É um beco sem saída. A crise colocou-nos numa situação em que temos de tomar decisões para alterar a estrutura da economia”, afirmou ontem Vladimir Putin, presidente russo.

As previsões do Fundo Monetário Internacional apontam para que, após dez anos consecutivos de expansão, o PIB russo sofra uma contracção anual de 6,5% em 2009 e cresça apenas 1,5% em 2010. O desemprego, por seu turno, deverá disparar para 13% no fim do ano, que compara com 8,3% em Junho.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=382004

Francisco disse...

A Rússia não tem que se imiscuir nos assuntos internos da Ucrânia claro. Mas a Ucrânia também não pode permitir que o uso do seu território sirva de ameaça para a integridade da Rússia.
O que se tem verificado indica o óbvio. Porque razão a Rússia só passou a ser uma ameaça para a Ucrânia depois deste “senhor” Yuschenko assumir o poder? Porque razão só agora?
Ex- funcionários do Departamento de Estado dos EUA já reconhecem abertamente que foram gastas somas enormes nas eleições Ucranianas e Georgianas para que os resultados lhes fossem favoráveis.
A Rússia tem todo o direito de defender-se. Em que sentido tem sido a Rússia uma ameaça à Ucrânia? Neste jogo quem tem colocado ameaças quem?
A razão destas provocações é muito simples de entender. Como não podem enfrentar directamente a Rússia colocam estes piões na frente. Porque um confronto seria catastrófico para ambos.
Pergunta-se: o que a Rússia tem feito de muito mal que todos os outros não tenham feito também?
Isto já é o prenuncio de qualquer coisa que está para acontecer. É propaganda para manipular a opinião publica. primeiro diaboliza-se, depois faz-se o que é possível, nalguns casos avançam as canhoeiras. Como aconteceu na Somália, na Jugoslávia, no Afeganistão, no Iraque e esteve e está em preparação noutros sítios.

anónimo russo disse...

Anónimo disse...
Off topic

A Rússia está numa económica difícil. Ela deveria esquecer a Ucrânia!

Rússia sofre contracção recorde no segundo trimestre
A economia russa recuou 10,9% no segundo trimestre, registando a maior descida homóloga etc. etc, etc..."


Amigo, procure uma informação mais séria e mais atual:) (neste blog já coloquei um dos links, por exemplo) E mais uma coisa: já há uns dois anos que o presidente da Rússia é Medvedev e não Putin.

anónimo russo disse...

Anónimo disse...
Off topic

A Rússia está numa económica difícil. Ela deveria esquecer a Ucrânia!

Rússia sofre contracção recorde no segundo trimestre
A economia russa recuou 10,9% no segundo trimestre, registando a maior descida homóloga...


Alguns dos números do que escreveu até parecem corresponder à realidade (exepto a espectativa do desemprego), mas a forma de apresentar os dados e o "tom" de tudo isso não parece imparcial. E nada dizem do essencial: segundo a opinião de muitos analistas, a Rússia já passou o fundo (ou como dizer melhor, o ponto mais baixo) da crise. Claro que é pura incompeténcia chamar Putin do presidente da Rússia e atribuir-lhe as palavras do Medvedev.

anónimo russo disse...

Anónimo disse...
Off topic

A Rússia está numa económica difícil. Ela deveria esquecer a Ucrânia!

Rússia sofre contracção recorde no segundo trimestre
A economia russa recuou 10,9% no segundo trimestre, registando a maior descida homóloga... "


Meu deus, vi o original do artigo. È um excelente exemplo da "informação imparcial", sem dúvida:)

Mas porque eles não querem analisar a sério os processos que acontecem na economia russa? A sério e imparcialmente?

anónimo russo disse...

