segunda-feira, abril 05, 2010

Celebrações de massacre de Katyn podem ser primeiro passo para reconciliação



O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, convidou o seu homólogo polaco, Donald Tusk, para participar, na quarta feira, na cerimónia de homenagem aos mais de vinte mil polacos assassinados em Katyn pela polícia secreta soviética em 1940.
No dia 10 de Abril, Lech Kaczynski, Presidente da Polónia, participará também nas cerimónias fúnebres e irá condecorar os cidadãos da Rússia que contribuíram para o « esclarecimento da matança de Katyn ».
Trata-se da primeira vez que um dirigente russo convida líderes do país vizinho para semelhantes cerimónias, pois Katyn é um tema extremamente fraturante nas relações entre Rússia e Polónia.
Em Abril de 1940, agentes da polícia política soviética NKVD assassinaram, na localidade de Katyn, mais de quatro mil prisioneiros de guerra polacos: oficiais, funcionários públicos e polícias. Nesse mês e no seguinte, foram assassinados mais de vinte mil polacos.
A Alemanha nazi, depois de ocupar esse território soviético durante a segunda guerra mundial (1939-1945), tornou pública a autoria soviética do massacre. Segundo documentos publicados em 2009 pelo Serviço de Espionagem Externa da Rússia, os alemães fizeram chegar a documentação aos polacos sobre o crime de Katyn em Lisboa.
No entanto, a União Soviética negou sempre essa versão até 1990, ano em que Mikhail Gorbatchov, Presidente da URSS, reconheceu a existência de documentos que implicavam Estaline e outros dirigentes soviéticos nessa matança.
Mas a posição das atuais autoridades russas em relação à condenação do massacre é mais do que ambígua.
O diário polaco Rzeczpospolita revela hoje os argumentos apresentados pelos advogados de defesa russos no Tribunal Europeu de Direitos Humanos para contestar uma queixa apresentada por alguns dos descendentes das vítimas de Katyn e que está atualmente a ser julgada.
Segundo o diário, « os russos não empregam as palavras « crime » ou « assassinato », mas sim « processo » ou « acontecimentos de Katyn », duvidam mesmo que « os polacos tenham sido fusilados ». Além disso, defendem que esse tribunal não deve julgar o caso porque « a Rússia assinou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos em 1998 ».
« Os oficiais polacos foram assassinados com armas alemãs e pelos próprios alemães », defendeu recentemente o deputado comunista Victor Iliukhin.
Por isso,é com grande expetativa que se espera o discurso de Vladimir Putin nas cerimónias fúnebres. As autoridades polacas parecem não esperar um « pedido de perdão » de um ex-agente do KGB-soviético, mas gostariam, pelo menos, que ele entregasse aos polacos as cópias de toda a documentação relativa ao massacre de Katyn, que se encontra nos arquivos russos.
Por outro lado, Moscovo deu um sinal de abertura ao autorizar o canal público de televisão « Kultura » a exibir, na noite da passada sexta feira, o filme « Katyn », do famoso realizador polaco Andrzej Wajda, cujo pai foi uma das vítimas do massacre.
« Nunca acreditei que viveria até esse dia », comentou Wajda.


18 comentários:

ALONE HUNTER disse...

Atitude louvável essa, de Vladimir Putin. Realmente a Rússia de hoje é um país de reconciliação. A política externa russa prima pela reconciliação entre todas as nações, especificamente as antigas repúblicas da extinta União Soviética!

As pessoas não podem mais ter a visão da Rússia como a herdeira das malezas da União Soviética. A política externa russa hoje prova isso. Não há mais intenções imperialistas, mas sim os negócios, o comércio...

Eu espero que algum dia, este tipo de atitude seja empregada pelos USA, que massacram, sem piedade, vilarejos inteiros dentro de um país que sequer está em guerra, como o Paquistão. Crimes de guerra que a humanidade não pode mais admitir!!!

Mulheres e crianças dizimadas por mísseis HELLFIRE disparados por aqueles UAV's de nome REAPER e PREDATOR...

É realmente um verdadeiro massacre o que os Estados Unidos estão infligindo contra mulheres e crianças no Iraque, Afeganistão e Paquistão.

E para meu alarde, aqueles aviões de ataque A-10 THUNDERBOLT carregam em seus canhoes um tipo de munição que, além de dizimar vilarejos inteiros, deixam para trás a radioatividade do uranio empobrecido, que tem causado verdadeiras mutilações em bebês recem-nascidos. O Iraque levará séculos para se livrar das radiações propositais empregadas pela América, no intuito de dizimar a civilização árabe, com essas munições de uranio empobrecido. Os resultados disso serão á longo-prazo, com cancer e anomalias congenitas, nas crianças afegãs e iraquianas.

E também espero que Israel, o 58º Estado Americano, pague por seus crimes de guerra, contra a sofrida população da Palestina!!!!

