sexta-feira, março 26, 2010

Autoridades russas proíbem “Mein Kampf” de Hitler


A Procuradoria-Geral da Rússia considerou o livro “A Minha Luta” de Adolfo Hitler “literatura extremista” e proibiu a sua publicação e difusão no país.

“A obra do dirigente do Partido Nacional Socialista Operário da Alemanha, principal criminoso de guerra fascista alemão será incluída no Índex Federal de obras extremistas”, comunicou a Procuradoria.

O texto da principal obra de Adolfo Hitler em russo circula livremente na Internet. O livro não está exposto nas livrarias e bancas , mas, em algumas, é vendido de forma semi-legal.

A Procuradoria da Bachkíria, república da Federação da Rússia, inspecionou o cumprimento da legislação que regulamenta o combate ao extremismo, tendo detetado a “difusão livre” da obra Mein Kampf. Um tribunal da mesma república concordou com essa conclusão e considerou o livro “extremista”.

Segundo a Procuradoria-Geral da Rússia, em conformidade com a Lei de Combate ao Extremismo, “as obras de dirigentes do Partido Nacional Socialista Operário da Alemanha são automaticamente consideradas extremistas e não exigem argumentação suplementar, nem realização de inspeções”.

O jornal eletrónico Newsru.com assinala que as autoridades russas necessitaram de 85 anos para compreender que o livro, como constatou a Procuradoria-Geral da Rússia, “contém a exposição das ideias de Hitler que justificam a discriminação e o extermínio de pessoas das chamadas raças não-arianas”.

O livro “Mein Kamft” foi pela primeira vez publicado em alemão em 1925, transformando-se numa espécie de “bíblia do nazismo”.



14 comentários:

Gilberto Mucio disse...

Apesar de antifascita, sou contra a proibir.

Nenhum livro no mundo é uma propaganda antifascista tão poderosa quando esse. Dado os erros conceituais, ciantíficos, históricos, etc. Parece coisa escrita por um inculto lenhador alemeão do sec XVII.

Ridículo.

Como bem fala o prefácio da edição brasileira -- a favor da divulgação do livro, como arma anti fascista -- se não me engano escrito por um judeu brasileiro.

Proibições têm um efeito contrário na juventude(principalmente os cabeça de vento).

Francisco Castelo Branco disse...

A Russia está pior que a Coreia do Norte.

Nem o acordo com Obama a próposito das armas nucleares parece refrear os animos dos governantes russos.

A proposito.
Deixo-lhe aqui um link sobre um artigo que fiz sobre Vladimir Putin.
Pensei que pudesse interessar

http://olhardireito.blogspot.com/2010/03/figuras-da-decada-5-vladimir-putin.html

Obrigado!

Cristina disse...

Se no Ocidente a tradição é não proibir e tolerar, na Rússia a tradição é proibir. Os russos acham isso normalíssimo e até necessário. Consideram eles que, se o Governo não proibir algumas coisas, no país instalar-se-á o caos. Por vezes, chego a pensar que o povo tem alguma razão, porque os eslavos não são os nossos bem-comportados ocidentais:o país é tão grande e as tradições de violar as leis são tão marcadas que deixar tudo andar "à maneira democrática"pode levar a resultados imprevisíveis...Aliás, o mais previsível seria o desmembramento da Federação em pequenas repúblicas e consequentes guerras inter-étnicas.
Sei que não estou a ser politicamente correcta mas por vezes tenho dúvidas se a democracia à maneira ocidental algum dia poderá coexistir de forma pacífica com o povo russo, demasiado maximalista,intolerante, imprevisível e orgulhoso.

MSantos disse...

Cristina, concordo a 100% com a sua afirmação.

Na minha opinião, a Rússia estaria a precisar de uma espécie de "ditador iluminista" (eu sei que isto vai chocar muita gente) que establecesse antes de tudo um regime de leis que defenisse os trâmites do estado, as suas posições e os seus limites, e que abrisse sucessivamente a sociedade civil não só no aspecto económico mas nos primordiais aspectos humano, social, civilizacional até.
E isso teria de ser um trabalho de décadas de modo a chegarem gerações com outra consciência, valores e horizontes e talvez nesse estádio, a Rússia esteja apta a enveredar pela democracia e pluralismo que também nós já conhecemos em tempos.

Lamentavelmente a actual clique governativa está a arrastar o país para os velhos hábitos russos/soviéticos.

Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Sobre o "Mein Kampf", também não há edições portuguesas, creio que não por motivos de proibição mas pelo politicamente correcto o que é um total disparate.

Cumpts
Manuel Santos

Felipe Pinheiro disse...

