sexta-feira, dezembro 03, 2010

Wiki Leaks começa a irritar Vladimir Putin

O Governo russo considera “delírio total” as acusações publicadas no sítio Wikileaks, pondo em dúvida a autenticidade dos documentos ou a qualidade dos diplomatas, declarou ontem o porta-voz.
“Não sabemos se se trata de despachos, telegramas verdadeiros ou falsificações. Mas tudo parece um delírio total”, disse Dmitri Peskov, instado a comentar os documentos relativos à Rússia.
A Federação Russa é “um virtual Estado mafioso”, onde o primeiro-ministro, Vladimir Putin, “governa nos bastidores” acima do Presidente, Dimitri Medvedev, revelam novos documentos diplomáticos divulgados pelo Wikileaks.
Apesar do seu cargo, Medvedev não toma “nenhuma decisão importante” sem perguntar a Putin, assinala-se numa mensagem diplomática.
A relação entre Putin e Medvedev, que já foi descrita em outra mensagem revelada como equivalente à dos personagens da banda desenhada Batman e Robin, mostra que o Presidente se aconselha “de forma quase sempre obscura para o mundo exterior” com o primeiro-ministro Putin.
O embaixador norte-americano em Moscovo, John Beyrle, descreveu assim as relações entre os dois principais líderes russos, num relatório enviado em novembro de 2009 ao diretor da polícia federal [FBI], Robert Mueller, na preparação de uma visita deste à Federação Russa.
As notas da embaixada norte-americana em Moscovo alertam também para a implicação da máfia e do crime organizado nos diferentes níveis do Governo russo.
“Se supusermos hipoteticamente que esses telegramas foram escritos por diplomatas verdadeiros, gostaria de desejar que esse país tenha melhores diplomatas”, acrescentou Peskov.
Segundo o porta-voz, “se os telegramas são realmente verdadeiros, então trata-se do problema do país onde assim são tornados públicos documentos secretos”.
Interrogado sobre se a publicação desses documentos não mina a confiança entre os países, Peskov respondeu: “espero que as pessoas a quem são destinados os despachos tenham vistas mais largas, sejam pessoas mais sérias”.
As autoridades russas tinham desdramatizado e minimizado a importância dos documentos relativos à Rússia  até à declaração de ontem do porta-vos de Putin.



18 comentários:

Cristina disse...

Isto está a ficar muito animado!
Por muito que ouça dizer que as revelações do Wilileaks não são novidade na Rússia, que todos no país já sabiam disso, a verdade é que não devemos desvalorizar aquilo que eu considero uma revolução no sistema mundial de informação, com grandes implicações na opinião pública mundial. Putin tem razões para estar irritado. Não se poderia imaginar nada que fosse tão contrário à personalidade de Putin, ao seu desejo de "engrandecer a Rússia" e fazer calar todos os que opõem a tal. O problema é que os governantes (quer os russos, quer os americanos) não estão a conseguir controlar esta avalanche de informação que, ainda por cima, é considerada como credível.
Uma verdadeira machadada nas dispendiosas campanhas de melhoria da imagem da Rússia no exterior!
Será que o mundo irá calar o Wikileaks, ou isso já não é possível?

Jose Milhazes disse...

Cara Cristina, mas tudo isso á era público na Rússia. Eu fico espantado é com a qualidade dos telegramas de uma embaixada como a dos EUA em Moscovo. Eles têm dezenas ou centenas de pessoas a trabalhar e não vão muito além de anedotas, boatos, ouvi dizer, etc. A não ser que o mais importante ainda esteja para vir.

PortugueseMan disse...

...Eu fico espantado é com a qualidade dos telegramas de uma embaixada como a dos EUA em Moscovo...

Caro JM,

Essa é uma das coisas que eu também reparo e há mais gente a pensar no mesmo.

É estranho o que está a sair. É claro que os jornais e muita gente adora ver termos como Batmans e mafiosos, mas o que sai parece muito pouco profissinal e só denigre a classe diplomática americana.