Anónimo disse...

Esse crime do comunismo jamais será esquecido.

Jest nas Wielu disse...

Como disse na discussão após a exibição do filme Nikita Mikhalkov (que tem um faro verdadeiramente animalesco para sentir a "linha geral do partido"):

- A Europa Ocidental já não precisará de tanto gás, mas os polacos vão comprar...

Jest nas Wielu disse...

2 Alone Hunter

Fina a sua análise, ainda recentemente dizias que a Rússia tem a obrigação de apoiar (e armar pesadamente) os separatistas de Transnistie (Moldova) e hoje dizes que "A política externa russa prima pela reconciliação entre todas as nações, especificamente as antigas repúblicas da extinta União Soviética!"

Diz-se na psiquiatria, que duas opiniões distintas na mesma mente é sinal de esquisofrenia...

ALONE HUNTER disse...

Sr. Jest nas Wielu

Com todo respeito, estas são situações completamente diferentes.

Quando uma pessoa leva um soco na cara, a primeira reação é revidar esse soco. Isso faz parte da natureza!

E o que a Rússia vem levando da Europa Ocidental e da América é soco! Por todos os lados... E toda ação tem uma reação. Como o tal do Escudo Anti-Mísseis, a adesão de países com fronteiras com a Rússia á NATO ( que é uma Organização com um único propósito: destruir a Rússia!).

A Política Externa russa é: comércio, intercâmbio, negócios! Sem guerras, sem hostilidades.

Mas se precisar usar destes artifícios (guerras, hostilidades) para resolver alguma questão, a Rússia pode entregar de bandeja, em qualquer ponto do globo...Sem chances de reação!!!

Não se esqueçam dos TU-160, SSBN's,ICBM's, mísseis, caças etc...

Abraços!!!

Jorge Almeida disse...

Doutor Milhazes,

caso não saiba, Garry Kasparov deu uma entrevista que apareceu em Português na edição de hoje do jornal gratuito "Metro".

Aqui vai o link:

http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20100406/1/06/

Jorge Almeida disse...

Doutor Milhazes,

o seguinte link é sobre uma reportagem de quase 4 minutos emitida pela PBS (cadeia pública de estações de televisão norte-americanas), sobre os ataques dos bombistas suicidas ao metro de Moscovo:

http://www.pbs.org/frontlineworld/blog/2010/03/moscow_bombings.html

Esta reportagem fala numa estação russa de rádio online chamada "Podstantsiya" (http://www.podst.ru/) e numa ONG que a financia chamada "Foundation for Independent Radio Broadcasting" (http://www.fnr.ru/eng/index.shtml).

Já tinha ouvido falar destas 2 entidades?

Em caso afirmativo, qual é a sua opinião sobre o trabalho realizado por estas entidades?

PortugueseMan disse...

Ukraine Delays Budget Approval Until Gas Price Cut

Ukraine will delay this year’s budget, needed to unblock an International Monetary Fund loan, as the government tries to negotiate a lower price for Russian gas imports, Prime Minister Mykola Azarov said...

...The budget, originally scheduled to be presented today, will be unveiled on April 12...

...“There are intensive consultations being held now at the expert level on the price for Russian gas imports in 2010,” he said. “I would not say Ukraine will make concessions” in exchange for gas price cuts. “We are talking about mutually profitable projects,” including machine building, ship building, and nuclear machine building, he said.


http://www.bloomberg.com/apps/news?sid=a973.tKOq.e4&pid=20601087

Parece que em breve o véu irá levantar-se sobre o preço(elevado) a pagar pela a Ucrânia para conseguir melhores preços de energia.

Interrogo-me onde a Rússia irá colocar a mão.

Jose Milhazes disse...

Caro Jorge, infelizmente desconheço essas entidades.

Jest nas Wielu disse...

2 PortugueseMan

Como sempre, parece que Ucrânia vai conseguir "levar" os russos pela ideologia, as investigações sobre Holodomor e UPA vão abrandar, questão do Bandera, etc.

Pippo disse...

Penso que as "questões sobre o Holodomor" estão mais que resolvidas. Foram fomes criadas por uma política social e económica errada cujos únicos responsáveis, infelizmente, já morreram. Apenas politiqueiros muito sujos é que procuram responsabilizar a Rússia por esse acontecimento histórico.

Quanto à questão do colaboracionismo do Bandera e do UPA com a máquina de guerra nazi, penso ser, igualmente, uma questão mais que resolvida. Se nem entre os ucranianos a opinião é consensual, apresentar o Bandera, um nacionalista "colabo", como um herói nacional é o mesmo que apresentar o Quisling como um heroi nacional norueguês.

Anónimo disse...

