sexta-feira, novembro 26, 2010

Duma Estatal Russa condena um dos crimes mais hediondos do estalinismo




A Duma Estatal (câmara baixa) do Parlamento russo aprovou hoje um documento onde se reconhece que o assassinato de cerca de 20 mil oficiais polacos em Katin é da responsabilidade de José Estaline e de outros membros da direção soviética.
“Os documentos publicados, que foram guardados durante muitos anos nos arquivos secretos, não só mostram a envergadura dessa terrível tragédia, como testemunham que o crime de Katin foi cometido por ordem direta de Estaline e de outros dirigentes soviéticos”, lê-se na declaração hoje aprovada.

Este documento recebeu o apoio dos partidos Rússia Unida, Rússia Justa e Partido Liberal-Democrático, sendo os comunistas os únicos a votarem contra.

“Na propaganda oficial soviética, a responsabilidade por essa malvadez, que recebeu o nome de tragédia de Katin, era imputada aos criminosos nazis. Essa versão foi, durante muitos anos, objeto de discussões escondidas, mas por isso não menos acesas na sociedade soviética e provocou sempre a ira, a reprovação e a desconfiança do povo polaco”, consideram os deputados.

A Duma Estatal exprimiu “profunda compaixão a todas as vítimas das repressões infundadas, aos seus parentes e próximos”.

Os deputados defendem que é necessário continuar a estudar os arquivos com vista a esclarecer todas as vítimas de Katin.

Victor Iliukin, deputado comunista, declarou que a decisão da Duma se baseia em documentos falsos.

“Foi Goebbels e a sua equipa que declararam, em outubro de 1940, que o Comissariado do Povo para Assuntos Internos (antecessor do KGB) fuzilou 20 mil oficiais em Katin”, disse ele, argumentando que “durante as investigações foram encontradas balas alemãs nos cadáveres dos oficiais polacos”.

Outro deputado comunista, Vladimir Kachin, chamou a atenção para o fato de a decisão da Duma pode trazer pedidos de indemnização enormes à Rússia da parte polaca, sublinhando que “na Polónia já se fala em 2 biliões de euros (2 000 000 000 000)”.

Konstantin Kossatchov, deputado da Rússia Unida que apresentou o projeto de resolução, respondeu que, neste momento há apenas quatro queixas de polacos no Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

“Em duas deles não se pede compensação material, numa exige-se a compensação simbólica de um euro e numa deixa-se ao tribunal a liberdade de determiná-la”, precisou.

As organizações de defesa dos direitos humanos saudaram esta decisão e esperam que as autoridades abram os arquivos para que se investigue outros crimes do estalinismo.

“Estou feliz pelo fato da Duma ter feito essa declaração. Espero que isso ajude a desmascarar e a condenar, oficial e definitivamente, o estalinismo”, declarou Liudmila Alekseevna, dirigente do Grupo de Helsínquia.

“Em relação à tragédia de Ktin, devemos fazer tudo para que nem sequer fique uma dúvida de que tentamos esconder algo”, declarou Mikkhail Fedotov, dirigente do Conselho junto do Presidente da Rússia para o apoio ao desenvolvimento dos institutos da sociedade civil e dos direitos humanos.

Após a invasão pela URSS, em Setembro de 1939, das regiões do Leste da Polónia devido ao pacto germano-soviético, cerca de 20 mil oficiais polacos foram detidos e fuzilados na floresta de Katin (Rússia) e em Kharkov (Ucrânia).

Os dirigentes soviéticos acusaram os nazis de terem cometido esse crime e, apenas em abril de 1991, Milhail Gorbatchov, Presidente da URSS, reconheceu a responsabilidade do seu país nesses massacres.

Ao aprovar esta decisão, a Duma contribui para a aproximação russo-polaca que se tem vindo a registar nos últimos meses.



35 comentários:

Anónimo disse...

Parabéns à Rússia por essa decisão.

É o justo, é o correto. é O MÍNIMO.

Com a exceçao de que o crime não foi ""estalinista"".



FOI COMUNISTA.



Façamos votos de que o comunismo jamais ressurja e que a democracia sempre prevaleça. Deus nos proteja.

Cristina disse...

Apoiado

Anónimo disse...

