terça-feira, agosto 10, 2010

Causa da tragédia do submarino Kursk continua por esclarecer dez anos depois


Dez anos depois do afundamento do submarino nuclear russo Kursk, os peritos reconhecem não estarem ainda esclarecidas as causas do seu afundamento, que provocou a morte de 118 tripulantes.

“A causa da explosão do torpedo no submarino nuclear Kursk continua por explicar”, declarou Igor Kudrin, capitão de mar e guerra, presidente do Clube de Tripulantes de Submarinos de São Petersburgo.

A catástrofe ocorreu no dia 12 de Agosto de 2010 no Mar de Barents durante manobras navais.

“A detonação do torpedo podia ter ocorrido por duas razões: interna e externa. Muitos dizem que o Kursk podia ter chocado com outro submarino ou ter sido mesmo alvo de um ataque de torpedo”, afirmou Kudrin numa conferência de imprensa.

“Não há nenhuma prova de um ataque de torpedo contra o submarino. Os que falam da colisão com um submarino americano devem estar loucos”, sublinhou, acrescentando que “para nós é muito cómodo ter a “versão americana””.

Kudrin não exclui que a detonação do torpedo possa ter sido provocada por “ações erradas da própria tripulação”.

Este perito considerou a operação de salvamento “incompetente”.

O académico Igor Spasski, que dirigiu a operação de retirada dos destroços do submarino, considera que a causa da explosão podia ter sido a “perda de hermeticidade do torpedo”.

“A água oxigenada começou a sair dele até que se deu a explosão”, precisou.

Os restos do vaso de guerra foram retirados do fundo do Mar de Barents um ano após o naufrágio.

O académico Spasski recorda o encontro noturno com Vladimir Putin, então Presidente da Rússia, onde foi decidido realizar a operação.

“Ele perguntou: “É preciso levantar?”, eu respondi que é preciso, pois a profundidade não é grande, trata-se de um local de navegação e pesca, e no submarino há dois reatores nucleares. Eu pedi três anos para fazer isso, mas Putin disse: um!”, recorda ele.

“Então, eu coloquei duas condições: recorrer a empresas estrangeiras e transferir o dinheiro concedido para um banco holandês, para que ninguém o retirasse. Assim decidimos. Eu saí do gabinete do Presidente e parecia que tinha pernas de algodão”, conclui.

No dia 12 de Agosto, cerca de 200 familiares dos marinheiros irão assistir a uma cerimónia solene no templo de Nikolo-Bogoiavlensk em São Petersburgo.

Após o serviço religioso, irá realizar-se uma cerimónia militar no Cemitério Serafimovskoe, onde estão sepultados 32 marinheiros, em que participarão também os adidos militares dos Estados Unidos, Noruega e Grã-Bretanha.

22 comentários:

PortugueseMan disse...

...Os que falam da colisão com um submarino americano devem estar loucos...

Tenho pena de não ver esta afirmação detalhada.

Caro JM,

Igor Kudrin chegou a dar uma resposta mais detalhada, sobre a hipótese de colisão?

MSantos disse...

Sobre este acidente há duas hipóteses mais verossímeis:

- Uma fuga de peróxido de hidrogénio de um dos torpedos que sob pressão teria causado a 1ª explosão detectada nos sismógrafos noruegueses, desencadeando um fogo interno catastrófico levando à 2ª explosão que terá originado a perda total. Para os especialistas, esta é a hipótese mais provável.

- Um ensaio que correu muito mal com uma nova super arma, o torpedo de hipercavitação SCHKVAL capaz de atingir velocidades de 200 nós.

A hipótese de colisão com um submarino nuclear americano peca por ser quase ridícula.

O submarino ANTEY/OSCAR tem um casco exterior espesso que envolve um segundo casco interno de igual espessura. O submarino americano LOS ANGELES ou até os ingleses são monocasco e comparativamente fino.
Numa colisão dessa natureza provavelmente o submarino ocidental soçobraria enquanto que o russo embora com danos sobreviveria.

Obviamente que um grande mistério persiste e a forma como a marinha e as autoridades russas dirigiram este caso foi desastrosa, criminosa até.

Cumpts
Manuel Santos

Jose Milhazes disse...

Caro PM, o que o Sr. Kudrin disse está no texto.

PortugueseMan disse...