Cristina disse:
"Por vezes, chego a pensar que o povo tem alguma razão, porque os eslavos não são os nossos bem-comportados ocidentais..."

Cristina, não a sei a que ocidentais você está se referindo. São os mesmos que há mais de cinco séculos, colonizaram e oprimiram o resto do mundo, escravizando negros e nativos pré-colombianos? Os mesmos que exterminaram os Incas, Maias, Astecas e outras civilizações "inferiores" (seriam os eslavos também inferiores)? Os mesmos que foram responsáveis pelas duas maiores guerras da história da humanidade, e mesmo após estas, houveram incontáveis invasões (ou pelos EUA, ou OTAN) em países que ousassem rebelar-se contra seu jugo?
Os mesmos que até hoje submetem o mundo ao seu modelo capitalista imperialista - que os ocidentais chamam de democracia - e que está (ainda bem!) prestes a ruir?

Saiba que Europa e EUA nada seriam sem séculos de exploração dos países mais pobres.

Não estou levantando bandeira de revanchismo (sou do Brasil, ex-colônia portuguesa), e só estou querendo demonstrar que os ocidentais, assim como qualquer povo, ou cultura, não são superiores a nenhum outro. Os europeus e estadunidenses precisam deixar de ser arrogantes e perceberam que não são os "iluminados" que devem guiar o mundo. Acho que a Sra. Cristina reflete bem o pensamento destes ocidentais, que se acham os mais civilizados, assim como os romanos também se achavam, e chamavam a todos os outros povos não-romanos de bárbaros.

O mundo deve ser plural, multilateral, verdadeiramente democrático, anti-imperialista. Os países devem ter sua soberania e os povos devem ter sua autodeterminação respeitada.

Acho belíssima a ascensão de Evo Morales na Bolívia. Finalmente, após 500 anos de exploração, as etnias indígenas que foram subjugadas pelos espanhóis (e posteriormente pelos seus descendentes), têm um legítimo representante. Independentemente de qual caminho a Bolívia trilhe, se socialista ou capitalista, o importante é que seja um decisão soberana e democrática.

Cristina, me desculpe se eu estiver enganado sobre o que você pensa, mas foi o que entendi sobre seu comentário.

Francisco Lucrecio disse...

Mas com os outros Eslavos a democracia à Ocidental já é possível? Tenta impor-se!
Isso é um argumento de consumo doméstico. A Índia muito mais populosa com estruturas governativas completamente diferentes, uma miríade de povos, etnias e castas, é praticável.
E na Rússia não é porquê? Essa é como aquela pérola que Putin ofereceu há anos, “a Rússia e um país muito grande para ser governado por mais que uma pessoa”.

Anónimo disse...

AGORA SÓ FALTA PROIBIR OS ESCRITOS COMUNISTAS.


QUESTÃO DE JUSTIÇA.

Cristina disse...

Felipe Pinheiro

Já reparei que os leitores brasileiros não aceitam (ou não se identificam) com o termo "ocidental", provavelmente porque o conceito é variável geograficamente.
A palavra é por mim aplicada como sinónimo de "europeus ocidentais", (conceito aliás também empregue na Rússia, onde se inclui Europa Ocidental mais Estados Unidos).
Naturalmente que me estou a referir aos europeus actuais e não os aos europeus de há cinco séculos, altura em que os russos também não eram o que são hoje.
Não acho, ao contrário do que sugeriu, que os europeus sejam mais "civilizados" do que os russos. Eu disse apenas que tenho dúvidas quanto à aplicação do modelo de democracia ocidental ao povo russo. Parece-me a mim que os modelos políticos e económicos podem ter resultados diferentes conforme o povo que os aplica. Veja-se o resultado do socialismo democrático nos países nórdicos e em Portugal ou na Grécia...
Não considero os russos bárbaros, pelo contrário acho até que criaram uma civilização muito especial, onde a espiritualidade e a capacidade de “pensar em grande” os levou a criar uma cultura fantástica e um país belíssimo de enormes proporções. Só que os russos são um povo muito diferente dos europeus ocidentais (esses, como eu disse, tolerantes e bem-comportados).
Porque funciona a democracia nalguns outros países eslavos? É uma pergunta que eu própria tenho feito… Se na Polónia, Ucrânia, Bulgária, o modelo ocidental tem vingado, julgo que é porque estes países no passado já tinham sido ocidentalizados, pelo menos em parte. A História de um povo condiciona em muito o seu presente. O caso da Ucrânia é sintomático. Tendo as regiões orientais e meridionais muito ligadas à Rússia, não poderemos dizer que a democracia trouxe o desenvolvimento económico à Ucrânia, embora o país tenha um grau de liberdade em geral muito superior à Rússia. A Bielorrússia é outro país eslavo muito “sui generis”, onde a democracia também só existe formalmente.
Diria, a concluir, que a Rússia procura uma terceira via, um misto de capitalismo de Estado com uma “democracia controlada”, mais de acordo com as suas tradições históricas. Permitindo manter o país unido e as elites satisfeitas, a única desvantagem é a pouca participação do povo na vida pública e a redução do empreendedorismo privado. Mesmo assim, o povo não deverá reclamar muito, porque nunca viveu de outra forma.