Alguém me sabe dizer onde posso encontrar os relatórios do Professor de História Russo A N Kolesnik sobre os massacres de Katyn? Ou as conclusões da pericias efectuadas por o responsável pelas exumações das vitimas, S Z Ginsburg.
Li qualquer coisa superficialmente sobre isso, mas tenho interesse em ler esses relatórios completos.
Obrigado

Jest nas Wielu disse...

2 Pippo

Pensas, mas te enganas (e usas muitos clichés).

Holodomor abateu-se sobre a Ucrânia em 1932-1933, o massacre de Katyn teve o lugar em 1940. Se a tragédia de Katyn merece uma homenagem do Putin, oficial da KGB educado pelos ex-oficiais da NKVD que conduziram aquele massacre, então não entendo porque a questão do Holodomor não pode ser vista pela Rússia actual sob o mesmo prisma da responsabilidade histórica. Aqui o ex-oficial do GRU, historiador Viktor Suvorov (Volodymyr Rizun) explica porque: http://www.unian.net/ukr/
news/news-370115.html

Stepan Bandera: apresentar UPA e Bandera como os colaboradores da Alemanha é uma desonestidade intelectual. Principalmente, porque a liderança da URSS colaborava activamente com o regime nazi desde 1933. Comparar Bandera com Quisling é uma outra desonestidade, pois é do domínio público, que Bandera passou entre 1941 e 1944 no campo de concentração de Sachsenhausen, os seus irmãos foram assassindos pelos nazis em Auschwitz.

Pippo disse...

2 Jest

Mais uma vez, apresentas argumentos de forma incompleta e xauvinista.

Então não sabes que o Holodomor abateu-se sobre a Ucrânia, Rússia, Bielorússia e Cazaquistão? Porque é que ignoras (propositadamente) as outras repúblicas da URSS? Será que os seus mortos são menos importantes do que os mortos ucranianos?
E não me argumentes com o número de fatalidades pois, como sabes, a principal região cerealífera da URSS era, precisamente a Ucrânia, pelo que foi esta a mais afectada, mas NÃO FOI A ÚNICA como queres dar a entender.

Além disso, seria interessante dares a conhecer o contexto em que se deu o Holomodor. Os dirigentes comunistas, no alto da sua parvoíce, pretenderam criar um novo modelo agrícola, de inspiração marxista, pelo que privaram os pequenos proprietários das suas propriedades (respondendo estes, muitas vezes, com a destruição dos seus meios de produção) e instituíram a colectivização, a qual se revelou ineficiente. A produção caiu enormemente, mas as requisições, motivadas por necessidades específicas, aumentaram. Os planeadores, baseando-se nas requisições obtidas, planearam o seu aumento com base numa produção estimada (e não na real), o que se traduziu no agravamento da fome generalizada, agravada pelos péssimos anos agrícolas (coincidentemente, nos mesmos anos em que se iniciou um terrível ciclo de seca que afectou o Midwest norte-americano).

Note-se que as medidas implementadas especificamente contra os CAMPONESES ucranianos (nunca contra os habitantes das cidades) derivam da visão, exclusivamente estaliniana, de que os objectores ucranianos (camponeses) estavam infiltrados por elementos nacionalistas e agente polacos. Foi essa visão que inspirou a posterior repressão do nacionalismo ucraniano, visto como desagregador da URSS. Não se tratava, portanto, de termos uma nação (russos) contra outra (ucranianos) mas sim uma entidade política imperial e despótica (a soviética) contra o que entendia como sendo um elemento desagregador do Estado (o nacionalismo ucraniano).

Em suma, o Holomodor é o resultado de uma má política que visou eliminar as bases sociais e o modo de funcionamento de uma agricultura que vinha desde os tempos imperiais russos. A sua principal incidência na Ucrânia e regiões do Don, Volga e Kuban deveu-se ao facto destas serem as mais importantes regiões agrícolas da URSS e onde, por motivos históricos, estavam localizados grande número de kulaks (mormente cossacos), naturalmente mais avessos à mudança.

Portanto, poderemos classificar o Holomodor como genocídio, sim, mas contra uma classe, nunca contra um povo específico.

Pippo disse...

