quarta-feira, dezembro 16, 2009

Morreu Iegor Gaidar, o controverso ideólogo das reformas de mercado no país


O antigo-primeiro ministro russo Iegor Gaidar, conhecido por lançar a Rússia para a economia de mercado naquilo a que ficou chamado como “terapia de choque”, faleceu hoje de madrugada com 53 anos, anunciou o seu assessor Guennadi Volkov.


Segundo as agências noticias russas, Gaidar faleceu de uma trombose na sua casa dos arredores de Moscovo, mas os seus assessores e amigos próximos não confirmam essa versão, nem adiantam mais pormenores.


Igor Gaidar nasceu a 19 de Março de 1956 numa conhecida família de intelectuais soviéticos, tendo feito uma carreira brilhante na era comunista, que ele ajudou a derrubar em 1991.


Formado em economia pela Universidade Estatal de Moscovo em 1978, adere ao Partido Comunista da União Soviética dois anos depois. Entre 1987 e 1990, foi vice-director da revista “Comunista”, órgão teórico do PCUS e, em 1990, ocupou o mesmo cargo mas no jornal “Pravda”, principal diário do mesmo partido.


Segundo o deputado russo Alexandre Khinchetein, quando Gaidar trabalha no “Pravda”, não autorizou a publicação de um artigo do economista e futuro chefe do Parlamento russo Ruslan Khasbulatov, alegando que “o autor de facto defende a economia de mercado, mas esta não interessa a ninguém na União Soviética”.


Após a queda do comunismo, em 1991, Gaidar está entre um grupo de economistas jovens que defendem a transição da economia russa “do plano para o mercado” e ocupa o cargo de primeiro-ministro interino do Governo de Boris Ieltsin até 1994.


Foi durante estes anos que Gaidar realizou a sua política de “terapia de choque”, obrigando os russos a darem um salto brusco da economia planificada para economia de mercado.


Anatoli Tchubais, um dos economistas que trabalhou ao lado de Gaidar, considerou-o “um grande cientista, um grande estadista”.


“Poucos são aqueles na história da Rússia e na mundial que podem ser a ele comparados pela força do intelecto, pela clareza na compreensão do passado, presente e futuro”, declarou Tchubais aos jornalistas.


Leonid Groisma, dirigente do partido liberal Causa de Direita, acrescenta: “Gaidar salvou o país e toda a humanidade. Há 18 anos atrás, a Rússia esteve a um passo da desintegração e da guerra civil e isso poderia provocar uma guerra mundial nuclear”.


Guennadi Gudkov, deputado do partido Rússia Unida, dirigido por Vladimir Putin, afirma que não apoia muito do que Gaidar realizou, mas reconhece que “ele não foi um político corrupto no sebtido actual da palavra”.


Os dirigentes do Partido Comunista da Federação da Rússia não lhe perdoam o facto de ele ter destruído o “modelo económico socialista”, acusando-o de ter lançado para a miséria milhares de famílias russas.


21 comentários:

MSantos disse...

Creio sinceramente que Gaidar acreditava no que defendeu e implementou à semelhança de muitos economistas bem intencionados e que defendiam este modelo.

No entanto face às expriências passadas, a maioria de todos eles abandonou discretamente a "Escola de Chicago".

Com o tempo só veio revelar que consiste na obtenção do domínio das grandes corporações e interesses económicos e um meio de abafar quem lhes quiser fazer frente, além de depletar as classes médias, aumentando exponencialmente os novos pobres e também aumentando exponencialmente o lucro de poucos ( a tal abundância de riqueza e prosperidade nunca antes vistas que alegam os defensores deste modelo ).

Desgraçadamente os seus defensores (mal intencionados) continuam de pedra e cal à espera de levarem estas políticas ao extremo que conduzirão socieadedes inteiras ao colapso.

Cumpts
Manuel Santos

Slot disse...

Um dos homens que jogaram a Rússia em desgraças económicas nos anos 90. De homens assim a Rússia precisa de distancias. Morreu o insignificante Gaidar, exactamente no ano em que morreu o neoliberalismo.

Gilberto Mucio disse...

Um agente da burguesia internacional. Um pilhador, enfim...

RIP

Jest nas Wielu disse...

Morreu Yegor Gaydar

As pessoas se recordam da terapia de choque, mas “esquecem” das prateleiras vazias das lojas soviéticas / russas que Yegor Gaidar ajudou a preencher com os produtos mais variados.