2 atos terroristas na Abkházia: segundo os dados mais recentes, 2 pessóas foram mortas e 7 feridas na cidade de Gagra, resultado de explosão de uma bomba, escondida numa caixa de lixo. Na capital da republica, Sukhum, tambem houve uma explosão na avenida marginal central, mas ninguem ficou ferido. Ambas as explosões aconteceram ontem, no dia em que o primeiro-ministro russo, V.Putin, visitou a republica. È preciso indicar que os ataques não foram feitas contra Putin ou militares russos (o que eria mais dificil, eu acho), mas contra as pessoas comuns: uma família russa, inclusive uma criança, ficaram feridos e se encontram num hospital de Gagra agora, mais 4 pessoas recorreram a assisténcia médica. Uma das vitimas mortais, pelos vistos foi uma mulher russa que trabalhava na cidade de Gagra e a outra foi um abkházo. Gagra é uma cidade balnear onde nesta época do ano se encontra a maior quantidade de turistas russos na Abkházia.
È muito "corajoso" por parte dos poderes georgianos agir assim.

Cristina Mestre disse...

Ao leitor Camiões (Camões?)

"Oblast" significa Região, mas no sentido de divisão administrativa. A Rússia (que faz parte da Federação Russa) está dividida em "Oblasti" (Regiões), e também em territórios autónomos, distritos autónomos. Quando se diz "Moskovskaya Oblast", não é bem o sentido que nós damos em português,p.e, região de Lisboa, que neste último caso INCLUI a cidade de Lisboa e arredores. No caso da Região de Moscovo é uma divisão administrativa autónoma da cidade de Moscovo, situada à volta da capital. Moscovo tem estatuto federal, autónomo, de entidade da Federação.
No caso das outras cidades russas, que dão o nome à respectiva região, normalmente a cidade principal faz parte da região, p,e. "Kurskaya Oblast" inclui a cidade de Kursk.
Há também um caso curioso, que é a "Leningradskaya Oblast" (Região de Leninegrado). A cidade(São Petersburgo) mudou de nome, mas a região à volta manteve-o.

PortugueseMan disse...

Caro JM,

Em relação ao navio desaparecido, tem aparecido mais detalhes na imprensa russa?

Confesso que isto é um pouco estranho.

Será que me pode confirmar que foram enviados pelo menos 4 navios e 2 submarinos?

Sabe dizer de onde partiu estas 6 embarcações? estas já tinham uma longa viagem prevista?

Ainda não vi ninguém ligar as coisas mas a ser verdade que despacharam 2 submarinos nucleares para o Atlântico, isso significa que neste momento estão lá 4? 4 submarinos nucleares russos no Atlântico??

Portanto neste momento estamos com uma frota de 4 navios de superfície acompanhado de 4 submarinos? isto realmente não é nada normal.

Como não é normal o que aconteceu a um navio que transportava madeira.

Estamos aqui com algumas situações curiosas, e uma delas é a quantidade de navios russos que estão no Atlântico.

Anónimo disse...

E para quem andou a criticar as fotos de Putin, vejam as de ontem. foi a um café com Medvedev mas no final as meninas fizeram questão de tirar fotos com... já sabem quem, não sabem? As mulheres adoram-no. Pois.

Pippo disse...

Mais umas linhas para adicionar à questão de se acusar a Rússia de ingerênciia nos assuntos internos de outros países (como se ela fosse a única).

Em primeiro lugar, eis esta notícia:

EU Says Putin's Abkhazia Visit Not Helpful
" BRUSSELS (Reuters) -- The European Union has criticized Russian Prime Minister Vladimir Putin's visit to Georgia's breakaway Abkhazia region, saying it was not helpful to international efforts to stabilise the region.
The Swedish EU presidency on August 13 reiterated EU support for Georgia's territorial integrity, including two breakaway regions recognised by Russia as independent, and expressed concern that Putin had visited Abkhazia without Georgia's permission. (...)"

http://www.rferl.org/content/EU_Says_Putins_Abkhazia_Visit_Not_Helpful/1799261.html


Portanto, verificamos que a UE é a favor da manutenção das fronteiras reconhecidas internacionalmente e rejeita ingerências por parte de outros países na Geórgia, que é soberana.

