quarta-feira, novembro 24, 2010

Conflito entre Coreias não deve aumentar de intensidade e Rússia irá apelar ao diálogo

A situação na Península da Coreia é muito tensa, não só do ponto de vista militar, mas também político, por isso podem rebentar, a qualquer momento, conflitos como o que ocorreu hoje, declarou à Lusa Leonid Ivachov, general russo na reserva.

“As tropas dos dois lados estão em estado de alerta máximo e o mínimo incidente pode provocar um conflito armado. Tanto a Coreia do Norte, como a do Sul não querem a guerra, por isso, penso ter-se tratado de disparos não sancionados”, disse Ivachov, diretor do Instituto de Estudos Geopolíticos.

“Considero que o incidente de hoje não deverá conduzir a um conflito de grandes dimensões. A China e a Rússia não querem uma guerra nas suas fronteiras e os Estados Unidos também não a querem, pois estão envolvidos no Iraque e Afeganistão”, acrescentou.

Pavel Felguengauer, especialista russo em assuntos militares, exprimiu à Lusa posição semelhante.

“Considero que os combates fiquem por aqui, embora não exclua um agravamento de discurso. Isto porque ninguém está interessado numa guerra de grandes dimensões na Península da Coreia”, disse ele.

Quanto à posição da Rússia, Leonid Ivachov considera que ela se irá juntar aos Estados Unidos e China no esforço diplomático para travar o aumento da tensão.

“É necessário uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, a criação de uma comissão internacional para investigar o incidente”, sublinha.

Felguengauer estima que o seu país irá “manter a neutralidade no conflito, aconteça o que acontecer”.

“As nossas autoridades competentes já revelaram essa posição e acho que a irão manter. Além disso, irão continuar a apelar ao diálogo entre as duas Coreias”, frisou.

De acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, a Coreia do Norte disparou granadas de morteiro contra uma ilha da Coreia do Sul, causando dois mortos e 18 feridos, e desencadeando uma resposta militar da parte de Seul.

O incidente coincide com as manobras anuais militares sul-coreanas, iniciadas na segunda-feira, que envolvem cerca de 70 000 efetivos.

3 comentários:

Francisco Lucrecio disse...

Mas o que tem a ver as guerras do Afeganistão e do Iraque com o conflito na peninsula Coreana?

São realidades totalmente distintas.


Os EUA interessa-lhe a paz e estão a preparar a guerra com provocações e rearmando os seus aliados com o mais moderno que dispõem?

Roberto disse...

A beligerância nuclear da Coreia do Norte foi uma criação quase que exclusivamente do governo dos EUA em que eles armaram o estado stalinista tanto direta como indiretamente através de distribuidores globais de armas sob o seu controle, nomeadamente o Dr. Abdul Qadeer Khan, conhecido também como AQ Khan.

Enquanto rotularam a Coreia do Norte como parte do “eixo do mal”, o governo americano entusiasticamente financiou cada etapa de seu programa de armas nucleares.


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FAB FLANKER disse...

A verdade é que a Coréia do Sul é o país mais covarde do planeta!

Não é possível um país tolerar o afundamento de um navio de guerra e a morte de dezenas de marinheiros, e agora, este ataque de peças de artilharia contra aquela ilha!

Realmente, o que pesa é que, se tomar a iniciativa, a Coréia do Sul irá perder Seul e seus habitantes, pois os norte-coreanos iriam reagir igual fez a Geórgia contra a Ossétia do Sul, lançando foguetes e matando quem tiver pelo caminho!

E isso é simplesmente uma humilhação para a Coréia do Sul, que é um país financiado militarmente, pelos Estados Unidos!