sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Victor Ianukovitch começa com erro de "bradar aos céus"


Ontem, Victor Ianukovitch tomou posse no cargo de Presidente da Ucrânia. A cerimónia ficou marcada por alguns casos curiosos, mas o primeiro grande erro dele foi cometido alguns minutos antes da cerimónia.
Antes de se dirigir para o edifício da Rada Suprema (Parlamento) da Ucrânia, Ianukovitch foi receber a benção de Kirill I, Patriarca de Moscovo e de Toda a Rússia, que é, simultaneamente, chefe espiritual da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, ou mais precisamente, de uma das igrejas ortodoxas da Ucrânia.
Neste país, além dessa igreja, existem a Igreja Ortodoxa Autocéfala da Ucrânia, a Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev (cisão da IORussa), a Igreja Greco-Católica (Uniata) - ortodoxos que reconhecem a supremacia do Papa Católico de Roma -, e a Igreja Católica propriamente dita. Existem também numerosas comunidades hebraicas e islâmicas.
Num país tão multi-religioso e onde a Igreja e o Estado estão separados pela Constituição, essa acção de Ianukovitch é, no mínimo, pouco pensada.
Se Ianukovitch for supersticioso, então pode não esquecer o momento em que ia apanhando com um porta na cabeça quando ía a entrar no edifício do Parlamento ucraniano. Falta de coordenação entre o protocolo e o novo Presidente. Outra falha teve lugar no banquete depois da tomada de posse. O protocolo distribuiu cálices com champanhe a todos os convidados para fazerem um brinde com o Presidente, mas esqueceram-se de dar um cálice a Ianukovitch.
Por outro lado, viu-se em Ianukovitch um esforço grande para discursar em ucraniano, língua que ele teve vindo a aprender com algum precalço. Por exemplo, durante a campanha eleitoral em Lvov, disse aos discursar perante os seus apoiantes que estava a falar pelo "melhor genocídio da nação ucraniana", embora em vez de genocídio quisesse dizer "genofondo" (fundo genético). 
Esperemos que ele se rodeie de uma forte equipa para resolver os difíceis problemas dos países.
O Kremlin, esquecendo-se rapidamente dos erros passados, não se limita a dar conselhos, mas até já dá ordens. O Presidente Dmitri Medvedev ordenou a realização de uma parada militar na cidade de Sebastopol, em cujo porto está instalada a base naval militar russa no Mar Negro. Pelo menos devia ter pedido autorização, pois a Crimeia continua a ser parte integrante do país.
Um conhecido deputado russo, Serguei Markov, tem andado muito activo por Kiev e não pára de dar recomendações de como Ianukovitch deve fazer ou não fazer. Isto vai desde a economia até à história da Ucrânia. Um politólogo ucraniano já lhe recomendou a deixar os assuntos internos aos ucranianos.
Face ao que foi dito, parece-me que Ianukovitch se vai transformar num Alexandre Lukachenko número II, ou seja, tenta tirar o máximo possível das contradições entre a Rússia e a União Europeia. O Presidente da Bielorrússia já deixou de ser para Bruxelas "o último ditador da Europa" e talvez Bruxelas se esqueça da biografia do novo dirigente ucraniano caso ele realize uma política internacional equilibrada.
No fim de contas, Bruxelas tem uma boa razão para isso. Se Ianukovitch abrir o seu mercado prioritariamente ao capital russo, os oligarcas que financiaram a sua campanha transformam-se em pequenos e médios empresários. Mas, cmo diz o ditado, mais vale ser o primeiro na aldeia do que o último na cidade.  

30 comentários:

PortugueseMan disse...

O Presidente da Bielorrússia já deixou de ser para Bruxelas "o último ditador da Europa" e talvez Bruxelas se esqueça da biografia do novo dirigente ucraniano caso ele realize uma política internacional equilibrada.

Pensava que Bruxelas não se podia esquecer é que ele foi eleito democráticamente meu caro...

O que Bruxelas quer mesmo esquecer é o Yushchenko, que mostrou claramente que a Europa não pode estar tão dependente de um país trânsito.

Caro, muito caro foi o que Yushchenko, custou à Europa.

E Bruxelas não quer mais do mesmo. Pelo menos até ter alternativas...

Anónimo disse...

É! Este presidente tem o péssimo defeito de não ser amiguinho dos USA.