Lula critica antigo bloco de países socialistas

Para presidente, Revolução Russa criou "medo do socialismo" e levou capitalistas a atender necessidades da população de forma melhor do que nos países comunistas.


Simone Iglesias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem o antigo bloco socialista, dizendo que a Revolução Russa (1917) fez com que os capitalistas "tivessem medo do socialismo" e atendessem às necessidades da população.

De acordo com Lula, ele formulou essa tese após ter viajado por países socialistas e ela "pode não estar de acordo com cientistas políticos".

O presidente disse ainda que a visita que fez às duas Berlins, em 1985, o ajudou a embasar seu pensamento.

"Eu cheguei a Berlim Oriental, me deram 500 marcos para poder comprar coisas e não tinha onde comprar. A gente via pela televisão a Alemanha Ocidental, aquele povo com quase US$ 30 mil de renda per capita, tendo acesso a quase tudo."

O discurso foi feito a pequenos agricultores, em seminário do Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar.

p.s: Até o analfabeto do Lula consegue entender o óbvio.


Comunistas, vcs perderam..


Só sobrou Coreia do Norte, Cuba e Laos pra vcs..


Fracassados...

Marcelo Łukaczewski disse...

MUITAS BARBARIDADES SÃO DITAS E APROVADAS À REVELIA DE UM EXAME MAIS APURADOS DOS FATOS E EVIDÊNCIAS. NESSA HORA, QUANDO O CAMARADA STALIN HÁ MUITO NÃO MAIS ESTÁ ENTRE NÓS, FÁCIL, MUITO FÁCIL, PROMOVER FACTÓIDES DESCONTEXTUALIZADOS. SOU PELA VERSÃO VERDADEIRA. MAS O QUE FAZER QUANDO VIVEMOS UMA DITADURA ANTICOMUNISTA. PIOR. ANTIESTALINISTA.

Marcelo Łukaczewski

Zuruspa disse...

Assim como os crimes da Inquisiçäo também näo foram "da Inquisiçäo", foram DO CATOLICISMO. Näo é, anónimo?

A condenaçäo já veio tarde. Deve ser para contrastar com a limpeza de imagem de Estaline que anda a acontecer por toda a Rússia...

Gilberto Mucio disse...

«Assim como os crimes da Inquisiçäo também näo foram "da Inquisiçäo", foram DO CATOLICISMO. Näo é, anónimo?»

Perfeito.

Gilberto Mucio disse...

Assim como também os crimes do nazismo e Holocausto, foram crimes do capitalismo, segundo o "Anônimo"(Ítalo Chiliquento).

Gilberto Mucio disse...

Falsificando a História: Rússia "assume" morte de poloneses
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O parlamento russo aprovou nesta sexta-feira (26) uma condenação ao massacre de 20 mil poloneses cometido na Segunda Guerra Mundial, atribuindo a culpa a Stalin (1924-1953). O massacre foi denunciado na época pelo sistema de propaganda nazista, que ocupava a região onde supostamente teria sido encontrada a vala onde jaziam os corpos dos poloneses.

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A União Soviética tentou incluir o caso no julgamento de Nuremberg, trazendo provas concretas de que os poloneses haviam sido assassinados com armas e balas alemãs, amplamente utilizadas pelo exército nazista.

O Partido Comunista da Federação Russa tem denunciado há anos a falsificação dos documentos "abertos" pelo governo capitalista depois da contra-revolução de 1991. O governo russo teria criado uma central de falsificações para alterar a história do país e incriminar ex-líderes soviéticos. Vários dos documentos contêm falsificações grosseiras, como carimbos que não existiam à época da guerra, nomes fictícios, erros em nomes de instituições e organizações.

Em entrevista ao jornal georgiano Georgia Times, o neto do líder soviético Josif Stálin dá sua versão sobre o massacre cometido contra oficiais poloneses nas florestas de Katyn, então União Soviética, durante a Segunda Guerra Mundial.

Questionado sobre a construção de um monumento em memória aos soldados mortos, que atribui o massacre ao governo soviético, Iakob Djugashvili traz à tona partes da história omitidas pelo Ocidente em relação ao caso. Leia a seguir um trecho da entrevista, publicada no blog Mamayev Kurgan:

Georgian Times: Um monumento em memória aos poloneses executados em Katyn durante a época de Stálin foi erigido. O que você acha disso?

