quinta-feira, dezembro 16, 2010

Blog do leitor (O Ocaso às Três da Tarde)

O nosso leitor António Campos acaba de regresssar da Bielorrússia, onde no domingo Alexandre Lukachenko, o último ditador da Europa, irá ser eleito para n vezes Presidente da República. Aqui fica o seu diário:

"Chegámos a Minsk, como habitualmente, à hora do jantar. O aeroporto, tradicionalmente deserto, é um agradável desvio do que estamos habituados na Europa ocidental: pequeno, limpo e sepulcralmente silencioso. Na secção de vistos, ficámos a saber que existe uma misteriosa discriminação no que toca aos preços dos vistos para os cidadãos do Reino Unido e dos EUA: quase o triplo do que desembolsa um viajante da restante União Europeia. O infeliz americano que, por pressa ou esquecimento, não peça um visto no consulado no seu país, terá que desembolsar, no aeroporto, a módica quantia de 450 dólares para ter o privilégio de visitar a última república soviética. Perto da secção de vistos, uma menina pós-adolescente com uma voz doce e jeans apertados deambula pelo átrio, relembrando os passageiros mais descuidados, do alto dos seus stilettos sobredimensionados, da obrigatoriedade da contratação do seguro de saúde nacional. A minha insistência de que os milhentos cartões de crédito afundados na minha carteira têm seguros para todos os gostos não a demove. E lá tenho, após preencher mais uma resma de papeladas, que desembolsar os meus últimos 3 euros para poder entrar.
Os 40 quilómetros entre o aeroporto e a capital estão mais iluminados do que nunca. A uma semana das eleições, a campanha presidencial corre a todo o vapor, com outdoors temáticos a mostrar sorridentes representantes das classes trabalhadoras do país. À noite, Minsk parece mais uma Las Vegas pós-soviética do que as sinistras cidades russas e ucranianas quase desprovidas de iluminação que era habitual ver há cinco anos atrás. E não são só os monumentos nacionais e os edifícios governamentais (e claro, a famosa “nave-espacial-biblioteca-nacional” com os seus jogos multicolores de néon) que brilham no escuro. Aparentemente, todos os empreendimentos habitacionais recentes, construídos ao estilo novo-russo moscovita, beneficiam de uma iluminação indirecta feérica e simultaneamente berrante. Quando se trata de causar impacto, o município não olha a gastos.
O nosso simpático condutor de serviço, um jovem economista despreocupado que encontrou emprego na fábrica do seu avô, um antigo director vermelho e apparatchik militante, está confuso. Depois de inúmeras hesitações e repetidos percursos nas intermináveis circulares que contornam a cidade, que me fazem parecer andarmos em círculos na mesma área, fico a saber que estamos em busca de uma tal avenida Dzerzhinsky, o que me faz sempre soltar uma pequena gargalhada desdenhosa, por mais vezes que ouça coisas destas. Perante a indiferença geral, os criminosos bolcheviques continuam a beneficiar de um lugar no mundo onde lhes é oferecido um pedestal de honra.
A nossa anfitriã, Irina, espera-nos para um jantar previsivelmente regado com vodka bielorrussa e línguas soltas. Mãe de dois filhos em idade universitária, mora numa casa modesta mas agradável e, com uma expressão triste, responde aos meus comentários sobre a iluminação urbana com um toque sarcástico: por fora é tudo muito bonito. Mas por dentro está podre. O seu marido, director numa empresa de construção estatal, está na prisão a cumprir uma pena de 7 anos por “corrupção”. O facto de Irina viver no pequeno apartamento que habita há décadas e nunca ter tido carro na vida não combina com os argumentos que colocaram Dima na cadeia, o que foi suficiente para aguçar a minha curiosidade. A história de Dima é a de alguém que nunca quis entrar no sistema. Irina relata, com um visível escárnio na face, que “ele nunca quis aceitar subornos para podermos todos dormir descansados; e vejam como acabámos. Mais valia termos entrado no jogo”. Tramado por colegas corruptos e julgado por um juiz comprado, foi afastado da engrenagem dos concursos viciados por ser um entrave ao seu “bom funcionamento”. Mas, na casa de Irina, a vida tem que continuar. O quarto da filha, agora a estudar em Vitebsk, foi alugado a uma estudante na capital. “As pessoas sentem-se tristes e sem esperança”, diz a minha interlocutora. “Mas ninguém protesta porque o medo é mais forte. E se todos ficam em casa com medo, de que serve ir para a rua?”
