quarta-feira, maio 19, 2010

Pilotos polacos souberam que não podiam aterrar quatro minutos antes da tragédia

Os controladores aéreos russos advertiram os pilotos do avião do Presidente polaco, Lech Kaczynski, de que eram nulas as condições de aterragem quatro minutos antes da tragédia, revelou hoje Tatiana Anodina, presidente do Comité Aeronáutico Interestatal (MAK).
A perita russa afirmou também que na cabine do Tupolev 154, que se despenhou nos arredores da cidade russa em Smolensk, no mês de Abril, se encontravam pessoas que não pertenciam à tripulação do aparelho.
“Ficou estabelecido que na cabine se encontravam várias pessoas que não eram membros da tripulação”, assinalou Anodina, acrescentando que “foi possível identificar a voz de uma dessas pessoas”.
Segundo a presidente do MAK, a comissão técnica determinou que, durante o voo do avião presidencial, não se registaram a bordo nem atentado terrorista, nem explosão, nem incêndio, nem falhas nos sistemas. Os motores trabalharam até ao momento do choque contra o solo.
Anodina afirmou também que o aeródromo “Severni” de Smolensk dispõe de equipamento necessário para receber aviões de diversos modelos, incluindo o Tupolev-154. O sistema TAWS estava operativo e transmitia toda a informação necessária à tripulação e o sistema de navegação GNSS também.
O aparelho do Presidente polaco que se despenhou no passado dia 10 de Abril nos arredores de Smolensk. Lech Kaczynski, acompanhado pela sua esposa e altos representantes da elite político e militar da Polónia, dirigia-se para a cidade de Smolensk, cidade a oeste de Moscovo a fim de participar numa cerimónia fúnebre em Katyn, bosque onde o regime soviético executou cerca de 22 mil militares polacos em 1940.
A bordo do avião viajavam 88 passageiros e 8 tripulantes, mas nenhum sobreviveu.

14 comentários:

PortugueseMan disse...

Bom, se já ouviram as vozes, então já se sabe quem lá esteve e mais importante o que esteve a dizer.

Enfim, quase uma centena de pessoas morreram porque alguém insistiu que se tinha que aterrar ali.

Uma vez mais, desrespeita-se as normas de segurança, que foram criadas para evitar isto mesmo, mortes.

fangueiro.antonio disse...

Boas.

Numa expressão bem portuguesa direccionada aos "investigadores"... "Ferra aqui a ver se eu deixo".
E é melhor ficar por aqui.

Atentamente,
www.caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt

Jorge Almeida disse...

1º) fangueiro.antonio,

Caxinas ainda não é freguesia?!?

Caramba, conheço concelhos que têm menos população que as Caxinas, e as Caxinas ainda nem freguesia são?!?

Solidariedade deste Esposendense de alma e coração.

2º) Doutor Milhazes,

está a formar-se mais um caso do tipo Camarate (Sá Carneiro) e Mbuzini (Samora Machel), ou é impressão minha?

Jose Milhazes disse...

Caro Jorge Almeida, Caxinas nem é concelho, nem sequer lugar, é apenas parte de Vila do Conde. Fiquei revoltado quando soube dessa notícia, pois as Caxinas mereciam mais.
Quanto à segunda pergunta, tudo parecia estar a correr bem, mas começam a aparecer divergências. Espero que não se transforme mais num "caso" para alimentar os teóricos da conspiração.

PortugueseMan disse...

tudo parecia estar a correr bem, mas começam a aparecer divergências

Caro JM, divergências? Quais?

Jose Milhazes disse...

Caro PM, os polacos atiram as culpas para cima dos controladores aéreos russos, acusando-os de não terem prevenido a tempo de que o avião tinha baixado demais. Os russos culpam a tripulação polaca de falta de prática, etc. E, claro, os estranhos no cockpit.

PortugueseMan disse...

os polacos atiram as culpas para cima dos controladores aéreos russos, acusando-os de não terem prevenido a tempo de que o avião tinha baixado demais.

Ah, ok.

Bom, não é propriamente divergência.

Os polacos podem dizer isso, mas se dizem isso, estão a ganhar tempo (tempo político) para dizer outra coisa.
E mesmo assim os polacos não deviam dizer uma coisa dessas, ou se o dizem têm que mostrar qual é o intervalo de tempo que estão falar. A coisa cheira-me a segundos.

O problema principal aqui são as faltas de condições para fazer uma aterragem segura. O avião deveria ter ido para um aeroporto alternativo e não o fez. E se têm as vozes no cockpit ERA isso que deveriam esclarecer logo, mostrar quem lá estava e a fazer o quê.

Se não o estão a fazer, é porque a situação é embaraçosa.

Sabem das vozes, sabem do tempo, mas não dizem QUEM tomou a opção de prosseguir com a aterragem depois de serem informados pelo o aeroporto que não havia condições?

Houve asneira e morreram. Agora vai-se dizer o quê? Que alguém importante pressionou o piloto?

Não vai resolver nada, duvido que se saiba oficialmente o que aconteceu, basta que se prove entre eles que não houve qq tipo de atentado e quanto menos se disser na imprensa melhor.

Acho que é este o caminho que vão tentar seguir.

Pippo disse...

Se os russos estivessem para aturar chatices, apresentariam as gravações constantes na Caixa Negra e as dúvidas seriam publicamente esclarecidas. Provavelmente, muitos polacos ficariam irritados, mas pelo menos todos saberiam a verdade indesmentível.

Este caso só se tornará um novo Camarate se as autoridades russas assim o desejarem.

MSantos disse...

Por muito clarificado que fosse, este caso estava desde o início condenado a ser utilizado como mais uma conspiração da Rússia contra a Polónia por parte de alguns sectores.

Sempre se teve o conhecimento das comunicações dos controladores russos cuja última tentativa de demover os pilotos polacos de aterrarem e o acidente dista 4 minutos. Mesmo em aviação, 4 minutos são uma eternidade e dá para fazer muita coisa.

Estranho é que estas divergências apareçam só quando se tomou conhecimento das vozes "não identificadas".

Temos também de nos lembrar que o presidente polaco era recorrente neste tipo de situações devido à sua grande intransigência.

Cumpts
Manuel Santos

Jest nas Wielu disse...

Apenas 4 minutos antes, pois, significa que o aparelho já tinha iniciado a “glissada”.do pouso...

Jest nas Wielu disse...

No blogue do Andrei Illarionov (http://aillarionov.livejournal.com/206097.html) há mais pormenores...

Anónimo disse...

É um azar estar perto de russos importantes, pelos vistos. À Madame Sarko até lhe sairam os mamilos no vestido de noite na gala com Medvedev e agora o Presidente da Ucrania cai-lhe a coroa de flores em cima ao lado de Medvedev. Resumindo: mantenham a distância do urso ou podem ter um azar mais ou menos polaco.Vade retro!

Maquiavel disse...

Já na Geórgia o piloto fora forçado a aterrar pelo Presidente polaco, e isso está mais do que documentado.

Será que a voz que se ouve é do presidente, vociferando que aterrem dê por onde der? Esclarecimentos agradecem-se.

Anónimo disse...

Isto é cada anjinho que até mete dó.