ALONE HUNTER disse...

Caro José Milhares...

...O Presidente Dmitri Medvedev ordenou a realização de uma parada militar na cidade de Sebastopol, em cujo porto está instalada a base naval militar russa no Mar Negro. Pelo menos devia ter pedido autorização, pois a Crimeia continua a ser parte integrante do país.

Veremos sr. José... Veremos se a Criméia é ou fará parte do território ucraniano!!!

Se esqueceu o que houve em agosto de 2008??? Bem, segundo o website en.wikipedia.org, 58% da população da Criméia é de etnia russa, falam, comem, estudam Rússia, bem dentro do território ucraniano!!!

Os costumes, os valores, a tradição que lá impera é russa. Faça um referendo... Sob qual país a Península de Criméia gostaria de estar subordinada e integrada? Qual país faz mais parte da vida cotidiana de seus habitantes? Ucrania o Rússia?

Que a Ucrania ouse em agredir os costumes e tradições da etnia russa na Criméa... Irá sentir a patada do URSO, e daí não terá mais como voltar atrás!!!

Não se esqueçam da nova doutrina militar russa, assinada por Medvedev e diz que " A Rússia irá defender, não importa onde, a sua população, dentro e fora do território russo".

Lembrem-se de agosto de 2008....

Camilo disse...

Avante Rússia!!!

Jest nas Wielu disse...

se fosse apenas confundir Ahmatova com AhmEtova...

Uma das primeiras medidas desta criatura sinistra, desculpem, mas hoje não encontro nenhuma outra palavra mais simpática para Yanukovich, foi a retirada clandestina da página oficial do Presidente da Ucrânia do capítulo dedicado à memória das vítimas do Holodomor na Ucrânia (http://www.president.gov.ua/content/golodomor_75.html).

Se tem algo a dizer a esta criatura sem raízes nem memória, poderá usar os seguintes endereços:

Administração do Presidente da Ucrânia, 01220, Kyiv, rua Bankova, № 11

ou então deixe a sua opinião on-line na página do Yanukovich na Internet: http://yanukovych.com.ua/makepost.html

E por fim, a última anedota triste, Yanukovich discursa sobre os seus gostos “literários”: - “Gosto muito de Gogol, é o meu motor de busca preferido...”

p.s.
Os russofilicos não devem esquecer, que se a Rússia vai avante, não vai parar tão cedo…

MSantos disse...

"O que Bruxelas quer mesmo esquecer é o Yushchenko, que mostrou claramente que a Europa não pode estar tão dependente de um país trânsito."

Não creio, meu caro.

Iushenko faz parte do mesmo establishment que está presente em Bruxelas e tal como Iushenko não teve qualquer pudor em comprometer o futuro do seu país só para adrir a uma aliança militar e servir interesses externos também os burocratas de Bruxelas estão a servir esses mesmos interesses e para isso a delapidar os contribuintes europeus.

Se me disser que há políticos em países como a Alemanha ou a França que põem os interesses desses seus países à frente de Bruxelas e da aliança atlântica e como tal não querem suportar Iushenko, aí já concordo.

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

A Ucrânia está condenada a ser provincia da Rússia, lamentável...

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

...Se me disser que há políticos em países como a Alemanha ou a França que põem os interesses desses seus países à frente de Bruxelas e da aliança atlântica e como tal não querem suportar Iushenko, aí já concordo.


Não concordo.

Bruxelas, são várias facções como numa democracia, a faccção que defendeu aquele caminho, bateu numa parede.

Depois de se perceber que com o que fizeram colocaram em perigo toda a UE, quem defende esse caminho perdeu força.

Isso não impediu que outros que não concordaram esse caminho, seguissem outras vias.

Mas são todos faces da UE e esta está em definição/crescimento.

Anónimo disse...

Sou português de Portugal aqui mesmo junto à capital, Lisboa, a sul do Tejo, e aposto que como falam e mitigam a miséria de governantes fantoches, são capazes também de virar a mixórdia da história da democracia ocidental.

Suponho que o vosso acordo com os USA/NATO confirma a invasão/ocupação do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão e agora o Iemen.

Também não nos devemos esquecer de tantas ocupações, violações de outros países e regiões.

Será que alguém confunde a Crimeia com alguma barbaridade tipo invasão da Yugoslávia?