Anónimo disse...

"AGORA SÓ FALTA PROIBIR OS ESCRITOS COMUNISTAS.


QUESTÃO DE JUSTIÇA."

Ítalo! você por aqui?

MSantos disse...

Mais uma vez não sendo politicamente correcto, os europeus, além de todos os aspectos negativos, de erros e crimes que cometeram ao longo da história, foram também eles que conseguiram os maiores empreendimentos e avanços da humanidade.

E se hoje temos o presente nível tecnológico científico e até cultural, foram os povos europeus que muito contribuiram.

De certa forma mesmo com os EUA a manterem uma hegemonia global, é a "mentalidade" e cultura europeias que prevalecem e foi essa mesma maneira de ver as coisas que nos deu algo tão grande como movimentos tais como o renascimento ou o iluninismo que tanta coisa positiva trouxeram à humanidade.

Foi essa mesma mentalidade que permitiu abandonar o obscurantismo e libertar essa tendência natural humana de procurar o desconhecido, abrir novos horizontes, procurar uma melhoria contínua da qualidade de vida.

Infelizmente muitos povos optam pela atitude fácil de autocomiseração e em inputar os seus erros e defeitos nos "monstros europeus" em vez de tentarem trilhar o seu próprio caminho na busca do conhecimento e vida melhor por si só.

Algumas nações asiáticas tiveram a felicidade de fugir a esta regra.

Felizmente nos últimos anos, o Brasil tem dado muito boas provas que esse é o caminho correcto pois na prática, alguém descobriu que os erros dos brasileiros de hoje já não têm nada a ver com os crimes dos "monstros portugueses" de há 200 anos atrás. Isto apesar da mentalidade de muitos brasileiros recusar-se a admiti-lo.

Os maus exemplos são exactamente os da Bolívia e Venezuela e agora até a Argentina quem em nome de determinadas ideologias querem inputar nos outros os seus próprios erros condenando à miséria e estagnação económica as futuras gerações dos seus países.

Outro extremo negativo e que já abarca uma dimensão patológica, temos o Islão radical. Aqui mais uma vez, o ocidental é o culpado de todas as misérias do povo quando muitas vezes esse mesmo povo vive sobre as mais ricas jazidas e é liderado pelos governantes mais ricos do planeta.

Sobre o que foi dito, muito está claramente expresso na magistarl obra de David Landes, "A riqueza e a pobreza das nações" a que aconcelho todos a lerem.

Até lá está a razão do declínio de Portugal depois dos descobrimentos.

Sim, porque até nós sofremos disso!

Cumpts
Manuel Santos

Felipe Pinheiro disse...

Cristina e MSantos, a colonização tradicional não acabou a 500 anos, ela apenas iniciou-se. A onda de independência dos países americanos não têm nem 200 anos. Cuba somente conquistou sua independência da Espanha há pouco mais de 100 anos, para, logo em seguida, ser colonizada pelos EUA, de quem os cubanos somente se libertaram com a Revolução Cubana, em 1959. A onda de independência dos países africanos não faz nem 50 anos.

Mas essa não é a principal questão. A independência destas ex-colônias é apenas formal. Estes países continuam subordinados à ditadura do grande capital, que controla (financia) políticos e a mídia, ou seja, controla os governos e a opinião pública. No Brasil, Lula, para ser eleito, fez um acordo com o grande capital, e jogou no lixo toda sua história de militância na esquerda. Ao mesmo tempo que cede privilégios aos banqueiros e latifundiários, fornece uma bolsa-auxílio para os mais pobres, o que lhe garante toda essa popularidade. Ou seja, deixa intacta a estrutura predatória das elites sobre o Estado e os trabalhadores explorados.

Bolívia e Venezuela, aparentemente, conquistaram sua soberania. Mas, para isso, passaram por rupturas sociais graves contra o neoliberalismo (p. ex. Caracazo na Venezuela, e Guerra do Gás na Bolívia, além de tentativas de golpes de Estado), que permitiram a ascensão de seus respectivos líderes atuais.