Sem estar totalmente convencido, e ainda com a memória fresca da “revolução” de 2006, no dia seguinte à tarde, um sábado, fomos para o centro procurar activismo nas ruas. A uma semana das eleições presidenciais tinha que haver qualquer coisa. Ao sair do apartamento, a visão de um pequeno cartaz do oposicionista Andrei Sannikov pendurado alto num poste ao lado de uma multidão de anúncios de detergentes e telemóveis, foi um sinal encorajador. Mas as ilusões desfizeram-se rapidamente ao chegarmos à praça Oktyabrskaya: apenas transeuntes e famílias aproveitando o gelo sólido no terreiro em frente ao palácio dos concertos, cujo centro está ocupado por uma gigantesca árvore de natal cónica iluminada, para conceder uma curta diversão invernal a crianças pré-pubescentes. Qualquer observador europeu duvidaria que a eleição presidencial está à distância de uma semana. A nossa visita à praça onde se encontra o parlamento foi ainda mais desoladora. Sob um vento cortante e praticamente deserto, o local tinha para nos oferecer apenas duas presenças importantes: a estátua de bronze de Lenine em frente ao edifício verde militar ocupado pelo órgão legislativo do país e dois enormes posters do papa João Paulo II no átrio da principal igreja católica da cidade. Pequenos magotes de jovens aqui e ali, concentrados nas suas garrafas de cerveja e em conversas sobre as virtudes dos carros importados da Lituânia. E o ruído do vento com breves ameaços de sol no ocaso que se avizinha às três da tarde.
Fomos comer. Acabámos por entrar num buffet superlotado chamado “Lido”, pertença de um alto funcionário da administração presidencial, que acumula as suas funções oficiais com as de empresário de sucesso. Um dos nossos acompanhantes diz-nos em voz baixa: “o restaurante foi renovado há pouco tempo. Metade do pessoal de um hospital próximo foi requisitada para as obras e as limpezas”. De facto, um número muito significativo de negócios prósperos tem ligações à entourage de Lukashenka. O enorme stand da Porsche, algo deslocado no contexto urbano de Minsk, muitos restaurantes, hotéis e um cada vez maior número de casinos são invariavelmente propriedade de alguém próximo do presidente ou de quem presta uma generosa vassalagem financeira aos plutocratas que governam o país.
A caminho de casa, depois de passarmos por um edifício oferecendo uma exibição temática inteiramente dedicada ao Irão, reparo numa banca de jornais com uma publicação diária mostrando um par de sorrisos presidenciais estampados nas faces de Aleksandr e Dmitry, e adivinho mais um volte-face nas pitorescas relações entre as duas autocracias vizinhas. “Então voltaram a ser amigos?”, pensei. A resposta foi-me dada horas depois, numa conferência de imprensa do presidente bielorrusso transmitida pela televisão desde Moscovo. “Todas as questões foram sanadas entre os dois estados irmãos e o abastecimento de gás está assegurado”, afirma com pompa o antigo gerente de unidades colectivas. “Bye-bye Europa”, responde sorrindo Andrei, ao meu lado. Mas terá passado alguma vez pela cabeça de Andrei que Lukashenka e Europa são conceitos possíveis de conciliar, com ou sem Rússia no baralho?
Nessa mesma noite, foi-me possível assistir, também pela televisão, a única coisa aparentada a campanha eleitoral: uma peça com a chefe da comissão eleitoral Lidia Yermoshina, afirmando em tom desdenhoso que “a oposição está totalmente de costas viradas para os eleitores”, seguida de uma série de “entrevistas” ao acaso a transeuntes, que explicam todos, sem excepção, porque vão votar em Lukashenka e porque a oposição não é credível, uma vez que está a soldo do imperialismo ocidental. O boletim noticioso acaba com imagens de um confronto violento entre hooligans e a polícia no Reino Unido, para compor a mensagem. Ao mesmo tempo, a versão sanitizada para a Bielorrússia da estação de televisão NTV transmitia em diferido a gala para crianças com cancro que contou, entre outros, com a vedeta internacional da canção Vladimir Putin. O machado foi enterrado. A guerra da informação entre os dois países terminou. Porquê, ninguém sabe ao certo e já não há quem se dê ao trabalho de especular.