Iakob Djugashvili: Vou lhe dizer algumas coisas interessantes sobre a Polônia. Em 1934 (depois que os Nazis tomaram o poder na Alemanha) a Polônia tornou-se um aliado oficial da Alemanha. No verão de 1938, quando a Alemanha anexou a Áustria, a Polônia não cumpriu com as suas obrigações com a França, não se opondo à invasão alemã da Áustria. No outono do mesmo ano, sob o Tratado de Munique, a Alemanha não só engoliu a Tchecoslováquia como também a região de Szczecin, na Polônia.

A Polônia sabia que isso aconteceria, mas não concordou nem com as partes do Pacto de Munique. A Polônia então cessou a conversação com a União Soviética, com a Franca e com o Reino Unido sobre a formação de um pacto anti-Hitler. No dia primeiro de setembro do mesmo ano, a Alemanha invadiu a Polônia e no dia 10, os patriotas, o Governo e os Generais da Polônia liderados por Sikorski deixaram o território polonês orgulhosamente e corajosamente.

Em 13 de Abril de 1942, Goebbels – com o objetivo de separar a União Soviética de seus aliados – declarou que em 1940 os judeus da União Soviética haviam executado milhares de oficiais poloneses. Dois dias depois, no dia 15 de Abril, o chefe exilado do Governo polonês e aliado do Reino Unido, Sikorski, confirmou publicamente a afirmação de Goebbels sem fazer nenhuma investigação ou mostrar algum fato.

Em 1943, os britânicos planejaram um ataque à Noruega para cortar os alemães no Báltico. Mas os alemães descobriram isto. Então a paciência inglesa chegou ao fim e em julho de 1943 o avião em que Sikorski voava do Marrocos para a Inglaterra caiu no Estreito de Gibraltar. Apenas os pilotos ingleses sobreviveram, Sikorski e seus filhos morreram.

(continua)

Jose Milhazes disse...

Caro Gilberto, a solução do problema é simples: a abertura dos arquivos, respeitando a legislação nacional e internacional nessa área.
No caso de Katin, não restam dúvidas de que se tratou de um dos muitos crimes de Estaline.
Quanto às declarações do neto, elas valem o que valem. Já ouvi, e vocè também, historiadores russos a afirmarem que a Polónia foi a culpada por ter sido invadida.

Gilberto Mucio disse...

(continuação -- não tinha conseguida eviar a continuação antes, mas vai agora )

O Governo polonês daquele tempo traiu todos seus aliados (até seu próprio povo) e deste modo provocou a Segunda Guerra. O truque propagandístico de Goebbels trouxe 1.8 milhões de voluntários ao exército alemão, prolongando a guerra e aumentando o sacrifício.

A questão de Katyn voltou aos holofotes em 1989 quando traidores comandavam a União Soviética. Eles queriam desmontar a União Soviética e um dos meios de essenciais de fazê-lo era destroçar o Pacto de Varsóvia. A Polônia então se juntaria à OTAN.

Agora o Ocidente fascista precisa da questão de Katyn para forçar a Federação Russa a pagar sua compensação. Eu tenho material de estudo nesta questão e ele me convenceu de que os alemães fuzilaram os poloneses na floresta de Katyn próxima a Smolensk, em 1941, quando eles controlavam Smolensk. Hoje todos culpam a União Soviética por executar poloneses em Katyn e usam esta questão para melhorar suas carreiras políticas ou para outros fins. Estas pessoas são os filhos espirituais de Goebbels e eu os considero meus inimigos.

O formato de nossa conversação não me dá a oportunidade para ir mais a fundo neste problema, e é por isso que eu aconselho aquelas pessoas que ainda tem dignidade e lucidez a ler o livro “Detetive de Katyn” de Yuri Mukhin, seu filme “Katinskaya Podlost” e seu mais novo livro, “Sud Nad Stalinim”, o qual Yuri Mukhin, Sergei Strigin e Mikhail Shved, os quais investigaram a questão, apresentam seus argumentos. Eu quero fazer seus leitores ficarem interessados ao dizer que Sergei Strigin descobriu 43 sinais de falsificação no argumentos do “Pacote Especial nº 1”.

Da redação, com informações do blog Mamayev Kurgan

Gilberto Mucio disse...