Quanto a Katyn, acho muito bem que TODOS os dirigentes da ex-URSS lamentem o facto, não só aqueles que foram treinados pelos autores do crime como aqueles que têm a mesma origem étnica dos mandantes e aqueles que empregam nos seus serviços secretos, agentes que foram treinados pelos autores da execução.
Agora, uma coisa não deixo de entender: porque é que insistes nessa da “colaboração” entre a URSS e a Alemanha depois de 1933? Não eram Estados soberanos? Porque é que não haveriam de “colaborar” (coloco o termo entre aspas para por em evidência que estás a usá-lo – propositadamente - de forma errada. Colaboracionismo é com uma força ocupante. Tu deverias usar o termo “cooperação”, pois este não tem o contexto negativo que tu, de forma desonesta, queres dar à cooperação germano-soviética). Aliás, em termos de “colaboração” com a Alemanha nazi, temos vários dos Aliados, a começar pelos EUA.
E sim, o Bandera esteve preso, porque pretendeu criar uma Ucrânia independente à revelia dos alemães, a quem tinha ajudado a preparar a Barbarossa. E foi libertado por ordem de Hitler, e voltou a colaborar com os alemães. O Bandera e o seu grupo foram responsáveis por extermínios étnicos de russos e de polacos (ou seja, flagrantes genocídios, ao contrário do Holomodor!). foram mais de 10.000 as vítimas de Bandera e seus apaniguados. Só os judeus eram às vezes poupados, dependendo se isso era ou não útil para o movimento.
Já o Vidkun Quisling... de facto, a sua importância foi patética e o número das suas vítimas muitíssimo menor.
Bem vistas as coisas, tens razão, é intelectualmente desonesto comparar Bandera a Quisling. Não se comparam.

Já agora, como é que sabes que o Putin foi educado pelos ex-oficiais da NKVD que conduziram aquele massacre??? Tu sabes QUEM foram os agentes da KNVD que participaram na matança? E tu sabes QUEM treinou o Putin? Isso é extraordinário! Partilha essa informações conosco, por favor. Vá lá, a bem da tua credibilidade.

Jest nas Wielu disse...

2 Pippo

1. Sei que a fome foi sentida não apenas na Ucrânia, mas para nós foi uma tregédia nacional, daí o nome de Holodomor. Como outros comemoram a sua tregédia nacional é de responsabilidade deles, não posso ser responsabilizado pela «não acção» dos outros.

2. /Não se tratava, … de termos uma nação (russos) contra outra (ucranianos) mas sim uma entidade política imperial e despótica (a soviética) contra o que entendia como sendo um elemento desagregador do Estado (o nacionalismo ucraniano)./

Concordo quase plenamente, embora o nacionalismo camponês ucraniano é um mito, os ucranianos morriam, mas não pegavam nas armas. Faltava a organização nacionalista, é por isso que na Galiza ucraniana a fome de 1947 foi bastante branda, pela acção de resistência do OUN-UPA.

3. Kulaks (kurkuls em ucraniano), não eram os cossacos, alguns largos anos (quase um século), os cossacos ucranianos deixaram de existir por força de assimilação, etc.

4. Katyn: então agora estas a advogar a responsabilidade pela «origem étnica» ? Isso é extraordinário ! Então podemos te responsabilizar pelo massacrde de Moeda, Baixa de Cassange ?

5. Bandera : discuto não o facto de ucranianos matarem os polacos, mas o facto de pessoas desonestas usando os clichés pretendem provar que SÓ os ucranianos matavam. Em quanto na realidade, as aldeis ucranianas na Volyn eram atacados pela Armia Krajowa, pelo WiN, pelos Bataliony Chłopskie, etc. Ou seja, estavamos em guerra e respondemos com a violência contra a violência. Quem passou pela guerra colonial em África, sabe o que significa isso. Sem esquecer a Operação Wisla (http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Vistula).

6. LiliPuten e a escola do NKVD: acreditava que eras mais evoluido, não significa que, por exemplo, Vasili Blokhin (http://en.wikipedia.org/wiki/
Vasili_Blokhin que pessoalmente assassinou pelo menos 6.000 prisioneiros polacos em 28 dias) era o mestre do Putin. Mas todo o sistema do KGB, se baseava na herança e nas «boas prácticas» dos veteranos do NKVD.

lili disse...

Pippo, falta a Arménia, Nagorno Karaback, e... enfim mais algumas. O que a URSS fez foi uma coisa chamada colectivização dos cereais, levada a cabo sem piedade, que depois exportava fornecendo assim meios financeiros à industrialização do país. Devido à colectivização morreram milhões de camponeses pela fome.
Nunca é demais, nunca será demais lembrar este camponeses.

lili disse...

E depois, Pippo, sabe? '' E Eu podia ter assobiado a vida, / a bolinho de noz acompanhada, / pois, mas não pode ser nada''. (Ossip Mandelstam*)

*Poeta russo que morreu num campo de concentração, chamado de trânsito, a morte não deixou o NKVD levá-lo novamente para um gulag Morreu de fome de distrofia. ''Não existe o túmulo dele (uma vala comum? Um buraco na terra ?); no lugar do ex campo de trânsito erguem-se os novos bairros habitacionais de Valdivostok''. (fonte: Ossip Mandelstam - Guarda Minha Fala Para Sempre, ed. Assírio & Alvis, tradução Nina Guerra e Filipe Guerra).
E de quem é a culpa, de quem foi a culpa do massacre estalinista? Vai morrer solteira, o mínimo que se pode fazer é lembrar as vítimas.