Há quantas décadas os USA atacam por tudo quanto é lado sem querer saber da ONU para nada?

O Presidente da Rússia terá todo o direito de defender o território Russo tal qual o dos USA!

E depois sr José Milhazes se calhar é agradável para alguns verem portugueses a serem humilhados como escravos em Espanha, Holanda, Irlanda e Belgica e quiçá noutros países de democracia tipo ocidental,tão tolerada por vós.

É melhor que sejamos imparciais nestas disputas fora de portas. Quando não quaquer dia vamos fazer guerra à Espanha por nos "roubar" Olivença.
Com todo o respeito
De "O Catraio"

Cristina disse...

Pela primeira vez, não vou concordar com o JM, mas espero que ele não me leve a mal.

A Ucrânia está politica e culturalmente dividida ao meio, isto é um dos poucos factos que todos reconhecem.
Mas, qual foi a razão que levou a tal polarização? Sabemos que a Ucrânia no passado ou fez parte da Rússia, ou da Polónia (as regiões leste e sul são de população maioritariamente de expressão e etnia russa; as regiões ocidentais fizeram parte da Polónia, sendo política e culturalmente mais europeias). Mais do que isso, a Ucrânia é o berço da nação russa (Kiev), a sua matriz cultural, foi em Kiev que a Rússia se converteu ao Cristianismo. Psicologicamente, é muito difícil para um russo “perder” a Ucrânia, porque isso equivale a perder uma parte de si próprio.
Foi ingénuo da parte dos políticos “laranja” pensar que poderiam “libertar-se” da influência política russa, quando economicamente dependiam (e dependem) de Moscovo. Melhor seria se tivessem mantido uma política de equidistância em relação ao seu poderoso vizinho oriental, tendo em conta que metade da população apoia a Rússia, sem contar com os quatro milhões de emigrantes ucranianos que vivem e trabalham na Rússia.
Acho que Revolução Laranja teria tido mais sucesso se não tentasse criar uma mono-nação ucraniana, substituindo a “mitologia” soviética por outra mitologia nacionalista, impondo através de leis e decretos uma única língua oficial (o ucraniano) quando sabia que metade da população tinha o russo como língua materna.
O factor da língua é fulcral. A decisão de acabar com o ensino nas escolas em russo não foi a mais acertada. Uma grande parte da população deseja que os seus filhos aprendam na língua materna e esse é um direito perfeitamente justo de todas as pessoas. Se o biliguismo (que é de facto utilizado no dia-a-dia, inclusive na televisão, onde as pessoas passam com facilidade de uma língua para outra) tivesse sido oficialmente conservado, ter-se-iam evitado muitos conflitos…
A Ucrânia, ao contrário do que afirmaram os partidários de Yuchenko, nunca terá uma única língua, uma única religião e uma única cultura. No país, haverá sempre a tradição russa (oriental) e a tradição ocidental. Foi isso que os políticos ucranianos nos últimos cinco anos não tiveram em conta ao tentarem criar um “homem ucraniano”, impondo por todos os meios esta ideia à outra metade da população. Esta, naturalmente resistiu.
Como disse um jornalista ucraniano,”os patriotas ucranianos orgulham-se de, ao longo de 300 anos, os seus antepassados não terem sido russificados, mas quiseram em poucos anos ucrainizar os habitantes do Leste e do Sul”.
Para terminar, direi que, de facto, os partidários da Revolução Laranja foram pouco tolerantes em relação aos habitantes do Leste e da Crimeia, mas Yanukovich não deve cometer os mesmos erros em relação aos seus oponentes, ou seja, àqueles muitos milhões de pessoas que não votaram em si.
Cristina Mestre

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, no fundamental, estou de acordo contigo. Eu nunca defendi que a Ucrânia se transformasse num país com uma língua, uma cultura e uma religião. Neste campo, Iuschenko partiu muita loiça, mas não tentou impôr uma religião única. Sendo ele membro da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, reconheceu a diversidade.
Eu defendi e defendo que o Presidente deste país se deve tornar Presidente de todos os ucranianos. Pois não foi só a influência russa e polaca, mas também austro-húngara e tártara. No caso da Crimeia, é de recordar que se trata de um território conquistado pela Rússias em meados do século XVIII e onde vive um povo autóctone: os tártaros da Crimeia. Porque será que, na Rússia, por exemplo, se esquecem frequentemente desse povo, vítima das deportações estalinistas?