Caro JM,

Obrigado pelo o esclarecimento e tenho pena de ele não ter sido mais explicito.

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

...A hipótese de colisão com um submarino nuclear americano peca por ser quase ridícula...

Não concordo.

Uma das hipóteses é uma colisão entre dois submarinos e embora o Kursk tenha muito maior capacidade de sobrevivência numa colisão, não tem hipóteses contra uma explosão de um torpedo.

Tal como Kudrin diz, a detonação do torpedo tanto pode ser interna como externa.

E esta parece-me uma hipótese tão válida como as outras.

MSantos disse...

Caro PM

É a sua opinião, no entanto como comandante de submarinos na Armada russa, Kudrin deve saber do que está a falar quando afirma que esta hipótese é no mínimo, muito improvável. E não é o único.

Como nós muito bem sabemos assim como há muitos paranóicos ocidentais relativamente à Rússia (e até conhecemos alguns), esta também os tem quanto baste.

Cumpts
Manuel Santos

ALONE HUNTER disse...

O submarino da classe OSCAR, Kursk foi afundado por um submarino americano da classe Los Angeles.

Essa foi a causa do acidente. Os americanos cometeram mais um crime e se passaram por mocinhos, sendo os primeiros á enviar equipes de buscas para ajudar os russos!

A verdadeira causa do acidente nunca será esclarecida, pois Igor Kudrin é um agente secreto da CIA infiltrado na Marinha Russa.

Não há outra explicação. É impossível um erro da tripulação provocar o afundamento do submarino. Não é assim tão fácil afundar um submarino por erro da população pois ocorreu com o NERPA em 2008, e não ocorreu o afundamento do mesmo!!!

Mais uma coisa: Não é também esquisito o que ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2009, quando o submarino francês Le Triumphant colidiu com o submarino britânico HMS VANGUARD?

Como isso pode acontecer? Só há apenas uma resposta: ESPIONAGEM!!!

E essa foi a causa do afundamento do KURSK. Um submarino de ataque americano da classe Los Angeles estava espionando as movimentações da Marinha Russa no Mar de Barents, quando foram detectados pelo sonar do KURSK. Então, devido ao ato de agressão americano, o submarino KURSK efetuou manobras ofensivas contra o submarino americano, e o mesmo afundou o KURSK, pois o mesmo não é um submarino de ataque, mais sim um SSGN, que não tem a mesma especialidade ( SSGN-Submarino especializado em lançar mísseis de cruzeiro - não um SSBN que é um submarino balístico!)

E o resultado todos sabem: 118 marinheiros russos mortos!!!

Jest nas Wielu disse...

As florestas em redor de Moscovo também foram ateados à partir de um submarino americano classe … sei lá, não importa, importante é que tudo foi obra da FBI-Mossad e claro, da Geórgia.

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

...É a sua opinião, no entanto como comandante de submarinos na Armada russa, Kudrin deve saber do que está a falar quando afirma que esta hipótese é no mínimo, muito improvável. E não é o único...

Sem dúvida é a minha opinião de que a hipótese não deve ser descartada e porque deveria?

Se Kudrin sabe do que fala é que não sei, porque se há coisa que existe em abubndância na Rússia, são declarações e contra-declarações, gerando um emaranhado de informações que ninguém sabe onde está a verdade e isto vê-se em muitos temas quentes.

E Kudrin não diz "que esta hipótese é no mínimo, muito improvável", ele diz que não há provas de ataque de torpedos e que a teoria de colisão é de loucos.

Mas esta hipótese já foi eliminada oficialmente? é de loucos porquê, já foi explicada a razão porque esta hipótese não faz sequer sentido?

Colisões tem havido. mesmo recentemente tem havido casos. Um entre dois submarinos de países da NATO, (o que não deixa de ser curioso) e nenhum deles afundou.

Temos um submarino americano que colidiu com uma embarcação japonesa, tendo esta afundado e temos um outro caso muito curioso de um submarino americano que chocou no fundo, onde as fotos mostram a parte da frente destruida e não sei como é que não ficou lá... neste caso penso que foi de uma enorme sorte.

Ora no caso do Kursk, estavam lá pelo menos submarinos americanos, ingleses e franceses.

Os russos perseguiram algo, não avançaram mais, porque não podiam entrar em àguas norueguesas.