Caro, Milharez, concordo com a abertura dos arquivos e a checagem dos mesmos, para se evitar falsificações.

Não acredito em nenhum dos lados.

Ambos mentem.

É aquela história: Um ocorrido tem sempre três versões -- a versão de uma parte; a versão da outra parte; e a versão verdadeira.

Sabe aquele joguinho de ligar os pontinhos e formar um desenho?

Pois bem, pega-se uns 4 ou 5 pontos que realmente existem, adiciona-se mais 20, traça-se o desenho("kartina") que quiser, e como prova da veracidade do desenho("kartina"), aponta-se os 4 ou 5 pontos verdadeiros.

Isso por ambas a parte.

E é lógico que esse alarde em torno de Katyn tem motivação exclusivamente política.

sergio disse...

todos mentem, menos o mucio...

não é verdade?

Jest nas Wielu disse...

Em vez de falar sobre “4 ou 5 pontos”, “mais 20”, “desenho”, apontar outros “4 ou 5 pontos verdadeiros” sempre é possível dizer que mais de 20.000 civis e militares polacos simplesmente se suicidaram em massa, movidos pelo ódio russófobo à Mãe-Pátria. É mais simples…

p.s.
A Associação dos Ucranianos de Portugal convida todos os interessados a participar na comemoração do 77º aniversário de um dos maiores genocídios do século XX: Holodomor – a Grande Fome da Ucrânia de 1932-1933 que se irá realizar no dia 28 de Novembro de 2010 na praça Martim Moniz em Lisboa às 11h00.

xicoribeiro disse...

70 anos depois o parlamento russo reconhece e bem um dos mais negros episódios de entre vários que marcou o estalinismo como fonte suprema do assassinato em massa de milhões de inocentes e colaboradores. Ainda há por aí quem de forma fundamentalista continue a ser seduzido por um ignóbil sistema político que se traduduz por um empobreciemnto: mental, cultural, politico, social, economico e financeiro, dos povos que estiveram subjugados á vontade de um partido.Um sistema que promovia a supremacia do homem,negando a supremacia da lei, não pode estar ao lado dos mais fracos.
xicoribeiro

pedro disse...

Facto sem dúvida muito importante o reconhecimento dos crimes cometidos durante o período Estalinista, assim como seria importante o reconhecimento do genocídio Arménio, entre outros ocorridos ao longo dos tempos, mas se em alguns casos existe interesse politico, noutros não, pois só reconhecendo o passado é que se pode melhorar no futuro.


Já agora pergunto ao José Milhazes como se sente enquanto ex-assassino? Visto neste blog ser cada vez mais comum considerar-se os comunistas como assassinos.

benito de paula disse...

Esse Gilberto Múcio enche o saco. O cara se acha o dono da verdade.

Jose Milhazes disse...

Pedro, eu nunca assassinei ninguém, mas se o tivesse feito, certamente me arrependeria.

Cristina disse...

Gilberto, você não tem razão.
Nós, os mais velhos, também já passamos por essas ilusões. Depois, a experiência de vida disse-nos que estávamos errados. Você algum dia também irá aperceber-se disso.

Cristina disse...

http://www.youtube.com/watch?v=XUhBB3FgslI

everardo disse...

Caro Milhazes,

Se calhar, os USA teem a obrigação de indemnizar toda a América Latina pelos sucessivos massacres nos mais diversos países, a incluir o Brasil, afinal, como o próprio texto diz, "ordem direta", significa muita coisa - a responsabilidade da qual o país deve assumir. Os massacres de Estaline fora bem antes da criação do folclórico "Tribunal Penal Internacional", portanto, a Russia deve recorrer dessa culpa. No caso dos USA, não, pois eles teem culpa já que os crimes a mando de Washington foram efctuados na América Latina a partir da década de 60, fora outros massacres no Oriente, em África, e o atual, no Iraque e Afeganistão, estes últimos, querem repassar a responsabilidade para seus aliados e agora a Russia que "bobou" ao assinar acordo com um país sem nenhuma cerdibilidade.

É isto, meu caro.
Um abraço do everardo.

António disse...