Cristina disse...

JM
O Iuchenko é fiel da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo?
Não será da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev (Patriarca Filalet)?
Ou estarei enganada?

Cristina disse...

JM
O Iuchenko é fiel da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo?
Não será da Igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev (Patriarca Filalet)?
Ou estarei enganada?

daniel tecelao disse...

A pata social fascista da russia continua a esmagar a ucrania

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, embora ele não esconda que seja pela união de todas as igrejas ortodoxas, ele é fiel da Igreja Ortodoxa Ucrâniana do Patriarcado de Moscovo.

Camilo disse...

Jest, você já regulamentou sua situação na Ucrânia, ou ainda vive clandestino num gueto de Kiev?

Jest nas Wielu disse...

Algumas considerações sobre a escrita da Cristina Mestre.

1. Ucrânia no passado fazia a parte da República das Duas Nações (Comunidade Polaco – Lituana), do Império Austro – Húngaro e do Império Russo.
2. Absolutamente incorrecto afirmar, que Rus’ de Kyiv é o “berço da nação russa”, pois a Moscóvia só fez o “rebranding” para se tornar a Rússia no reino do Pedro I. Além disso, pode-se concordar que Rus’ de Kyiv é por igual o berço de Belarus, Rússia e Ucrânia. Não seja admissível o desejo russo de “privatizar” o passado comum.
3. Psicologicamente, um português colonialista sofre com a perda da Luanda e do Lourenço Marques, mas acredito que neste caso Cristina Mestre não pretende justificar o sangrento passado colonial que Portugal teve em África.
4. Os países dos PALOP se libertaram da influência da política portuguesa, mesmo quando economicamente dependiam da antiga metrópole (casos da Guine Bissau, Cabo Verde, São Tome, Timor, Moçambique).
5. Não sei se alguma vez Cristina Meste visitou a Ucrânia, senão poderia ver a situação linguística do nosso país. Desde o século XIX, a língua ucraniana foi perseguida e proibida pela monarquia russa. Após um curto período de “ucrainização” na Ucrânia soviética dos anos 1922 – 1929, a língua ucraniana não era particularmente bem vista pelo governo da URSS. Maioria dos jornais, revistas, as TV, páginas WEB na Ucrânia são editadas em russo (muitas das vezes com apoio financeiro da Rússia). Única lingua que está em perigo na Ucrânia é a língua ucraniana, não o russo (no ano passado assim afirmou Rinat Ahmetov e obviamente concordo com ele).
6. Gostaria ver algumas provas documentais das duas afirmações suas: a) A Ucrânia, ao contrário do que afirmaram os partidários de Yuchenko, nunca terá uma única língua, uma única religião e uma única cultura (quem disse isso? Quando? Onde? Em que contesto? B) os partidários da Revolução Laranja foram pouco tolerantes em relação aos habitantes do Leste e da Crimeia (como isso se manifestou? Poderá dar alguns exemplos CONCRETOS desta “pouca tolerância”?

2 Camilo 18:23
Nem sei como a sua notável intelegência, digamos, lusófona não lhe permitiu reparar, que não vivo em Kyiv, mas em Moçambique.

Maquiavel disse...

O erro de palmatória é um elemento do poder temporal ir prestar vassalagem a um elemento do poder espiritual.

No mundo civilizado a separaçäo do Estado e da Igreja começou em 1789.

Quanto ao destino das 1.as visitas, o homem seria sempre preso por ter cäo e näo o ter. Logo, isso é indiferente. O Valdemiro Pudim ou o Demétrio Ursinho näo foram? Teriam outros afazeres, que a Rússia é grande e tem problemas que cheguem...D

Cristina disse...

Sr.Maquiavel
Você não conhece a realidade eslava!
A Igreja nestes países não é a mesma coisa que nos países ocidentais. Ela é parte da cultura e da vida das pessoas, para além de estar profundamente integrada no Estado (no caso da Rússia). Diga-se de passagem que o Estado também utiliza a Igreja para atingir determinados objectivos, pois sabe que o povo segue a opinião dos dirigentes da Igreja.

Viktoriya disse...