No dia seguinte, procuramos saber a localização dos campos de morte de Kurapaty, onde estimativas apontam que estejam enterradas, em valas comuns, entre 100 e 200 mil vítimas da violência do NKVD entre 1937 e 1941. “Kurapaty? O que é isso? Um restaurante novo? Uma discoteca?” são as respostas que invariavelmente recebemos. Nunca ninguém ouviu falar. A nossa referência a violência política leva os nossos interlocutores a insistirem apenas num nome: Khatyn, aldeia a cerca de 50 km de Minsk e palco de um massacre de 180 aldeões pelos alemães em 1943. Sou levado a pensar na razão pela qual, num país onde, de acordo com os números oficiais, 627 aldeias foram totalmente destruídas pelas SS durante a operação Barbarossa, foi precisamente Khatyn, cujo nome é foneticamente semelhante ao da floresta de Katyn (local do massacre de 4000 oficiais polacos pelo NKVD), que teve honras de receber o maior memorial do país às vítimas da repressão e, pelos vistos, o único que as pessoas conhecem. Nada é deixado ao acaso. A versão cor-de-rosa do legado estalinista está a ser eficazmente defendida pelo estado e a psicologia da linguagem é uma arma nesta batalha. Sobre o memorial de Khatyn, o sol estava frio e radioso, e as centenas de rosas secas deitadas no granito sublinhavam a justiça sobre uns face à indiferença sobre atrocidades muito mais graves. Estou certo de que Kurapaty não teve um único visitante nesse dia.
Vitebsk. Nesta cidade semi-adormecida que vive ao ritmo a que os flocos de neve teimam em pairar no ar, um manto branco parece purificar a culpa e a resignação da população silenciosa que já não espera nada de quem a governa. Pouquíssima gente assistiu aqui ao debate entre candidatos presidenciais, na noite em que o seu presidente, que não se considera ele próprio um candidato, se divertia, nesta mesma cidade, com um jogo de hóquei da sua equipa, transmitido pela televisão noutro canal. Irina já tinha colocado o dedo na ferida quando afirmou: “neste país só há dois caminhos: a aceitação ou a prisão”. O segredo da sobrevivência (e para a maioria, não mais do que isto) é aceitar as regras do jogo.
Viramo-nos para a internet e os posts sucedem-se. O website tut.by anuncia que realizou uma sondagem de intenções de voto online no dia 13. Estando proibido pela legislação de divulgar os resultados da mesma, multiplica-se em comentários criptográficos para veicular o máximo de informação. Num debate onde estavam presentes em estúdio os candidatos Nikolai Statkyevich, Yaroslav Romanchuk e Vitaly Rimashevsky, afirmam que o candidato maioritário está entre eles e que, no total, os convidados contam com 60% dos votos. Os restantes seis candidatos votados (incluindo Lukashenka) contentam-se em partilhar os 40% remanescentes. Em casa, ouvem-se comentários prudentemente esperançosos, que lembram a meia-hora que precede o sorteio semanal do euromilhões. Entre fatias de pão com peixe fumado e manteiga e tragos de vodka, aposta-se em Statkyevich e sonha-se com a mudança que tarda. Sonha-se com a Europa. É só uma sondagem, mas o desejo de mudança é tal que todos os indícios, por mais ténues que sejam, servem para deixar escapar pequenas expressões faciais de entusiasmo. Mas a votação antecipada já se iniciou e os oposicionistas começam imediatamente a gritar “batota”. Numa eleição na qual dos mais de dois mil observadores designados, apenas nove estão afectos a forças da oposição, não será difícil manipular os resultados. O site tut.by não pára de reportar casos de coacção sobre estudantes e operários de várias fábricas para que recorram ao voto antecipado, bem como situações em que os observadores independentes foram impedidos de desempenhar as suas funções. Foram também relatados casos de desaparecimento de urnas dos locais de voto.
E não deixa de ser revelador que o presidente em funções, além de estar efusivamente optimista com a sua misteriosa reconciliação com o Kremlin, revela-se descaradamente desinteressado do processo eleitoral, não traindo qualquer preocupação face ao risco de uma eventual perda do poleiro. Risco esse que, em qualquer caso, ninguém tem a ousadia de pensar que decorreria de um sufrágio popular justo. Quem se entusiasmou e encarou a birra de há uns meses entre a Bielorrússia e o seu “irmão sénior” como uma oportunidade de mudança deixou de ter razões para optimismo.
No caminho para o aeroporto esta manhã, não consigo ficar insensível ao brilho puro dos mantos brancos que cobrem as terras aráveis que orlam a auto-estrada. É bonito. Tanto no verão como no inverno, a Bielorrússia mostra-se aprazível à sua maneira da Europa setentrional. Um dos países mais massacrados pela guerra, vê agora também a sua população jovem a abandonar o país em busca da viragem na sorte e sua meia-idade morrer prematuramente. O êxodo em massa só é travado pelas dificuldades de linguagem, uma vez que a esmagadora maioria dos cidadãos fala apenas russo. No reinado de Lukashenka, a população encolheu 500 mil habitantes e a Bielorrússia continua a ser a campeã mundial do suicídio. O brilho da alma branca do território levará ainda muitos anos a encontrar reflexo no espírito dos seus habitantes.
Para os bielorrussos, o próximo domingo não será certamente o aguardado primeiro dia do resto das suas vidas".