Além disso, não queria deixar passar uma coisa. Os estrangeiros que aqui criticam Gaydar adoravam a viver na URSS, tendo acesso privilegiado aos bens de consumo, que nós, os cidadãos da grande zona (URSS) não tínhamos. Pois isso conferia os ares de superioridade aos tais defensores do “socialismo científico”. Possuindo legalmente as divisas (que o cidadão soviético na prática era proibido de ter, pois qualquer troca de divisas fora dos bancos estatais era um crime punido pela lei), estes estrangeiros podiam comprar os bens ocidentais nas lojas que vendiam apenas em divisas, “Beriozka”(Moscovo), “Kashtan” (Kyiv), etc.

O resto de nós, deveríamos contentar-se com as bichas enormíssimas, para poder comprar os produtos de consumo, produzidos nos países socialistas mais evoluídos do que a URSS, do tipo Checoslováquia, Hungria ou Jugoslávia.

Agora, eles vêm aqui e têm um discurso abusivo em declarar a sua nostalgia dos tempos soviéticos. É claro, que vocês sentem a nostalgia, quando a grande maioria dos soviéticos eram miseráveis (mesmo comparando com o Portugal), vocês se sentiam grandes lordes “ocidentais”, agora, quando as pessoas na Rússia, graças, às reformas liberais têm as mesmas possibilidades que os demais europeus, vocês se sentem diminutos.

Vão mas é viver na Coreia de Norte!

p.s.
http://svpressa.ru/politic/article/18484/ (em russo)
http://windowoneurasia.blogspot.com (em inglês)

Anónimo disse...

Foi a terapia de choque que desindustrializou a Rússia e a transformou num país importador de quase tudo. Eis aí o que torna a Rússia de hoje num país vulnerável em crises!

Para o Jest, ser contra o neoliberalismo é ser amante da velha Urss! (risos) Mas para ele está bom, pois da Ucrânia pobre e decadente já não sobram nada literalmente.

Hoje a Rússia está para algo parecido com uma Arabia Saudita muito bem armada e com poder espacial... De resto os neoliberais como o Gaidar a transformaram num país industrialmente mais atrasado que Polónia ou Turquia, além da catastrofe económica dos anos 90, sendo a pior crise que uma nação esteve a viver.

Anónimo disse...

Que história é essa de não se confirmar a trombose? Que consta da certidão de óbito?

Ítalo Tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ítalo Tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António Campos disse...

É extremamente infeliz que a memória de um homem que assumiu sobre os seus ombros a tarefa de reconstruir um sistema económico caótico e em pedaços seja achincalhada desta forma com base em simples ignorância, ou pior ainda, preguiça em tentar perceber pelo menos um bocadinho do que realmente se passou na altura. Os que por aí andam a cacarejar os habituais clichés das multinacionais, neoliberalismos e escolas de Chicago deveriam abster-se de não tecer comentários sobre temas de que não sabem patavina, sob pena de caírem no ridículo, vez atrás de vez. Mas na realidade, começo a ser forçado a admitir que é uma perda de tempo mencionar esta triste realidade.

A política reformista da era Gorbachov tinha dado o golpe da misericórdia no que restava da decrépita economia soviética, durante a maior rebaldaria económica de que há memória na história contemporânea. A liberalização de preços proposta por Gaidar estava essencialmente correcta, uma vez que, estando o tecido produtivo do país praticamente paralisado, seria necessário que fosse o próprio mercado (as pessoas) a suprir as necessidades básicas da população. Esse mercado apareceu e a fome certa foi evitada.

Gaidar foi o bode expiatório para os problemas que a perpetuação do poder nas mãos dos ex-apparatchiks soviéticos e dos directores vermelhos causou. Toda a gente com dois dedos de testa sabe que os mercados não podem funcionar se não existe lei nem forma de a fazer cumprir. Num sistema mais semelhante ao oeste selvagem americano do que a um país europeu, em que ninguém se preocupou em introduzir reformas legislativas, transparência, independência do poder judicial e uma polícia que cumpre as suas funções, os mais fortes não compram: ROUBAM.

Atribuir os resultados da negligência caótica e criminosa dos sucessivos governos de Yeltsin a Gaidar, além de revelar ignorância crassa, é profundamente injusto.

As pessoas têm igualmente a tendência de esquecer que as reformas de Gaidar foram torpedeadas pelo seu sucessor, Chernomyrdin, cuja intenção era matar o processo. Também se esquecem que Gaidar não tinha qualquer poder sobre o banco central, que achava que a resposta ao crescente déficit orçamental, causado pelo total caos administrativo do governo central, era pura e simplesmente imprimir dinheiro como se não houvesse amanhã.