Caro autor, não gostei nada do artigo. Deixa uma sensação muito negativa. Parece que você esta falar das coisas que não percebe nada. Mas isso é natural, as nossas almas tão difícil perceber. Única coisa que digo - vejo o futuro da Ucrânia ao lado dos irmãos russos e bielorrussos. Tem mais perspectivas para desenvolvimento. Claro que alguém pode não gostar esta união.

Elena disse...

Exmos. Srs. JM e JnW,

Não quero parecer má.. mas devo dizer 2 coisas:

1. JM - faz algumas afirmações (como bem reparou a Cristina)sem qq noção do que está a falar.. como por exemplo Yuschenko e igreja ortodoxa (obviamente ele é adepto de igreja Ortodoxa do Patriarcado de Kiev)..
Já agora permite me dizer que 85% da população da Ucrânia são ortodoxos que reconhecem só Igreja russa do Patriarcado do Moscovo..

2. JnW - não sei qual é a origem do autor.. mas na minha opinião, claramente não faz parte do grupo dos "russofilos".. Parece uma visão muito limitada, que se resume a "Russia é um monstro"..
Acredite que pelo menos desde há 30 anos (altura quando nasci, estudei na escola e tirei o curso), a lingua ucrâniana NUNCA foi prejudicada.. e eu estou a falar da Ucrânia oriental, onde 80% das pessoas falam russo. Tivemos aulas 4 horas semanais de lingua ucraniana e 4 horas semanais de lingua russa e assim foi em todas as republicas (cada uma tinha a lingua propria)- o meu pai era militar e nos vivemos em 3 republicas diferentes..
Para terminar, posso vos dizer, que eu gosto muito da historia, mas sem ter a certeza das coisas, não falo.. para não fazer uma figura triste...
Obrigada.

Jose Milhazes disse...

Exma Sra. Elena, está muito enganada. O Sr. Iuschenko nunca encobriu ser fiel da Igreja Ortodoxa Ucraniana pró-Patriarcado de Moscovo. O problema é que ele defendia a união das várias igrejas ortodoxas ucranianas numa só. Informe-se melhor.

Elena disse...

Para JM:

Parece ridiculo.. no ano passado o ex-Presidente Yuschenko causou varios escandalos relacionados com a igreja.. um dos quais foi convidar o Patriarca Grego para declarar a independência da Igreja Ortdoxa Ucrâniana do Patriarcado do Moscovo na altura da visita do novo Patriarca Russo Kirill (e foi uma situação muito vergonhosa para Yuschenko pq em vez de o apoiar, o Patriarca Grego em publico declarou que considera isto um assunto interno de Patriarcado moscovita e não ia se intermeter no assunto..).
Depois o Exmo. JM refere que Yuschenko "defendia a união das várias igrejas ortodoxas ucranianas numa só" ... desculpe, mas das quais igrejas está a falar??? Oficialmente reconhecidas só existem duas: Ortodoxa de P. Russo e Ortodoxa de P. de Kiev..
Mais uma vez desculpe, mas tenho que lhe devolver o convite de "informa-se melhor..".
Obrigada.

Jose Milhazes disse...

Prezada Elena, se se considerar a Igreja Greco-Católica Ortodoxa, então na Ucrânia há quatro igrejas orotodoxas oficialmente reconhecidas. Além das duas citadas por si e uma citada aqui por mim, vou esqueceu-se da Igreja Ortodoxa Ucraniana Autocéfala.
Iuschenko não convidou o Patriarca Grego, mas Bizantino que, canonicamente, é o primeiro entre iguais na hierarquia das igrejas ortodoxas existentes no mundo. Neste caso, o Patriarca Bartolomeu.
Iuschenko falou da união das igrejas ortodoxas ucranianas numa só.

Anónimo disse...

Na Europa já muitos anos existe uma companhia contra Rússia;MANIPULAÇÃO DE INFORMAÇÃO MÁ CONTRA POVO HUMANO.
Nas todas países coloniais as crianças morrem por causa do fome e na Europa as pessoas falam sobre democratia falsa.

Jest nas Wielu disse...

2 Elena

Sendo a filha do militar soviético (a franja de população soviética com a visão bastante chauvinista das coisas), não é de estranhar, que achava perfeitamente normal a situação linguística vivida na Ucrânia antes de 1991. Entre cerca de 450 escolas na capital, Kyiv, apenas cerca de 39 eram escolas ucranianas (todas as disciplinas eram dados em ucraniano, menos a língua e literatura russa, os tais 2h + 2h por semana).