21 comentários:

Cristina disse...

Magnífico!

José Teles disse...

«O seu marido, director numa empresa de construção estatal, está na prisão a cumprir uma pena de 7 anos por “corrupção”»
Em Portugal, num daqueles países da EU um ex-secretário de estado e administrador de um banco onde deu o "golpe" do baú, está "soltinho" da silva.

Luís disse...

Extremamente bem escrito, e infelizmente verdadeiro... a Ditadura irá continuar!

Jorge Almeida disse...

Doutor Milhazes,

vi numa notícia de rodapé no "Jornal da Uma" da TVI que a Timoshenko está presa em prisão domiciliária.

Consegue confirmar esta informação?

Anónimo disse...

Supremo!

Anónimo disse...

Muito bem! Parabéns!

António disse...

Caro José Teles, este caso é ainda mais sinistro, já que a pessoa em causa está na prisão por NÃO ser corrupta. Na verdade, trata-se de um pequeno eco do caso Magnitsky na Rússia.

António Campos

Felipe Pinheiro disse...

"...ou de quem presta uma generosa vassalagem financeira aos plutocratas que governam o país."

Qualquer semelhança com o resto do mundo "democrático" não é mera coincidência...

Anónimo disse...

Muito bem escrito...

A descrição coloca-nos mesmo na Bielorussia...

É triste que paises inteiros "desperdiçem" as suas oportunidades.



Será que os lideres de países assim não pensam na forma como irão ser recordados? Podem ter poder e dinheiro agora... mas não irão deixar nada de bom para o futuro.

Em vez de poderem ajudar a criar um bom país e receberem o respeito devido de tal ação...


Marco Fé

Francisco Lucrecio disse...