Houve declarações oficiais de que tinha entrado um submarino americano para reparações, essa declaração foi posteriormente corrigida, entrou um submarino sim, não para reparações, mas para uma escala previamente programada.

Foi pedido uma inspecção visual ao submarino e foi negada. Saiu um artigo depois a dizer que não compreendiam a recusa da inspecção, dado que o submarino em questão esteve várias vezes aberto a visitantes e apenas estava a ser requerido uma rápida inspecção externa.

Há aqui situações que contribuem para que esta seja uma hipótese válida e não conheço explicações oficiais para que não a seja.

Considero esta até mais válida do que a do torpedo SCHKVAL.

Hipóteses há muitas, eu só gostaria de uma explicação válida que mostre claramente que é de "loucos" e duvido que Kudrin o vá fazer.

Cumprimentos,
PortugueseMan

Francisco Lucrecio disse...

Até para um leigo é muito fácil perceber se a explosão foi a partir do interior ou do exterior do submarino.
Lembram-se do caso Main? Muitas décadas , depois peritagens efetuadas ao casco do barco concluíram que a explosão deu-se a partir do interior. Ou seja; uma provocação para justificar a guerra com Espanha.
O que se está aqui a tentar fazer, é lançar uma cortina de fumo mais densa que aquela que cobre Moscovo. As autoridades militares Russas de certeza, que apuraram as causas, se o submarino foi trazido à superfície. Se não as tornam publicas é porque entendem que o não devem fazer.
Talvez as razões sejam as mesmas que os Americanos não divulguem as causas do afundamento do submarino Scorpion. Sabe-se que foi uma explosão

MSantos disse...

Efectivamente por muito inverossímel que seja, nenhuma hipótese deverá ser posta de lado.

Pessoalmente e do ponto de vista racional, acho a causa do peróxido de hidrogénio a mais consistente.

No entanto numa perspectiva emocional, não me posso esquecer do almirante russo que tinha acabado de apresentar a demissão (obviamente a mando) e que apresentava a versão oficial à comunicação social, enquanto murmurava entre dentes qualquer coisa como "bandidos,...escaparam-nos".

Por muito que choque a muito boa gente, o homem naquela altura pareceu-me sincero.

Toda esta desinformação, as várias versões e contradições aliados ao facto de se ter tornado um segredo de estado comprova que efectivamente algo de muito grave se passou, obviamente além da gravidade evidente da perda de 118 vidas.

Cumpts
Manuel Santos

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

Uma parte da minha linha de raciocínio:


...two Russian and American submarines collided in or near Russian territorial waters off the port of Murmansk.While such submarine collisions have occurred before, the most recent collision seems to have generated more response in the press than previous ones. Differing and contradictory press accounts of the collision, published in both the US and Russia, raise two questions: What was the US submarine doing so close to the Murmansk naval facilities? And how could such a collision have occurred?

...The U.S. Navy has not released an explanation of why the Baton Rouge was operating so close to the Russian coast. However, sources within the Pentagon have reportedly said that the Baton Rouge was on an intelligence gathering mission at the time of the collision...

...According to knowledgeable sources in the Russian Navy: "Intelligence gathering is a routine activity of American subs near our coast. Typically, there are one to two American or British submarines operating close to the Soviet coast off Murmansk, 1-3 off the Kamchatka peninsula and 1 off the coast of Vladivostok. During naval exercises this number can increase by a factor of two...."

...Conclusions:
In spite of the claims in the news reports, it appears likely that neither submarine heard the other before the collision and that the collision was a basically an accident. Playing an extended cat-and-mouse game would have been impossible there because of very short detection ranges that would be possible against quiet submarines...


Provalvelmente conhece este texto e o caso em questão, mas falo aqui pois outros não o saberão.

Este artigo refere-se à colisão entre um submarino de ataque nuclear da classe Los Angeles (USS Baton Rouge) e um submarino de ataque nuclear da classe Sierra (Barracuda).

O caso foi complicado com as relações diplomáticas ao rubro, há quem diga que é um dos casos mais controversos na história de colisões de submarinos americanos, não há detalhes oficiais acerca da colisão e ambos os submarinos acabaram no estaleiro e não voltaram mais para o mar.