Contudo, a própria UE usa dois pesos e dua medidas:

"Resolução do Parlamento Europeu, de 5 de Fevereiro de 2009, sobre o Kosovo e o papel da UE

1. Congratula-se com o êxito da implantação da EULEX na totalidade do território do Kosovo, incluindo a parte a norte do rio Ibar, em conformidade com o relatório do Secretário-Geral da ONU e com a subsequente Declaração da Presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de 26 de Novembro de 2008, acima citada;

2. Salienta o compromisso da União Europeia de cumprir o direito internacional e de estar na primeira linha quando se tratar de garantir a estabilidade do Kosovo e dos Balcãs Ocidentais em geral; recorda a sua disponibilidade para contribuir para o desenvolvimento económico e político do Kosovo através de uma clara perspectiva europeia, consentânea com a perspectiva europeia da região;

3. Incentiva os Estados-Membros da UE que ainda o não fizeram a reconhecer a independência do Kosovo;

4. Recorda a sua Resolução de 29 de Março de 2007, acima referida, que rejeita claramente a possibilidade de divisão do Kosovo;"

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+TA+P6-TA-2009-0052+0+DOC+XML+V0//PT&language=PT

Os pontos 3 a 4 são gritantes! Apoia-se claramente a revisão de fronteiras de Estados soberanos e insta-se ao seu reconhecimento; premeia-se assim a subversão independentista irredentista; mas depois impedem-se outros movimentos de minorias étnicas de lutarem pela sua auto-determinação dentro do território independentista.

E isto tudo provém, não da sinistra e ditatorial Rússia, mas da democratiquíssima União Europeia, que é "Ocidental" e todas essas coisas boas.

Portanto, antes de acusarem a Rússia de ingerência, primeiro olhem para Bruxelas e para as Pol. Ext. dos países que nos são mais próximos. Verão que temos telhados, não de vidro, mas de cristal.

Jose Milhazes disse...

Caro PM, a imprensa russa não se cansa de escrever que o navio foi visto pela última vez junto da costa portuguesa, mas as nossas autoridades desmmentem essas afirmações. Não sei como é possível, com os meios modernos, perder de vista um cargueiro com 98 metros de comprimento. A Rússia enviou quatro navios de guerra e dois submarinos para o Atlântico, mas os navios só fazem busca de passagem, a caminho do Báltico. Nem sei o que dizer. Pirataria naval na Europa?

Sérgio disse...

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/aug/06/turkey-eu-membership

Camões disse...

Para Cristina Mestre:

Obrigado pelo seu esclarecimento.
Quando volta para o Blog da Alexandra, o seu contributo lá, é importante.

Cumprimentos,
Camões (pseudónimo, claro).

Anónimo disse...

Parece que é verdade a história do avião ter sobrevoado o barco na latitude do Porto no dia 2. Só que estava em aguas internacionais, não estava visivelmente em perigo nem a poluir o mar, nem emitiu nenhum sinal de socorro, portanto o avião nada tinha a fazer. Viva a liberdade dos mares, por que tanta gente se bateu ao longo da história.
Agora, o navio ia capturado? Pois, se calhar ia. Se calhar nunca se saberá.

Wandard disse...

"Sr. Milhazes,

Poderia me responder se o nome é uma coincidência, pois não consegui achar referências deste jornalista, que não em declarações da Lusa.

No aguardo."


Sr. Milhazes,

Agradeceria se pudesse dar maiores informações a respeito do jornalista que o senhor citou, o Vladimir Dolin.

Difícilmente o sr. responde às perguntas que faço, trata-se de alguma deferência especial?

Иванов disse...

В исчезновении корабля, замешаны американские империалисты!

Pippo disse...

É estranho perder-se um navio nos dias de hoje, mas tal é possível.

Os navios, por recomendação da IMO, deveriam ter sistemas de identificação automática (AIS), mas os mesmos podem não estar colocados ou ser desligados. Não havendo avisos à navegação, nem pedidos de socorro, nem estando este navio inibido ou a navegar sob condições especiais (por ex., transporte de armas ou de matérias perigosas), não haveria razões para ser vigiado pelas autoridades.

Pirataria na Europa? Talvez não, mas assalto armado sim, porque não?
Há muitos detalhes nesta história que desconhecemos.

Anónimo disse...

Como no Kursk, Ivanov, como no Kursk.

Anónimo disse...

Segundo acabei de ouvir no noticiário da noite na televisão, o barco Artic Sea foi avistado ao largo do arquipélago de Cabo Verde.

Talvez começe a ganhar peso a tese da carga de droga, Cabo Verde é muito perto da Guiné-Bissau, o 1º país do Mundo com um Narco-Estado.

Anónimo disse...

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