Senhor Campos tire umas fériazitas dê um passeio por o sul de Itália e vai saber o que é obra. Se foi capaz de escrever esta monotomia enfastiante e enfadonha que cheira a racionarismo a sete léguas, de certeza que vai escrever qualquer coisa que empesta a Europa toda.

Venha também aqui ao seu país para tomar o sabor amargo da prepotencia a duas vozes, mentem e tomam as decisões nas costas da população.

Vá ao Algarve região considerada até há pouco como modelo, para tomar consciencia dessa coisa horripilante que tem por nome de miséria social. Pessoas terem que dormir junto aos Centros de Emprego para serem atendidas.

Mas ainda encontra melhor do que aquilo que o Senhor de certeza não vê na Bielorrussia, dezenas, senão centenas de jovens a prostituirem-se em pleno dia à beira da estrada.

Depois existe a insegurança, vivesse no sobressalto permanente com medo de se ser assaltado, sei de situações que cortaram os dedos às pessoas para rouba-las.

Tenho uma casa no Algarve vou lá regularmente sei muito bem disso. Nesse aspecto deixamos a Bielorrussia a milhas, Em Espanha não é muito diferente, vá a Sevilha junto às pontes do Guadalquivir dentro da cidade portanto, para contemplar o espectaculo fabuloso dos bairros de barracas.

Convido-o a aventurar-se em deixar o eu casaco dentro do carro em certas localidades deste país. Em Espanha é qualquer objecto

Nisso estamos muito mais avançados que a Bielorrussia.

Uma certeza lhe dou eu na Bielorrussia não existem crianças com fome nem velhos abandonados. É aquilo que não pode dizer de Portugal.

É um grande invejoso, é isso mesmo que você é.Deve ser frustante para si não ver destas coisas ai. Ora diga lá a verdade?

Anónimo disse...

Sou contra a censura de qualquer tipo. Por princípio. Sejam as ideias que forem.


Mas acho que esse velho, esse fracassado desse Francisco Lucrécio, deveria ser impedido de postar suas ideias bestiais por aqui.

Velho, TEU MUNDO ACABOU. VCS PERDERAM.

A ÚNICA COISA QUE VCS PRODUZIRAM FOI FOME, MORTE E DITADURA.


Ser humano perveso. Mil vezes perverso. Afasta-te daqui, seguidor da ideologia do demônio!!!!

Espero que o Sr. Milhazes não impeça a publicação deste comentário desta vez.

Anónimo disse...

Esse país é o inferno. Como td que a ideologia COMUNISTA tocou, só trouxe desgraças. SOMENTE.


Mas não há de demorar, esse povo trabalhador e correto há de se libertar. Cedo ou tarde. Queiram os perversos da ideologia genocida nazi-comunista ou não.

Anónimo disse...

Excelente texto!

Anónimo disse...

Bravo!

Muito bem escrito.

Tiago Pereira disse...

Excelente relato. Muito obrigado por partilhar!

Francisco Lucrecio disse...

Os 930 observadores da OSCE e da CEI, vão ajudar a consumar a farsa de Lukaschenko, prejudicando os restantes 9 candidatos?

A direita retrogada e reaccionária agarra-se à mentira como as lapas às rochas.

Ao ponto de colocarem em causa a OSCE.

Jose Milhazes disse...

Sr. Francisco, a OSCE e companhia só vêem como as pessoas votam e como dizia o seu ídolo, José Estaline, o importante não está em quem as pessoas votam, mas em quem conta os votos. Não é por acaso que Lukachenko gosta tanto do seu ídolo, bem como de outro semelhante: Adolfo Hitler.

Francisco Lucrecio disse...

O Doutor Milhazes quando se devem considerar válidos e justos os pareceres dos observadores da OSCE e da U E ?

Era quando penalizavam e criticavam Lukaschenko? É isso.

Esclareça esta coisa melhor? A que se resume o trabalho dos observadores durante a campanha eleitoral, no dia da votação e depois acompanhando a contagem dos votos?

Ignora que não pode existir qualquer impedimento a esses elementos de se deslocarem onde entenderem e sem que tenham que fazer qualquer pedido de autorização prévia ?