Mas situações destas geraram vários encontros entre a Rússia e os EUA de modo a evitar acidentes deste género, há vários artigos que falam disso a necessidade de diminuir o perigo de choque entre duas embarcações nucleares, cheias de armas nucleares.

E isto foi muito antes do Kursk, este caso específico foi em 1992 e interrogo-me sobre as consequências se de facto o Kursk tivesse colidido com um submarino americano onde todos os russos perderam a vida e com perda do submarino também. A ser reconhecido como uma colisão, seria sem dúvida o caso mais grave na história de submarinos e para ser mais grave só faltaria ter havido uma detonação nuclear, que continua a ser uma das preocupações para muita gente.

O artigo em questão está aqui:

http://web.mit.edu/ssp/program/breakthroughs.html

Procure por: Winter 1992/93, Vol. II, No. 2.

Título: "Submarine Collision off Murmansk: A Look from Afar"

PortugueseMan disse...

Relativamente a colisões, veja esta foto de uma colisão de um submarino nuclear da classe Los Angeles (San Francisco) com o fundo do mar a grande velocidade em 2005.

http://www.navsource.org/archives/08/0871115.jpg

Os estragos são impressionantes, e acho que também houve uma grande dose de sorte em não terem ficado todos lá em baixo.

Além disso, mostra a capacidade de uma embarcação deste tipo tem em lidar com colisões sérias.

PortugueseMan disse...

Em 1993 um ano depois do incidente que indiquei, temos novamente uma outra colisão entre dois submarinos nucleares, um americano de ataque da classe Sturgeon e um Delta III que podemos dizer que é um porta-mísseis nuclear, e esta colisão ocorreu perto da Rússia.


U.S. and Russian Subs in Collision In Arctic Ocean Near Murmansk

In the latest round of a cat-and-mouse game that has outlived the cold war, an American attack submarine collided on Saturday with a Russian missile-carrying sub in the Arctic Ocean, the Pentagon said today.

The collision occurred as the Grayling was shadowing a Russian Delta-class sub, which is normally equipped with 16 ocean-spanning nuclear-tipped missiles...

...But even with the improvement in relations between Washington and Moscow, the United States Navy monitors the subs while they are at sea to gather intelligence and to keep track of the Russian vessels...

..."The high command of the Russian Military Fleet expresses its extreme concern over the latest incident of dangerous maneuvering by foreign submarines in military training zones," the Russian statement said.

"It is evidently necessary to note both the low levels of responsibility and of readiness of captains and crews of foreign submarines on observation trips," the Russian statement said...


http://www.nytimes.com/1993/03/23/world/us-and-russian-subs-in-collision-in-arctic-ocean-near-murmansk.html

Na segunda parte da década 90, recordo-me perfeitamente de alguns artigos e salvoerro um documentário muito interessante no Discovery a falar de problemas de colisões e a preocupação com a necessidade de mais agressividade por parte dos submarinos de ataque nucleares americanos.

Essa agressividade era explicada pelo o seguinte:

Pela consequência da dissolução da URSS e a falta de dinheiro, obrigou a que os submarinos estratégicos nucleares russos, ficassem perto das suas bases, deixando de percorrer os mares. Dado que os mísseis são intercontinentais, os submarinos podem cumprir a missão para que foram construidos, mesmo operando na sua base.

Ora isto trouxe um enorme problema para os submarinos de ataque americanos, pois a sua principal missão é atacar estes submarinos antes que disparem os mísseis.

Os submarinos americanos passaram a ter necessidade de operar perto das bases russas de modo a poder intervir se chegasse o momento. Com isto aumentou os riscos para todos. A missão de ambos é não ser detectado pelo o outro.

A minha opinião acerca de Kursk é que pode ter existido uma colisão, dado estarem muitos submarinos na àrea para obter informação.

Este exercício naval era considerado um dos mais importantes pós URSS, e atraiu muitas atenções.

A minha hipótese é que ao contrário das outras vezes onde ocorreram colisões e nada de mais grave aconteceu, desta vez o choque entre ambos, originou algum problema no Kursk. Até poderiam estar a operar um torpedo na altura e uma série de acidentes em cascata conduziu ao desastre que conhecemos.

Tantos acidentes que são estudados, principalmente com os aviões e muitas vezes a causa é um pequeno pormenor que cresce para porporções gigantescas e causa o desastre.