Já no Oriente Médio e redondezas, o imperialismo está muito mais visível, mesmo após sua "independência" do Reino Unido. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Kuwait, entre outros, são monarquias absolutistas, que nada diferem de ditaduras. O Egito é uma ditadura clássica. No entanto, são bem falados no ocidente porque se renderam ao grande capital, que também controla a mídia ocidental. Gigantes petrolíferas ocidentais sugam seu petróleo e pagam uma boa comissão para as elites destes países manterem o sistema sob controle. Caso o país se rebele, e cometa a ousadia de controlar suas próprias riquezas naturais, é imediatamente alvo de propaganda negativa no resto do mundo, de sanções econômicas, de golpes de estado, e, caso nenhuma das alternativas anteriores dê certo, de invasão militar, a qualquer pretexto. Foi o que aconteceu com o Iraque, sob o pretexto de ter armas de destruição em massa (que já foi admitida como fraudulenta pela própria CIA), e que está prestes a acontecer com o Irã.

Ou seja, nada mudou. O modelo de civilização ocidental continua subjugando o mundo, como tem feito há 500 anos. Também não é exclusividade, ao longo da história, da civilização européia. Os impérios babilônicos, gregos, romanos, persas, mongóis, entre tantos outros, em nada diferiram do atual modelo imperialista ocidental. Só estou criticando este porque é nosso contemporâneo. Isso não é culpa de cidadãos comuns. A enorme maioria das pessoas comuns são boas, e não desejam que seus países subjuguem outros. Ocorre que são completamente alheias aos que suas elites fazem, estas sim, conscientemente.

Ah sim, a Rússia (afinal este blog é sobre ela)! O que acontece nesse país é análogo ao que acontece em todo o mundo, e, de modo bem visível. Alguém duvida que quem realmente governa o país são os grande oligarcas criminosos que saquearam o Estado após a derrocada da URSS? Putin apenas representa essa oligarquia, ele é um empregado dela. Ou seja, a Rússia é um ditadura, governada por oligarcas, que controlam políticos, a mídia, e a economia. Exatamente como acontece em todos os países do mundo.

João Baptista Jacobs disse...

...O Nazismo Alemão e suas versões
Italiana e Japonesa marcam uma era estranha da humanidade,nos mostram como num espelho, o que se esconde nos sonbrios porões de nossas mentes, de uma espécie que caminha em trópegos passos a trilha de sua evolução.A referida obra deveria ser objeto de profundos estudos por todas as culturas espalhadas em
nossa Mãe-Terra,para que todos pos-
sam perceber nossa condição dual entre a luz e a escuridão.Os Povos
e culturas que se diversificaram em
nosso planeta,possuem uma única origem evolutiva e possuem as cores
que compõem a profunda beleza da vida.Não podemos valorizar o belo sem conhecer o disforme monstruoso,ou o êxtase do prazer...sem a negritude da dor e sofrimento.O Povo Russo,assim como todos os Povos irmãos que habitam esse Planeta Terra,possuem uma história de luta por uma única busca...a dignidade,reconhecimento.Possuem histórias de profunda beleza e significados...Quem sabe, este livro
nos ensine mais sobre nós mesmos...a escolhermos melhor sobre os caminhos,encruzilhadas a qual nos deparamos em nossas jornadas.

Anónimo disse...

para que um Russo ou qualquer eslavo quer ler esse livrinho de um austríaco complexado? sabem o que hitler dizia dos russos e todos os eslavos? uma que a maioria dos russos não são arianos. muitos tem sangue de mongois e judeus, e sei lá o que? mas as mulheres da rússia oriental são muito belas. veja se em toda europa ocidental tem maravilhas do tipo? só vejo mulher pálida e feia aqui durante o carnaval do Rio! cheguei a namorar uma garota russa online, depois de alguns meses ela passou a pedir dinheiro para bancar a passagem e para outras coisas tbm! meus amigos da Inglaterra me alertaram que era mais uma golpista russa, fujam desses site de relacionamento com mulheres russas hehe não caio nessa mais rs não sei como há neo nazistas na Russia... são considerados lixos europeus e escório pelas outras nações da Europa! faz mais ou menos um ano que um Ator Brasileiro negro que fez sucesso lá durante o comunismo foi assinado por um white power! não gosto da cultura deles e de suas músicas populares, cafonas e simples, salvo os músicos eroditos romancistas e contemporâneos... nunca que eu gastaria um centavo para aprender russo, não serve para nada! tenho um amigo que é mestiço filho de uma negra com um russo, foi visitar a sua vó, e não foi tratado bem lá! as pessoas na rua olhavam para ele indiferentemente e muitas o evitavam! um povo que foi odiado pelo nazismo e agora o ama, só dever ser inferior mesmo hehe