Estou aqui a matar a cabeça a pensar como é que ambos os lados poderão estar a mentir, mas sinceramente não me ocorre nenhuma explicação brilhante. Para além da hipótese avançada pelo Jest de suicídio colectivo, só me ocorre a solução intermédia de os massacres terem sido perpetrados afinal por uma joint-venture nazi-soviética. Terá sido a CIA? Os neoliberais?

Como o José Milhazes disse, escreveu-se o maior rol de disparates relativamente a este caso, especialmente por pseudo-historiadores russos. É conhecida a "prova" de que as balas usadas eram de origem alemã, argumento risível tendo em conta que entre 1939 e 1941 a Alemanha nazi e a URSS cooperavam activamente tanto no plano militar como económico, mas há outras questões ainda mais profundas que os teóricos da culpabilidade nazi esquecem-se sempre de contestar.

A saber: se situarmos os massacres algures no verão de 1941, como estas teses teimam em insistir, ficaria por explicar a razão pela qual os cadáveres foram encontrados envergando uniformes de inverno; a razão pela qual o general Anders, libertado pelos soviéticos logo a seguir à invasão alemã da URSS para reconstituir um exército polaco que lutaria ao lado do exército vermelho, não conseguir localizar milhares de oficiais entre os prisioneiros militares polacos feitos pelos soviéticos logo a seguir à invasão a 17 de Setembro de 1939. A resposta de Estaline a Sikorski no que toca a este mistério teria sido que os mesmos se terão "perdido" algures na vastidão da União Soviética.

É também bizarra uma eventual motivação alemã, no seu rápido avanço em território soviético, de chacinar 20.000 oficiais polacos de forma simultânea e sistemática em TRÊS locais diferentes (Smolensk, Kharkov e Kalinin), especialmente tendo em conta o facto de não se conhecerem iniciativas desta magnitude com prisioneiros polacos em território por eles controlado. Lembraram-se de começar a assassinar em massa oficiais polacos só depois de terem entrado na União Soviética? Pois.

Muito estranha também foi a virtual ausência do caso Katyn nos julgamentos de Nuremberga e, mais importante que tudo, a necessária sonegação pelos soviéticos de documentos que eventualmente "provariam" a culpa alemã. Quando aqueles apresentaram a acusação no tribunal, não conseguiram atribuir a culpa a nenhum alemão.

Num curioso paralelo, a consulta dos arquivos do NKVD sobre os massacres de Kurapaty na Bielorrússia, perpetrados entre 1937 e 1941, também não é permitida, existindo também "historiadores" e "investigadores" que tentam atribuir a culpa aos nazis.

António Campos

Francisco Lucrecio disse...

O Subcomandante Marcos disse isto. Creio que saibam quem é?

Sou negro na África do Sul, Asiático na Europa, hispânico em San Isidro, Anarquista na Espanha, Palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, roqueiro na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, gay em S, Francisco, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México.

Portanto Marcos é um resistente que se reconhece em todas as situações de intolerância.

Tudo o que incomoda o poder e as boas consciências é Marcos.

Face ao brilharete apóstata com que o Doutor Milhazes tenta fazer eco da falsificação da história, o paroxismo democrático de alguns, e a onomatopeia daqueles que sabem apenas imitar os sons que ouvem, não me resta outra alternativa que defender a maior vitima dos últimos tempos, A Verdade. E como já tive ocasião de escrever não estou aqui para gerar consensos e muito menos para agradar.
Se os argumentos dos outros têm que ser aceites como verdades, devem provar que os meus são mentiras.

Cont………..

Francisco Lucrecio disse...

Vamos a isso!

O Socialismo Soviético desafiou o que estava estabelecido até então, mostrou na prática que uma sociedade mais justa e igualitária era possível ( a experiência e os factos mostram hoje que não é a única saída proletária).
Mas face ao fracasso dos modelos políticos presentes que já provaram que não têm soluções para resolver os problemas da humanidade (miséria, analfabetismo, exclusão social, exploração desenfreada dos trabalhadores) que pelo contrário estes flagelos têm vindo a agravar-se ao mesmo ritmo que se assiste ao aumento vergonhoso da acumulação da riqueza por um grupo restrito de parasitas financeiros, e no momento em que a contestação social começa a ganhar formas gigantescas, é precisamente quando mais se intensificam estas campanhas difamatórias do Socialismo na pessoa de Estaline (A Lenda Negra).
Mais não se pretende com estas cruzadas que confundir e atemorizar as vitimas da exploração cega do capitalismo, tentando ludibriá-los que pior que este caos, só o comunismo.