Eu ainda não gastei muito tempo a passar por documentos, mas pelo o que vi, parece haver muita parra e pouca uva.

Temos algumas hipóteses a considerar, relativamente aos documentos publicados:

1) Há várias camadas de segurança nestas comunicações e o que o Wikileaks apanhou, são as mais baixas.

2) Os EUA sabiam que não podiam conter a fuga e foi acrescentado lixo, de modo a causar dificuldades a encontrar a uva no meio de tanta parra.

3) Uma tentativa de descredibilizar o Wikileaks, para quando chegarmos à informação séria, ela não ser notada de forma tão intensa.

Com tantos assuntos sérios que estes documentos poderiam focar, a maior parte do que está a ser noticiado é lixo e um lixo muito estranho dado o tipo de adjectivos usados.

E custa-me a acreditar que em documentos oficiais é assim que se comunica e muito menos por americanos. Uma coisa é o que dizemos numa conversa informal, outra é o que escrevemos num documento oficial e esta realidade aplica-se a TUDO na vida.

Cristina disse...

O secretário de imprensa do primeiro-ministro da Federação Russa, Dmitry Peskov, está indignado com afirmações de diplomatas americanos, cuja correspondência foi publicada no site WikiLeaks, sobre as alegadas riquezas fabulosas de Vladimir Putin.
“Estas afirmações circulavam ao nível de imprensa sensacionalista e tais insinuações foram apanhadas por pseudodiplomatas”, disse Peskov.
“Nem podem ser chamadas de calúnia, porque a calúnia deve assentar numa argumentação. São simplesmente boatos. Por detrás destas afirmações não há nada”, ressaltou Peskov.
Ao mesmo tempo, Peskov destacou que os meios de comunicação social que publicaram estes materiais não verificaram a informação junto do Governo da Rússia. (RIA Novosti)

Curioso, se tivessem ido perguntar ao Governo da Rússia, qual teria sido a resposta? Muito difícil de imaginar....

Anónimo disse...

VIRTUAL
ahahahah

António disse...

Sem escutas e sem "infiltrados", diria que é muito difícil fazer melhor do que eles fizeram, especialmente quando o alvo é especialista em segredos. Não nos esqueçamos que estamos a falar dos herdeiros da estrutura opaca do KGB. Tem que ser pelo "diz-que-disse" e pelas próprias experiências pessoais dos diplomatas.

Claro que nunca se vai saber qual a verdadeira natureza, por exemplo, da relação entre Putin e a Gunvor, mas pelo menos ficamos a saber que, fora da Rússia, há muito mais gente que está plenamente consciente do que muitos observadores andavam a especular há muito.

A propósito, o site do Guardian está provavelmente a ser alvo de um ataque informático. Acabei de tentar aceder à página do jornal e está inacessível.

Foi uma benesse a Inglaterra não ter ganho a realização do mundial. Acabei de ler no The Sun a notícia "FIFA aceita suborno para dar à Rússia o mundial". Lindo Lindo Lindo.

http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/3258227/Fifa-bungs-Russia-the-2018-World-Cup.html

Anónimo disse...

Engraçado! O alvo e quem sai mal é os Estados Unidos que são os verdadeiros vilões desta estória mas por aqui consegue-se sempre apontar baterias contra os russos.

Cristina disse...

Peço desculpa ao blogger da "Gente sem Futuro" mas resolvi reproduzir a tradução de um artigo de El País, muito, muito curioso. Aqui vai, para quem conseguir ler até ao fim.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, não toma "qualquer decisão importante" sem consultar de forma "quase sempre obscura para o mundo exterior" o primeiro-ministro Vladimir Putin, que "governa nos bastidores" e encobrir as crises. O embaixador americano em Moscou, John Beyrle, preparava assim o diretor do FBI, Robert Mueller, para uma visita à Rússia. (Foto: Os presidente e ex-presidente Medvedev e o (Fiadá)Putim, assim como no Brasil, um governo de "continuidade")

Era novembro de 2009. Medvedev estava havia um ano e meio na chefia do Estado, mas, vista de fora, a dupla dirigente ainda correspondia ao modelo Batman e Robin (Putin e Medvedev, respectivamente). Os diplomatas americanos tinham recorrido a essa imagem dos quadrinhos um ano antes para sintetizar uma das três opiniões de seus contatos russos (as outras eram o suporte de Medvedev a Putin e a unanimidade de ambos).

