quinta-feira, outubro 08, 2009

Mãe biológica disposta a mudar-se para Portugal a troco de um apartamento


Natália Zarubina, mãe biológica da menina russa que foi retirada pelo Tribunal da Relação de Guimarães à família de acolhimento portuguesa, manifestou-se disposta a vir viver para Portugal se lhe for dado um apartamento T3.
“Se aí (em Portugal) for posto em meu nome uma apartamento com três assoalhadas, eu mudar-me-ei”, declarou Natália numa entrevista ao diário russo “Komsomolskaia Pravda.
Segundo o diário, a família Pinheiro, que acolheu a menina em Portugal durante quatro anos, continua a telefonar insistentemente para Pretchistoe, vila onde habita Alexandra, e Natália deixou claro, numa das conversas, que só regressará com a menina nessas condições.
Por enquanto, Natália não arranjou um emprego estável e realiza “trabalhos sociais”, recolhe lixo nas ruas a troco do salário mínimo (cerca de 100 euros mensais),coisa que não lhe agrada.
“Alguém tem de fazer este trabalho, nem todos podem ser jornalistas!”, comentou a mãe de Sandra em declarações ao jornal.
A menina continua a frequentar o infantário de Pretchistoe, mas a mãe sublinha que Sandra gosta cada vez mais do seu noivo, um ucraniano que trabalhava em Portugal e que se decidiu juntar a Natália na Rússia.
Por enquanto, escreve o diário, ele não arranjou emprego e “trata da casa”; pretendem casar mas o noivo não consegue obter do Consulado da Ucrânia em Moscovo uma declaração em como é solteiro.
“Ele tem autorização de residência por três meses. Um mês já passou e não há meio de nos passarem a declaração”, lamentou-se Natália.

18 comentários:

Teresa disse...

Parafraseando uma amiga: será que temos "mais do mesmo"?
Esperemos que não, para bem da Alexandra!

Anónimo disse...

Mas qual a necessidade de ter o apartamento no seu nome?

Será que a primeira coisa que ela vai fazer não é vendê-lo e comprar outro na Rússia?

Anónimo disse...

Que telenovela em que isto se tornou, já mais parece uma anedota, ora vêm, ora já não vêm, ora fazem exigências, ora já não gostam, ora vão para o TEDH, ora já não vão . Há 5 meses nisto e o pior é que nada mudou. Já enjoa...

Jest nas Wielu disse...

Óptimo!

Caiu por terra o mito do “império energético que se levanta do chão”. Ao troco de um simples T3, madame Zarubina está mortinha para voltar à “pobre e coitado Portugal”. Porque será?!!!

p.s.
O que eu dizia apenas dois meses atrás? Que bastam chegar os primeiros frios e todo o amor pela mãe – Rússia desaparecerá da cabecinha da bio – mãe e nem a sua bio – família a segurará na província russa…

p.p.s.
Por favor, poderá indicar o link da KP?

Cristina disse...

JM
Só um pequeno pormenor: três assoalhadas são T2 (ou seja, uma sala e dois quartos).
Claro que o pormenor não altera a essência da questão.
Resta saber se a Natália daqui a algum tempo não mudará de ideias, conforme for "aconselhada" pelas autoridades locais.
Mesmo assim, acho que este caminho de manter os contactos informais entre as duas famílias é preferível ao recurso para o TEDH.
Cristina Mestre

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, é a confusão entre as formas russa e portuguesa de cálculo. Ela quer uma casa com três quatros e uma sala.
Para os leitores que quiserem ler em russo:
http://yar.kp.ru/online/news/553123/

Cristina disse...

Caro JM
Parece-me que o que ela quer é um apartamento de dois quartos e uma sala, ou seja, de três assoalhadas (3-комнатная квартира), o que equivale a um T2.
Na designação russa contam-se as divisões todas(excluindo a cozinha e o WC), na designação portuguesa contam-se só os quartos de dormir (T1, T2, etc). Se falarmos em número de assoalhadas, as designações portuguesa e russa coincidem.
Desculpem o preciosismo.
Cristina Mestre

Anónimo disse...

VAMOS LÁ VER SE TUDO ISTO NÃO PASSA COMO PASSA UMA BEBEDEIRA.

FORÇA ALEXANDRA .... O TEU DIA
CHEGARÁ .... PORQUE PORTUGAL NUNCA TE VAI ESQUECER.

Anónimo disse...

Mas agora tá na hora,do pessoal,k se diz acérrimo (pela xaninha SEMPPRE) lá para aqueles lados do chat e blog,só porque alguém discorda com algo,ou diz diferente,lá caem todos em cima,que até doi,
pois como dizia,está na hora desse pessoal que se julga donos e unicos,defensores da xaninha,começarem a fazer algo...!!!


Quero ver esse pessoal a tratar de arranjar.entre todos uma casa em nome da Natália no seu próprio nome.


Afinal,são pelo bem da xaninha,e tudo fazem por ela,e vão até ao fim do mundo,e não vão parar de lutar,FORÇA!!!