Não se julgue que as coisas acontecem por acaso! Esta campanha sobre Katyn vem no seguimento dos resultados eleitorais de Outubro na Rússia em que o Partido Comunista em certas regiões conquistou posições consideráveis. Por outro lado Estaline está a recuperar a reputação não só na Rússia como a nível mundial, isto assusta os inimigos do Socialismo.

E o Doutor Milhazes sabe perfeitamente disto, e sabe outras coisas mais importantes que não lhe convém dizer sobre a falsificação dos documentos das vitimas de Katyn. Mas o papel dele não é esse, o papel que lhe cabe cumprir é espalhar o terrorismo mediático.

Francisco Lucrecio disse...

Cont…..

Porque aquilo que escreveu sobre a Implantação da Republica Portuguesa e sobre o reconhecimento do regime Bolchevique por os governantes Portugueses da época, tentando maliciosamente conecta-los com a revolução de Outubro, mostra perfeitamente o respeito que tem pela verdade.
E mais uma vez provou isso, ao dizer que todos os deputados da Duma votaram favoravelmente a proposta apresentada, excepto o PC, isso é falso na medida em que o LDPR se absteve.
A função que está destinada ao Doutor Milhazes não é informar, é desinformar.

Por essa razão não convém aqui embarcar em retóricas vazias, tentando quantificar com matemáticas macabras saber quem foi que matou mais que quem em Katyn? Se são vitimas são todas inocentes
Elas estavam lá, é o dever de todos divulgar a verdade, porque mais vergonhoso que tentar esconder o que se passou é tentar obter dividendos políticos à custa daqueles que perderam a vida.

Saiu recentemente um livro com o titulo de “Os Alemães em Katyn” onde consta o relatório do médico legista NN Bordenko, seria prudente que as pessoas o lessem antes de fazerem juízos unilaterais.

Jose Milhazes disse...

Francisco Lucrécio, a paciência das pessoas têm limites, principalmente quando se é insultado gratuitamente e por ignorantes.
Eu nunca escrevi aqui e em qualquer lugar que o regime bolchevique foi reconhecido por governantes portugueses, porque Portugal só reconheceu a URSS em 1974.
Segundo, o Partido Liberal-Democrático apoiou a decisão da Duma sobre Katin.
Volto a lembrar-lhe: antes de escrever, olhe para o espelho e pense.
Já que os livros de Estaline se vendem cada vez mais, leia-os e aprenda ao menos a mentir com mais subtileza.
E, para terminar utilizando uma expressão das Caxinas, vá chamar terrorista à sua tia!

António disse...

Não se subestime o poder de "persuasão" da Gazprom. Face ao incompreensível "cepticismo" de alguns políticos polacos relativamente ao potencial do gás dos xistos, que levou à celebração de acordos de fornecimento de gás russo à Polónia, e que virtualmente bloqueiam a independência energética do país até 2037, muita da imprensa polaca começa a manifestar-se criticamente contra a negociata.

Não há como dar um doce à opinião pública polaca para abafar esta questão.

António Campos

FAB FLANKER disse...

Passado é passado! É perda de tempo relembrar o passado...

Conversa para boi dormir!

penelope disse...

"Por outro lado Estaline está a recuperar a reputação não só na Rússia como a nível mundial, isto assusta os inimigos do Socialismo."

Só se for em Portugal, onde Estaline ainda tem admiradores. Será que é por isso que esse país está cada vez sendo deixado mais pra trás na europa. Viram o último IDH?

pedro disse...

José Milhazes nem nunca me passou pela cabeça que o tivesse feito, mas tendo em conta o números de vezes que aqui os comunistas são igualados a assassinos e tendo em conta que já o ouvi dizer numa conferência, algo como, que foi no seminário que tornou de esquerda, e consequentemente comunista pois procurava conhecer o paraíso, por isso fiz a pergunta.
É que eu definitivamente não vejo crime algum acreditar num sistema em que todos possam ter igualdade de opurtunidades,independentemente da sua classe social.

Cristina disse...