"Não deve ter ilusões sobre seus interlocutores", advertia Beyrle ao chefe do FBI, referindo-se ao diretor do Serviço Federal de Segurança (SFS), Aleksandr Bortnikov; o diretor do Serviço de Espionagem (SIE), Mikhail Fradkov, e o ministro do Interior, Rashid Nurgaliev. Todos eles, indicava, representam os "siloviki" (denominação russa dos ministérios da Defesa, Interior e Segurança), "instituições que se sentem ameaçadas - ideológica e materialmente - pela política de esquecer o passado e recomeçar do zero nas relações bilaterais com os EUA", e que se parecem mais com a Okhrana (polícia secreta czarista) do que com instituições de segurança ocidentais.
Esses "protegidos de Putin", explicava o embaixador, "dominam a economia e os serviços de segurança" e "acreditam que a resposta para a maioria dos problemas é um Estado forte que exerça um controle político e económico eficaz". Seus três interlocutores, continuou, "acumulam poder político, ... empregando a lei contra seus inimigos... e transformando os juizados em armas". Partidários de "apertar os tornozelos da oposição interna e seus supostos apoios externos, principalmente os EUA e seus aliados ocidentais", os siloviki controlam grande número de pessoal e recursos.
(continua)

Cristina disse...

Apesar de suas semelhanças, "competem entre si pela influência" e protagonizam "conflitos opacos que às vezes saem à superfície". "Os analistas independentes acreditam que nos serviços de segurança haja pessoas ligadas ao crime organizado", escreveu Beyrle. Putin fez carreira como oficial do KGB (comité de segurança do Estado da União Soviética), foi destinado à República Democrática Alemã e mais tarde chegou a dirigir o SFS.
Num relatório baseado em especialistas do sector de petróleo, a embaixada americana adverte em Novembro de 2008 sobre rumores segundo os quais a empresa suíça Gunvor é uma das fontes da "riqueza secreta de Putin". A Gunvor controla até 50% das exportações de petróleo russas e pertence a Gennady Timchenko, um colega de Putin na KGB.
Beyrle indicava que os siloviki se opunham aos "modernizadores", os sectores que vinculam o futuro do país à integração na economia mundial, à transparência e à aplicação da lei, e que são a base de Medvedev, o "sócio menor" e um "firme defensor da modernização económica, política e tecnológica".
Depois das "revoluções coloridas" na Geórgia (2003) e Ucrânia (2004), os serviços russos incrementaram suas actividades contra os EUA e outros países ocidentais, aos quais culpam de animar aqueles protestos. "O assédio contra todo o pessoal da embaixada disparou nos últimos meses em um nível não visto em muitos anos", afirmou Beyrle.
O embaixador citava batidas domiciliares, actividades contra o pessoal russo da sede e vigilância permanente aos diplomatas. Beyrle não esperava mudanças em médio prazo.
"A águia russa tem duas cabeças", explicava Mikhail Margelov, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Conselho da Federação (câmara alta do Parlamento) a um representante americano em Junho de 2008. O novo presidente "não é uma marionete e logo dominará a situação de modo inquestionável", afirmou Margelov, segundo um despacho confidencial. Na sua opinião, Medvedev era "um aluno que havia aprendido muito com seus professores" e supostamente com o "decano da faculdade", quer dizer, Putin.

Cristina disse...