Tratem entre todos,de juntar uns trocos e comprarem uma casa para a Natalia,pois,em prole da menina,fazem tudo náo é...??!

Penso que é só balelas...!!!!falam,falam mas pouco fazem...é só garganta...!!

Passem no chat,e vejam as conversas...fartam-se de falar mal de cada uma que ´não está,e provocam os numeros,sabendo elas,que a maioria do numeros,são os nomes que ficam escondidas,para verem o que falam...

No blog,a mesma coisa,basta alguém discordar algo,é enxotado e insultado!!!

Tudo menos falarem em ajudar a xaninha...não vejo falar em ajudarem a mandarem coisas,mesmo que usadas,para a criança lá...!!!

António Cabrita

Vox disse...

concordo com o que disse o leitor das 15:38 talvez Natalia tenha proferido tal afirmação sobre os efeitos dos vapores etílicos. :D

Tudo o que se me oferece dizer é que, é de desconfiar.
Pode ser apenas mera manobra para vir cá casal com o tal cavalheiro ucraniano Alexei Sarbach (dadas as dificuldades burocráticas para o fazer lá na Rússia, e aproveitando as facilidades de Portugal).
Em suma, tal " novidade " pode ser um sem número de coisas, desde mera manobra de diversão ( para distrair da eventual ida para o tribunal internacional ), até descarada tentativa de à custa da criança, obter um bem imóvel, transaccionável em Portugal.

Já agora, uma pergunta para o Sr. Milhazes ou para a D. Cristina Mestre ( quem puder responder primeiro ) quais as temperaturas na regiões de Yaroslav ( máximas e mínimas ) ?

Ouvi falar em 25 graus negativos ( não sei se temperatura diurna, se nocturna ).

Mas regiões há na Rússia, em que chega aos 50 graus negativos.

Viver em 25 graus negativos ( já nem falo sequer em 50 ! ) é como viver dentro dum frigorífico, pior, é viver dentro duma arca congeladora !!!

Brilhante Ideia disse...

como alguém referiu no blog português, a Alexandra, a " menina russa " que mais nada é, senão " a refém portuguesa " tem sido, desde o início, moeda de troca .

Uma solução excelente, seria uma cousa do género, troca-por-troca, tipo, troca de refém por refém, enviava-se o juiz que deu azo a toda esta tragédia para ele viver com a família Zarubim (ele deve ganhar para aí uns 4.000 a 5.000 Euros mensais, o que dá muitos rublos) e seria excelente ajuda monetária para os zarubim, e ao mesmo tempo, dar-se-ia a provar ao juiz, " da mesma medicina que ele deu a provar à menina " e a Alexandra, regressava, por troca com o juiz :^)

Não era bom ?

Anónimo disse...

Mas que panca! Porque não um T4? Uma penthouse? E o local? Pode ser no bairro da lata ou tem de ser em bairro fino? Davam-lhe um café e uma vivenda, não era? Então agora quer menos? Ou quer é protagonismo? Não há pachorra para esta parvalhice de história, sinceramente.

António disse...

A Srª Natália é esperta.
Com um apartamento no nome dela, vendia-o quando quisesse e com o dinheiro viveria "bem", na Rússia, sem ter que trabalhar.

Anónimo disse...

Como é que deixam esta criança com um monstro destes? Incrivel...Não sei quem é pior, se a mãe ou o juiz que entregou a vida de Alexandra

Teresa disse...

Bom dia!

Vox, parece-me que a Natalia faz "render o peixe" até poder! Afinal, ainda ninguém lhe deve ter contado a história da Galinha dos Ovos de Oiro, de Esopo!
Para esta Senhora, como já se viu e não é novidade, nada é suficiente! Daqui a nada, também está a pedir que lhe paguem a boda do casório, isto é, se houver casório!
Que tristeza! Que ausência de valores, de princípios, de TUDO!
Seria hilariante caso não fosse uma criança que está no meio desta história.
Enfim...!

Nuno disse...

Viagens, café, T3,... agora também noivo para legalizar!

Que o tribunal arrume uma forma de mandar a menina de volta, e se os governantes russos não o consentirem que fiquem com esse peso na consciência.

Não há mais pachorra para este caso. Foi a ultima vez que li uma noticia sobre essa alcoólica.

Anónimo disse...

Se cometessem comigo essa injustiça há muito teria morrido, mas se houvesse o mínimo de esperança para desfazer tal injustiça faria de tudo para revê-la nem que fosse por um segundo apenas. Não estamos aqui tratando de mais uma criança. Estamos tratando de todas crianças usadas, maltratadas, exploradas, abandonadas, colocadas no mundo inconsequentemente e falando principalmente de uma mãe que é forte tanto quanto a pequena que criou (e estaria a criar se não fosse a injustiça dos homens com suas leis ridículas e senhores dos destinos) e que é capaz de qualquer coisa para refazer esse erro. Tenhamos compaixão e respeito. Nada mais! Solidariedade do povo brasileiro que também sofre com tanta injustiça quando se trata de criança....!

Zoe disse...

E, notícias da pobre cadela que dormia com a menina em portugal e agora vive presa pela trela numa casota no quintal?