Nas condições em que trabalhou e no período em que o deixaram trabalhar, Gaidar teve um sucesso notável e merece todo o nosso respeito. Muito poucos conseguiriam melhor.

Tal como muitos reformistas na história da Rússia, Gaidar foi impedido de levar os seus planos até ao fim pelo que nós, os portugueses, costumamos designar por “forças de bloqueio”. No seu caso, os apparatchiks que nunca sobreviveriam caso as suas reformas tivessem oportunidade de vingar. E que foi, aliás, quem ganhou com a sua neutralização.

Tivesse Gaidar oportunidade e condições de implementar os seus planos, e se existissem mais pessoas como ele na Rússia actual, o país seria hoje um lugar muito diferente. E certamente haveria neste blogue muito mais oportunidades de debater artes e letras, em vez de divagar até à náusea sobre o futuro de um país moribundo.

António Campos

MSantos disse...

Já estava a ficar preocupado, António Campos.

Tava a ver que não!

"Toda a gente com dois dedos de testa sabe que os mercados não podem funcionar se não existe lei nem forma de a fazer cumprir. Num sistema mais semelhante ao oeste preocupou em introduzir reformas legislativas, transparência, independência do poder judicial e uma polícia que cumpre as suas selvagem americano do que a um país europeu, em que ninguém se funções, os mais fortes não compram: ROUBAM. "

100% de acordo mas agora há uma frase sua que me desconcerta completamente:

"Atribuir os resultados da negligência caótica e criminosa dos sucessivos governos de Yeltsin a Gaidar, além de revelar ignorância crassa, é profundamente injusto. "

Estando Ieltsin e Gaidar acabadinhos de chegar ao poder e totalmente endeusados por terem "acabado de derrubar" o jugo comunista logo em pleno estado de graça, logo tendo o aval da população para o que entendessem fazer, porque não legislaram em conformidade primeiro e não aplicaram a economia de mercado a seguir?

Eu respondo-lhe: exactamente porque isso contrariava a sua política de choque e extremo liberalismo tal como é muito engraçado ver hoje os defensores do extremismo liberal virem berrar aos quatro ventos que a culpa da crise é de os reguladores terem falhado quando todos nós sabemos que se isso tivesse acontecido em pleno apogeu neo-liberal teria caído o carmo e a trindade porque estava a haver intervenção na economia, não deixavam os mercados funcionar e estavam a manietar esses agentes económicos altamente dignos de confiança que levam a economia para a frente e que são os banqueiros, financeiros e especuladores.

Ou seja, esse vosso raciocínio não é nada mais do que a fuga para a frente para não se confrontarem com o que ainda defendiam há um ano atrás e que hoje face aos resultados que estamos todos a sofrer, não têm coragem de assumir.

E como muito bem você já disse, não percebo nada de economia mas o que aqui tenho exposto não é mais do que o que tenho lido e me informado sobre os pontos de vista e reputada opinião de alguns excelentes economistas que defendem que é necessário abandonar o actual modelo neo-liberal e defenir um novo funcionamento do sistema económico tal e qual Roosevelt fez culminar no "New Deal". Entre eles, dois notáveis, Samuelson, muito recentemente falecido e o prémio Nobel da economia 2008, Paul Krugman (aconcelho-o a ler "A consciência de um liberal").

Talvez eles também quando teçam comentários ou escrevem livros também caiam no ridículo.

Cumpts
Manuel Santos

Pedro Jorge disse...

Os desacertos aplicados aqui contra o liberalismo - é muito difícil um esquerdalha entender o que é isso - devem-se à absoluta ignorância. Temos isso no Brasil quando a gentinha elogia a economia de Lula e defenestra FHC.

" Se o cara é petista boa coisa não é; ou é ruim da cabeça, ou é doente do pé."É raça absolutamente inferior no juízo intelectual.

Pedro Jorge disse...

Depois da privatização da telefonia pública perpetrada por Fernando Henrique, o número de terminais telefônicos, celulares ou fixos, passaram de 28 milhões em 1999 para 80 milhões. Melhorando o resultado do grande brasileiro no setor: em 1995 eram 14 milhões de terminais. Penso que nunca houve uma revolução na oferta de serviços do modo tal, na história econômica.Aceito qualquer informação no caso.
É isso. Muitos que possuem um celular pendurado na cintura Brasil afora, só os têm por causa dessa reforma. No entanto falam mal às bicas dessa privatização e do gestor. Mas são velozes em elogiar Lula, que não fez absolutamente nada de novo para melhorar o complexo social em seu medíocre governo.

António Campos disse...