É uma questão de probabilidades. quantos mais acidentes ou incidentes acontecem, maior é a probabilidade de acontecer uma tragédia.

Considero uma hipótese plausivel e (não sou o único) e ver alguém dizer que é de loucos sem explicar porquê, acho no mínimo estranho.

Porque é que não se pode equacionar a colisão, quando já tantas aconteceram? Será que não se pode equacionar por assim foi decidido?

Nunca saberemos.

PortugueseMan disse...
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Francisco Lucrecio disse...

Efectuei uma pesquisa sobre o dizem as autoridades Russas.
A versão que encontrei foi que deveu-se a uma explosão de um torpedo 65-67 KIT (baleia) movido a piróxido de hidrogénio, no paiol de munições.
Não sei se corresponde à verdadeira.

MSantos disse...

Caro PM

Casos destes têm acontecido com alguma frequência fora aqueles que nunca hão-de vir a público.

Mesmo no campo oposto ainda hoje há vozes na marinha americana que culpam este tipo de incidentes na perda do Tresher e do Scorpion.

Sobre a foto, já a tinha visto. É de facto chocante e neste caso tiveram muita sorte.


Cumpts
Manuel Santos

MSantos disse...

Sobre os torpedos 65-67, nem de propósito: o Almirante da Armada russa quer reactivá-los ao serviço, sempre com o fascinío tradicional dos soviéticos por armas grandes e poderosas deixando de lado a segurança dos marinheiros:

http://en.rian.ru/mlitary_news/
20100812/160176941.html

A pergunta que fica é: se o Kursk foi afundado por outras razões, qual o motivo da retirada destes torpedos de serviço?

Cumpts
Manuel Santos

Wandard disse...

"Tantos acidentes que são estudados, principalmente com os aviões e muitas vezes a causa é um pequeno pormenor que cresce para porporções gigantescas e causa o desastre.

É uma questão de probabilidades. quantos mais acidentes ou incidentes acontecem, maior é a probabilidade de acontecer uma tragédia.

Considero uma hipótese plausivel e (não sou o único) e ver alguém dizer que é de loucos sem explicar porquê, acho no mínimo estranho.

Porque é que não se pode equacionar a colisão, quando já tantas aconteceram? Será que não se pode equacionar por assim foi decidido?

Nunca saberemos."

Caro PM,

Sua análise tem sentido, os exercícios militares dos quais o Kursk participava era observado de perto pela Otan, com os submarinos americanos (Memphis e Toledo) e um britânico o (Splendid), se houve a colisão ela nunca será revelada nem admitida pelos Estados Unidos e também pelos russos a repercursão seria extremamente polêmica em um momento delicado da história.

PortugueseMan disse...

Caro MSantos,

...A pergunta que fica é: se o Kursk foi afundado por outras razões, qual o motivo da retirada destes torpedos de serviço?...

Penso não ter sido intencional da sua parte, mas como diz "afundado", dá a sensação de ter sofrido um ataque.

O Kursk afundou e confesso que não penso em nenhum tipo de ataque.

Acho que toda a gente aceita uma situação, existiu a explosão de um torpedo, agora o que causou essa explosão é onde começam as teorias.

O torpedo pode ter sido retirado do serviço por ser demasiado perigoso ou pode ter sido retirado por opção política dada a situação também política no momento.

Agora aqui também podemos especular com outra situação: e se não foi este modelo de torpedo que explodiu mas um super torpedo, o SCHKVAL?

Também não sabemos porque ao que sei, oficialmente nem é reconhecido a presença deste torpedo a bordo. Mas ainda antes do acidente se falava que este exercício iria ter o torpedo em acção.

Este modelo, se agora ainda tem muitos mistérios à volta dele, há 10 anos atrás ainda mais, porque era um modelo muito recente ainda em testes, é um torpedo revolucionário, porque mais ninguém possui um torpedo capaz de atingir velocidades destas e até conhecemos um americano que foi preso por espionagem na tentativa de obter informações sobre esta nova arma poucos meses antes da tragédia do Kursk.

Se realmente os EUA pensavam que nestes exercícios o torpedo iria estar em acção, eles de certeza queriam estar o mais perto possível para obter dados. Valia o risco? De certeza que valia.

Cumprimentos,
PortugueseMan