A luta contra a corrupção indicaria a seriedade do presidente. Putin, alegava o senador russo, trabalhava duro para proteger o discípulo de seu próprio entorno. Essa ideia de Putin como protector de Medvedev diante dos siloviki sem escrúpulos foi manifestada por outros contactos da embaixada.
A guerra com a Geórgia em Agosto de 2008 foi a prova de fogo da dupla dirigente. Um influente jornalista russo contou aos americanos que, em um encontro em São Petersburgo em Junho daquele ano, Medvedev propôs ao presidente Mikhail Saakashvili acertar "entre nós" os problemas dos secessionistas da Geórgia. Quando o georgiano atacou Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul, não houve fissuras na dupla russa, mas, segundo Beyrle, "Medvedev pestanejou" e evidenciou a necessidade de "um regente". Na opinião dele, a guerra mostrou que Putin havia sido "o homem em quem a maioria dos russos confia para proteger seus interesses nacionais".
Em Pequim, onde assistia aos Jogos Olímpicos, o primeiro-ministro deu o tom e posteriormente vigiou o acordo de cessar-fogo com a Geórgia negociado com a mediação do francês Nicolas Sarkozy. "Pálido e cansado", Medvedev foi aprendendo no caminho e seguindo as instruções de seu mentor. Depois a dupla se reequilibrou e Medvedev adoptou um papel mais proeminente, segundo os despachos da embaixada. A partir do outono de 2008, a crise económica mundial substitui a guerra com a Geórgia como medida da relação com os EUA.
A julgar pelas fontes, Putin resistiu a um papel secundário e rejeitou a ideia de criar com o vice-presidente americano, Joe Biden, uma nova comissão bilateral como a que co-dirigiram o chefe de governo Victor Chernomyrdin, e o vice-presidente americano Al Gore, sendo Boris Ieltsin o presidente da Rússia. Em Outubro de 2008 o oligarca Vladimir Potanin, considerado próximo do primeiro-ministro, advertiu o embaixador de que Obama deveria ter "uma relação separada e uma agenda com Putin". "Potanin disse de maneira contundente que, deixando de lado as subtilezas diplomáticas, Putin ainda era o poder real na Rússia e o novo presidente tem de tratar com ele directamente para que as relações melhorem", escreveu a embaixada em Moscovo. Citando fontes russas, Beyrle afirmava que é "muito importante que Putin não se sinta marginalizado quando o governo Obama fizer seus primeiros contactos com a direcção russa".
(Continua)

Cristina disse...

Às vezes são os aliados da Rússia que instruem sobre a dupla do Kremlin. A embaixada dos EUA em Astana cita um assessor de política externa do presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, segundo o qual Medvedev teria se apresentado como o "representante de uma nova geração ... não envenenado pela história de antiamericanismo durante a Guerra Fria ... e disposto a trabalhar com Washington ... mas irritado" por sua política de instalar uma defesa antimísseis e ampliar a NATO.
O presidente do Azerbaijão, Iljam Aliev, por sua vez, qualifica Medvedev como "um intelectual moderno de uma nova geração", mas cercado de gente que não controla e subordinado a Putin. "Não se podem ferver duas cabeças em uma mesma panela", afirmou o azerbaijano, segundo um relatório confidencial da embaixada em Baku.
Washington esteve atento às opiniões dos europeus. Em 2008, Merkel não queria se reunir com Putin para não lhe dar destaque, mas em Dezembro de 2009 os americanos informavam confidencialmente de Berlim que o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha "está se preparando" para o possível retorno de Putin à presidência em 2012, o que era "muito provável". Os franceses acreditavam que Medvedev adoptava cada vez com maior frequência posições opostas a Putin e era mais aberto ao Ocidente, à modernização e às questões jurídicas, segundo afirmou em Setembro de 2009 um documento secreto da embaixada em Paris.
A atitude francesa pode se resumir no lema "apoiar Medvedev e tolerar Putin", advertia naquele mesmo mês um diplomata americano. O presidente francês "também tentou se aproximar e cultivar" Medvedev acima de Putin, com a "esperança de reforçar os relativamente moderados em Moscovo", disseram os americanos em Março de 2009.
Numa conversa com a secretária de Estado Hillary Clinton, o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, considerou que Medvedev era um "sujeito normal, pelo menos melhor que Putin" e o elogiou por "ter tomado a sensata decisão de não instalar mísseis Iskander em Kaliningrado", segundo um documento secreto de Fevereiro de 2009.
Medvedev admite a possibilidade de sanções ao Irão, mas a embaixada americana acreditava no outono de 2009 que a decisão nesse âmbito correspondia a Putin, porque as sanções teriam grande impacto na economia russa e nas empresas que controlam a exportação de armamentos e equipamento nuclear, que fazem parte das competências do primeiro-ministro.
Depois de uma conversa com Yuri Ushakov, conselheiro de Putin e ex-embaixador da Rússia em Washington, Beyrle opinava que era necessário manter Putin controlado, especialmente enquanto continuavam abertos os problemas do Irão e do tratado de desarmamento nuclear Start. Isto, indicou Beyrle, era "chave" para garantir que nenhum dos siloviki pusesse em risco essas prioridades para promover seus próprios interesses.
Medvedev também discorda de Putin em sua avaliação da história. Para o primeiro-ministro, a maior tragédia do século 20 foi a desintegração da União Soviética; para o presidente, a revolução bolchevique de 1917, segundo um documento secreto da embaixada em Moscovo no qual é citada uma conversa de Medvedev com a chanceler alemã, Angela Merkel. [Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves] El País

