segunda-feira, outubro 26, 2009

Rostov Grande







Caros leitores, peço desculpa por este intervalo temporal, mas o trabalho e as viagens a isso obrigam.



Durante uma dessas viagens, visitei a cidade de Rostov Grande, uma das pérolas da arquitectura medieval russa fundada no ano de 862. Uma verdadeira maravilha que está agora a sarar as feridas provocadas pelo comunismo.



Algumas partes do kremlin (castelo) de Rostov já estão restauradas, mas ainda são bem visíveis as destruições provocadas pelos comunistas nos seus templos. Por exemplo, numerosos frescos que decoravam o interior dos templos ortodoxos perderam-se para sempre.



Se puderem visitar esta cidade, não percam. Situada nas margens do lago Nero, parece tratar-se de uma cidade encantada. E não fica muito longe de Moscovo, a cerca de 180 quilómetros.

8 comentários:

Jest nas Wielu disse...

Para defender os seus cidadãos da crescente onde xenófoba na Rússia, as repúblicas não russas da federação, abrem as representações físicas e na internet:

Chechénia: http://www.islamnn.ru/modules.php?
name=News&file=article&sid=4488
Tartaristão: http://tatmsk.tatar.ru
Bashkortostan www.vatandash.ru
Sakha – Yakútia: www.sakha-dfo.ru

Ítalo Tavares disse...

Jest, isso é simplesmente absurdo.


Quero ver o que o governo do Lula vai dizer aos seus queridinhos aliados (Putin-Medvedev) quando um turista, estudante ou diplomata brasileiro for morto na Rússia por esses grupelhos de doentes.


Ou será que ele só é machão pra tentar falar alto com os EUA?

rs

Ítalo Tavares disse...

Realmente essa cidade é muito bonita.

Uma pena o que os comunistas fizeram com semelhante obra de arte.


Mas isso é típico deles.


Os talibãs tb agem assim.

Anónimo disse...

Jest nas Wielu, vc precisa se olhar no espelho, vc sim é um grande xenofobo.Vc quer que as coisas sejam do seu jeito e pronto.Sugiro que eleve seu pensamento e pare com essas mesquinharias.

Um Abraço

Pippo disse...

Foi precisamente no Lago Nero que andei, pela primeira e única vez na vida, de carro em cima do gelo. Foi na altura em que estava a decorrer a "Festa do Peixe". Havia teatro, animação de rua (tudo ao pé do lago) e uma competição de rally no gelo. Findo o rally, uns tipos convidaram-nos para entrarmos no carro, e foi assim que experimentei andar "na bisga" em cima de gelo crepitando por baixo dos pneus. Foi giro.

De Rostov também recordo os sinos do Kremlin, uns brincos em esmalte que trouxe para a minha mãe e, claro, pernoitar numa izba com o pessoal e a minha namorada da altura. Uma experiência e tanto.

Vou enviar fotos, JM.

Jest nas Wielu disse...

Nos dias 27 de Outubro e 1, 2 e 3 de Novembro de 1937, na localidade de Sandarmokh (Carélia), o capitão do NKVD, Matveev, fuzilou a “Etapa de Solovki” – 1111 prisioneiros da Cadeia Especial de Solovki, incluindo 290 ucranianos. O grupo de “nacionalistas ucranianos” – 134 pessoas foi fuzilado no dia 3 de Novembro.

Nas lista dos “nacionalistas ucranianos” estavam o poeta – neoclássico, o professor Mykola Zerov, o realizador teatral e criador do teatro “Berezil” Les Kurbas, o dramaturgo Mykola Kulish, o historiador e académico Matviy Yankovskiy, os professores Volodymyr Chekhovskiy, Serhiy Hrushevskiy, os cientistas Stepan Rudnickiy, Mykola Pavlushkov, Vasyl Volkov, Petro Bovsunivskiy, o criador do serviço meteorológico da Ucrânia Soviética, holandês de origem, Oleksiy Vangengejm, o ministro das finanças da Ucrânia Soviética Mikhaylo Poloz, o ex-ministro da Educação da República Popular da Ucrânia (UNR) Anton Krushelnickiy e os seus filhos, Ostap e Bohdan (a filha Volodymyra foi fuzilada nas arredores de Leninegrado, os filhos Ivan e Taras em Dezembro de 1934 em Kyiv), os escritores Valerian Pidmohylniy, Pavlo Filipovych, Valerian Polishuk, Hryhoriy Epic, Myroslav Irchan, Marco Voroniy, Mikhaylo Kozoris, Oleksa Slisarenko, Mikhaylo Yaloviy…

Ler mais (em ucraniano):
http://memorial.kiev.ua/content/
view/370

Vasco Martins disse...

Foram sem dúvida tempos de grande destruição. O regime comunista destruíu grande parte das Igrejas Ortodoxas, principalmente durante o período comunista, algo que só viria a(começar)ser recuperado já nos tempos de Gorbachev. Talvez o caro Milhazes nos posso dar mais algumas pérolas fotográficas sobre estes projectos de recuperação. Aqui fica a ideia. Cumprimentos

Jest nas Wielu disse...

2 Ítalo

Bom, não ponho as mãos no fogo, mas desconfio que a reacção não será tão violenta no caso russo, como seria no caso dos outros. Coisas…

2 Anónimo 22:45

Obrigadíssimo pela sugestão bastante sábia de V. Excia., apenas uma pequeníssima proposta, porque V. Excia não começa acabando com as mesquinharias por si mesmo, e não assina aquilo que escreve. Se acredita nas suas palavras, para que tanto medo em assumir as suas convicções?

Um abraço a dobrar!