Claro, pode argumentar, que assim era a vontade das pessoas, mas esquece que a vontade forma-se. A carreira profissional em língua ucraniana era extremamante limitada, a carreira em língua russa era mais facilitada, situação criada, apoiada, patrocinada pelo estado soviético.

Os seus comentários sobre “patriarca Grego” é o cúmulo de desconhecimento de causa sobre qual está a falar. Além de trapalhada total de argumentação (que não vou analizar aqui), se esqueceu de um simples facto. O patriarca Bartolomeu é líder espiritual da Igreja Ortodoxa Mundial, e o patriarca Kiril é apenas um patriarca de um país. Por mais que isso vós custa a aceitar, Kiril (na sua vida soviética o alegado agente do KGB, “Mikhailov”), se deve submeter à hierarquia grega e não ao contrário.

Elena disse...

JnW

Ehehehe...

Sem duvida todos os meus comentarios são errados, pq não correspondem a sua interpretação da situação..
Não vi nada, que eu escrevi sobre igreja ortodoxa que não está de acordo com o seu comentario..

Não entendo, de onde vem tanto odio?

O meu pai..o tal que pretenceu a "franja de população soviética com a visão bastante chauvinista das coisas".. os ultimos 20 anos da sua vida trabalhou como professor de história.. e para isso tirou o curso com 47 anos de idade.. ajudava muito a igreja, embora era ateu e fazia muitas outras coisas.. das quais penso que não faz sentido falar neste blog.
Penso que a sua visão não vai mudar pq parece que é incapaz ver o lado das coisas que não gosta e que não quer reconhecer..

Assim seja.

Vive em paz.

Jest nas Wielu disse...

Elena,

Analisaremos as coisas que você escreveu e vejamos se tem alguma razão:

a) Não sabe que Presidente Viktor Yuschenko é fiel da Igreja Ortodoxa Ucraniana (Patriarcado de Moscovo);
b) Não sabe que na Ucrânia oficialmente reconhecidas (perante as leis ucranianas) existem pelo menos 3 (três) igrejas ortodoxas: UPC-MP, UPC-KP, UAPC (Auto-Cefálica).
c) O número de paróquias de UPC-KP representa cerca de 21,8% da população http://en.wikipedia.org/wiki/Ukrainian_Orthodox_Church_of_the_Kyivan_Patriarchate + UAPC (1200 paróquias e 700 sacerdotes), em conjunto eles já ultrapassam o número de paróquias de UPC-MP.
d) Ucrânia tem cerca de 5 milhões de grego – católicos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Greco-Cat%C3%B3lica_Ucraniana), mais os católicos, mais os muçulmanos (http://en.wikipedia.org/wiki/Islam_in_Ukraine), mais as pessoas que não professam nenhuma fé religiosa. Não sei como consegue dizer que “85% da população da Ucrânia são ortodoxos que reconhecem só Igreja russa do Patriarcado do Moscovo”.
e) Todos estes factos me permitem dizer que Helena é parcial na sua análise da situação religiosa da Ucrânia.
f) Sim, a minha visão não mudará se os argumentos por si apresentados não terem a validade intelectual necessária.

Zuruspa disse...

Jest disse "Sim, a minha visão não mudará se os argumentos por si apresentados não terem a validade intelectual necessária."

Desde quando o JnW mudou alguma das suas visões, mesmo se tendo apresentado razões intelectual e factualmente válidas? O JnW näo tem qualquer honestidade intelectual, e provou-o com o comentário acima.

Eu posso também não a ter, mas não o escondo!

Jest nas Wielu disse...

2 Zuruspa

Mas desde quando vocês conseguiram apresentar razões intelectual e factualmente válidas daquilo que defendem?

Se o grosso modo de vossa argumentação é do tipo: “o fulano X é um verdadeiro fascista que aldrabou o povo e deve ser fuzilado imediatamente por isso” ou “assim me contou a amiga da minha vizinha que leu isso em um jornal soviético só que não lembra o seu título, mas é tudo a verdade verdadeira”.

Basta comparar a minha resposta e Elena (bem ou mal, mas suportada pelos números e fontes) com a sua argumentação para poder responder a uma pergunta simples: “quem é que não tem qualquer honestidade intelectual”?