Também ignora que participam membros de todas as tendências politicas nesses grupos?

O Senhor sabe disto até muito melhor que todos aqueles que por aqui andam.

Só que o seu papel é levar a desinformação ao extremo mais requintado.

Sem pretender imiscuir-me nos seus assuntos. Pode dizer quem lhe paga para isto?


Sobre Estaline parece que chegou a hora de acertar-mos contas. Pelos vistos aquele espelho que não se cansa em recomendar-me, faz-lhe muita falta a si e deve de ser daqueles de corpo inteiro.

Quem idolatrou Estaline durante muitos anos foi o Senhor.

Viveu, comeu e cresceu à conta de espalhar o seu ideário.
Obteve estatuto social , e aquilo que é hoje foi graças a um regime politico deixado por ele?

Se por vezes tiro partido por Estaline. Primeiro; tento repor a verdade onde existe manipulação e falsidades descaradas.

Segundo; é para lembrar-lhe a si que já foi um dos dele.
Porque pode lavar-se com os produtos que entender, até se pode meter numa tina de ácido, que essa mancha nunca a vai conseguir tirar.

Não pode negar que foi um Estalinista convicto. Eu nunca fui tal , nem sou, já tive aqui ocasião de prová-lo.

No entanto na presença de pessoas como o Doutor Milhazes que pretendem esconder o seu passado como se nada tivesse acontecido, de impostores e neofascistas mascarados, que à conta dos erros e perversões de Estaline, se esforçam por espalhar mentiras e falsidades, na tentativa por vezes branquearem modelos mais nefastos para a humanidade, assumo clara e abertamente a sua defesa, sem fugir à verdade.

Dizer que Lukaschenko é um admirador de Hitler, deve ser o exercício de propaganda mais execrável que se possa imaginar.
O Senhor transpira veneno por todos os poros contra aquilo que já foi.

Freud de certeza que encontrou explicação para esse tipo de patologia.

Jose Milhazes disse...

Senhor Francisco Lucrécio, é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo. Se sabe russo, vai a um motor de brusca na internet e coloca os apeidos Lukachenko e Estaline ou Lukachenko e Estaline e terá uma surpresa desagrádável, pois o dirigente da Bielorrússia revela que é um admirador dessas duas personagens.
Quanto às entidades que me pagam, se lhe vou dizer, você diz que é mentira: CIA, Mossad, MI 5,6..., quer mais patrocinadores?
Para terminar, os observadores devem acompanhar todo o processo eleitoral: campanha eleitoral, votação e contagem de votos. Sei que é um processo caro, mas é o único correcto.

Francisco Lucrecio disse...

Doutor Milhazes não perca as estribeiras por favor. Acalme-se! Já não está a dizer coisa com coisa, o que vale é que já percebo muito bem o que quer dizer, mesmo sem o ter dito.

Diga; não é mesmo esse o papel que os observadores vão desempenhar na Bielorrússia? Ou vão servir como meras figuras decorativas? Se considera que não é correcta a forma actual de supervisão, proponha outra. Devia ser lindo!


Doutor Milhazes ainda desejava saber quais os motivos e as razões que o levam a rotular de Estalinistas aqueles que não concordam consigo?


Mas o Senhor não foi durante muitos anos um daqueles Comunista/Estalinista, com os dentes sempre arreganhados e unhas afiadas?


Por esse facto, não dispõe de qualquer direito moral em criticar alguém que se identifique com essa “personagem” e muito menos colocar carimbos àqueles que o não são.


Não me interessa se trabalha para a Mossad, CIA ou outra qualquer confraria. Na minha terra costuma dizer-se, “com a verdade me enganas”.

Anónimo disse...

""Não me interessa se trabalha para a Mossad, CIA ou outra qualquer confraria."


COMO DIZIA CHURCHILL, A MELHOR PROPAGANDA ANTI-COMUNISTA É DEIXAR UM COMUNISTA FALAR.


Eu ri muito.