Já agora, sobre um outro tema, ou melhor, o principal tema de hoje: o Wikileaks.
Vejam só isto:
Diplomáticos estadounidenses consideran que el presidente ruso Dmitri Medvédev se mantiene en la sombra de su antecesor en el Kremlin y actual primer ministro Vladímir Putin, según demuestra la correspondencia desvelada por la web Wikileaks.

En sus mensajes, funcionarios del Departamento de Estado de EEUU comparan la situación de Medvédev con la de “Robin en relación con el Batman-Putin”, en alusión al superhéroe de los cómics y el cine que, tras largas aventuras por cuenta propia, se hizo acompañar por un compinche más joven y menos experimentado.

Otros documentos describen a Medvédev como “flojo” e “indeciso” mientras que Putin recibe el calificativo de “macho alfa”. Al primer ministro de Italia, Silvio Berlusconi, le definen como “portavoz” de Putin en Europa.

Además de sembrar discordia entre Moscú y Washington, las nuevas filtraciones de Wikileaks amenazan con complicar las relaciones de Rusia con otros Estados. Así, una de las cartas publicadas revela que el Kremlin estaba dispuesto a cancelar el envío de misiles antiaéreos S-300 a Irán a cambio de un contrato de mil millones de dólares para el suministro de vehículos aéreos no tripulados a Rusia.

El portavoz de Putin, Dmitri Peskov, rehusó comentar las revelaciones de Wikileaks. En declaraciones a la agencia Interfax, dijo que es necesario ver los originales, cerciorarse de que la traducción es exacta y aclarar “de qué nivel son los diplomáticos y los funcionarios que hacen semejantes evaluaciones, y en qué clase de documentos”.
(Agência RIA Novosti)
JM, o que achas disto?

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, se for só isso em relação à Rússia, é de fechar a embaixada norte-americana em Moscovo e despedir serviços secretos, pois tudo isso é do conhecimento público.

Jest nas Wielu disse...

Holodomor ucraniano recordado em Lisboa pelos políticos portugueses:

Dr. Ribeiro e Castro (CDS-PP):
http://www.youtube.com/watch?v=
Il8y83hbp3w

Dra. Aline Hall (PPM / Câmara Municipal de Lisboa):
http://www.youtube.com/watch?v=
_xO87DiCRz8

Pippo disse...

Já agora, para os amigos brasileiros (e não só) que estejam por Lisboa, o Centro de História da Faculdade de Letras Universidade de Lisboa vai realizar a conferência «A Amazónia Colonial na História do Brasil: perspectivas de análise» que decorrerá no dia 30 de Novembro de 2010, na sala D.Pedro V da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Francisco Lucrecio disse...

Doutor Milhazes se não foi a tomada do poder pelos Bolcheviques que o Senhor assumiu a posição critica contra os governantes Portugueses foi sobre a queda do Czar.
No entanto o teor da sua mensagem é a mesma.
Assim como o achincalhamento que fez daqueles que participaram no 5 de Outubro.

Já não se lembra o que escreveu? Não foi há muito tempo, foi no dia 24 de Outubro.
Portanto antes de se decidir chamar ignorantes aos outros e dar-lhe conselhos, deve primeiro tratar-se dessa amnésia.


Sobre a votação na Duma do caso Katyn tem aqui os resultados.

Результаты голосования по проекту заявления Государственной Думы «О Катынской трагедии и ее жертвах»
Всего КПРФ «Единая Россия» ЛДПР «Справедливая Россия»
За 342 (76,0%) 0 313 (99,4%) 0 29 (76,3%)
Против 57 (12,7%) 57 (100%) 0 0 0
Воздержалось 0 0 0 0 0
Голосовало 399 57 (100%) 313 (99,4%) 0 29 (76,3%)
Не голосовало 51 (11,3%) 0 2 (0,6%) 40 (100%) 9 (23,7%)
Результат – принято.

Se considera que sou uma voz dissonante e começo a incomodar muito. Censure-me! Não deve é perder a postura.

Anónimo disse...

na verdade não vejo nenhum erro de estalem em fazer isso com nazistas porque eles mataram muita gente inocente agora deve-se o socialismo sovietico apoia algumas coisas do comunismo como a liberdade leis rigidas e pessoas educadas uma coisa que o brasil não tem,oque o nosso pais morrer tanta gente inocente e ter pena de bandido e politicos militares corruptos