Gilberto Mucio disse...

Interessante também a informação de que os EUA instigaram a Geórgia(Poodle amestrado do Império na região) a assassinar civis na Ossétia do Sul.

FAB FLANKER disse...

Quem governa a Rússia é Vladimir Putim! Será que é difícil de entender?

Somente um leigo para acreditar que um país como a Rùssia fosse governado por um político tão fraco como é Dmitry Medvedev!

Putin rege a Rússia com mãos de ferro, e retornará triunfante á presidencia da Rússia em 2012!

PortugueseMan disse...

Caro Gilberto Mucio,

Onde é que viu isso reportado?

António disse...

Um tópico bastante interessante, e que passou despercebido a muitos dos jornalistas que andam a analisar os telegramas, é a forma como estes trazem à luz as maquinações de Berlusconi e Putin para branquear o roubo dos activos da Yukos. Para legitimar o desmembramento, a joint-venture internacional Severenergia (com as italianas ENI e ENEL e a Gazprom) foi "compelida" a licitar uma parte dos activos da Yukos no seu leilão de falência, sendo de facto o único licitador internacional que se atreveu a entrar no jogo.

Face ao elevado valor dos activos em leilão, seria surpreendente que milhentos outros operadores não licitassem. Mas o facto é que todas as outras empresas internacionais se abstiveram de licitar, face à óbvia ilegalidade da apropriação dos activos, e a ENI/ENEL foi o "fantoche" internacional que serviu para dar uma aparência de legitimidade ao leilão.

Previsivelmente para muita gente, a ENI/ENEL acabou por "devolver" os activos à Gazprom, mesmo depois de o presidente executivo do grupo italiano ter afirmado publicamente que não tinham intenção de vender. E o roubo foi assim branqueado.

Ao pé de uma coisa destas, chamar estado mafioso ao Kremlin quase que soa a elogio.

http://www.guardian.co.uk/world/us-embassy-cables-documents/247415

António Campos

Anónimo disse...

Há aqui umas pessoas que querem que o seu o seu ódio de estimação fique mal na fotografia mas pelos vistos o alvo do sr Assange é os Estados Unidos.

MSantos disse...

De facto ou Julian Assange tem como único alvo os EUA ou então não passa de um agent provocateur para permitir um maior cerco e controle dos governos face à liberdade de imprensa da mesma maneira que o outro 11 de Setembro facilitou o maior controle dos cidadãos.

De qualquer das formas nada do que foi revelado é relevante ou constitui novidade.

Por exemplo: Um dos documentos apresenta um ponto fulcral na defesa dos EUA mais concretamente na sua capacidade de livre circulação marítima.

Esse ponto estratégico muito secreto e nada evidente é...

...o canal do Panamá!

Cumpts
Manuel Santos

Anónimo disse...

In the theory of atavism games are portraying as a result of inherited traits, the nipper is considered a "review" of filogeniei.