Caro Manuel Santos,

Se tivesse lido o meu post com um pouco mais de atenção, teria imediatamente a resposta à sua pergunta e não teria que atirar com mais umas quantas das suas tolices. O país estava à beira do colapso e não havia alternativa a uma rápida liberalização de preços e eliminação das tarifas alfandegárias para pôr COMIDA na boca das pessoas. Vou citar um excerto de um artigo de Evgeny Kiselyov, que o explica melhor que ninguém:

“Quando Gaidar estava a tentar reformar a economia, o país não estava a conseguir pagar a dívida externa. Por seu lado, o estrangeiro, receoso da bancarrota, cortou o crédito. Em vez disso, a única coisa que estava a ser enviada pelo estrangeiro era ajuda humanitária, tal como se a Rússia fosse um qualquer país africano a morrer à fome. As reuniões do conselho de ministros eram dominadas por discussões desesperadas sobre como salvar o país da fome. É difícil para os jovens moscovitas, que só conhecem a capital na sua forma de cidade moderna e rica, imaginar que Moscovo foi em tempos uma cidade invadida pela pobreza. Quando Gaidar ficou com a pasta da economia, a população estava a revirar caixotes do lixo à procura de alimentos básicos, enquanto as prateleiras das mercearias e dos mercados estavam virtualmente vazias. A coisa mais valiosa que se poderia trazer de uma viagem de trabalho ao estrangeiro era comida: um pedaço de queijo, óleo alimentar, salsichas ou alguma fruta ou legumes. Esta era a Rússia moribunda que Gaidar herdou quando se propôs reformar a economia em colapso.”

A medida resultou: após anos de faltas crónicas de produtos básicos, e apenas duas semanas depois da liberalização de preços, começou a aparecer comida nas prateleiras, tendo-se evitado uma crise ainda mais desastrosa ou mesmo, muitos dizem, uma guerra civil.

O que matou politicamente Gaidar foi a sua tentativa (correcta) de estancar a hemorragia causada pelas grandes e decrépitas corporações do complexo militar-industrial soviético, que produziam coisas obsoletas e inúteis que ninguém queria comprar, sugando biliões do orçamento de estado.

Atendendo a que o déficit orçamental russo na altura era superior a 20%, não havia alternativa. Mas essa alternativa não convinha a muita gente.

A sua tirada do “aval da população” é muito engraçada. Como se muita coisa naquele país tivesse sido feita por pressão ou “aval” do povo. Assim que Gaidar começou a mexer nos interesses estabelecidos, foi imediatamente afastado. Na realidade, só a população o poderia ter salvo politicamente, se grande parte dela tivesse entendido o que se estava a passar. Mas não entenderam, nem interessava que entendessem, e Gaidar foi o bode expiatório perfeito para as consequências da pilhagem que se seguiu.

António Campos

Sérgio disse...

Meus amigos:
não merece a pena discutir qualquer assunto com os esquerdalhas.Eles não entendem!é como falar para uma parede.
Sinceramente faz-me impressão esses esquerdalhas criticarem o liberalismo e ao mesmo tempo usufruirem das maravilhas desse mesmo liberalismo!
Eu,aqui em Portugal defendo a liberalização total da economia:privatizar tudo mas mesmo tudo,CGD,RTP,Segurança Social,Escolas,Hospitais,tudo.

Pedro Jorge disse...

Certamente Samuelson, ou outro medalhão qualquer, invoca o Estado como regulamentador e provedor em caso de crise, e não como empresário. Nada mais normal que seja do jeito num país como o Brasil que saqueia 50% da renda nacional em nome de uma ação de estado, mas que é incapaz de fornecer serviços adequados elementares como segurança e educação. Quando esse estado socorre o setor privado com financiamentos ou intrumentos extras que garantem sua atividade produtiva, guarda também sua renda advinda dos tributos consequentes; e socorre com riqueza gerada pelo setor privado

Se o modelo de gestão estatal na oferta de bens e serviços fosse o correto, a União Soviética não teria quebrado.

Krushev teria dito que o "socialismo teria que dar uma qualidade de vida ao cidadão superior ao ofertado pelo modelo capitalista ocidental de produção".

Decerto o esquerdalha empedernido, e que está assentado em algum aparelho que gera renda aos bolsos em nome da ideologia barata, deve considerar Krushev, bem como Gaidar, agentes da CIA; o chefe de todos na traição é o Gorbatchev e Deng Xiao Ping é o precursor da contra revolução.

É ou não é?

Pedro Jorge disse...

"Se empresa estatal fosse o modelo ideal de gestão dos meios de produção, a União Soviética não teria se esfarelado. Não deve ser atoa que os EUA, maior modelo liberal nos negócios , embora haja intervenção do estado quando necessário, seja o maior colosso econômico de todos os tempos. Dizem que na sua gênese, no século XIX, a ação econômica era por conta e risco do indivíduo, como nunca houvera e como nunca haverá. Desse modo o indivíduo econômico gerou o estado regulamentador, intervencionista, que viria depois ( mas bem longe do nosso intervencionismo, bem entendido). Alan Greenspan aborda isso em seu Era da Turbulência com distinção.

Nesse modelo de globalização que vivemos, favorecido por um conjunto de avanços tecnocientifícos diferenciados, a ação política nacional correta pode fazer um conjunto social melhorar em muito sua qualidade de vida. Mas um tipo Chávez quer fazer tudo ao contrário. Se o preço do petróleo tivesse caído mais ainda, ou não tivesse subido tanto depois de 2002 até a crise de 2008, o povo da Venezuela estaria vendo a coisa complicada.

Embora estejamos vendo um revisionismo nos conceitos de estado mínimo - esses dias Armínio Fraga, para mim, sapecou um pedaço de seu currículo, defendendo um estado maior; a verdade é que não houve tempo no artigo para que ele explicasse melhor a coisa, mas ficou a impressão de reação. -, sou adepto da negação ao máximo do estado no mundo dos negócios. Roberto Campos, citando não sei quem, dizia que o melhor funcionário público do mundo é o britânico; mas a Thatcher, desprezando esse fundamento para funcionamento de qualquer instituição, privatizou com tudo, começando pela setor de petróleo. Como alongar estatismo no Brasil com a qualidade pessoal que temos? Hoje Edison Lobão é um dos chefes da Petrobras; é possivel confiar nele? Sindicalistas, a escória do sistema produtivo de qualquer lugar, se assentam em poderosos instrumentos econômicos estatais; é possível ter fé nisso?

Não há nada mais importante para nossa nação do que um sistema de educação pública capaz de redimir o indivíduo brasileiro de sua herança de ignorância e pobreza. O estado brasileiro arrecada R$ 1.300 trihões por ano! Mas não dá conta de montar um modelo educacional capaz! Podemos dizer que 90% de nossa educação básica está nas mãos do estado; mas se não pagarmos escola particular para nossos filhos, vamos correr riscos de termos analfabetos em casa. Nem uma vez vemos a esquerdalha reclamar dessa privatização. Ela vitupera é no caso de um BB, da Petrobras, e embora o PT tenha feito a primeira privatização da telefonia pública na década de 90, com o Palloci na telefonia de Ribeirão, vituperou bastante no caso Telebrás. Pois não não pensam
o Brasil, e sim em si mesmos , no empreguismo classe média eivado de cheiro ideológico para defender os bolsos. Nessa carona estão os políticos que nomeiam funcionários ou tem poder nessas bandas: Lobão, Sarney, Arruda, J. Dirceu, Malufs, etc., não largam a carniça de jeito nenhum. No poder logo depois da eleição preparam a tomada das estatais afins, para esfolar os cidadãos em benefícios de seus projetos pessoais.

"SE ESTATAL FUNCIONASSE BEM, A UNIÃO SOVIÉTICA ESTARIA FIRME E FORTE ATÉ HOJE." "

Gilberto Mucio disse...

""Obrigado por tirar minhas dúvidas Múcio.


Quem te indicou para a bolsa de estudos?


Foi o PT ou foi o PC do B?""

Você já foi melhor que isso, Ítalo. Seu nível está caindo ainda mais.

Jest nas Wielu disse...

Bom, não vale a pena comentar nada, mais de um ano comentar a mesma coisa, já me cansa, francamente, apenas uma nota, em 4 horas, quanto durou a despedida oficial do Yegor T. Gaidar, cerca de 10.000 homens e mulheres prestaram lhe a última homenagem.
http://drugoi.livejournal.com/3123380.html

Ítalo Tavares disse...

Assino em baixo, Antônio Campos.


Pedro Jorge, tb meus parabéns pelo iluminado comentário.

É exatamente isso o que penso.

Pedro Jorge disse...

Ítalo, o Antônio Campos foi bom prá valer!

Um dos meus heróis, é Campos, mas Roberto, o grande brasileiro.

"O PT todinho não vale o pé do Roberto Campos!" De verdade!

Anónimo disse...

Parabéns Sr Campos

Só conseguiu obter o apoio dos radicais deste blogue que se calhar são um só